Dia 3: Sob pressão
Raquel Anderson: Se você espremer um limão, o que sai dele? Suco de limão, é claro. Nancy DeMoss Wolgemuth diz que nós também podemos ser assim.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quando somos pressionadas com o tempo, o que sai de nós mostra o que realmente está dentro de nós. Às vezes, isso não é uma imagem muito bonita, não é? Começamos a perceber: “Meu coração é feio.”
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
Imagine se abrir e contar a uma amiga sobre algo muito íntimo. Em vez de te confortar, ela apenas ri. Hoje vamos estudar uma mulher que enfrentou provocações e zombarias bem no meio de sua dor. Aqui está Nancy continuando a série chamada A oração de Ana e o poder de Deus.
Nancy: Quantas de vocês têm …
Raquel Anderson: Se você espremer um limão, o que sai dele? Suco de limão, é claro. Nancy DeMoss Wolgemuth diz que nós também podemos ser assim.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quando somos pressionadas com o tempo, o que sai de nós mostra o que realmente está dentro de nós. Às vezes, isso não é uma imagem muito bonita, não é? Começamos a perceber: “Meu coração é feio.”
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
Imagine se abrir e contar a uma amiga sobre algo muito íntimo. Em vez de te confortar, ela apenas ri. Hoje vamos estudar uma mulher que enfrentou provocações e zombarias bem no meio de sua dor. Aqui está Nancy continuando a série chamada A oração de Ana e o poder de Deus.
Nancy: Quantas de vocês têm alguma pessoa na sua vida que é uma fonte constante de irritação, frustração, alguém realmente difícil de conviver, e você tem que conviver com ela com frequência? Acho que todas nós já tivemos pessoas em nossas vidas que são uma fonte constante de dificuldade e desafio.
Temos estudado a vida de Ana. Se você tiver sua Bíblia, quero encorajá-la a abrir em 1 Samuel, capítulo 1. Novamente, quero dizer às nossas ouvintes: sei que às vezes vocês estão ouvindo em um lugar onde não podem acompanhar na Bíblia — se estiver dirigindo ou talvez no trabalho. Mas, se puderem, é uma boa ideia abrir a Bíblia e acompanhar para ver o que estamos vendo no texto enquanto estudamos essa passagem.
1 Samuel, capítulo 1. Já vimos os primeiros cinco versículos. Hoje vamos começar no versículo 6. Vimos que Ana, embora tivesse um marido que a amava, convivia com uma segunda esposa do marido. O nome dela era Penina. Ela era a esposa rival, e hoje vamos ver o impacto que essa segunda esposa, nesse casamento bígamo, teve sobre Ana.
A situação aqui, como vimos anteriormente, é que Ana era estéril. Ela não podia ter filhos, o que provavelmente levou seu marido, Elcana, a tomar uma segunda esposa, como era costume naqueles dias. Deus não aprovava isso. Não era Sua intenção ou Sua maneira que as pessoas tivessem mais de uma esposa ao mesmo tempo ou consecutivamente, mas era assim que acontecia.
Neste caso, porque Ana era estéril e sua esposa rival era extremamente fértil. . . As Escrituras dizem que ela tinha filhos e filhas, então isso significa que Penina tinha pelo menos quatro filhos, talvez mais. Vamos ver, a partir do versículo 6, que Penina usava essa vantagem para atormentar Ana.
Não sabemos o motivo. Pode ter sido porque Penina sentia que Ana era a esposa favorita. Pode ter sido que Penina estava lutando para conquistar a afeição e devoção de Elcana. Ela não queria ser apenas a que gerava os filhos dele. Ela queria ser aceita e amada como esposa. Não sabemos o motivo exato.
Mas sabemos, de acordo com o versículo 6 que:
“Penina, sua rival, a provocava excessivamente para a irritar, porque o Senhor a tinha deixado sem filhos. Isso acontecia ano após ano. Todas as vezes que Ana ia à Casa do Senhor, a outra a irritava.” (vv. 6–7)
Para piorar as coisas, não bastava Ana ser estéril, não bastava Penina ser fértil, mas Penina também era cruel com Ana. Ela a provocava. A palavra “rival” — Penina é chamada de rival aqui — é uma palavra que significa “provocadora, aquela que causa vexame”. Na verdade, é uma palavra que, no Antigo Testamento, geralmente é traduzida como “causadora de problemas”.
Penina era uma causadora de problemas. Ela era provocadora e fazia isso intencionalmente. Ela procurava provocar Ana à ira. A palavra “provocar” é um sentimento despertado por um tratamento injusto. É um sentimento que você tem dentro de si porque alguém está te tratando injustamente. Penina vivia tentando provocar Ana à ira. Ela provocava severamente para irritá-la.
É uma palavra que significa “causar trovoadas nela”. Não acho que Ana estivesse literalmente fazendo barulho. Não sabemos realmente. Mas certamente ela estava trovejando por dentro. Pense no estrondo do trovão e como algumas pessoas e circunstâncias em sua vida simplesmente fazem você se agitar, ressoar, trovejar por dentro, mesmo que nunca saia para fora. É uma palavra que significa “agitar por dentro, causar uma comoção interior”.
Enquanto eu lia e relia essa passagem, comecei a me lembrar de algumas fases da minha vida em que havia uma situação difícil — algo acontecendo, ou alguém complicado de lidar — que simplesmente me fazia estremecer por dentro. Só de pensar nisso agora, as emoções voltam com força. . . e talvez você também consiga se identificar com isso.
Uma pessoa que causa comoção interior em sua vida. Ela está te provocando. Pode ser que esteja tentando provocar você, ou às vezes nem tentam. Tem alguém assim na sua vida? Pode ser um filho. Pode ser seu cônjuge. Pode ser um dos pais ou um sogro/sogra. Pode ser seu chefe. Pode ser um colega de trabalho — alguém que te provoca, te agita, te faz trovejar por dentro.
Quero que você se lembre da palavra “trovejar” ou “irritar”, como está traduzida na tradução que estou usando, porque mais adiante nesta série vamos voltar a essa palavra e ver como até mesmo essa experiência que Ana teve foi algo que Deus iria usar em sua vida para lhe dar um entendimento mais profundo do coração e dos caminhos de Deus.
O versículo 7 nos diz que isso acontecia “ano após ano. Todas as vezes que Ana ia à Casa do Senhor.” O que, como vimos antes nesta passagem, acontecia todo ano, pelo menos uma vez por ano. Elas faziam a peregrinação anual juntas. Sempre que faziam isso, Penina provocava Ana.
Este é um problema persistente. É um problema prolongado. Penina não vai embora. Ela continua tendo filhos. Ela está sempre presente. Ela está sempre provocando, ano após ano. É uma provocação constante, um antagonismo incansável, por anos e anos.
Conforme esta passagem se desenrola, vamos ver que Deus usa o sofrimento em nossas vidas, mas Ele também usa o sofrimento prolongado. Há algo sobre o tempo. Não gostamos de sofrer. Se vamos sofrer, queremos que seja rápido. Queremos que acabe logo.
Mas Deus, às vezes, nos permite entrar em situações ou até mesmo nos coloca em situações onde o sofrimento é prolongado. Ele continua ano após ano, e parece não haver fim à vista.
Deus usa o sofrimento prolongado para fazer algumas coisas em nossas vidas. Quero enumerá-las aqui, e depois veremos que é isso que acontece na vida de Ana à medida que a história continua. Deus usa o sofrimento prolongado para expor o que está em nosso coração, para nos mostrar como realmente somos por dentro. Qualquer pessoa consegue suportar um momento de irritação, mas anos de irritação começam a revelar quem realmente somos.
Posso ser doce diante da provocação por cinco minutos, dez minutos, talvez cinco horas ou cinco dias, mas quando continua, sem cessar, o que realmente somos por dentro aparece. Somos pressionadas. Você espreme um limão, o que sai? Suco de limão, claro, né? Quando somos pressionadas ao longo do tempo, o que sai mostra o que realmente está dentro. Às vezes, isso não é uma imagem muito bonita, não é? Começamos a perceber: “Meu coração é feio.”
Pode ser aquele terceiro filho. Veja bem, os dois primeiros eram anjinhos — dormiam a noite toda, calmos, dóceis, obedientes. Aí vem o terceiro filho, e bum! Nenhum livro jamais foi escrito para este filho. Você tem um filho assim e o problema não “acaba” em três anos. E você percebe que, dia após dia, esse filho sabe exatamente como te irritar.
Deus vai usar esse filho ou quem quer que seja seu “rival”, quem estiver tentando provocar você. Pode ser um adolescente. Pense nessa pessoa. Deus vai usar essa pessoa para expor o que realmente está em seu coração. Nosso primeiro pensamento é: Essa não sou eu. Eu não sou assim. Sou doce, graciosa, amorosa, bondosa, humilde. Foi esse filho, essa pessoa, quem me fez agir assim.
Mas então temos que perceber: “Não, isso é o que realmente estava no meu coração o tempo todo, e só precisava desse filho ou dessa rival para trazer isso à tona.” Deus está usando essa pessoa para me provocar, para que eu veja o que está no meu próprio coração. Deus sabia disso o tempo todo. Às vezes não percebemos até sermos expostas.
No coração de Ana, veremos que Deus expôs o egocentrismo. Todo o mundo dela, nesse ponto, gira em torno de seu desejo de ter um filho. O sofrimento prolongado expõe nossos motivos: por que queremos o que queremos? Queremos isso para a glória de Deus ou para nosso próprio prazer e conveniência?
O sofrimento prolongado expõe nossas demandas; estamos exigindo que Deus satisfaça nossos desejos. Expondo se temos um coração e uma visão limitada. Isso acontece quando olhamos apenas para nosso próprio mundinho, sem ver os propósitos maiores e grandiosos de Deus. Expondo o que está em nossos corações. Isso acontece ao longo do tempo.
Deus também usa o sofrimento prolongado não apenas para revelar o que há em nosso coração, mas para purificá-lo — para nos libertar daquilo que existe dentro de nós e que não Lhe agrada. Veremos por meio desta história que Deus estava usando esse sofrimento prolongado, os anos não só de esterilidade, mas também do antagonismo da esposa rival. Deus estava usando isso na vida de Ana para purificar seu coração, para levá-la a um lugar de submissão à vontade e aos propósitos de Deus, para levá-la a um lugar centrado em Deus em vez de centrado em si mesma.
Perceba, o tempo é um dos ingredientes que Deus usa para cumprir Seus propósitos em nossas vidas e através delas. Durante esses anos, Deus estava transformando Ana. Deus a estava purificando. Deus a estava santificando, e Ele usa o sofrimento como uma das Suas ferramentas para fazer isso em nossas vidas.
Há outra coisa que Deus faz no sofrimento prolongado. Deus o usa para expor nosso coração, para purificar nosso coração, e para preparar nosso coração para uma frutificação maior, direcionando-o conforme Ele quer nos usar.
Veja, Deus tinha um plano para Ana que era maior, mais grandioso e maravilhoso do que tudo o que ela poderia imaginar. Ela só queria um filho, mas Deus queria mais do que isso para ela. Deus estava preparando e dirigindo seu coração para que Ele pudesse usá-la.
O que estava acontecendo ano após ano, à medida que Ana ia com seu marido e esta esposa rival ao templo do Senhor? O que ela estava vendo? Ela estava vendo o que acontecia no templo, no tabernáculo, como era chamado naquele momento. Ela via a ganância, a imoralidade, os excessos, a falta de integridade. E o que estava acontecendo dentro de Ana?
Sua visão estava mudando e sendo aperfeiçoada. Ela ainda queria um filho, mas agora começava a perceber que havia problemas maiores na nação do que apenas sua esterilidade. Ela começava a enxergar o coração de Deus, o lamento de Deus pelo que estava acontecendo na nação. Sua visão estava se ampliando, além de si mesma, de seu mundinho e de seus desejos.
Continuamos vendo o sofrimento e a dor de Ana porque ela desejava ter um filho. Ela não podia, e estava constantemente diante dessa segunda esposa que era tão fértil. O versículo 7 continua dizendo:
Por isso Ana se punha a chorar e não comia nada.
Vimos anteriormente nesta passagem que, quando os homens e suas famílias iam ao tabernáculo. . . Naquele momento, o tabernáculo estava em Siló, aproximadamente vinte e quatro quilômetros da casa de Ana e Elcana. Eles iam pelo menos uma vez por ano, talvez três vezes por ano, oferecer sacrifícios ao Senhor. Depois de oferecerem seus sacrifícios, eles tinham uma refeição em família, um banquete onde comiam as partes restantes do sacrifício.
Eles se sentavam. Esse era um tempo de celebração, festa e alegria, mas Ana não conseguia participar. Pelo menos nesta ocasião, era muito difícil para ela. Estava tão consumida pelo desejo, pela dor e pela frustração com esta esposa rival que constantemente a provocava.
Dissemos que não sabemos por que Penina fazia isso. Parecia que Penina tinha tudo o que podia querer, mas talvez não tivesse a única coisa que desejava, que era o afeto de Elcana, que sabemos que amava Ana. Havia uma competição, um ciúme, e isso afetava Ana profundamente.
Há sinais clássicos de depressão aqui. Ela está de luto. Não consegue comer. Não sente fome. Está chorando. Seu marido, no versículo 8 — e não é isso tão típico? — diz a ela: “Ana, por que você chora? E por que você está triste? O que há de errado?”
Consigo imaginar Ana dizendo: “O que há de errado?! Você não sabe o que está errado?” Não sei como ela reagiu, mas estou usando um pouco da imaginação santificada aqui com as Escrituras. Elcana ama Ana. Ele tenta entrar em seu sofrimento. Ele se importa. Está interessado, mas não consegue entender totalmente o que ela está passando. Ele não está em seu lugar. Ele diz a ela:
Ana, por que você está chorando? E por que não quer comer? E por que está tão triste? Será que eu não sou melhor para você do que dez filhos? (v. 8)
“Não sou suficiente para você?” Isso é um bom lembrete para Ana ou para qualquer esposa ou mulher que esteja lutando com desejos não realizados de focar no que ela tem. Perdemos tanto de vista o que temos enquanto lamentamos pelo que não temos.
Portanto, as palavras de Elcana são bastante sábias. “Não sou mais valioso para você do que dez filhos?” Ele a ama. Está dizendo: foque no que você tem. Tenha um espírito grato.
Neste ponto, ela ainda não está pronta para receber essa mensagem. Sua resposta inicial é apenas ser consumida por esse desejo. Ela não consegue esconder sua dor. Você vê palavras em toda essa passagem que falam sobre a extensão de seu sofrimento e dor.
Veja o versículo 10: “E Ana, com amargura de alma, orou ao Senhor e chorou muito.” No versículo 15, ela diz ao sacerdote: “Eu sou uma mulher angustiada de espírito.” Algumas traduções dizem: “Sou uma mulher de espírito dolorido.” No versículo 16, ela fala sobre “minha grande ansiedade e aflição.”
São palavras fortes. Esta é uma mulher profundamente aflita. Ela está muito triste. Está de luto. Seu marido a ama. Ele tenta consolá-la, mas este é um daqueles momentos em que ele realmente não consegue compreender totalmente. Ele não consegue entrar em sua dor. Você não tem momentos assim? Quando ninguém consegue realmente entrar no que você está passando?
E Ana fez o que, em última análise, todas nós temos que fazer em nossa dor e em nosso luto. Após anos sendo provocada e anos de tormento por esta esposa rival, o versículo 9 nos diz:
Certa vez após terem comido e bebido em Siló, Ana se levantou, quando o sacerdote Eli estava sentado na sua cadeira, junto a um pilar do templo do Senhor. E Ana, com amargura de alma, orou ao Senhor e chorou muito.
Essa palavra “amargura” é a palavra mara. Você se lembra dessa palavra no Antigo Testamento? Lembra-se de que Noemi disse: “Não me chamem de Noemi; chamem-me de Mara” (Rute 1.20), que significa amargura. É a mesma palavra. Ela está com a alma amarga. É uma dor excruciante que ela está sentindo. O que ela fez? Ela orou ao Senhor. Ela orou ao Senhor.
Presumo que ela já tenha orado antes. Presumo que ela tenha orado muitas vezes antes, embora o texto não nos diga. Provavelmente por anos, desejando este filho. Mês após mês, querendo conceber, mas o Senhor tinha fechado o seu ventre. Há um sentido em que Ana ora aqui de forma mais sincera, talvez mais fervorosa do que jamais havia orado antes.
Em última análise, a aflição e a amargura de Ana, sua esterilidade, a crueldade da esposa rival, sua angústia levaram Ana a voltar-se para o Senhor. Ela orou ao Senhor. Tenho certeza de que ela havia conversado sobre isso com Elcana, seu marido, muitas vezes. Chegou um ponto em que Elcana não podia fazer nada. Não havia amigo; não havia conselheiro; não havia terapeuta; não havia cônjuge; não havia ninguém que pudesse encontrá-la em seu ponto mais profundo de necessidade, então ela orou ao Senhor.
Um escritor disse que a aflição dela se tornou uma escola de oração para ela. Isso a levou à oração, ensinou-lhe o que realmente é oração e ensinou-lhe como orar. Não é verdade que Deus usa a aflição para nos conduzir à oração, para se tornar uma escola de oração para nós?
Vocês, mães, sabem quando têm aquele filho que causa constante dor no coração de vocês e de sua família. Isso, no fim, não nos impulsiona ao Senhor? Por isso volto, repetidamente, a dizer às mulheres: qualquer coisa que nos faça precisar de Deus é uma bênção. No fim das contas, se isso nos impulsiona a Deus, é uma bênção.
Penso em outros lugares nas Escrituras onde ouvimos sobre a aflição nos levando à oração. Salmo 130, versículo 1, o salmista diz: “Das profundezas clamo a ti, SENHOR.” Quando você não tem outro lugar para ir, quando as profundezas são tão profundas que você sabe que não consegue sair sozinha, o que você vai fazer? Clamar ao Senhor. Clamar a Ele.
Tiago 5.13 diz assim: “Alguém de vocês está sofrendo?” Ou, como algumas traduções dizem, “Está alguém entre vós em aflição?” O que deve fazer? “Que ore.” Mais adiante, continua: convoquem os anciãos; que orem sobre você. Mas primeiro, ore você. Está aflita? Está sofrendo? Ore. Fale com o Senhor sobre isso.
Se alguém pudesse consolá-la naquele momento, talvez ela nunca tivesse chegado ao ponto de clamar ao Senhor. Por isso precisamos de momentos em nossa vida em que não há ninguém e nada que possa nos ajudar, exceto o Senhor.
Se ela tivesse tido seus desejos atendidos mais cedo, se tivesse tido um filho quando queria, se tivesse conseguido conceber antes, talvez nunca tivesse chegado a esse ponto de total, completa, desesperada dependência do Senhor.
O Senhor sabe que precisamos chegar ao ponto em nossas vidas em que estamos totalmente entregues a Ele, onde ninguém e nada pode nos ajudar, e Deus sabe que, para nos levar a esse ponto, muitas vezes Ele precisa atrasar a resposta e nos colocar em uma situação onde ninguém pode nos consolar, ninguém pode nos ajudar, exceto o Senhor.
Elisha Hoffman foi um pastor no final do século XIX e início do século XX, mas também era compositor. Ele escreveu mais de dois mil hinos, incluindo alguns que serão familiares a você, como “Descansando no poder de Deus”. Ele conta a história de “uma mulher a quem Deus permitiu muitas visitas de tristeza e aflição”.
Ele diz:
Chegando à sua casa um dia [ele a visitava como pastor], encontrei-a muito desanimada. Ela descarregou seu coração, concluindo com a pergunta: ‘Irmão Hoffman, o que devo fazer?’ [Torcendo as mãos, em desespero.]
Eu citei a Palavra e então acrescentei: ‘Você não pode fazer nada além de levar todas as suas tristezas a Jesus. Você deve contar a Jesus.’
Por um momento, ela parecia perdida em meditação. Então seus olhos se iluminaram e ela exclamou: ‘Sim, devo contar a Jesus.’ Quando saí de sua casa, tive a visão daquele rosto iluminado pela alegria. . . e ouvi por todo o caminho o eco: ‘Devo contar a Jesus. Devo contar a Jesus.’
Depois que Elisha Hoffman voltou para sua casa, escreveu um hino com estas palavras. Ele é um dos meus favoritos; cantei muitas vezes ao longo dos anos.
Devo contar a Jesus todas as minhas provações;
Não posso suportar esses fardos sozinha;
Na minha aflição, Ele me ajudará gentilmente.
Ele sempre ama e cuida dos Seus.Devo contar a Jesus;
Devo contar a Jesus.
Não posso suportar esses fardos sozinha.
Devo contar a Jesus;
Devo contar a Jesus.
Jesus pode me ajudar, só Jesus.
Raquel: Talvez você se identifique com esse hino. Se há algum problema prolongado em sua vida e nenhuma ajuda terrena à vista, espero que o ensino de hoje tenha encorajado você. Ela voltará em breve para encerrar.
Talvez você esteja em uma temporada tranquila da vida, onde tudo parece estar indo bem. Não despreze o ensino de hoje; você precisará usar o que aprendeu em algum momento.
E provavelmente conhece alguém que se beneficiaria disso hoje. Compartilhe este programa com alguém que você sabe que seria abençoada. Você pode encontrar o áudio e a transcrição no nosso site avivanossoscoracoes.com.
E, ao contribuir para apoiar o ministério Aviva Nossos Corações, você está basicamente compartilhando o programa com mulheres de todo o mundo! Sem a generosidade de ouvintes como você, muitas mulheres não teriam acesso a esse ensinamento sólido da Palavra de Deus. Ore a respeito e peça orientação ao Senhor sobre ser uma apoiadora do ministério Aviva Nossos Corações.
Amanhã veremos o poder de uma mãe que ora. Espero que você se junte a nós para isso. Espero que volte para o Aviva Nossos Corações.
Agora, para encerrar, aqui está Nancy.
Nancy: No silêncio deste momento, por que você não simplesmente conta a Jesus? Conte a Ele o que há em seu coração. Qual é a situação, o fardo, a pessoa, o relacionamento, a provação? Apenas algumas palavras do seu coração para o dele, diga: “Senhor, quero Te contar sobre isto. Preciso de Ti. Não consigo carregar este fardo sozinha.” Conte a Ele sobre isso.
Depois, imagine-se transferindo esse fardo dos seus próprios ombros, das suas próprias mãos, e entregando-o ao Senhor, “lançando sobre ele todas as suas ansiedades, porque ele cuida de vocês.” (1 Pedro 5.7)
Obrigada, Senhor Jesus, por Teus ombros serem grandes o suficiente para carregar todo fardo, e assim lançamos nossos cuidados sobre Ti neste dia, agradecendo por como usas a aflição para se tornar uma escola de oração para nós. Ajuda-nos, Senhor, em nossa aflição, a contar-Te, a voltar-nos a Ti e a encontrar em Ti aquele amigo, confidente, conselheiro, portador de fardos que ninguém mais pode ser senão Tu. Oro em nome de Jesus, amém.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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