Dia 5: Retornando ao seu primeiro amor
Raquel Anderson: A maneira como você vê a Deus é importante. Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Da sua visão de Deus vem a maneira como você vive e pensa em todas as outras áreas da sua vida, então não se prenda, como muitas mulheres fazem, a uma visão distorcida e pervertida de Deus com base em ter tido um pai que não se encaixava.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O Céu Reina, na voz de Renata Santos.
Sempre que um aniversário chega, somos lembradas de como a vida passa rápido. Você está fazendo o hoje contar? Os próximos minutos serão bem aproveitados enquanto Nancy nos inspira a viver para a eternidade. Aqui está ela, compartilhando o último episódio da série Os ensinamentos de um pai.
Nancy: Tenho tentado, ao longo dos últimos episódios, …
Raquel Anderson: A maneira como você vê a Deus é importante. Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Da sua visão de Deus vem a maneira como você vive e pensa em todas as outras áreas da sua vida, então não se prenda, como muitas mulheres fazem, a uma visão distorcida e pervertida de Deus com base em ter tido um pai que não se encaixava.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O Céu Reina, na voz de Renata Santos.
Sempre que um aniversário chega, somos lembradas de como a vida passa rápido. Você está fazendo o hoje contar? Os próximos minutos serão bem aproveitados enquanto Nancy nos inspira a viver para a eternidade. Aqui está ela, compartilhando o último episódio da série Os ensinamentos de um pai.
Nancy: Tenho tentado, ao longo dos últimos episódios, compartilhar com vocês, de todo o meu coração, um investimento que me foi dado durante os primeiros vinte e um anos da minha vida, quando meu pai e minha mãe nos instruíram, a mim e aos meus seis irmãos e irmãs, nos caminhos de Deus.
Esse é um legado que me foi deixado, que é mais rico e maravilhoso do que qualquer herança material que meu pai poderia ter deixado quando ele faleceu no final de semana do meu vigésimo primeiro aniversário. Como tenho falado sobre essas coisas, acho que vocês podem perceber que eu falo com sinceridade, que esses são assuntos que tocaram profundamente meu coração e minha vida.
Eles são monumentais. Elas soam tão simples, essas instruções de um coração de pai, mas são instruções que dão vida, são transformadoras. Essas coisas se tornaram parte da maneira como eu penso e vivo. Agora, estou colhendo bênçãos incríveis como resultado das sementes que ele plantou em minha vida todos aqueles anos atrás.
Eu queria falar com os pais nessa série sobre ser intencional com o legado que vocês estão deixando para seus filhos — não apenas deixando-os crescer, mas criando-os nos caminhos e no coração de Deus. Eu queria falar particularmente com as jovens mulheres que ainda estão no início de suas vidas e podem tomar essas decisões de uma maneira que impactará o resto de suas vidas.
Se você já ouviu esses princípios ou se são novos para você, quero desafiá-la a ouvir a instrução de um pai que vem da Palavra de Deus e fazer dela uma parte da sua vida. E então, novamente, só para lembrar que você pode não ser mais tão jovem, mas não é tarde demais para começar a fazer com que essas instruções, esses princípios, sejam parte da sua vida.
Comecei com o que eu disse ser a base, o primeiro dia da série, onde falei que meu pai nos ensinou a levar Deus a sério, e agora quero fechar esse pensamento com um décimo princípio.
Este é: o tempo é curto e a eternidade é longa. Portanto — aqui está o porquê — não desperdice sua vida. Faça ela contar para a eternidade.
Claro, quando você tem dezesseis, dezoito, vinte, trinta, trinta e cinco anos, provavelmente não está pensando muito sobre a eternidade. Posso te garantir que você precisa pensar nisso agora! O tempo é curto. A eternidade é longa. Ela é para sempre, e, portanto, é necessário que pensemos sobre isso agora, como nos diz Eclesiastes: “Lembre-se do seu Criador [com C maiúsculo] nos dias da sua juventude” (Ec. 12.1).
Pense nele agora. Pense em como você prestará contas a Ele algum dia e, à medida que você vê sua vida se estendendo à sua frente, a vida parece tão longa. Eu sei, tem dias em que parece que só terminar a oitava série vai demorar uma eternidade.
Agora você olha para trás e pensa: "Oitava série? Onde ela foi? Onde foram os anos da faculdade? Onde foram meus vinte anos? Onde foram meus trinta anos? Para onde estão indo meus quarenta anos?"
Eles estão indo rapidamente porque o tempo é curto, e quando você está na parte mais jovem da vida, não percebe isso. A estrada parece longa. Essa é uma das alegrias da juventude, mas uma das coisas que tornam a vida mais sóbria, conforme vamos crescendo, ficando mais velhas, é que você percebe que é um piscar de olhos. A vida é como uma névoa. Está aqui, e se vai tão rápido.
A tendência, e o que a maioria das pessoas faz, é desperdiçar suas vidas. Elas gastam suas vidas e acabam um dia no céu, sem nada para mostrar, para apresentar, pelos anos nesta terra. Elas se apresentam diante do Senhor sem conseguir prestar contas sobre o que aconteceu em suas vidas que fez diferença para a eternidade.
Gostaria, aliás, de falar para vocês que são mães. Vocês podem dizer o que quiserem sobre o que é importante para vocês, mas seus filhos sabem o que realmente importa para vocês. Eles sabem o que vocês valorizam. Eles sabem o que é importante para vocês, e é sobre isso que estou falando aqui, viver em casa os valores eternos.
Os valores do meu pai e da nossa família, isso tinha a ver com o nosso uso do tempo. Como já disse antes, não assinávamos um jornal. Não tínhamos televisão. Não íamos ao cinema, não porque achássemos, ou meu pai achasse, que essas coisas eram inerentemente pecaminosas ou erradas, mas porque ele sabia que, para muitas pessoas, elas acabariam gastando suas vidas sendo entretidas e se divertindo até a morte e não teriam nada a mostrar por isso na eternidade.
Você pode pensar: “Uau, vocês devem ter crescido em um lar muito sério!” Sabe, nós ríamos muito em nossa casa. Tínhamos noites em família, noites de jogos. Conversávamos muito.
Conversávamos bastante — ao mesmo tempo. Somos uma família bem extrovertida. Nos divertimos muito. Tínhamos muita atividade, mas estávamos pensando na eternidade, porque a eternidade é um assunto sério.
Ela é para sempre, e foi isso que estava sendo modelado em nossa casa — esta vida é curta. À luz da eternidade, a maioria das coisas que nos importam agora parecerão absolutamente insignificantes, e, inversamente, coisas que nos parecem insignificantes agora, quando estivermos diante de Deus, podem parecer monumentais. Precisamos ajustar nossos valores para que se alinhem com os valores eternos.
Meu pai costumava ter em sua mesa um pequeno peso de papel de mármore que dizia aquele versículo que você já viu: “Só uma vida, logo passará; só o que for feito para Cristo durará.” Ele vivia dessa maneira. Estava sempre pensando dessa forma.
Eu tenho um pedaço de papel com a letra do meu pai, onde ele escreveu em sua letra ilegível três categorias, três listas. Primeiro, ele disse: “Quais são meus objetivos para a vida inteira?” Ele listou cinco, e um deles era quanto ele queria dar em sua vida. Outro era metas para sua família, e depois havia outros objetivos pessoais, espirituais e de negócios.
Depois ele disse: “Se eu soubesse que morrerei em três anos, o que eu faria?” E então ele disse: “Se eu soubesse que tenho menos de seis meses de vida, o que eu faria?” Ele escreveu algumas coisas breves, mas pensativas, sobre decisões, escolhas que faria, sem saber que não viveria três anos após escrever essas anotações.
Aos cinquenta e três anos, de repente, ele teve um ataque cardíaco e estava na presença do Senhor. Mas ele estava pensando na eternidade. Por isso acredito que seu retorno para casa foi um momento de alegria. Eu só saberei quando chegar lá, mas sei que ele viveu para a eternidade todos os anos em que conheceu Cristo, e que ele se sentirá mais em casa no céu do que esteve aqui na terra, porque o céu era sua casa.
Era lá que seu coração estava. Era para lá que seus passos estavam indo. Era essa a direção de sua vida — em direção ao céu, em direção à eternidade.
Para ele, isso significava, por exemplo, que ele se importava profundamente com a condição dos perdidos, das pessoas que não conheciam Jesus, os não-crentes. Eles importavam para ele. Meu pai pregava para tudo o que se movia, e isso não é muito exagero.
Na verdade, um dos melhores amigos do meu pai enquanto ele estava aqui na terra era o Dr. Bill Bright, fundador do ministério em campus universitário — Campus Crusades for Christ. Quando recebi um e-mail dizendo que parecia que o Dr. Bright não viveria muito tempo, comentei com alguns amigos que fiquei um pouco emocionada, pensando que o Dr. Bright veria meu pai antes de mim. E comecei a pensar sobre como os dois estariam desfrutando o céu. Ambos amavam conversar com pessoas que precisavam de Jesus sobre como encontrar Jesus, como ter um relacionamento pessoal com Cristo.
A razão pela qual as almas perdidas importavam tanto para meu pai é porque ele sabia que cada pessoa que ele via passaria a eternidade em algum lugar — no céu ou no inferno. Ele sabia que, se Deus o colocasse no caminho daquela pessoa, havia um propósito nisso, e ele deveria estar alerta para as oportunidades de compartilhar Cristo com os outros.
Fui muito impactada, quando era mais jovem, pela história de Henrietta Mears, que era uma mulher muito ativa em vários tipos de ministério. Ela nunca se casou. Tinha um coração completamente voltado para Deus, e, sob seu ministério, 400 homens ingressaram no trabalho cristão em tempo integral, apenas como resultado da influência de sua vida. Ela foi uma mulher que viveu para a eternidade.
Lá no final da década de 1940, uma mulher incrível organizou uma conferência para jovens universitários. O objetivo? Que eles orassem, buscassem ao Senhor e descobrissem como poderiam fazer diferença para Cristo em sua geração. Ela escreveu uma carta convidando esses jovens para o evento — e olha o que dizia um trecho dela:
Querido(a). . .
Eu preciso de você — e Deus precisa de você! Voltei da Europa e da América do Sul com um profundo senso da crise espiritual que vivemos. As necessidades do mundo são imensas. Acredito que você é um jovem de propósito, pois quem sabe se ‘não foi precisamente para um tempo como este que você chegou ao reino?’ Creio que Deus não erra — e que Ele tem um plano para você nesta hora.
Mais do que nunca, Deus está chamando pessoas dispostas a se sacrificar. Ele procura homens e mulheres à altura das montanhas de oportunidades diante de nós. Ele busca jovens que digam: "Eu vou encarar esta hora e encontrar meu lugar nela — e se eu perecer, pereci."
E sabe o que é bonito? Hoje ainda vemos Deus levantando jovens assim — jovens que, muitas vezes mais do que seus próprios pais, estão dispostos a ir aos lugares difíceis do mundo, entregar suas vidas por amor a Cristo e ao Evangelho. E, mães, eu quero deixar um encorajamento para vocês: não impeçam seus filhos de fazer o que Deus os chamou para fazer. Mesmo que isso signifique entregar suas vidas por causa de Cristo e do Seu Reino.
Henrietta Mears, essa mesma mulher, disse aos jovens naquela conferência:
Precisamos de pessoas que coloquem Deus em primeiro lugar. Gostaria que tivéssemos jovens movidos por uma grande visão — uma visão do que Deus poderia fazer se Ele os possuísse por completo. Acredito que os jovens de hoje farão coisas que vão impactar esta geração. . . mas tudo isso vai passar. Precisamos de pessoas que se dediquem não às coisas do tempo, mas às coisas da eternidade.
Esse é o chamado de Deus. O tempo é curto. A eternidade é longa. Não desperdice a sua vida. Faça-a contar para a eternidade.
Talvez você diga: “Mas eu só tenho vinte anos. . . ainda é cedo para pensar nisso.” Olha, meu irmão morreu aos vinte e dois anos, quando ainda estava na faculdade, se preparando para o ministério. Saiu de casa um dia e nunca mais voltou. Deus só lhe deu vinte e dois anos.
Você tem vinte? Não sabe se terá mais vinte e dois dias. Você tem trinta, cinquenta, sessenta? Deus te deu hoje — e você não sabe se terá o amanhã. Então não espere.
Não espere o próximo ano. Não espere uma nova fase da vida para levar Deus a sério, para amá-Lo de verdade, para investir sua vida no Reino dele.
E isso não significa que você precise largar o trabalho — a menos que Deus te chame para isso. Se você é esposa e mãe, e cuida da sua casa e dos seus filhos — esse é o seu chamado. Mas viva esse chamado à luz da eternidade. Crie seus filhos com essa perspectiva eterna. Fale com seriedade sobre o estado da alma deles, porque você não sabe se terá o amanhã para dizer isso.
Meu pai morreu aos cinquenta e três anos. Tinha sete filhos, entre oito e vinte e um anos. E nunca mais teve outra chance de nos dizer nada. Como sou grata porque, quando ele partiu, já tinha dito o que precisava ser dito: que nos amava, que Cristo é tudo, que deveríamos conhecê-Lo e dedicar nossas vidas ao Seu Reino.
Tudo o que compartilho aqui no Aviva Nossos Corações, de alguma forma, vem do que meu pai me ensinou. Então, eu te pergunto:
- Qual legado você está deixando pros seus filhos?
- Que verdades eles um dia contarão à próxima geração que aprenderam com você?
Faça isso agora. Faça isso à luz da eternidade.
Raquel: A vida é curta. E Nancy DeMoss Wolgemuth tem nos lembrado a viver com sabedoria — algo que ela aprendeu com o próprio pai. Durante toda esta semana, ela tem compartilhado essas verdades na série Os ensinamentos de um Pai.
E antes de encerrar, vamos ouvir o testemunho de algumas de nossas ouvintes contando o que aprenderam com seus pais.
Ouvinte 1: Bem, pensei em duas coisas que meu pai realmente marcou em minha vida enquanto eu crescia — primeiro, a importância da Palavra, ser uma estudante da Palavra.
Vimos ele se preparar para as aulas da escola dominical durante toda a nossa infância. Mas o que realmente lembro como uma criança pequena é como minha irmã e eu realmente desejávamos que nosso pai nos contasse a história antes de dormir.
Minha mãe entrava e lia os livros, como a maioria das mães faz. O pai entrava, e era sempre uma história bíblica. Ele encenava ao nos contar a história no quarto. Fizemos uma regra de que ele não podia nos contar a mesma história. Então, meu pai, por ser um estudante da Palavra, tinha um repertório muito grande.
Até hoje, tenho uma imagem vívida de quem foi Enoque, porque a partir de um único versículo, "Enoque andou com Deus, e ele não era mais, pois Deus o tomou," (Gn 5.24) aquilo virou toda uma história antes de dormir. Uma vez tentei contar essa história para minha professora da escola dominical e ela deve ter pensado: “De onde você tirou isso?
Depois, quando eu era adolescente, tudo mudou. Meu pai escolhia temas que ele estava estudando. Quando eu era adolescente, foi o Apocalipse. À mesa de jantar, conversávamos sobre pré-milenismo, amilenismo, dispensacionalismo, o que estava acontecendo em Israel, o Anticristo, todas essas coisas, como se fosse uma conversa normal de jantar, e só quando eu estava na faculdade, percebi a base teológica que meu pai me deu e o quanto ele despertou em mim uma sede de conhecer a verdade bíblica.
A outra coisa que nos ensinou foi sobre finanças. Meu pai era alguém que sempre acreditava que você deveria dar a Deus as primícias, e isso era sempre o que ele fazia. Lembro-me quando meu avô faleceu e ele assumiu o negócio da família e não estava indo muito bem, e ele tinha dois filhos prestes a entrar na faculdade.
A resposta dele não foi: "Como vamos fazer?" Foi: "Eu acho que precisamos dar mais," e essa foi sua resposta quando as coisas estavam difíceis, "Dê a Deus, e Deus abençoará. Podemos confiar nele."
Ouvinte 2: Aprendi duas coisas super importantes com meu pai. A primeira foi uma ética de trabalho tremenda: faça o que for necessário para concluir o trabalho, mas permaneça honesto ao fazê-lo. E a segunda coisa que aprendi foi que nunca é tarde demais para mudar, não importa o quão distante você tenha se afastado do caminho.
Ouvinte 3: A lição mais marcante que meu pai me deixou foi sobre honestidade — honestidade absoluta. E é curioso como essa lição vai ganhando peso com o passar dos anos, especialmente quando a gente entra no mercado de trabalho. Você se depara com aquelas “pequenas” situações do dia a dia — levar algo do escritório para casa, usar os recursos da empresa para assuntos pessoais, fazer vista grossa para um erro — e pensa: “Ah, isso é bobagem.”
Mas, como a Nancy mencionou, não são coisas pequenas. Essas escolhas revelam o tipo de pessoa que realmente somos. Meu pai me ensinou que integridade não é negociável — e que viver com um coração honesto diante de Deus vale infinitamente mais do que qualquer vantagem momentânea.
Vejo colegas de trabalho fazendo isso ao meu redor. Por causa do meu pai, tenho essa sensação de que isso não está certo, e isso me restringe quando surgem pequenas situações. Ensinei isso aos meus filhos também, que roubar é roubar, e perder tempo, o tempo do seu empregador, é roubar. Qualquer uma dessas coisas nos faz realmente pensar no que estamos fazendo, e sou muito grata ao meu pai por isso.
Ouvinte 4: Não posso deixar de dizer algo sobre meu pai. Ele era um professor. Ele era um homem de poucas palavras, mas era o exemplo dele. Ele não se tornou cristão até ser adulto, que foi durante a Grande Depressão.
Sabe, acho que a principal lição que aprendi com meu pai foi aceitar as circunstâncias difíceis com a atitude certa. Ele não era de falar muito — você só descobria as coisas se perguntasse, se puxasse conversa com ele.
Uma vez, por exemplo, eu soube que o irmão dele havia roubado a sela do cavalo para comprar bebida. E ele simplesmente aceitou aquilo como algo que precisava enfrentar. Depois veio a Grande Depressão: ele perdeu empregos, perdeu o carro, teve que sair do apartamento que não podiam mais pagar e acabou indo morar com minha avó. Mas ele não parou. Arrumou um trabalho durante o dia e começou a estudar à noite para aprender um ofício e poder servir durante a guerra. Trabalhava sete dias por semana, doze horas por dia.
Eu perguntei: “Pai, quanto tempo o senhor trabalhou assim?”
E ele respondeu: “Deixe-me ver. . . lembro que teve um ano inteiro em que não tirei um único dia de folga.”
Doze horas por dia, sete dias por semana — e eu nunca me lembro de tê-lo ouvido reclamar. Nem minha mãe, por ele estar sempre fora.
Depois vieram os problemas de saúde. E, quando a artrite da minha mãe começou a piorar, ele cuidou dela por cinco anos — com a ternura de quem cuida de um bebê.
Penteava o cabelo dela, ajudava a se vestir, empurrava a cadeira de rodas, fazia as tarefas da casa, fazia compras, cozinhava. . . e nunca reclamou. Cuidava de cada necessidade dela com amor e paciência.
Mais tarde, quando chegou a hora, ele foi morar comigo. E por nove anos tive o privilégio de cuidar dele. Foi uma bênção — ele nunca me fez exigências. E o exemplo que ele deixou se tornou o meu modelo. Quando enfrentei uma crise financeira, lembrei de como eles haviam enfrentado as deles. Quando tive problemas de saúde, lembrei da serenidade deles.
Agradeço ao Senhor pelo privilégio de tê-lo ajudado. Foi um tempo doce, porque trabalhamos juntos — e eu louvo a Deus pela herança de fé e caráter que ele deixou.
Ouvinte 5: Eu não diria que meu pai me ensinou o temor do Senhor — ele colocou o temor do Senhor em mim!” Ele era um homem de aparência séria, voz profunda, e tinha aquele jeito de falar curto e direto, sabe? Uma das frases que nunca esqueci. . . Eu era adolescente e, muitas vezes, não fazia o que me pediam. Quando ele perguntava se eu tinha feito, eu respondia: “Ah, eu ia fazer, mas me distraí.”
E ele dizia: “De boas intenções o inferno está cheio.”
Essa ficou marcada. Até hoje lembro disso quando acho que minhas boas intenções são o suficiente. Isso me faz parar, corrigir o rumo e ajustar o coração diante de Deus. Mesmo sendo firme, até severo às vezes, ele me ensinou algo profundo: o temor do Senhor é um presente — e um alicerce para a vida inteira.
Nancy: Eu realmente acredito que a intenção e o plano de Deus é que os pais, pais terrenos, sejam aqui na terra um reflexo do nosso Pai celestial. Que bênção é ter pais que, de alguma forma, em qualquer medida, fazem isso — embora nenhum pai terreno chegue nem perto de ser o que nosso Pai celestial é! Eles são, na melhor das hipóteses, apenas um reflexo tênue. Mas se você teve um pai que, de alguma maneira, refletiu o coração e os caminhos de Deus e te apontou para o coração de Deus, então não se esqueça de agradecer ao Senhor por isso, pelo privilégio de ter tido isso.
Seu pai pode nem ter sido um crente, mas se houver coisas que ele fez que te apontaram na direção certa, que refletiram os caminhos de Deus para você, que ajudaram a desenvolver caráter em sua vida, isso já é motivo de gratidão. É motivo de honra, e acho importante lembrarmos de expressar essa honra sempre que tivermos oportunidade. Tomara que seja antes do órgão tocar, da música começar, das flores serem espalhadas no funeral — mas sim enquanto ele ainda está vivo, honre-o enquanto é possível.
Recentemente estive com um jovem cujo pai está no leito de morte. Eles sempre tiveram uma boa relação, mas agora que a saúde do pai começou a falhar, estão ainda mais próximos. Foi tão bonito ouvir esse filho dizer que é grato por esse tempo. Ele pôde expressar ao pai tudo o que sentia, coisas que estavam em seu coração, mas que precisava dizer enquanto ainda havia oportunidade.
Sabe, eu só queria lembrar você de algo importante. Quando temos conversas como essa — quando ouvimos sobre pais que foram uma bênção, que marcaram positivamente a vida de outras pessoas — é preciso reconhecer que, para muitas mulheres, essa não é a realidade.
Talvez até agora, quando você ouviu a palavra “pai”, algo apertou dentro de você. Talvez uma dor, uma lembrança difícil. . . talvez medo, raiva, tristeza. E precisamos reconhecer isso: há muitas mulheres que, ao pensar em seus pais, sentem um peso enorme no coração. Vivemos tempos marcados por abandono, raiva, abuso, divórcio, infidelidade, distância, crueldade. São histórias reais, e muitas delas estão bem aqui — entre nós. E eu quero que você saiba: o coração de Deus sente dor por isso. Ele se entristece por cada mulher que teve de enfrentar esse tipo de sofrimento. Porque esse nunca foi o plano de Deus. Esse nunca foi o design de Deus para a paternidade.
Mas aqui vai um alerta do meu coração para o seu: Se você vem de um histórico assim, não presuma que o seu Pai celestial é como o seu pai terreno. Se o seu pai foi ausente, duro, injusto, cruel ou te abandonou, o seu Pai celestial não é assim. Ele é diferente — completamente diferente. É verdade: a forma como enxergamos Deus é profundamente influenciada pela forma como vimos nossos pais terrenos. Isso pode ser bom. . . pode ser doloroso. . . ou pode ser neutro. Mas há sempre uma conexão.
Eu, por exemplo, agradeço a Deus porque meu pai terreno me ajudou a amar e confiar mais no meu Pai celestial. Mas, se esse não foi o seu caso, não desista. Não deixe que a imagem distorcida de um pai imperfeito te impeça de conhecer o amor perfeito do Pai verdadeiro.
Então, aqui vai o convite: Não fique presa, como tantas mulheres ficam, a uma visão distorcida de Deus por causa de um pai que falhou. Busque conhecer quem Deus realmente é — vá à fonte. Descubra o caráter dele na Sua Palavra, onde Ele se revela de forma clara, fiel e amorosa. É ali, na Escritura, que você encontra o retrato verdadeiro do Pai que nunca abandona, nunca falha e nunca deixa de amar.
Sabe, se hoje o seu coração precisa ser lembrado de quem Deus é como Pai. . . eu quero te encorajar a abrir a sua Bíblia e ler o Salmo 103. Ali está o retrato mais lindo do coração terno do nosso Pai. Sim, Ele é um Pai que disciplina — mas também é misericordioso, compassivo e cheio de amor. Ele cuida dos Seus filhos com paciência e ternura.
E se você quiser conhecer mais desse coração paternal de Deus, vá também a 1 Tessalonicenses, capítulos 1 e 2. Ali vemos o coração de um Pai que exorta, instrui e dá o exemplo — um Pai que se importa profundamente com o crescimento espiritual dos Seus filhos, com o desenvolvimento da piedade.
Então. . . vá à Escritura. Descubra quem Deus realmente é. E ore: “Senhor, eu tenho carregado uma visão distorcida sobre os homens, sobre os pais. . . até sobre o Senhor. Mas eu sei que é devido a situações que eu vivi. Por favor, reformula, remodela, renova a minha visão de quem Tu és — de acordo com a Tua verdade.”
Esse processo pode exigir um tipo de reprogramação mental, sabe?
Mas é exatamente isso que a Palavra de Deus faz: Ela lava a nossa mente, purifica nossos pensamentos e até santifica nossas emoções. Agora, pode ser que Deus nunca apague completamente as dores e emoções difíceis que vieram do relacionamento com o seu pai — ou da ausência dele. Mas até essas dores podem se tornar um presente. Elas podem ser o meio pelo qual Deus te leva a conhecê-Lo mais profundamente, a dar mais frutos, a amar mais intensamente, a confiar mais plenamente e a servir com mais compaixão.
Pense nisso: Se a gente nunca sentisse dor, como poderíamos abraçar outra mulher ferida e dizer com verdade: “Eu entendo. Eu já estive lá. Posso orar por você?” Talvez as partes do seu passado das quais você gostaria de fugir — aquelas que poderiam te paralisar para sempre — sejam justamente o que Deus vai usar para gerar beleza, liberdade, plenitude e propósito. Mas isso acontece quando você entrega tudo a Ele e ora: “Senhor, transforma essa dor, esse sofrimento, e faz algo belo a partir dessas cinzas.”
Não importa como foi o seu passado — o tipo de pai que você teve, ou não teve. O mandamento de honrar pai e mãe ainda se aplica. E isso não tem a ver com o desempenho deles, mas com o fato de que Deus os colocou nessa posição na sua vida. Eles — com suas falhas, suas limitações — foram instrumentos de Deus para te formar, para te moldar na mulher que Ele te criou para ser. Então, agradeça a Deus pelo seu pai.
Para algumas de nós, isso é fácil. Para outras, é um desafio profundo. Mas à medida que você escolhe dizer: “Senhor, obrigada pela família em que nasci, até pelas partes difíceis. Eu recebo tudo isso das Tuas mãos soberanas. Eu te entrego e te peço: transforma isso.” Deus pode, sim, transformar o que foi planejado para o mal em bênção — não só na sua vida, mas na vida de muitos outros que serão tocados por aquilo que Ele está redimindo em você.
Vamos orar juntas?
Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o Teu nome. Nós te adoramos e Te reverenciamos. Viemos de passados diferentes, com histórias e imagens distintas de paternidade, mas agora nos unimos diante de Ti como Tuas filhas.
Obrigada por seres um Pai bom, santo, justo, amoroso, gracioso e misericordioso. Obrigada por nos disciplinar com amor, por nos corrigir como filhas amadas, para nos tornar mais parecidas com Jesus.
Nós te amamos, Senhor. Te adoramos. Nos curvamos diante de Ti e te honramos como nosso Pai celestial. Em nome de Jesus, amém.
Raquel: Que essa oração ecoe no seu coração hoje. . . e que você se lembre:
Você tem um Pai no céu — perfeito, presente e cheio de amor por você. Nancy DeMoss Wolgemuth está encerrando hoje a série Os ensinamentos de um Pai. Caso você tenha perdido algum episódio, visite o nosso site e tenha acesso a esta série completa.
Nancy compartilhou dez princípios importantes que seu pai, Arthur DeMoss, lhe ensinou — princípios que podem nos ajudar a focar no Senhor enquanto navegamos pela vida.
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Você também pode baixar o aplicativo do Revive Our Hearts e selecionar o idioma em português. O Aviva Nossos Corações é dedicado a te ajudar a prosperar em Cristo, trazendo mensagens encorajadoras como a que você acabou de ouvir, outros ensinamentos bíblicos e recursos confiáveis. Tudo isso é possível graças a ouvintes como você.
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E amanhã, você não vai querer perder a nova série: Ensinando Crianças a Pensar Biblicamente - com Elizabeth Urbanowicz. As crianças de hoje são bombardeadas com meias-verdades confusas e mentiras descaradas.
Nesta conversa, Elizabeth Urbanowicz ajuda pais e professores a ensinar as crianças a serem discernentes e a reconhecerem a verdade.
Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.