Raquel Anderson: Hoje é um dia especial!
Não estamos só iniciando uma nova série “Caminhando pelos desertos da vida”, mas também é o primeiro dia do nosso desafio de 40 dias, intitulado Persevere: um desafio de 40 dias para permanecer firme.
Nosso desejo é caminharmos juntas, aprendendo a perseverar em meio às difíceis estações, firmadas na Palavra e na graça de Deus.
E queremos muito que você participe conosco nessa jornada! Existem algumas maneiras de se envolver:Você pode entrar no nosso grupo de WhatsApp exclusivo para o desafio — o link está na transcrição deste podcast — ou acessar o nosso site, na aba Desafios, se inscrever e começar a receber os conteúdos diários por e-mail.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quero te garantir: não existe ninguém que viva sempre no topo da montanha. Você pode achar que seu pastor vive assim, ou …
Raquel Anderson: Hoje é um dia especial!
Não estamos só iniciando uma nova série “Caminhando pelos desertos da vida”, mas também é o primeiro dia do nosso desafio de 40 dias, intitulado Persevere: um desafio de 40 dias para permanecer firme.
Nosso desejo é caminharmos juntas, aprendendo a perseverar em meio às difíceis estações, firmadas na Palavra e na graça de Deus.
E queremos muito que você participe conosco nessa jornada! Existem algumas maneiras de se envolver:Você pode entrar no nosso grupo de WhatsApp exclusivo para o desafio — o link está na transcrição deste podcast — ou acessar o nosso site, na aba Desafios, se inscrever e começar a receber os conteúdos diários por e-mail.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quero te garantir: não existe ninguém que viva sempre no topo da montanha. Você pode achar que seu pastor vive assim, ou alguma pessoa piedosa que você respeita, ou algum grande líder cristão. Você pode pensar: Bem, eles parecem viver sempre no topo da montanha. Não é verdade. Eles não vivem.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Aviva Meu Coração, na voz de Renata Santos.
Um alpinista que passou algum tempo em uma montanha pode ter dificuldade para se ajustar novamente à vida normal. O mesmo pode ser verdade para alguém que experimentou Deus de maneira profundamente emocional, mas depois precisa voltar à vida cotidiana. Pode parecer tão seco lá no vale. Nesta semana, ganhe uma nova perspectiva sobre como viver com fidelidade. A série da Nancy se chama Caminhando pelos desertos da vida.
Nancy: Olhando para trás, para a trajetória da minha vida, vejo que existem diferentes estações. Há altos e baixos. Houve algumas experiências no topo da montanha incrivelmente maravilhosas, em que eu sabia que Deus estava ali; eu sabia da realidade da Sua presença, e Ele parecia tão perto como se eu quase pudesse tocá-Lo, e momentos em que estava bem claro para mim como Ele estava agindo e o que Ele estava fazendo. E eu pensava: “Uau, isso é maravilhoso!”
Mas houve outros momentos em que parecia que Deus estava tão distante, e tempos que eu chamaria não de experiências no topo da montanha, mas de experiências no deserto. Acho que um dos problemas na vida cristã é que às vezes esperamos que ela seja sempre repleta de experiências no topo da montanha. Quando não são, ficamos decepcionadas ou frustradas, pensando: O que estou fazendo de errado? ou O que está faltando? ou Essa coisa de vida cristã simplesmente não funciona. À medida que você vive algumas experiências de deserto, percebe que isso faz parte da vida cristã.
Se você não esperar por isso, pode ficar desiludida e decepcionada. Quero te garantir: não existe ninguém que viva sempre no topo da montanha. Você pode achar que seu pastor vive assim, ou alguma pessoa piedosa que você respeita, ou algum grande líder cristão. Você pode pensar: Bem, eles parecem viver sempre no topo da montanha. Não é verdade. Eles não vivem.
Fico muito feliz porque as Escrituras não só nos ensinam como viver no topo da montanha mas, provavelmente o que é mais importante, como viver quando estamos lá embaixo no vale, quando estamos no fundo do poço, quando estamos passando pelas experiências de deserto em nossas vidas.
Nos próximos dias quero que olhemos para dois períodos específicos das Escrituras em que o povo de Deus passou por experiências de deserto. Um deles foi no Antigo Testamento, outro no Novo. Veremos o povo de Deus, o deserto que eles experimentaram, como foi, o que eles aprenderam e o que Deus pode nos ensinar por meio disso.
Hoje queremos começar olhando para uma dessas passagens. Ela se encontra no Evangelho de Marcos, capítulo 1. É, na verdade, um acontecimento que ocorre na vida de ninguém menos do que o próprio Senhor Jesus.
Fico muito feliz porque essa passagem está na Bíblia, porque o fato de Jesus, o próprio Filho de Deus, ter passado por uma experiência de deserto, me faz perceber que isso faz parte da vida. Está tudo bem. Você pode atravessar os desertos. Você pode sobreviver no deserto. Jesus conseguiu. Ele suportou, e é possível para nós suportarmos também.
Então, deixe-me ler, começando em Marcos capítulo 1, versículo 9. Este primeiro parágrafo, versículos 9–11, é a descrição do batismo de Jesus enquanto Ele se prepara para iniciar Seu ministério terreno.
Versículo 9:
Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia [Ele havia crescido, claro, em Nazaré] e foi batizado por João no rio Jordão. Logo ao sair da água, Jesus viu os céus se abrindo e o Espírito descendo como pomba sobre ele. Então veio uma voz dos céus, que dizia: — Você é o meu Filho amado; em você me agrado [algumas traduções dizem: ‘Tu és o Meu Filho, a quem Eu amo’]. (vv. 9–11)
Veja que experiência no topo da montanha! Jesus havia acabado de ter uma. Ele havia sido batizado; estava obedecendo a Deus; e sendo lançado em Seu ministério terreno. Os céus se abrem; o Espírito desce como uma pomba e essa voz do céu fala. Claro, é Seu Pai dizendo: “Você é meu Filho. Eu te amo, e tenho prazer em você”. Este é o cume. É o ápice, é emocionante e maravilhoso!
Então veja à seguir o versículo 12:
E logo [o que aconteceu em seguida] o Espírito o impeliu para o deserto.
Logo à seguir Ele vai para o deserto, e esteve no deserto por quarenta dias sendo tentado por Satanás. “Estava com as feras, e os anjos o serviam.”
Quando falamos sobre o deserto, alguma de vocês já viveu no deserto? Algumas de vocês talvez já tenham estado no deserto. Quando você pensa em um deserto, que tipo de palavras vêm à mente? Como você descreveria o deserto, fisicamente? Como ele seria?
Seco — essa é a primeira palavra que muitas de nós pensamos. Não há muita água. Árido — é difícil que algo cresça por lá porque é preciso água para crescer. Aranhas caranguejeiras — credo! Certo, havia animais selvagens ali. Talvez alguns deles fossem aranhas caranguejeiras. Não sei que tipo de animais havia no deserto em que Jesus estava, mas seja quais fossem, acho que eu não gostaria muito de estar perto deles.
Desertos — o que você pensa?
Quente. Você já viu aqueles comerciais: há um homem no deserto, morrendo de sede, sem comida. Ele não tem nada para comer e está se arrastando pela areia. E, de repente, ele encontra um McDonalds ou algo assim. E ele corre para encontrar algo para beber ou algo fresco e revigorante. Há aquela imagem de alguém desesperadamente sedento, desesperadamente necessitado de algum tipo de sustento.
Eu penso em desertos como lugares onde há muita monotonia, muita rotina e não há muitas paisagens interessantes. É sem graça. Você pode pensar no deserto como terra não cultivada, meio selvagem. As coisas simplesmente brotam, mas nada é realmente bonito. É difícil ganhar a vida no deserto. Deuteronômio 32 descreve o deserto como “um ermo solitário povoado de uivos” (v. 10). Essa é uma boa descrição.
Eu penso em desertos como solitários, isolados. Não há muitas pessoas. Você pode viver a quilômetros da vizinha mais próxima, e quem sabe quantos quilômetros de um supermercado ou algum tipo de civilização. Lugares desabitados — são desertos. O deserto.
E, às vezes, eles parecem não ter fim, vão até onde a vista alcança — nenhuma cidade, nenhuma árvore, apenas aridez. Algumas de vocês talvez se lembrem da época da Operação Tempestade no Deserto (na época da Guerra do Golfo), e das descrições que chegavam sobre o que as tropas enfrentaram com a areia, o calor e os ventos. Os soldados passaram por algumas coisas bem difíceis no deserto.
Como dissemos, o deserto é uma figura de certas estações da nossa vida. Precisamos entender que, se você é cristã há mais do que algumas semanas, provavelmente passará por algum tipo de experiência de deserto.
Quantas de vocês conseguem pensar em um momento da vida, espiritualmente, nos relacionamentos ou pessoalmente, que você descreveria como uma experiência de deserto? A maioria de vocês já viveu o suficiente para experimentar isso. Durante essa série vamos falar sobre como alguns desses momentos são e como podemos lidar com eles. Sou muito grata porque a Palavra de Deus aborda esse tema dos desertos — como chegamos lá, por que Deus permite esses momentos, o que podemos aprender e como podemos crescer por meio deles.
Na verdade, antes que esta série acabe, vou compartilhar com vocês como não apenas sobreviver no deserto, mas como florescer no deserto.
Vamos começar observando como isso se relaciona com nossas experiências com algumas características do deserto. Desertos espirituais — o que são eles? Hoje e na próxima sessão, darei a vocês várias características do deserto. Nós as vemos neste relato da vida de Jesus e em alguns outros relatos que veremos.
A primeira coisa que precisamos perceber é que isso pode acontecer com qualquer pessoa. Ser uma filha de Deus não te torna imune a experiências no deserto. Na verdade, se você é uma filha de Deus, pode ter certeza de que vai passar por experiências no deserto. Aconteceu com Jesus. Acontece com as pessoas mais piedosas.
Charles Colson era um amigo da nossa família e um grande homem de Deus. Ele amava o Senhor e teve um ministério maravilhoso. Deus o usou de muitas maneiras. Mas eu me lembro de ter lido um artigo que ele escreveu na revista Christianity Today, que ele chamou de “A Noite Escura da Minha Alma”, e o subtítulo era “O Melhor do Evangelicalismo Não Me Preparou para Esta Luta”. Aqui está o que o Sr. Colson disse no começo daquele artigo:
Sou um produto do que há de melhor no evangelicalismo: convertido há trinta e dois anos em meio a um rio de lágrimas depois de ouvir o Evangelho, disciplinado por um forte grupo de oração, ensinado por grandes teólogos. Eu conheço a força do evangelicalismo em levar as pessoas a um relacionamento íntimo com Jesus.
Mas o que acontece quando você depende dessa intimidade com Deus e chega o dia em que Ele parece distante? O que acontece na noite escura da alma? (Este é o termo que alguns dos antigos escritores que escreviam sobre a vida cristã usavam.) No ano passado eu descobri o que acontece.
Ele tinha acabado de escrever um livro chamado The Good Life (A Boa Vida, em uma tradução livre). E ele disse:
Semanas depois de terminar The Good Life, meu filho Wendell foi diagnosticado com câncer nos ossos. A cirurgia para remover um tumor maligno durou dez horas — o dia mais longo da minha vida. Wendell sobreviveu, mas ainda está fazendo quimioterapia. Eu mal tinha recuperado o fôlego quando minha filha, Emily, foi diagnosticada com melanoma.
De volta ao hospital, eu novamente orei fervorosamente. Logo depois, minha esposa, Patty, passou por uma grande cirurgia no joelho. Onde estava a minha boa vida?
Exausto de hospitais, de dois anos escrevendo The Good Life e de uma situação desagradável com um ex-funcionário descontente, eu me vi lutando contra o Príncipe das Trevas, que nos ataca quando estamos mais fracos. Eu andava pela casa à noite, perguntando a Deus por que Ele permitiria isso. Sozinho, abalado, com medo, eu ansiava pela proximidade com Deus que experimentei até mesmo nos dias mais sombrios da prisão.
Aqui ele está dizendo: “Passei por toda aquela experiência na prisão, e Deus parecia mais próximo de mim do que anos depois, quando eu era um cristão maduro, com um ministério frutífero, tendo acabado de escrever um livro dizendo às outras pessoas como ter uma vida boa.
De novo, à medida que você caminha com o Senhor por algum tempo, vai encontrar momentos em que você diz: “Onde está Deus? Eu não O vejo. Eu não O sinto”. Quero começar dizendo que esse tipo de experiência no deserto pode acontecer com qualquer pessoa.
- Aconteceu com o apóstolo Paulo.
- Aconteceu com Jesus.
- Aconteceu com Moisés.
- Aconteceu com os cristãos mais maduros e piedosos.
Na verdade, se você quer ser uma filha de Deus madura e piedosa, um dos meios que Deus usa para levar você até lá é conduzi-la por experiências no deserto. Então, primeiro, isso pode acontecer com qualquer pessoa.
Segundo, o fato de você estar em um deserto não significa que Deus não te ama. Podemos passar por algumas dessas experiências — alguém da sua família recebe um diagnóstico de câncer, alguém que você ama morre, você passa por um tempo de grande esgotamento ou solidão ou frustração, ou apenas lutas da vida — e você começa a pensar: Deus está bravo comigo. Ele não gosta de mim! O fato de você estar em um deserto não significa que Deus não te ama. Na verdade, o fato de você estar em um deserto pode ser uma expressão do amor de Deus.
Sabemos, pelo texto que acabamos de ler em Marcos 1, que Deus amava Jesus profundamente. Deus tinha acabado de dizer: “Você é o meu Filho amado; em você me agrado”. E logo depois, Jesus é conduzido pelo Espírito de Deus para um deserto. Você não poderia dizer que Deus não amava Jesus. Você não poderia dizer que Deus estava bravo com Jesus. Deus O amava, e nesse amor, Deus O levou a um deserto.
Talvez não consigamos sentir o amor de Deus quando estamos no deserto; e, na verdade, é nos desertos que aprendemos a exercitar a fé naquilo que não podemos ver nem sentir. Essa é uma das razões pelas quais precisamos de desertos, porque sem fé é impossível agradar a Deus.
É nos tempos de deserto, quando você não consegue ver o que está acontecendo, quando não consegue entender os propósitos de Deus, que você começa a exercitar a fé e a dizer: “Senhor, eu sei que Tu estás aqui. Eu sei que Tu me amas e sei que estás cumprindo os Teus propósitos na minha vida e neste mundo, independentemente do que estou passando, do que parece ou do que eu sinto”.
Há mais uma coisa que quero que você observe neste texto sobre os desertos: experiências no deserto muitas vezes vêm depois de tempos de bênçãos incomuns, de vitórias inusitadas ou abundância na vida cristã.
Temos ouvintes mais jovens e algumas até adolescentes. Quero dizer a vocês, jovens: esta é uma forma de agir de Deus que vocês devem esperar para o resto da vida. Haverá momentos em que Deus fará uma grande obra em suas vidas ou usará vocês de uma maneira especial. Não se surpreenda quando, às vezes, logo depois desses períodos de bênção incomuns, Deus as conduzir a uma experiência no deserto.
Veja o que aconteceu com Jesus. Jesus foi batizado por João Batista. Deus falou dos céus. Deus enviou o Espírito Santo descendo sobre Ele como uma pomba. Deus declarou: “Este é o Meu Filho, a quem Eu amo. Em quem me agrado”. Uma grande experiência. Jesus foi publicamente reconhecido como o Filho de Deus. Ele foi lançado em Seu ministério terreno, e logo depois do Seu batismo, “Logo”, diz Marcos, “o Espírito O conduziu ao deserto”, à região árida.
Alguém já disse assim: “Depois da bênção vem a batalha”. Depois da bênção, depois do momento de benção, vem a batalha. Espere por isso. Não se surpreenda com isso.
Recentemente, perguntei a alguns amigos sobre como foram suas experiências de desertos, e o que Deus tinha ensinado a eles. Um amigo escreveu e disse o seguinte, e eu acho isso muito característico. Ele disse:
Dois meses depois de experimentarmos um avivamento em nosso casamento e família, minha esposa e eu nos rendemos ao ministério em tempo integral. Nós oramos: ‘Senhor, faça o que for preciso para nos tornar mais parecidos contigo’. Nós nos rendemos para ir a qualquer lugar e fazer qualquer coisa por Ele.
Agora, você pensaria que depois de entregar a vida assim ao Senhor e dizer: “Senhor, faça o que for preciso, torna-me mais parecida com Jesus”, Deus diria: “Que bom! Aqui vai mais bênção!” Mas no caso deles, a tempestade veio logo depois da rendição. Ele disse:
Naquele domingo, depois que tornamos pública a nossa decisão de nos dedicar ao ministério em tempo integral, a mensagem do nosso pastor teve quatro pontos. Ele disse: ‘Se você entregar sua vida completamente ao Senhor, isso terá um custo’. Ele apontou especificamente que isso custaria sua reputação, seus recursos, seus relacionamentos e sua residência.
Nos meses seguintes, todas essas quatro áreas das nossas vidas foram afetadas de maneira profunda. Imediatamente após entregarmos nossas vidas a Ele para o ministério em tempo integral, nosso mundo desabou.
E ele contou sobre como isso aconteceu em todas as quatro áreas. Primeiro, na área dos recursos:
Sem qualquer culpa nossa, perdemos 80% de todas as nossas economias. Nossa renda diminuiu em 95%.
Você pensaria: Senhor, eu disse que ia Te servir. Achei que o Senhor ia me abençoar! Estamos indo na direção errada aqui. Ele disse: “Nosso mundo desmoronou na área financeira”. Reputação. Ele disse:
Eu passei de alguém importante para um “zé ninguém” entre outros empresários e prestadores de serviço. Os mesmos banqueiros que antes me cumprimentavam na porta agora mal me davam atenção.
Então recursos, reputação. . . e depois, relacionamentos. Ele disse:
Porque perdemos nossos recursos e nossa reputação, nossos familiares e amigos se afastaram.
Foi como se pensassem: “o que há de errado com ele? Deve estar com algum tipo de peste! Talvez isso seja contagioso”. Eles não queriam estar por perto. E então, a residência foi a quarta área que o pastor havia mencionado que seria desafiada, e meu amigo disse:
Nos mudamos para um local há oitocentos quilômetros de distância. Saímos de uma casa de 450 metros quadrados para um espaço de 28 metros quadrados. Eu tinha obedecido a Deus, e agora 90% do meu mundo tinha desaparecido.
Nosso mundo desabou ao nosso redor. (E aqui está o ponto importante.) Quando a poeira baixou, tudo o que restou foi o fundamento. Como construtor, eu sei o quanto os fundamentos são importantes, e ainda assim essa é a parte do processo de construção com a qual a maioria das pessoas menos se importa. Elas se preocupam muito mais com os acabamentos.
E o que aconteceu com esse homem, com sua esposa e sua família? Eles sentiram como se todo o seu mundo estivesse desmoronando. Eles fizeram esse compromisso tão profundo com Deus, e em seguida Deus os levou imediatamente ao deserto. O que eles descobriram no deserto foi que o fundamento era sólido, que não eram apenas as coisas externas que importavam. Eles voltaram ao básico. Voltaram ao que realmente importava, e descobriram que isso permaneceria.
Mas isso aconteceu — e é isso que quero que vocês percebam — logo após entregarem suas vidas para serem usadas pelo Senhor. Eles tinham orado: “Senhor, faça o que for preciso para nos tornar mais parecidos contigo”. E sabe o que Deus disse? “É isso mesmo que vocês querem dizer? Vocês querem ser mais parecidos com Jesus? Pois é isso que é necessário. Eu enviei Meu Filho ao deserto, à terra árida, por quarenta dias para ser tentado, para estar com as feras”.
Você quer ser parecida com Jesus, e acha que pode ser como Ele sem passar por desertos? É no deserto que nos tornamos como Jesus.
Em muitos casos, eu mesma percebi que, às vezes, depois de ter um ótimo tempo devocional, ou um momento de grande bênção, ou grande alegria, ou grande vitória espiritual, às vezes depois de ser usada por Deus no ministério, muito pouco tempo depois eu me vejo no deserto, em um deserto espiritual.
Espere por isso. Perceba que faz parte dos caminhos de Deus. Não resista. Não fuja. Não se ressinta. Perceba que isso pode acontecer com qualquer pessoa. O fato de você estar no deserto não significa que Deus não te ama, e não é incomum que experiências no deserto aconteçam logo depois de você ter experimentado uma grande bênção de Deus na sua vida.
Vamos retomar esse pensamento no próximo episódio.
Raquel: Se você está caminhando por um deserto agora, espero que as palavras de Nancy DeMoss Wolgemuth tenham sido um encorajamento para que você não desista. Ela voltará para orar com você.
Quando pessoas experientes atravessam o deserto, uma das maneiras de continuarem seguindo em frente, é recebendo suprimentos pelo ar. Um piloto as encontra em determinado dia e lança o que precisam. Se você está no deserto, queremos lançar alguns suprimentos para você. Não vamos usar um helicóptero. Vamos usar o desafio de 40 dias Persevere: um desafio de 40 dias para permanecer firme. Queremos caminhar ao seu lado, trazendo encorajamento diário, verdades bíblicas e lembretes da graça de Deus para sustentar você no deserto.
Se você ainda não se juntou a nós, este é o momento! Você pode participar entrando no nosso grupo de WhatsApp — o link está na transcrição deste podcast — ou acessando o nosso site, na aba Desafios, se inscrevendo para receber os conteúdos diariamente por e-mail.
Estamos juntas nessa jornada. Não caminhe sozinha.
Nancy: Eu me pergunto se talvez você esteja em um deserto agora, e se você diria: “Senhor, eu confio em Ti — sei que sabes o que estás fazendo, e estou disposta a suportar isso e a confiar que Tu me conduziste até aqui, que suprirás as minhas necessidades, que meu fundamento será firme, e que serei cuidada neste deserto, assim como Tu cuidaste do Teu Filho”.
Se você perceber que está com raiva de Deus, duvidando dele ou resistindo a Ele, diga agora: “Senhor, eu sei que Tu me amas, e eu quero receber esta experiência de deserto como parte do Teu plano amoroso e sábio para minha vida”.
E Senhor, ainda que não possamos entender totalmente os Teus propósitos nos desertos, queremos dizer que reconhecemos que precisamos deles, e Te agradecemos por Tua ação nas nossas vidas, mesmo por meio das experiências de deserto. Dá-nos entendimento dos Teus caminhos enquanto continuamos estudando este assunto dos desertos e como Tu ages por meio deles. Eu oro em nome de Jesus, amém.
Raquel: Nancy traz um alerta para qualquer pessoa que esteja vivendo um tempo de grande bênção e frutificação. É provável que uma estação de deserto venha em seguida. Ela falará sobre isso no próximo episódio.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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