De repente, tenho adolescentes: Uma entrevista com Susan Yates | Dia 4
Raquel Anderson: Você se lembra da época em que a gente usava rolos de filme para tirar fotos? Aquele momento de colocar o filme na câmera, escolher bem cada clique. . . e depois esperar, com expectativa, até que as fotos fossem reveladas. Pois é — um rolo de filme que nunca é exposto à luz jamais pode ser revelado.
Você está ouvindo Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Agora, pense comigo: não seria estranho levar um rolo de filme para revelar se ele nunca sequer foi colocado na câmera? Claro que sim. Não haveria nenhuma foto ali. De certa forma, a vida de um adolescente pode ser como um rolo de filme. Se eles não forem expostos repetidas vezes às verdades espirituais, as oportunidades de crescimento espiritual acabam sendo muito menores.
Hoje Nancy continua sua conversa com Susan Yates. Juntas, …
Raquel Anderson: Você se lembra da época em que a gente usava rolos de filme para tirar fotos? Aquele momento de colocar o filme na câmera, escolher bem cada clique. . . e depois esperar, com expectativa, até que as fotos fossem reveladas. Pois é — um rolo de filme que nunca é exposto à luz jamais pode ser revelado.
Você está ouvindo Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Agora, pense comigo: não seria estranho levar um rolo de filme para revelar se ele nunca sequer foi colocado na câmera? Claro que sim. Não haveria nenhuma foto ali. De certa forma, a vida de um adolescente pode ser como um rolo de filme. Se eles não forem expostos repetidas vezes às verdades espirituais, as oportunidades de crescimento espiritual acabam sendo muito menores.
Hoje Nancy continua sua conversa com Susan Yates. Juntas, elas vão compartilhar maneiras práticas de expor nossos adolescentes aos fundamentos da fé cristã.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Algumas semanas atrás ouvi uma estatística que realmente me assustou. Um pregador disse que oito em cada dez jovens (assim que se formam do ensino médio) deixam a igreja e nunca mais retornam. Temos conversado esta semana com Susan Yates, que escreveu um livro muito útil chamado De repente, tenho adolescentes. Susan, bem-vinda de volta ao Aviva Nossos Corações.
Susan Yates: Obrigada, Nancy, é muito bom estar de volta com você.
Nancy: Obrigada por participar desta conversa. Eu aprecio muito o exemplo que Deus está dando por meio da sua família. Você teve cinco filhos, que em determinado momento, estavam todos atravessando os anos da adolescência ao mesmo tempo. Hoje eles são adultos, casados e começando suas próprias famílias. Eu sei que eles vão levar para suas casas muitas das coisas que você e seu marido ensinaram e transmitiram ao longo dos anos. Ontem começamos a falar — e quero retomar hoje — sobre esse tema de ajudar os filhos a desenvolverem um apetite pelas coisas espirituais.
Recebi uma carta, não faz muito tempo, de uma mulher que disse: “Estou tendo muita dificuldade e me sinto frustrada em relação aos meus filhos adolescentes, que não se importam com as coisas do Senhor; e com meu fracasso em criar filhos que amam ao Senhor.” Eu ouço isso repetidas vezes de mães. Elas querem que seus filhos tenham interesse pelas coisas espirituais; mas eles dizem: “Eu não quero ir à igreja, muito menos ser um gigante espiritual.” Como você encoraja os pais quando os filhos dizem: “Não estou interessado em igreja; é chato!”?
Susan: Essa é uma ótima pergunta, Nancy. A verdade é que provavelmente todas nós já ficamos entediadas na igreja em algum momento. A igreja pode ser entediante — mas tédio não é pecado. Temos que lembrar como lidamos com isso quando nosso filho chega da escola e diz: “Minha professora é péssima; ela é muito chata. Não quero mais ir para a escola. Vou desistir. Não faz sentido. Não gosto. É chato.”
Nós não dizemos: “Ah, filho, é uma pena que você está entediado. Então não precisa ir mais.” Não, nós insistimos para que ele vá à escola porque sabemos que educação é importante.
Agora, se nosso filho chega dizendo: “É chato ir à igreja, não quero mais ir.” E dizemos: “Ah, que pena; então você não precisa ir”, estamos de certa forma comunicando que a educação não é negociável — é importante — mas Deus é opcional. E isso não é o que queremos transmitir.
Eu acredito que, enquanto nossos filhos estiverem vivendo sob nosso teto — durante os anos do ensino médio — eles precisam ir à igreja. Isso não é negociável. Você mantém o bom humor e diz: “Filho, que pena que você acha chato, mas talvez quando você estiver no culto queira orar, ou cantar, ou adorar — mas vamos todos em família; isso faz parte da nossa vida.”
Se você faz isso com o filho mais velho, isso se espalha para os mais novos. Assim você não terá tanta batalha porque eles saberão que isso é parte do que significa ser desta família.
Nancy: Não é uma opção.
Susan: Exatamente.
Nancy: Você está colocando seus filhos num ambiente onde eles recebem o ministério da Palavra e são expostos à verdade espiritual.
Susan: Isso mesmo. E se estiverem entediados, tudo bem. A Palavra de Deus não volta vazia, e um dia ela produzirá fruto. Mas deixe-me equilibrar isso, Nancy, dizendo que é realmente crucial — a coisa mais importante para os pais de adolescentes é a palavra exposição. É realmente essencial, para a fé de nossos filhos, que os exponhamos a um ministério de jovens vibrantes — onde pai e mãe não estão presentes.
Adolescentes são profundamente influenciados por seus amigos, e durante os anos do ensino fundamental II e ensino médio, eles precisam estar envolvidos em um ministério de jovens empolgante, com colegas e adultos mais velhos. Eles serão muito mais propensos a ouvir verdades espirituais de alguém que não seja pai ou mãe.
Nancy: Quando eu era adolescente, alguns adultos que amavam o Senhor tiveram um impacto muito positivo na minha vida. Muitas vezes eles diziam as mesmas coisas que meus pais, mas — sendo a adolescente orgulhosa e centrada em mim mesma que eu era — às vezes eu estava mais disposta a ouvir de um maestro do coral ou de uma professora que demonstrava interesse por mim do que dos meus próprios pais.
Fale um pouco mais sobre como ajudar nossos filhos a estarem expostos à pessoas com mais experiências de vida.
Susan: Boa pergunta. Precisamos ser intencionais nisso. Um bom momento para incentivar isso é durante as férias. O verão é um presente de tempo, e não temos esse presente por muitos anos da vida, principalmente nos Estados Unidos, porque os filhos vão morar na faculdade aos 18 anos.
Há algumas opções de trabalho durante as férias, mas se não for o caso de necessidade financeira optamos que eles vivam uma experiência num acampamento cristão, numa viagem missionária, numa conferência de verão, onde serão nutridos espiritualmente.
Às vezes é possível fazer uma combinação das duas coisas, trabalhar parte das férias e ainda separar tempo para ser exposto à vida cristã na prática. Pessoalmente, acreditamos que durante as férias é uma grande oportunidade para enviar nossos filhos para viagens missionárias, um acampamento cristão, um acampamento cristão focado em atletas, programações da igreja — algum lugar onde pai e mãe não estão, e onde eles serão expostos a jovens e adultos vibrantes na fé.
Lembro de quando fizemos isso com nossa filha mais velha. Nós a enviamos para uma conferência na Nova Inglaterra — um ministério chamado Foco. Ela não queria ir — mas lembre-se, você é a mãe. Nós dissemos: “Isso faz parte da política da nossa família; você vai.” Fizemos pesquisa. Sabíamos que estávamos enviando-a para algo bom. Precisamos pesquisar bem os locais para onde os enviamos; isso é importante. Nós a enviamos, e mais ou menos na metade da segunda semana ela ligou para o pai e disse: “Pai, estou lendo um livro. Ele se chama A Busca da Santidade, de Jerry Bridges. Não sei se você já ouviu falar, mas eu gostaria de conversar com você sobre ele.”
Era exatamente o mesmo livro que o meu marido vinha tentando fazê-la ler, e ela não lia porque tinha sido indicação dele. Agora ela estava ouvindo isso de alguém que ela considerava “legal”, e isso fez toda a diferença. Pais de adolescentes precisam pensar: Exposição! Exposição — onde posso expor meu filho a cristãos vibrantes e empolgados que influenciarão sua vida num ambiente onde eu não estou presente?
Nancy: Quero dizer uma palavra de encorajamento para aquelas cujos filhos já são adultos, ou que são professoras de escola bíblica dominical, líderes de jovens, ou mulheres solteiras — para lembrar o quanto podemos ter um ministério na vida dos filhos de outras pessoas.
Eu tenho filhos “de coração” que adotei ao longo dos anos — não como meus filhos, mas como jovens em quem pude exercer influência espiritual, caminhando ao lado dos pais e encorajando esses adolescentes de maneiras práticas, passando tempo com eles, oferecendo amizade, indo aos seus jogos, interessando-me por seus estudos, seus amigos e atividades.
Outro dia fui à casa de uma amiga. Ela tem duas filhas adolescentes. Eu precisava buscar algo lá, mas aproveitei e abracei aquelas meninas e disse: “Querem sair para tomar um sorvete?” Saímos assim, espontaneamente, e aquilo se tornou um momento ensinável — para desenvolver relacionamento e criar um ambiente onde eu pudesse ter influência na vida daquelas garotas — influência que os pais também têm, mas que se torna ainda mais poderosa quando alguém de fora diz as mesmas coisas.
Susan: Esse é o maior presente que você pode dar para aquela mãe, Nancy. Ela é tão abençoada por ter você. Porque o que você disse é a mais pura verdade.
Parte de ser o Corpo de Cristo é aprendermos a nos colocar na brecha umas pelas outras. Eu acredito que toda mulher e todo homem deve ter uma mentora mais velha (do mesmo sexo) e uma amiga mais jovem — alguém a quem você possa recorrer para conselhos, e alguém mais jovem em cuja vida você possa derramar amor, carinho, verdades espirituais e encorajamento.
Se pudermos nos tornar “pessoas sanduíche”, onde estamos no meio, com alguém mais velho acima de nós e alguém mais jovem abaixo de nós, teremos uma maneira profunda de ministrar dentro do Corpo de Cristo.
Nancy: Houve alguma mulher mais velha a quem você recorria para pedir conselhos ou buscar encorajamento enquanto criava seus filhos?
Susan: Sim. Eu tinha uma amiga chamada Tucker, dez anos mais velha do que eu, e os filhos dela estavam dez anos à frente dos meus. Eu frequentemente ligava para ela e o marido dela, John, para perguntar: “Como vocês lidaram com horários de chegada?” “O que vocês faziam sobre igreja?” “Como lidavam com essas questões?” Ela me aconselhava, me encorajava. Também tive o privilégio de recorrer à minha mãe. Ela é a mulher mais sábia que conheço. Eu frequentemente ligava para ela e dizia: “Mãe, como você faz isso?” e ela me aconselhava.
Todas nós precisamos de mulheres mais velhas que nos deem perspectiva, porque tantas vezes nos sentimos fracassadas. O que uma mulher mais velha pode fazer por nós é nos dar perspectiva.
Nancy: Mais uma vez, quero encorajar as mulheres mais velhas a estarem dispostas a assumir essa responsabilidade e a não acharem que precisam ter um diploma de seminário ou ter sido mães perfeitas para poder oferecer algo de encorajamento às mães mais jovens que estão passando por esses anos tão difíceis e desafiadores.
Susan: E você também não precisa ter tido filhos, Nancy. Assim como você — você vai ter tantos filhos espalhados por todo o país que vão olhar para você como a “Tia Nancy”.
Nancy: Isso realmente é um grande privilégio. Susan, você mencionou a oração novamente. Quando começamos ontem a falar sobre esse assunto de cultivar o interesse espiritual dos filhos, você disse que as mães precisam orar, orar e orar. Um dos parágrafos que me tocou no seu livro foi onde você listou várias coisas que disse ter orado pelos seus adolescentes ao longo dos anos.
Vou ler essa lista aqui e você poderá acessar a transcrição deste episódio no nosso site, avivanossoscoracoes.com.
Você disse que orou para que eles:
- Se apaixonassem pela Palavra de Deus;
- Que reconhecessem a tentação e corressem dela;
- Que aprendessem a fazer escolhas sábias;
- Que, se estivessem fazendo algo errado, fossem pegos;
- Que aprendessem a pedir perdão a Deus e aos outros e a recebê-lo;
- Que Deus enviasse fortes modelos de vida para eles;
- Que Deus estivesse preparando cônjuges para eles que O conhecessem e O amassem acima de tudo, e que permanecessem sexualmente puros até o casamento.
- Você orou para que eles desenvolvessem amizades próximas com os pais e com os irmãos;
- Que fossem atenciosos com os outros;
- Que tivessem um espírito ensinável;
- E que não fossem devastados pelo fracasso, mas aprendessem com ele.
Essas são as coisas pelas quais precisamos orar por nossos filhos. E enquanto oramos, precisamos crer que Deus está ouvindo e que Ele está no processo de responder a essas orações.
Raquel: E falando em oração pelo seu adolescente, lançamos o Desafio de 30 dias de oração pelo seu pródigo. Se o seu filho ou sua filha, ou alguém que você ama, está correndo de Jesus, ore e interceda por ele ou por ela.
Preparamos um livreto muito especial para acompanhá-la nesta jornada. Ao fazer uma doação de qualquer valor, você poderá ter acesso ao livreto digital. Confira as informações no nosso site sobre como adquirir o seu livreto: avivanossoscoracoes.com/desafios.
Ouvimos Nancy DeMoss Wolgemuth e nossa convidada especial, Susan Yates, oferecendo conselhos práticos sobre como os pais podem expor seus filhos aos fundamentos do cristianismo.
Como você pode imaginar, o custo para manter um programa como este é alto. Deus tem provido fielmente, e nós O agradecemos por cada uma de vocês que apoiou e ajudou. Suas contribuições são muito apreciadas. Se você deseja contribuir, basta enviar sua doação para avivanossoscoracoes.com.
Junte-se a nós na segunda, quando Nancy e Susan falarão sobre maneiras de preparar nossos adolescentes para deixar o ninho no último episódio desta série.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.