Dia 6: Vida dedicada
Raquel Anderson: Você já dedicou formalmente seus filhos ao Senhor? Nancy DeMoss Wolgemuth diz que é algo a se considerar.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Deixa eu te dizer uma coisa: isso vai libertar você do medo — porque Deus cuida muito bem do que é dele. Quando você entrega seus filhos a Deus, pode ter certeza de que eles estão muito mais seguros nas mãos dele do que nas suas. Mas, ao mesmo tempo, enquanto você os cria, isso traz um profundo senso de responsabilidade. Afinal, Deus confia a você algo precioso que pertence a Ele — e espera que você cuide bem daquilo que você dedicou ao Senhor.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
Você alimenta, veste e cuida de seus filhos. Passa horas cozinhando para eles, levando-os para lugares e …
Raquel Anderson: Você já dedicou formalmente seus filhos ao Senhor? Nancy DeMoss Wolgemuth diz que é algo a se considerar.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Deixa eu te dizer uma coisa: isso vai libertar você do medo — porque Deus cuida muito bem do que é dele. Quando você entrega seus filhos a Deus, pode ter certeza de que eles estão muito mais seguros nas mãos dele do que nas suas. Mas, ao mesmo tempo, enquanto você os cria, isso traz um profundo senso de responsabilidade. Afinal, Deus confia a você algo precioso que pertence a Ele — e espera que você cuide bem daquilo que você dedicou ao Senhor.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
Você alimenta, veste e cuida de seus filhos. Passa horas cozinhando para eles, levando-os para lugares e ajudando-os com as tarefas da escola. Você os ensina e investe no futuro deles. Mas, na verdade, eles não são seus. Seus filhos estão emprestados por Deus.
Hoje veremos o que significa dedicar nossos filhos ao Senhor. Aqui está Nancy, continuando a série chamada A oração de Ana e o poder de Deus.
Nancy: Uma das coisas que eu realmente aprecio sobre a forma como meus pais nos criaram é que, desde que nascemos, fomos dedicados a Deus; fomos consagrados a Deus para os Seus propósitos.
Meu pai nos dizia: “Não me importa qual profissão vocês escolham, mas quero ter certeza de que vocês estão servindo ao Senhor.” Ele só queria que estivéssemos na vontade de Deus, onde quer que fosse, seja lá o que significasse. Fomos entregues ao Senhor. Isso nos deu uma sensação de liberdade, mas também nos deu um incrível senso de responsabilidade.
Desde muito jovens, percebemos que não pertencíamos a nós mesmos; pertencíamos ao Senhor. E acima de tudo que meus pais desejavam, estava que fôssemos servos dele, que adorássemos ao Senhor.
Ao estudarmos a história de Ana — e agora a do precioso e tão esperado filho que Deus lhe concedeu, Samuel — percebemos que ela se tornou uma mulher com um profundo senso de propósito e intencionalidade durante todos aqueles anos de espera. Ana não desejava um filho apenas para seu próprio prazer ou realização pessoal. Ela o dedicou ao Senhor desde o princípio. Samuel pertencia a Deus — foi consagrado a Ele para cumprir os Seus propósitos.
Estamos retomando a narrativa em 1 Samuel 1. Acompanhe a leitura na sua Bíblia, se possível. Ana teve este filho, Samuel. Ela o manteve em sua casa pelos três anos (aproximadamente) em que o amamentou, com a intenção de que, quando terminasse de amamentá-lo, o levaria ao templo e o entregaria a Deus para ser criado ali para o serviço do Senhor.
Acompanhe comigo a partir do versículo 24:
Depois de o ter desmamado, ela o levou consigo, com um novilho de três anos, uma medida de farinha e um odre de vinho, e o apresentou à Casa do Senhor, em Siló. O menino ainda era muito pequeno [Provavelmente cerca de três anos]. Depois de terem sacrificado o novilho, levaram o menino a Eli. (vv. 24–25)
O fato de ela ter levado seu filho de três anos ao templo para ser entregue ao serviço de Deus não deve ser considerado como norma para uma mãe. Deus não exige que você leve seu filho de três anos para fora de casa para ser criado por outra pessoa, a não ser que seja absolutamente necessário.
Mas, neste caso, eu realmente acredito que Deus, em vista de Seus propósitos para a nação naquela época, ordenou que ela levasse essa criança e a entregasse ao serviço do Senhor. Tenha em mente que ela sabia. Ela ia ao tabernáculo há anos. Conhecia a condição espiritual do sacerdócio. Sabia que aquele não seria um ambiente ideal e saudável para criar seu filho.
Ela teve que confiar totalmente em Deus para cuidar dessa criança. E, de fato, Deus cuidou. Deus colocou um muro de proteção ao redor daquela criança, como vemos em 1 Samuel 2 e 3 — não vamos ler este trecho nesta série — mas você verá que a vida de Samuel é um contraste constante com a vida de Eli, o sacerdote, e de Hofni e Finéias, os filhos corruptos de Eli. Deus protegeu aquela criança.
Para criar seus filhos hoje, você também precisa confiar que Deus protegerá e guardará os corações de seus filhos? Mesmo que você nunca os leve a lugar algum, eles ainda estão expostos a tantas coisas neste mundo. Você precisa da proteção de Deus sobre seus filhos. Posso garantir que Ana estava orando e continuamente consagrando aquela criança aos cuidados de Deus.
Ela foi ao tabernáculo, levou a criança, sacrificaram o boi e entregaram a criança a Eli. E ela disse, nos versículos 26 a 28, falando com Eli:
Ah! Meu senhor, tão certo como você vive, eu sou aquela mulher que esteve aqui ao seu lado, orando ao Senhor. Era por este menino que eu orava, e o Senhor Deus me concedeu o pedido que eu fiz. Por isso também o entrego ao Senhor. Por todos os dias que viver, será dedicado ao Senhor.
Ana está dizendo é: “Eu pedi esta criança ao Senhor e agora estou entregando-a de volta a Deus. Dediquei meu filho ao Senhor. Enquanto ele viver, ele é dedicado a Deus.”
A palavra “ser dedicada” é a mesma raiz usada no versículo 27: “o Senhor Deus me concedeu o ‘pedido’ que eu fiz.” É a mesma raiz — petição, pedida e devolvida a Deus.
Você percebe como oração, sacrifício e dedicação estão todos ligados? Deus nos dá algo para sermos mordomos, e nós o dedicamos de volta a Ele. Ela está devolvendo a Deus aquilo que Ele lhe deu em resposta ao seu pedido.
Penso naquele versículo em 1 Crônicas 29, onde o rei Davi ora dedicando as ofertas que foram trazidas para construir o templo. E Davi diz: “Ó Deus, tudo vem de Ti, e só Te damos de volta o que vem da Tua mão.” (v. 14, parafraseado)
Deus nos dá; nós devolvemos a Ele. Qualquer coisa que damos ao Senhor já é dele desde o início. Estamos apenas devolvendo aquilo que pertence a Ele.
E gostaria de lembrá-la de que seus filhos são um presente do Senhor e que você tem a responsabilidade de entregá-los de volta ao Senhor. Dedique seus filhos a Deus. Consagre seus filhos a Deus para os Seus propósitos.
Deixa eu te dizer uma coisa: isso vai libertar você do medo — porque Deus cuida muito bem do que é dele. Quando você entrega seus filhos a Deus, pode ter certeza de que eles estão muito mais seguros nas mãos dele do que nas suas. Mas, ao mesmo tempo, enquanto você os cria, isso traz um profundo senso de responsabilidade. Afinal, Deus confia a você algo precioso que pertence a Ele — e espera que você cuide bem do que dedicou ao Senhor.
Portanto, ao dedicar seus filhos a Deus para Seu uso, Seus propósitos e Seu reino, faça com que seus filhos saibam que eles pertencem a Deus.
Note também que Ana não se esqueceu de seu compromisso e promessa a Deus quando Ele lhe concedeu o desejo de seu coração. Ela cumpriu seu voto. Não voltou atrás. Quando fazemos promessas a Deus, é importante cumpri-las. Você dedica seus filhos a Deus e não deve tentar controlar, possuir ou conduzir a vida deles.
Vemos que a criança adorou ao Senhor no templo. Três anos de idade! Um pequeno bebê. Isso me mostra que seus filhos, não importa a idade, podem ser adoradores de Deus. Ele seguiu os passos de seus pais tementes a Deus, ao contrário da cultura ímpia ao seu redor. Esse é o seu objetivo, mães e avós: criar seus filhos, treiná-los para serem adoradores de Deus, mesmo que ninguém mais faça isso.
Outro dia, eu estava conversando ao telefone com uma querida amiga sobre toda a história de Ana e o que Deus estava me ensinando por meio dessa passagem. Ela começou a me contar sobre uma ocasião em sua vida que aconteceu muitos anos atrás, quando tinha um filho de dezesseis meses, seu primogênito, e estava esperando seu segundo filho. E, a propósito, eu pedi permissão para compartilhar essa história.
Ela olhou para aquele filho de dezesseis meses, sabendo que estava grávida do segundo, e sentiu que Deus dizia a ela: “Você vai me dar seus filhos?” Ela disse que olhou para aquele filho, mais fofo impossível; pensou na criança que carregava; ainda estava no início da gravidez. Pensou em tudo o que poderia significar entregar seus filhos a Deus e disse: “Eu disse não a Deus. Eu disse: ‘Você não pode ter meus filhos.’”
Enquanto me contava isso, ela disse: “Não consigo nem contar quantas vezes confessei ao Senhor ao longo dos anos que minha primeira resposta foi ‘não.’” Ela disse: “Sempre me arrependi de não ter dito ‘sim’ imediatamente.” Mas ela disse: “Honestamente, eu disse: ‘Não, você não pode levar meus filhos.’”
Pouco tempo depois, ela descobriu que a criança que carregava tinha um defeito congênito muito sério e que sua vida poderia estar ameaçada. Ela nem sabia se a criança viveria após o parto.
Ela seguiu com a gestação e a criança, que agora é adolescente, ainda apresenta alguns efeitos colaterais, mas Deus poupou a vida dele. Ela não sabia que isso aconteceria. Ela disse: “Percebi que posso dar meus filhos a Deus voluntariamente e com alegria, ou posso tentar segurá-los. Mas o fato é: Deus está no controle. Deus fará o que Ele quiser com meus filhos.”
Ela disse que, durante esse processo, enquanto carregava aquela criança com o defeito congênito, ela falou: “Oh, Deus, me desculpe. Percebo que Tu estás no controle e quero que tenhas meus filhos.”
Daí ela disse algo que achei tão doce, anos depois. Ela disse: “Ao longo dos anos, eu superei isso e comecei a orar: ‘Senhor, por favor, leve meus filhos, tenha-os e faça algo com eles que traga glória a Ti.’” Não apenas relutantemente — “Podes tê-los” — mas Deus, eu quero que use meus filhos para os Seus propósitos e para a Sua glória. Isso é tudo o que importa.
Ela disse: “Foi preciso um tapa na cara, por assim dizer, para perceber que não se trata apenas de mim e dos meus queridos filhinhos. Tudo se trata de Deus.”
Adoração, entrega, dedicação, dedicar-se ao Senhor, seus filhos, suas esperanças, seus sonhos, seu cônjuge, seu casamento, seu lar, tudo.
Do ponto de vista humano, pode parecer que a história está completa, mas a história não acabou. Capítulo 2, versículo 1 diz:
Então Ana orou assim: O meu coração exulta no Senhor. A minha força está exaltada no Senhor. A minha boca se ri dos meus inimigos, porque me alegro na tua salvação.
Nos próximos versículos, temos uma oração de agradecimento. Isso é uma parte importante desta história. Com que frequência oramos, suplicamos e pedimos a Deus que nos conceda algo, pedimos que Ele realize os anseios de nosso coração? E então Ele nos dá, no tempo devido, o que desejávamos, e nós esquecemos de agradecer. Esquecemos de louvar quando Ele responde, de agradecer pelas respostas. Não se esqueça de louvar ao Senhor.
Uma vida de oração equilibrada inclui petição e louvor, fazer pedidos e dar graças. Quando não temos aquilo que queremos, somos motivadas a orar porque sabemos que não há outra opção. Essa é nossa única alternativa. Mas tantas vezes, quando conseguimos o que queremos, voltamos a esquecer Deus. Não se esqueça de agradecer a Deus; tenha um coração grato, um coração cheio de gratidão.
Ao ver o salmo de louvor de Ana aqui — porque é realmente isso que é — também me lembro da promessa de Deus: “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.” (Sl 30.5) Deus promete que um dia as lágrimas serão enxugadas; não haverá mais morte, nem tristeza, nem luto. Haverá apenas alegria e louvor.
Portanto, se você se encontra em uma noite de choro agora, se encontra onde Ana estava no capítulo 1 — aflita, perturbada, provocada por seus adversários, todos aqueles sentimentos que Ana passou, desejos não realizados — lembre-se de que o dia está chegando quando você, como Ana, poderá cantar um salmo de louvor.
Você pode louvar ao Senhor agora, e precisa louvar ao Senhor agora. Mas chegará o momento em que o pedido do seu coração será atendido e Deus dará o privilégio de oferecer um sacrifício de ação de graças e louvor a Ele.
Ficamos tão desanimadas porque não vemos o quadro completo. Esquecemos que isso não é tudo, que Deus não terminou, que Ele está cumprindo Seus planos e propósitos. E eles sempre serão bons se você for filha de Deus.
Para colocar o salmo de louvor de Ana em contexto, lembre-se de que aqui está uma mulher que acabou de receber uma grande resposta de oração. Então você pensa: “Claro que ela está louvando ao Senhor. Ela conseguiu o filho que queria.”
Mas lembre-se também de que ela acabou de fazer um enorme sacrifício pessoal. Ela entregou seu único filho, aquele que ela tanto desejou, esperou e orou; ela o entregou para o serviço de Deus. Aos três anos de idade, ela enviou esse filho para viver no tabernáculo.
Dissemos antes que isso não deve ser considerado modelo ou normativo para como as crianças são dedicadas ao Senhor hoje. Mas algumas de vocês, mães, talvez tenham filhos na faculdade, querendo ir ao campo missionário, sentindo o chamado de Deus para um tipo de ministério que os afastaria de você.
Ao dedicar seu filho ao Senhor, há tristeza. Há um senso de perda. Há alegria por seus filhos estarem seguindo ao Senhor e obedecendo a Deus, mas há também a sensação de abrir mão de algo muito precioso.
Aqui está Ana, tendo entregado este filho, e ainda assim a encontramos sem lamentar a perda, embora certamente tivesse o coração natural de mãe. Mas a encontramos regozijando-se, louvando ao Senhor.
Por quê? Como ela pode fazer isso em um momento como este? Ela está deixando o tabernáculo e voltando para casa da mesma maneira que havia feito por anos e anos antes, de braços vazios. Então, por que, desta vez, ela consegue louvar ao Senhor em vez de mostrar o comportamento desanimado e deprimido que experimentou antes?
Vou te dizer por quê. Porque aqui está uma mulher que aprendeu a viver para a glória de Deus, que se importa mais com os propósitos redentores dele no mundo e com o avanço do Seu reino por toda a terra do que com a própria felicidade pessoal.
Na verdade, ela chegou ao ponto em que o que realmente a faz feliz é agradar a Deus, é ver o nome de Deus sendo proclamado pelo mundo, o que Deus fará através de seu filho.
Ela sabe que os propósitos de Deus estão sendo cumpridos. E assim, ela se alegra, apesar de não ter mais aquele filho nos braços. Essa é a mesma mulher que antes estava ansiosa, com o coração pesaroso, perturbada e triste.
O que aconteceu? O foco dela mudou. Antes, seu foco estava nela mesma, naquela esposa rival que a atormentava, em seus problemas, suas necessidades, seu fardo, suas circunstâncias, seus desejos não realizados.
Muitos dos e-mails e cartas que recebo vêm de mulheres que ainda mantêm o foco exatamente aí. Meu coração se compadece por elas, e sinto parte de sua dor e tristeza.
Mas quero dizer a vocês quando a liberdade chega. É exatamente o que aconteceu com Ana. A liberdade vem quando seu foco é transferido de você mesma, do seu mundo e de seus problemas, para Deus — Seu caráter, Seus caminhos, Seu plano, Seu reino, Seus propósitos no mundo.
Isso não significa que não teremos dor. Deste lado do céu haverá dor, tristeza, perda. Haverá pessoas que nos provocarão. Significa, porém, que ainda assim podemos louvar a Deus porque estamos satisfeitas nele e vemos que Seus propósitos estão sendo cumpridos. É nesse momento que a petição se transforma em louvor. Então, conte a Deus suas necessidades. Derrame seu coração diante dele.
Mas não se esqueça de agradecê-Lo por Suas respostas. E lembre-se de algo que Ana descobriu aqui. Ela disse: “O meu coração exulta no SENHOR. A minha força está exaltada no SENHOR. . . porque me alegro na tua salvação.” Ana aprendeu que a verdadeira alegria não se encontra em nada nem em ninguém além de Deus.
O que ela está dizendo? “Senhor, Tu és suficiente. Minha alegria, no final das contas, não está em ter um filho.” Antes, ela pensava que isso a faria feliz, da mesma forma que algumas de vocês pensam que ter um filho, um cônjuge, um emprego, dinheiro, uma casa ou móveis novos as fará felizes.
E provavelmente faria por um tempo. Mas ela chegou ao ponto de perceber que nada neste planeta pode satisfazê-la como Deus. Minha felicidade está nele. Minha alegria está nele. Senhor, Tu és suficiente. Meu louvor, meu prazer, estão em Ti, o Doador, e não nas coisas que podes me dar. Tu és a fonte da minha satisfação.
Mulheres, vocês nunca serão felizes de verdade, nunca conhecerão a verdadeira alegria até encontrarem sua alegria e satisfação em Deus e somente em Deus. Vocês podem chegar ao ponto de dizer: “O meu coração se regozija no Senhor; regozijo-me na tua salvação.”
Se vocês conhecem as Escrituras do Novo Testamento, as palavras que acabamos de ler da oração de Ana soarão familiares, porque a oração de Ana tornou-se, na verdade, a base para outra mulher, mil e cem anos depois, cantar um salmo de louvor. Vocês lembram quem foi? Foi Maria de Nazaré.
Lucas, capítulo 1 — talvez queiram abrir — versículos 46–47: depois que Maria recebeu a notícia de que seria a mãe do Messias, ela disse: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador.” Versículo 49: “Santo é o seu nome.”
Vamos ver, à medida que avançamos na oração de Ana, que ela exalta a santidade de Deus, e as palavras de Maria, nos versículos 51–53 de Lucas 1, são semelhantes às palavras que seguem na oração de Ana.
Maria diz: “Agiu com o seu braço valorosamente; dispersou os que, no coração, alimentavam pensamentos soberbos. Derrubou dos seus tronos os poderosos e exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos.”
Essas palavras, em 1 Samuel capítulo 2, vêm da oração de Ana — mil e cem anos depois! Que tipo de canção, que tipo de legado você está deixando para as mulheres que virão depois de você?
Dá para imaginar que, dez anos ou cem anos, ou, se o Senhor tardar, mil e cem anos a partir de agora, alguma mulher que não podemos sequer imaginar exista esteja cantando um salmo de louvor, uma oração de louvor ao Senhor, por causa de uma canção, um salmo de louvor que nossas vidas cantaram e que ecoou de geração em geração e se tornou base para o louvor de outra pessoa?
É outra imagem de que não vivemos para nós mesmas. Estamos tão centradas no agora, tão autocentradas. Mas aqui há uma reação em cadeia, é um legado. É como uma corrida de revezamento, onde o bastão é passado de uma geração para a outra. O que você faz agora importa.
Se você viver uma vida deprimida, reclamando, gemendo, resmungando, queixando-se, esse é o legado que deixará. Mas se você viver uma vida de louvor, uma vida de profunda satisfação em Deus, estará deixando, não apenas para sua família, mas para os filhos deles e os filhos dos filhos e para a próxima geração, um legado de louvor.
Mulheres, eu quero deixar uma canção para que outras mulheres cantem. Quero deixar uma canção para suas filhas, para as filhas delas e para as filhas das filhas delas. E quero que seja uma canção de fé, uma canção de louvor. Quero que seja uma canção centrada em Deus. Quero que seja uma canção de adoração e exaltação.
Então cantem essa canção agora e deixem que Deus a faça ecoar pelos corredores do tempo e ressoar nos corações daquelas que ainda nascerão, tudo para a fama do Seu nome e para a glória do nosso grande Deus.
Raquel: Que tipo de canção você está cantando? É uma canção que afetará as gerações futuras? Nancy DeMoss Wolgemuth nos trouxe hoje um desafio importante. Ela voltará para orar em um minuto.
Investir na sua família é uma das coisas mais importantes que você pode fazer. Há outra maneira de investir nas gerações futuras: apoiar o ministério Aviva Nossos Corações com sua contribuição financeira.
Nós ajudamos jovens esposas e mães a aprenderem a abraçar o chamado de Deus em suas vidas. Ajudamos a conhecerem as verdades da Palavra de Deus para que possam transmiti-las a seus filhos.
A nossa ouvinte Daisy compartilhou o seguinte testemunho:
“Essa série chegou na hora certa pra mim, vou casar um filho em novembro, e às vezes me encontro naquela tensão de como será o futuro deles, essa série veio como um botão que aumentou a luminosidade da luz, que já existia através do conhecimento das escrituras bíblicas sobre as promessas de Deus aos nossos filhos, mas que os temores e as preocupações tentam apagar.
Estou convicta de que serei abençoada com essa série e certa de que Deus as colocou pensando em mim como para outras mães também! Obrigada Aviva Nossos Corações!”
Sua doação nos ajuda a continuar. Para fazer uma contribuição, basta visitar nosso site, avivanossoscoracoes.com.
Já percebeu que uma mãe se encontra numa posição especial para demonstrar confiança em Deus? É verdade! Amanhã veremos o porquê, aqui no Aviva Nossos Corações. Voltem para acompanhar.
Agora, aqui está Nancy para orar conosco.
Nancy: Minha alma engrandece ao Senhor e meu espírito se alegra em Deus meu Salvador. Oh, Senhor, que essa seja minha canção hoje, amanhã e depois, e todos os dias pelo resto da minha vida. E que essa canção seja passada de uma geração para outra, pois Tu és grande, Tu és Deus, Tu és bom, e glorioso é o Teu nome. Nós nos alegramos em Ti. Oro em nome de Jesus, amém.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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