Dia 5: A bênção acidental de Balaão
Raquel Anderson: Como filha de Deus, você precisa ter medo de maldições malignas ou feitiços? Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quando Deus, lá nos céus, decide abençoá-la, ninguém aqui na terra ou no inferno pode reverter isso. Ninguém!
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora do livreto “O Poder das Palavras”, na voz de Renata Santos.
Acho que todas nós em algum momento da nossa infância já ouvimos falar de feitiços, encantamentos, vodu e maldições, e isso pode ser muito assustador. Quando, porém, conhecemos a Cristo, não devemos simplesmente rir dessas coisas como se fossem inofensivas. Mas será que precisamos temê-las? Essa discussão faz parte da série Bênçãos e Maldições: A história de Balaão.
Antes de Nancy começar, não se esqueça: você está ouvindo este ensino porque ouvintes como você têm apoiado este ministério. Somos sustentados …
Raquel Anderson: Como filha de Deus, você precisa ter medo de maldições malignas ou feitiços? Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quando Deus, lá nos céus, decide abençoá-la, ninguém aqui na terra ou no inferno pode reverter isso. Ninguém!
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora do livreto “O Poder das Palavras”, na voz de Renata Santos.
Acho que todas nós em algum momento da nossa infância já ouvimos falar de feitiços, encantamentos, vodu e maldições, e isso pode ser muito assustador. Quando, porém, conhecemos a Cristo, não devemos simplesmente rir dessas coisas como se fossem inofensivas. Mas será que precisamos temê-las? Essa discussão faz parte da série Bênçãos e Maldições: A história de Balaão.
Antes de Nancy começar, não se esqueça: você está ouvindo este ensino porque ouvintes como você têm apoiado este ministério. Somos sustentados por ouvintes e podemos continuar chegando até você todos os dias da semana graças a vocês que acreditam no que Deus está fazendo neste ministério e o apoiam financeiramente.
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Aqui está Nancy, continuando a série Bênçãos e Maldições: A história de Balaão.
Nancy: Paramos no meio do primeiro oráculo, ou profecia, de Balaão. Na nossa última sessão, Balaque trouxe Balaão para amaldiçoar os israelitas, mas vemos que Deus está no controle. O céu reina, e Balaão não pode dizer nada que Deus não permita. Ele pretende amaldiçoar Israel — isso é o que ele estava sendo pago para fazer. Mas só pode dizer o que Deus permite.
Então, retomamos em Números 23, começando no versículo 7 do primeiro oráculo:
Então Balaão proferiu a sua palavra e disse: ‘Balaque me fez vir de Arã, o rei de Moabe, dos montes do Oriente. Venha — disse-me ele — e amaldiçoe Jacó; venha e denuncie Israel.’
Agora, aqui está o que Balaão disse sob inspiração do Espírito Santo: “Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? Como posso denunciar a quem o Senhor não denunciou?” Balaão não tem poder contra o poder de Deus. Se Deus quer abençoar Seu povo, Balaão não pode amaldiçoá-los.
No versículo 9, ele diz: “Pois do alto dos rochedos vejo Israel e dos montes o contemplo. . .” Ele fala de Israel. Sobe a um lugar alto e vê uma parte dos milhões de judeus no deserto. Vê-os do alto das colinas: “eis que é povo que habita só e não será reputado entre as nações.”
Isso é um retrato do povo de Deus, separado, diferente das outras nações. Sempre foi assim: o povo de Deus deve ser distinto deste mundo e de seu sistema. Tem um coração diferente, uma visão de mundo diferente, uma mente diferente, um Senhor diferente, um Salvador que os redimiu para Si.
Somos um povo separado. Vivemos no mundo, mas não somos do mundo. Isso é o que Balaão vê sobre os israelitas.
Versículo 10: “Quem contou o pó de Jacó ou enumerou a quarta parte de Israel?” Lembre-se: Deus prometeu a Abraão em Gênesis: “Farei a sua descendência como o pó da terra.” Quantos grãos de pó existem na terra? Bilhões? Trilhões? Ninguém sabe. É incontável. Deus disse: “Farei a sua descendência como o pó da terra, de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, então será possível também contar os seus descendentes.” (Gênesis 13.16)
E isso não é apenas a descendência física de Abraão, o povo judeu, mas também nós, como descendência espiritual de Abraão, enxertados em Israel, os verdadeiros crentes no Deus de Israel. Deus disse a Abraão: “‘Olhe para os céus e conte as estrelas, se puder contá-las. . . Assim será a sua posteridade’ (Gênesis 15.5). E em Oséias 1.10: “Todavia, o número dos filhos de Israel será como a areia do mar, que não se pode medir, nem contar.”
Balaão reflete sobre todas essas promessas de Deus quando diz: “Quem contou o pó de Jacó ou enumerou a quarta parte de Israel?”
Ele está dizendo: “Se eu apenas pegar uma fração deles, são tantos, conforme estou vendo por meio da visão que Deus me deu, que nem mesmo uma fração pode ser contada.”
E por meio de Balaão, esse profeta tolo e falso, Deus reafirma Sua promessa de abençoar e multiplicar Israel. Deus fala por meio desse homem.
Balaão continua no versículo 10: “Que eu morra a morte dos justos, e o meu fim seja como o deles." Como o de quem? O de Israel.
Balaão foi enviado para amaldiçoar Israel, mas o que sai de sua boca não é maldição alguma. Ele diz: “Que eu morra a morte dos justos, e que meu fim seja como o deles!” Ele está reconhecendo que há algo desejável nesse povo. Há algo invejável nesse povo. Ele percebe que há algo especial e diferente sobre o povo de Deus. Eles eram justos. Eles eram abençoados.
Mesmo na morte, eles eram abençoados e estavam seguros. Ele os invejava. Invejava seu fim. Queria morrer a morte dos justos, desejava ter o resultado, a bênção que vê Deus trazendo para suas vidas, mas ele não queria viver a vida dos justos. “Quero ter o fim deles. Quero ter a bênção deles. Mas quero viver minha vida egoísta, fazendo do meu jeito.”
Balaão queria viver para si mesmo, se aliar aos inimigos de Deus e colher os frutos dessa parceria, mas queria receber as bênçãos de Deus no fim de sua vida.
Hoje, há muitas pessoas que querem as bênçãos eternas de conhecer a Deus, pertencer a Ele quando chegar a hora da morte: “Poupe-me do inferno. Dê-me o céu. Dê-me a vida eterna.” Mas, enquanto isso, querem viver à sua maneira, seguindo o caminho dos ímpios.
Ouça isso: aqueles que não foram tornados justos por Cristo (ele fala de Israel como “os justos”), aqueles que nunca receberam em Cristo o desejo de viver uma vida santa, não têm esperança de vida eterna e bênçãos com Cristo ao morrer. Se não há desejo de santidade agora, implantado por Deus ao torná-los justos em Cristo, então, quando morrerem, não terão esperança de bênçãos eternas nem de vida com Cristo.
De fato, se não têm um coração santo e uma vida santa aqui, não se sentirão confortáveis no céu, pois o céu é um lugar santo, sem pecado, e eles podem preferir o inferno ao céu quando chegar o fim.
Versículo 11: “Então Balaque disse a Balaão: ‘O que foi que você me fez? Eu o chamei para amaldiçoar os meus inimigos, mas eis que você somente os abençoou.’”
Balaque está desapontado. Ele se esforçou muito, prometeu pagar muito dinheiro para lidar com o problema de Israel — como muitos têm tentado ao longo da história — amaldiçoando o povo escolhido de Deus.
Ele está decepcionado porque o que queria que acontecesse é exatamente o contrário. E Balaão também parece desapontado por não atender às expectativas de Balaque. Ele quer o pagamento prometido, com sua conta bancária diante de seus olhos. Mas, mesmo assim, abençoa, contrariando o que realmente queria fazer, que era amaldiçoar o povo de Deus.
Versículo 12: “Mas Balaão respondeu: ‘Será que eu não deveria ter o cuidado de dizer apenas o que o Senhor pôs na minha boca?’”
Ele diz: “Por mais que eu tente, não estou no controle. Preciso falar o que o Senhor coloca em minha boca.” É um lembrete para nós de que devemos cuidar de falar apenas as palavras que Deus coloca em nossa boca.
Claro, é fácil ler sobre alguém como Balaão e pensar: “Eu não sou assim, não sou como esse falso profeta.” Mas há aspectos de Balaão em todas nós: aquelas palavras de raiva, críticas e depreciação, ditas ou postadas sobre outros, em blogs, comentários no Facebook.
Às vezes parte meu coração ver, em blogs de cristãos, homens e mulheres que amam o Senhor e querem agradá-Lo, porém, comentários que são tão depreciativos, feios e críticos. E não estou falando de apontar heresias; são detalhes de preferência ou opinião, mas a forma como se expressam. . .
Recentemente aconteceu algo semelhante comigo, que ilustra bem isso. Alguém postou algo nas redes sociais, e outra pessoa respondeu em tom de ataque: “Onde você conseguiu essa perversão da Palavra de Deus? Qual é a versão que você usou?” Normalmente não respondo a esse tipo de comentário. Geralmente alguém responde, gentilmente: “São as Escrituras que dizem isso, não Nancy.” Mas a pessoa nunca admite: “Ah, eu estava errada. Desculpe, nunca deveria ter dito isso.”
De onde tiramos licença para sermos tão faladoras, rudes e insensíveis com nossas palavras, sejam elas escritas ou faladas? Como ousamos amaldiçoar os outros? Você pode dizer: “Eu não estou amaldiçoando.” Sim, está, quando fala ou escreve palavras que diminuem ou desvalorizam alguém. Não estou falando de defender a verdade — sou totalmente a favor disso.
Se você me acompanha por algum tempo, sabe que sou direta quanto à verdade e quanto a apontar enganos. Mas precisamos ter muito cuidado ao falar palavras de maldição, cruéis ou depreciativas sobre o povo de Deus, que Ele escolheu abençoar.
Portanto, quando você fala sobre seu marido que te irritou — mesmo que ele tenha feito algo super ridículo, ou talvez você apenas estivesse de mal humor — ou sobre um de seus filhos, um colega de trabalho ou alguém que Deus colocou em posição de autoridade, cuide das suas palavras. Não amaldiçoe aqueles a quem Deus escolheu abençoar.
Chegamos a Números 23 à segunda tentativa de Balaque de amaldiçoar Israel. Versículo 13-17: “Então Balaque lhe disse: — Peço que venha comigo a outro lugar, de onde você poderá ver o povo. Você verá somente a parte mais próxima dele, mas não verá todos eles. E daquele lugar lance uma maldição sobre eles. Balaque levou-o consigo ao campo de Zofim, no alto do monte Pisga; e edificou sete altares e sobre cada um ofereceu um novilho e um carneiro. Então Balaão disse a Balaque: — Fique aqui junto do seu holocausto, e eu irei ali ao encontro do Senhor. O Senhor se encontrou com Balaão, pôs-lhe na boca a palavra e disse: — Volte para Balaque e transmita a ele o que eu falei a você. Balaão voltou, e eis que Balaque ainda estava junto do holocausto, e os chefes dos moabitas estavam com ele. Balaque perguntou: — O que foi que o Senhor falou?”
Balaque, na verdade, não quer saber o que Deus disse; o que ele quer é que Balaão diga: “Falarei o que você quer ouvir.” Mas ele pergunta: “O que falou o SENHOR?”
Então Balaão começa seu discurso, e chegamos à segunda profecia ou oráculo. Esta profecia contém uma teologia poderosa, pois Balaão fala sob controle do Espírito Santo. Nela, vemos como Deus vê Seu povo, Sua determinação em abençoar Israel, que eles são Seu povo escolhido, preciosos a Ele, e nenhuma maldição pode lhes fazer efeito.
Levante-se, Balaque, e ouça; escute-me, filho de Zipor: Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que mude de ideia. Será que, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?
Deus se revela a Balaão como fiel, imutável, cumpridor de pacto. Ele cumpre Sua Palavra. Se Deus fala, Ele cumpre. Por isso Israel está seguro, independentemente do que outros digam ou tentem fazer contra eles.
Esse mesmo Deus fiel e imutável é nossa única esperança. Quando o mundo se levanta contra nós, contra os caminhos de Deus e contra o Seu povo, tentando destruí-lo ou diminuí-lo, Deus é a nossa esperança, o nosso Deus fiel e imutável.
Cantamos sobre isso em grandes hinos da fé. Lembra do hino “Firmeza na Fé”, escrito em 1834 por Edward Mote? Originalmente intitulado A Base Imutável da Esperança de um Pecador, ele diz:
A sua graça é mui real
Abrigo traz no temporal
Ao vir cercar-me a tentação
Me fortalece a sua mão
“Deus não é homem, para que minta. Ou tendo falado, não o cumprirá?”
Outro hino: Quão Firme o Fundamento, de John Rippon:
Quão firme é o fundamento, ó santos do Senhor,
para a vossa fé na Sua excelente Palavra!
O que mais Ele pode dizer além do que disse a vocês,
A vocês que buscaram refúgio em Jesus?
É por isso que estamos seguros, eternamente, como povo de Deus, filhos de Deus. Ele nos fez Seus por meio de um pacto de sangue, pela promessa de Sua Palavra de nos levar para Si, fazer-nos filhos, fazer-nos noiva do Seu Filho. Ele não nos abandonará. Ele nos abençoará. E as maldições dos homens ao nosso redor nunca, jamais, prevalecerão contra a promessa e a bênção de Deus.
Versículo 20, Balaão continua em seu oráculo: “Eis que recebi ordem para abençoar; ele abençoou, não o posso revogar.” Ou, como diz outra versão: “Ele abençoou, e não posso reverter isso.”
Balaão não tinha poder para amaldiçoar quando Deus estava determinado a abençoar. E quando Deus no céu decide abençoar você, ninguém aqui na terra nem no inferno pode reverter isso. Ninguém! Isso deve nos dar confiança ao viver neste mundo quebrado, bagunçado, cheio de maldições e palavras ruins. Quando Deus pretende abençoar você, ninguém pode impedir.
No versículo 21, Balaão diz: “[Deus] Não viu desgraça em Jacó, nem contemplou calamidade em Israel.” Esse versículo me diz: “Maravilhosa graça! Quão doce é o som que salvou um miserável como eu!”
“[Deus] Não viu desgraça em Jacó, nem contemplou calamidade em Israel.” Isso significa que Israel era sem pecado? Claro que não! Repetidamente eles pecaram contra o Senhor, e ainda assim, por serem Seu povo da aliança, Deus escolheu vê-los pelos olhos da justiça de Cristo, o Messias, o Salvador que ainda viria. E Ele os vê assim: “Não observo iniquidade neles. Não vejo maldade neles.”
Que incrível! Esta é a misericórdia, o perdão, a graça de Deus por nós em Cristo. Ele nos vê justas, revestidas da justiça de Deus. “Corajosamente me aproximo do trono eterno e reclamo a coroa por Cristo.” Fomos tornadas justas, declaradas justas, justificadas. . . como se nunca tivéssemos pecado, mas também como se sempre tivéssemos obedecido perfeitamente à Lei de Deus. É assim que Deus vê você se você for Sua filha.
Uau! Não é assim que normalmente nos vemos, não é? Eu sei melhor do que você quão pobre, necessitada, pecadora e inclinada ao meu próprio caminho sou, às vezes controlada pelo sistema deste mundo em vez dos caminhos de Deus. E às vezes não amaldiçoamos os outros — às vezes nos amaldiçoamos. É tão difícil aceitar a graça, o amor e a bênção de Deus. “Não mereço.” Você está certa. Eu também não. Mas se você está em Cristo, Ele não vê pecado em você.
Esse tema aparece constantemente no Antigo e Novo Testamento. Amo quando no Cântico dos Cânticos o noivo diz à sua noiva: “Não há falha em você.” (No âmbito humano, existe alguma mulher que olhe para o próprio corpo e diga: “Não tenho falhas”?) Mas o amado diz: “Vejo você com olhos de amor. Você é bela. Você é perfeita aos meus olhos.”
É uma imagem do grande amor redentor de Deus. Não porque Ele ignora o pecado, mas porque o preço pelo nosso pecado foi pago pelo sangue de Cristo. Agora, em Cristo, Ele nos vê limpas como Cristo. Cristo nos deu Sua veste de justiça e tomou a nossa veste de pecado; nessa grande troca, se estamos em Cristo, Deus não vê pecado em nós. Precisamos orientar nosso coração baseadas nessa verdade.
E Balaão continua: “O Senhor, seu Deus, está com eles; no meio deles se ouvem aclamações ao seu Rei.” Não há bênção maior do que ter a presença dele entre nós, entre o povo de Deus. Isso é Emanuel — Deus conosco. Ele é o Rei vitorioso no meio do Seu povo.
“Aclamações ao seu Rei” — é de um rei vitorioso, não um rei derrotado. Cristo nunca será derrotado por todas as forças da terra e do inferno juntas. Ele sempre será vitorioso.
“No meio deles se ouvem aclamações ao seu Rei.” Esse Rei é o Senhor nosso Deus, e ser Seu povo, ter Ele como nosso Rei, é estar sob Sua proteção, ser invencível diante das conspirações e ataques dos inimigos de Deus. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Eu espero que você se emocione com isso tanto quanto eu! Isso é incrível, é incrível ver esta profecia do Antigo Testamento, palavras vindas de um feiticeiro pagão, Deus coloca palavras certas em sua boca nesta ocasião.
Versículo 22: “Deus os tirou do Egito; as forças deles são como as do boi selvagem.” Ele repetirá isso em 24.8. O que isso te lembra, quando você lê “Deus é a favor deles”? Lembra Romanos 8? “Que diremos, então, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Quem nos separará do amor de Cristo? Será a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo ou a espada?” (v. 35)
Em algumas partes do mundo, as pessoas estão vivendo essas coisas. Cristãos enfrentam perseguição. E é provável que vejamos isso acontecer com o povo de Deus em nosso país durante nossa vida. Mas alguma dessas coisas pode nos separar do amor de Deus? Não!
Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Romanos 8.37–38)
“Se Deus é por nós”, diz Balaão, “Deus é por eles”, “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (v. 31) Amém? Que encorajamento para o nosso coração! Que esperança em meio a um mundo que ataca o povo de Deus. Deus é por nós. Nada pode nos separar do Seu amor.
Balaão continua no versículo 23: “Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel.”
Isso me lembra Provérbios 26.2: “Como o pássaro que foge e como a andorinha no seu voo, assim a maldição sem motivo não se cumpre.”
Essas maldições podem ser lançadas, mas não podem nos atingir. Não podem criar raízes, não podem penetrar em nossas almas. O poder sobrenatural de Deus torna toda feitiçaria, toda adivinhação e toda maldição impotentes contra o povo de Deus. Portanto, não precisamos ter medo. Deus está conosco. Deus é por nós! Temos Sua presença, Seu poder e Suas promessas. Como cantamos em muitas igrejas:
Nenhuma força poderá
De sua mão me arrancar
Até com ele me encontrar
No seu poder eu viverei("Só em Jesus" por Keith Getty & Stuart Townend)
Continuando no versículo 23, Balaão diz: “Agora, se poderá dizer de Jacó e de Israel: Que coisas tem feito Deus!” Esse é o objetivo: que Deus seja glorificado. Certo? E daí no versículo 24: “Eis que o povo se levanta como leoa e se ergue como leão; não se deita até que devore a presa e beba o sangue dos que forem mortos."
Aqui, Balaão descreve o povo de Deus como poderoso e vitorioso, prevalecendo sobre todo poder maligno. Com essa profecia, essa promessa e essa certeza repetida de várias maneiras na Nova Aliança, podemos ter confiança em Cristo e somente em Cristo.
Pai, obrigada pela certeza, pela preciosa certeza que Tuas promessas trazem aos nossos corações hoje. Se estamos em Cristo, estamos seguras. Estamos protegidas. Tu és uma Fortaleza Poderosa, ó Deus. Nele os justos encontram refúgio. O nome do Senhor é torre forte. Os justos correm para Ele e estão seguros.
Nós Te abençoamos e agradecemos por nos abençoar. E obrigada porque “nenhum poder do inferno, nenhum plano do homem pode nos arrancar de Tua mão”, pois estamos em Ti, e Tu estás em nós. Tu estás conosco. Tu és por nós. E Te damos graças, em nome de Jesus, amém.
Raquel: Você não precisa ter medo. Esse encorajamento é de Nancy DeMoss Wolgemuth.
Na semana passada, ela começou a série Bênçãos e Maldições: A história de Balaão. Se você perdeu algum episódio, ouça em avivanossoscoracoes.com.
Aconteceu algo muito louco nessa história: este profeta malvado ficou cheio do Espírito Santo e começou a profetizar sobre Jesus. Como isso aconteceu? Nancy explicará amanhã. Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.