De repente, tenho adolescentes: Uma entrevista com Susan Yates | Dia 1
Raquel Anderson: Você tem adolescentes em casa? Não tenha medo. Essa fase irá passar! Você está ouvindo o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
As mães de adolescentes geralmente dizem que a emoção que mais sentem é medo. Elas nunca sabem qual adolescente vai entrar pela porta — um que está feliz e contente, um que está frágil e precisa de segurança, ou um que se sente independente e quer ficar sozinho.
Nancy entrevistou Susan Yates, quase 20 anos atrás. Por isso, não temos muitos exemplos relacionados à tecnologia e as mudanças que vieram com ela, mas há temas ainda muito relevantes atualmente. Susan é autora de “And Then I Had Teenagers” (De repente, tenho adolescentes, em tradução livre) — um livro que descreve sua experiência criando cinco adolescentes.
Vamos nos juntar a Nancy e Susan no estúdio.
Nancy …
Raquel Anderson: Você tem adolescentes em casa? Não tenha medo. Essa fase irá passar! Você está ouvindo o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
As mães de adolescentes geralmente dizem que a emoção que mais sentem é medo. Elas nunca sabem qual adolescente vai entrar pela porta — um que está feliz e contente, um que está frágil e precisa de segurança, ou um que se sente independente e quer ficar sozinho.
Nancy entrevistou Susan Yates, quase 20 anos atrás. Por isso, não temos muitos exemplos relacionados à tecnologia e as mudanças que vieram com ela, mas há temas ainda muito relevantes atualmente. Susan é autora de “And Then I Had Teenagers” (De repente, tenho adolescentes, em tradução livre) — um livro que descreve sua experiência criando cinco adolescentes.
Vamos nos juntar a Nancy e Susan no estúdio.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Hoje você vai conhecer uma mulher que diz que sua fase favorita como mãe foi quando seus filhos eram adolescentes — acredite se quiser!
Se seus filhos são adolescentes ou pré-adolescentes, tenho certeza que você vai apreciar a conversa com nossa convidada especial.
Susan Yates e seu marido, John, têm cinco filhos; e em determinado momento, os cinco eram adolescentes ao mesmo tempo. Todos cresceram e são adultos casados agora. Susan e John também têm dois netos. Eles moram em Falls Church, Virgínia — na área de Washington, DC.
Susan escreveu vários livros. O primeiro foi “And Then I Had Kids" (De repente, tive filhos, em tradução livre) e depois ela escreveu “And Then I Had Teenagers” (De repente, tenho adolescentes, em tradução livre).
Nesta semana no Aviva Nossos Corações, vamos falar sobre essa história de ter filhos adolescentes. Susan, bem-vinda ao Aviva Nossos Corações.
Susan Yates: Nancy, obrigada. É ótimo estar aqui.
Nancy: É bom finalmente conhecer você. Gostei de ler seu livro — e muitas das histórias que você compartilha. É um livro muito prático e um grande encorajamento e ajuda para muitas mães — não apenas para as que têm adolescentes agora, mas para as mães que têm filhos que ainda vão entrar na adolescência. Infelizmente seus livros não estão disponíveis em português ainda, mas faremos o possível para resumir bem o conteúdo durante esta semana.
Susan: Sim, espero que seja útil, pois temos que nos preparar enquanto esses anos se aproximam.
Nancy: Você diz no livro que, quando começou a encarar a realidade de que logo teria adolescentes — quando seus filhos ainda eram pequenos — percebeu que seria um período de desafios e medos porque sabia que muitas mudanças estavam chegando.
Susan: Isso mesmo, Nancy. Eu me lembro de estar tomando café com um grupo de amigas que estavam na fase dos pré-adolescentes e adolescentes.
Começamos a compartilhar — qual era a nossa principal emoção ao pensar em ter adolescentes e caminhar por esses anos, e algumas de nós já estavam nesta fase. E, quase unânimes, nossa principal emoção era medo. As expectativas nem sempre correspondem à realidade.
Um dos desafios de criar adolescentes é que você não sabe quem vai entrar pela porta. Você não sabe se sua filha vai estar nas alturas porque as meninas “certas” convidaram para sentar com elas no almoço, ou se ela estará no fundo do poço porque um certo garoto não falou com ela no corredor. Você se prepara emocionalmente esperando essa “criança” chegar — e você não sabe se ela vai estar para cima ou para baixo. Foi uma fase louca em nossa vida, mas você tem razão, foi minha fase favorita.
Nancy: Você fala no livro que, apesar do clima que os adolescentes podem criar em casa, as mães têm responsabilidades e oportunidades especiais de afetar a atmosfera do lar. Você fala sobre como a atmosfera é importante no lar.
Susan: Isso mesmo! A atmosfera é importante. Acho que o que acontece é que, quando estamos com outros pais de adolescentes, começamos a falar sobre os tópicos quentes: “Como você vai lidar com o horário de voltar para casa? O que você vai fazer sobre festas, filmes, namoro, sexo?” — todos esses tópicos polêmicos. Mas a verdade é que a forma como você lida com esses tópicos depende do seu relacionamento com seu adolescente, depende da atmosfera do lar.
Precisamos dar alguns passos para trás e perceber qual ambiente estamos criando. Percebi que, à medida que os nossos filhos chegavam à adolescência, eu precisava assumir essa responsabilidade, porque muitas vezes a mãe dita a atmosfera do lar. Talvez não gostemos disso. . .
Nancy: Você poderia repetir essa frase?
Susan: Muitas vezes a mãe dita a atmosfera do lar. Se a mãe não está bem, ninguém estará bem! Isso é um peso, e sabemos que falhamos. Tenho uma imagem vívida disso que comparo a algo que estou cozinhando. Muitas vezes quando você está cozinhando — talvez fazendo peixe ou algo que deixa um cheiro estranho. Sua casa começa a cheirar mal. Eu nem percebo até que minhas crianças entram correndo e dizem: “Mãe, a casa está com cheiro ruim. Você precisa colocar seu tempero especial. Tem um cheiro horrível aqui.” Daí vai uma panela para o fogão com um pouco de água, uns cravos inteiros, pimenta-da-jamaica e pedaços de canela. Deixo tudo ferver, e logo o aroma muda e aquele cheiro maravilhoso de canela invade a casa.
Nancy: Hum, já consigo sentir o cheirinho.
Susan: Isso me ensinou uma grande lição: muitas vezes, a atmosfera emocional da minha família pode acabar se transformando em um ambiente de tensão se eu não estiver atenta. Eu preciso me perguntar: o que estou fazendo para que meu lar seja um lugar onde meus filhos querem estar, um lugar de encorajamento? Porque é a partir disso que lidaremos com os momentos difíceis da família.
Nancy: Então você está dizendo que existe algo que você pode fazer como mãe para que a atitude dos seus filhos não controle o clima da casa.
Susan: Isso mesmo, e deixe-me dar um exemplo bem específico que aprendi com minha cadela. Nós amamos cachorros e temos uma golden retriever. Já tivemos vários golden retrievers, e uma especialmente — a Duchess — se levantava sempre que eu chegava em casa. Ela vinha com alegria para a porta, com o rabo abanando. Ela celebrava a minha chegada.
Quando Duchess ficou velha e já sentia dor ao subir a escada para chegar à porta da frente, eu chegava e ninguém vinha me receber. Ao olhar para minha cadela, percebi como era fácil, quando meus filhos chegavam, eu continuar trabalhando, continuar cozinhando, continuar dobrando roupa na lavanderia ou mexendo em algum projeto — ao invés de largar o que eu estava fazendo, correr até a porta, abraçar aquela criança e dizer: “Estou tão feliz que você chegou.”
É uma coisa pequena — a saudação — mas podemos transformar essa saudação e tornar o nosso lar em um lugar onde nossos filhos e nossos maridos queiram voltar.
Nancy: Você está dizendo que ter uma atmosfera de encorajamento em casa não acontece automaticamente.
Susan: Não, não acontece automaticamente. Precisamos ser intencionais quanto a isso. Aqui vai outro exemplo: Os anos da adolescência são extremamente difíceis para nossas filhas. A sua filha não sabe quem ela quer.
É frustrante para os irmãos que lidam com essa mudança de personalidade todos os dias. Muitas vezes, ela não gosta de você, dos pais. Pode ser útil simplesmente escrever um bilhete para ela e colocar no travesseiro. Algo do tipo: “Querida, quero que você saiba que entendo o que você está vivendo agora. Este é um tempo difícil para você, mas quero que você saiba que Deus te ama e tem um plano para você.” — porque o que as adolescentes precisam, Nancy, é um senso de esperança. Elas não precisam de uma mãe em pânico. Elas precisam de uma mãe que confia no Senhor, que pode dar esperança a elas.
Nancy: É tão fácil para nós, como mulheres, deixar que nosso espírito — nosso temperamento, nossa atitude — sejam controlados pela atitude negativa de outra pessoa.
Pensei em um versículo de Provérbios enquanto você compartilhava essa ilustração, Susan, que diz que o homem se alegra com a resposta da sua boca. Não é que tenhamos alegria pelo que outras pessoas dizem para nós ou pela forma como nos tratam. Se uma mãe deixar que seu espírito seja controlado pela atitude do seu adolescente, então essa mãe pode se ver num desânimo por vários anos enquanto sua filha passa pela adolescência. Mas, se uma mãe perceber que sua alegria pode ser independente do espírito da sua filha, então ela terá um tipo de atitude que talvez até melhore a atitude da adolescente.
Susan: Você expressou isso muito bem. Tocou na parte mais importante de todas, que é: de onde estamos tirando nossa atitude?
Isso nos leva ao nosso relacionamento com o Senhor. Eu creio que Deus nos dá exatamente os filhos que precisamos — na ordem exata de nascimento, com as personalidades exatas — não apenas para que nós os criemos, mas para que eles sejam instrumentos dele em nossa vida, para nos moldar e nos fazer crescer até nos tornarmos as mulheres que Ele nos criou para ser.
Nancy: Uma espécie de “lixadeira celestial”?
Susan: Exato, e eles nos levam aos nossos joelhos. Eles nos levam de volta ao Senhor.
Uma das coisas mais frustrantes para os pais de adolescentes é descobrir que não conseguimos “consertá-los”. Você consegue consertar uma criança pequena. Ela faz birra, você disciplina e pronto. Mas você nem sempre consegue consertar um adolescente. Isso é difícil porque queremos, como mães, resolver — mas não podemos. Precisamos correr para o Senhor e deixar que Ele faça o conserto.
Nancy: Quais são algumas outras maneiras que você descobriu para criar um clima de encorajamento em sua casa?
Susan: É importante continuar construindo os relacionamentos entre irmãos durante esses anos da adolescência. Eles podem ser um pouco ásperos em suas amizades entre si. Precisamos lembrar que não importa tanto o que nossos filhos pensam de nós agora, mas sim o que eles pensarão daqui a dez anos. Estamos sempre no processo de construir amizades entre os irmãos. Tenho certeza de que sua mãe quase arrancou os cabelos com vocês sete.
Nancy: Ah, claro que não! (risos)
Susan: Ela era normal como todas nós.
Nancy: Você está certíssima!
Susan: Ela sempre tinha o olhar no futuro. Ela tinha perspectiva. Ela estava edificando vocês em oração e a esperança de que um dia seriam amigos uns dos outros. E isso tem que ser algo constante. Isso significa dizer “não” a muitas oportunidades no calendário para que vocês possam sentar juntos e fazer uma refeição em família. À mesa do jantar, é importante manter uma conversa positiva. Podemos controlar a conversa enquanto jantamos juntos.
Talvez até num café da manhã de cinco minutos, você pode pedir para cada pessoa compartilhar uma preocupação que está em seu coração para aquele dia. Peça para uma pessoa orar pela preocupação da outra, para que comecemos a compartilhar nossos corações e ministrar uns aos outros. Isso leva apenas alguns minutos — geralmente o café da manhã é uma correria, então tem que ser algo bem rápido.
Nancy: Uma coisa que apreciei ao ler as histórias sobre seus anos como mãe de adolescentes foi que o Senhor, de alguma forma, te deu a capacidade de criar uma atmosfera de alegria e celebração em sua casa. Você pode nos dar rapidamente algumas ideias sobre como ter um espírito de alegria no lar?
Susan: Acho que levamos nós mesmas a sério demais, e precisamos nutrir um espírito de humor. Ore para que Deus dê aos seus filhos um senso de humor. Se você não tem um palhaço natural na família, vá à biblioteca e pegue alguns daqueles livros com piadas boas e limpas. Precisamos ter cuidado para que nosso humor nunca seja sarcástico; isso é muito importante. Tem que ser humor puro, saudável.
Precisamos fazer coisas engraçadas. Nós tínhamos uma caminhonete velha, e de vez em quando meu marido dizia: “Ah, estou ouvindo um sussurro.” Era um barulho imaginário, que dava a entender que a caminhonete estava tentando falar alguma coisa. Ele dizia: “Estou ouvindo! Estou ouvindo! Ela quer sorvete.” Não importava o que estivéssemos fazendo, todos nós tínhamos que parar, entrar na caminhonete e ir tomar sorvete. Até hoje, as crianças contam a história da caminhonete maluca que tinha ataques de vontade de tomar sorvete.
Acho que fazer coisas saudáveis e inesperadas ajuda. Pegue o material de limpeza. Você pode fazer isso quando seus filhos são pequenos. O frasco de limpa-vidros — e todos os outros — coloque em pé como pinos de boliche e pegue três bolas de tênis para jogar boliche na cozinha — são coisas divertidas e malucas para dar à sua família um senso de alegria.
Nancy: E quando você cria esse tipo de atmosfera, você tem uma chance maior de que seus filhos queiram passar tempo com a família, e isso aumenta a oportunidade que você tem de influenciá-los ao se tornarem jovens adultos.
Susan Yates tem conversado conosco sobre como criar uma atmosfera de encorajamento em nossos lares, especialmente em lares onde há adolescentes.
Raquel: Acho que vamos aprender muito esta semana enquanto Nancy DeMoss Wolgemuth entrevista Susan Yates. Esta é uma série de uma semana chamada De repente, tenho adolescentes, que também é o título do livro mais recente de Susan.
E se você tem um uma filha ou filho pródigo, gostaríamos de desafiá-la a participar do Desafio de 30 dias de oração pelo seu pródigo. Visite o nosso site avivanossoscoracaoes.com/desafios e saiba como adquirir o livreto que vai auxiliá-la nesse desafio.
A todas que têm apoiado o Aviva Nossos Corações com suas orações, comentários de encorajamento e contribuições financeiras, nosso muito obrigada.
Amanhã Susan Yates se junta novamente a Nancy no estúdio, desta vez para discutir a arte única de se comunicar com adolescentes.
Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.