Dia 4: As palavras sábias de uma jumenta
Raquel Anderson: Quando Deus permite algo difícil na sua vida, você pode encarar isso como um presente dele para você. Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Se o nosso caminho for perverso diante de Deus, quão misericordioso Ele é quando se dispõe a se opor a nós nesse caminho. Não é disso que precisamos?
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora do livreto “O Poder das Palavras”, na voz de Renata Santos.
Você já ouviu a história bíblica da jumenta falante? Se Deus pode se comunicar assim, que maravilhas Ele pode ter preparado para a sua vida? Vamos explorar isso enquanto Nancy continua a série Bênçãos e Maldições: A história de Balaão. Estamos no quarto dia desta série de sete episódios.
Nancy: Muito bem, hoje chegamos à parte da história de Balaão que todo mundo conhece, se …
Raquel Anderson: Quando Deus permite algo difícil na sua vida, você pode encarar isso como um presente dele para você. Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Se o nosso caminho for perverso diante de Deus, quão misericordioso Ele é quando se dispõe a se opor a nós nesse caminho. Não é disso que precisamos?
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora do livreto “O Poder das Palavras”, na voz de Renata Santos.
Você já ouviu a história bíblica da jumenta falante? Se Deus pode se comunicar assim, que maravilhas Ele pode ter preparado para a sua vida? Vamos explorar isso enquanto Nancy continua a série Bênçãos e Maldições: A história de Balaão. Estamos no quarto dia desta série de sete episódios.
Nancy: Muito bem, hoje chegamos à parte da história de Balaão que todo mundo conhece, se é que conhecem alguma parte dela. É sobre a jumenta falante, certo? Se você não nos acompanhou nos últimos episódios, pode acessá-los no nosso site avivanossoscoracoes.com.
Lembram que Balaque, rei de Moabe, queria amaldiçoar os israelitas para diminuí-los, para reduzir a ameaça de que viessem a dominar Moabe. . . o que eles de fato não fariam, mas Balaque não sabia disso. Então ele envia mensageiros a Balaão (os nomes são fáceis de confundir).
Balaão era um falso profeta, como nos diz o Novo Testamento, que vivia cerca de 400 milhas ao norte de Moabe, na Mesopotâmia, próximo ao rio Eufrates. Ele era um adivinho, um feiticeiro, com reputação de fazer encantamentos e pronunciar maldições que realmente poderiam causar danos às pessoas.
Então Balaão pergunta ao Senhor: “Devo ir?” E Deus diz o quê? “Não! Não vá. Não amaldiçoe esse povo, pois eu os abençoei.” Mas Balaão realmente queria ir. Por quê? Dinheiro! Ele ama dinheiro, fama, prestígio, honra — e tinha a chance de conquistar tudo isso se fizesse o trabalho. Isso era sua profissão — a adivinhação — e Balaque estava oferecendo muito dinheiro.
Balaão pergunta a Deus novamente: “Posso ir?” E desta vez, na vontade permissiva de Deus, Ele diz: “Tudo bem, você pode ir.” Mas não era a vontade revelada ou preceptiva de Deus. Balaão estava fazendo do seu jeito. Então Deus envia um anjo — e pensamos que provavelmente era uma aparição pré-encarnada de Cristo — que se coloca no caminho da jumenta e de seu cavaleiro, Balaão.
A princípio, a jumenta vê o anjo, mas Balaão não. Ele fica irritado com a jumenta porque ela não anda. E você também não andaria se visse o anjo do Senhor com uma espada desembainhada vindo em sua direção! Neste ponto, a jumenta tem mais discernimento que Balaão.
Chegamos a Números 22.28, mais um milagre nessa história toda. Esta é uma história sobre Deus. Deus pode e fará tudo o que precisar para cumprir Seus propósitos eternos, inclusive fazendo o que faz no versículo 28: “Então o Senhor fez a jumenta falar, e ela disse a Balaão. . .” A jumenta fala!
Isso não é ficção, folclore ou conto de fadas. É um relato verdadeiro. Deus age além do curso natural das coisas e permite que esse animal fale com Balaão. A jumenta pergunta: “O que foi que eu fiz a você, para que você me espancasse já três vezes?”
Balaão respondeu: “Foi porque você zombou de mim.” Na verdade, é Balaão quem está se envergonhando, como vimos nesse texto. Ele continua: “Se eu tivesse uma espada na mão, mataria você agora mesmo!” (v. 29). A jumenta que o impede de fazer o que ele pensa que quer fazer está bloqueando seu caminho, e Balaão ainda não viu o anjo. Ele só acha que a jumenta está sendo teimosa.
Comentando este texto, 2 Pedro 2.16 nos diz: “Mas ele [Balaão] foi repreendido pela sua transgressão: um animal de carga mudo, falando com voz humana, refreou a insensatez do profeta.” O profeta estava enlouquecendo, perdendo o controle, irado, fora de si.
E Deus entrou na situação (já tinha entrado na forma do anjo) fazendo a jumenta falar com voz humana e, assim, impedindo que o profeta continuasse na sua loucura.
Balaão está tão furioso e irracional que não acha estranho conversar com sua jumenta. Ele está completamente alheio ao fato de que o anjo do Senhor — talvez o próprio Cristo — está à sua frente com uma espada na mão!
Aquele anjo poderia facilmente matar Balaão. De fato, no versículo 33 (ainda não chegamos lá), o anjo diz que estava preparado para fazer exatamente isso, caso a jumenta tentasse avançar pelo bloqueio. E Balaão não percebe como Deus está tentando protegê-lo, cercando seu caminho para chamar sua atenção.
Balaão amaldiçoa a jumenta! Ele foi enviado para amaldiçoar os israelitas. Deus disse: “Não os amaldiçoe, pois quero abençoá-los”, mas ele amaldiçoa a jumenta.
Você pode dizer: “Bem, não vejo nenhuma maldição aí.”
Ele diz à jumenta: “Quem me dera que você estivesse morta!”
Isso é uma maldição. . . palavras destinadas a causar dano ou que expressam desejo de mal ou prejuízo a outro ser — neste caso, a uma jumenta. Até este ponto, Balaão dá a impressão de ser um homem piedoso. Ele diz: “O Senhor meu Deus.”
Ele ora duas vezes: “Deixe-me ver o que Deus dirá.” Ele afirma que Deus falou com ele. Você poderia ler isso e pensar: “Esse é um homem piedoso.” Mas o que ele diz agora revela seu verdadeiro coração. Como Jesus disse: “Porque a boca fala do que está cheio o coração.” (Mateus 12.34)
Palavras ditas sob pressão revelam o coração real de alguém, seja sábia ou tola, piedosa ou ímpia — maligna. Não são as palavras que eu falo aqui, com um estudo bem-preparado e com uma audiência à minha frente, que revelam meu coração. Eu provavelmente não a amaldiçoaria com palavras hoje — oro para que não! — mas é no calor do momento, fora do palco, quando ninguém está vendo, que nossas palavras revelam o que há de verdade no coração.
Quando você espreme um limão, o que sai? Que tipo de suco? Suco de limão. O que sai quando é espremido revela o que há dentro. O limão pode parecer uma laranja ou estar pintado de vermelho, parecendo uma maçã. Mas não é a aparência que revela o que ele realmente é, e sim o que acontece quando é pressionado.
Então, a pergunta é: quando você é pressionada, quando eu sou pressionada, o que sai? Quando algo não vai do jeito que queremos, quando há restrições na vida, quando o caminho se estreita, quando estamos exaustas, quando alguém nos dirige palavras duras ou impacientes. . . o que sai de nós quando somos pressionadas?
Você pode pensar: “Eu não teria falado assim se minha filha de dois anos não tivesse enchido a máquina de secar com água ou pintado os móveis com manteiga. Ela me fez reagir assim!” Não. Deus usou essa criança, como a jumenta na vida de Balaão, para pressionar você, para tirar uma reação que revela o que estava no seu coração desde o início. Assim, o coração de Balaão está sendo revelado.
O que Balaão não percebe é que a jumenta, na verdade, está ali para abençoá-lo. Balaão amaldiçoa, mas a jumenta o abençoa. Balaão não parou para pensar que talvez Deus estivesse tentando impedi-lo de fazer a viagem. Será que Deus está tentando impedir você de seguir por um caminho errado? Então, não amaldiçoe a circunstância, não ataque as pessoas que tornam seu caminho difícil. Pare e diga: “Talvez Deus esteja tentando chamar minha atenção.”
Balaão disse: "Se eu pudesse, eu te mataria!" para a jumenta. É isso que os ímpios querem fazer com aqueles que desafiam seus maus caminhos, aqueles que colocam obstáculos aos seus maus caminhos. Vemos isso em nossa cultura o tempo todo. A cultura está essencialmente dizendo: "Se pudéssemos, nos livraríamos de vocês, cristãos, porque vocês nos incomodam, nos incomodam, estão no nosso caminho. Vocês continuam nos dando lição moral e nos chamando ao arrependimento, dizendo que estamos errados. Não queremos que ninguém aponte ou diga que há algo errado em nosso caminho."
Eles querem se livrar de nós. Em algumas partes do mundo, eles estão literalmente se livrando dos cristãos. "Se eu pudesse, eu te mataria!" Isso explica grande parte da raiva contra os cristãos hoje. Mas as palavras de Balaão, a raiva de Balaão, deixam claro para todos verem a conexão profunda entre a raiva e o assassinato (sobre o qual Jesus falou em Mateus 5: não apenas o ato, mas também as palavras iradas. . . e Balaão está mostrando essa conexão).
Versículo 30: “A jumenta disse a Balaão: ‘Não é verdade que eu sou a sua jumenta, em quem você tem montado toda a sua vida até hoje? Será que tem sido o meu costume fazer isso com você?’ Ele respondeu: ‘Não.’”
Neste caso, é a jumenta que faz sentido. Ela é a voz da razão. E, na prática, está dizendo a Balaão: “Olhe, algo incomum está acontecendo! Isso nunca aconteceu antes. É você quem deveria discernir os tempos. Você é o profeta, o vidente — mas está totalmente perdido neste momento!”
Muitas maldições humanas são irracionais — sem base, sem sentido, injustas, tolas, baseadas em suposições incorretas, sem ter todos os fatos. Então, quando outros amaldiçoam você, quando nossa cultura pagã amaldiçoa os cristãos, lembre-se: muitas vezes não tem nada a ver conosco. Tem a ver com o que se passa no coração deles e o desejo de ter tudo do jeito deles.
É fácil ficarmos irritadas e, por assim dizer, amaldiçoar outros porque não conseguimos ver o que Deus está fazendo. Queremos nos livrar do que achamos ser o problema ou obstáculo, que na verdade pode ser a maneira de Deus nos proteger (como o anjo fez com Balaão).
Números 22.31 diz: “Então o Senhor abriu os olhos a Balaão e ele viu o Anjo do Senhor, que estava no caminho, com a sua espada desembainhada na mão.” Ao ler esse texto, minha oração tem sido: “Oh, Senhor, abra meus olhos para Te ver nas minhas circunstâncias e para ver o que estás fazendo!” Peça a Deus para abrir seus olhos.
“Então o Anjo do Senhor lhe disse: — Por que você já espancou a sua jumenta três vezes? Eis que eu saí para ser o seu adversário, porque o seu caminho é perverso diante de mim” (v. 32). Agora não deve haver incerteza alguma sobre o que Deus pensa do que Balaão está fazendo.
“O teu caminho é perverso diante de mim.” Isso é Cristo falando. O pecado de Balaão foi contra Deus, e a raiz do pecado era o amor ao dinheiro. Ele amava o ganho ilícito, nos diz 2 Pedro. Então, se nosso caminho for perverso diante de Deus, quão misericordioso Ele é quando se dispõe a se opor a nós desta forma.
Não é disso que precisamos e o que queremos, no fundo, se realmente pertencemos a Ele? Se meu caminho está perverso diante de Deus, distorcido, contrário à Sua Palavra, não quero que Ele me deixe continuar nessa estrada tola. Quero que Ele se oponha a mim; quero que Ele me ame o suficiente para me parar. . . e você também deseja isso.
Números 22.33–34, o anjo continua falando: “‘A jumenta me viu e já três vezes se desviou de mim. Se ela não tivesse se desviado, eu teria matado você e a teria deixado com vida.” Em outras palavras, o anjo está dizendo: “A jumenta que você amaldiçoou, que você bateu, com quem você ficou tão irritado, na verdade protegeu sua vida e te abençoou.”
“Então Balaão disse ao Anjo do Senhor: — Pequei, porque não sabia que você estava neste caminho para se opor a mim; agora, se parece mal aos seus olhos seguir viagem, voltarei. O Anjo do Senhor disse a Balaão: — Vá com esses homens, mas fale somente o que eu lhe disser. Assim, Balaão foi com os chefes de Balaque.” (vv. 34–35)
Balaão está realmente arrependido? Ele diz: “Pequei!” Eu não acho. Deus havia dito para ele não ir. Deus havia dito que o que ele estava fazendo era perverso aos olhos de Deus.
E agora Balaão diz: “Se parece mal aos teus olhos. . .” Não parece arrependimento genuíno. Então, em resposta ao coração teimoso e obstinado de Balaão (você acha que jumentas são teimosas? Balaão é o verdadeiro teimoso neste caso), Deus diz: “Ok, faça do seu jeito.” Ele o entrega aos seus desejos pecaminosos, o envia por um caminho de juízo, e é por isso que devemos orar: “Deus, se não estás satisfeito com a direção que estou tomando, por favor, não me deixe ir por esse caminho. Por favor!”
Deus vai transformar o esforço de Balaão de amaldiçoar os israelitas em uma forma de bênção para eles. Quem está no controle? Deus está! Não esqueça disso ao ler esta história e ao viver sua própria história.
Balaão finalmente chega diante de Balaque, rei de Moabe. Números 22.36-37: “Quando Balaque ouviu que Balaão havia chegado, foi ao encontro dele até a cidade de Moabe, que está nos confins do Arnom e na fronteira extrema. Balaque perguntou a Balaão: — Por acaso não mandei mensageiros para chamá-lo? Por que você não veio até aqui? Será que não posso, de fato, cobrir você de honrarias?”
Era exatamente o que Balaão queria ouvir, certo? Ele desejava, ansiava por honra humana mais do que pela recompensa de agradar e obedecer a Deus.
“Balaão respondeu a Balaque: ‘Eis que estou aqui diante de você. Mas será que poderei, agora, falar alguma coisa? A palavra que Deus puser na minha boca, essa falarei.’” [Ele está aprendendo alguma coisa. Está aprendendo que não está realmente no controle.] Balaão foi com Balaque, e chegaram a Quiriate-Huzote. Então Balaque sacrificou bois e ovelhas, e enviou uma parte da carne a Balaão e aos chefes que estavam com ele. Na manhã seguinte, Balaque fez Balaão subir a Bamote-Baal; e dali Balaão viu a parte mais próxima do povo de Israel.” (vv. 39–41)
Balaque tenta repetidamente fazer com que Balaão amaldiçoe Israel. Haverá três rodadas dessa história, nos capítulos 23 e 24 de Números. Balaão profere quatro profecias — às vezes chamadas de “declarações” ou “oráculos”, significando a mesma coisa.
Cada vez que Balaão fala, apesar de estar sendo bem pago para amaldiçoar os israelitas, o que sai não é uma maldição, mas é o quê? Uma bênção!
Números 23.1-4: “Então Balaão disse a Balaque: ‘Construa neste lugar sete altares e prepare sete novilhos e sete carneiros para mim.’ Balaque fez como Balaão tinha dito, e os dois ofereceram um novilho e um carneiro sobre cada altar. Então Balaão disse a Balaque: ‘Fique aqui junto do seu holocausto, e eu irei mais adiante; talvez o Senhor venha ao meu encontro, e o que ele me mostrar direi a você.’ E Balaão subiu a um monte descampado. Deus se encontrou com Balaão, e este lhe disse: ‘Preparei sete altares e sobre cada um ofereci um novilho e um carneiro.’”
Balaão ainda estava praticando a religião pagã. A questão dos sete altares não era o caminho de Deus. Ele usava presságios (veremos isso mais adiante); usava artes mágicas; tentava obter revelação sobrenatural por meios naturais — isso é o que o ocultismo faz. Vemos isso de muitas formas hoje.
Mas, às vezes, mesmo por meios proibidos, alguém pode ouvir uma palavra de Deus. Isso é extremamente perigoso! Aqui, Balaão usa esses meios pagãos e, no versículo 5: “Então o Senhor pôs a palavra na boca de Balaão e disse: ‘Volte para Balaque e transmita a ele o que eu falei a você.’” O Senhor colocou uma palavra na boca de Balaão — o mesmo Senhor que colocou palavras na boca da jumenta.
Isso nos mostra que é possível ter dons espirituais e falar a Palavra de Deus, mas não ter maturidade espiritual nem viver uma vida santa. O fato é que alguém pode, às vezes, proclamar a Palavra de Deus, mas isso não garante que seja uma pessoa piedosa. Precisamos lembrar disso, porque há muita enganação hoje em dia.
Existem falsos profetas e falsos mestres no chamado mundo cristão — alguns com livros em livrarias cristãs, outros na TV ou nas rádios religiosas — mas que são falsos profetas. Às vezes dizem coisas verdadeiras da Bíblia, por isso precisamos de discernimento e sabedoria. Estou pensando em uma situação com a qual tenho lidado recentemente. Tem a ver com um suposto obreiro cristão que tinha um ministério público e era considerado extremamente eficaz.
Muitas pessoas foram salvas e discipuladas por meio de seus ensinamentos, mas, como foi constatado, ele não era um homem santo. Ele era uma fraude. Ele não tinha uma caminhada genuína com Deus e acabou causando danos incríveis àqueles que pastoreou e à reputação de Cristo entre muitas pessoas perdidas.
É trágico! E ele me veio à mente enquanto eu fazia este estudo sobre Balaão. Não estou dizendo que ele seja como Balaão em todos os aspectos, mas acho que é um exemplo moderno. É possível proclamar a verdade da Palavra de Deus enquanto profanamos essa verdade em nossa vida.
Deus falou por meio da jumenta de Balaão, Deus falou por meio de Balaão. Às vezes, Ele fala por meio de instrumentos não santificados. Ouçam, o fato de eu lhes falar a Palavra de Deus não lhes garante a condição do meu coração. Só Deus sabe disso, e só Deus sabe (e o Espírito Santo, conforme Ele me revela) se estou vivendo uma vida consistente com o que estou ensinando a vocês.
É algo sério. É por isso que Tiago 3.1 diz: "Meus irmãos, não sejam, muitos de vocês, mestres. . .” porque o julgamento será mais sério, mais rigoroso, para aqueles que ensinaram a Palavra de Deus, mas não viveram de acordo com ela. O fato de Deus estar usando vocês de alguma forma não é necessariamente evidência de uma caminhada genuína com Deus ou de um coração santo.
Números 23.6-7: “Quando Balaão voltou, eis que Balaque ainda estava junto do seu holocausto, ele e todos os chefes dos moabitas. Então Balaão proferiu a sua palavra e disse. . .” Antes de lermos, lembremos: Balaão é um falso profeta, mas Deus o usa para proclamar palavras verdadeiras.
Ele queria amaldiçoar Israel — esse era o seu trabalho — mas o que sai, sob inspiração e controle do Espírito Santo, são palavras de bênção. Assim, começando no versículo 7, temos a primeira das quatro profecias ou oráculos de Balaão.
“Balaque me fez vir de Arã, o rei de Moabe, montes do Oriente. Venha — disse-me ele — e amaldiçoe Jacó; venha e denuncie Israel.” Foi isso que Balaque disse a Balaão. Agora, Balaão está repetindo esse chamado, esse desafio. Por que Balaque queria que Israel fosse amaldiçoado? Lembre-se: Balaque sabia que a força de Israel vinha de uma fonte sobrenatural.
Ele queria, por meio dessas palavras de maldição, enfraquecê-los espiritualmente para que pudessem ser derrotados na batalha. Em resposta, agora com Deus colocando palavras na boca de Balaão, ele diz, quase sem poder evitar: “Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? Como posso denunciar a quem o Senhor não denunciou?” (Números 23.8)
Posso imaginar Balaão, ao dizer isso, pensando: “Quem disse isso?!” Não era o que eu queria dizer! Ele queria o dinheiro e o que estava sendo pago para fazer era amaldiçoar Israel. Mas o que sai são essas palavras: “Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? Como posso denunciar a quem o Senhor não denunciou?”
Na próxima sessão, continuaremos com este primeiro oráculo, mas deixe-me parar por aqui por um momento e dizer: se você é uma filha de Deus, Deus determinou abençoá-la, e ninguém — ninguém! — pode amaldiçoá-la com sucesso. Podem dizer palavras prejudiciais, podem dizer palavras dolorosas, palavras destrutivas, mas essas palavras não podem criar raízes em sua alma e impactar ou mudar sua vida se Deus quiser abençoá-la.
A bênção de Deus em sua vida é mais forte do que qualquer maldição que alguém possa lançar sobre você. Pense nisso ao refletir nas pessoas difíceis em sua vida, nas pessoas que falam palavras raivosas e odiosas contra você — nas pessoas em nossa cultura que falam palavras depreciativas e odiosas sobre Cristo e seus seguidores.
Lembre-se de que, se Deus escolher abençoá-la, as maldições deles não podem te afetar. Deus está no controle absoluto e ninguém nem nada pode tocá-la sem a Sua permissão.
Oh Senhor, agradecemos, mesmo no meio desta profecia, por essa certeza: se o Senhor escolheu nos abençoar, ninguém pode nos amaldiçoar. Recebemos Tua bênção — do Pai, do Filho e do Espírito Santo — em nome de Jesus, o Filho. Amém.
Raquel: Você percebeu como a história de um profeta ganancioso e uma jumenta falante pode ter ramificações tão grandes em nossas vidas? Nancy DeMoss Wolgemuth nos mostra como essa história se relaciona com nossa coerência. A forma como vivemos corresponde ao que falamos? A Palavra de Deus é muito prática, e eu amo como Nancy traz a vida e a verdade da Bíblia para nós hoje.
Se você também valoriza isso, pode fazer parte deste ministério e manter esse ensino vivo todos os dias da semana. Contamos com doações de ouvintes como você. Ao apoiar o ministério, você pode solicitar o livreto da Nancy, O Poder das Palavras. Ele oferece sabedoria bíblica e perguntas de reflexão para ajudá-la a discernir a conexão entre seu coração e suas palavras. Visite o nosso site para informações de como fazer a sua doação e solicitar o livreto.
Vimos isso hoje: o que estava no coração de Balaão saiu em palavras de raiva e desejo de matar. Mas queremos ser pessoas que abençoam, e nos tornarmos mulheres que abençoam intencionalmente, examinando nossas palavras.
O livreto de Nancy foi feito para ajudá-la nisso. Para doar, visite avivanossoscoracoes.com e peça O Poder das Palavras. E agradecemos de coração pelas suas doações!
Então. . . como filha de Deus, você precisa ter medo de maldições, magia ou má sorte? Essa é a pergunta de amanhã. Nancy vai continuar a história de Balaão no próximo episódio. Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.