Dia 4: Você já orou sobre isso?
Raquel Anderson: Muitas vezes nos preocupamos ou reclamamos sobre nossas circunstâncias ou decisões que precisamos tomar. Nancy DeMoss Wolgemuth nos lembra que existe uma abordagem melhor.
Nancy DeMoss Wolgemuth: As pessoas entram e saem de casamentos. Entram e saem de empregos. Entram e saem de igrejas porque estão tentando resolver seus próprios problemas. Eu me pergunto o que Deus faria, o que Ele poderia fazer, se apenas esperássemos?
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
Pense nas próximas vinte e quatro horas. Qual é a coisa mais difícil e intimidadora que você tem que fazer? Você já orou sobre isso? Às vezes entro no modo de resolver problemas e esqueço de fazer a coisa mais importante: orar. Você faz isso também? Nancy vai falar sobre a importância da oração, continuando na série …
Raquel Anderson: Muitas vezes nos preocupamos ou reclamamos sobre nossas circunstâncias ou decisões que precisamos tomar. Nancy DeMoss Wolgemuth nos lembra que existe uma abordagem melhor.
Nancy DeMoss Wolgemuth: As pessoas entram e saem de casamentos. Entram e saem de empregos. Entram e saem de igrejas porque estão tentando resolver seus próprios problemas. Eu me pergunto o que Deus faria, o que Ele poderia fazer, se apenas esperássemos?
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
Pense nas próximas vinte e quatro horas. Qual é a coisa mais difícil e intimidadora que você tem que fazer? Você já orou sobre isso? Às vezes entro no modo de resolver problemas e esqueço de fazer a coisa mais importante: orar. Você faz isso também? Nancy vai falar sobre a importância da oração, continuando na série chamada A Oração de Ana e o Poder de Deus. Vamos ouvir.
Nancy: Vamos abrir nossas Bíblias em 1 Samuel 1. Revisando, caso você não tenha acompanhado, lembre-se de que havia duas esposas nesta família. Não era ideal, não era recomendado, não era o plano de Deus, mas era assim que era. Não é incrível como Deus pode intervir e redimir nossos erros, nossa tolice?
Elcana nunca deveria ter tido esta segunda esposa. Esse era o meio de ter filhos. A segunda esposa realmente teve filhos, mas foi o filho da primeira esposa que Deus abençoou e usou.
Quantas vezes nós agimos por conta própria, manipulamos nossas circunstâncias e acabamos bagunçando tudo, em vez de esperar que Deus intervenha e faça o que é certo!
Você se lembra que isso também aconteceu com Abraão e Sara. Eles não conseguiram esperar que Deus lhes desse a criança prometida. Então Sara disse: “Toma Hagar, minha serva, e seja tua esposa” (Gn 16.1–2). Situação muito semelhante. Hagar teve um filho, mas Hagar e aquele filho se tornaram fonte de muita dor e sofrimento para Abraão e Sara porque eles não esperaram pelo melhor de Deus.
Ana e Elcana aparentemente não esperaram pelo melhor de Deus. Deus queria dar-lhes um filho. Você acha que Deus sabia que daria um filho a Ana? Claro que sabia. Isso fazia parte do Seu plano eterno.
Deus sabe como cumprirá Seus propósitos e promessas em sua vida também. Então não corra à frente. Não tome as rédeas em suas próprias mãos, como Elcana fez nesta história.
As pessoas entram e saem de casamentos. Entram e saem de empregos. Entram e saem de igrejas porque estão tentando resolver seus próprios problemas. Eu me pergunto o que Deus faria, o que Ele poderia fazer, se apenas esperássemos — temos que deixar Deus ser Deus e permitir que Ele aja no tempo dele.
Bem, Ana e a esposa rival, Penina, e seu marido, Elcana, foram ao templo (ou tabernáculo, como era conhecido na época), que ficava em Siló. Eles foram adorar ao Senhor.
Esta é uma família devota. Uma família que adora. Foram oferecer sacrifícios ao Senhor. Mas Ana está extremamente triste e de alma angustiada porque ela deseja um filho.
Veremos que ela passou a desejar mais do que um filho. Ela passou a desejar que Deus interviesse para lidar com alguns dos grandes males que estavam sendo praticados na nação naquele tempo. Mas ela ainda tinha esse coração de mãe e braços vazios, desejando um filho.
O versículo 9 nos diz: “após terem comido e bebido em Siló,” esta é a festa que seguia à oferta dos sacrifícios, “Ana se levantou, quando o sacerdote Eli estava sentado na sua cadeira, junto a um pilar do templo do Senhor.”
A propósito, aqui não nos diz por que ele estava sentado. Mas há referências posteriores em 1 Samuel que nos dão duas informações que provavelmente explicam o motivo. Primeiro, sabemos que ele era muito velho (capítulo 4, versículos 15 e 18). Também sabemos que o homem estava com excesso de peso. Ele havia sido indulgente.
Então ele era velho e estava acima do peso; por isso está sentado na sua cadeira junto ao batente do templo. Versículos 10–11:
[Ana] com amargura de alma, orou ao Senhor e chorou muito. Ela fez um voto, dizendo: — Senhor dos Exércitos, se de fato olhares para a aflição da tua serva, e te lembrares de mim, e não te esqueceres da tua serva, e lhe deres um filho homem, eu o dedicarei ao Senhor por todos os dias da sua vida, e sobre a cabeça dele não passará navalha.
Primeiro, vamos olhar para a oração dela. Ao longo dos anos de espera, desejos não realizados, orações e provocações da esposa rival, Ana chegou a conhecer Deus de uma forma que provavelmente jamais teria conhecido de outra maneira.
Não se esqueça disso. Por meio do seu sofrimento, por meio da sua adversidade, por meio daquela pessoa que te provoca ano após ano, você pode chegar a conhecer Deus de uma forma que talvez nunca tivesse conhecido de outra maneira.
Ela passou a se preocupar com as coisas que pesavam no coração de Deus, e vamos ver isso em seu voto. Mas vamos analisar a oração dela.
Primeiro, ela diz: “Ó Senhor dos Exércitos.” Ela reconhece Deus pelo que Ele é, e usa um nome para Deus que significa “Senhor dos Exércitos.” Esse nome em hebraico é Jeová Sabáoth — o Senhor dos Exércitos.
Se você voltar ao versículo 3, verá outra referência ao Senhor dos Exércitos. Está escrito que Elcana, seu marido, subia ano após ano “para adorar e sacrificar ao Senhor dos Exércitos em Siló.”
Essa referência ao Senhor dos Exércitos, Jeová Sabáoth, no versículo 3 e novamente no versículo 11 — essas são as primeiras referências na Bíblia ao Senhor dos Exércitos, a primeira vez que vemos Jeová Sabáoth. Deus havia se revelado a esse casal de uma forma que outros não tinham conhecido, porque cada nome de Deus nos mostra algo sobre o caráter, o coração e os caminhos de Deus.
O Senhor dos Exércitos — este é o nome que fala do Seu comando universal e soberano sobre tudo. Os exércitos são os exércitos de Israel. Esses exércitos eram poucos e mal equipados comparados aos de seus inimigos. Mas Deus era seu líder; e por meio dele, os exércitos de Israel podiam ser vitoriosos. Ele era o Senhor dos Exércitos.
Mas os exércitos também podem se referir aos exércitos celestiais: o sol, a lua, as estrelas. Deus é o Senhor dos exércitos celestiais, e Deus é o Senhor dos exércitos angelicais, os santos anjos e os anjos caídos, incluindo Satanás. Todos os exércitos da terra, do céu e do inferno — Deus é o Senhor de todos eles. Ele é o Comandante. Ele é o Governante. Ele é o Comandante Supremo.
E Ana ora ao Senhor dos Exércitos, assim como seu marido a havia ensinado a adorar Jeová Sabáoth. “Tu és o Senhor que comanda tudo. Tudo no céu e na terra está sob teu controle.”
Ela se aproxima do Senhor em adoração, reverência, submissão, reconhecendo que Ele é Deus, que Ele é soberano, que Ele está no controle e que tem todo poder. Ele é o Senhor dos Exércitos. Ele é o comandante de todos os exércitos do céu e da terra. Como resultado, Ele era a única Pessoa que podia fazer algo sobre a aflição dela. Ele havia fechado seu ventre. Ele é o Senhor dos Exércitos.
Ela foi àquele que podia fazer algo sobre seu problema. Primeiro, ela reconhece Deus pelo que Ele é, o Senhor soberano e comandante de todos os exércitos.
Depois, ela se reconhece pelo que é. Ela não se exalta. Ela exalta Deus, e se vê em seu lugar correto. Como ela se chama? “Sou tua serva. Tu és o Senhor dos Exércitos. Sou tua serva.”
Mulheres, essa é a postura correta para a oração. É a postura correta para toda a vida. “Tu és o Senhor dos Exércitos. Eu me prostro diante de Ti como Tua serva.” A palavra “serva” às vezes é traduzida como “criada” — uma serva feminina, uma ajudante, alguém que cumpre os desejos de outro. “Sou tua serva, ó Deus.”
Ela percebe: “Não estou no comando. Sou apenas serva.” Temos que chegar ao ponto em que isso seja tudo o que nos importa. Senhor, Tu és Senhor, e eu sou Tua serva.
Note também que ela não fez exigências em sua oração. Imagino que ela já tenha passado por conversas desse tipo com o Senhor anteriormente. Nós também já tivemos algumas dessas conversas. Mas você não chega como serva ao Senhor dos Exércitos e faz exigências.
Ele é Deus; você não diz a Ele o que fazer. O que ela faz? Ela suplica. Ela apela. Ela sabe que Ele é Deus, e que ela não é.
Ela diz: “Senhor dos Exércitos, se de fato olhares para a aflição da tua serva, e te lembrares de mim, e não te esqueceres da tua serva.” Ela suplica a Deus. Ela apela a Ele. Está séria em seu pedido, mas reconhece quem Ele é e quem ela é.
E repare que sua petição é específica. “Senhor. . . se quiseres. . . [por favor] dá à tua serva um filho.” Ela é específica. Ela diz a Deus o desejo do seu coração: um filho.
Penso naquele hino que diz: “Oh! que paz perdemos sempre, Oh! que dor no coração, Só porque nós não levamos tudo a Deus em oração!.” Nós reclamamos. Nós gememos. Nós nos queixamos. Contamos a todos sobre isso.
O protetor de tela do meu computador diz: “Ore sobre isso.” Eu preciso melhorar nessa área, mas a minha primeira reação é querer consertar. Quero ligar para alguém e resolver. Mas meu computador me lembra: “Ore sobre isso.”
Conte a Deus seus pedidos. Seja específica. Lembre-se, Ele é Deus. A decisão sobre o que Ele fará com seus pedidos é dele. Mas conte a Ele seus pedidos.
Ana é específica. Ela percebe que os filhos são um presente de Deus, assim como toda boa e perfeita dádiva. Ela vai àquele que distribui presentes. Ela vai àquele que é capaz de realizar o desejo de seu coração.
O que está em seu coração hoje? Você já orou sobre isso? Ao orar, você se aproximou dele em adoração e submissão, reconhecendo que Ele é o Senhor dos Exércitos? Isso significa que Ele é capaz de atender ao seu pedido, mas também significa que é Ele quem escolhe se, quando e como vai atender.
Você chegou a Ele em submissão, entrega, adoração e reverência como o Senhor dos Exércitos, e disse: “Senhor, eu sou Tua serva; suplico a Ti; apelo a Ti; concederás o desejo do meu coração?” Então diga a Ele qual é esse desejo e deixe-o aos Seus pés.
Raquel: Você já passou algum tempo hoje apenas contando a Deus os desejos mais profundos do seu coração? Nancy DeMoss Wolgemuth nos mostrou por que isso é tão importante, e ela voltará em breve com a segunda parte do programa de hoje.
Estamos no meio da série chamada A Oração de Ana e o Poder de Deus. Estou sendo desafiada na minha vida de oração; talvez você também esteja. Caso tenha perdido algum episódio desta série ou gostaria de ouvir um deles novamente, você pode encontrá-los no nosso site avivanossoscoracoes.com.
Aqui está uma pergunta: você está se aproximando de Deus? Talvez você não sinta que mudou muito hoje, em comparação com ontem. Mas ao olhar para o último ano ou para os últimos cinco anos, você percebe alguma melhora? Aqui está Nancy para falar sobre crescimento.
Nancy: Fico tão feliz que o Senhor tenha misericórdia de nós enquanto estamos em processo. Nenhuma de nós chegou à plenitude da fé, e todas estamos dolorosamente cientes disso em nossas próprias vidas. Temos muito a percorrer. Caímos; a graça de Deus nos levanta novamente. E Deus é misericordioso em lidar conosco no processo.
Temos estudado a vida de uma mulher; seu nome é Ana. Ela é uma personagem do Antigo Testamento, e é uma mulher em processo. Enquanto meditava e estudava esta passagem nos últimos dias, fiquei impressionada com o fato de que Deus foi paciente com ela durante o processo, assim como Ele é tão bondoso em ser paciente conosco no nosso processo.
Ana passou por esse processo de anos de esterilidade, de desejo de ter um filho, de desejos não realizados. Para atormentá-la ainda mais, havia uma segunda esposa. Seu marido é Elcana, mas a segunda esposa dele é Penina, que tem filhos com a maior facilidade.
Como uma mulher me disse recentemente: “Meu marido olha para mim, e eu fico grávida.” Era mais ou menos assim com Penina. Ela aparentemente engravidava facilmente.
Mas Penina antagonizava Ana continuamente em sua esterilidade, ano após ano. Ana passava pelo comportamento de lamentação, gemido, choramingo, tipo depressivo mesmo. Deus tinha misericórdia dela, mas não a deixava permanecer ali. Deus tinha um plano para a nação de Israel naquele momento, e Ele queria que Ana fizesse parte desse plano.
Ele estava moldando, formando, equipando e preparando-a para se encaixar nesse plano. Ela tinha que estar disposta a suportar. Mas, à medida que suportava, algo acontecia dentro dela. Ela estava mudando.
Olho para a minha própria vida. Posso ver que Deus usou adversidades, dificuldades, desejos não realizados e pessoas irritantes para moldar minha vida e me tornar mais parecida com Jesus, me tornando mais preparada e adequada para ser Seu instrumento. Deus está me santificando.
Ele me usa mais hoje do que há dez anos, porque passei por experiências de vida nos últimos dez anos. Deus quer usar essas experiências em nossas vidas para mudar nossa agenda, mudar nossa perspectiva, mudar nossos valores, mudar nossas atitudes, mudar a nós mesmas, porque Ele tem um propósito para nós.
À medida que a história de Ana avança, não temos todos os detalhes. Mas, enquanto meditava nesta passagem, vejo uma progressão pela qual Ana está passando. Ela começa com esse desejo muito centrado em si mesma.
Não há nada de errado com o desejo. . . até que se torne sua fixação, sua obsessão. “Eu tenho que ter isso. Não posso viver sem isso. Não posso seguir sem isso. Vou agir de maneira depressiva se não conseguir o que quero. Vou me tornar exigente.” Esse poderia ter sido o caminho de Ana — o mesmo caminho que tantas mulheres acabam seguindo.
Entretanto, Ana deixou que Deus a conduzisse por um caminho diferente, uma progressão que a levava à fé e à entrega, e, finalmente, a uma frutificação maior do que ela jamais poderia imaginar.
E Deus nos conduz por uma progressão, nos levando a uma fé maior na soberania e nas promessas de Deus, a uma entrega maior à soberania de Deus, e, finalmente, a uma utilidade maior no reino de Deus, mais do que poderíamos ter tido se não tivéssemos passado por esse período de aflição e desejo.
Na última sessão, olhamos para a oração de Ana. Hoje quero que nos concentremos na parte de sua oração que foi um voto. Ela se aproximou do Senhor e disse: “Sou tua serva. Por favor, dá-me um filho. E se me deres um filho homem, eu o dedicarei ao Senhor por todos os dias da sua vida, e sobre a cabeça dele não passará navalha.”
É óbvio que Ana queria um filho. Por isso ela estava fazendo essa oração. Ela tinha esse desejo não realizado. Mas acredito, enquanto meditava nesta passagem, que algo mais profundo e pleno havia acontecido no coração de Ana naquele momento.
Foi uma progressão contínua. Lembre-se, ela ia ao templo ano após ano com sua família. Sua família era devota. Amava o Senhor; servia ao Senhor; oferecia sacrifícios. Eram pessoas que oravam. Tinham alguns problemas familiares, mas, basicamente, eram pessoas que amavam o Senhor.
Ainda assim, enquanto ela ia ao templo (o tabernáculo) ano após ano, ela vinha observando o declínio espiritual da nação. O culto havia se tornado uma farsa para a maioria das pessoas. Havia ganância; havia arrogância; havia imoralidade no sacerdócio. Vimos como os filhos do sacerdote estavam dormindo com prostitutas do templo bem na porta do templo.
Ana tinha visto isso. Ela tinha visto como, durante todos esses anos, a nação havia decaído espiritualmente; havia atingido níveis muito baixos. Acredito que, durante esse período, Deus vinha tocando o coração de Ana com uma preocupação maior do que seu desejo pessoal de ter um filho.
Ela ainda queria um filho; desejava ter um menino. Mas, nesse voto, ela diz: “Deus, eu quero este filho não apenas para mim. Quero ter um filho para Ti. Quero ter algo para Te dar que faça diferença nesta nação neste momento crucial.” Acredito que era isso que estava por trás do seu voto.
Se ela quisesse isso apenas para si mesma, por que teria dito: “Por favor, dá-me um filho, e eu o entregarei a Ti”? Qual seria o sentido de ter um filho se você não vai criá-lo para Deus? Creio que seus desejos haviam se expandido.
Seu luto e sua tristeza haviam se expandido além do seu próprio sentimento de perda e dor, para compartilhar o pesar e a tristeza que Deus sentia pelo que acontecia na nação. Deus estava ampliando o coração dela em sua aflição e dando a ela Sua visão do mundo e um coração para o Seu reino.
Então Ana orou e fez um voto de entregar esse filho de volta ao Senhor. Ela conhecia a situação dos filhos do sacerdote Eli, Hofni e Fineias. Eles eram um desastre. Ela queria um filho que servisse ao Senhor em espírito e em verdade. Ela queria entregar essa criança a Deus.
Assim, disse: “Deus, se me deres este filho, ele será Teu.” Ela fez o que conhecemos como voto nazireu em nome do filho. (Se você quiser estudar mais sobre o voto nazireu, pode voltar a Números, capítulo 6, onde esse voto é descrito.)
Esta não foi uma oração do tipo “me dá, por favor”. Não era barganha com Deus. Era se posicionar com um coração intercessor pelas coisas que preocupavam a Deus. “Deus, Tu precisas de um homem nesta nação para liderar o povo, para ser um sacerdote temente a Ti; e eu estou disposta a ter esse filho e entregá-lo a Ti para esse propósito.”
Acredito que ela havia chegado ao ponto em que não buscava mais este pedido para si mesma, para sua própria satisfação ou prazer, mas agora pelo bem de Deus e do Seu reino. Versos 12–13:
Ana continuava a orar diante do Senhor, e o sacerdote Eli começou a observar o movimento dos lábios dela, porque Ana só falava em seu coração. Os seus lábios se moviam, porém não se ouvia voz nenhuma. Por isso Eli pensou que ela estava embriagada.
Aparentemente, não era incomum haver comportamento devasso ao redor do templo. Ele deixou de reconhecer uma mulher que estava orando fervorosamente, por causa da falta de santidade que acontecia ao redor do tabernáculo há tanto tempo.
e lhe disse: — Até quando você vai ficar embriagada? Trate de ficar longe do vinho! (v. 14)
Ela foi mal compreendida pelo sacerdote. Então respondeu, versículo 15, dizendo:
Não, meu senhor! Eu sou uma mulher angustiada de espírito. Não bebi vinho nem bebida forte. Apenas estava derramando a minha alma diante do Senhor.
Aqui está uma mulher que não se voltou para o vinho ou bebidas fortes (álcool ou drogas) para entorpecer a dor, para escapar dos problemas, como tantas fazem hoje. Em vez disso, ela se voltou para o Senhor e derramou seu coração diante dele. Não é isso que a oração realmente é? Derramar o coração diante do Senhor?
Ao ler esta passagem, lembrei-me de Jesus no Getsêmani. As Escrituras dizem em Marcos 14.33–34: “E, levando consigo Pedro, Tiago e João, começou a sentir-se tomado de pavor e de angústia.” Ele estava a caminho do Calvário. E lhes disse: — A minha alma está profundamente triste até a morte; fiquem aqui e vigiem.”
Lucas 22.44 diz: “E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o suor dele se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.”
Isaías 53.12 diz: “Ele derramou a sua alma na morte.”
Hebreus 5.7 nos diz: “Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte, foi ouvido por causa da sua reverência.”
Jesus derramou Seu coração ao Pai. Ele não estava resistindo à vontade do Pai; não buscava Seu próprio caminho. Ele se submetia à vontade do Pai em Sua oração. Ele dizia: “Senhor, venha o Teu Reino, seja feita a Tua vontade. Eu me entrego aos Teus propósitos.” E, por causa dessa submissão reverente, Ele foi ouvido.
Acredito que Ana teve a mesma submissão reverente. Seu coração estava triste; estava dilacerado. Mas não estava dilacerado apenas por suas próprias dores, pois ela assumia sobre si os sofrimentos e as tristezas que estavam no coração de Deus.
Isso é intercessão. É chorar e lamentar pelos pecados de outros e pelas necessidades espirituais de outros, derramando seu coração diante do Senhor.
Salmo 62.8 diz: “Confie nele em todo tempo, ó povo; derrame diante dele o seu coração. Deus é o nosso refúgio.”
Ore sobre seus problemas. Ore sobre sua aflição. Volte-se para o Senhor, mas faça isso em submissão reverente, pelo bem do Seu Reino, pela Sua glória, pelos propósitos do Seu Reino neste mundo.
Raquel: Ouvimos Nancy DeMoss Wolgemuth, trazendo à vida a história de Ana, a mãe do profeta Samuel. Você e eu podemos aprender muito com essa mulher de oração. Ela não começou orando de forma altruísta, mas seu foco mudou ao passar tempo com Deus. Parece que ela começou a ver a maldade da nação de Israel como Deus via, mas só depois que parou de se fixar em sua própria dor e sofrimento.
Pode parecer contraintuitivo, mas você sabia que, para se ver na perspectiva correta, é preciso orar por si mesma? Isso mesmo. Há muitos trechos nas Escrituras que nos instruem a orar por sabedoria, humildade, amor e assim por diante. Essa é uma forma de orar por si mesma que é centrada em Deus, e é muito importante.
A oração de Ana transformou seu coração, mesmo enquanto suas circunstâncias permaneciam as mesmas; mas, eventualmente, suas circunstâncias também mudaram. Ouviremos sobre isso amanhã. Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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