Dia 3: Focando no autêntico
Raquel Anderson: Você já percebeu quanta estimulação visual você recebe todos os dias? A autora Nancy Guthrie percebeu isso e alerta que pensamentos não bíblicos podem se infiltrar enquanto absorvemos todas as imagens brilhantes.
Nancy Guthrie: Discernimento é necessário hoje em relação ao fato de que somos pessoas visuais. Mulheres — não sei se necessariamente mais do que os homens — têm um olhar para a beleza. Nossos olhos hoje estão sendo treinados de maneiras muito significativas por meio do Instagram e do Pinterest.
Você olha o Pinterest e pensa: quero que minha mesa de jantar fique assim; quero que meu quarto fique assim; quero que o bolo de aniversário dos meus filhos fique assim; quero ficar assim.
Raquel: Nancy Guthrie diz que não é necessariamente errado ser atraída pela beleza.
Nancy Guthrie: Fomos feitas assim. Deus nos criou como pessoas com olhos para a …
Raquel Anderson: Você já percebeu quanta estimulação visual você recebe todos os dias? A autora Nancy Guthrie percebeu isso e alerta que pensamentos não bíblicos podem se infiltrar enquanto absorvemos todas as imagens brilhantes.
Nancy Guthrie: Discernimento é necessário hoje em relação ao fato de que somos pessoas visuais. Mulheres — não sei se necessariamente mais do que os homens — têm um olhar para a beleza. Nossos olhos hoje estão sendo treinados de maneiras muito significativas por meio do Instagram e do Pinterest.
Você olha o Pinterest e pensa: quero que minha mesa de jantar fique assim; quero que meu quarto fique assim; quero que o bolo de aniversário dos meus filhos fique assim; quero ficar assim.
Raquel: Nancy Guthrie diz que não é necessariamente errado ser atraída pela beleza.
Nancy Guthrie: Fomos feitas assim. Deus nos criou como pessoas com olhos para a beleza. Você não ama aquele versículo em que Davi consegue orar por uma coisa só, e ele diz: “Esta é a única coisa que eu quero, que eu quero pedir a Deus — que eu possa habitar na casa do Senhor para sempre e contemplar a beleza do Senhor”? Fomos feitas para contemplar a beleza.
Mas, às vezes, algumas das coisas que atraem nossos olhos em termos de beleza não são necessariamente belas. Há algo bonito, mas o que sempre precisamos perguntar é: a beleza de Cristo está sendo mostrada de maneira única nisso?
Raquel: Então, em uma cultura visual, precisamos estar sempre atentas. Precisamos avaliar tudo à luz da Palavra de Deus. Hoje, Nancy DeMoss Wolgemuth vai ajudá-la a desenvolver discernimento.
Este é o programa Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Nancy continua na série chamada Discernindo a verdade em um mundo de engano.
Nancy: Em 1983, o Museu J. Paul Getty, na Califórnia, foi contatado por um comerciante de arte que tinha uma estátua de mármore que afirmava ser do século VI a.C. Era uma estátua muito rara chamada kouros, ou seja, uma estátua de um jovem do sexo masculino.
O museu considerou aquilo uma descoberta incrível, porque esse tipo de estátua é extremamente raro e geralmente danificado ou fragmentado. Mas esta era quase perfeita.
Parecia boa demais para ser verdade. Por isso, o museu reuniu um grupo de especialistas para analisar e autenticar a peça. Fizeram todos os tipos de testes e finalmente concluíram que a peça era autêntica.
O museu comprou a peça por sete milhões de dólares. O New York Times elogiou a compra, e amantes da arte de todo o país começaram a viajar para o Museu Getty, na Califórnia, para ver a estátua.
Mas havia três pessoas que não estavam convencidas de que a estátua era o que parecia ser. Elas começaram a pressionar o museu a investigar mais a fundo. O museu fez uma pesquisa extensiva, e pouco a pouco a verdade começou a vir à tona.
Descobriram que parte da documentação e das evidências apresentadas com a estátua tinham sido falsificadas. Resumindo: a estátua que diziam datar de 600 a.C. tinha, na verdade, apenas alguns anos de idade.
O museu pagou sete milhões de dólares por uma falsificação. A verdade prevaleceu devido a três especialistas no assunto que se recusaram a ser levados pelo entusiasmo da multidão.
Estamos falando, nesta série, sobre o engano — engano espiritual, engano doutrinário. Há uma grande variedade de tipos de engano. Já ilustrei alguns deles: desde ensinamentos do tipo misticismo oriental da Nova Era, que estão penetrando e infiltrando até mesmo em meios cristãos hoje, até coisas que você pode encontrar em uma livraria cristã e que são muito mais sutis.
Temos falado sobre engano, e agora queremos mudar o foco e perguntar: “Como podemos nos defender de sermos enganadas, de acreditarmos em algo que talvez o mundo inteiro ache que é verdade, mas que, na realidade, não é?”
A.W. Tozer, uma voz do passado que sempre tem uma mensagem para o presente, disse:
A alma saudável, como o sistema sanguíneo saudável, tem sua devida proporção de glóbulos vermelhos e brancos. Os glóbulos vermelhos são como a fé — eles carregam o oxigênio vital para cada parte do corpo. Os glóbulos brancos são como o discernimento — eles atacam a matéria morta e tóxica e a eliminam. No coração saudável, deve haver provisão para manter a matéria morta e venenosa fora da corrente de vida.
Você sabe que os glóbulos brancos são as células do nosso sistema imunológico. Eles defendem o corpo contra doenças infecciosas e corpos estranhos. Tozer disse que precisamos de glóbulos brancos espirituais, e ele comparou isso ao discernimento. É disso que queremos falar nas próximas sessões.
Precisamos desesperadamente de discernimento na igreja hoje. Precisamos dessa proteção contra doutrinas infecciosas, contra falsos ensinamentos. É o discernimento que defende o Corpo de Cristo — individual e coletivamente — contra toxinas doutrinárias ou espirituais que podem infectar e se espalhar pelo Corpo de Cristo.
Como já vimos, às vezes o engano é uma falsidade clara e direta. Outras vezes, é um ensinamento muito mais sutil — um erro discreto, um desvio suave da verdade. E muitas vezes, o que vemos hoje é uma mistura de verdade e erro — muita verdade misturada com um pouco de erro, ou muito erro misturado com um pouco de verdade.
É essa mistura que pode tornar tão difícil saber o que é realmente verdadeiro. Da mesma forma que aquele museu, com todos os seus especialistas, foi enganado e pagou sete milhões de dólares por uma fraude, algumas de nós estamos pagando muito dinheiro por livros, ensinamentos, psicologias e conselhos que são fraudulentos — não são verdadeiros. São falsos. Precisamos de discernimento para saber a diferença.
Então, o que é discernimento? Normalmente, quando mencionamos o termo discernimento, acho que a primeira coisa em que pensamos é em determinar a vontade de Deus para nossas vidas. Precisamos de discernimento sobre alguma decisão que vamos tomar — em que escola estudar, que emprego aceitar, com quem se casar, se devemos comprar este carro.
Essa é uma aplicação do discernimento. Mas quero que voltemos a um nível mais fundamental de discernimento. Se você consultar o dicionário a primeira definição de discernimento não ajuda muito. Ela diz: “O ato de discernir.”
A segunda definição é: “O poder ou faculdade da mente pela qual distingue uma coisa da outra; o poder de ver diferenças nos objetos, seus relacionamentos e tendências.”
Outro dicionário define discernimento como “o ato ou processo de demonstrar percepção aguçada e bom julgamento.”
No grego, em que o Novo Testamento foi originalmente escrito, a palavra discernir significa “separar ou discriminar.” O que estamos separando? Verdade do erro, certo do errado, bom do mau — separar, discriminar. Vivemos em uma era que não gosta de discriminar, que não gosta de separar.
Então, qual é o versículo mais famoso da Bíblia hoje? “Não julgueis, para que não sejais julgados.” Pois há um tipo de julgamento apropriado, biblicamente. Somos instruídas nas Escrituras a julgar. E há um tipo de julgamento inapropriado — mas isso é assunto para outra série. A palavra bíblica para discernir é separar, discriminar.
A palavra para discernimento em grego significa “uma avaliação, uma decisão.” Você olha para algo, estuda, avalia, chega a uma estimativa do seu valor — se é verdadeiro ou falso — e toma uma decisão a respeito. Você faz um julgamento sobre seu valor, sua exatidão, sua veracidade. Isso é discernimento.
Deixe-me compartilhar algumas definições que encontrei durante este estudo e que foram úteis para mim. Aqui está uma que encontrei em um site que diz:
O discernimento cristão é o processo cuidadoso de analisar alegações de verdade — coisas que afirmam ser verdadeiras — para chegar à decisão mais clara possível quanto à sua confiabilidade e valor. Esse discernimento revela, esclarece e proclama a verdade, e expõe, examina e rejeita o erro.
Isso é um tanto complexo. Você pode acessar a transcrição em nosso site avivanossoscoracoes.com caso não tenha conseguido anotar tudo. Mas veja: é um processo cuidadoso. O discernimento cristão não é algo fácil. Não é simples. Nem sempre é algo imediatamente claro — assim como não foi imediatamente claro para os especialistas do Museu Getty que aquela estátua era uma fraude.
É um processo cuidadoso de examinar essas alegações, para que você possa decidir com sabedoria quais são confiáveis e quais não são. Esse discernimento vai revelar, esclarecer e proclamar a verdade — e também vai expor, examinar e rejeitar o erro.
Aqui está outra definição que tem sido útil para mim. Encontrei essa definição em um livro que já mencionei nesta série antes e que infelizmente não está disponível em português ainda, chamado Discernimento Espiritual de Tim Challies. Ele apresenta uma definição nesse livro que usaremos como base para nossa conversa nos próximos dias.
Ele diz: “Discernimento espiritual é a habilidade de entender e aplicar a Palavra de Deus com o propósito de separar a verdade do erro e o certo do errado.” Deixe-me repetir.
Discernimento espiritual é uma habilidade — e, aliás, é uma habilidade adquirida. Exige esforço. Exige tempo e prática. Você não a desenvolve da noite para o dia.
Crianças de três anos não são discernentes. E cristãos de três anos de fé muitas vezes também não são — embora me impressione ver que, às vezes, pessoas que conhecem o Senhor há apenas três anos demonstram mais discernimento do que aquelas que O conhecem há trinta, mas nunca desenvolveram essa habilidade.
Portanto, o tempo de caminhada cristã não determina se alguém tem discernimento; o que determina é se essa pessoa desenvolveu essa habilidade.
Tim Challies diz: “Discernimento espiritual é a habilidade de entender e aplicar a Palavra de Deus com o propósito de separar a verdade do erro e o certo do errado.”
Observe que há dois tipos diferentes de discernimento — distinguir a verdade do erro e o certo do errado. Primeiro, precisamos pensar e crer corretamente — isso é discernir a verdade do erro. Quando pensamos e cremos corretamente, isso nos leva a viver corretamente, a fazer o que é certo, a distinguir o certo do errado.
Esse é um desafio em um mundo que nos diz que isso não importa. “Misture tudo. Verdade é o que for verdadeiro para você; é a sua verdade. Eu tenho a minha verdade; você tem a sua.”
Temos hoje uma mentalidade muito relativista — até dentro do evangelismo — que diz: “Viva e deixe viver.” Mas a Palavra de Deus nos chama a sermos criteriosas, a sermos discernentes.
Existe verdade — e o que não é verdade é erro. Existe o certo — e o que não é certo é errado. Precisamos aprender a discernir entre verdade e erro, entre certo e errado, constantemente, no que cremos, para que possamos ser discernentes também em nossas escolhas de vida.
Algumas dessas escolhas de vida são questões realmente importantes para discernir — decisões sobre namoro e casamento, sobre família, ter filhos ou não ter filhos.
Por que você pensa da maneira que pensa sobre esses assuntos? Você é discernente nessas questões da vida? Seu discernimento está baseado em uma compreensão da Palavra de Deus e em sua aplicação correta?
Decisões de carreira, decisões financeiras relacionadas a investimentos e gastos — precisamos de discernimento. Nesta economia, precisamos de discernimento. Mas será que o seu discernimento nessas escolhas está baseado em uma compreensão discernente da Palavra de Deus?
O discernimento é algo que defende a igreja. Ele defende nossos corações. Ele nos protege. Tim Challies disse em uma entrevista que “o discernimento protege os portões do nosso coração e da igreja.”
Existem portões — e não queremos permitir que o inimigo entre. Não queremos deixá-lo nos enganar, como vimos em 2 Timóteo capítulo 3 nas últimas sessões, onde se diz que falsos mestres penetram nos corações e lares de mulheres fracas e as conduzem ao erro.
Não queremos ser levadas ao erro. Não queremos que a igreja seja levada ao erro. Então, é o discernimento que protege, que guarda os portões do nosso coração e da igreja. Voltando a A.W. Tozer — que nasceu em 1897 e morreu em 1963 — ele pertence a uma geração diferente da nossa, mas sua percepção e sabedoria eram impressionantes, totalmente aplicáveis aos nossos dias. Ele disse:
Entre os dons do Espírito, dificilmente há um de maior utilidade prática do que o dom do discernimento. Esse dom deve ser altamente valorizado e buscado com sinceridade, pois é quase indispensável nesses tempos críticos. Esse dom nos capacitará a distinguir o joio do trigo e a separar as manifestações da carne das operações do Espírito.
Tenho que dizer: fico espantada hoje com a falta de discernimento de muitos, muitos cristãos — quando entram em uma livraria cristã, quando ligam o rádio ou a televisão cristã, quando ouvem seus amigos cristãos ou o que é pregado do púlpito. Muitos têm uma capacidade muito limitada de discernir o que é carne e o que é Espírito, o que é verdade e o que é erro, o que é certo e o que é errado.
As Escrituras nos dizem que a capacidade de discernir — de distinguir, de separar entre verdade e erro, certo e errado — é uma evidência de maturidade espiritual. Hebreus capítulo 5 fala sobre isso. O autor de Hebreus diz — e está falando aqui sobre um assunto difícil, o tema de Melquisedeque (não vamos entrar nisso agora, pois é um tema complexo):
A esse respeito temos muitas coisas a dizer, coisas difíceis de explicar, porque vocês ficaram com preguiça de ouvir. Pois, quando já deviam ser mestres, levando em conta o tempo decorrido [isto é, pelo tempo de conhecimento do Senhor, pelo tempo de fé], vocês têm, novamente, necessidade de alguém que lhes ensine quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus. (Hb. 5.11–12)
Ele está dizendo: “Vocês nem dominam o básico. Precisam de leite, não de alimento sólido. Vocês são bebês espirituais. Ainda estão nos berços espirituais. Deveriam estar ensinando outros a discernir, mas vocês ainda não entenderam.”
Ele está dizendo: “Não é como se vocês tivessem conhecido o Senhor há apenas duas semanas. Já têm tempo de caminhada! Já deveriam ter crescido o suficiente para discernir algumas dessas áreas mais difíceis.”
Ele diz no versículo 13: “Ora, todo aquele que se alimenta [espiritual] de leite [não há nada de errado nisso, mas se você só come isso, você é inexperiente] é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança”. Não há problema em um bebê se alimentar de leite, mas não é aceitável que um adulto se alimente exclusivamente de leite.
Ele está dizendo: “Cresçam. Cresçam na fé. Sejam espiritualmente maduros.”
Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal. (v. 14)
Esse discernimento é uma prática; é uma habilidade aprendida. É algo em que precisamos ser treinadas. É uma disciplina; requer prática constante. Mas, à medida que você cresce espiritualmente, uma das evidências de maturidade espiritual é a capacidade de distinguir o bem do mal. Você tem o poder de discernimento.
Por outro lado, a falta de discernimento é sinal de imaturidade espiritual. Isso nos lembra a passagem de Efésios, capítulo 4, que diz que nosso objetivo é não sermos mais como crianças, espiritualmente imaturas. E qual é a descrição dessas crianças? Elas são “arrastados pelas ondas e levados de um lado para outro por qualquer vento de doutrina.” (vv. 14-15)
Elas não têm firmeza espiritual. Não possuem alicerces. Estão à deriva nesse mar de valores morais e espirituais mutáveis da nossa cultura. São empurradas para lá e para cá por toda nova ideia, nova filosofia, novo “ismo”.
Surge um novo professor, um novo livro, e elas ficam encantadas, dizendo: “Isso é maravilhoso! É incrível!” — e espalham a novidade.
É assim que até livros chamados “cristãos”, mas que propagam erro doutrinário, se espalham: por meio de cristãos imaturos que não sabem distinguir a verdade do engano.
O texto diz: [Crianças são] “arrastadas pelas ondas e levadas de um lado para outro por qualquer vento de doutrina, pela artimanha das pessoas, pela astúcia com que induzem ao erro.” Esse é o inimigo.
Mas o apóstolo continua: “Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Ef. 4.14–15). Cresçam em Cristo. Conheçam-No tão bem que, quando algo surgir com aparência cristã, mas não for, vocês consigam discernir.
Portanto, a falta de discernimento é evidência de imaturidade espiritual; já o desenvolvimento do discernimento é evidência de maturidade espiritual.
Quão importante é o discernimento? Será que realmente importa? Estou falando de algo para o qual nossa geração tem pouca disposição. O que abordo nesta série não é o tipo de assunto que viraliza.
Imagine que você está com uma dor de estômago intensa e vai ao pronto-socorro. O médico examina e diz que acha que é uma úlcera. Ele te manda para casa com um remédio e pede para voltar em uma semana.
Nenhum problema — a menos que o verdadeiro diagnóstico seja um apêndice rompido. Nesse caso, devido a falta de discernimento do médico, o erro seria grave, custoso e talvez fatal.
Importa, então, que o médico tenha o discernimento sobre o que há de errado com você? Claro que sim. Da mesma forma, importa — e muito — que o Corpo de Cristo tenha o discernimento corretamente sobre o que está acontecendo e o tipo de ensino que está sendo introduzido na igreja.
O discernimento importa.
Tenho me perguntado repetidas vezes: por que há tanta falta de discernimento entre os cristãos hoje — pessoas que dizem ser cristãos, que dizem conhecer as Escrituras, Por que existe tanta falta de discernimento?
Primeiro, porque existe uma enorme e generalizada ignorância bíblica. As pessoas não conhecem a Palavra de Deus. Muitos cristãos não lêem a Bíblia. Há uma desvalorização da doutrina na nossa geração. Procuramos coisas mais “práticas” — mensagens que “ajudem”, que “resolvam o casamento”.
Todas essas ajudas práticas são ótimas, mas se não estiverem fundamentadas em uma doutrina sólida, você não terá um alicerce forte para a sua vida. Elevamos a experiência e a emoção acima da verdade objetiva das Escrituras. Vivemos em uma cultura relativista — sem certo, sem errado, sem verdade absoluta. Já falamos sobre isso.
Vivemos em uma cultura onde ninguém quer ofender ninguém. Esta é uma cultura pluralista e estamos mais preocupadas em agradar ao mundo do que em agradar a Deus. Hoje, felizmente, não em todas as nossas igrejas, mas em muitas das nossas igrejas evangélicas, há uma carência de pregação e ensino sólidos. Estamos mais interessadas em entreter, em impressionar, em nos sentir bem.
E há também essa mentalidade inclusiva: não queremos excluir ninguém, não queremos magoar ninguém. Então adotamos o lema “cada um na sua”.
Mas, se nos falta discernimento no pensamento bíblico e doutrinário, acabaremos tomando decisões erradas na prática da vida e conduzindo outros ao erro. O engano é contagioso.
Por outro lado, se temos discernimento, faremos julgamentos corretos e conduziremos outros à verdade. É esse tipo de mulher que queremos ser — mulheres verdadeiras, que conduzem outras à verdade.
No final do livro de Romanos, depois de capítulos e mais capítulos de sólida doutrina sobre a graça e a salvação, Paulo conclui expressando sua preocupação com o discernimento dos cristãos — que soubessem distinguir a verdade do erro.
Ele diz, “Quero que sejam sábios no que diz respeito ao bem e simples no que diz respeito ao mal.” (Rm. 16.19).
A paráfrase de J. B. Phillips diz: “Sejam especialistas no que é bom e nem mesmo iniciantes no que é mau.”
E em 1 Coríntios 14.20 Paulo escreve: “Irmãos, não sejam meninos no entendimento. Quanto à maldade, sim, sejam crianças; mas, quanto ao entendimento, sejam pessoas maduras.”
Quero desafiar você, ouvinte do Aviva Nossos Corações, a ser espiritualmente madura. Não espere que eu pense por você — eu não posso. Você precisa aprender a entrar na Palavra de Deus, a escavar por si mesma, a discernir por si mesma, a distinguir verdade do erro, certo do errado.
Há maneiras adequadas de comunicar o discernimento — precisamos fazê-lo com graça e amor, não para destruir, mas para edificar. Ainda assim, precisamos crescer e aprender a discernir — ser inocentes quanto ao mal, mas maduras e sábias no entendimento das Escrituras, dos caminhos de Deus, da sã doutrina.
Senhor, esse é o desejo do meu coração: ser uma mulher sábia e com discernimento, capaz de distinguir, neste mundo tão confuso — e também no ambiente evangélico contemporâneo, cheio de ideias conflitantes e ventos de doutrina.
Senhor, não queremos ser como um barquinho lançado em meio a uma tempestade. Queremos estar firmemente ancoradas nas verdades imutáveis, preciosas e poderosas da Tua Palavra — ancoradas em Cristo, que é o mesmo ontem, hoje e para sempre.
Senhor, eu oro pelas minhas irmãs. Oro para que sejamos mulheres discernentes, enraizadas e firmadas na Tua Santa Palavra. Em nome de Jesus oramos, amém.
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth tem nos mostrado como praticar o discernimento em um mundo cheio de mensagens enganosas. Esse é o nosso foco durante toda esta semana. Porque somos bombardeadas por tantas vozes dizendo tantas coisas diferentes, é essencial que compreendamos esse assunto.
E Nancy, acredito que cada ouvinte precisa entender o que crê e por que crê.
Nancy: Você está certa, Raquel. Precisamos de discernimento o tempo todo. Somos expostas a mensagens de todos os lados — não apenas pela TV, filmes e internet, mas também enquanto abastecemos o carro ou esperamos na fila do supermercado. Há visões de mundo em conflito, e precisamos de uma conexão diária com a verdade para discernir corretamente.
Uma jovem mulher escreveu para nós contando como Deus tem usado o Aviva Nossos Corações para ajudá-la a desenvolver esse tipo de discernimento. Ela disse:
O Aviva Nossos Corações tem ajudado a moldar meus valores como jovem adulta e a me guiar para a verdade de Deus, que é tão difícil de ouvir na cultura atual.
Ela contou que começou a ouvir os programas online há cerca de dois anos e acrescentou:
Em nossa pequena congregação, não temos um ministério feminino, e os ensinamentos do Aviva Nossos Corações suprem uma grande necessidade para mim. É como se uma mulher mais velha, uma mentora, estivesse falando à minha vida. É maravilhoso — mulheres mais velhas ensinando as mais jovens!
Tenho o privilégio de ser uma dessas mulheres mais velhas na vida dessa jovem. E você sabia que também pode desempenhar um papel importante para que mulheres como ela conheçam a verdade sólida em meio a um mundo confuso?
O Aviva Nossos Corações chega a essa jovem e a tantas outras mulheres graças a ouvintes como você, que apoiam financeiramente este ministério.
Muito obrigada por fazer parte do que Deus está realizando ao alcançar o coração de mulheres por meio deste ministério.
Raquel: E quando uma amiga sua está acreditando em algo falso — qual é a resposta amorosa? Você deve deixá-la continuar no erro? Nancy vai tratar desse tema amanhã, aqui no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.