Dia 7: Deus no controle
Raquel Anderson: Às vezes só precisamos ser lembradas de que Deus está no controle. Como Nancy DeMoss Wolgemuth gosta de dizer, "O céu reina."
Nancy DeMoss Wolgemuth: Deus é quem abre o ventre. Deus é quem fecha o ventre. Se você tem filhos, é porque Deus te deu filhos. Deus determina a duração de nossa vida. Nossos dias estão contados por Ele. Ele enumera os nossos dias. Ele decide quantas respirações teremos. Isso está sob o controle soberano de Deus, e Ele faz como quer, para o Seu prazer.
Raquel: Este é o podcast Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
As mães têm a tendência de tentar controlar seus filhos, e isso não é necessariamente ruim. Faz parte do treinamento e da proteção das crianças, mas a verdade é: não podemos controlar tudo. . . …
Raquel Anderson: Às vezes só precisamos ser lembradas de que Deus está no controle. Como Nancy DeMoss Wolgemuth gosta de dizer, "O céu reina."
Nancy DeMoss Wolgemuth: Deus é quem abre o ventre. Deus é quem fecha o ventre. Se você tem filhos, é porque Deus te deu filhos. Deus determina a duração de nossa vida. Nossos dias estão contados por Ele. Ele enumera os nossos dias. Ele decide quantas respirações teremos. Isso está sob o controle soberano de Deus, e Ele faz como quer, para o Seu prazer.
Raquel: Este é o podcast Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
As mães têm a tendência de tentar controlar seus filhos, e isso não é necessariamente ruim. Faz parte do treinamento e da proteção das crianças, mas a verdade é: não podemos controlar tudo. . . e não devemos tentar. Esse é o trabalho de Deus.
Como mães, precisamos nos lembrar disso. Nancy está aqui para nos ajudar, continuando a série A oração de Ana e o poder de Deus. Vamos ouvir.
Nancy: O movimento feminista, por mais de cinquenta anos, tem dito às mulheres: “Vocês não tinham senso suficiente de propósito e significado em suas vidas, então precisamos lhes dar um. Vamos ajudá-las a descobrir por que estão aqui, para que foram feitas e como suas vidas podem ter significado e propósito.”
De modo geral, nossa cultura tem nos dito que você encontra seu propósito — você encontra seu significado em uma carreira, em um emprego, na reputação, na beleza, na aparência física, na prosperidade de diferentes tipos.
O mundo tentou nos dizer o que é necessário para tornar nossas vidas significativas e com propósito. Mas eu amo voltar à Palavra de Deus e ver como Ele sempre quis nos proporcionar algo que o mundo não pode oferecer.
As Escrituras nos falam sobre como a vida de uma mulher pode encontrar verdadeiro propósito e significado. Temos aqui Ana, uma mulher comum, com necessidades comuns, dores comuns e circunstâncias comuns — como todas nós enfrentamos.
Ela tinha uma vida muito real em um mundo muito real, e Deus lhe disse: “Eu tenho um propósito para a sua vida. Quero usar sua vida de maneira significativa para fazer a diferença neste mundo.”
E isso foi possível, não pelos meios do mundo, mas pela fé e entrega; pela oração; e pela submissão aos propósitos e planos de Deus.
Foi preciso dor e aflição para chegar lá, e muitas vezes não queremos passar pelo processo, mas o resultado é precioso — ser serva do Senhor, ser usada por Ele, dar à luz a um filho que fará a diferença na nação.
Deus diz: “Seu papel como mãe — seu papel como mãe que ora é significativo. É um papel que muda o mundo!” O desafio da vida é descobrir: “Por que Deus me fez? Para que Ele me chamou, e quais são Seus propósitos? O que Ele está fazendo neste mundo? Por meio da submissão, da fé e da entrega, como posso me encaixar no grande plano cósmico e redentor de Deus?”
Isso dá a você algo pelo qual vale a pena levantar-se de manhã, algo que a levará ao longo do dia. Não é seu trabalho. Não é seu dinheiro. Não são seus filhos. É o propósito de Deus em sua vida — qualquer que seja — descobri-lo e preenchê-lo.
Chegamos ao segundo capítulo de 1 Samuel. Vimos o versículo 1 na última sessão:
Então Ana orou assim: O meu coração exulta no Senhor. A minha força está exaltada no Senhor. A minha boca se ri dos meus inimigos, porque me alegro na tua salvação.
Em seguida, ao continuarmos com o versículo 2 de sua oração — sua oração de louvor — e novamente, espero que você esteja acompanhando na sua Bíblia, ela louva o caráter de Deus:
Ninguém é santo como o Senhor, porque não há outro além de ti, e não há rocha como o nosso Deus. Não multipliquem palavras de orgulho; que não saiam palavras arrogantes da boca de vocês. Porque o Senhor é o Deus da sabedoria e ele pesa na sua balança todos os feitos das pessoas.
Ela exalta o caráter de Deus — a santidade de Deus. “Senhor, Tu és transcendente. Não há ninguém como Tu. És um Deus de conhecimento. Sabes tudo. Pesas as ações. Tu és o Senhor” (paráfrase).
Nos versículos 4 e 5, ela reflete sobre os caminhos de Deus. Você perceberá que os caminhos de Deus são exatamente o oposto dos nossos caminhos. A matemática de Deus não segue a nossa matemática.
Vemos aqui uma série de paradoxos divinos. Versículo 4:
O arco dos fortes é quebrado, porém os fracos são revestidos de força. Os que antes estavam fartos hoje trabalham pela comida, mas os que andavam famintos não têm mais fome. Até a mulher estéril tem sete filhos, e a que tinha muitos filhos perde o vigor.
A passagem que me vem à mente ao ler esses versículos é a primeira mensagem registrada do Senhor Jesus no Evangelho de Mateus, capítulo 5. Chamamos de Bem-aventuranças.
Lembre-se quando Jesus disse: “Bem-aventurados os pobres de espírito.” Isso não se encaixa em nosso modo de pensar, mas Ele disse: “Porque deles é o reino dos céus.” (v. 3)
“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. . . Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.” (vv. 4, 6)
“Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça” (v. 10). Consideramos que somos abençoadas se estamos satisfeitas, felizes e temos tudo o que queremos — se somos fortes.
Deus diz: “Não, vocês estão pensando de forma errada. Vocês são abençoadas se forem fracas, se forem pobres, se forem necessitadas.” Se você se lançar sobre Deus em dependência absoluta e completa. Você é abençoada porque Deus pega coisas e pessoas fracas, inúteis, frágeis e necessitadas, e as enche de si mesmo. Ele as usa para trazer glória a si mesmo.
Ana está ponderando os caminhos de Deus. Se você é uma mulher de Deus, você quer ponderar os caminhos de Deus e perceber que os caminhos de Deus são diferentes dos nossos.
“Porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos. . .” (Is. 55.9). E começando no versículo 6, ela proclama a soberania de Deus.
Aqui está uma mulher que passou a conhecer Deus como soberano. Ela sabia o que era desejar um filho quando o Senhor havia fechado seu ventre e chegar a um lugar de entrega da sua vontade e fé em Deus porque Ele é soberano.
Ela diz no versículo 6:
O Senhor é quem tira a vida e quem a dá; ele faz descer à sepultura e faz subir.
O que ela está dizendo? As questões de vida e morte estão nas mãos de Deus. Deus é quem abre o ventre. Deus é quem fecha o ventre. Se você tem filhos, é porque Deus te deu filhos. Deus determina a duração de nossa vida. Nossos dias estão contados por Ele. Ele enumera os nossos dias. Ele decide quantas respirações teremos. Isso está sob o controle soberano de Deus, e Ele faz como quer, para o Seu prazer.
Apocalipse 1.18 me vem à mente, onde nos é dito que Jesus Cristo detém as chaves da vida e da morte. Ana percebe que se alguém nasce, é Ele quem dá a vida.
Se alguém se recupera de uma doença, é obra dele, e quando o último suspiro é dado, Deus é soberano também sobre isso. Ela diz no versículo 7: “O Senhor empobrece e enriquece; humilha e também exalta.”
Prosperidade ou adversidade, ganho ou perda, promoção ou avanço — não é por acaso. Não é seu chefe. Não é seu marido. Não são suas circunstâncias, em última análise, que determinam o curso da sua vida.
É Deus, e que lugar seguro para estar! Por que nos agitamos, reclamamos, exigimos e nos preocupamos? Diga-me. Por que eu faço isso? Quando entro em uma passagem como esta, lembro-me de que Ele é o abençoado Controlador de todas as coisas.
Levanta o pobre do pó e tira o necessitado do monte de lixo, para o fazer assentar ao lado de príncipes, para o fazer herdar o trono de glória. Porque do Senhor são as colunas da terra, e ele firmou o mundo sobre elas. (v. 8)
Deus que estabeleceu a terra, que a fundou e a criou, que a sustenta pela palavra de Seu poder — tudo está em Suas mãos. Ele tem o mundo inteiro em Suas mãos. Os pilares da terra são dele! Alguns comentaristas dizem que isso se refere aos governantes e líderes da terra. Eles também estão em Suas mãos. Ele é o Senhor soberano.
No versículo 9, Ana profetiza ou prediz a vinda do reino de Deus sobre toda a terra. Ela também prediz o Seu julgamento — Seu julgamento final e cataclísmico sobre todos que resistem ao Seu reinado e à Sua autoridade. Vamos ler esses versículos:
Ele guarda os pés dos seus santos, mas os perversos emudecem nas trevas da morte, porque o homem não prevalece pela força. O Senhor destrói os seus inimigos; dos céus troveja contra eles. O Senhor julga as extremidades da terra, dá força ao seu rei e exalta o poder do seu ungido. (vv. 9–10)
Nesses dois versículos vemos um tema, um fio condutor que percorre todas as Escrituras. É um dos fios subjacentes da Palavra de Deus. Preste atenção nisso.
Primeiro, vemos o cuidado de Deus por Seu povo. A proteção de Deus, Sua preservação do Seu povo — “Ele guarda os pés dos Seus santos.” Se você é filha de Deus, você é uma santa. Se você é filha de Deus, você é uma fiel, não porque poderia ser fiel por conta própria, mas porque Deus é fiel e Ele está cuidando de você.
Ele guardará seus pés. Ele a protegerá. Ele a preservará. “Ora, àquele que é poderoso para guardá-la de tropeçar e apresentá-la sem mácula diante da Sua glória com grande alegria, ao único Deus sábio, nosso Salvador, por meio de Jesus Cristo nosso Senhor, seja glória e majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, agora e para sempre.” (Jd. 24-25, paráfrase)
Esse é um tema recorrente nas Escrituras. Deus protege Seus filhos. Deus os livra. Quaisquer que sejam as circunstâncias em que você esteja, em última análise, você terá livramento. Paulo disse: “O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu Reino celestial” (2Tm. 4.18). Ele a guardará. Ele a protegerá.
Há outro lado desse fio que percorre as Escrituras, que é o julgamento final dos ímpios. Quem são os ímpios? São os inimigos de Deus.
“Ele se pôs contra eles. Os ímpios serão exterminados na escuridão. Os adversários do Senhor serão despedaçados. Contra eles Ele trovejará no céu. O Senhor julgará os confins da terra.” (1Sm. 2.9–10, paráfrase)
Essa palavra “trovejar” — você se lembra de ter ouvido algo parecido antes em nossa série sobre Ana? Lembra-se de que, no capítulo 1, diz que sua rival, Penina, a outra esposa, costumava provocá-la gravemente para irritá-la?
Eu disse que essa palavra significa “trovejar interiormente”. É a mesma palavra usada aqui. Do céu, Deus trovejará contra Seus inimigos. Significa colidir como trovão, ser violentamente agitado. Ana havia experimentado essa sensação de agitação violenta, desse trovejar em seu próprio coração, quando desejava um filho e quando era provocada por aquela rival.
Acredito que isso faz parte do que Deus usou na vida de Ana para levá-la a perceber como Deus se sente em relação aos ímpios — para perceber que o coração de Deus se agita. O coração de Deus se entristece. O coração de Deus colide e colidirá em trovão contra Seus inimigos. Ela passou a se identificar com o trovejar no coração de Deus contra o pecado, contra a maldade de sua época.
Por meio de sua aflição, creio que ela passou a experimentar algo do coração de Deus. Ela passou a sentir o que Ele sente, a perceber o que Ele percebe, e foi assim que ela se tornou uma intercessora.
Vemos nos versículos 9 e 10 algo em que você pode confiar. Que, no final das contas, aqueles que caminham com Deus — os santos de Deus, os fiéis de Deus — serão vitoriosos, e aqueles que são inimigos de Deus perecerão. Serão julgados. Pode não parecer assim agora, mas, com o tempo, é assim que será.
Observe a última frase do versículo 10: “Ele dá força ao seu rei e exalta o poder do seu ungido.” Essa é uma frase muito importante, pois é a primeira referência no Antigo Testamento a um rei — o Seu rei — que também é o Ungido de Deus. A palavra “ungido” — Seu ungido, é uma tradução da palavra hebraica Messiach. Essa palavra lhe soa familiar?
É Messias. Ela está profetizando a vinda do Messias — o Rei de Deus que governará sobre Seus santos e julgará os inimigos de Deus. Na oração de Ana, temos um prenúncio, um vislumbre, do Rei de Deus, o Messias de Deus. Seu nome é Jesus Cristo.
Portanto, o que é verdadeiro em grande parte do restante das Escrituras também é verdadeiro aqui. A Palavra de Deus está sempre nos apontando de volta para Jesus.
Ana se alegra pelo fato de ter dado à luz um filho que exaltará o nome de Deus e que chamará a nação de volta às suas raízes espirituais. Ele fará parte do plano de Deus para restaurar essa nação, para que, dessa nação de Israel, possa surgir um Redentor — o Messias. Ela se alegra pelo fato de que pôde, pela graça de Deus e por Sua incrível misericórdia, participar desse grande plano.
Ao chegarmos ao fim da narrativa sobre Ana, quero encerrar a história lendo a parte conclusiva da narrativa.
Estamos em 1 Samuel 2.11:
Então Elcana voltou para a sua casa, em Ramá. Mas o menino [Samuel] ficou servindo o Senhor, diante do sacerdote Eli. [Ele fora deixado no tabernáculo, tendo sido dedicado a Deus para Seu serviço] Samuel ministrava diante do Senhor, sendo ainda menino, vestido de uma estola sacerdotal de linho. Sua mãe lhe fazia uma túnica pequena e, de ano em ano, a levava para ele quando ia com o seu marido oferecer o sacrifício anual. (vv. 11, 18–19)
Ao reler essa passagem esta manhã, me perguntei: “Por que Deus incluiu esse pequeno detalhe? Por que Ele se deu ao trabalho de nos contar esse detalhe que poderia parecer tão insignificante?”
Para mim, isso diz que aparentemente Deus não achou insignificante. A mãe de Samuel tinha um papel contínuo na vida do filho, tendo-o entregue ao Senhor, e seus atos práticos de serviço, mesmo fazendo roupas para esse filho, eram parte de seu ato de adoração, serviço e devoção ao Senhor.
Se Deus achou que o fato de ela fazer essas roupas para o filho todos os anos valia a pena ser registrado na Bíblia, você acha que o Senhor considera insignificantes os seus atos de serviço em sua família?
Isso mostra que quando você veste, alimenta, cuida, transporta e supre as necessidades práticas da sua família — isso faz parte de ser uma mulher de Deus e cumprir os propósitos de Deus para sua vida. Deus considera isso significativo.
Eli abençoava Elcana e a sua mulher e dizia: — Que o Senhor dê a você filhos desta mulher, em lugar do filho que devolveu ao Senhor. E voltavam para a sua casa.
Assim, o Senhor abençoou Ana e ela engravidava. Teve mais três filhos e duas filhas. E o menino Samuel crescia diante do Senhor.
E o jovem Samuel crescia em estatura e no favor do Senhor e dos homens. (vv. 20, 21, 26)
Ana não tinha como saber, quando dedicou aquele filho ao Senhor, que Deus a abençoaria abundantemente, além de seus sonhos e esperanças mais ousados, com mais cinco filhos — essa mulher que havia sido estéril por tantos anos.
Ao encerrarmos esta série, preciso voltar novamente para a oração de Ana. Ana era uma mulher de oração. A oração transformou Ana, e Deus usou suas orações para mudar seu mundo. Acredito que a oração de Ana no capítulo 1 foi um ponto de grande virada. Foi um ponto de virada em sua vida. Foi o início de um novo momento de entrega.
Agora, essa entrega atingiu sua plena realização três anos depois, quando ela levou aquele filho ao tabernáculo e o entregou a Deus — cumprindo seu voto. Mas, no momento de fazer aquele voto, quando ela orou e disse: “Senhor, se me deres um filho, eu o entregarei a Ti para o Teu serviço”, aquele foi um ponto de entrega.
Aquela oração transformou Ana. Ela estava se rendendo à vontade de Deus. Quero dizer também que aquela oração foi um ponto de virada na vida de sua nação. Por cem anos antes desse momento, a nação vinha em constante declínio. Deus ouviu a oração daquela mulher. Deus respondeu à oração dela e Deus — como resultado de sua oração e do filho que veio por meio dessa oração — começou o processo de restaurar o coração da nação para Si mesmo.
Isso torna a oração algo muito significativo, não é mesmo? Penso nas mulheres que encontro em todo o país. Não são muitas, mas há algumas aqui e ali que me dizem que, há anos, têm orado por um avivamento em sua igreja.
Eu digo a elas: “Não parem.” A oração vai te transformar e a oração, pela graça de Deus, será um instrumento de Deus para cumprir Seus propósitos na Igreja e em nosso mundo. Não creio que possamos sequer começar a compreender a influência da oração e a influência das orações de uma mulher muito além de nossas próprias necessidades, desejos e problemas.
Ao orarmos, precisamos nos envolver com o que Deus está fazendo em nosso mundo e levar para o coração os Seus interesses, fazer dos Seus fardos os nossos fardos. Por meio da oração de Ana, Deus trouxe do ventre de Ana um filho que seria profeta; um líder que prepararia o caminho para a vinda do Messias.
Ao longo da história da Igreja, vemos o poder e a influência de mães que oram. Agora, não é a mãe que tem o poder. É Deus quem tem o poder, mas Deus escolhe trabalhar por meio de pessoas que oram, de mães que oram.
Penso em Mônica. Ela viveu no século IV, sob o domínio romano, no que hoje é a Argélia. Morava com sua sogra incrédula e controladora e com seu marido, que não era cristão. Ele era um homem severo. Levava uma vida imoral. Ela viveu nessa casa por anos. Após um aborto espontâneo e um natimorto, aos vinte e três anos, Mônica teve seu primeiro filho.
Sendo cristã, Mônica estava determinada a criar esse filho como cristão. No final, ela teve o privilégio de conduzir sua sogra à fé em Cristo. Continuou orando durante anos pela salvação de seu marido, e pouco antes de sua morte, ele também veio a ter fé em Cristo.
Quando o filho de Mônica tinha dezessete anos, ele foi estudar na Universidade de Cartago. Lá, ele se aproximou de filosofias mundanas e enganosas. Afastou-se da educação que recebera. Vivia em festas, levando uma vida dissoluta. Enquanto estava longe, viveu por anos com uma mulher que não era sua esposa, e teve um filho com ela. Imagine Mônica, que havia orado por aquele filho durante todos aqueles anos, recebendo notícias do que seu filho estava fazendo.
Quando o filho lhe disse que planejava ir a Roma, Mônica orou: “Ó Senhor, não o deixe ir a Roma. Ele só vai se entregar a mais devassidão.” Deus não respondeu a essa oração. Seu filho realmente foi a Roma, mas mais tarde escreveu sobre aquele período em forma de oração:
Não fizeste como ela pediu. Em vez disso, na profundidade de Sua sabedoria, concedeu o desejo que estava mais próximo de seu coração. Fez comigo o que ela sempre havia pedido a Ti.
Vê? Foi na Itália que Agostinho finalmente se converteu aos trinta e um anos. Anos e anos de oração de uma mãe. Quando ele lhe contou que havia chegado à fé em Cristo, disse:
Ela se alegrou jubilosamente e glorificou a Ti. Ouvistes ela, Senhor, e não desprezastes as lágrimas que correram e regaram a terra em cada lugar onde ela se prostrava em oração. Ouvistes a ela.
O filho pelo qual Mônica orou, esperou e lutou com o Senhor, Agostinho, se tornaria uma das figuras mais influentes da história da Igreja Cristã.
Então, ao orar, lembre-se de que Deus se importa com sua dor, seu sofrimento, seu coração partido, sua necessidade, sua situação. Mas, mais do que isso, Ele se importa com Seu grande plano redentor. Ele se importa com a fama do Seu nome. Ele se importa para que Sua glória seja conhecida em toda a terra. Ele se importa com a redenção do Seu planeta pródigo.
Deus receberá suas orações. Ele te transformará. Ele te moldará. Ele te preparará para se encaixar em Seu plano e em Seus propósitos de uma maneira que você jamais poderia imaginar.
Deus multiplicará essas sementes que são semeadas. Ele fará com que produzam uma colheita. Você pode ou não viver para ver todos os frutos que virão dessas orações, mas Deus ouvirá. Ele responderá. Ele cumprirá Seus propósitos, e você poderá entrar na eternidade sabendo que teve uma parte no grande, glorioso e redentor plano de Deus.
É assim que quero viver. Esse é o desafio da vida de Ana.
Raquel: Sua vida é marcada pela oração? Você quer que seja? Eu sei que a minha é.
O programa de hoje encerra a série chamada A Oração de Ana e o Poder de Deus. Se você perdeu algum episódio, pode acessar a série completa no nosso site, avivanossoscoracoes.com.
E da próxima vez que estiver levando as crianças de um lugar para outro, ouça um dos programas desta série. Acho que será um bom lembrete quando você se sentir tentada a pensar que o que está fazendo não importa tanto assim.
Qual é o seu único consolo na vida e na morte? A primeira pergunta e resposta do Catecismo de Heidelberg vão direto ao cerne da verdade fundamental — uma verdade que irá inspirar e, sim, consolar você, independentemente da sua situação.
Amanhã iniciaremos a série “Cristo, nosso único consolo na vida e na morte”. Aguardamos você aqui no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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