Dia 8: Vigiando contra a doutrina de Balaão
Raquel Anderson: Quando Deus nos provê recursos, eles podem ser usados para Sua glória, mas também vêm acompanhados de alguns perigos e tentações. Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quero ter certeza de que meu próprio coração não fique enredado pelo dinheiro, pela ganância.
Pode ser dinheiro; pode ser salário; pode ser honra; pode ser reputação. E há algo nisso que desperta o orgulho, e isso faz com que Deus resista a você e isso pode se tornar perigoso.
Raquel: Você está ouvindo o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Quebrantar-se completamente diante de Deus, na voz de Renata Santos.
Estamos no último dia da série muito útil chamada Bênçãos e Maldições: A história de Balaão. Aqui está Nancy.
Nancy: Tive um atraso no meu voo no início desta semana e estava sentada, trabalhando no meu laptop em uma …
Raquel Anderson: Quando Deus nos provê recursos, eles podem ser usados para Sua glória, mas também vêm acompanhados de alguns perigos e tentações. Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quero ter certeza de que meu próprio coração não fique enredado pelo dinheiro, pela ganância.
Pode ser dinheiro; pode ser salário; pode ser honra; pode ser reputação. E há algo nisso que desperta o orgulho, e isso faz com que Deus resista a você e isso pode se tornar perigoso.
Raquel: Você está ouvindo o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Quebrantar-se completamente diante de Deus, na voz de Renata Santos.
Estamos no último dia da série muito útil chamada Bênçãos e Maldições: A história de Balaão. Aqui está Nancy.
Nancy: Tive um atraso no meu voo no início desta semana e estava sentada, trabalhando no meu laptop em uma dessas mesas com tomada. Havia um espaço vazio ao meu lado, e um senhor se aproximou e conectou o computador dele. Ele precisava de ajuda com o laptop, ele estava tentando recuperar uma senha. Tenho que confessar que não fui de grande ajuda para ele.
Mas acabamos entrando em uma conversa muito boa. Ele era um homem mais velho, tinha muitas opiniões sobre o que está acontecendo no mundo hoje e tinha uma opinião bem direta em relação a muitas coisas. Tivemos uma conversa fascinante e foi uma boa oportunidade de falar sobre Jesus com ele.
Mas ele disse: “Sabe, muitas pessoas estão saindo da igreja hoje.” E segundo ele, o motivo é: “Porque hoje em dia as igrejas e os líderes religiosos se importam somente com o dinheiro das pessoas.” Essa era a perspectiva dele e ele era um homem religioso, não um ateu. Era na verdade um homem devoto, religioso. Mas sua perspectiva era que as pessoas estavam deixando a igreja em massa porque tudo o que a igreja quer é o dinheiro delas.
Bem, infelizmente, às vezes isso é verdade. E vemos isso na história de Balaão que temos estudado na última semana e meia. 1 Coríntios 10 nos diz, falando sobre passagens e relatos do Antigo Testamento, que essas coisas aconteceram como exemplos para nós.
Nós temos que aprender algo com esses personagens, essas pessoas, essas histórias. Elas não são apenas histórias para nos entreter. Não são apenas histórias para nos inspirar. Elas devem mudar nossas vidas.
Não sei quando foi a última vez que você ouviu uma série sobre a vida de Balaão. Eu nunca ouvi, até recentemente, e sou grata a Ligon Duncan e sua maravilhosa série sobre o livro de Números, que tem sido super útil para mim, assim como algumas outras. Mas Balaão é um personagem sobre o qual pouco se fala.
E acho que tem sido super útil para nós, e para mim, mergulhar nessa história e perguntar: “O que devo aprender? O que a igreja de Jesus Cristo deve aprender com o exemplo desse homem?” Essas coisas aconteceram como exemplos para nós, como cristãos da nova aliança.
Quando chegamos ao Novo Testamento, encontramos múltiplas referências a Balaão, principalmente nos livros de 2 Pedro e Judas. Esses livros são muito semelhantes. São epístolas curtas que contêm muitos avisos sobre falsos mestres e falsos profetas.
Veja como 2 Pedro 2 descreve esses falsos mestres — e estes exemplos são de dentro da igreja em muitos casos. Eles não apenas atacam a igreja de fora. Mas surgem e crescem dentro da igreja. As pessoas inicialmente pensam que são autênticos, bons, que devemos ouvi-los. Mas aqui podemos ver as características de um falso mestre.
E 2 Pedro 2 os descreve. Diz no versículo 14: “Eles têm os olhos cheios de adultério e são insaciáveis no pecado. Enganam almas inconstantes e têm o coração exercitado na avareza. . .” Sublinhe essas palavras se você estiver nos acompanhando com a sua Bíblia: exercitado na avareza.
Versículo 15: “Tendo abandonado o reto caminho, desviaram-se. . .” Pode ser que tenham estado no caminho certo em algum momento. Mas por causa da ganância profunda em seus corações, são atraídos a se desviar do caminho reto e, então, seduzem outras almas instáveis ou inseguras.
“E seguiram pelo caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o pagamento pela injustiça.” Ele estava disposto a fazer coisas injustas, a ensinar injustamente, porque amava a remuneração que recebia com isso: a honra, o dinheiro, a recompensa.
Mas, no versículo 16, vemos que ele “foi repreendido pela sua transgressão: um animal de carga mudo, falando com voz humana, refreou a insensatez do profeta.”
E você vê algo semelhante em Judas, versículo 11: “Ai deles [esses falsos mestres; esses falsos profetas]! Porque seguiram o mesmo caminho de Caim [que matou seu irmão Abel] e, movidos por ganância, caíram no erro de Balaão. . .” Em 2 Pedro, o termo usado é o “caminho de Balaão.” Agora é chamado de “erro de Balaão.” “E foram destruídos na revolta de Corá.” Não entrarei em todos os detalhes sobre Corá.
Mas aqui vemos o “caminho de Balaão” e o “erro de Balaão” nessas passagens semelhantes. Acredito que elas se referem à mesma coisa: seja o “caminho de Balaão” ou o “erro de Balaão.” Refere-se a alguém que se diz servo de Deus, mas que é motivado pela ganância, pelo amor ao dinheiro, pelo desejo de honra e ganho pessoal.
E essa pessoa, que se apresenta como servo legítimo de Deus, está disposta a comprometer a verdade e a santidade para adquirir ganho pessoal. O motivo dela é o ego, não é para dar, alimentar o rebanho. O Antigo Testamento diz assim: “Eles se alimentam a si mesmos.” São pastores que alimentam a si mesmos e não alimentam as ovelhas. Estão pensando: “O que eu ganho com isso?”
Vemos isso sugerido no livro de Números que temos estudado, mas está claramente declarado aqui em 2 Pedro e Judas que essa era a motivação de Balaão.
E há avisos em todo o Novo Testamento. Balaão é apresentado como um exemplo do Antigo Testamento. Mas depois, o Novo Testamento nos alerta sobre a importância de os líderes espirituais da igreja de Jesus Cristo não serem motivados pela ganância ou ganho financeiro.
Na verdade, posso dizer que toda vez que há qualificações para liderança espiritual na igreja — para presbíteros, diáconos, supervisores — uma das coisas mencionadas é que eles não devem ser gananciosos por lucro.
Ouça alguns desses versículos: 1 Timóteo 3, versículo 2 em diante: “É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível. . . não amante do dinheiro. . . não avarento. . . os diáconos devem ser homens dignos. . . não gananciosos por lucro desonesto.” Volta sempre à questão do dinheiro.
Tito 1.7: “Porque é indispensável que o bispo, por ser encarregado das coisas de Deus, seja irrepreensível, não arrogante, alguém que não se irrita facilmente, não apegado ao vinho, não violento, nem ganancioso.” Esse amor ao dinheiro é a raiz de todo tipo de mal, mas é particularmente insidioso e perigoso quando está no coração daqueles que lideram o rebanho de Deus.
1 Pedro 5.1-2: “Aos presbíteros que há entre vocês. . . peço que pastoreiem o rebanho de Deus que há entre vocês, não por obrigação, mas espontaneamente. . . não por ganância, mas de boa vontade.” Você faz isso porque ama o Senhor e ama essas pessoas. Quer servir ao Senhor e quer servir a essas pessoas. Não faz por ganho.
O Dr. Donald Carson diz em um de seus comentários devocionais: “Nunca se rebaixe ao ponto de se tornar um vendedor da Palavra de Deus.”
O apóstolo Paulo era totalmente o oposto disso. Ele disse a certas igrejas: “Não permitiremos que vocês nos deem oferta, mesmo precisando dela, e mesmo que o povo de Deus devesse suprir — os obreiros de Deus devem ser supridos pelo povo a quem servem.” Não há problema em um ministro dizer: “Aqui estão nossas necessidades financeiras” e dar oportunidade ao povo de colaborar. Mas Paulo disse: “Há lugares onde não aceitamos oferta, porque não queríamos que questionassem nossas motivações.”
Ele disse: “Com prazer investiremos nossas finanças e nossas vidas. Se não recebermos nada além de sermos maltratados, repreendidos, acusados, difamados, naufragados, expulsos, apedrejados e deixados para morrer — se isso for tudo que recebermos, continuaremos entregando nossas vidas por vocês.”
Portanto, Paulo nunca fez nada por amor ao dinheiro. Ele fez por amor a Deus, pelo amor ao povo que ele foi chamado a servir, pelo amor ao Evangelho. Há um alerta constante em várias partes das Escrituras sobre líderes da igreja de Deus não serem motivados pelo amor ao dinheiro.
Essa é uma das razões pelas quais, no Aviva Nossos Corações, tomei a decisão, anos atrás, com a aprovação e acordo do nosso conselho, de não receber royalties dos meus livros nem honorários por palestras. Deus cobre minhas necessidades por meio do ministério. Mas tudo volta para o ministério — todos os royalties, todos os honorários.
Veja, eu não acho que alguém que receba royalties esteja cometendo pecado ou fazendo algo errado. Mas, no meu coração, fico realmente feliz por poder escrever livros e conduzir este ministério sem pensar: “Se eu tivesse dito isso de um jeito diferente ou ensinado um assunto diferente, talvez pudesse ganhar mais, talvez tivesse mais benefício financeiro.” Eu não quero ter essa tentação. Estou feliz que tudo volte para o ministério, e Deus tem suprido minhas necessidades.
Para mim, isso tem sido uma proteção. E, novamente, não estou dizendo que quem faz diferente está fazendo algo errado, nem que ama o dinheiro por receber royalties de livros. Não é isso. Mas para mim, tem sido uma ajuda e uma proteção. Se alguém me entrega um envelope com dinheiro durante uma conferência ou em viagem, nem quero tocar nele. Quero que a pessoa entregue à pessoa responsável por lidar com essas coisas. Não é medo de roubar; não precisa se preocupar com isso. Mas quero simplesmente manter minhas mãos longe do dinheiro.
Agora, posso dizer com alegria às pessoas: “Eu incentivo vocês a apoiarem este ministério e outros semelhantes.” Porque, biblicamente, devemos fazer isso. Não tenho problema em dizer isso. Quero ter certeza de que meu próprio coração não fique enredado pelo dinheiro, pela ganância. Pode ser dinheiro, salário, honra, reputação. E há algo nisso que desperta orgulho, provoca a resistência de Deus e se torna perigoso.
O caminho ou erro de Balaão é encontrado nos capítulos que estudamos na última semana e meia: Números 22, 23 e 24. Vemos o erro, o caminho de Balaão. Ele era um mercenário, não um verdadeiro profeta. Servia por ganância, não pelo chamado de Deus para sua vida. Ele não se importava com a verdade; se importava em encher seu próprio bolso.
Ele foi contratado para vir e pronunciar maldição sobre o povo de Deus, o que, graças a Deus, Ele o impediu de fazer, porque Deus é soberano sobre todas as pessoas más. E Deus só permitiu que ele pronunciasse bênção. Mas se Balaão tivesse feito o que queria, teria proferido maldição sobre o povo de Deus, porque era isso que ele recebia para fazer. Isso não significa que Deus não o tenha usado, mas significa que ele foi uma figura trágica — cujo caminho e erro devemos evitar.
Agora chegamos a Apocalipse 2, que é a terceira referência a Balaão no Novo Testamento. Aqui lemos sobre o ensino ou a doutrina de Balaão. Vimos que seu caminho, seu erro, era que ele servia por ganho financeiro. Era motivado pela ganância, e isso o levou a fazer o que fez. Agora vemos o ensino ou doutrina de Balaão, que é diferente de seu erro ou caminho.
Apocalipse 2: Jesus diz à igreja de Pérgamo: “Tenho, porém, contra você algumas coisas: estão aí em seu meio os que sustentam a doutrina de Balaão. . .” (v. 14). E, qual é esse ensino que tanto incomodou Jesus ao vê-lo nessa igreja do Novo Testamento?
Bem, acredito que Jesus está se referindo a um relato encontrado em Números 25. Isso segue os três capítulos que estudamos na última semana e meia — capítulos 22 a 24. Convido você a abrir comigo em Números 25. Você precisa ter um pouco de paciência, porque vou juntar várias passagens como um quebra-cabeça para dar a visão completa. Vou citar várias referências; se não conseguir acompanhar todas, não se incomode, visite avivanossoscoracoes.com e lá você terá acesso à transcrição deste episódio e todas as referências estão listadas e com o link da passagem.
Comecemos em Números 25, versículo 1: “Quando Israel estava em Sitim. . .” Ok, isso é depois que Balaão voltou para sua casa. Balaque disse: “Fora daqui, chega. Não vou mais lidar com você. Você não vai receber seu dinheiro. Vá embora. Não fez o que pedi. Vá-se embora.”
Agora, Números 25.1-2: “Quando Israel estava em Sitim, o povo começou a prostituir-se com as filhas dos moabitas. Estas convidaram o povo aos sacrifícios oferecidos aos seus deuses [ou seja, as filhas de Moabe convidaram os israelitas aos sacrifícios de seus deuses pagãos]; e o povo [israelitas] comeu a carne dos sacrifícios e adorou os deuses dessas mulheres [moabitas]. . .
Os israelitas cometeram o impensável. Praticaram fornicação com as mulheres de Moabe, comeram carne sacrificada a ídolos, adoraram os falsos deuses dos moabitas. E você precisa se perguntar: o que os possuía para deixarem Yahweh, o Deus verdadeiro e vivo, que havia redimido seus pais do Egito? O que os induziu a adorar e servir falsos deuses e adotar o estilo de vida imoral dos moabitas?
Bem, eu acredito que a resposta está em Números 31. Você não precisa ir até lá agora; apenas ouça e tente juntar tudo isso. Números 31.16 diz: “Eis que estas [as moabitas], por conselho de Balaão, fizeram com que os filhos de Israel fossem infiéis ao Senhor, no caso de Peor. . .”
Agora, voltando a Apocalipse 2, eu li parte do versículo, mas não terminei: “. . .estão aí em seu meio os que sustentam a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para que comessem coisas sacrificadas aos ídolos e praticassem a prostituição.” (v. 14)
O cérebro por trás desse esquema, que se mostrou tão destrutivo para Israel, não foi outro senão Balaão. Por mais que tenham tentado, Balaque e Balaão — como vimos na última semana — não conseguiram enfraquecer, derrotar ou destruir Israel por meio de maldições. Então eles decidiram agir de forma mais sutil: por acordos, unificação, acomodação e tolerância ao pecado. E de alguma forma, os israelitas tinham que ser convencidos de que isso era aceitável.
Eles não simplesmente passaram de pessoas santas que amavam a Deus e O serviam de corações puros para de repente: “Ah, vamos nos deitar com essas mulheres moabitas e adorar esses deuses falsos.” Não. O mal não acontece instantaneamente. É um processo escorregadio, de acomodação e assimilação ao estilo de vida e valores do mundo.
Então, depois de várias tentativas fracassadas de destruir Israel por meio de maldições, Balaão voltou e disse a Balaque: “Tenho uma ideia. Vai enfraquecer espiritualmente os israelitas e resultar na sua própria destruição. Vai provocar o Deus deles e Ele os derrotará, sem que inimigos precisem levantar armas contra eles.”
E qual foi a ideia de Balaão? Apocalipse 2 nos diz: ele aconselhou Balaque, o rei dos moabitas, a seduzir o povo de Deus oferecendo-lhes prostitutas e comida sacrificada a ídolos, da qual eles não podiam comer sob pena de desobediência. Ele não conseguiu amaldiçoar Israel diretamente, mas conseguiu desviá-los com seu conselho. Balaque então seduziu os israelitas, levando-os, no fim, a amaldiçoar a si mesmos e se destruir.
Voltando a Números 25: ". . .quando Israel se juntou [entrar no jugo. Israel se submeteu. É uma descrição muito visual aqui. Submeteu-se] a Baal-Peor" (v. 3). Israel se submeteu ao deus dos moabitas.
Isso contrasta fortemente com o que lemos dois capítulos antes, em Números 23.9, numa das profecias de Balaão: “eis que é povo que habita só e não será reputado entre as nações.”
Até aquele ponto, um dos pontos fortes de Israel era que eles eram separados, puros, diferentes, consagrados aos propósitos de Deus. Mas eles entregaram sua consagração. Disseram: “Não importa para nós. Vamos nos associar com esses pagãos.”
Não é que era errado viver perto desses povos, mas era errado assimilar-se aos seus costumes, à imoralidade e à idolatria. Eles não estavam mais separados; não eram mais diferentes. Basicamente disseram: “Seremos como todas as outras nações. Adoraremos como eles adoram. Teremos relações sexuais como eles. Está tudo bem.”
E essa decisão de Israel de se juntar a Baal provou ser extremamente custosa. As consequências foram trágicas e dolorosas. A partir do versículo 3: “E a ira do Senhor se acendeu contra Israel.” Assim como antes, a ira do Senhor se acendeu contra Balaão.
Sim, eram o povo escolhido de Deus, mas não poderiam pecar contra um Deus santo impunemente. A imoralidade e a idolatria do povo de Deus precisavam ser julgadas. E isso aconteceu para que a linha que levaria ao Messias, o Salvador do mundo, fosse preservada e mantida pura, livre de contaminação. Essa era a linhagem pela qual Deus enviaria o Salvador do mundo. Por isso eles precisavam ser diferentes.
Versículo 4: vemos Deus lidando com isso de forma muito firme: “O Senhor disse a Moisés: ‘Reúna todos os chefes do povo e enforque-os diante do Senhor ao ar livre, e a ardente ira do Senhor se afastará de Israel.’ Então Moisés disse aos juízes de Israel: ‘Cada um mate os homens da sua tribo que se juntaram a Baal-Peor.’ Naquele momento para aquelas pessoas esse era um crime capital aos olhos de Deus
O que aconteceu a seguir mostra um desrespeito flagrante por Deus e Sua santidade. É quase inacreditável; chega a tirar o fôlego. No meio dessa idolatria e imoralidade, vemos que o pecado estava se espalhando entre o povo de Deus. Todas as barreiras haviam caído. Eles se assimilaram com os pagãos. Mas Deus levou isso a sério. Ele estava disciplinando o Seu povo e dizendo: “É necessário haver punição para isso.”
E no meio de tudo isso, veja o versículo 6: “Naquele momento, eis que um homem dos filhos de Israel trouxe para a sua tenda uma mulher midianita, à vista de Moisés e de toda a congregação dos filhos de Israel, enquanto eles choravam diante da tenda do encontro.”
O lugar mais sagrado. Havia arrependimento, choro, lamento, tristeza acontecendo. Havia juízo, havia punição, havia disciplina. E entra esse homem ostentando sua imoralidade. Será que ele achava que poderia sair impune? Será que pensava que Deus fecharia os olhos? Deus é santo.
E quanto ao pecado escancarado na igreja de hoje? E quanto às estatísticas em relação a “cristãos” na igreja — casais dormindo juntos sem serem casados?
Já virou algo comum. Foi normalizado. E onde está a tristeza por isso? Onde está a percepção de que isso é uma tragédia? Veja, eu espero esse comportamento do mundo. Mas quando isso acontece dentro da igreja, na Tenda do Encontro, no meio do povo santo e separado de Deus, isso é trágico. Isso deveria partir o nosso coração.
Deus deseja abençoar Seu povo, e Ele moverá céus e terra para protegê-lo e lidar com aqueles que o amaldiçoam. Já demonstrou isso nessa passagem. Mas Ele não será zombado. Não podemos sacudir o punho na face de um Deus santo e sair ilesas. Naquele momento da história, medidas extremas foram necessárias para lidar com a ofensa.
Versículo 7-8: “Quando Fineias, filho de Eleazar, filho do sacerdote Arão, viu isso [essa imoralidade escancarada], levantou-se do meio da congregação, e, pegando uma lança, seguiu o homem israelita até o interior da tenda, e, com a lança, atravessou os dois, tanto o homem israelita quanto a mulher midianita, pelo ventre. . .”
Esse não é um texto sobre o qual você ouvirá muitas pregações. Eu não vou me deter muito nele, mas quero que você perceba o seguinte: a santidade importa para Deus no meio do Seu povo.
“então a praga cessou entre os filhos de Israel. Os que morreram da praga foram vinte e quatro mil.” (vv. 8-9)
Então, ali, depois de quarenta anos peregrinando no deserto, às portas da Terra Prometida, prestes a entrar, depois de anos de espera, anseio e caminhada, vinte e quatro mil perderam suas vidas numa praga. E, de certa forma, creio que isso foi até uma misericórdia, porque como resultado, inúmeras outras vidas foram poupadas. Mas tudo isso foi consequência de serem enganados pelo conselho ímpio do mesmo homem que havia tentado, sem sucesso, amaldiçoar o povo de Deus.
Jesus disse que esse mesmo ensino, essa mesma doutrina que trouxe resultados tão desastrosos entre os israelitas no deserto, também estava presente na igreja de Pérgamo, no Novo Testamento, e Ele os chamou ao arrependimento.
E eu pergunto: será que essa mesma doutrina está presente na igreja hoje? E a resposta é sim! Está presente. É amplamente ensinada, praticada e, pior, é extremamente popular. Eis a lógica, ontem e hoje:
“Você é povo da aliança de Deus, certo? Certo. Ele te escolheu; Ele ama você; Ele nunca te deixará. Certo? Certo. Nada pode mudar isso. Certo? Certo. Por isso, você pode viver do jeito que quiser. Pode ceder aos desejos da carne. Pode ignorar os mandamentos dele. Pode esquecer a santidade.”
Ninguém fala exatamente assim, mas é isso que acontece na prática. No fim das contas, “não faz diferença como você vive. Você ainda vai para o céu. Ainda vai entrar na Terra Prometida. Ainda terá as recompensas e bênçãos prometidas aos cristãos. Tudo o que importa é que você pertence a Ele. ‘Sou cristã.’”
Quantas mães já me disseram ao longo dos anos:“Minha filha (ou meu filho) é cristã, mas está vivendo nesse ou naquele estilo de vida que é flagrantemente contrário à Palavra de Deus.”
E eu digo: “Não presuma que ele ou ela é cristã. Talvez tenha feito uma profissão de fé, talvez tenha orado uma oração, talvez tenha feito isso ou aquilo, mas não presuma que seja filha de Deus. E, se for, haverá consequências.”
Hoje, essa filosofia, esse “ensino de Balaão,” promove compromisso e acomodação. Tolere aquilo que é mal, aquilo que Deus odeia, dentro da igreja. E vemos a igreja marcada por mundanismo, carnalidade sendo aceitos, promovidos e até colocados em plataformas — músicos “cristãos,” artistas “cristãos,” autores “cristãos,” pregadores “cristãos” tolerando o pecado, promovendo comportamentos carnais, e recebendo muito dinheiro para promover isso, para viver esse estilo de vida.
Deixe-me dizer apenas isto. Sei que nosso tempo está acabando aqui. Mas, para que a praga fosse interrompida naquele dia, Deus exigiu morte, a purificação da iniquidade do meio da assembleia do Seu povo. No Novo Testamento, Deus exige disciplina na igreja. Isso significa colocar fora da comunhão aqueles cristãos que professam fé, mas persistem na desobediência sem arrependimento. Deus diz: “Purgai a iniquidade do meio de vós.”
Hoje, nós não fazemos muito disso. Precisa ser feito com cuidado, precisa ser feito de forma bíblica. Não somos nós que devemos fazer, mas Deus dá à liderança da igreja essa responsabilidade.
Quero apenas destacar mais uma coisa: todo esse incidente da praga, as vinte e quatro mil mortes, a morte pelo açoite do homem e da mulher midianita, tudo isso aponta, eu acredito, para a morte de Cristo no lugar do pecador, levando a maldição que merecíamos por nosso pecado. Ele tomou nossa maldição, nossa praga, nossa morte. E, como resultado, temos a morte da morte. Somos libertas da maldição porque Cristo foi feito maldição por nós.
Raquel: Essa é Nancy DeMoss Wolgemuth encerrando a série chamada Bênçãos e Maldições: A história de Balaão.
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