Raquel Anderson: Deus pode usar coisas simples como água, pão e uvas para nos lembrar de verdades profundas. Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Temos esses símbolos poderosos no batismo e na Ceia do Senhor que Deus nos deu, que simbolizam nosso relacionamento de aliança com Ele — símbolos que nos fazem lembrar da cruz, que nos levam de volta a Cristo.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Quem aqui tá animada com a Conferência Mulher Verdadeira 2026 que está chegando? Nós estamos super animadas e sabemos que será benção na sua vida!
Milhares de mulheres se reunirão nos dias 13 e 14 de Novembro em Miami, EUA e teremos o prazer de transmitir tudo ao vivo e com tradução simultânea.
Confira a programação e a lista completa de preletores aqui no link …
Raquel Anderson: Deus pode usar coisas simples como água, pão e uvas para nos lembrar de verdades profundas. Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Temos esses símbolos poderosos no batismo e na Ceia do Senhor que Deus nos deu, que simbolizam nosso relacionamento de aliança com Ele — símbolos que nos fazem lembrar da cruz, que nos levam de volta a Cristo.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
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Em breve compartilharemos mais informações sobre como acompanhar a transmissão online em português.
Água, pão, uvas — estes são ingredientes simples que assumem um significado extraordinário no contexto certo. Descubra por que esses ingredientes simples podem se tornar uma parte tão rica da sua vida enquanto Nancy continua a série Lições da vida de Josué (Parte 8): Antes da conquista.
Nancy: Depois de anos de espera, anos de peregrinação, anos talvez se perguntando se os propósitos de Deus algum dia seriam cumpridos, se eles realmente veriam a Terra Prometida e estariam ali pessoalmente, os filhos de Israel finalmente chegaram.
Eles estão na Terra Prometida. Eles atravessaram o Jordão, e você poderia pensar que o próximo passo teria sido avançar para a batalha. Deus lhes disse: “Tomem posse da terra. Há cidades e reis que são pagãos, que se levantaram contra Mim. Vocês terão que enfrentá-los em batalha.”
Você poderia pensar que a próxima coisa que eles fariam seria avançar para a batalha. A razão humana sugeriria que agora era a hora de atacar enquanto o ferro estava quente. Sabemos que os cananeus, a essa altura, estão aterrorizados porque acabaram de ouvir o que Jeová fez ao conduzir Seu povo através do rio Jordão.
Você lê em Josué 5, começando no versículo 1:
Quando todos os reis dos amorreus que habitavam deste lado do Jordão, a oeste, e todos os reis dos cananeus que estavam junto ao mar ouviram que o Senhor tinha secado as águas do Jordão diante dos filhos de Israel, até que tivéssemos passado, o coração deles se derreteu de medo e ficaram desanimados, por causa dos filhos de Israel.
Então você diz: “Israelitas, agora é a hora de avançar enquanto os cananeus estão aterrorizados.”
Os filhos de Israel, como ouvimos no episódio anterior, estão acampados em um lugar chamado Gilgal, que fica logo a oeste do Jordão, a alguns quilômetros. Fica a um ou dois quilômetros de Jericó, então eles possivelmente podem ver as muralhas muito altas, fortes e imponentes da cidade de Jericó.
Você não imaginaria que eles quisessem ficar parados enquanto estão sob a sombra dessa cidade tão poderosa de Jericó, esperando sem fazer nada. Mas, em Sua soberania e em Sua sabedoria, Deus pede ainda mais um atraso.
Os acontecimentos do capítulo 5 que veremos a seguir levaram pelo menos cinco dias, e então os filhos de Israel caminharam ao redor de Jericó por seis dias — não foi até o sétimo dia que as muralhas caíram — portanto passaram-se pelo menos duas semanas depois que eles atravessaram o Jordão antes de experimentarem sua primeira vitória.
Precisamos lembrar que, embora Deus às vezes nos faça esperar, os atrasos de Deus são sempre intencionais, e os atrasos de Deus são uma parte necessária do processo para tomarmos posse da nossa herança espiritual, que é o que estamos falando na aplicação para as nossas vidas ao entrar em Canaã, tomando posse da herança espiritual que Deus tem para nós.
Warren Wiersbe diz em seu comentário sobre o livro de Josué: “O povo de Deus precisa ser preparado antes de poder ser confiado com uma vitória.”
É isso que vamos ver. Estamos no meio desse processo de preparação. Eles tiveram que fazer os memoriais — falamos sobre isso — e agora serão preparados de outra maneira importante.
A história em Josué capítulo 5 é o relato dos israelitas renovando sua aliança com o Senhor. Isso era muito importante. Eles eram um povo de aliança. Tinham um Deus que guarda a aliança, mas haviam quebrado sua aliança com Deus durante seus anos de incredulidade no deserto.
Essa aliança, por um período de tempo, de certa forma havia sido suspensa. Então eles precisavam de alguns marcos de renovação, para lembrar quem eram e renovar seu compromisso com um Deus que guarda a aliança.
Vemos em Josué capítulo 5 que fizeram isso por meio de dois rituais que os filhos de Israel reservaram tempo para observar.
Ao observar esses dois rituais, eles estavam reinstituindo duas práticas que Deus lhes havia dado, mas que haviam sido negligenciadas pela geração passada. Essas práticas haviam sido abandonadas na geração anterior, e agora a nova geração havia entrado na Terra Prometida, e precisava reinstituir essas duas práticas, a saber: a circuncisão e a celebração da Páscoa.
Vamos olhar para elas uma de cada vez.
Os primeiros nove versículos tratam da prática da circuncisão. Deixe-me ler começando no versículo 2 de Josué 5: “Naquele tempo o Senhor disse a Josué: [agora que tempo é esse? — eles acabaram de atravessar o Jordão; os cananeus estão aterrorizados; e naquele momento em que você pensaria que a próxima coisa a fazer seria, como eu disse, atacar enquanto o ferro está quente — o que Deus diz a Josué para fazer?] ‘Faça facas de pedra e passe de novo a circuncidar os filhos de Israel.’ Então Josué fez facas de pedra...”
Uma das coisas que eu amo em Josué é a rapidez com que ele obedece a Deus, mesmo quando isso não faz sentido humano. Deus diz: “Faça isto”, e no versículo seguinte você lê que Josué fez aquilo. Esse é o tipo de coração que Deus quer que tenhamos — não atrasando, não debatendo, não discutindo, não dialogando, não indo a outra pessoa e dizendo: “Acho que Deus me disse isso, mas o que você acha?” Deus deixou claro; Deus deixa claro em Sua Palavra algumas coisas que devemos fazer, e a pergunta é: estamos fazendo? Somos rápidas em obedecer?
Então Josué fez facas de pedra e circuncidou os filhos de Israel em Gibeate-Haralote.
Foi esta a razão por que Josué os circuncidou: todo o povo que tinha saído do Egito, os homens, todos os homens de guerra, tinham morrido pelo caminho, no deserto. [isto é, todos com mais de vinte anos, lembre-se, haviam morrido no deserto] Porque todo o povo que saiu do Egito estava circuncidado, mas a nenhum deles que havia nascido no deserto, pelo caminho, depois de terem saído do Egito, haviam circuncidado. (vv. 3–5)
Então as Escrituras continuam nos dizendo no versículo 6 e seguintes que Josué realmente circuncidou, ou que os filhos de Israel circuncidaram, todos os homens que não haviam sido circuncidados.
Versículo 8: “Depois que toda a nação foi circuncidada, ficaram no seu lugar no arraial, até que sararam.”
Submeter homens adultos ao rito da circuncisão nesse momento específico era, humanamente falando, absurdo. Foi preciso fé, e já dissemos que esta era uma jornada de fé o tempo todo. Este foi um momento crítico de fé para os filhos de Israel. Foi preciso fé para atravessar o Jordão, para aqueles sacerdotes colocarem os pés na água e crerem que Deus os faria atravessar.
Agora esta é outra crise de fé. Vocês vão circuncidar todos os homens do seu exército e levar o tempo necessário para que se recuperem enquanto estão sentados sob a sombra do seu inimigo, esse povo de Jericó?
O efeito dessa cirurgia foi que incapacitou todo o exército israelita enquanto estavam sentados aproximadamente a um quilômetro de Jericó. Eu diria que isso exigiu fé, mas Deus disse para fazer, e quando Deus diz para fazer, Ele sabe do que está falando. Deus será o nosso defensor.
Sabemos que em Gênesis capítulo 35 houve um grupo de homens adultos, os siquemitas, que foram circuncidados e três dias depois ainda estavam com dor e incapazes de se defender.
Sabemos que levou aproximadamente três dias, no mínimo, para os homens israelitas se recuperarem depois desse rito de circuncisão. E, novamente, humanamente falando, isso foi algo tolo de se fazer. Tornou-os vulneráveis. E se os cananeus descobrissem que todos os homens israelitas estavam ali incapacitados? E se decidissem atacar?
Há muitos “e se” na vida. Humanamente falando, isso poderia ter acontecido, mas os israelitas precisavam aprender que a obediência diante de Deus era mais importante do que qualquer vantagem militar, e que Deus os protegeria se estivessem no lugar da obediência.
Versículo 9:
Então o Senhor disse a Josué: ‘Hoje removi de vocês a vergonha do Egito.’ Por isso aquele lugar foi chamado de Gilgal até o dia de hoje.
Esse versículo — não dá para perceber em português — mas na verdade é um jogo de palavras. O nome Gilgal, em hebraico, soa como a palavra que significa “rolar”. “Hoje rolei para longe de vocês a vergonha do Egito.” Então este é o lugar — Gilgal foi o nome dado a partir daquele momento — este foi o lugar onde Deus removeu a vergonha do Egito. Esse momento, a circuncisão, marca o fim do longo cativeiro de Israel. Agora Canaã, a Terra Prometida, está diante dos filhos de Israel.
A palavra Gilgal está relacionada a um lugar que encontramos no Novo Testamento. Você consegue pensar em um lugar que tenha um som um pouco familiar — um pouco parecido com Gilgal? Gólgota.
O que é Gólgota senão o lugar onde Deus removeu nossos pecados? Ele removeu a vergonha da nossa escravidão a Satanás. Calvário o lugar onde Jesus foi crucificado. Gólgota, o lugar da caveira. Ele marca o fim do nosso cativeiro ao pecado. Calvário — Gólgota — esse é o lugar onde nossos pecados foram colocados sobre Cristo para que pudéssemos entrar na herança espiritual de Deus.
O que aconteceu com os judeus que foram circuncidados em Gilgal foi uma figura do que Cristo faria ao circuncidar nossos corações em Gólgota. Isso torna esse lugar um memorial importante em nossas mentes e em nossos corações.
No Antigo Testamento, a circuncisão era o sinal de uma aliança. Deus deu isso primeiro a Abraão e disse: “Isto é uma evidência de que você pertence a Mim.” E todas as gerações judaicas posteriores, os homens, normalmente com oito dias de idade, deveriam ser circuncidados. Isso dizia que eram um povo marcado; que pertenciam a Jeová.
Os israelitas não deveriam confiar na marca externa. Não era a marca externa da circuncisão que os tornava o povo de Deus. Era apenas uma evidência de que estavam confiando no Deus da aliança, e a evidência da fé deles era a marca da circuncisão.
Deuteronômio capítulo 10 nos diz que o rito da circuncisão no Antigo Testamento para os judeus era um símbolo de uma operação espiritual no coração.
Então chegamos a Colossenses capítulo 2, e lemos que há uma conexão para nós como cristãos do Novo Testamento — não apenas homens judeus tendo o rito físico da circuncisão, mas que há uma circuncisão espiritual para todos os que são filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo.
Deixe-me ler para você essa passagem de Colossenses 2:11-13
Nele [Cristo] também vocês foram circuncidados, não com uma circuncisão feita por mãos humanas [isto não é uma circuncisão física], mas pela remoção do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados juntamente com ele no batismo, no qual vocês também foram ressuscitados por meio da fé no poder de Deus que o ressuscitou [Cristo] dentre os mortos. E quando vocês estavam mortos nos seus pecados e na incircuncisão da carne.
Quando no Antigo Testamento se falava daqueles que eram incircuncisos, falava-se de pagãos, incrédulos, gentios. Paulo está dizendo aos colossenses: “Vocês eram incrédulos; eram incircuncisos na carne; estavam mortos em seus pecados.” Mas Deus,
lhes deu vida juntamente com Cristo, perdoando todos os nossos pecados. Cancelando o escrito de dívida que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, cravando-o na cruz.
Então olhamos para trás, para a cruz, assim como os judeus do Antigo Testamento olhavam para frente para a cruz de Jesus Cristo — para o nosso Gilgal, o nosso Gólgota — onde uma operação espiritual aconteceu em nossos corações: o corte daquela velha carne incrédula, pagã, não regenerada, fazendo-nos morrer com Cristo, ser sepultadas com Cristo e ressurretas com Cristo para uma nova vida.
Qual é o símbolo do Novo Testamento dessa obra interior do Espírito ao circuncidar nossos corações? No Antigo Testamento, o símbolo externo era a circuncisão para os homens judeus. No Novo Testamento, o símbolo dessa obra de circuncisão do Espírito em nossos corações é o batismo de cristãos — o batismo nas águas — que nos marca como pertencentes a Cristo.
Não somos salvas pelo batismo — quer você acredite em aspersão ou em imersão, mergulhando, três vezes para frente, três vezes para trás — existem tantas formas. Já vi diferentes meios e modos de batismo — essa não é a ideia aqui.
Independentemente do modo em que você acredita ou pratica, ele não pode salvá-la, assim com o rito físico da circuncisão não poderia salvar os judeus do Antigo Testamento.
O batismo nas águas não salva você. É apenas um símbolo exterior, uma expressão externa de uma realidade interna. É uma expressão de uma transformação que ocorreu em nossos corações.
Fui batizada por imersão quando tinha cinco anos de idade, cerca de um ano depois de confiar em Cristo como meu Salvador. Lembro-me de ter que ficar em pé sobre uma caixa no fundo do tanque batismal porque eu era muito baixinha, e o Pastor Conners me batizando por imersão.
Existe esse conceito de, ao entrar na água, ser sepultada com Cristo, e depois, ao sair da água, ser ressuscitada com Cristo para viver em novidade de vida. É um símbolo externo. Foi um momento importante e significativo para mim, mas não foi quando fui salva. Não foi isso que me salvou.
Foi Cristo quem me salvou um ano antes, em 14 de maio de 1963. Ele me deu nova vida, colocou fé em meu coração, concedeu o dom do arrependimento. E então, quando fui batizada um ano depois em nossa igreja (se você fosse criança, eles faziam você esperar um ano porque queriam confirmação de que sua profissão de fé era genuína), tive que passar por perguntas da liderança da igreja, dar um testemunho pessoal, e então chegou o momento em que passei pelas águas do batismo como um símbolo, um sinal, um testemunho do que Deus já havia feito em meu coração internamente no ano anterior.
Isso me leva a perguntar, a propósito, se você já foi batizada como uma cristã. De acordo com as Escrituras, este é um dos atos iniciais importantes de obediência para todo filho e filha de Deus no Novo Testamento.
Ouvi na semana passada sobre um amigo que tem caminhado com o Senhor por muitos anos. Enquanto Deus tratava com esse homem sobre algumas questões em sua vida, ele foi convencido de que, embora fosse cristão há muitos anos, nunca havia passado pelo batismo do cristão. Pelo que entendo, agora ele se comprometeu a ser batizado.
Você pode ser filha de Deus há pouco tempo ou há muito tempo. Você já foi batizada? Isso não vai salvá-la, mas é uma expressão de obediência, uma expressão de identificação diante do mundo, diante de qualquer pessoa que a observe, e um lembrete para você mesma do que Cristo fez em seu coração.
Voltando a Josué capítulo 5, os homens sendo circuncidados foi o que os qualificou para participar do próximo ritual, que era a Páscoa. A celebração da Páscoa foi reinstituída, e lemos sobre isso começando no versículo 10:
Enquanto os filhos de Israel estavam acampados em Gilgal, celebraram a Páscoa no dia catorze do mês, à tarde, nas campinas de Jericó.
Eles haviam atravessado o rio Jordão em que dia do mês? Falamos sobre isso ontem — no décimo dia. No livro de Êxodo, na primeira Páscoa, o décimo dia era quando eles escolhiam o cordeiro — o cordeiro pascal — e o décimo quarto dia do mês era quando sacrificavam o cordeiro pascal.
Então os filhos de Israel, mais uma vez, participaram dessa refeição de lembrança, um lembrete de que eram um povo redimido. Esta é apenas a terceira celebração da Páscoa registrada. Eles a celebraram uma vez logo depois de saírem do Egito, e então um ano depois, quando estavam acampados no Monte Sinai, você lê em Números capítulo 9 que celebraram a Páscoa. Depois disso, aparentemente não celebraram mais a Páscoa.
Portanto, havia passado toda uma geração que não havia sido circuncidada e não havia participado da Páscoa, algo que Deus havia ordenado que fizessem todos os anos. Mas enquanto estavam vagando no deserto, a aliança de Deus com eles havia sido suspensa por causa da incredulidade deles.
Agora, porém, estavam voltando para renovar sua aliança. Tudo isso antes de entrarem na primeira batalha, como um meio de preparação.
Muitos da geração adulta que agora celebraria a Páscoa na Terra Prometida haviam sido crianças quando os israelitas observaram a primeira Páscoa no Egito quarenta anos antes. Alguns deles teriam sido meninos e meninas pequenos e teriam observado quando seus pais escolheram um cordeiro, depois mataram o cordeiro pascal e colocaram o sangue nos umbrais e nas vergas de suas casas.
Eles se lembrariam, olhando quarenta anos para trás, do lamento dos egípcios cujas casas foram atingidas pelo anjo da morte naquela noite. E se lembrariam de como o anjo passou por cima de suas casas quando viu o sangue nos umbrais.
Então eles sabiam que esta era uma imagem importante e significativa: “Nós somos um povo que pertence a um Deus de aliança, e com este sacrifício lembramos novamente que Deus passou por cima dos nossos pecados. Nós merecemos morrer por nossos pecados, mas Deus passou por cima e nos livrou por causa do sangue do Cordeiro.”
Assim, no Antigo Testamento temos a imagem da circuncisão; no Novo Testamento, a imagem do batismo de cristãos. No Antigo Testamento, o símbolo da Páscoa; no Novo Testamento — em que o símbolo da Páscoa se tornou para nós? A Ceia do Senhor. Que memorial precioso cada vez que participamos dela e lembramos que, por causa do sangue do Cordeiro que foi derramado por mim, Deus passou por cima dos meus pecados. Ele julgou Cristo pelos meus pecados, e agora posso ser livre — livre para pertencer a Deus.
Temos esses símbolos poderosos no batismo e na Ceia do Senhor que Deus nos deu do nosso relacionamento de aliança com Ele, símbolos que nos fazem lembrar da cruz, que nos levam de volta a Cristo.
Quando penso em toda aquela geração de judeus no deserto que, durante anos e anos, durante toda uma geração, não observou esses sacramentos da circuncisão e da Páscoa, sou levada a perguntar: será possível que tenhamos nos esquecido de Cristo, do que Ele fez por nós?
Temos negligenciado os símbolos, os sacramentos que Ele nos deu para que nos lembremos dEle? Coisas como a salvação, o sangue de Cristo. Esses são termos antigos que algumas de nós ouvimos desde pequenas, mas são termos preciosos. São termos que precisamos recuperar, sobre os quais precisamos falar. Esses lembretes preciosos do que Deus fez por nós nunca ficam ultrapassados. E celebramos isso cada vez que assistimos a um batismo, cada vez que participamos da Ceia do Senhor.
Há um pós-escrito significativo nesse relato da celebração da Páscoa pelos israelitas que encontramos em Josué capítulo 5, versículos 11 e 12. O versículo 11 nos diz:
“Comeram do fruto da terra; nesse mesmo dia comeram pães sem fermento e cereais tostados.”
Você se lembra de que era tempo de colheita quando atravessaram o Jordão; por isso o rio estava transbordando. Então havia cevada disponível, havia outros produtos na terra, tâmaras e azeitonas, etc. Havia alimento abundante, e agora eles podiam desfrutar os primeiros frutos da abundância que Deus lhes havia prometido.
Então o versículo 12 nos diz:
“Um dia depois de terem comido do produto da terra, o maná cessou, e os filhos de Israel não mais o tiveram; mas, naquele ano, comeram do que foi colhido na terra de Canaã.”
Que imagem incrível do cuidado terno, fiel e da provisão de Deus para Seu povo. Por quanto tempo Deus havia providenciado maná todas as manhãs, seis manhãs por semana? Durante quarenta anos. Mesmo quando os filhos de Israel estavam em incredulidade, quando reclamavam, quando murmuravam, quando diziam: “Estamos cansados deste maná”, Deus continuou, em Sua misericórdia, a prover para eles. Ele foi fiel mesmo quando eles não foram. Ele supriu exatamente o que precisavam enquanto foi necessário. E então, quando não foi mais necessário, o maná desapareceu.
Esta manhã, enquanto meditava nessa passagem, pensei em alguns amigos meus que são missionários. Eles levantam seu sustento financeiro e a cada mês eles têm apenas aquilo que Deus supre por meio de outras pessoas que contribuem para o ministério deles.
Durante um período que tiveram filhos passando pela faculdade. Eles estavam comprometidos, se possível, a viver sem dívidas. Hoje olham para trás e contam como Deus aumentou o sustento mensal deles. Veja, os filhos também trabalharam e levantaram dinheiro para estudar. Conseguiram alguns trabalhos e bolsas.
Mas eles disseram que, a cada mês, o sustento era exatamente o que precisavam enquanto tinham filhos em faculdades cristãs. Eles disseram que, depois que o último filho se formou, o sustento mensal voltou a ser apenas aquilo de que precisavam nesta nova estação da vida.
Que Deus incrível nós temos que, em Sua providência, em Sua bondade e misericórdia, em Sua ternura, sabe qual é a nossa necessidade e provê exatamente o que precisamos enquanto é necessário. E então chega o dia em que Ele nos leva para aquela Terra Prometida, e podemos desfrutar da abundante riqueza de Suas promessas naquela nova terra.
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth nos chamou a experimentar a riqueza dos sacramentos de Deus. Espero que você entre em contato com sua igreja se ainda não foi batizada e que esteja presente quando a Ceia do Senhor for celebrada. Este ensinamento faz parte da série Lições da Vida de Josué (Parte 8): Antes da conquista.
Enquanto temos olhado para a vida de Josué, consideramos as muitas batalhas que ele enfrentou. Acho que cada uma de nós sabe como é enfrentar nossas próprias batalhas.
Uma ouvinte nos escreveu dizendo:
Nesta fase da minha vida tenho um marido com diagnóstico de câncer terminal, um filho jovem adulto que professa fé em Cristo mas não está andando com Ele, uma cirurgia marcada para mim nesta quinta-feira e um furacão batendo à minha porta, sem mencionar todo o barulho interior que diariamente acontece no coração. Às vezes a vida pode ser esmagadora.
O Senhor usou uma série no Aviva Nossos Corações sobre como lidar com esse tipo de situação. Isso deu a ela uma perspectiva piedosa sobre como entrar nessa batalha consciente da paz de Deus e sabendo da presença de Deus. Ela disse:
Nancy, sou muito grata porque você compartilha com suas ouvintes a partir de suas próprias lutas. Isso realmente nos encoraja. Obrigada pela bênção que você continua sendo ao nos incentivar a caminhar em liberdade, plenitude e frutificação em Cristo.
Nancy, você não fica feliz que essa ouvinte pôde encontrar exatamente essa série em avivanossoscoracoes.com?
Nancy: Uau! Nem sei dizer o quanto é encorajador para mim ouvir esse tipo de relato. O site avivanossoscoracoes.com é um recurso maravilhoso onde mulheres podem encontrar materiais fundamentados na Bíblia para as questões práticas que estão enfrentando em suas vidas.
Diferentes fases, diferentes desafios, mas há uma grande riqueza de ajuda e sabedoria nessas áreas em nosso site, todas tiradas da Palavra de Deus.
O site e todos os episódios estão disponíveis graças a ouvintes como você que sustentam o Aviva Nossos Corações e apoiam este ministério financeiramente.
E é graças ao seu apoio que, em janeiro, vamos começar uma jornada muito especial: As maravilhas da Palavra!
Ao longo de dois anos, vamos caminhar juntas por toda a Bíblia, em nossos podcasts diários, descobrindo como cada livro aponta para Cristo e revela mais sobre o caráter e o coração de Deus.
Estamos muito animadas com tudo o que o Senhor tem preparado e queremos convidar você, desde já, a fazer parte dessa jornada conosco.
E, para acompanhar você ao longo desse caminho, o nosso Calendário 2027 será um lembrete diário e um incentivo especial para permanecer na Palavra e manter o coração voltado para Deus.
Esperamos você nessa jornada!
Raquel: Bem, a próxima geração pode aprender muito com seus marcos e histórias. Descubra amanhã como transmitir essas histórias àquelas que vêm depois de você. Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.