Dia 5: Fé e rendição
Raquel Anderson: Como você pode experimentar paz no meio da dificuldade? Nancy DeMoss Wolgemuth diz. . .
Nancy DeMoss Wolgemuth: Conte a Deus os seus pedidos. Agradeça-O por Suas respostas antes mesmo de poder enxergá-las. Expresse fé e entrega. Sua entrega é para o Reino de Deus, para Seu reinado, Sua autoridade e Sua soberania.
Você diz: “Senhor, eu quero que Teus propósitos sejam cumpridos.” Deixe seus pedidos aos Seus pés e siga em frente, deixando para trás o seu manto de luto.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
A palavra “pacífica” descreve você? Pode descrevê-la, mesmo que as coisas estejam agitadas ao seu redor? Uma forma de termos paz é entregar tudo a Deus.
Nancy nos dirá o porquê hoje, enquanto continua a série que começamos na semana …
Raquel Anderson: Como você pode experimentar paz no meio da dificuldade? Nancy DeMoss Wolgemuth diz. . .
Nancy DeMoss Wolgemuth: Conte a Deus os seus pedidos. Agradeça-O por Suas respostas antes mesmo de poder enxergá-las. Expresse fé e entrega. Sua entrega é para o Reino de Deus, para Seu reinado, Sua autoridade e Sua soberania.
Você diz: “Senhor, eu quero que Teus propósitos sejam cumpridos.” Deixe seus pedidos aos Seus pés e siga em frente, deixando para trás o seu manto de luto.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
A palavra “pacífica” descreve você? Pode descrevê-la, mesmo que as coisas estejam agitadas ao seu redor? Uma forma de termos paz é entregar tudo a Deus.
Nancy nos dirá o porquê hoje, enquanto continua a série que começamos na semana passada A Oração de Ana e o Poder de Deus. Aqui está Nancy.
Nancy: Se você é filha de Deus, sua biografia poderia se chamar “Graça”. Louvo a Deus por isso, porque é a graça de Deus que escreve nossas histórias.
É a graça de Deus que nos redime, nos santifica e nos usa. A história que estamos estudando nesta série, a vida de Ana, é uma história de graça.
É a graça de Deus. O nome de Ana significa graça. E espero que, nos dias que virão, quando você ouvir a história de Ana ou lê-la novamente no livro de 1 Samuel, capítulos 1 e 2, você lembre que a história dela é uma história de graça, assim como a sua.
Estamos no trecho de 1 Samuel, capítulo 1, e quero encorajá-la a abrir a Bíblia e acompanhar conosco o momento em que Ana se prostrou em oração.
Ela derramou seu coração diante do Senhor. Ela deseja ter um filho. Ela é estéril há anos. Sua rival, a segunda esposa dessa família, é prolífica, tem muitos filhos.
Ana desejava um filho, mas chegou a um ponto que já mencionamos, onde ela deseja não apenas ter um filho por razões próprias, mas deseja ter um filho para cumprir os propósitos de Deus neste mundo.
Alguém me deu um livro na semana passada chamado A Oração de Ana, de Ronald Wallace, e foi uma grande bênção para mim enquanto meditava nesse trecho.
Ronald Wallace diz:
A tristeza dela por não ter filhos tornou-se totalmente reorientada. Não girava mais em torno do prazer que um filho poderia dar a seu marido ou a si mesma, mas em torno de seu desejo pela glória de Deus.
Esse é o coração de uma intercessora. Seu desejo agora era ter um filho, não simplesmente para dar prazer ao marido ou salvar sua própria reputação ou derrotar sua rival, mas para ser a mulher de Deus que poderia fazer a coisa certa em seu tempo.
Sua oração tornou-se: “Senhor, venha o Teu Reino. Seja feita a Tua vontade na terra como é no céu. Que a glória do Senhor cubra a terra como as águas cobrem o mar, e se eu puder ter qualquer parte disso ao ter um filho e devolvê-lo a Ti, é isso que eu desejo.”
Ela estava orando no tabernáculo, e as Escrituras dizem que ela orava em seu coração. Ela orava com intensidade, mas seus lábios se moviam e nenhuma palavra saía de sua boca.
Ela estava em fervor, mas o sacerdote Eli, que era um homem mais velho, com a visão fraca e acostumado a ver todo tipo de devassidão no tabernáculo, pensou que ela estivesse bêbada.
E ele a repreende: “Pare de beber! Saia da casa do Senhor se for beber.” E ela lhe disse: “Não estou bebendo. Sou uma mulher de espírito atribulado. Estou derramando meu coração diante do Senhor.”
Retomamos o relato no versículo 16, 1 Samuel capítulo 1. Ela diz:
Não pense que esta sua serva é ímpia. Eu estava orando assim até agora porque é grande a minha ansiedade e a minha aflição.
Então Eli disse: — Vá em paz, e que o Deus de Israel lhe conceda o que você pediu. (vv.16,17)
Ele não tinha ideia do que ela havia orado, e não sabemos se, ao dizer isso, ele falava profeticamente, “Deus concederá sua petição,” ou apenas dizia: “Deus a abençoe, e confio que o Senhor concederá sua petição.”
Não sabemos exatamente o que ele quis dizer com isso, mas ela disse (v. 18): “Que eu possa encontrar favor aos seus olhos.” Essa palavra “favor” no Antigo Testamento às vezes é traduzida como “graça.”
É uma palavra que vem da mesma raiz do nome Ana. Graça, favor aos olhos do Senhor. É uma palavra que significa “mostrar favor ou compaixão.” Esse era o significado do nome de Ana, e é isso que ela está pedindo, não apenas ao profeta Eli, mas ao Senhor.
Veja o versículo 18: “Então ela seguiu o seu caminho, comeu alguma coisa, e o seu semblante já não era triste.” Aqui temos uma mulher que estava angustiada, atormentada, provocada, irritada por causa dessa esposa rival.
A palavra usada é como se tivesse um trovão dentro dela. Ela estava triste, perturbada, em grande ansiedade e aflição, e de repente “foi para casa, comeu, e o seu rosto não estava mais triste.”
Para mim, isso é um retrato da progressão em que Deus a estava conduzindo. Ela estava chegando à fé e à entrega — fé no Senhor dos Exércitos e entrega aos Seus propósitos.
Ela colocou seu fardo diante do Senhor e, então, fez o quê? Seguiu em frente. Conte a Jesus, e depois siga em frente.
Ela foi embora, e seu rosto não estava mais triste. Isso aconteceu antes de haver qualquer evidência visível de que seu pedido seria atendido. Antes de poder ver o resultado de sua oração.
Havia um espírito, uma liberdade e uma alegria em seu coração que eram fruto da fé e da entrega antes mesmo de ver o resultado. O que faz toda a diferença? Favor e graça de Deus.
Ela havia pedido o favor de Deus, a graça de Deus, e, pela fé, estava recebendo isso. Pense em Filipenses, capítulo 4, que diz: “Não fiquem preocupados com coisa alguma, mas, em tudo, sejam conhecidos diante de Deus os pedidos de vocês, pela oração e pela súplica, com ações de graças.” (v. 6)
Conte a Deus o que há em seu coração. Foi isso que ela fez. E o resultado foi o que lemos em Filipenses, 4.7 — “E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus.”
Conte a Deus os seus pedidos. Agradeça-O por Suas respostas antes mesmo de poder vê-las. Expresse fé e entrega. Sua entrega é para o Reino de Deus, para Seu reinado, Sua autoridade e Sua soberania. Diga: “Senhor, eu quero que Teus propósitos sejam cumpridos.” Deixe seus pedidos ali e vá embora, deixando para trás seu manto de luto. O rosto dela não estava mais triste.
Há um livro antigo de S.D. Gordon chamado Conversas tranquilas sobre a oração. Ele tem uma pequena seção neste livro sobre porque Deus às vezes atrasa as respostas às orações. Ele diz que às vezes, por bondade de Deus, Ele atrasa (Ele sabe que, se nos desse o que pedimos, teríamos mais sofrimento do que poderíamos imaginar), ou às vezes Ele quer nos dar mais do que pedimos, ou às vezes Deus tem um propósito maior que deseja cumprir.
S.D. Gordon aponta que Ana tinha uma perspectiva diferente da de Deus, e a progressão de sua vida estava sendo moldada à perspectiva de Deus sobre a situação.
Quando a história começa, o que Ana mais desejava no mundo? Ela queria um filho. Tudo que ela podia ver era que era estéril, e para piorar, Penina tinha muitos filhos.
Ela via seus braços vazios. Via aquelas outras crianças que a esposa rival tinha. Via as esperanças não realizadas. Via sua oração constante sem resposta. Via o atrito constante em sua casa. E o que ela queria? Um filho. Todo o seu horizonte era o seu pequeno mundo. Deus queria levá-la além disso. O que Deus via? Deus via uma nação.
Deus via, não apenas uma nação, mas via a nação de Israel, o povo que Ele havia escolhido e separado para refletir Sua glória no mundo, o povo por meio do qual Ele queria enviar um Redentor ao mundo.
Ele via aquela nação afastada dele, uma nação pródiga, se assim podemos dizer, e Deus queria restaurar o coração da nação. Deus queria um líder para a nação.
A nação havia ficado sem líderes espirituais por anos a fio. O sacerdócio estava contaminado e corrupto. Não havia governante justo sobre o povo.
Deus queria um líder, e de onde Deus conseguiria esse líder? Esse líder precisava ter uma mãe, e, por algum motivo, Ele havia escolhido Ana para ter esse tipo de filho.
Então, o que Deus precisava fazer? Ele precisava preparar essa mãe — o tipo certo de mãe que criaria o tipo certo de filho, que poderia ser um líder para essa nação.
Você vê como a visão e o horizonte de Deus eram muito maiores que os de Ana? E isso é sempre verdade: Deus vê o quadro completo. Deus tem propósitos universais e eternos, e Ele quer que saiamos do nosso mundinho. A aflição nos empurra para fora do nosso pequeno mundo para ver o Seu grande mundo e Seu grande plano. E assim, S.D. Gordon diz:
Deus honrou Ana ao escolhê-la para ser mãe desse líder, mas Ana precisava ser transformada antes que pudesse ser usada.
Vieram, portanto, aqueles anos de poda, peneiração e disciplina. Desses anos e dessas experiências surgiu uma nova mulher — uma mulher com visão ampliada e espírito amadurecido, com força temperada, com uma vontade tão flexível ou entregue que cede ao desígnio superior, à vontade de Deus, sacrificando o prazer pessoal mais querido pelo propósito mundial de Deus.
Percebe o que Deus estava fazendo? Ele estava formando uma mulher, para que pudesse formar um homem, para que pudesse formar uma nação, para que pudesse enviar um Messias.
O plano de Deus é tão grande, tão grandioso e tão além da nossa compreensão, mas Ana estava começando a enxergar o plano de Deus e aceitá-lo para si mesma.
“Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade” (Mt 6.10). Nossos mundos giram em torno de nós mesmas, mas o Reino de Deus gira em torno de Deus, e Deus se importa com o mundo.
É por isso que precisamos sair de nossos pequenos e mesquinhos mundos de autopiedade — não que Deus não se importe com o que nos importa, mas precisamos nos submergir e nos envolver nos propósitos maiores e mais amplos de Deus para o mundo.
Ana fez isso. Ela orou e disse: “Senhor, por favor, dá-me um filho, e se o fizer, eu o devolverei a Ti. Ele será dedicado a Ti. Ele será separado desde o nascimento para os propósitos do Teu Reino.”
Como sabemos que Ana chegou a um lugar de fé e entrega — fé nos propósitos de Deus, fé nas promessas de Deus, e entrega à vontade de Deus?
Vemos em 1 Samuel, capítulo 1, versículo 19, onde retomamos este relato: “Ana e seu marido, Elcana, que haviam estado adorando no tabernáculo e oferecendo sacrifícios, Ana havia orado, pedindo favor ao Senhor, e então levantaram-se cedo de manhã para voltar à sua cidade.”
O que fizeram? Antes de voltar para casa, “adoraram perante o SENHOR.” O sinal claro de que estamos exercendo fé e entrega a Deus em nossos corações é: estamos adorando a Deus?
Um adorador diz: “Deus, eu Te amarei. Eu Te servirei. Eu Te abençoarei mesmo que nunca receba nada de Ti, porque não estou Te adorando pelas Tuas dádivas. Não Te adoro pelo que podes fazer por mim. Te adoro porque Tu és Deus.”
Eles adoraram o Senhor. Eu disse em uma sessão anterior desta série que a adoração é um dos grandes temas da história de Ana. Vimos no versículo 3 do capítulo 1 que Elcana foi a Siló para adorar o Senhor.
Eles viviam em uma época em que muitas pessoas diziam adorar a Deus, mas apenas cumpriam formalidades. A adoração deles estava corrompida, mas acredito que Elcana e sua família adoravam o Senhor de coração verdadeiro.
Elcana adorou o Senhor no versículo 3. E o versículo 19 nos diz que Ana e Elcana adoraram o Senhor juntos. Esta é a adoração familiar, e, a propósito, é muito importante que sua família adore o Senhor junta, tenha momentos de oração em casal, como família, momentos de leitura devocional da Palavra de Deus, ir à igreja juntos, sentar-se como família, adorando ao Senhor, reconhecendo Sua autoridade em suas vidas.
Mais adiante, no versículo 28, veremos Samuel, ainda criança, adorando ao Senhor quando foi levado ao tabernáculo.
Tudo gira em torno da adoração. Deus queria levar Ana ao ponto de que ela adorasse a Deus simplesmente porque Ele era Deus, independentemente de receber algo dele.
Aqui vemos o poder do exemplo, o poder do modelo, como o coração dos pais se reproduz na vida dos filhos.
Havia um pai que adorava, uma família que adorava, e consequentemente uma criança que adorava ao Senhor. Quer que seus filhos sejam seguidores e adoradores de Deus? Então, certifique-se de que você seja uma seguidora e adoradora de Deus.
No versículo 19:
Depois, voltaram para casa, em Ramá. Elcana teve relações com Ana, sua mulher, e o Senhor se lembrou dela.
O Senhor se lembrou dela, e no versículo 20 diz: “Ana ficou grávida e, passado o devido tempo, teve um filho.”
Uma das coisas que vemos neste trecho é que, para que a concepção aconteça, a ação direta e o envolvimento do Senhor são necessários. A concepção não é apenas uma decisão ou escolha de um homem e sua esposa.
Porque até esse ponto, o Senhor havia fechado o útero dela. Eles tinham relações antes — Ana e Elcana — mas ela não conseguia engravidar. Porém desta vez, o Senhor abriu seu útero, e ela concebeu.
É apenas um lembrete de que vivemos sob a soberania de Deus, que não estamos no controle, que nos rendemos à soberania de Deus. E então, eu amo essa frase: “O SENHOR se lembrou dela.” (v. 19)
Ela havia dito em sua oração: “Senhor, lembra-Te de mim”, e Ele lembrou-se. Deus nunca esquece Seus filhos. Você não se alegra com isso? Certamente houve momentos em que ela se perguntou: “Senhor, estás lembrando que estou aqui embaixo?” Mas Deus lembrou-se. Ele nem sempre demonstra isso da maneira ou no tempo que escolheríamos, mas Ele sempre lembra.
Veja aquela frase: “. . .passado o devido tempo, Ana teve um filho.” No tempo de Deus. Gálatas 4 me vem à mente e diz que: “Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher.” (v. 4)
Deus conhece o tempo certo. Deus sabia quando seria a hora de enviar um Messias ao mundo, Deus sabia o tempo certo de enviar um Samuel ao mundo, e Deus sabe quando é o tempo certo para realizar os desejos mais profundos do seu coração.
É por isso que você pode confiar nele, porque Deus sabe quando é o tempo devido. Nosso tempo devido é agora. É quando queremos. Queremos agora. Queremos que o problema seja resolvido agora, e Deus diz: “Deixa que eu aja no tempo devido.”
Confie no tempo de Deus para cumprir Seus propósitos. Recentemente alguém me enviou esta leitura de um devocional de Charles Spurgeon. Ele disse:
É um dia de tristeza para nós? Esperemos ver o Senhor glorificado em nossa libertação.
Estamos em fervorosa oração? Clamamos dia e noite a Ele? Então o tempo determinado para Sua graça está próximo. Deus se exaltará na estação certa. Ele se levantará quando for maior a exibição de Sua glória.
Esse é o tempo devido — quando Deus pode receber mais glória. Spurgeon diz:
Desejamos Sua glória mais do que ansiamos pela nossa própria libertação. Senhor, ajuda-nos de tal forma que possamos ver que Tu mesmo estás agindo. Que possamos Te magnificar em nossas almas mais íntimas. Que todos ao nosso redor vejam quão bom e grande Tu és, ó Deus.
Essa é a motivação suprema. Tendo adorado ao Senhor, tendo agora esta criança no tempo devido, na plenitude do tempo de Deus, versículo 20:
[Ela] deu o nome de Samuel, pois dizia: — Do Senhor o pedi.
O nome Samuel significa, na verdade, “nome de Deus”, e esta criança Samuel seria, para a nação nos anos seguintes, uma demonstração viva de Deus.
A nação saberia que Deus havia tomado aquela mulher estéril e lhe dado este filho, e que a mão de Deus estava sobre a vida desse filho. Cada vez que olhassem para Samuel, pensariam em Deus.
A nação não tinha pensado em Deus por muito tempo, e essa criança se tornaria uma imagem, um símbolo, uma representação da presença de Deus. A palavra “Samuel” soa como “pedido” ou “ouvido”, e Ana acrescentou o significado: “Pedi ao Senhor. O Senhor ouviu minha oração e concedeu o pedido do meu coração.”
A propósito, certifique-se de que ao lidar com seus filhos você sempre lhes dê a sensação de que o nome deles, quem eles são, seu nascimento, é significativo em relação aos propósitos de Deus, para que essas crianças saibam que são especiais, que são amadas, que foram desejadas e que pertencem ao Senhor.
Ana cumpre seu voto. Versículos 21 e 22:
Elcana, seu marido, foi com toda a sua casa para oferecer ao Senhor o sacrifício anual e para cumprir o seu voto. Ana, porém, não foi. Ela disse a seu marido: — Quando o menino for desmamado, eu o levarei para ser apresentado ao Senhor e para lá ficar para sempre.
Elcana, seu marido, respondeu: — Faça o que achar melhor. Fique aqui até desmamá-lo. E que o Senhor confirme a promessa que você fez. Assim, Ana ficou em casa e amamentou o filho, até que o desmamou.
Ela pretende cumprir seu voto e devolver esta criança a Deus. Ele agora pertence ao Senhor. Este foi provavelmente um período de cerca de três anos. Sabemos que, naquela cultura, as mulheres normalmente amamentavam seus filhos por aproximadamente três anos.
Então, durante esses três anos, o que ela estava fazendo? O que ela dizia ao seu filho? Como ela o preparava para uma vida de serviço a Deus, sabendo que tinha apenas cerca de três anos?
Ao ler este trecho, não há dúvida de que ela dedicou aqueles primeiros anos a preparar seu filho para fazer o que diz no versículo 22, “ser apresentado ao Senhor e para lá ficar para sempre.”
Esse era o propósito do treinamento dessa criança quando ele era um bebê e uma criança pequena. Aliás, esse é o seu propósito para seus filhos: preparar seus filhos para encontrar Deus, preparar seus filhos para passarem toda a vida na presença do Senhor como Seus servos.
Posso dizer que ninguém pode substituir uma mãe nesse papel? A importância que vemos na vida de Ana de uma mãe estar presente durante os anos formativos da vida da criança. Deixe-me dizer uma coisa: você pode estar em casa e, ainda assim, não estar realmente presente.
É tão importante que, durante esses primeiros anos, você seja intencional em moldar, orientar e orar sobre aquela criança para que ele ou ela sejam servos do Senhor.
Sabemos que Ana foi intencional ao treinar seu filho. Ela era uma mulher de adoração. Vemos que Samuel adorava ao Senhor. Ela era uma mulher de oração. Seu filho tornou-se um homem de oração.
Seu filho não seguiu os passos dos filhos ímpios de Eli, Hofni e Finéias, mesmo tendo crescido ao redor deles. Ele não seguiu a maldade deles. Ele era diferente.
Por quê? Eu acredito que foi por causa do treinamento de uma mãe nos primeiros anos de sua vida. Ele tinha um coração para a Palavra de Deus. Era terno, sensível e responsivo a Deus.
O que você está fazendo com seus pequenos e com seus netos para prepará-los a caminhar com Deus, a servi-Lo para sempre? O que você está fazendo para preparar essas pequenas vidas para serem de Deus por toda a eternidade? Esse é o chamado elevado e santo de uma mãe. Não o subestime.
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth tem falado sobre o propósito da maternidade. Talvez você precise ser lembrada do porquê está fazendo um trabalho aparentemente indigno e ingrato. Não perca de vista a verdade que Nancy tem compartilhado!
E, olha, talvez você conheça alguém que também precise desse lembrete. Compartilhe esta série através do link disponível no nosso site. É também lá que você pode ouvir algum episódio anterior que tenha perdido. Confira em avivanossoscoracoes.com.
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Amanhã veremos o que significa consagrar nossos filhos ao Senhor. Espero que você volte conosco para explorar esse conceito tão importante. Agora, aqui está Nancy. Vamos orar.
Nancy: Pai, eu Te agradeço pelas mães que estão nos escutando hoje e agradeço por sua devoção ao chamado de conduzir seus filhos pelos caminhos da justiça, para o Teu nome.
Senhor, oro para que derrames sobre a vida dessas mães, avós, amigas, tias e irmãs, e todos que ajudam na criação dessas crianças uma unção especial. Dá graça e ajuda a essas mães a serem intencionais na educação de seus filhos com propósito, para que seus filhos possam aparecer diante de Ti e Te servir para sempre.
Senhor, precisamos de mais pessoas como Samuel nesta geração, homens de Deus, homens que não seguirão a correnteza. Oro pelas mães, para que separem aqueles que darão à luz, criem e nutram esses garotos que precisamos tão desesperadamente hoje. Oro em nome de Jesus, amém.
Raquel: Espero que você esteja crescendo no conhecimento da Palavra ao participar do projeto da leitura da Bíblia em 1 ano. O que, não se cadastrou ainda? Corre que ainda dá! Não perca essa bênção. Visite o nosso site avivanossoscoracoes.com.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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