De repente, tenho adolescentes: Uma entrevista com Susan Yates | Dia 5
Raquel Anderson: Para acertar no alvo, você precisa de mais do que um arqueiro experiente. As flechas precisam ser moldadas. Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
O livro dos Salmos compara nossos filhos a flechas. Se uma flecha vai acertar o alvo, ela precisa ser lançada. O papel dos pais, como vamos ouvir Nancy e sua convidada, Susan Yates, discutirem, é moldar essas flechas para o voo. Se fizermos esse trabalho bem, nossos filhos terão uma chance muito maior de acertar o alvo.
Os exemplos apresentados têm uma perspectiva de vida dos adolescentes nos Estados Unidos, embora os princípios sejam válidos a todos, alguns exemplos ou situações de vida abordadas se referem à cultura americana.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Deixe-me fazer uma pergunta que toda mãe precisa considerar. Quais são seus objetivos para seus filhos? Como você completaria essa …
Raquel Anderson: Para acertar no alvo, você precisa de mais do que um arqueiro experiente. As flechas precisam ser moldadas. Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
O livro dos Salmos compara nossos filhos a flechas. Se uma flecha vai acertar o alvo, ela precisa ser lançada. O papel dos pais, como vamos ouvir Nancy e sua convidada, Susan Yates, discutirem, é moldar essas flechas para o voo. Se fizermos esse trabalho bem, nossos filhos terão uma chance muito maior de acertar o alvo.
Os exemplos apresentados têm uma perspectiva de vida dos adolescentes nos Estados Unidos, embora os princípios sejam válidos a todos, alguns exemplos ou situações de vida abordadas se referem à cultura americana.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Deixe-me fazer uma pergunta que toda mãe precisa considerar. Quais são seus objetivos para seus filhos? Como você completaria essa frase: Eu vou sentir que tivemos sucesso com nossos filhos se. . .? (complete a frase)
Temos conversado durante toda esta semana com Susan Yates, que é uma mulher maravilhosa. Ela é mãe de cinco filhos e em um determinado momento todos eram adolescentes ao mesmo tempo.
Alguns anos atrás Susan escreveu um livro chamado “De repente, tenho adolescentes" (em tradução livre). Esse livro não está disponível em português, mas tentamos resumi-lo o máximo que pudemos nesta série. Ao ouvir o conteúdo deste podcast, tenha em mente que esta série foi gravada mais de vinte anos atrás e por isso não fala muito sobre como lidar com tecnologia e outros assuntos mais recentes. É um livro prático, cheio de exemplos da vida real da sua própria família e muita sabedoria da Palavra de Deus para quem é pai ou mãe de adolescentes.
Susan, obrigada por estar conosco durante toda esta semana aqui no Aviva Nossos Corações.
Susan Yates: Obrigada por me receber, Nancy. Tem sido um verdadeiro prazer estar com vocês esta semana.
Nancy: Um dos textos que considero super importante para os pais meditarem é o Salmo 127, onde diz que os filhos são um presente do Senhor e que são como flechas nas mãos de um guerreiro. Flechas não foram feitas para ficar na aljava. Elas devem ser lançadas para cumprir seu propósito. As Escrituras dizem que chega o momento em que os filhos precisam ser enviados ao mundo. E, enquanto seus filhos crescem, os pais precisam ir pensando: Que tipo de flechas queremos produzir? O que queremos que eles sejam capazes de realizar quando forem para o mundo?
No último capítulo do seu livro, você apresenta uma lista (que achei super prática e útil) de onze habilidades de vida que você queria garantir que seus filhos tivessem antes de saírem de casa. Não teremos tempo de falar detalhadamente sobre todas essas habilidades, mas vamos falar sobre algumas delas. Você disse, antes de tudo, que queria ensinar seus filhos a terem boas maneiras.
Susan: Essa é importante — e meus filhos não gostavam nem um pouco disso, Nancy. Para ser bem sincera, não acho que nenhuma criança gosta de aprender boas maneiras. Acho importante que nós, como pais, nos perguntemos por que precisamos ensinar boas maneiras. A razão é esta: Deus é quem está chamando nossos filhos para aquilo que Ele preparou para que eles vivam.
Eu quero equipar meus filhos para que se sintam à vontade em qualquer ambiente da sociedade, para que possam cumprir o chamado de Deus, onde quer que Ele os coloque. Em outras palavras, quero que meus filhos se sintam confortáveis jantando na Casa Branca, comendo com reis ou embaixadores — sabendo como se sentar à mesa, como fazer o anfitrião se sentir honrado, como tratar os outros convidados, porque isso tem a ver com respeito e honra. Honramos aqueles com quem nos sentamos e convivemos. Quero que meus filhos se sintam confortáveis fazendo isso na Casa Branca.
Por outro lado, quero que se sintam confortáveis no menor e mais simples casebre — onde possam fazer seu anfitrião se sentir valorizado, honrado e à vontade. Então, de um lado estamos ensinando nossos filhos a jantar com reis; do outro, estamos ensinando a jantar com os mais pobres. É importante que eles estejam equipados para ficar à vontade nos dois cenários. Isso ajuda a explicar o porquê das boas maneiras — porque seus filhos vão perguntar: “Por que eu preciso aprender isso?” E você precisa saber responder. Uma das coisas que fizemos para ensinar boas maneiras aos nossos filhos foi promover jantares de faz-de-conta na Casa Branca. Nesses dias, Nancy, tentávamos deixar tudo o mais divertido possível. Fazíamos brincadeiras, mas eu colocava as toalhas certas, jogos americanos, porcelana, talheres, e os vários garfos e colheres adequados.
Fingíamos estar jantando com o Presidente. Pensávamos em tópicos de conversa. Discutíamos qual utensílio usar para cada prato — e o que fazer quando você não sabe. Muitas vezes você estará em situações em que não sabe se portar — então você observa a anfitriã! Você espera até que ela comece a comer. Nosso objetivo era equipar nossos filhos a ficarem à vontade em qualquer situação. Dê também aos seus filhos oportunidades de servir nos centros comunitários, ou em contextos totalmente opostos, para que aprendam a fazer qualquer pessoa se sentir à vontade.
Nancy: Meus pais concordariam cem por cento com você nisso. Meu pai costumava dizer que queria ter certeza de que fôssemos damas e cavalheiros cristãos. Esse era um dos objetivos dele para nós. É uma habilidade de vida, como você disse, e é muito importante.
Você mencionou outra habilidade, que é ensinar seus filhos a escreverem bilhetes de agradecimento. As pessoas ainda escrevem bilhetes de agradecimento ou virou coisa do passado?
Susan: Não deveria ser uma coisa do passado, porque é tão importante. Tem a ver com gratidão e honra. Precisamos ensinar nossos filhos desde muito novos a serem gratos. Quando chegam na adolescência, nós colocamos um aviso dizendo que todos os bilhetes de agradecimento pelos presentes de Natal precisam estar prontos até as 6 da tarde de sábado, caso contrário não poderão sair com os amigos ou assistir televisão.
Defina uma data razoável para que tudo esteja pronto, e eles vão começando a pegar o hábito. Mantenha a visão — estamos equipando-os para a vida.mE algo que vai junto com isso, junto com boas maneiras e bilhetes de agradecimento, são os RSVPs. Hoje em dia, uma das maiores reclamações é que as pessoas não respondem a convites. Precisamos lembrar nossos filhos de que qualquer convite que peça confirmação de presença precisa ser respondido prontamente.
Nancy: Você fala sobre ensinar seus filhos a serem bons convidados, ensiná-los a arrumar suas bagunças. E aqui está um ponto que acho que deve ser bem desafiador — ensinar os filhos a lavarem suas roupas. Você realmente fez isso? Você tinha três meninos?
Susan: Tenho dois meninos e três meninas.
Nancy: Os seus meninos sabem lavar roupa também?
Susan: Eles sabem — e eu aprendi isso, Nancy, de uma forma bem engraçada. Quando nosso filho John estava no segundo ano do ensino médio, sem querer lavei uma blusa vermelha minha junto com todas as camisetas brancas dele.
Nancy: Você fez isso?
Susan: Fiz. Isso deixou as camisetas dele cor-de-rosa, e ele ficou horrorizado. Ele veio até mim e disse: “Mãe, nunca mais toque na minha roupa.” Eu olhei para ele e disse: “Que ideia maravilhosa!”
E assim começou a tradição na família Yates: quando você chega ao segundo ano do ensino médio, começa a lavar toda a sua própria roupa. Eu comprei um cesto de roupa suja de cor diferente para cada filho e mostrei como não misturar cores, como não encolher roupas, como lavar. Eles aprenderam. Sim, quase nunca colocavam as roupas dobradas na cômoda — ficavam amassadas no cesto até precisarem ser passadas — mas aprenderam o princípio de lavar a própria roupa.
Isso é importante porque a última coisa que seu filho precisa, quando vai para a faculdade, é não saber como lavar suas roupas. Recomendo que, quando seus filhos cheguem ao segundo ano do ensino médio, já estejam lavando suas próprias roupas. É uma habilidade de vida que os ajudará a enfrentar decisões ainda mais importantes com mais segurança.
Nancy: E você menciona várias outras habilidades práticas de vida. Novamente, você está falando sobre como preparar seus filhos para serem lançados na vida adulta — ensinando-os a lembrar aniversários, dando-lhes conhecimentos médicos básicos, ensinando-os a administrar suas próprias finanças. Eu amo a maneira como você desenvolve isso tudo de forma tão prática.
Mas me conta, pelo quê você orava e pedia a Deus que fizesse no coração deles enquanto você os enviava para o mundo?
Susan: Eu acredito, Nancy, que tudo se resume com o grande mandamento: amar o Senhor, teu Deus, de todo o coração, mente e alma, e ao próximo como a si mesma.
O meu maior desejo para meus filhos é que eles amem e sigam Jesus Cristo de todo o coração; e depois, que amem o próximo como a si mesmos — mas também que sejam comprometidos em fazer diferença no mundo hoje.
Ao longo do caminho, você prepara o terreno para isso, começando a orar como família. Uma das coisas que fazíamos uma vez por ano era compartilhar — cada um de nós individualmente — nossas necessidades e metas para o ano que viria. Fazíamos isso juntos como família quando nossos filhos chegaram à adolescência. Sempre perguntávamos: “Quem são as duas pessoas por quem você está orando para que conheçam a Cristo este ano?” “Quais outras duas pessoas na sua rede de amigos que precisam das suas orações?” Estávamos sempre orando uns pelos outros e como seríamos influentes seja qual fosse o ambiente em que Deus nos colocasse naquele ano específico.
Eu acho que, primeiro, é o compromisso deles com Cristo. Segundo, o compromisso com suas famílias. Em terceiro lugar, o compromisso com o Corpo de Cristo. Não podemos caminhar sozinhos; precisamos uns dos outros. E, em quarto lugar, o compromisso com a obra de Cristo — onde quer que Deus os chame para estar, sendo sal e luz no mundo.
Nancy: Susan, você tem sido um grande encorajamento para nós esta semana, compartilhando sobre como ser mãe de adolescentes. Eu gostaria de pedir, ao encerrarmos esta semana, que você nos conduzisse em oração pelas mães que estão criando adolescentes neste momento — talvez numa batalha intensa, talvez desanimadas — e pedisse a Deus que encoraje e fortaleça seus corações e lhes dê sabedoria nessa etapa da jornada.
Susan: Com prazer, Nancy.
Querido Pai, o Senhor sabe como é difícil ser mãe; e somos gratas porque o Senhor nos entende e nos ama.
Pai, são tantas lutas! Lutamos com nossas próprias falhas, sofremos com coisas que poderíamos ter feito de forma diferente. Focamos naquela filha que está nos deixando louca, naquele filho que está ferido, ou aquela filha que não sabemos como ajudar. E ainda assim, Pai, preciso focar no Senhor. É tão fácil tirar os olhos do Senhor e colocá-los na situação, tentando ser eu mesma quem resolve tudo. Eu não posso resolver. Então, Pai, hoje eu venho perante o Senhor com o coração cheio de gratidão porque o Senhor ama meus filhos ainda mais do que eu, porque o Senhor sabe os planos que tens para eles.
Pai, eu oro para que o Senhor esteja agindo de forma poderosa na vida deles. Pai, eu peço que o Senhor aumente a minha fé, para que eu confie no Senhor. Pai, eu oro para que o Senhor me ensine uma profundidade ainda maior do Seu amor enquanto eu O observo cuidar dos meus filhos. Nós oramos tudo isso em nome de Jesus. Amém.
Raquel: E assim encerramos esta série, que apesar de antiga, nos trouxe uma nova perspectiva sobre o propósito de equipar e preparar nossos filhos adolescentes.
De acordo com a Bíblia, devemos pedir que o rosto de Deus resplandeça sobre o Seu povo. Descubra o que isso significa enquanto estudamos a bênção sacerdotal em Números 6.
Aguardamos você amanhã, aqui no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.