De repente, tenho adolescentes: Uma entrevista com Susan Yates | Dia 2
Raquel Anderson: Se o seu adolescente nunca lhe disse: “Você não entende”, mais cedo ou mais tarde, ele vai dizer. E sabe de uma coisa? Eles têm razão. Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Mesmo que nem sempre possamos entender o que está passando na mente de um adolescente, é importante tentar. Em algum momento, eles podem nos surpreender e abrir o coração. Estaremos prontas para ouvir e responder com sabedoria e amor?
Nancy está novamente acompanhada por Susan Yates, autora de “And Then I Had Teenagers” (De repente, tenho adolescentes, em tradução livre). Vamos ouvir esta entrevista com algumas ideias práticas que podem ser usadas na comunicação com seus adolescentes.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Estamos aqui novamente hoje, conversando com Susan Yates, mãe de cinco filhos e avó de dois netos. Ela escreveu um livro maravilhoso …
Raquel Anderson: Se o seu adolescente nunca lhe disse: “Você não entende”, mais cedo ou mais tarde, ele vai dizer. E sabe de uma coisa? Eles têm razão. Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Mesmo que nem sempre possamos entender o que está passando na mente de um adolescente, é importante tentar. Em algum momento, eles podem nos surpreender e abrir o coração. Estaremos prontas para ouvir e responder com sabedoria e amor?
Nancy está novamente acompanhada por Susan Yates, autora de “And Then I Had Teenagers” (De repente, tenho adolescentes, em tradução livre). Vamos ouvir esta entrevista com algumas ideias práticas que podem ser usadas na comunicação com seus adolescentes.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Estamos aqui novamente hoje, conversando com Susan Yates, mãe de cinco filhos e avó de dois netos. Ela escreveu um livro maravilhoso e prático chamado “De repente, tenho adolescentes.”
Bem-vinda de volta ao Aviva Nossos Corações, Susan.
Susan Yates: Obrigada, Nancy. É muito bom estar aqui.
Nancy: Ontem, Susan, falamos sobre criar um ambiente de encorajamento em nossos lares e como isso é importante — especialmente quando os adolescentes têm “aquele” tipo de atitude — e o que as mães podem fazer para ajudar a controlar esse clima de forma positiva. Hoje vamos falar sobre o que eu considero uma das questões mais difíceis quando se trata de adolescentes: a área da comunicação.
Na minha família nós sempre falamos muito. Em algum momento da nossa vida havia seis adolescentes na casa, e me lembro de uma vez olhar ao redor da mesa do jantar e perceber que cada pessoa estava falando alto, todas ao mesmo tempo. Comunicação de fato não era um problema na nossa casa! Mas você tem algumas reflexões no seu livro sobre como podemos melhorar a comunicação, e começa dizendo que é importante que os pais conheçam seus filhos. Como realmente conhecer o coração do seu adolescente para desenvolver uma boa comunicação?
Susan: Essa é uma ótima pergunta, Nancy. Uma das grandes questões no mundo de hoje sempre foi: é tempo de qualidade ou quantidade de tempo?
E a verdade é que não é um ou outro — é necessário que haja os dois. Com uma criança pequena, você consegue planejar momentos de qualidade — pode ter a história antes de dormir, pode fazer um artesanato, montar um quebra-cabeça. Esses são momentos de qualidade. Mas com um adolescente, você não consegue programar quando ele vai querer abrir o coração. Você simplesmente precisa estar por perto e torcer para que a vontade apareça.
Nancy: E quando aparece, normalmente é tarde da noite.
Susan: Tarde da noite — você acertou. Vai ser em um horário inconveniente. Vai ser tarde da noite. Vai ser bem no meio de um projeto. Vai ser quando você tem outra coisa na cabeça, mas precisamos ser flexíveis — parar o que estamos fazendo e estar disponíveis para nossos filhos. Então a primeira resposta é: precisamos estar por perto dos adolescentes, caso a vontade de se comunicar apareça.
Nancy: O que mais você pode fazer para entender o coração do seu adolescente? Eles parecem tão incompreensíveis durante esses anos. Como entrar no coração deles e realmente entender o que estão pensando ou sentindo?
Susan: Ajuda lembrar que você vai ouvir aquela frase — todos os pais ouvirão — “Mãe, você não entende.” Ou: “Pai, por que você não consegue entender?” A verdade é que não podemos entender completamente o que eles estão vivendo; o mundo hoje é outro. Mas queremos nos comunicar com eles, mais do que qualquer coisa. Nossos adolescentes respeitam a honestidade.
Adolescentes não estão procurando pais perfeitos. Eles sabem melhor do que ninguém que não existem. O que eles precisam são pais honestos, pais que estejam dispostos a dizer: “Sabe, eu não deveria ter dito aquilo; e preciso pedir que você me perdoe.”
Acho, Nancy, que o perdão talvez seja o ingrediente mais importante na família. Está no coração da comunicação. Não posso dizer quantas vezes precisei dizer aos meus filhos, ao meu marido: “Eu não deveria ter dito o que disse; preciso pedir que você me perdoe. Você me perdoa?”
Na maioria das vezes, eu não queria fazer isso. Preferiria dizer: “Mas se você tivesse. . .” ou “Mas se isso não tivesse acontecido. . .” Afinal, sou a mãe; é constrangedor pedir perdão aos filhos. Não agimos por sentimento — raramente vou por sentimento. Vou por obediência e por convicção porque Deus me chamou para pedir perdão. Os sentimentos vêm depois. E às vezes Deus leva um tempo para curar feridas, mas essa cura não começa até irmos uns aos outros em obediência e pedirmos perdão.
Acredito que Deus honra pais que estão dispostos a ir e dizer: “Você me perdoa?” E digo mais: nós falamos “desculpa ou sinto muito” quando fazemos alguma coisa acidentalmente, como eu fiz recentemente. Bati o nosso carro no poste e precisei dizer ao meu marido que sentia muito.
Nancy: E você sentia mesmo!
Susan: Eu sentia mesmo. Mas quando ferimos uns aos outros, precisamos ir e pedir perdão, porque perdão exige uma resposta. Você pode dizer “sinto muito” e sair pisando forte do cômodo — e sua sinceridade é questionável. Pedir perdão é um passo além.
Nancy, muitos cresceram em casas onde nunca ouviram um pai dizer “Me desculpe” ou “Você me perdoa?” A boa notícia é que você pode ser a primeira de uma geração de pessoas que perdoam e pedem perdão. Honestidade e perdão estão no centro da construção de uma comunicação forte com adolescentes, porque eles respondem a pais honestos.
Nancy: Não sei sobre você, Susan, mas acho que o lugar mais difícil para pedir perdão é dentro da minha casa — com minha família, aqueles com quem mais preciso ser humilde e ter boa comunicação.
Susan: Você está certíssima.
Nancy: É mais difícil lá do que em qualquer outro lugar.
Susan: Realmente é — e é o nosso orgulho. Ficamos constrangidas. Não faz muito tempo, precisei ir até minha filha, Libby, que tem 22 anos. Eu tinha dito algo de forma super grossa. Era o fim de um dia longo. Eu a tinha repreendido por algo que não era culpa dela. Eu estava constrangida, mas me sentia como se, por ser a mãe, estivesse meio que “certa”. Estávamos tentando fazer um jantar em família, e eu sabia que precisava resolver aquilo. Eu não queria, afinal, me sentia um pouco justificada.
Mas eu sabia que tinha que fazer isso, então fui até o quarto dela e disse: “Libby, eu não deveria ter respondido da forma que respondi. Eu não deveria ter falado com você daquele jeito, e preciso pedir que você me perdoe. Você me perdoa?” Ela disse: “Ah, mãe. Eu te perdoo, mas obrigada por pedir.” Ela me abraçou. Foi um lembrete importante de que nunca deixaremos de precisar de perdão. Jamais!
Nancy: O que isso faz com o clima da sua casa e com a qualidade da comunicação — quando você busca perdão e se humilha quando erra?
Susan: Acho que, no fim das contas, isso mostra aos nossos filhos que sabemos que não estamos sempre certas. Eles já sabem disso, mas precisam nos ouvir dizer. Também os aponta para Deus, porque eles veem que a mãe precisa de Deus; o pai precisa de Deus. É algo sutil, mas a mensagem está ali: eu preciso de Deus.
Uma das coisas maravilhosas sobre adolescentes é que, à medida que nossos filhos crescem, nossa caminhada com o Senhor — nossa jornada — se torna uma jornada conjunta. Eu não tenho muita vantagem sobre meus filhos além da idade e da experiência. Eles não são apenas meus filhos; são meus irmãos e irmãs em Cristo. Eu estou crescendo no meu relacionamento com o Senhor, e eles também estão crescendo no relacionamento deles. Isso nos dá uma caminhada mais paralela nessa jornada de fé. É um processo contínuo de desmame, de tirar a dependência e obediência deles de nós para direcioná-los a serem obedientes e apegados primeiro a Cristo.
Nancy: Certo, você falou sobre a importância de falar palavras humildes, de pedir perdão. Que outros tipos de palavras — o que é importante sobre a nossa fala?
O que é importante na fala de uma mãe, na maneira como ela conversa com os filhos? Que conselhos sábios você daria nessa área?
Susan: Há uma tendência, durante os anos da adolescência, de pesar a mão — de implicar com eles — porque percebemos que não nos resta muito tempo de influência direta. “Vai arrumar seu quarto.” “Você não consegue tirar um 10 em vez de um 9?” E por aí vai. “Você já fez suas inscrições para o vestibular?”
Precisamos ter cuidado para também falar palavras de encorajamento. Uma das coisas boas sobre filhos mais velhos é que começamos a ver como Deus os moldou. Começamos a perceber seus pontos fortes e suas fraquezas. Talvez você tenha uma filha muito sensível. Ela está na sexta ou sétima série, e é sempre a que se magoa. É aquela que fica de fora do grupinho “popular” da escola. Mas também é aquela que percebe quando alguém está sofrendo. Muitas vezes está em lágrimas.
É hora de conversar com ela sobre dons e fraquezas, de dizer: “Filha, quero lhe dizer que percebo que você tem um grande dom. É o dom da sensibilidade; mas deixa eu lhe contar uma coisa, querida: todo dom tem um lado fraco. O lado fraco do dom da sensibilidade é que você se machuca com facilidade e pode reagir de forma exagerada. Pelo resto da sua vida, você vai precisar aprender a ser mais forte e a não deixar que outras pessoas ditem como você deve se sentir. Deus pode usar esse grande dom.”
E, se for apropriado, fale com a professora da escola — que provavelmente já percebe como sua filha é — e diga: “Minha filha tem o dom da sensibilidade, e eu quero incentivá-la a usar esse dom de forma positiva. Se uma aluna nova chegar à escola, poderia pedir para ela que mostre a escola à nova aluna?” Ou ainda “Se houver alguém na sala que esteja sofrendo — talvez uma crise na família que seja de conhecimento público — poderia pedir para minha filha confortá-la? Quero que ela comece a usar esses dons positivos.”
Uma das maneiras de edificar nossos filhos é pedir a Deus que nos mostre os dons deles — como foram moldados de forma única — e começar a afirmar esses dons enquanto nos comunicamos com eles e os encorajamos a usá-los.
Nancy: Susan, enquanto você falava, dois textos bíblicos vieram à minha mente. O primeiro é Provérbios 31.26, falando sobre a mulher virtuosa, que edifica seu lar. Diz que “ela fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua”. Você está falando sobre pedir a Deus sabedoria e discernimento para entender seus filhos, para saber como ouvir o coração deles e ajudá-los a se comunicarem — mas também como falar palavras de bondade que ministrem graça e os alcancem naquele momento de necessidade.
E enquanto falamos sobre comunicação — não apenas com adolescentes, mas com crianças pequenas, no contexto do casamento e até com pais idosos — há outro texto que me vem à mente. É familiar para a maioria de nós, mas percebo que é um texto ao qual preciso voltar repetidas vezes. Estou lendo os últimos versículos do capítulo quatro de Efésios, onde o apóstolo Paulo diz: “Não saia da boca de vocês nenhuma palavra suja, mas unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. E não entristeçam o Espírito Santo de Deus, no qual vocês foram selados para o dia da redenção. Que não haja no meio de vocês qualquer amargura, indignação, ira, gritaria e blasfêmia, bem como qualquer maldade. Pelo contrário, sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando uns aos outros, como também Deus, em Cristo, perdoou vocês.” (vv. 29–32)
Se queremos nos comunicar de forma eficaz com os membros de nossa família, precisamos nos comunicar com esse espírito de sabedoria, bondade, humildade e perdão — assim como Deus comunicou Seu amor a nós.
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth e sua convidada, Susan Yates, têm discutido o valor e o poder da comunicação no lar.
Esta série completa e as respectivas transcrições estarão disponíveis no nosso site, avivanossoscoracoes.com. Compartilhe este conteúdo com amigas que você acredita que serão beneficiadas e poderão crescer em sabedoria baseada na Bíblia. Você também pode nos encontrar em outras plataformas e redes sociais como Facebook, Instagram, YouTube ou no Spotify.
Amanhã, ouviremos Nancy e nossa convidada, Susan Yates, discutirem a diferença crucial entre fé herdada e fé pessoal.
Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.