Dia 5: Como ter um coração sem distrações
Nancy DeMoss Wolgemuth: Fiquei impactada com algo pelo que o pastor orou na igreja que tive o privilégio de frequentar no último domingo.
Raquel Anderson: Esta é Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy: Na oração pastoral ele disse: “Que possamos Te adorar com a atenção da nossa mente e o afeto do nosso coração.” Eu parei e anotei aquilo. Pensei: Sim! Que possamos Te adorar, que possamos Te buscar com a atenção da nossa mente e o afeto do nosso coração.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mentiras em Que as Mulheres Acreditam e a Verdade que as Liberta, na voz de Renata Santos. Nancy está continuando a série chamada: Aviva-me Segundo a Tua Palavra.
Nancy: Começamos nesta semana e vamos até a próxima analisando o Salmo 119, o capítulo mais longo da Bíblia, e não estamos indo …
Nancy DeMoss Wolgemuth: Fiquei impactada com algo pelo que o pastor orou na igreja que tive o privilégio de frequentar no último domingo.
Raquel Anderson: Esta é Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy: Na oração pastoral ele disse: “Que possamos Te adorar com a atenção da nossa mente e o afeto do nosso coração.” Eu parei e anotei aquilo. Pensei: Sim! Que possamos Te adorar, que possamos Te buscar com a atenção da nossa mente e o afeto do nosso coração.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mentiras em Que as Mulheres Acreditam e a Verdade que as Liberta, na voz de Renata Santos. Nancy está continuando a série chamada: Aviva-me Segundo a Tua Palavra.
Nancy: Começamos nesta semana e vamos até a próxima analisando o Salmo 119, o capítulo mais longo da Bíblia, e não estamos indo versículo por versículo, mas apenas observando alguns temas, meditações neste salmo.
Uma das coisas que me impressiona sobre esse salmo é que ele não é apenas um tratamento intelectual ou teológico da Palavra de Deus, mas pulsa com uma paixão intensa, ardente. Quando estou estudando a Palavra de Deus ou meditando nela, procuro temas ou ideias recorrentes, e esse é um que você não pode deixar de notar neste salmo.
Há essa paixão intensa por Deus. É como se cada parte do seu ser estivesse envolvido. Não dá para não perceber o profundo amor, desejo e deleite que o salmista tem por Deus e Sua Palavra. Na verdade, amor, desejo e deleite são três palavras recorrentes nesse salmo. Ele diz:
Poderosos me perseguem sem motivo, mas o que o meu coração teme é a tua palavra. Alegro-me nas tuas promessas, como quem acha grandes despojos. Odeio e detesto a mentira, mas amo a tua lei. (vv. 161–163)
Hoje quero examinar algumas das frases e verbos que descrevem a paixão do salmista e seu intenso amor e coração pela Palavra de Deus. Vou te dizer já no início, enquanto tenho meditado nesse salmo nas últimas semanas, acho que este é um tema em que fui confrontada várias vezes, porque ao ler esses versículos penso: eu não tenho esse tipo de paixão.
Eu gostaria de ter, e já tive em certos momentos. Mas pensar nisso como uma paixão sustentada, um pulsar contínuo da minha vida, só me faz perceber o quanto eu preciso que Deus me dê essa paixão. Preciso dar passos para cultivar o amor e essa paixão pela Palavra de Deus. Vamos falar sobre como fazemos isso no final da sessão de hoje.
Veja apenas algumas frases que descrevem essa paixão. Cinco vezes no salmo ele fala sobre ter um coração inteiro — a totalidade do ser de uma pessoa, emoções, pensamentos e vontade. Ele diz:
De todo o coração te busquei; não deixes que eu me desvie dos teus mandamentos. (v. 10)
Dá-me entendimento, e guardarei a tua lei; de todo o coração a cumprirei. (v. 34)
Note a ênfase no coração. Não é suficiente apenas obedecer à Palavra de Deus, ele quer que seja de todo o coração. Ouça palavras como estas:
Aos teus testemunhos me apego; não permitas, Senhor, que eu seja envergonhado. (v. 31)
Não há nada de superficial nisso. Estou segurando os teus testemunhos, Senhor. Estou me apegando a eles, agarrando-me a eles. Verso 32: “Percorrerei o caminho dos teus mandamentos, quando me deres mais entendimento.” Ou como uma tradução diz: “Seguirei com empenho o caminho dos teus mandamentos.”
Não há nada de apático nesse homem. Nada de relaxado em sua abordagem à Palavra. Nada de indiferente em sua visão das Escrituras. Eu me apego a ela; eu corro no caminho dos teus mandamentos. Depois ele fala seis vezes sobre desejar.
Consumida está a minha alma por desejar, incessantemente, os teus juízos. (v. 20)
Eu sempre paro quando chego a esse verso 20; penso: “Esse homem é real?” “Consumida está a minha alma por desejar, incessantemente, os teus juízos.” Você consegue imaginar uma das suas adolescentes dizendo isso para você? “Mãe! A minha alma está consumida de tanto desejar as tuas regras em todo o tempo.” (risos)
Isso é real? Mas é real porque ele vê na lei de Deus e em Suas regras uma expressão do coração e do caráter de Deus. Ele diz:
Deus, eu Te amo. Eu Te desejo em todo o tempo. (v. 20)
Tenho suspirado pelos teus preceitos. (v. 40)
Os meus olhos esmorecem de tanto esperar por tua promessa. (v. 82)
Abro a boca e suspiro, porque desejo os teus mandamentos. (v. 131)
Há paixão aqui e, claro, o desejo é pelo Deus que Se revela em Sua Palavra.
E vemos essa paixão também com o conceito de temor e reverência.
Meu corpo treme de medo de ti, e temo os teus juízos. (v. 120)
Há paixão, há temor, há reverência. Depois, há intensa dor e angústia quando ele percebe que a lei de Deus está sendo quebrada ou ignorada. Ouça estes versículos:
De mim se apoderou a indignação, por causa dos pecadores que abandonaram a tua lei. (v. 53)
Meus olhos vertem rios de lágrimas, porque os outros não guardam a tua lei. (v. 136)
Eu estava pensando nisso novamente esta manhã: “Meus olhos vertem rios de lágrimas, porque os outros não guardam a tua lei.” Quando foi a última vez que você chorou porque alguém ultrapassou o limite de velocidade? Isso partiu o seu coração?
Bem, nós não sentimos isso em relação às leis humanas e o problema é que a maioria de nós também não sente isso em relação às leis de Deus. Mas não é apenas a lei que ele ama, é Aquele cuja lei é, e o santo caráter que ela reflete. Então ele diz: “O meu zelo me consome, porque os meus adversários se esquecem da tua palavra.” (v. 139). Paixão, paixão, intensidade.
Aqui está outra paixão que aparece — ódio a tudo que é contrário à lei de Deus. Veja bem, “ódio” não é uma palavra que queremos usar levianamente ou com facilidade, mas ele a usa várias vezes no salmo.
Por meio dos teus preceitos, consigo entendimento; por isso, detesto todo caminho de falsidade. (v. 104)
A palavra “detestar” ali significa “odiar violentamente”. É um ódio intenso. Não é algo de que ele sente superficialmente. Ele sente isso profundamente.
Por isso, considero, em tudo, retos todos os teus preceitos e detesto todo caminho de falsidade. (v. 128)
Odeio e detesto a mentira, mas amo a tua lei. (v. 163)
Este é um homem que sente intensamente tudo relacionado a Palavra de Deus, e odeia tudo que é contrário a ela.
Por outro lado, ele tem esse amor ardente, intenso, pela Palavra de Deus. Ouça estes versículos:
Terei prazer nos teus mandamentos, os quais eu amo. Para os teus mandamentos, que amo, levantarei as mãos e meditarei nos teus decretos. (vv. 47-48)
Quanto amo a tua lei! É a minha meditação todo o dia! (v. 97)
A minha alma tem observado os teus testemunhos; eu os amo profundamente. (v. 167)
Eu amo a tua Palavra.
Neste salmo vemos a beleza e a amabilidade da lei de Deus. O autor a ama; ele se deleita nela, se apega a ela. Isso nos lembra de que os israelitas não viam a lei de Deus como algo restritivo. Eles a viam como libertadora. Era tudo o que tinham para ler. Quando o salmo foi escrito, eram apenas os cinco primeiros livros da Bíblia. Isso é tão pesado, tão difícil. Mas os judeus amavam a lei de Deus. Eles a viam como libertadora. Eles viam que esse era o caminho para experimentar as bênçãos divinas.
Era importante que eles percebessem que não conseguiam guardar a lei de Deus; que estavam desesperadamente necessitados de um Salvador. Somente Cristo cumpriu perfeitamente a lei de Deus. Mas eles viam que a lei era um dom bom e gracioso do coração de um Deus amoroso, apesar do fato de que ela não pode salvar por causa da nossa incapacidade de cumpri-la. Isso é importante quando pensamos em tantas pessoas hoje, dentro do cristianismo, que amam o Novo Testamento, mas não têm coração para o Antigo Testamento.
Ouça, você não pode realmente desfrutar da nova aliança, do Novo Testamento, até ter experimentado o Antigo Testamento. Experimente a beleza da lei de Deus e depois a depravação do nosso próprio coração e a nossa inclinação contra a lei de Deus. É aí que o seu coração se quebra e você diz, como Paulo disse em Romanos 7: “Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (v. 24). E então vem o Evangelho. A boa notícia de que Cristo cumpriu a lei de Deus e pode cumpri-la em nós.
Bem, estou me adiantando para uma próxima sessão. Mas quero que você veja a paixão que o salmista tinha, o amor pela lei de Deus. Quando falamos sobre odiar o pecado e amar a lei de Deus e amar a santidade, é apenas um lembrete, ao ler este salmo, e você se pegar dizendo como eu digo: “Eu não tenho esse tipo de paixão”, e você percebe que nos tornamos insensíveis.
Nós nos tornamos dessensibilizadas. Nós não odiamos o pecado e amamos a justiça, a maioria de nós, da forma que o salmista amava, da forma que Jesus amava. Hebreus 1:
Amaste a justiça e odiaste a iniquidade; por isso, Deus, o teu Deus, te [Jesus] ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros. (v. 9)
O mundo nos diz que, se você desfrutar do mal e for reservada quanto à santidade, então você será feliz. Não. A maior alegria vem para aqueles que amam a justiça e odeiam o mal. Mas, tantas vezes, não temos esse tipo de paixão.
Aqui está mais dessa paixão. Dez vezes ele fala sobre deleitar-se ao longo desse salmo.
Mais me alegro com o caminho dos teus testemunhos do que com todas as riquezas. (v. 14)
Terei prazer nos teus decretos; não me esquecerei da tua palavra. (v. 16)
Também os teus testemunhos são o meu prazer. (v. 24)
Guia-me pela vereda dos teus mandamentos, pois nela encontro felicidade. (v. 35)
Ou como uma versão diz: “Tenho prazer nos teus mandamentos.” A palavra aí significa “ter o coração voltado para algo.” É o deleite, o desejo do coração. O salmista diz: “É assim que me sinto em relação aos teus mandamentos, ó DEUS.”
Pense nas coisas que trazem prazer à sua alma e pergunte-se: “Os prazeres do mundo estão abafando o meu prazer na Palavra de Deus? Ou o meu amor e o meu prazer na Palavra de Deus estão abafando todos aqueles outros prazeres terrenos?” Esse tipo de deleite na lei de Deus é um reflexo do coração de Cristo. Lemos naquele salmo messiânico, Salmo 40, falando de Cristo:
Então eu disse: "Eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; a tua lei está dentro do meu coração. (vv. 7-8)
Jesus Se deleitava em fazer a vontade do Seu Pai. Quando o Espírito dele vive em nós, nós nos deleitamos em fazer a vontade do nosso Pai. Assim, vemos no coração do salmista, vemos no coração de Cristo, não uma atitude de obrigação quanto a obedecer a Deus, mas uma atitude de prazer, prazer na Palavra de Deus, prazer em fazer a Sua vontade.
Ao falarmos dessas diferentes palavras que descrevem a paixão do salmista, seu intenso amor e prazer pela Palavra de Deus, o ódio por tudo que é contrário à Palavra de Deus, o seu desejo, sua dor e sua angústia quando a lei de Deus é quebrada ou ignorada . . . eu percebo que quero fazer um exame do meu próprio coração e deixar o Senhor sondar a minha atitude em relação à Palavra. Como está a sua atitude em relação à Palavra em comparação com a do salmista? Você a trata com leveza? De maneira casual? Ou você treme diante da Palavra de Deus e lhe dá o peso que ela merece?
Me entristece muito e às vezes até me enoja ver quão facilmente, em nossa cultura, em nossas igrejas e até no meu próprio coração em certos momentos, temos essa visão tão superficial das Escrituras. O salmista tinha uma atitude de reverência pela Palavra de Deus. Tremendo diante da Palavra de Deus, dando-lhe o devido valor.
- Você tem uma fome intensa pela Palavra de Deus como o salmista tinha, ou tem pouquíssimo apetite por mais da Palavra de Deus?
- Quando você a lê, é uma leitura superficial, rápida, apenas folheando, ou você medita nela e fixa seus olhos nela?
- Quando você lê a Palavra de Deus ou a ouve sendo lida, você se distrai?
- A sua mente vagueia ou você se concentra na Palavra?
- Você se entedia ao ouvir a Palavra de Deus ou ao lê-la? Ou você ama ler a Palavra e ouvi-la?
Enquanto refletia sobre o Salmo 119 eu me perguntei: “Como perdemos esse prazer? Como nos tornamos insensíveis às belezas da Palavra de Deus? E como podemos cultivar um prazer maior?”
Quero passar os últimos minutos refletindo sobre essa pergunta com você, como tenho refletido comigo mesma. Permita-me apenas sugerir: nós não teremos o tipo de prazer na Palavra de Deus de que lemos no Salmo 119 se enchermos cada minuto livre da nossa vida com coisas que não sejam a Palavra de Deus. E aqui estão alguns dos exemplos do que, creio eu, escureça o prazer pela Palavra de Deus na vida de muitos de nós: Facebook, Instagram, televisão, filmes, jogos de computador, videogames, amigos, tecnologia, redes sociais, pessoas . . . se estivermos nos voltando para essas coisas de maneira automática.
Descobri que meu celular é uma bênção mista. Ele me ajuda a fazer muitas coisas mais rápido e de forma mais conveniente do que eu poderia de outra maneira. É impressionante o que você pode consultar no meio do nada e encontrar respostas. Sim, há muitos benefícios se você o usa bem. Mas descobri, às vezes, que ele se torna uma ferramenta para me distrair do meu amor por Cristo e pela Sua Palavra.
Veja bem, não é o aparelho em si que é pecaminoso ou errado, mas os modos como usamos algumas dessas coisas, se estamos recorrendo a elas de forma automática. Você entra no carro e liga o rádio; entra em casa e liga a televisão; olha suas mensagens a cada momento desperto, a cada oportunidade que tem. Algumas pessoas fazem isso dia e noite, e às vezes eu já fui uma “dessas pessoas”.
Se estamos recorrendo automaticamente às coisas desta terra, vamos perder a fome do nosso coração pela Palavra de Deus. Não vamos cultivar esse deleite. E neste salmo quero que você olhe para os versículos 36 e 37. Vejo duas coisas que nos impedem — e muitas vezes me impedem — de ter um deleite crescente por Deus e pela Sua Palavra. A primeira eu vejo no versículo 36: é um coração dividido; e a segunda, no versículo 37: é um coração distraído. Vamos olhar para essas duas coisas.
Verso 36 do Salmo 119: “Inclina o meu coração aos teus testemunhos e não à cobiça.” O salmista ora a respeito de ter um coração dividido. Ele quer que seu coração seja voltado para os testemunhos de Deus e não para a cobiça. São coisas! Coisas que roubam nosso afeto por Deus, afetos mal direcionados, prioridades equivocadas. Isso me lembra de Lucas capítulo 8, onde Jesus disse que “os cuidados, riquezas e deleites desta vida podem sufocar a Palavra de Deus, como os espinhos podem sufocar a Palavra de Deus em nossas vidas, e nos tornamos infrutíferas.” (vv. 4–8)
E nem sempre são coisas ruins; mas o problema é quando estamos mais focadas nelas do que em Deus. Tive um exemplo disso no último domingo. Eu estava me arrumando para ir à igreja. Estava mexendo no meu cabelo e na roupa, e estava levando tempo demais em ambos.
Não conseguia fazer meu cabelo ficar do jeito que eu queria. Não conseguia decidir o que vestir para me sentir bem, e acabei gastando tempo demais com essas coisas. Eu pensei: “A quem estou tentando agradar, afinal?” E me vi atrasada para a igreja, meu coração não estava preparado. Foi apenas um momento no tempo. Ok, não é devastador. Não é como se eu tivesse caído em algum grande pecado. Mas percebi, porque estava refletindo sobre essa passagem, que eu estava buscando ganho egoísta em vez de meu coração estar inclinado aos testemunhos de Deus naquele momento.
Se você se distrai com frequência, vai descobrir um coração inclinado para aquilo que é temporal, em vez daquilo que é eterno. Um coração dividido. Meu coração estava dividido. Eu me importava mais com a minha aparência do que com a condição do meu coração e meu afeto por Cristo. Um coração dividido.
No versículo 37, um coração distraído: “Desvia os meus olhos, para que não vejam a vaidade, e vivifica-me no teu caminho.” Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade. Tenho voltado a essa frase repetidas vezes nas últimas semanas — e ainda preciso disso. “Vaidade.” “Vazio.”
Aqui está uma definição que li dessa palavra: “Qualquer coisa que decepciona a esperança que nela repousa”. Algo que é irrelevante, irreal ou inútil, seja material ou moral; qualquer coisa que é temporal em contraste com o eterno. O mundo nos oferece esses prazeres baratos e passageiros o tempo todo, mas a Palavra de Deus tem tesouros eternos que Ele deseja que desfrutemos no tempo e na eternidade.
E o salmista diz: “Estou sendo distraído ao olhar para coisas vãs? Então oro para que Deus desvie meus olhos de olhar para coisas vãs e me dê vida nos Teus caminhos.” De novo, vou ilustrar isso com minha própria vida. Não compartilho isso como exemplo a ser seguido. Compartilho como um alerta para mim e para você.
Num fim de semana recente, enquanto eu estudava o Salmo 119, eu estava com o laptop aberto, rodeada de livros, estudando o salmo. Ao mesmo tempo, estava assistindo a um debate político no laptop, a um jogo de futebol no meu celular e trocando mensagens com minha irmã — tudo isso enquanto tentava estudar o Salmo 119. Me diz, você chamaria isso de um coração distraído? (risos) Talvez você chamasse de outra coisa. . . tipo doente! Ou multitarefa. Sou só eu que já fez isso?
Veja o que acontece. Na verdade, não há problema em assistir ao jogo de futebol, ao debate político, seja o que for. O que estou dizendo é que, se isso se torna um padrão em nossas vidas, você vai descobrir que, quando for à Palavra de Deus, sua mente estará indo em um milhão de direções diferentes. Você estará distraída, dispersa, com “TDAH de adulto”. É no que tantas de nós nos tornamos nessa era de alta tecnologia, em que tudo é instantâneo e temos acesso a tudo. Fico pensando: “O que é preciso para ter um coração sem distração? Para ter um coração indiviso, um coração que se deleita?”
Outro dia alguém orou em uma reunião de oração em que eu estava: “As distrações podem ser tão eficazes quanto o pecado em nos afastar de Deus.” Eu disse: “Sim, isso é verdade, não é?” Então precisamos perguntar a respeito dessas “coisas vãs que nos distraem de Cristo”: que valor isso terá daqui a um ano? Que valor isso terá na eternidade? Essa coisa que está tomando tanto do meu foco?
O salmista ora: “Desvia os meus olhos, para que não vejam a vaidade, e vivifica-me no teu caminho” (v. 37). Veja, a razão pela qual olhamos para todas essas coisas vãs — não necessariamente coisas pecaminosas, mas apenas vaidade, vazio, coisas irrelevantes — é porque pensamos que elas nos darão vida. Achamos que nos farão felizes. É por isso que as buscamos. Mas não! Essas coisas podem, na verdade, nos impedir de experimentar a verdadeira vida em Cristo.
Penso que, em muitas de nossas vidas, Satanás não precisa realmente tentar nos levar a negar a Cristo. Acho que não é isso que ele tenta fazer com a maioria de nós. Creio que ele pode cumprir seus objetivos igualmente bem apenas nos levando a ter um coração fragmentado, lealdades e afetos divididos. Ele nos mantém tão ocupadas, tão distraídas, tão fascinadas com coisas, com entretenimento etc., que simplesmente não temos tempo, interesse ou coração para buscar a Cristo de forma firme e sincera.
E a Palavra se torna “mais do mesmo” para nós, porque como a Palavra pode competir com videogames? Ou jogos de computador, filmes ou música? Parece entediante. Mas não é entediante! O problema é que, assim como seus filhos que se entopem de doces dez minutos antes do jantar, nós nos entupimos com as delícias do mundo, e isso estragou nosso apetite pela comida sólida da Palavra de Deus. Essas coisas estão sufocando nosso coração por Deus.
O diabo sabe que, se encontrarmos nosso deleite em buscas triviais, nos prazeres mesquinhos deste mundo, nunca provaremos das delícias e dos prazeres encontrados em Cristo. E, com certeza, nossas vidas não inspirarão outras pessoas a buscarem a Cristo.
Leia a Bíblia, comprometa-se a ler a Palavra de Deus todos os dias. Eu não posso insistir o suficiente para que você faça isso. Mas, à medida que fizer, peça a Ele que lhe dê um coração dedicado, um coração que se deleita. Ore por um afeto renovado por Cristo, por deleite nele e na Sua Palavra.
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth tem mostrado a você como se aproximar da Palavra de Deus com um coração sem distrações. Essa mensagem faz parte de uma série chamada Aviva-me segundo a Tua Palavra, baseada no Salmo 119.
Nancy tem um convite especial para você: Você se comprometeria a ler a Palavra de Deus todos os dias do ano de 2026? Se você estiver pronta para assumir esse objetivo valioso, nós queremos ajudá-la!
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Quando você se inscrever, enviaremos um e-mail diário com um breve devocional, perguntas para reflexão e muito mais. Nossa oração é que, ao longo desse ano, você desenvolva um hábito e uma fome pela Escritura, e que você passe a amar ainda mais o tempo com Deus na Sua Palavra.
Agora, você já se sentiu como se estivesse apenas deixando a vida passar? A Palavra de Deus vai dar a você a percepção de que precisa para viver com propósito.
Nancy: Você quer crescer espiritualmente? Ou você quer estar no mesmo lugar daqui a um ano?
O fato é que você não estará no mesmo lugar daqui a um ano em relação à sua caminhada com o Senhor. Ou você terá crescido e avançado no seu relacionamento com Ele, ou terá retrocedido. A vida espiritual, sendo o que é, não nos permite simplesmente “ficar no embalo”. Nós não permanecemos paradas no mesmo ponto.
Então, você gostaria de crescer espiritualmente no próximo ano? Gostaria de aprofundar seu relacionamento com o Senhor? Gostaria de ter mais da sabedoria dele, mais da graça dele, mais do poder dele, mais da presença dele na sua vida?
Raquel: Nancy vai explicar mais na segunda-feira. Eu espero que você volte a estar conosco no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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