De repente, tenho adolescentes: Uma entrevista com Susan Yates | Dia 3
Raquel Anderson: Se a sua adolescente crescer e se tornar exatamente como você, que tipo de pessoa ela será? Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Os pais têm uma enorme influência sobre seus filhos. Eles aprendem o que é importante para nós observando o que fazemos e ouvindo o que dizemos, e muito do que nossos filhos se tornam é determinado por aquilo que percebem ser os nossos valores.
Hoje, Nancy pede que Susan compartilhe suas ideias sobre como transmitir a fé cristã aos nossos filhos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Há cerca de uma semana, recebi um telefonema de uma mulher que se apresentou como uma mãe que faz educação domiciliar e que tem seis filhos. Ela disse que sua filha mais velha, uma adolescente, acabou de sair de casa em rebeldia. Essa mãe estava ligando para dizer: “Tenho …
Raquel Anderson: Se a sua adolescente crescer e se tornar exatamente como você, que tipo de pessoa ela será? Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Os pais têm uma enorme influência sobre seus filhos. Eles aprendem o que é importante para nós observando o que fazemos e ouvindo o que dizemos, e muito do que nossos filhos se tornam é determinado por aquilo que percebem ser os nossos valores.
Hoje, Nancy pede que Susan compartilhe suas ideias sobre como transmitir a fé cristã aos nossos filhos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Há cerca de uma semana, recebi um telefonema de uma mulher que se apresentou como uma mãe que faz educação domiciliar e que tem seis filhos. Ela disse que sua filha mais velha, uma adolescente, acabou de sair de casa em rebeldia. Essa mãe estava ligando para dizer: “Tenho mais cinco filhos vindo atrás dela, e eu preciso de ajuda. O que podemos fazer? O que deveríamos ter feito diferente?”
Meu coração se compadece por essa mãe e por muitas outras que talvez estejam se fazendo essas mesmas perguntas. Esta semana estamos conversando com Susan Yates. Ela é uma nova amiga, e escreveu um livro muito prático chamado “And Then I Had Teenagers” (De repente, tenho adolescentes, em tradução livre). Susan sabe bem como lidar com adolescentes; ela é mãe de cinco filhos e acabou de sobreviver — com alegria — aos anos da adolescência deles.
Susan, seja bem-vinda de volta ao Aviva Nossos Corações.
Susan Yates: Obrigada, Nancy. É muito bom estar aqui.
Nancy: Nossa conversa tem sido muito agradável esta semana, e uma das coisas que realmente apreciei ao ler seu livro foi como você e seu marido foram intencionais em cultivar nos seus filhos uma fome e um coração pelo Senhor. Como vocês fizeram isso?
Susan: Isso é algo muito importante, e eu não sei se fizemos certo, Nancy. Primeiro, começamos a orar por nossos filhos desde o dia em que nasceram, pedindo que conhecessem o Senhor cedo. Eu acredito que a oração e alimentar o seu próprio relacionamento com o Senhor é o principal — e entender que não depende só de você. Os pais cometem erros. Vamos cair, vamos falhar — mas Deus pode redimir qualquer erro.
Eu tive o privilégio de crescer em uma família cristã forte e de me casar com alguém que também vinha de uma família assim, mas eu só vim a conhecer o Senhor de maneira pessoal quando estava na faculdade. Durante a juventude, eu seguia algo herdado. É assim que eu chamaria — algo herdado. Fazia parte de ser membro da minha família.
Eu não dei o passo de pedir que Cristo entrasse na minha vida até estar na faculdade. Isso me fez refletir ao criar meus filhos: todo adolescente — ou adulto — terá de chegar ao ponto de se perguntar: Eu quero conhecer Jesus porque papai e mamãe conhecem? Ou quero abraçar Cristo porque eu mesma quero? Muitas vezes isso só acontece na adolescência ou até na época da faculdade. Isso pode causar pânico em uma mãe de adolescentes, porque durante essa fase há muitos questionamentos.
Nancy: Eu me lembro disso nos meus anos de adolescência. Eu conheci o Senhor de maneira pessoal ainda criança, mas durante a adolescência houve muitos momentos de me perguntar se tudo aquilo era realmente verdade. Seus filhos passaram por essa fase?
Susan: Eu acredito que toda criança passa por algumas dúvidas, se formos realmente honestas. Embora os meus não tenham se rebelado, por assim dizer, eles questionaram — e precisaram ser guiados a recursos. E isso é saudável. Nós não devemos entrar em pânico quando nossos filhos fazem perguntas difíceis. Nosso papel é guiá-los a bons recursos; e isso também nos faz crescer, porque nossos filhos vão nos fazer perguntas cujas respostas nós não sabemos. E tudo bem dizer: “Sabe, filha? Eu não sei. Vamos juntas numa jornada para descobrir essas respostas.”
Nancy: Então, como mãe, você precisa primeiro garantir que tem um relacionamento pessoal com o Senhor — que a sua fé não é apenas herdada, mas pessoal. Depois, precisa estar disposta a crescer para ajudar seus filhos, enquanto crescem, a também terem uma fé própria.
Susan: Você colocou isso muito bem. Mas eu também quero encorajar mães que talvez hoje nem tenham certeza se têm uma fé pessoal.
Tenho amigos muito queridos, Fred e Barb. O Fred cresceu na igreja, mas em algum momento acabou se afastando. Eles se casaram e tiveram duas filhas. Com o tempo, Deus começou a trabalhar no coração dele — e depois também no coração da Barb. E chegou um momento em que, já sendo pais de duas meninas, eles perceberam algo muito importante: queriam realmente conhecer Jesus de forma pessoal.
Então eles foram para casa e tiveram uma conversa muito sincera com as filhas. Disseram algo assim: “Percebemos que precisamos de Jesus. E gostaríamos de convidar vocês para caminhar com a gente nessa jornada. É isso que significa conhecer Jesus. A verdade é que ainda não sabemos muito. . . mas queremos começar. Queremos pegar nossas Bíblias, aprender, crescer — e seria muito especial se pudéssemos fazer isso juntos, como família.”
As meninas foram super receptivas; ambas vieram a Cristo. A família começou a crescer na fé. Foi emocionante ver a mão de Deus sobre aquela família — e foram abençoados porque foram honestos sobre sua caminhada de fé. Então quero encorajar qualquer mãe que esteja nos ouvindo: não importa onde você esteja, você pode começar um relacionamento com Cristo simplesmente pedindo que Ele entre na sua vida. E pode começar a crescer junto com a sua família, uma caminhada em família.
Nancy: Susan, que bom que você compartilhou isso. Estou aqui ouvindo você e pensando — antes de continuarmos, poderíamos parar e orar por alguém que esteja nos ouvindo e que realmente não tenha certeza sobre o seu relacionamento pessoal com o Senhor?
Susan: Seria ótimo.
Nancy: Senhor, muito obrigada pelas boas-novas de que Cristo morreu pelos nossos pecados, e de que podemos nos relacionar contigo por causa do que Ele fez por nós.
Susan e eu unimos nossos corações para apresentar alguma mãe, alguma mulher, algum homem, algum adolescente — que esteja nos ouvindo e não tenha uma fé pessoal. Talvez tenha uma fé herdada; é religiosa, mas não tem um relacionamento pessoal com Cristo.
Te peço Senhor, que essa pessoa pare neste momento e concorde com o Senhor, que ela se humilhe, reconheça sua necessidade e, pela fé, te receba como Salvador. Obrigada, Senhor, porque quando confiamos em Ti, Tu vens, nos salva, nos transforma e nos dá uma fé genuína. Oro em nome de Jesus, amém.
Susan: Muito obrigada, Nancy. Sempre pensei que Deus não quer que pensemos que O conhecemos ou que esperemos conhecê-Lo; Ele quer que saibamos que O conhecemos.
Quando pedimos que Cristo entre em nossa vida, Ele promete que nunca nos deixará. Ele promete que podemos ter certeza de que um dia estaremos no céu com Ele — não porque somos boas, mas porque fomos perdoadas. E daí começamos a crescer.
Nancy: E, claro, é isso que você quer que seus filhos também experimentem — que não seja uma fé estagnada, mas uma fé que cresce.
Susan: Compartilhamos essas mesmas verdades com nossos filhos desde que são pequenos, até quando crescem — orando para que, no tempo de Deus, eles façam esse compromisso. E, claro, haverá passos de reconsagração ao longo da vida delas, assim como há para nós.
Nancy: Depois que você estabelece sua própria fé como mãe, qual é outro passo que pode dar para criar um ambiente no seu lar que desperte nos seus filhos interesse por coisas espirituais?
Susan: É importante que você conheça a Palavra de Deus. Nossos filhos vão absorver qual é a nossa paixão. Se eles acordam de manhã e veem o pai de joelhos no quarto ou na sala orando, seu filho vai aprender que é isso que um pai faz. Se eles acordam e veem a mãe encolhidinha na cama com uma xícara de chá, lendo a Bíblia, vão aprender: “Ah, é assim que se cresce em Cristo.”
Uma coisa que ajuda é perceber que a Palavra de Deus está cheia de promessas. Então acho divertido, ao redor da mesa ou no dia a dia, compartilhar algumas promessas de Deus. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”
Seu filho não entra no time de basquete. Ele queria muito. Você está arrasada porque sente a dor dele e a sua. Você corre para essa promessa e diz: “Filho, meu coração está doendo como o seu. Não sabemos por que isso aconteceu, mas vamos confiar em Romanos 8.28. Deus vai usar isso para o bem. Não conseguimos ver agora, mas Ele vai usar para o bem. Precisamos nos apegar a essa promessa.” Depois você espera. Um tempo depois pergunta: “O que já conseguimos ver? Como podemos ver Deus usando isso para o bem?” É assim que se começa a caminhar nas promessas das Escrituras. É onde a prática da vida cristã realmente acontece.
Nancy: Uma das coisas que mais aprecio no lar onde cresci é justamente isso que você descreveu — conversas sobre coisas espirituais.
Enquanto eu ouço você, Susan, estou pensando em um trecho de Deuteronômio 6. Moisés estava falando aos israelitas, que estavam prestes a entrar na Terra Prometida, e ele estava profundamente preocupado não só com o fato de eles terem uma fé própria — que era onde tudo começava — mas também que passassem adiante esse bastão da fé, intacto, para seus filhos.
Então ele disse: “Escute, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Portanto, ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e com toda a sua força. Estas palavras que hoje lhe ordeno estarão no seu coração” (vv. 4–6). Não podemos esperar que nossos filhos tenham um coração por algo pelo qual nós não temos no coração. E ele continua: “Estas palavras que hoje lhe ordeno estarão no seu coração. Você as inculcará a seus filhos, e delas falará quando estiver sentado em sua casa, andando pelo caminho, ao deitar-se e ao levantar-se.” Em outras palavras, ao longo de todo o dia, fale sobre os caminhos de Deus como parte das conversas naturais — quando seu filho não entra para o time de basquete e nas situações reais da vida.
Ele vai ainda mais longe e diz: “Também deve amarrá-las como sinal na sua mão, e elas lhe serão por frontal entre os olhos. E você as escreverá nos umbrais de sua casa e nas suas portas” (vv.8–9). Acho que ele está dizendo para procurar maneiras diárias e naturais de tornar a Palavra e os caminhos de Deus parte da atmosfera da sua casa e então crer que os filhos vão absorver essa atmosfera e, com o tempo, desenvolver seu próprio coração por essas mesmas verdades.
Susan, estou pensando agora em uma mãe que seja bem nova nessa coisa de falar sobre sua fé com os filhos e ajudar a fortalecer a fé deles. Qual é uma coisa prática que ela pode fazer hoje à noite que a colocaria nessa jornada de edificar a fé dos seus filhos?
Susan: Uma coisa que ela pode fazer hoje à noite é simplesmente ser honesta com seu adolescente. Por exemplo, se ela tem uma filha de 14 anos. Ela pode dizer à filha: “Querida, eu quero aprender mais sobre oração, e eu amaria que aprendêssemos juntas. Você gostaria de compartilhar uma preocupação que está no seu coração?”
A filha compartilha uma preocupação que está em sua mente; e a mãe compartilha uma preocupação do coração dela que seja apropriada para dividir com a filha — algo pessoal.
A mãe então faz uma oração de uma frase — sabe, nós ficamos tão preocupadas com a forma como vamos nos apresentar diante de Deus, e Deus diz: “Apenas fale!”
A mãe faz uma oração de uma frase sobre a preocupação da filha, e a filha faz uma oração de uma frase sobre a preocupação da mãe.
A maioria das pessoas conhece a Oração do Pai Nosso. Elas podem simplesmente dar as mãos e orar o Pai Nosso juntas. Vir diante do Senhor juntas une vocês de uma maneira que nada mais pode fazer.
Raquel: E falando em oração pelo seu adolescente, lançamos o Desafio de 30 dias de oração pelo seu pródigo. Se o seu filho ou sua filha, ou alguém que você ama, está correndo de Jesus, ore e interceda por ele ou por ela.
Preparamos um livreto muito especial para acompanhá-la nesta jornada.
Ao fazer uma doação de qualquer valor, você poderá ter acesso ao livreto digital. Confira as informações no nosso site sobre como adquirir o seu livreto: avivanossoscoracoes.com/desafios.
Estaremos de volta amanhã com o quarto episódio deste bate papo com a nossa convidada especial Susan Yates. Aguardamos você!
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.