Dia 7: A igreja fará proezas
Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth sabe que todas nós nos cansamos às vezes.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Você não acha que às vezes a oposição simplesmente nos esgota? É exaustivo. Mas ouça: mais cedo ou mais tarde, à Sua maneira e no Seu tempo, Deus nos levará a um lugar de renovação.
Você não precisa lutar com suas próprias forças, suas próprias regras, suas próprias armas ou instrumentos. Você pode confiar que Deus fará isso por você, e Ele vai te renovar.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações, com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O Céu Reina, na voz de Renata Santos.
Nancy está em uma série chamada “Bênçãos e Maldições: A história de Balaão.” Hoje ela traz ajuda para quem se sente cansada. Vamos ouvir.
Nancy: Bem, não sei o que você sente, mas quanto mais eu me aprofundo nesta passagem, mais …
Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth sabe que todas nós nos cansamos às vezes.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Você não acha que às vezes a oposição simplesmente nos esgota? É exaustivo. Mas ouça: mais cedo ou mais tarde, à Sua maneira e no Seu tempo, Deus nos levará a um lugar de renovação.
Você não precisa lutar com suas próprias forças, suas próprias regras, suas próprias armas ou instrumentos. Você pode confiar que Deus fará isso por você, e Ele vai te renovar.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações, com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O Céu Reina, na voz de Renata Santos.
Nancy está em uma série chamada “Bênçãos e Maldições: A história de Balaão.” Hoje ela traz ajuda para quem se sente cansada. Vamos ouvir.
Nancy: Bem, não sei o que você sente, mas quanto mais eu me aprofundo nesta passagem, mais eu amo essa história relativamente obscura. Eu amo o que ela nos diz, que vivemos em um tempo onde parece haver um fogo cruzado perpétuo entre o povo de Deus e os inimigos de Deus.
E eu espero que você esteja sendo encorajada. Espero que esteja sentindo a minha alegria enquanto sou fortalecida ao ensinar nos caminhos de Deus, pela Palavra de Deus e pela soberania de Deus. E por causa da Sua soberania, nossa segurança, herança, identidade e destino são inabaláveis, como Ligon Duncan disse.
Vemos em nossos dias que se você professa o nome de Cristo, se ama a verdade, se acredita em absolutos, se mantém a autoridade das Escrituras, se acredita na santidade da vida humana e em uma definição bíblica do casamento, se deseja proclamar o Evangelho, se deseja pregar a exclusividade de Cristo como único caminho para o Pai, você será mal interpretada. Você será caluniada. Você será acusada e enfrentará resistência.
Como Jesus disse em Mateus 10: “Todos odiarão vocês por causa do meu nome.” (v. 22) E, aliás, estamos em boa companhia nisso.
Em João 15, Jesus disse: “Se o mundo odeia vocês, saibam que, antes de odiar vocês, odiou a mim.” (v. 18)
Mas aqui está o que precisamos lembrar: a mensagem — talvez a mensagem-chave de toda a história de Balaão — é que Deus é soberano sobre as maldições lançadas contra Seu povo. Deus é soberano sobre as maldições que possam estar sendo lançadas contra você.
Nem sempre todas as maldições são ditas explicitamente: “Eu te amaldiçoo!” Nem sempre é tão explícito. Às vezes é aquela resistência sutil, aquela sensação de que você é a “insensata”, a “tola”, a que precisa se recolocar no seu lugar, a que enfrenta limitações e pressões. Você pode se sentir intimidada e sobrecarregada pela escuridão ao redor. Mas precisamos lembrar: Deus continua soberano sobre tudo isso.
Antes de voltarmos a Números 24 daqui a pouquinho. Vou fazer um pequeno desvio aqui e gostaria de chamar sua atenção para uma passagem em 2 Samuel, capítulo 16.
É um relato diferente, mas acho que se encaixa bem com a história de Balaão. Ficava vindo à minha mente e eu não sabia onde encaixá-la na série, então vou colocá-la aqui, agora, antes de voltarmos ao Livro de Números. Vemos novamente essa batalha, o fogo cruzado entre bênção e maldição e as maneiras de reagir à maldição.
Em 2 Samuel 16, lembre-se de que o filho do rei Davi tentou derrubá-lo e dar o golpe. Davi teve que deixar a capital. Seu filho Absalão estava atrás dele e conseguiu seguidores para apoiá-lo..
Quando o rei Davi [ainda rei, mas sendo expulso da cidade] chegou a Baurim, eis que dali saiu um homem da família da casa de Saul [lembre-se, Saul foi inimigo mortal de Davi por muitos anos, e aqui está um descendente de Saul], cujo nome era Simei, filho de Gera; saiu e ia amaldiçoando. Atirava pedras contra Davi e contra todos os seus servos, embora todo o povo e todos os valentes estivessem à direita e à esquerda do rei.
Enquanto amaldiçoava, Simei dizia: “Fora daqui! Fora daqui, assassino! Homem maligno! O Senhor Deus o está castigando por todo o sangue derramado na casa de Saul, cujo reino você usurpou. O Senhor já entregou o reino nas mãos de seu filho Absalão. Agora você caiu em desgraça, porque é um assassino!
Aqui está Simei, que apoiava o rei Saul, que perdeu seu reino. Ele foi entregue a Davi. Mas ele volta. Simei volta para dizer a Davi: “Você não merece este reino. Você o tomou de Saul, e agora seu filho está tomando de você.” Ele está amaldiçoando, jogando pedras, e Davi está fugindo. Ele está na defensiva.
Simei está falando mal de Davi. Davi não merece esse tratamento. Davi é o rei ungido por Deus. É o homem segundo o coração de Deus. E assim vemos duas respostas muito diferentes ao tratamento que Davi recebe de Simei.
No versículo 9, vemos a primeira resposta:
Então Abisai [que eu acredito ser sobrinho de Davi, se não me engano], filho de Zeruia, disse ao rei: ‘Por que este cão morto amaldiçoaria, meu senhor, o rei? Deixe que vá até lá e corte a cabeça dele.’
Essa é uma forma de reagir à maldição. Aqui está uma resposta diferente:
Mas o rei disse[ou seja, Davi]: ‘Que tenho eu a ver com vocês, filhos de Zeruia? Deixem que amaldiçoe! Pois, se o Senhor lhe disse: "Amaldiçoe Davi", quem poderia perguntar: "Por que você está fazendo isso?’
Não vou entrar em todas as complexidades teológicas e camadas disso — há mistério nisso. Mas uma coisa que vejo clara na resposta de Davi é que ele tem uma visão do controle soberano de Deus sobre tudo — absolutamente tudo.
Deus ordena o pecado? Não vou tentar explicar tudo agora, mas posso dizer que, de algum modo, a maldição de Simei sobre Davi está sob o controle soberano de Deus, e Davi reconhece isso.
No versículo 11:
E Davi disse a Abisai e a todos os seus servos: ‘Se o meu próprio filho quer me matar, que dizer desse benjamita? Deixem-no em paz. Que amaldiçoe, pois o Senhor lhe ordenou.’
Novamente, não vou tentar entender isso, mas Davi vê que tudo isso de alguma forma acontece no contexto da soberania de Deus. O Senhor lhe disse para fazê-lo.
Talvez o Senhor olhe para a minha aflição e o Senhor reverta em bênção a maldição que ele está proferindo no dia de hoje.
Ele está dizendo: “Independentemente do que acontecer, não vou agir por conta própria. Vou deixar Deus ser Deus.” Ele insiste em confiar no Senhor, não buscar vingança, esperando que Deus vindique Seu servo. “E assim Davi e os seus homens prosseguiam o seu caminho. Também Simei ia pela encosta do monte, ao lado dele. . .” (v. 13)
Imagine isso: Davi e seus homens fugindo de Jerusalém. Eles caminham pela estrada, e Simei caminha acima deles, no morro que acompanha a estrada, amaldiçoando. Ele jogou pedras e poeira. Que situação difícil de estar! “O rei [Davi] e todo o povo que ia com ele chegaram exaustos ao Jordão e ali descansaram.” (v. 14)
Não é assim que às vezes a oposição ao povo de Deus nos esgota? Ouça: isso pode estar acontecendo na sua própria casa. Pode ser um filho ou filha pródiga que despreza as coisas de Deus e despreza você. Pode ser seu próprio marido que rejeitou a verdade de Deus e se sente desconfortável com a presença de Cristo na sua vida, no casamento, no lar. Essas pessoas podem andar ao seu lado, jogando poeira, pedras, amaldiçoando enquanto você segue — e isso é exaustivo.
“Davi chegou cansado ao Jordão.” Mas eu amo essa última frase do versículo 14: “E ali descansou.”
Ouça: mais cedo ou mais tarde, à maneira e no tempo de Deus, Ele nos levará a um lugar de renovação. Ele nos levará a um lugar onde podemos nos refrescar, nos reabastecer e fortalecer nosso cansaço. Você não precisa lutar com suas próprias forças, regras, armas ou instrumentos. Pode confiar que Deus fará isso por você, e Ele te renovará.
Bem, vamos voltar a Números 24. Estamos chegando ao final, no versículo 10 do terceiro oráculo de Balaão, sua terceira profecia. E, mais uma vez, ele não apenas abençoa Israel, mas diz que aqueles que amaldiçoarem ou tentarem amaldiçoar Israel serão amaldiçoados. Ele está dizendo que Balaque será amaldiçoado por tentar prejudicar o povo de Deus — e Balaque não está nada feliz.
Versículo 10: “Então Balaque ficou irado com Balaão, e bateu com uma mão na outra. Balaque disse a Balaão: ‘Eu o chamei para que você amaldiçoasse os meus inimigos, mas agora, já três vezes, você somente os abençoou. Agora vá embora para a sua casa. Eu tinha dito que o cobriria de honras, mas eis que o Senhor o privou delas.’
Balaque está dizendo: “Veja, eu te contratei. Você é um mercenário, um assassino contratado. E falhou em fazer o que foi contratado para fazer. Então, saia daqui e esqueça o pagamento. Vá embora.”
Você se lembra do principal motivo de Balaão esse tempo todo? Era o dinheiro. Então, todo esse transtorno, todo esse tempo, todo esse esforço, todo esse afastamento do seu trabalho diário, e agora ele tem que ir embora sem dinheiro. Ele não se encaixa com o povo de Deus. Não se encaixa com Balaque. Ele é um homem sem pátria — e assim será qualquer pessoa que tentar atacar o povo de Deus.
Versículo 12: “Então Balaão disse a Balaque: ‘Não é verdade que eu também tinha dito aos mensageiros que você me enviou que, mesmo que você me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia transgredir o mandado do Senhor, fazendo bem ou mal por minha própria iniciativa? E não é verdade que eu disse que falaria apenas o que o Senhor me dissesse?”
Ele está dizendo: “Foi isso que falei pra vocês. Eu disse que não poderia falar nada que Deus não me permitisse. Vocês não acreditaram. Mesmo assim me contrataram. E eu disse apenas o que podia dizer — o que Deus me permitiu dizer, o que Deus me falou para dizer.”
Então Balaão volta para casa de mãos vazias. Ele e Balaque estão frustrados. Mas antes de partir, antes de voltar para a terra de onde veio, ele oferece uma última profecia não solicitada — uma quarta profecia, desta vez Balaque não pediu. Não há preparação, nem sacrifícios necessários para essa profecia.
Versículo 14: “Agora eis que volto ao meu povo. Mas antes disso, venha, pois quero avisá-lo do que este povo fará ao seu povo, nos últimos dias.”
Tenho quase certeza de que Balaque não queria ouvir essa profecia, mas Balaão disse: “Olhe, tenho algo mais a dizer.” E de onde ele tirou isso? O Espírito de Deus disse a ele: “Antes de você partir, você precisa dizer isto: ‘É isto que os israelitas farão ao teu povo nos últimos dias.’”
Aqui temos o último oráculo de Balaão, que inclui uma linda profecia sobre o Messias. Você provavelmente já ouviu falar dela, mas talvez não sabia o contexto. Versículo 15: “Então Balaão proferiu a sua palavra e disse: "Palavra de Balaão, filho de Beor, palavra do homem de olhos abertos; palavra daquele que ouve os ditos de Deus e tem o conhecimento do Altíssimo; daquele que tem a visão do Todo-Poderoso e prostra-se, porém de olhos abertos." Números 24.15-16
E levantou-se Balaão e disse: ‘O oráculo de Balaão, filho de Beor, o oráculo do homem cujo olho se abriu, o oráculo daquele que ouve as palavras de Deus e conhece o conhecimento do Altíssimo [Ele é o Altíssimo, não é? Lembre-se. Até Balaão, um profeta pagão, percebeu isto. Ele conhece o Altíssimo.] que vê a visão do Todo-Poderoso, caindo de olhos descobertos.’”
Interessante notar que, em Números 23, Balaão não viu o anjo do Senhor por muito tempo. O texto diz isso três vezes. Mas agora, seus olhos foram abertos, e ele vê o Todo-Poderoso. Vê o Altíssimo. Ouve as palavras de Deus.
E ainda assim, como Matthew Henry observa em seu comentário sobre este trecho, aqui está um homem que tem um pé dentro e outro fora. Ele nunca compreende completamente, tenho certeza. Ele começa a entender, a ter alguma percepção. Mas Matthew Henry diz:
Ele ouviu as palavras de Deus, o que muitos fazem sem obedecê-las nem ouvi-las de verdade. Ele tinha conhecimento do Altíssimo. Um homem pode estar cheio do conhecimento de Deus, mas totalmente desprovido da graça de Deus. Chama Deus de Altíssimo e Todo-Poderoso. Nenhum homem poderia mostrar mais respeito a Deus; ainda assim, não tinha verdadeiro temor, amor nem fé nele. Até aqui o homem pode chegar ao céu, mas ainda assim, ao final, pode falhar em alcançá-lo.
Você pode falar muitas palavras espirituais, conhecer muito da Bíblia, saber muito sobre Deus, mas perder a graça de Deus e nunca conhecê-Lo de verdade. E Balaão é um retrato desse tipo de personagem trágico.
No versículo 17, Balaão diz: “Eu o vejo, porém não agora; eu o contemplo, mas não de perto.” Como assim?
Como outros profetas do Antigo Testamento, Balaão recebeu a habilidade sobrenatural de ver o futuro. Isso é o que as Escrituras chamam de espírito de profecia. Ele podia ver algo que ainda não existia como se existisse, algo que ainda não acontecera, mas que um dia aconteceria. E neste caso, ele não vê algo, ele vê Alguém.
“Eu o vejo, porém não agora; eu o contemplo, mas não de perto.” Isso é no futuro, à distância. “Ele não está aqui agora, mas eu O vejo como se estivesse.” E quem ele vê? Ele vê Alguém.
Versículo 17: “Uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro!”
Uma estrela e um cetro. São imagens, símbolos de um governante, um rei. Um grande e ilustre governante surgirá de Israel. A estrela representa Sua glória. O cetro representa Sua autoridade, Seu governo que será exercido sobre toda a terra. E você percebe isso ao continuar no versículo 17, esta estrela, este cetro.
“Que ferirá as têmporas de Moabe.” Ele está dizendo isso à presença do rei de Moabe, Balaque, que pensa que controla tudo, que está no comando. Balaque queria esmagar Israel, e Balaão diz: “Isto é o que Deus me falou. Eu O vi. Eu ouvi. E isto é o que Ele tem a dizer.”
A testa, esse é o lugar mortal. Se ela for atingida, se for esmagada, você morre. “Ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete. Edom será uma propriedade; Seir, que é inimigo dele, também será uma propriedade.”
Então, esses inimigos de Deus serão vencidos. Serão conquistados. Mas repare naquela pequena frase no final do versículo 18: “Israel fará proezas.”
Não tem sido sempre assim no Oriente Médio, que Israel está cercado por poderes muito mais fortes do que ele, muito mais numerosos do que ele? Há essa nação minúscula — era verdade naquela época; é verdade hoje — contra todas as possibilidades. Eles deveriam ter sido obliterados anos atrás, décadas atrás, séculos atrás, milênios atrás, porque todos esses poderes ao redor diziam: “Queremos nos livrar deles.”
O Egito disse isso. As nações do Oriente Médio dizem isso hoje a Israel. E ainda assim, Deus tem Sua mão sobre aquele lugar. Deus tem Sua mão sobre Seu povo. “Israel fará proezas.” Eu amo essa frase. A Igreja de Jesus Cristo — sim, ela é sitiada; sim, está cercada; sim, pessoas tentam atacá-la, destruí-la, ameaçá-la e sobrepujá-la. Mas a Igreja fará proezas.
Isto é uma profecia. É uma promessa do que será. “De Jacó sairá o dominador ele exterminará os que restam das cidades." Balaão viu Amaleque, proferiu a sua palavra e disse: "Amaleque é o primeiro das nações, porém o seu fim será destruição." (vv. 19–20)
Todas essas nações que se acham tão grandiosas. . . Que poder tem Amaleque hoje? Nada! Mas naquele tempo, Amaleque era O poder. Eles se achavam tão grandes. Achavam que poderiam destruir o povo de Deus. Eram os primeiros, os mais exaltados, os preeminentes entre as nações. “Mas seu fim é destruição total.”
Quem se preocupa com Amaleque hoje? Ninguém! E todas essas nações que se acham tão grandes e poderosas hoje, um dia estarão no pó, sob o calcanhar, sob o pé daquele que vem de Jacó e exercerá domínio.
Versículo 21: [Balaão] “Viu os queneus, proferiu a sua palavra e disse [Nunca ouvimos falar de algumas dessas nações, ou se ouvimos, foi algo sobre um povo obscuro. Ele proferiu sua palavra e disse]: "A sua habitação está segura, e você pôs o seu ninho na rocha.”
Você acha que está segura? Que está protegida? Que se escondeu onde ninguém pode te alcançar? “Todavia, o queneu será consumido, até que Assur leve você cativo.”
Ele está dizendo: “Não importa quão segura vocês nações do mundo pensam que estão, não haverá lugar para se esconder quando esta estrela, este cetro surgir de Israel e se levantar para tomar posse das nações do mundo, que pertencem a Ele. Não haverá lugar para se esconder.”
De certa forma, essas profecias foram parcialmente cumpridas no rei Davi, anos depois, que realmente ascendeu em Israel, de Judá, para tomar o trono e desalojar as nações ao redor. Mas Davi foi apenas um tipo, uma figura, um retrato do Maior Davi, Cristo, o Messias, que cumpriria essas profecias de forma completa e final.
Ele governaria Seu povo, seria o rei-pastor, e, finalmente, governaria sobre todas as nações. Lembre-se disso quando parecer que o mal está triunfando.
Sim, Deus permite que o mal siga seu curso neste mundo. E sim, há destruição. E sim, no fim dos tempos, haverá ainda mais destruição e conflito. As Escrituras dizem que, nos últimos dias, Satanás mesmo terá permissão para guerrear contra os santos. Por um tempo, parecerá que Satanás e suas tropas estão vencendo. Mas eles não vencerão! O Messias conquistará os inimigos do povo de Deus e trará juízo sobre as nações que rejeitam a Deus.
Balaão proferiu ainda a sua palavra e disse: Ai! Quem viverá, quando Deus fizer isto? Homens virão da costa de Quitim em seus navios; afligirão Assur e Héber; e também eles mesmos perecerão." Depois Balaão se levantou e se foi, e voltou para a sua terra. Também Balaque se foi pelo seu caminho. (vv. 23-25)
Isso me diz que Deus é o Deus das nações. Ele é o Deus deste mundo. Ele é o Deus do universo.
Salmo 9 nos diz: “No inferno serão lançados os perversos, todas as nações que se esquecem de Deus.” E, a propósito, nenhuma nação será exceção a essa regra. Todas as nações que esquecem a Deus serão destruídas.
Moabe, Balaque e Balaão tiveram a intenção e se esforçaram muito para causar grande dano e destruição a Israel. Mas, apesar de seus esforços repetidos, intensos e coordenados, no final das contas, eles eram impotentes para amaldiçoar aqueles que Deus havia abençoado. Eles não conseguiram infligir nenhum dano nem causar mal algum.
Veja, às vezes Deus permite que Seus adversários causem algum dano ao Seu povo, mas apenas de forma temporária, não de forma definitiva. Satanás e todos os seus exércitos não podem tocar aqueles que pertencem a Deus, não podem tocar você se você pertence a Deus, não podem tocar a Noiva de Cristo, que pertence a Jesus, aquela que Ele comprou com Seu próprio sangue. Satanás e seus exércitos não podem tocar aqueles que pertencem a Deus sem a permissão de Deus. Você é inviolável sob a soberania de Deus.
E, ao olhar para essa passagem, vemos que Deus está sempre trabalhando neste mundo. Você lê as notícias, e acho que o problema na Igreja é que muitas vezes não vemos Deus nas notícias. Não vemos a mão oculta de Deus. Não vemos a soberania de Deus. E pensamos que o que é visível, o que está nas manchetes, é tudo o que está acontecendo.
Eu digo: “Não! Eles são apenas peões nas mãos de um Deus poderoso, onipotente e soberano!” Deus está sempre trabalhando neste mundo, e Ele enviou Cristo, a estrela, o cetro que veio de Israel, para abençoar e salvar Seu povo e trazer julgamento final àqueles que rejeitam Sua oferta de salvação. Ele é glorificado, Cristo é glorificado, tanto na salvação quanto no juízo.
Portanto, não precisamos temer. Não precisamos tremer. Não precisamos nos desesperar. Não precisamos nos enfurecer pelo que acontece neste mundo. Mas podemos nos prostrar e adorar diante do Seu cetro, dizendo: “Ó Jesus, Tu és meu Rei. Tu és o Rei deste mundo. Nós Te adoramos. Nós Te honramos. Nós Te exaltamos. Nós confiamos em Ti. Teu é o cetro, Teu é o trono, para todo o sempre. Amém.”
Raquel: Você ouviu Nancy DeMoss Wolgemuth, na série Bênçãos e Maldições: A história de Balaão.
Bem, ao longo do Novo Testamento, o povo de Deus é advertido contra seguir os ensinos de Balaão. Agora, como temos ouvido, Balaão foi um falso profeta do Antigo Testamento, mais conhecido por ter falado com sua jumenta.
O que ele tem a ver com ensinos falsos no Novo Testamento e com você? Nancy começará a explicar amanhã aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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