Dia 3: Guarde o seu coração
Raquel Anderson: O que está no seu coração hoje? Nancy DeMoss Wolgemuth diz que isso será revelado.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Tudo o que acontece na sua vida flui do que está no seu coração — o que você diz, o que você faz, como você pensa, como você reage, suas emoções, suas escolhas — toda a sua vida futura brota do que está no seu coração.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações, com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O Céu Reina, na voz de Renata Santos.
Nos últimos dias, Nancy tem compartilhado conosco alguns princípios que aprendeu com seu pai. Vamos revisá-los:
Primeiro, leve Deus a sério. Segundo, comece o seu dia com Deus. Terceiro, confie e obedeça. E por fim, pequenas coisas importam. Você pode ouvir qualquer episódio que perdeu no avivanossoscoracoes.com. Hoje, continuaremos ouvindo mais desses …
Raquel Anderson: O que está no seu coração hoje? Nancy DeMoss Wolgemuth diz que isso será revelado.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Tudo o que acontece na sua vida flui do que está no seu coração — o que você diz, o que você faz, como você pensa, como você reage, suas emoções, suas escolhas — toda a sua vida futura brota do que está no seu coração.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações, com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O Céu Reina, na voz de Renata Santos.
Nos últimos dias, Nancy tem compartilhado conosco alguns princípios que aprendeu com seu pai. Vamos revisá-los:
Primeiro, leve Deus a sério. Segundo, comece o seu dia com Deus. Terceiro, confie e obedeça. E por fim, pequenas coisas importam. Você pode ouvir qualquer episódio que perdeu no avivanossoscoracoes.com. Hoje, continuaremos ouvindo mais desses princípios enquanto Nancy dá sequência à série chamada Os ensinamentos de um pai.
Nancy: Hoje quero compartilhar com vocês algo que, na verdade, aprendi não apenas com meu pai, mas também em um seminário que participei quando era uma jovem adolescente.
Trata-se de princípios de vida básicos, fundamentais, e que fizeram uma grande diferença para mim. Estou falando de vários princípios que aprendi com meu pai nesta série, Os ensinamentos de um pai.
Esses princípios foram tão úteis para mim enquanto me tornei adulta e agora, enquanto caminho com o Senhor e O sirvo. Eles estabeleceram uma base para minha vida e têm sido extremamente valiosos.
Quero abordar um quinto princípio hoje, que à primeira vista pode não parecer grande coisa, mas que tem me ajudado muito nos relacionamentos e ao lidar com as circunstâncias da vida. E esse princípio é: Você é responsável pelo seu próprio comportamento.
Lembro de quando ouvi esse princípio conscientemente pela primeira vez — tenho certeza de que meu pai nos ensinou isso enquanto crescíamos — quando eu era uma jovem adolescente. Eu participei de um seminário e, naquela fase da minha vida, eu precisava ouvir isso: Eu não sou responsável pelas ações dos outros. Sou responsável apenas pelas minhas reações e respostas aos outros.
Veja bem, a consequência disso é que ninguém pode me fazer pecar. Às vezes pensamos: “Eu reagi dessa forma, perdi a paciência, me endureci, fiquei amargurada, ou qualquer outra coisa — tive essa reação negativa porque minha mãe me tratou assim, meu pai fez isso, meu parceiro me tratou de tal maneira, meu filho fez isso comigo, isso aconteceu em nossa casa ou essa circunstância aconteceu na minha vida. Foi por isso que reagi dessa forma.”
É verdade que as circunstâncias têm impacto nas nossas reações, mas o princípio libertador para mim — um que meu pai enfatizou muito quando eu entrei na adolescência — foi: "Você nunca dará contas a Deus pelo que alguém faz com você."
Você não é responsável pelo que os outros fazem. Você é responsável por como reage a eles. Quero contar de forma bem prática uma situação onde esse princípio se tornou importante.
Quando eu era adolescente, confesso honestamente que eu e minha mãe tínhamos nossos desentendimentos. Agora que sou uma mulher adulta e tenho muitas amigas que são mães e têm filhos, vejo as coisas de forma bem diferente de como via naquela época. Hoje, sou muito mais compreensiva e tenho muito mais empatia pelo que minha mãe passou, criando seis adolescentes, sendo eu a mais velha. Enxergo tudo de uma perspectiva bem diferente agora.
Mas, naquela época, havia aspectos do estilo de educação da minha mãe aos quais eu realmente resistia e que me incomodavam. Eu reagia em alguns momentos a coisas que ela fazia ou dizia, que eu achava que não eram razoáveis, que não faziam sentido, ou com as quais eu simplesmente não concordava.
Eu havia sido criada com o temor do Senhor o suficiente para saber que eu não poderia falar de qualquer forma. Não podia me rebelar abertamente, mas no meu espírito e às vezes com minhas palavras, deixava claro que não concordava com ela.
Meu pai foi tão sábio ao me ensinar duas coisas. A primeira, você deve honrar sua mãe. Ponto final. Você não tem escolha. Nessa casa, você vai honrar sua mãe. Como eu agradeço ao Senhor por isso. Eu cresci para honrar ambos os meus pais de uma forma profunda, porque meu pai insistiu nisso.
Seu segundo ensinamento foi: Você não é responsável pelo que ela faz. Veja, o problema não estava — na visão dele, enquanto lidava comigo — em "Ela está certa ou está errada?" Para ele, quando se tratava de lidar comigo, isso realmente não importava. Essa não era a questão. O problema era: "Você não é responsável pelo que a outra pessoa faz. Você nunca terá que prestar contas a Deus por isso. Você é responsável pela sua atitude e a sua resposta ao que ela faz."
Isso foi tão libertador para mim. Eu só queria ter aprendido isso mais rápido, mais cedo e com mais facilidade, mas o Senhor tem uma maneira de nos colocar em circunstâncias da vida que nos ensinam essas lições. Eu passei a entender o quanto esse princípio é importante porque você pode passar a vida toda e sempre haverá pessoas e circunstâncias com as quais não concordamos.
Quero ser bem clara sobre o que acabei de dizer. Não estou culpando minha mãe pela maneira como ela me criou. Estou culpando a mim mesma. Estou dizendo que reagi de forma pecaminosa e errada para com minha mãe, e Deus teve que tratar comigo sobre isso.
Deus tem que lidar com minha mãe, com meu pai e com qualquer outra pessoa em minha vida sobre os problemas delas. Elas não são minha responsabilidade. Minha responsabilidade é responder sob o controle do Espírito de Deus. Eu terei que dar contas a Deus por isso.
Aprendi que sou responsável pelo meu próprio comportamento. Não posso culpar; não posso justificar. Para tantas pessoas hoje, a mentalidade é: “Eu sou o que sou porque alguém fez isso comigo; alguém me tratou assim.”
Queridas, precisamos amadurecer e aprender que não precisamos viver em cativeiro devido ao modo como os outros nos trataram. Algumas de vocês tiveram pais horríveis, pais ímpios, pais cruéis, pais ausentes. Não estou dizendo que isso não as afetou, mas estou dizendo que, como mulheres hoje, vocês podem fazer escolhas para superar isso.
Vocês não precisam ser prisioneiras a vida inteira por causa das cartas que a vida lhes deu. Vocês não tiveram escolha sobre seus pais, sobre a maneira como foram tratadas pelo cônjuge, ou talvez sobre coisas que seus filhos fizeram.
O que está nas nossas mãos não são as circunstâncias, mas a forma como respondemos a elas. Você é responsável diante de Deus pela sua reação — assim como eu sou responsável diante dele pela maneira como escolho responder ao que acontece comigo.
Aqui vai o sexto princípio, que é a importância de ouvir o conselho piedoso. Meu pai costumava nos desafiar a não apenas ouvir conselhos, mas também a pedi-los, a solicitá-los.
Provérbios diz repetidamente: "A pessoa sábia ouve conselho. A pessoa sábia escuta instrução." Então o desafio aqui é sempre ser uma aprendiz. Tenha um espírito ensinável. Esteja disposta a ouvir — tenha humildade ao ouvir.
Ouçam alguns desses versículos de Provérbios: “Mas o que me der ouvidos habitará seguro, tranquilo e sem temor do mal." (Pv. 1.33)
Provérbios 7.24: Agora, meu filho, escute o que eu digo e dê atenção às palavras da minha boca.”
Provérbios 8.32-34: “Agora, meus filhos, escutem o que eu digo, porque felizes são os que guardam os meus caminhos. Ouçam o ensino, sejam sábios e não o rejeitem. Feliz é aquele que me ouve, vigiando dia após dia diante das minhas portas, esperando na entrada da minha casa.”
Provérbios 13.1: “O filho sábio ouve a instrução do pai, mas o zombador não dá ouvidos à repreensão.”
Provérbios 19.20: “Ouça os conselhos e receba a instrução, para que você seja sábio a partir de agora.”
Para que vocês não pensem que estou dando uma palestra para as mulheres mais jovens, eu só estou seguindo o caminho do livro de Provérbios. Estou dizendo às mais jovens: “Escutem o conselho, e se o fizerem, serão abençoadas nos seus últimos dias.”
Provérbios 23.22: “ Escute o seu pai, que o gerou, e não despreze a sua mãe, quando ela envelhecer.”
Tenham um coração receptivo, um coração ensinável e um espírito humilde. Sempre sejam aprendizes.
Ouçam seus pais. Seus pais podem nem conhecer o Senhor, mas Deus lhes deu a capacidade de lhes dar um conselho sábio. Ouçam isso. Peçam por isso. Solicitem isso.
Peçam conselhos aos seus pais, seus professores, pastores, conselheiros piedosos, pessoas sábias. Procurem pessoas sábias. Peçam a elas que as ensinem. Eu sou muito grata pelas pessoas que Deus trouxe para minha vida, em todas as estações da minha vida, para me ajudar a ser mais eficaz no que faço.
Às vezes alguns conselhos foram difíceis de ouvir. Às vezes, foi difícil de seguir, mas eu disse: “Senhor, dá-me um coração humilde, um espírito ensinável. Torna-me uma aprendiz. Ajuda-me a ouvir conselhos. Ajuda-me a ouvir a repreensão, a ouvir a correção.”
Isso salvará sua vida, e vocês ouvem isso em Provérbios repetidamente: “O caminho para a vida é de quem guarda o ensino, mas o que abandona a repreensão anda errante.” (Pv. 10.17)
"Pobreza e vergonha," diz Provérbios 13, "sobrevêm ao que rejeita a instrução, mas o que aceita a repreensão será honrado." (v. 18)
Provérbios 15: "O insensato despreza a instrução de seu pai, mas o que aceita a repreensão consegue a prudência." (v. 5)
Repetidamente, Provérbios nos dizem que devemos ter ouvidos atentos, corações sábios, e que devemos receber instrução e repreensão.
Eu gostaria de encorajá-la a ouvir a instrução e a repreensão de seus críticos. Alguns dos seus críticos serão construtivos e realmente desejarão ajudá-la. Outros não terão bons motivos, eles só querem te derrubar. Mas, se você tiver um espírito ensinável e um coração de aprendiz — um espírito humilde — você pode aprender muito com seus críticos. Diga: “Senhor, qual é a semente de verdade nisso que o Senhor quer que eu receba?”
Tenha um coração humilde. Não importa quantos anos você tem; não importa quão jovem você seja — mas especialmente se você for jovem — ouça os conselhos. Ouça a instrução. Ouça as críticas. Não as rejeite. A pessoa sábia ouve.
Ao longo de sua vida, esteja sempre pedindo conselhos. Vou ser honesta com vocês, mulheres, dificilmente tomo uma decisão na minha vida, sobre coisas grandes ou pequenas, sem pedir a opinião de alguém. Pode ser um colega, alguém a quem sou responsável, ou um pastor, ou um amigo cristão maduro: "Posso pedir um conselho sobre isso? O que você acha?"
Isso não é porque sou boba ou hesitante em tomar decisões. Eu simplesmente sei que uma pessoa sábia busca e ouve conselhos. Você quer ser sábia? Ande com pessoas sábias, peça conselhos e opiniões a elas, e Deus a abençoará — não apenas agora, mas também no futuro.
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth voltará já, com a segunda parte do programa de hoje. Ela tem falado sobre como buscar opiniões de outros, e estamos fazendo uma pausa para ouvir uma ouvinte. Olá, Mary!
Mary: Olá, e obrigada por me receber.
Raquel: É um prazer ter você aqui. O que mais chamou sua atenção hoje?
Mary: Bem, ouvir a transparência da Nancy sobre o próprio pai me fez voltar e pensar sobre algumas das coisas que meu pai me ensinou ao longo dos anos. Tive a oportunidade de ser grata por ele mais uma vez.
Raquel: Você gostaria de compartilhar algumas das coisas que seu pai te ensinou?
Mary: Meu pai sempre foi um homem cheio de ideias — extremamente criativo. Ele nos ensinou que nada é impossível, que quase tudo pode ser alcançado se estivermos dispostas a investir tempo, esforço e dedicação para aprender como fazer.
Ele sempre dizia que, se for um processo de aprendizado, podemos realizar. E o empenho que colocamos nisso muitas vezes compensa qualquer falta de talento natural.
Raquel: Isso é maravilhoso, Mary. Gostaria de encorajar todas as nossas ouvintes — pensem sobre o que aprenderam com seu pai ou figura paterna em sua vida. Se possível, compartilhem com seus pais o que aprenderam ou o que apreciam neles. Tenho certeza que eles vão se sentir honrados. Certo, vamos voltar à Nancy.
Nancy: Temos falado sobre ensinamentos específicos de meu pai que se tornaram fundamentais para minha vida. Outro princípio que, novamente, foi algo que estava presente em nossa criação, pode ser resumido em três palavras: Guarde seu coração.
Provérbios 4, verso 23: "De tudo o que se deve guardar, guarde bem o seu coração, porque dele procedem as fontes da vida". Outra tradução diz este versículo da seguinte maneira: "Guarde o seu coração com toda a diligência," você precisa se esforçar nisso; você precisa ser intencional sobre isso, "pois dele procedem os assuntos da vida."
Tudo o que acontece na sua vida flui do que está em seu coração — o que você diz, o que você faz, como você pensa, como você reage, suas emoções, suas escolhas. Sua vida futura toda nasce do que está no seu coração.
Pecamos, não por causa do nosso ambiente, não por causa da nossa criação, mas por causa do que está no nosso coração. Por isso, Jesus disse: "Se você quer mudar seu comportamento, precisa ter um novo coração." Você precisa lidar com o seu coração. Mesmo depois que você se torna uma filha de Deus, você precisa, consistentemente, conscientemente e com atenção, trabalhar em guardar o seu coração.
Nosso coração é a primeira coisa a ir embora. Por isso nossos corações podem ficar duros e frios, mesmo depois de serem sensíveis, aquecidos e responsivos a Deus: porque não guardamos nossos corações.
Em Lucas capítulo 8, Jesus contou a parábola do semeador que saiu para semear sementes. Havia quatro tipos diferentes de solo, e cada tipo de solo, representando quatro condições diferentes do nosso coração, teve um resultado diferente.
Fala de um solo que era espinhoso. A semente caiu entre os espinhos e não teve raiz, então nunca pôde produzir frutos. E quando Jesus explicou em Lucas 8, verso 14, o que Ele estava falando, o que significava aquele solo espinhoso, veja o que Ele disse: “A parte que caiu entre espinhos, estes são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com as preocupações, as riquezas e os prazeres desta vida; os seus frutos não chegam a amadurecer.”
As raízes nunca se aprofundam, e como resultado nunca produzem uma colheita. Quais são as coisas que sufocam a Palavra de Deus, que mantém meu coração apertado? As coisas que eu preciso guardar do meu coração são as preocupações, as riquezas e os prazeres da vida.
Veja bem, não há nada inerentemente errado com essas três coisas, mas todas elas são coisas que podem ser perigosas para o seu coração. Eu sou muito grata porque, enquanto crescíamos, meu pai estava constantemente nos alertando, nos aconselhando, sobre como as preocupações deste mundo — simplesmente coisas, objetos, distrações, riquezas, prosperidade e prazer — como essas coisas normalmente não são amigas da graça em nossas vidas, como elas podem roubar nossa afeição pelo Senhor.
Elas podem fazer nosso coração esfriar ou se tornar duro, e por isso ele sempre nos lembrava de ter cuidado com o que permitimos entrar em nossos corações, com os livros que lemos, com as escolhas de entretenimento.
Ele nos aconselhava a evitar influências e entradas negativas que poderiam roubar nossos corações. Guarde seu coração. Seja intencional sobre alimentar sua mente com coisas que atendem às qualificações de Filipenses capítulo 4, verso 8. Você se lembra desse versículo? “Tudo o que é puro, bom e verdadeiro, se há alguma virtude, pensem nessas coisas” (parafraseado).
A Palavra de Deus diz — e eu posso ouvir meu pai lendo esta passagem em Deuteronômio 8: “Se você não guardar seu coração, então quando se tornar próspero, bem-sucedido, você vai se esquecer do Senhor” (vv. 11–14, parafraseado). Seu coração será exaltado, você se desviará dele, então guarde seu coração.
E falando em guardar o coração, aqui está outro princípio que meu pai enfatizava muito: o casamento é para sempre, então não se contente com menos do que o melhor de Deus.
Ele nos desafiava a guardar nossos corações quando se tratava de namoro, relacionamentos, namoro sério e casamento. Ele acreditava fortemente, assim como as Escrituras, e enfatizava a permanência do casamento.
O casamento é para sempre, então tenha cuidado com quem você se casa. A maneira dele nos alertar sobre isso era dizendo: “Se você quer ter cuidado com quem vai casar, tenha cuidado com quem você namora.”
Aparentemente, isso não é verdade em muitas famílias cristãs hoje. Vou dizer uma coisa, esteja você na fase de pré-casamento, solteira ou considerando o casamento — ou se você é mãe e está criando filhos e filhas — não, não, não, não, nunca namore ou case com alguém que não compartilhe sua fé em Jesus Cristo!
E posso dizer mais, não só é importante que com quem você namora ou se case seja cristão, mas é importante que tenha um coração fervoroso por Deus; que tenha caráter piedoso e convicções bíblicas; e que você tenha conselheiros.
É aqui que voltamos a ouvir os conselhos dos mais experientes. Como meu pai dizia: “Quando você se apaixona, você perde a cabeça. Você não pensa direito, e não importa o quão espiritual você seja, não importa o quanto suas intenções sejam boas, você não pensa direito quando suas emoções entram em cena.”
Por isso é tão importante desenvolver o hábito de ouvir conselhos piedosos. Você pode conseguir o que quer. Pode encontrar um parceiro, mas se você não esperar pela escolha de Deus e por uma escolha que aqueles na Igreja de Cristo estão afirmando como sendo a escolha de Deus para a sua vida, você estará cometendo um erro sério.
O casamento é para sempre, então não se contente com menos do que o melhor de Deus. Eu preciso ler para você um e-mail que recebi de uma jovem profissional que estava falando comigo sobre o fato de ter namorado um rapaz que seus pais não aprovavam.
Ele era cristão, e ela sentia que seus pais não sabiam realmente o que estava acontecendo, então ela continuou a namorá-lo. Com o tempo, ela chegou à conclusão de que ele realmente não era o homem certo para ela. Ela terminou o relacionamento, e agora estava escrevendo para me contar sobre a dor que estava vivenciando devido a essa escolha tola de namorar alguém que não era o certo para ela. Ela disse o seguinte:
“Mesmo sem o apoio dos meus pais, ou dos meus amigos, continuei namorando [e ela menciona o nome dele]. Agora, depois do término, eu vi as coisas que as pessoas tentaram me dizer e que eu nunca soube que existiam — embora outras pessoas soubessem, como minha família e meus amigos.
Agora vejo a verdadeira face dele, e estou feliz por estar fora desse relacionamento, mas ainda dói. Vejo que eu trouxe muito dessa miséria sobre mim mesma, desobedecendo meus pais.”
Ela é uma mulher adulta, e ela poderia ter argumentado, “Não estou mais sob a autoridade dos meus pais.” Mas é tolice sair de baixo dos conselhos dos seus pais, especialmente sobre algo tão importante como a pessoa com quem você vai casar. Ela diz:
“Eu fiz isso. Eu rejeitei os conselhos dos meus pais voluntariamente. Eu sabia que Deus queria que eu honrasse meus pais e não saísse com esse jovem, e por isso sinto que, em grande parte, só tenho a mim mesma para culpar. Estas são as consequências.”
Agora, a parte boa é que ela não casou com o rapaz que seus pais acreditavam ser errado para ela — e ela agora acredita que ele realmente não era o homem certo para ela.
Posso dizer a todas vocês, mulheres mais jovens, guardem seus corações. Guardem suas emoções. Não entreguem seus afetos prematuramente a nenhum homem até que vocês saibam — e aqueles ao seu redor tenham confirmado — que essa é a escolha de Deus para um parceiro permanente de vida.
E então, tenham certeza de que não ignoraram os sinais óbvios de alerta. Se ele não tem um caráter piedoso e bíblico enquanto você está namorando, provavelmente não terá depois.
Isso não significa que ele tem que ser completamente perfeito, glorificado e totalmente santificado. Ele não é, e você também não é. Deus vai moldá-lo e transformá-lo enquanto vocês caminham na vida de casados, mas não ignore sinais óbvios de cautela, luzes amarelas — muito menos sinais vermelhos.
Se você passar o sinal vermelho, ou ignorar o sinal de cautela, provavelmente vai acabar em uma batida de frente, algo com o qual você terá que lidar pelo resto da sua vida, e não vale a pena.
Esse é um conselho piedoso. Veio do meu pai. Veio da Palavra de Deus, e eu estou compartilhando com você hoje com a esperança e a oração de que você o ouça.
Ó Pai, eu penso em quantas ouvintes solteiras temos — quantas escrevem e dizem que querem se casar, ou algumas que já foram casadas e querem se casar novamente. Penso em quantas escreveram dizendo que passaram por dois, três ou até quatro casamentos e agora estão procurando um que seja o certo.
Ó Senhor, eu ouço a dor, as lágrimas e a frustração de mulheres que tomaram decisões imprudentes. Elas não guardaram seus corações. Elas entregaram seus afetos, e agora estão vivendo com as consequências dolorosas que isso traz para toda a vida.
Senhor, eu só peço que, mesmo através dessas palavras que compartilhei, Tu possas poupar algumas mulheres mais jovens que ainda estão no início dessas decisões, para que elas guardem seus corações, para que escutem conselhos. Eu peço que as abençoes com casamentos piedosos, saudáveis e completos que reflitam Tua glória e tragam grande alegria e satisfação para elas — e tragam satisfação a Ti por toda a eternidade. Eu oro em nome de Jesus, amém.
Raquel: Essa mensagem de Nancy DeMoss Wolgemuth faz parte da série Os ensinamentos de um pai. Ela tem compartilhado vários princípios que seu pai lhe passou — ensinamentos importantes.
E precisamos de sabedoria, precisamos de verdade para nos ajudar a navegar pela vida.
A Palavra de Deus também nos oferece essa sabedoria que vem do alto e que tanto precisamos. Por isso, no dia 1º de janeiro nos juntamos a milhares de mulheres na Leitura da Bíblia todos os dias durante o ano de 2026. Começamos em janeiro, mas você ainda pode se juntar a nós.
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O pai de Nancy compartilhou com ela coisas importantes sobre como investir o tempo sabiamente. Vamos falar sobre isso no próximo episódio. Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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