Dia 3: Vencendo a batalha das palavras
Raquel Anderson: Elizabeth Urbanowicz nos oferece um lembrete útil.
Elizabeth Urbanowicz: Hoje em dia, a narrativa é que todos os problemas que temos como adultos vêm de algo que nossos pais fizeram de errado. Agora, todos os nossos pais cometeram erros? Sim. Mas todas as nossas tendências pecaminosas, fraquezas e inseguranças vêm dos nossos pais? Não. Isso acontece porque vivemos em um mundo caído.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações. Nossa anfitriã é a autora de Mentiras que as Mulheres Acreditam e a Verdade que as Liberta, Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: No clássico infantil de Lewis Carroll, Alice Através do Espelho, Alice tem uma conversa divertida (embora um pouco confusa) com Humpty Dumpty.
Ela acabou de fazer uma conta para mostrar a ele que, dos 365 dias do ano, 364 não eram aniversários, ou …
Raquel Anderson: Elizabeth Urbanowicz nos oferece um lembrete útil.
Elizabeth Urbanowicz: Hoje em dia, a narrativa é que todos os problemas que temos como adultos vêm de algo que nossos pais fizeram de errado. Agora, todos os nossos pais cometeram erros? Sim. Mas todas as nossas tendências pecaminosas, fraquezas e inseguranças vêm dos nossos pais? Não. Isso acontece porque vivemos em um mundo caído.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações. Nossa anfitriã é a autora de Mentiras que as Mulheres Acreditam e a Verdade que as Liberta, Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: No clássico infantil de Lewis Carroll, Alice Através do Espelho, Alice tem uma conversa divertida (embora um pouco confusa) com Humpty Dumpty.
Ela acabou de fazer uma conta para mostrar a ele que, dos 365 dias do ano, 364 não eram aniversários, ou como Humpty diz, “não-aniversários”. Vou ler:
Humpty disse: "Essa conta mostra que há trezentos e sessenta e quatro dias em que você poderia ganhar presentes de não-aniversário"
“Certamente,” disse Alice.
"E apenas um para presentes de aniversário, sabe? Isso é uma glória para você!"
"Não sei o que quer dizer com ‘glória’," disse Alice.
Humpty Dumpty sorriu com desprezo. "Claro que você não sabe — até eu te explicar. Eu quis dizer: ‘É um bom argumento inegável para você!’"
“Mas ‘glória’ não significa ‘um bom argumento inegável’,” objetou Alice.
“Quando eu uso uma palavra,” disse Humpty Dumpty, num tom um tanto zombeteiro, “ela significa exatamente o que eu escolher — nem mais, nem menos.”
“A questão é,” disse Alice, “se você pode fazer palavras significarem tantas coisas diferentes.”
Se leu a história, sabe que Alice tem muitas dessas conversas confusas com os personagens que encontra. É engraçado, mas também um pouco estranho.
Às vezes, você e eu podemos sentir como se tivéssemos atravessado um espelho para um mundo diferente, onde os significados estão todos embaralhados. Graças a Deus, o Senhor definiu muitas palavras e conceitos importantes para nós em Sua Palavra, a Bíblia. E é sobre isso que nossa convidada vai falar hoje.
Nos últimos dias aqui no Aviva Nossos Corações, temos acompanhado uma conversa entre minha co-apresentadora, Dannah Gresh, e Elizabeth Urbanowicz. Caso tenha perdido algum episódio, visite o nosso site avivanossoscoracoes.com e acesse todos os episódios da série “Ensinando Crianças a Pensar Biblicamente”.
Agora, aqui estão Dannah e Elizabeth com conselhos úteis para pais, avós e professores — qualquer pessoa que passe tempo com crianças.
Dannah Gresh: Elizabeth, seja bem-vinda de volta! Estamos muito gratas. Fiquei tão encorajada pela nossa conversa nos últimos dias
Elizabeth: Muito obrigada por me receber mais uma vez, Dannah. É uma alegria estar com você.
Dannah: Ontem conversamos sobre alguns tópicos muito importantes. Falamos sobre transgeneridade. Falamos sobre pornografia. Essas são apenas palavras. Portanto, não deveríamos realmente ter medo delas, mas, de certa forma, não são só palavras. Elas são armas, porque acredito que estamos vivendo uma época em que há uma guerra de palavras.
Ouvi uma escritora cristã chamar isso de “roubo linguístico.” Ou seja, se você puder ser a pessoa que rouba e domina uma palavra, uma palavra como “masculino”, uma palavra como “feminino”, uma palavra como “mulher”, uma palavra como “homem”, você pode realmente reorganizar e mudar a forma como uma criança pequena vê o mundo. O que você pensa sobre isso?
Elizabeth: Sim. Acho que você está completamente certa. Hoje em dia, as palavras são realmente usadas como armas. Esse conceito de roubo linguístico é exatamente isso. Então, mais uma vez, precisamos treinar nossos filhos não apenas para pensar bem, mas para fazer boas perguntas.
Quando pensamos no que está acontecendo em nossa cultura, nos dizem que, se nos mantivermos na Palavra de Deus e dissermos que o sexo é reservado para o casamento, que o casamento é entre um homem e uma mulher, que o gênero não é atribuído ao nascer, que na verdade é biológico, dado por Deus; nos dizem que somos odiosas, preconceituosas, sem compaixão e empatia.
Precisamos dar um passo atrás, por nós mesmas e por nossos filhos, e perguntar: “Qual é a palavra que acabou de ser usada e como a pessoa está usando essa palavra?”
Se conseguirmos treinar nossos filhos para fazer isso. . . Sempre que ouvirmos a palavra “amor” sendo usada, se for na TV, se pudermos apertar o pause, ou se estivermos lendo um livro e pudermos pausar, podemos dizer: “Espera um segundo. Qual palavra essa pessoa acabou de usar? Isso mesmo. Usou a palavra ‘amor’. Interessante.”
Quando lemos a Palavra de Deus, o que ouvimos sobre amor? Ouvimos que Deus é amor. Ouvimos que o amor é paciente e bondoso, não inveja, não se vangloria, não é orgulhoso, não é rude, não busca seus próprios interesses, não se ira facilmente. Ouvimos todas essas coisas sobre amor.
Então, pela Palavra de Deus, amor é fazer o que é melhor para outra pessoa — mesmo que isso nos machuque. E depois ouvimos: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito.” Jesus fez o que era melhor para nós, mesmo que isso tenha lhe custado muito.
“Tá, como foi que essa pessoa usou a palavra amor?”
Bem, ela disse: “Se essa pessoa não fizer o que eu quero, então ela não me ama.” Será que é isso que amor significa? Será que amor é simplesmente fazer tudo o que alguém quer? Não. Interessante.
Se nós começarmos a fazer essas perguntas aos nossos filhos e treiná-los a fazer essas perguntas, eles vão ficar muito menos confusos com essa guerra das palavras, onde os significados são distorcidos e a compaixão e a empatia que Deus colocou neles estão sendo manipuladas.
Dannah: Elizabeth, você já está mexendo com o meu coração!
Isso é muito importante, porque a palavra “amor”, como você acabou de descrever, é totalmente altruísta.
Elizabeth: Com certeza.
Dannah: Mas, a forma como o mundo está usando é exatamente o oposto. É “o que eu quero”. Se eu quero amor desse jeito, então eu vou receber amor desse jeito. E, obviamente, nós conversamos alguns dias atrás sobre a palavra “consentimento”.
Essa é meio que a teologia da cultura hoje: “eu vou receber o amor que eu quero e, desde que haja consentimento, de qualquer jeito que eu quiser”. Isso é muito egoísta. É o oposto do amor, como nós entendemos ser definido pelas Escrituras.
Quais são outras palavras que estão sendo roubadas e que precisamos preparar nossos filhos para entender: “Isto é o que é verdadeiro, isto é o que Deus diz sobre essa palavra”?
Elizabeth: Existem tantas palavras que poderíamos citar. Eu acho que as que mais têm a ver com o que falamos nos últimos três dias são “masculino” e “feminino”. O que significa ser homem? O que significa ser mulher?
E perguntar: “De acordo com a Bíblia, o que significa ser homem?” E levá-los de volta a Gênesis 1, depois a Efésios 5, conversando sobre o papel do marido e da esposa e o que as Escrituras revelam sobre ser masculino ou feminino. E o que aquela pessoa quis dizer?
Bem, aquela pessoa quis dizer que ser mulher é simplesmente gostar de glitter e brilhos. Isso é a mesma coisa que as Escrituras revelam? Não. Não é a mesma coisa que as Escrituras revelam.
Pensando em termos como. . .
Dannah: Posso te interromper um pouquinho? Olha, uma das coisas que a gente vê na cultura agora é a mentalidade dupla. A Bíblia fala sobre ter a mente dividida.
Quando você é de mente dividida, você é instável em todos os seus caminhos — não só naquele aspecto em que está dividida, mas em todos os caminhos. Foram escritos tantos livros, feitos tantos protestos para tirar todo o estereótipo feminino — do brilho, do salto alto, do glitter — da palavra “mulher”. Mas agora temos pessoas trans dizendo: “Ah, mas isso é tão importante pra mim, ter o brilho, o salto alto.”
O que você está vendo aí é o que eu chamaria de definição de uma mente dividida e de instabilidade. Então, afinal, é qual das duas? Não dá pra ser as duas coisas. Desculpa, pode continuar. Eu só precisava falar isso!
Elizabeth: Não. É muito importante, porque eu acho que você acertou em cheio. Nós estamos vendo essa mente dividida e essa instabilidade na nossa cultura. É por isso que queremos ensinar nossos filhos a fazer perguntas.
Se alguém está ouvindo ou assistindo e tem filhos mais velhos (eu trabalho muito com crianças até os 12 anos), mas se você tem um adolescente que diz: “Ah, gênero é só um conceito social”, ou algo assim, então converse: “Vamos assistir a esse vídeo no TikTok em que esse homem diz que é mulher porque ele ama brilho, glitter e se vesti assim.”
E depois pergunte: “O que ele está dizendo que significa ser mulher? Ele está dizendo que significa amar glitter e brilho. Você acredita que isso é ser mulher? Você acredita que é só isso?”
E assim vamos começando a conduzir nossos filhos de volta à realidade para ver como isso é vazio e superficial.
Dannah: Sim. Essa é uma visão muito superficial. Eu também diria que existem aqueles que nascem com verdadeira disforia de gênero. Não tem a ver com glitter, vestidos ou salto alto pra eles, mas sim uma dor psicológica e emocional extrema desde muito cedo. Certo?
Elizabeth: Sim.
Dannah: Então, é algo muito complexo. Nós não estamos tentando minimizar isso. Não estamos tentando tornar essa questão superficial. Nós entendemos que é complicado.
Mas nós também estamos dizendo, eu, Elizabeth, já cansei de ser politicamente correta. Nós temos meninas mutilando seus corpos porque não gostam deles. Eu não conheço nenhuma menina que realmente gostava do seu corpo lá pela sétima, oitava, nona série.
Elizabeth: Sim. Eu certamente não gostava do meu!
Dannah: Pois é. Nós precisamos começar a chamar as coisas pelo nome. E é isso que você está fazendo aqui hoje.
Elizabeth: Sim. E não se trata apenas de apontar o erro, mas de levar nossos filhos à verdade da Palavra de Deus. Porque, se nosso filho sente ser transgênero, ou sente atração por pessoas do mesmo sexo, ou por qualquer outro tipo de pecado sexual — sexo fora do casamento, pornografia, qualquer coisa — nosso objetivo final não é apenas que nosso filho abandone esse pecado.
Porque, se nosso filho abandona um padrão de pecado, mas ainda está distante de Jesus, então o problema dele não foi resolvido. Queremos ajudar nossos filhos a entender como Jesus oferece redenção e como a Palavra de Deus oferece esperança e cura. Esse é, portanto, nosso objetivo final em tudo isso.
Dannah: Sim. Eu amei, como falamos ontem (ontem foi um programa imperdível), você focou tanto na verdade positiva da Palavra de Deus quando se trata da imagem de Deus, de sermos portadores da imagem, da masculinidade e feminilidade. Nós não falamos muito sobre as falsificações quando você explicou como educamos uma criança pequena sobre esses temas.
Acho que queremos passar a maior parte da nossa conversa sobre o que Deus diz que é bom e verdadeiro. Não precisamos expor demais as crianças às falsificações. Queremos apenas que fique muito claro para elas o que é verdade e o que é genuíno, para que, quando elas encontrarem uma falsificação, corram até nós e digam: “Eu percebi que isso é falso.” “Eu me senti super mal quando ouvi isso.” Ou: “Ouvi isso, e me pareceu errado.” Elas reconhecem! Elas percebem que aquilo não é o que a Palavra de Deus diz que é verdadeiro.
Elizabeth: Com certeza. Exatamente. E então, como você disse, queremos focar no positivo. Focar no bíblico e fundamentá-los na Bíblia. Expor, de forma apropriada ao desenvolvimento, para que estejam preparados quando encontrarem a falsificação.
Dannah: Vamos passar algum tempo orando por nossos filhos e pelas falsificações que eles enfrentam. Mas antes disso, quero realmente elevar o padrão e convidar mulheres a falar com suas filhas e filhos sobre esses assuntos.
Além do meu papel de apoiar Nancy aqui no Aviva Nossos Corações, eu coordeno um ministério chamado True Girl há vinte anos. Há duas décadas estamos ensinando às meninas a verdade bíblica sobre ser menina. E, no último ano, tenho recebido sempre a mesma carta, com palavras diferentes, mas com a mesma pergunta. Ela diz mais ou menos assim:
“Eu tenho usado suas ferramentas, ou li o livro de Elisabeth Elliot sobre pureza quando estava no ensino médio, ou participei do ‘O amor verdadeiro espera’ na faculdade. . . seja lá o que for. . . e agora todo mundo está dizendo que eu fiz tudo errado.” Elas cometeram erros. Dannah Gresh cometeu erros, quem quer que seja que estão criticando.
E eu digo: “Sim. Nós não acertamos todas as frases. Estávamos aprendendo. Crescendo. Descobrindo como ter uma conversa autêntica sobre sexo, porque, se voltarmos duas décadas antes de tudo isso acontecer, a igreja não falava sobre isso.”
Estávamos aprendendo. Cometendo erros. Mas essas mães estão dizendo: “Todo mundo ao meu redor me diz que, se eu falar com minha filha ou meu filho sobre integridade sexual, pureza, o bom design divino — seja qual for o assunto — eu posso criar vergonha neles, estabelecendo limites e dizendo claramente o que é pecado.”
O que você diria sobre isso?
Elizabeth: Acho que há algumas partes nisso. A primeira é que muitos pais jovens têm muita ansiedade por não fazerem as coisas da forma certa, porque a narrativa hoje em dia é que todo problema que temos como adultos vem de algo que nossos pais fizeram de errado.
Agora, todos os nossos pais cometeram erros? Sim. Mas todas as nossas tendências pecaminosas, fraquezas e inseguranças vêm dos nossos pais? Não.
Dannah: Certo.
Elizabeth: Porque vivemos em um mundo caído. Quero me dirigir aos pais: primeiro, tirem essa pressão de vocês mesmos. Vocês não podem ser pais perfeitos. Não podem, e esse não é o chamado que Deus deu a vocês.
E, nesse contexto, uma forma de caminhar com confiança bíblica é ter certeza de que, enquanto criam seus filhos, vocês vão sentir a convicção do Espírito Santo quando pecarem contra seus filhos. E, claro, é necessário confessar e se arrepender diante do Senhor. Mas também é necessário confessar e se arrepender diante do filho, porque queremos que o relacionamento seja nutrido e cresça, e o pecado sempre prejudica os relacionamentos. Isso é muito importante.
Além disso, é importante estabelecer a base de que a mãe não é perfeita. “Eu não sou. Sou pecadora assim como você, e preciso da graça de Jesus todos os dias, assim como você precisa.”
Acho que, se tivermos esse tipo de relacionamento com nossos filhos, onde eles veem — semanalmente ou até diariamente — que pedimos perdão, confessamos e nos arrependemos quando falhamos ou pecamos contra eles, eles vão entender: “Ok, sei que minha mãe ou meu pai não são perfeitos. Eles também são pecadores, humildes, e estão me mostrando como viver com um estilo de vida bíblico de arrependimento.”
Eu acredito que precisamos ter essa base. E, para qualquer uma que esteja pensando: “Se eu ensinar ao meu filho a visão bíblica do sexo, que sexo é só para o casamento, que é só para um homem e uma mulher, eu vou estar induzindo culpa e vergonha nele. . .”
A primeira coisa que precisamos pensar são as palavras “culpa” e “vergonha.” Quando pensamos no que é culpa, culpa é o que todas nós sentimos, de forma inerente, quando quebramos a lei moral de Deus. E a culpa, na verdade, é algo bom, porque ela deve nos levar ao arrependimento, à reconciliação com Deus. Portanto, não queremos impedir nossos filhos de sentirem qualquer culpa. Isso, na verdade, é uma convicção dada por Deus.
Já quando pensamos em vergonha, eu acredito que a vergonha pode facilmente se tornar uma ferramenta que Satanás usa. Se estamos falando de uma vergonha dada por Deus, semelhante à culpa, é algo que deveria nos levar a Deus. Mas Satanás pode facilmente usar a vergonha como uma ferramenta para dizer que a nossa identidade é, na verdade, o nosso pecado — que não é só algo que fizemos, mas que é quem nós somos.
Por isso precisamos distinguir essas duas coisas. Que, quando pecamos, e quando nossos filhos pecam, é um presente sentir culpa, sentir essa convicção. Mas queremos proteger nossos filhos da vergonha que Satanás pode usar para afastá-los de Deus e dizer que essa é a identidade deles.
Na verdade, isso é semelhante ao que a nossa cultura está fazendo. A nossa cultura diz: “Você é os seus desejos.” Então, se alguém disser que seus desejos não são bons, o que estão dizendo? Estão dizendo que você não é boa. Queremos ajudar nossos filhos a entender a diferença entre identidade e desejos. Acho muito importante falarmos a verdade bíblica para eles, e toda a narrativa bíblica fala do fato de que somos pecadores e precisamos de redenção.
Acho que podemos errar se apresentarmos para nossos filhos assim: “Este é o bom plano de Deus. Deus criou o sexo para a aliança do casamento. O casamento é entre um homem e uma mulher. Qualquer forma de expressão sexual fora dessa aliança é pecado.” E apresentarmos isso dizendo: “Se você se esforçar bastante, você vai conseguir seguir o plano de Deus.”
O que queremos apresentar é: “Precisamos pedir a Deus que nos dê graça para seguir Seus mandamentos. Precisamos orar. Precisamos pedir que, quando tivermos um desejo que não esteja alinhado com o plano de Deus, que Ele nos convença rapidamente, para que possamos nos voltar para Ele e nos arrepender desse pecado.”
Então, é importante como apresentamos isso para nossas crianças. Se não apresentarmos o plano de Deus, o que estamos fazendo? Estamos deixando nossos filhos abertos ao caminho do inimigo, ao afastamento de Deus. O que precisamos fazer é ensinar a verdade. E a verdade completa envolve o fato de que não podemos ser puras fora da justiça de Cristo.
Dannah: É verdade.
Elizabeth: E quando pecamos, é aí que precisamos confessar e nos arrepender desse pecado. Eu encorajaria qualquer mãe que esteja lutando com essa questão a lembrar-se do que é a verdade.
Dannah: Bem, você disse algo muito importante aí, que é: nós não conseguimos fazer isso sem Cristo. E existe uma passagem no Novo Testamento onde Jesus disse: “Se vocês Me amam, obedecerão aos Meus mandamentos.” Nossa capacidade de obedecê-Lo depende de como cultivamos o nosso relacionamento de amor com Ele.
Acho que é fácil ouvir esse versículo e pensar: “Ele está dizendo: ‘Se vocês Me amam, vão Me obedecer.’” Mas acredito que o que Ele está dizendo é: “Se vocês Me amam, vocês vão Me obedecer. Vai ser natural.”
E eu tive dois encontros extremamente especiais com Cristo. Um foi num retiro de oração, na República Dominicana. Eu simplesmente desacelerei do ritmo da vida o suficiente para realmente estar na presença do Senhor. E o outro foi num retiro de oração com a equipe do Aviva Nossos Corações há apenas algumas semanas.
Algo que percebi depois desses encontros, onde você fica mais consciente da presença de Cristo. . . não é que Ele não esteja presente em outros momentos — Ele está em todo lugar, o tempo todo — mas eu estava tão consciente da presença dele nesses momentos separados, focados em oração.
Eu percebi que, quando embarquei no avião vindo da República Dominicana e fui escolher um filme para assistir, o primeiro pensamento no meu coração foi: “Preciso ter muito cuidado. Não quero perder essa presença tão doce, tão doce, tão doce do Senhor na minha vida.”
Não era uma sentimento de vergonha. . . era como um convite. E senti a mesma coisa há poucas semanas, depois do meu encontro naquele evento de oração da equipe.
Trata-se de apresentar aos nossos filhos um relacionamento tão doce, emocionante e íntimo com Jesus que eles nem precisam tentar odiar o pecado. Eles amam tanto a Deus que simplesmente sentem repulsa por ele. Faz sentido?
Elizabeth: Sim. Isso me faz pensar no Salmo 34, que diz: “Provem e vejam que o Senhor é bom” (v. 8). É isso que queremos para nossos filhos.
Dannah: Bem, eu prometi que hoje íamos orar, e agora é a hora. Precisamos fazer isso. Peço a você que está nos ouvindo: pare o que estiver fazendo. Precisamos entrar em guerra. Há uma guerra de palavras acontecendo no mundo agora. Nossos filhos são as vítimas, e precisamos nos levantar como guerreiras de oração, como generais de oração, e precisamos fazer isso em cadência. Precisamos fazer juntas.
Então, Elizabeth: “Você poderia orar? Não vamos orar contra o mal, mas vamos orar pelo que você acabou de mencionar: um relacionamento de amor doce e terno com Jesus nos corações de nossos filhos e netos.”
Elizabeth: Com certeza.
Pai, nos achegamos diante do Teu trono e Te agradecemos por quem Tu és. Deus, agradecemos por nos redimir, por nos reconciliar Contigo. Agradecemos por Tua bondade. E agradecemos pelo fato de que Tu não és apenas bom, mas que Teu plano é bom.
E Senhor, eu apresento diante de Ti as mulheres que estão ouvindo esta mensagem. Senhor, agradeço por elas. Peço que continue firmando-as em Tua Palavra, que, à medida que passam tempo nela, como diz o Salmo 34, possam “provar e ver como o Senhor é bom.”
Peço que concedas a nós todas um desejo mais profundo por Ti. Sabemos, Senhor, que só Tu podes transformar um coração de pedra em um coração de carne. E pedimos que continue nos conduzindo mais profundamente em Tua Palavra e mais perto do Teu coração.
Senhor, também apresento a Ti todas as crianças representadas pelas mulheres que estão ouvindo. Pai, agradecemos por essas crianças. Sabemos que elas são um presente Teu. Sabemos que Jesus recebeu as crianças, dizendo: “Deixem vir a Mim os pequeninos e não os impeçam.” E agradecemos pelo Teu amor pelas crianças, pelas nossas crianças.
E Senhor, pedimos que nos guie enquanto guiamos essas crianças. Pedimos que estejamos tão imersas em Tua Palavra que ela simplesmente flua em nossas conversas diárias com nossos filhos, enquanto preparamos o café, o almoço e o jantar, enquanto os levamos para os treinos de futebol, e em tudo que fazemos ao longo do dia, que Tua Palavra, Senhor, esteja no centro.
Pedimos que, por meio disso, Senhor, Tu desenvolvas nesses filhos um coração por Ti e uma fome de Ti. Senhor, as crianças que ainda não se arrependeram de seus pecados e não foram reconciliadas Contigo, pedimos que continues a buscá-las, que as convenças de seu pecado e da bondade de Quem Tu és.
E nós simplesmente Te agradecemos, Deus, pelo presente de Jesus e pela esperança que temos de uma eternidade Contigo.
Dannah: Sim, Senhor, agradecemos pela esperança que nos dás. E para a mãe que está vendo seu filho trilhar um caminho de confusão, de duplicidade e instabilidade, renova hoje a esperança em seu coração por essa criança. Nunca estamos tão distantes para ficar fora da graça de Deus. Senhor, leve-a de volta aos Seus joelhos. Leve-a de volta aos joelhos por aquele precioso filho ou filha, e não a deixe desistir. No poderoso e precioso nome de Jesus, amém.
Nancy: Amém! Que momento de oração encorajador com Dannah Gresh e Elizabeth Urbanowicz. Ambas compartilham um coração para que crianças e jovens se apaixonem ainda mais por Jesus e por Sua Palavra.
Estamos encerrando a série “Ensinando Crianças a Pensar Biblicamente” e esperamos que ela tenha te abençoado. Compartilhe esta série com amigas e irmãs através do link no nosso site. Você também pode nos encontrar no nosso canal do Youtube e no Spotify.
Raquel: Na segunda-feira iniciaremos a série “Aviva-me segundo a Tua Palavra”. A sua alma está cansada? Você precisa de refrigério espiritual? Ouça Nancy DeMoss Wolgemuth enquanto ela e algumas amigas leem diretamente para nós dos Salmos 119.
Espero que você tenha um ótimo final de semana e um dia do Senhor abençoado. Adore o Senhor com todo o seu coração enquanto estiver reunida com o Seu povo, e aguardamos você de volta aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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