Dia 3: Louvor por sua libertação
Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth diz: se Jesus consegue sustentar os governos do mundo sobre os Seus ombros, você acha que Ele não consegue lidar com o seu problema?
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quando você estiver assistindo ao noticiário, lidando com um familiar rebelde, com um ambiente de trabalho ou uma situação na igreja que esteja uma loucura — seja lá o que for — apenas lembre-se: “Eu não sou forte o bastante para carregar isso, mas Ele é!”
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações, com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O Céu Reina, na voz de Renata Santos.
Quando você se sente sobrecarregada, precisa ancorar sua alma em algo — ou melhor, em Alguém — firme! Nancy, nós conversamos com a Jewell numa conferência True Woman, e ela falou o seguinte:
Jewell: A minha âncora se firma no Senhor. Se não fosse …
Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth diz: se Jesus consegue sustentar os governos do mundo sobre os Seus ombros, você acha que Ele não consegue lidar com o seu problema?
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quando você estiver assistindo ao noticiário, lidando com um familiar rebelde, com um ambiente de trabalho ou uma situação na igreja que esteja uma loucura — seja lá o que for — apenas lembre-se: “Eu não sou forte o bastante para carregar isso, mas Ele é!”
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações, com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O Céu Reina, na voz de Renata Santos.
Quando você se sente sobrecarregada, precisa ancorar sua alma em algo — ou melhor, em Alguém — firme! Nancy, nós conversamos com a Jewell numa conferência True Woman, e ela falou o seguinte:
Jewell: A minha âncora se firma no Senhor. Se não fosse por Deus e pela salvação que Ele nos deu por meio do Seu Filho, Jesus Cristo, o meu barco já teria virado! Eu sou muito grata por ter Deus como a minha Âncora.
Nancy: Que maneira linda de expressar nossa dependência do Senhor! Se não fosse por Ele, tenho certeza de que todos os nossos barcos teriam virado. Hoje, ao abrirmos nossas Bíblias no Salmo 28, vamos ouvir como o rei Davi lutou contra esse sentimento de “barco virado”.
Raquel: Vamos continuar com Nancy na série Perspectiva, promessas e petições para um novo ano.
Nancy: Ao longo desta semana, estamos meditando em um salmo que não é muito conhecido nas Escrituras, mas é lindíssimo — o Salmo 28. Abra sua Bíblia nesse salmo agora, se possível.
Nosso objetivo nestes dias é nos ajudar a enxergar a mão de Deus ao olharmos para o ano que passou, e permitir que este salmo nos dê esperança e perspectiva para onde estamos hoje — independentemente do que esteja acontecendo em nossas vidas — e também ao encararmos as incertezas do ano que vem.
Salmo 28 — nós já vimos os versículos 1 a 5 nos últimos dias. Esse salmo é uma oração de Davi. Nós o ouvimos clamando a Deus sobre alguma situação desesperadora. E, sinceramente, fico até aliviada que as Escrituras não digam exatamente qual era essa situação. Porque senão, talvez a gente pensasse: Bom, isso não serve para o meu caso, porque eu não estou passando por isso.
Mas Deus sabe exatamente qual é a sua situação. Ele sabia o que Davi estava enfrentando. E a Sua Palavra sempre nos ajuda a saber como orar no momento da necessidade.
Deixa eu começar lendo a partir do versículo 1, no Salmo 28.
A ti clamo, ó Senhor;
rocha minha, não sejas surdo para comigo;
porque, se te calares quanto a mim,
serei semelhante aos que descem à cova.
Ouve a voz das minhas súplicas,
quando a ti clamar por socorro,
quando erguer as mãos
para o teu santuário. (vv. 1–2)
E, nos versículos 3 a 5, o salmo se torna um pouco mais específico, e Davi clama para que Deus responsabilize os ímpios por suas ações perversas. Foi o que vimos ontem:
Não me arrastes com os ímpios,
com os que praticam a iniquidade.
Eles falam de paz ao seu próximo,
porém no coração têm perversidade.
Paga-lhes segundo as suas obras,
segundo a maldade dos seus atos.
Dá-lhes conforme a obra
de suas mãos,
retribui-lhes o que merecem.
E, visto que não compreendem
os feitos do Senhor,
nem o que as suas mãos fazem,
ele os derrubará e não os reedificará. (vv. 3–5)
Isso, aliás, é uma palavra de advertência. Deveria ser para todas as pessoas do universo. Se não atentarmos para o que Deus fez ou para a obra de Suas mãos, se não dermos lugar a Deus em nossas vidas, se não reconhecermos Sua existência e Sua obra redentora, Deus nos derrubará e não nos reedificará. Há julgamento reservado para quem não considera o Senhor.
Nesses primeiros cinco versículos vemos um profundo lamento e gemido. Davi está derramando o coração diante de Deus em oração desesperada. E então, a partir do próximo versículo — o versículo 6 — há uma mudança dramática no tom e na atmosfera de todo o salmo. Terminamos o versículo 5 com: “Ele os derrubará e não os edificará.” Isso é bem sério, não é?
Versículo 6: “Bendito seja o Senhor, porque ouviu a voz das minhas súplicas!” Deixa eu parar aqui e voltar ao versículo 2, onde Davi orou: “Senhor, ouve a voz das minhas súplicas.” Ele orou isso com fé, e agora, no versículo 6, ele diz: “Ele ouviu a voz das minhas súplicas.” Ou seja, a oração desesperada se transforma em louvor transbordante, a ponto de alguns comentaristas deste salmo acharem que não poderia ter sido escrito pela mesma pessoa — ou que talvez tenha sido escrito em dois momentos diferentes da vida.
Mas eu creio que todas nós entendemos que é totalmente possível para aquelas cujas vidas estão firmadas no caráter de Deus experimentar ao mesmo tempo um profundo lamento e um louvor cheio de fé e fervor — às vezes em questão de minutos. Você pode estar vivendo dor e peso no coração e, ao mesmo tempo, ter suas mãos erguidas ao Senhor — sem fingimento, apenas dizendo: “Existe alegria mesmo nas provações!”
Ontem à noite vi isso ilustrado lindamente em uma mensagem longa que recebi de uma amiga. É longa demais para ler aqui, e contém alguns detalhes pessoais que não vou compartilhar, mas quero contar um pouco do que ela disse, intercalando com algumas citações reais do texto.
Ela disse que enfrentou “tempestades escuras e tumultuadas” na vida. Eu a conheço há alguns anos e caminhei com ela por algumas dessas tempestades. Ela tem orado pelo marido há décadas, e disse: “Sofri muito por causa dos vícios dele.”
Ela também viveu dores com os filhos, situações variadas — algumas relacionadas ao estilo de vida do pai, outras não. E ela escreveu: “Conheci o choque da morte repentina de familiares.” Ela disse: “Esperei o último suspiro ao lado de outro familiar que lutava contra o câncer.” Ela foi listando algumas das coisas pelas quais já passou. Mais recentemente, ela enfrentou outra perda enorme, que foi justamente o motivo da mensagem.
Mas no meio de tudo isso (e era mesmo uma mensagem longa), ela falou sobre adoração, sobre bendizer ao Senhor, sobre esperança e alegria. Ela disse: “Meu Salvador é tão real quanto essa dor! Assim como Ele tem sido fiel um milhão de vezes na minha vida e na vida da minha família, Ele será de novo.”
Você percebe esse contraste? Dor, lamento, tristeza, um mundo quebrado e pecaminoso — e, ao mesmo tempo, alegria na presença de Cristo, a fidelidade de Deus. Ele é tão real quanto essa dor. “Ele tem sido fiel um milhão de vezes na vida da minha família, [e a fé e a esperança dizem:] Ele será fiel outra vez.”
A esperança também olha para o céu — como ela fez. Ela falou sobre o céu, porque acabou de perder mais um familiar — uma situação trágica. Ela falou sobre o céu, o lugar onde não haverá mais dor, nem tristeza, nem lágrimas. Ou seja, mesmo no meio do lamento, pode haver alegria e louvor genuínos.
Davi se volta ao louvor no versículo 6, porque Deus ouviu e respondeu ao seu clamor. Novamente, citando Charles Spurgeon (a quem chamo de “meu amigo Charles Spurgeon”) sobre essa passagem: “Aqueles que oram bem logo louvarão bem.” E o que vemos aqui é que Deus estava ouvindo a oração de Davi, mesmo quando o contrário parecia verdade.
No início, Davi disse: “Ouve a voz das minhas súplicas. Não fiques em silêncio! Não sejas surdo para comigo!” Mas agora ele diz, no versículo 6: “Ele ouviu a voz das minhas súplicas.” Isso nos lembra que nossas orações não são em vão. Deus está ouvindo!
Estou olhando agora para minha amiga, Stephani, ali. A família dela passou por muita dor — a perda de um filho adulto, e outras situações dolorosas. Penso na Stephani — ela está nesse ministério há mais tempo do que eu. Eu estou aqui há quarenta e três anos no Life Action Ministries; ela já estava antes de mim.
Éramos jovens juntas, agora somos mulheres maduras juntas. Ela tem esse chamado — assim como eu — de clamar para que Deus envie um avivamento às nossas igrejas e à nossa nação. Ela nunca parou de orar, de clamar a Deus.
E não daria para continuar assim por décadas, se ela não cresse que há mesmo um Deus que ouve, que se importa e que, no tempo e do jeito dele, responderá essas orações. Nossas orações não são em vão!
E aí chegamos ao versículo 7, que é uma declaração de fé, nascida da experiência de Davi com Deus e da fidelidade de Deus ao longo do tempo. Ele diz: “O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia, nele fui socorrido.”
Davi está dizendo: “Eu creio que Tu és quem disseste ser, mesmo que o mundo esteja tão bagunçado. Minha vida está cheia de lutas, há tanta coisa errada acontecendo, mas. . . o Senhor é a minha força e o meu escudo. Eu confio nele!”
Não é que os malfeitores — aqueles que ele mencionou na primeira parte do salmo — tenham desaparecido. Eles permanecem! E sempre existirão até que Jesus venha e tome o Seu lugar como Rei soberano sobre o céu e a terra.
Mas dá pra perceber que Davi entregou esses malfeitores nas mãos do Senhor. Ele confia que Deus fará o que é justo. E por isso, Davi não precisa viver em constante agitação ou desespero diante da maldade no mundo. Ele pode viver em paz e descansar.
Acho que isso é um recado importante para nós que vivemos neste tempo tão conturbado. Às vezes, só de assistir às notícias, a pressão arterial já sobe! É como se disséssemos: “Chega! Isso está errado demais! Isso não é verdade!” As pessoas estão hiperventilando em seus pecados, e a gente começa a hiperventilar reagindo aos pecados delas!
Davi está cercado por maldade, por problemas no mundo. Mas no meio de tudo isso, ele confia: “O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia, nele fui socorrido.” (v. 7)
Você percebe que a palavra “coração” aparece três vezes neste salmo? No versículo 3, vimos um “coração perverso”. Agora, no versículo 7, temos um “coração que confia”. E no próximo versículo — o versículo 8, que vamos ver amanhã — há um “coração agradecido.”
Eu costumo perguntar para pessoas que sei que estão passando por momentos difíceis: “Como está o seu coração?” Às vezes mando mensagem: “Como está o seu coração esta manhã?” Sei que a pessoa está com uma doença, ou vivendo uma crise familiar: “Como está o seu coração?”
Nossos corações podem se tornar maus. No meio do sofrimento, podemos ficar reativas, defensivas, ressentidas. Mas não queremos um coração assim! Davi disse: “Meu coração confia nele.” Eu quero um coração que confia, porque “o Senhor é a minha força e o meu escudo,” mesmo quando o mal está se multiplicando ao nosso redor.
Esse texto mostra que temos um Deus poderoso e salvador, que sempre age em favor do Seu povo. O SENHOR é a minha força. Eu sou fraca, mas Ele é forte. Já disse isso provavelmente milhares de vezes ao longo da minha vida cristã, e com certeza ao longo dos últimos vinte anos nesse ministério: “Eu sou fraca, mas Ele é forte.”
Eu sou fraca. Sinto isso na véspera de uma gravação. Meu pensamento carnal é: “Isso não está dando certo. Não sei como isso vai acontecer!” Mas então oro: “Senhor, eu sou fraca, mas Tu és a minha força. Tu és forte!”
Entramos numa situação familiar, ou no trabalho, ou no nosso bairro, ou tentando ajudar alguém que na verdade não quer ajuda, ou seja lá o que for. Você pensa nas circunstâncias que te incomodam e então se lembra: “Eu sou fraca, mas o Senhor é a minha força!”
Ele me dá força na batalha. Ele está sempre agindo poderosamente a nosso favor. A batalha não é nossa.
Tive uma conversa nesta semana com uma mulher que está lutando com algumas coisas no ambiente de trabalho dela, e ela desabafou comigo, contou o que está acontecendo. Eu não estou lá. Eu não controlo nada disso. Não posso consertar nada; não posso mudar nada, mas posso orar com ela, e sei que Deus age. E até enquanto orávamos, Deus já estava agindo naquela situação, que ficamos sabendo depois.
Mas a primeira coisa que eu disse para ela, depois que ela abriu o coração sobre toda a maldade ao redor dela, foi: “Lembre-se: você não é a Salvadora. Não é sua responsabilidade consertar essa situação. Não é sua obrigação! Existe um único Salvador, e o nome dele é Jesus. Então esse peso não está sobre seus ombros.”
Nós carregamos fardos, mas continuamos entregando esses fardos ao Senhor, cujos ombros são grandes o suficiente para carregar o governo do mundo! Meus ombros não são grandes o bastante nem para lidar com o meu mundinho, quanto mais com o mundo inteiro.
Quando você estiver assistindo às notícias, lidando com um familiar rebelde, enfrentando um ambiente de trabalho ou igreja difícil, ou o que for, lembre-se: “Meus ombros não são grandes o suficiente para esse fardo, mas os dele são. Eu não sou forte o bastante para carregar isso, mas Ele é. Eu não sou poderosa o bastante para salvar as pessoas ou a mim mesma nessa situação, mas temos um Salvador. Eu não sou a Salvadora, Ele é. Ele é a minha força.”
E então Davi diz: “O Senhor é o meu escudo. Ele me defende dos ataques dos meus inimigos.” Ele protege; Ele me preserva na batalha.
Novamente, citando Charles Spurgeon, que disse:
O guerreiro cristão, protegido por trás do seu Deus, está muito mais seguro do que o herói coberto por seu escudo de bronze ou de aço triplo.
O Senhor é meu escudo. E, Davi diz: “O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia, nele fui socorrido.” (v. 7)
Ao olhar para o ano que passou, como o Senhor foi sua força quando você estava fraca? Como Ele foi seu escudo no meio da batalha? Como você confiou nele?Como Ele te ajudou? Pense nisso. Talvez tire um tempo depois deste programa para refletir nessas perguntas.
Olhe para o ano que passou. “Como o Senhor foi minha força? Como Ele foi meu escudo? Como eu confiei nele? Como Ele me ajudou?” Porque, ao lembrarmos do que Ele fez, isso nos ajuda a enfrentar o ano que está por vir, sabendo que Ele ainda será minha força e meu escudo para coisas que eu nem faço ideia que virão pela frente. Eu confiarei nele, e Ele me ajudará!
Você conhece essa velha canção; cantávamos quando eu era menina. Hoje ela não é tão cantada assim. Foi escrita num tempo de dor, quando uma mãe, com sua filhinha, viu o seu marido se afogar numa praia.
O marido correu para a água para tentar salvar a pessoa que se afogava (que ele nem conhecia). Ele acabou se afogando também, e a mãe e a filha viram tudo acontecer. Dessa tragédia indescritível saiu uma canção, essa é a letra:
Quão doce é confiar em Cristo
Só por crer no que Ele diz,
Por descansar em sua promessa
No "assim diz o Senhor"
Como eu confio em Cristo,
Ao prová-lo mais e mais!
Jesus, precioso Cristo,
Pela graça confiarei.
Quão feliz! Eu creio em Cristo
Meu Jesus, meu Salvador,
Eu sei que Ele está comigo
Desde agora até o fim.(“É tão doce confiar em Jesus” – Louisa M. R. Stead)
Espero que essa seja sua canção, ao olhar para o ano que passou e para o ano que vem, porque, do começo ao fim, a vida cristã é uma vida de fé. Precisa de mais ajuda? Então peça a Deus por uma fé maior. Clame ao Senhor e confie nele, pois o salmista diz: “Nele o meu coração confia, nele fui socorrido!”
Ele vai ajudar. Virá no Seu tempo e do Seu jeito, e de formas que você talvez nem perceba que Ele está ajudando naquele momento. Enquanto você confiar nele, Ele será sua força. Será seu escudo. Será sua ajuda!
E Davi continua: “por isso, o meu coração exulta” (v. 7). Algumas versões dizem: “Meu coração pula de alegria!” ou “Meu coração se alegra grandemente!” É uma palavra forte usada aqui. “. . . e com o meu cântico o louvarei.” (v. 7)
Deus é um Deus grandioso! Ele é força. Ele é escudo. Ele é um Deus que ajuda. Ele é um Deus que ouve. É justo que nos alegremos muito nele. Davi diz: “Eu estava em grande necessidade! Clamei ao Senhor, Ele me ouviu. Confiei nele, Ele me ajudou!” E o que vem depois? “Eu o louvarei. Meu coração se alegra! Eu lhe dou graças com o meu canto!”
Warren Wiersbe diz em seu comentário sobre este salmo:
Levantem as mãos ao Senhor em súplica e expectativa, e logo vocês levantarão as mãos em júbilo e celebração!
Levantamos as mãos em oração, em desejo: “Senhor, precisamos de Ti, precisamos de Ti, precisamos de Ti! Ajuda, Senhor! Por favor, escuta!” E então, com o tempo, levantamos as mãos em celebração e júbilo.
Mas a pergunta é: com que frequência esquecemos de dizer, “Obrigada”? Esquecemos de agradecer. É fácil recorrer a Ele quando estamos em angústia e depois esquecer de agradecer pelas respostas. Quais orações você viu Deus responder neste ano? Pense nelas.
Onde você viu Deus se mostrar poderoso em seu favor? Onde você viu Ele agir quando você não fazia ideia de como aquilo aconteceria? Você lembrou de abençoar o Senhor, de agradecer?
Bendiga, minha alma, o Senhor,
e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.
Bendiga, minha alma, o Senhor,
e não se esqueça de nem um só de seus benefícios.
Ele é quem perdoa todas as suas iniquidades;
quem cura todas as suas enfermidades;
quem da cova redime a sua vida. . .
Foi o que Davi orou antes, no Salmo 28: “Não me deixes cair na cova! (v. 1)
. . .e coroa você de graça e misericórdia.
Não se esqueça de celebrar; não se esqueça de agradecer! Davi diz: “Por isso o meu coração exulta, com o meu cântico o louvarei” (Sl 28.7). Os cristãos deveriam ser pessoas que cantam. Deveríamos ser pessoas que cantam na igreja. Hoje, vemos muitas igrejas — felizmente não todas, mas muitas — onde as únicas pessoas realmente cantando com convicção são as que estão no palco.
É de lá que vem grande parte do som e do canto, mas aí você olha para os lados na igreja e vê. . . Às vezes, é porque não sabemos a letra, outras vezes porque a música está em um tom muito alto e não conseguimos cantar.
Eu acho que hoje as pessoas ouvem mais música do que cantam. Fomos condicionadas a ouvir outras pessoas cantando. Mas há algo muito participativo no ato de cantar, como vemos nas Escrituras. Não estamos falando apenas de cantar para nos emocionar — isso às vezes é confundido com “adoração” em algumas igrejas ou reuniões.
Nós, cristãos, temos motivo para cantar! Temos uma teologia e uma redenção que dão ao nosso coração a razão, a essência de porquê cantamos ao Senhor. E você vê esse conceito muitas vezes na Bíblia. Vou ler algumas dessas passagens.
Êxodo 15, começando no versículo 1, depois da travessia do Mar Vermelho:
Então Moisés e os filhos de Israel entoaram este cântico ao Senhor:
Cantarei ao Senhor,
porque triunfou gloriosamente;
lançou no mar o cavalo
e o seu cavaleiro.
Salmo 95, começando no versículo 1:
Venham, cantemos ao Senhor com júbilo,
celebremos o Rochedo da nossa salvação.
Saiamos ao seu encontro com ações de graças,
vitoriemo-lo com salmos.
Porque o Senhor é o Deus supremo
e o grande Rei acima de todos os deuses. (vv. 1–3)
Salmo 98, versículo 1:
Cantem ao Senhor um cântico novo,
porque ele tem feito maravilhas;
a sua mão direita e o seu braço santo
lhe alcançaram a vitória.
Salmo 105, versículo 2 (estou te convencendo que precisamos cantar, né?):
Cantem a Deus, cantem louvores a ele;
falem de todas as suas maravilhas.
Cantamos para nos lembrar e para lembrar os outros, para encorajar uns aos outros sobre as obras maravilhosas que o Senhor fez! No Novo Testamento, Efésios 5, versículos 19–20:
Falando entre vocês com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando com o coração ao Senhor, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
Alguém de vocês está sofrendo? Faça oração. [Vimos isso na primeira parte do Salmo 28, certo?] Alguém está alegre? [Alguém foi abençoado, alguém recebeu ajuda divina, sua força e seu escudo?] Cante louvores.
Cantem louvores! E em Apocalipse 15.3, na visão de João, onde ele viu os santos no céu que derrotaram a Besta, o maior inimigo, esses santos no céu. . .
E entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro.
Eles celebravam a libertação do Egito e através do Mar Vermelho, celebravam a libertação do pecado e de Satanás, a libertação definitiva. Eles cantaram agradecimentos! Quão grandes são as bênçãos de Deus na sua vida? Conte-as! Agradeça a Ele por elas! Cante louvores a Ele.
Escute, quando converso com pessoas ou comigo mesma (sim, eu falo comigo mesma algumas vezes), em momentos de desânimo, desespero, há duas coisas que eu digo há muitos anos às pessoas. Pode parecer uma resposta pronta, mas quero te dizer: faz uma enorme diferença! Uma delas é memorizar e recitar a Palavra de Deus.
Tenho meditado neste salmo o ano todo, e ele está explodindo no meu coração. Está fazendo maravilhas no meu coração. Está limpando, lavando, renovando e me dando alegria em momentos difíceis. Recitar as Escrituras é importante.
A outra é cantar para o Senhor. Lembro uma vez no início do Aviva Nossos Corações. Foi difícil. Eu estava me afogando. Eu estava completamente fora do controle. Lembro de abrir o hinário naquela canção conhecida, Estou seguro de Elisha A. Hoffman.
“Não recearei, nada temerei. . .” Eu cantava todas as estrofes, três ou quatro, as lágrimas escorrendo. Eu chorava. As pessoas provavelmente nem reconheceriam a canção! Mas eu cantava essas palavras até que meu coração se acalmasse, até que meu coração se assentasse. Cantar para o Senhor é algo tão poderoso! “Cantem ao Senhor.”
Todas nós vamos enfrentar provações, lágrimas e testes no ano que vem. O que vimos até agora no Salmo 28?
- Olhe para o céu, clame, “Ó Senhor!”
- Ore para que o mal seja vencido, começando pelo seu próprio coração e depois no nosso mundo.
- Fique atenta às misericórdias de Deus.
- Confie nas Suas promessas, confie no Seu caráter. “O Senhor é minha força e meu escudo.” Confie que Ele vai te ajudar.
- Agradeça a Ele.
- E cante!
Raquel: Espero que o Salmo 28 esteja ganhando vida para você de uma forma nova! Nancy DeMoss Wolgemuth já volta para orar. Eu acho que alegrar-se no meio da dificuldade severa é um dos tipos mais puros de adoração.
Olhe para Jó, que sofreu perdas catastróficas, incluindo a morte de seus filhos. Qual foi a resposta dele? “O Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 1.21) Uau! Eu queria ter esse tipo de resposta automática, você não queria também? Ó Senhor, faça isso ser verdade em nós!
Não sei como foi seu ritmo de leitura bíblica neste último ano, mas queremos convidar você a fazer algo especial em 2026. Será um ano inteiro de leitura da Palavra, e nós vamos caminhar juntas! Todos os dias, você receberá por e-mail lembretes e encorajamento para manter-se firme na leitura. Esse compromisso coletivo vai ajudar cada um de nós a crescer em disciplina e em amor pela Palavra.
Inscreva-se agora mesmo para não ficar de fora desse movimento que pode marcar profundamente a sua vida espiritual. Visite o nosso site, avivanossoscoracoes.com.
Amanhã Nancy encerrará nosso ano com uma oração e bênção do Salmo 28.
Aguardamos você amanhã aqui, no Aviva Nossos Corações. Agora, aqui está Nancy para encerrar nosso tempo em oração.
Nancy: Senhor, neste momento de transição de um ano para o outro, não acho que isso seja algo grande para Ti, mas é para nós, porque reservamos um tempo para refletir.
Agradecemos, Senhor, porque Tu tens sido nossa força. Tens sido nosso escudo. Tens nos ajudado cada vez que confiamos em Ti. Tens nos ajudado mesmo quando não estávamos confiando e nem percebíamos que Tu estavas nos ajudando, mas Tu estavas. Por isso dizemos: “Bendito seja o Senhor! Bendito seja o Teu nome! Tu és grande; Tu és bom; Tu és bondoso! Nós Te louvamos; queremos cantar canções de gratidão a Ti.”
Ao encararmos o ano que vem, com tudo o que ele trará, algumas de vocês que estão ouvindo estão em um lugar difícil e pesado agora, então precisam disso neste exato momento. Outras estão em um lugar tranquilo agora, mas daqui a alguns dias, semanas ou meses, precisarão se lembrar disso: “O Senhor é minha força, meu escudo. Confio nele. Sou ajudada, por isso meu coração celebra, e eu lhe dou graças com meu canto!”
Jesus, Jesus, como confio nele,
Como já provei que é fiel,
Vamos olhar para o ano passado e para o ano que vem:
Jesus, Jesus, precioso Jesus,
Ó, que graça para confiar [em Ti] ainda mais!
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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