Dia 3: Encorajamento para permanecer na batalha
Raquel Anderson: Enquanto você busca viver a vontade de Deus para a sua vida, vão existir momentos desanimadores. E não é só com você — por exemplo, na própria história da Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Percebo a minha luta constante contra o medo, o extremo cansaço, dúvidas. Não sei dizer quantas vezes eu quis deixar meu posto de batalha.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mentiras em que as mulheres acreditam, na voz de Renata Santos.
Nos próximos minutos, vamos ouvir sobre uma mulher cujos dias eram cheios de tarefas comuns e rotineiras. Isso soa como a sua vida? Um dia, Deus chamou essa mulher para fazer algo bastante incomum — e ela estava pronta para obedecer.
Temos estudado o livro de Juízes com Nancy. Ela tem descrito a coragem de Débora e este é o …
Raquel Anderson: Enquanto você busca viver a vontade de Deus para a sua vida, vão existir momentos desanimadores. E não é só com você — por exemplo, na própria história da Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Percebo a minha luta constante contra o medo, o extremo cansaço, dúvidas. Não sei dizer quantas vezes eu quis deixar meu posto de batalha.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mentiras em que as mulheres acreditam, na voz de Renata Santos.
Nos próximos minutos, vamos ouvir sobre uma mulher cujos dias eram cheios de tarefas comuns e rotineiras. Isso soa como a sua vida? Um dia, Deus chamou essa mulher para fazer algo bastante incomum — e ela estava pronta para obedecer.
Temos estudado o livro de Juízes com Nancy. Ela tem descrito a coragem de Débora e este é o terceiro episódio da série Uma mulher verdadeira se une à batalha. Nancy oferece um retrato profundo de uma mulher que inspirou aqueles ao seu redor a confiar em Deus e agir. Se você perdeu os dois primeiros episódios dessa história, pode encontrá-los no nosso site avivanossoscoracoes.com. Nancy compartilhou essa mensagem pela primeira vez em uma das conferências Mulher Verdadeira, há alguns anos. Você a ouvirá mencionar Chuck Colson, que faleceu desde que essa gravação foi feita.
Vamos ouvir a terceira parte: Uma mulher verdadeira se une à batalha. Veremos que Débora não foi a única mulher que Deus usou nessa história.
Nancy: Voltando ao capítulo 4 de Juízes, ao final do relato, encontramos outra mulher que se envolveu — embora, admitidamente, de uma forma incomum. Não vou ler todo o texto, mas a partir do versículo 17 há uma narrativa dramática sobre a destruição de Sísera, o comandante cananeu, pelas mãos de uma mulher chamada Jael.
Jael não era israelita, mas, nesse caso, ela se colocou ao lado do Deus de Israel contra os inimigos dele. Sísera foge através da forte tempestade até a tenda de Jael, supondo que estaria seguro ali, já que sua família tinha um tratado com os cananeus.
Sísera está com frio, molhado, exausto — completamente encharcado depois de correr sob a tempestade. Jael o recebe, o convida a entrar e lhe oferece leite para beber. Ele está exausto da batalha e adormece. Então Jael pega um martelo e finca uma estaca de tenda na cabeça dele, matando-o.
Matthew Henry, um dos meus comentaristas favoritos, sugere que é possível que Jael inicialmente não tivesse outra intenção senão mostrar bondade e hospitalidade genuínas, até que Deus “por um impulso imediato em sua mente a dirigiu a agir de outra forma.” Ele acrescenta: “Não devemos hoje confiar em tais impulsos.”
Sim, é uma história um tanto sombria — e se você nunca a ouviu antes, pode pensar: “Que tipo de modelo é esse?”
Mas lembre-se: Sísera era um homem cruel e violento, que tentava destruir o povo escolhido de Deus. De fato, em Juízes 5.30, a própria mãe de Sísera fala sobre como ele e seus homens não hesitariam em violentar e matar qualquer mulher que considerassem inimiga.
No cântico de vitória de Débora, no capítulo 5, o ato de coragem de Jael é celebrado, e ela é abençoada por Deus. Eu amo o que Charles Spurgeon, o príncipe dos pregadores, disse sobre como Deus usou Jael:
O SENHOR ainda pode usar instrumentos fracos. Por que não eu? Ele pode usar pessoas que não são comumente chamadas para grandes tarefas públicas. Por que não você? A mulher que matou o inimigo de Israel não era uma guerreira, mas uma mulher que permanecia em sua tenda. Ela não era oradora, mas uma mulher que ordenhava vacas e fazia manteiga. Não poderia o Senhor usar qualquer um de nós para cumprir Seus propósitos?
Juízes 4.23 nos diz: “Assim, naquele dia, Deus humilhou Jabim, rei de Canaã, diante dos filhos de Israel.” E o capítulo 5, versículo 31, declara: “E a terra ficou em paz durante quarenta anos.”
Observe a sequência: primeiro vem a batalha, depois o descanso.
O impacto da vida de Débora — sua coragem, sua fé, sua influência piedosa — foi sentido não apenas em sua geração, mas também na seguinte. Isso me faz perguntar: Que marca a sua vida deixará na sua geração e na próxima?
A batalha espiritual em nossos dias não é menos intensa do que era no tempo de Débora. O inimigo não é menos poderoso. Deus está disciplinando Seu povo por causa de nossos pecados e idolatria. Muitos cristãos em nossas igrejas parecem alheios ao que está acontecendo. Outros percebem, mas se sentem impotentes, incapazes de fazer algo.
Recebi um e-mail de Chuck Colson há algum tempo. Ele escreveu o seguinte:
Eu realmente acredito que, neste momento da história, a única grande esperança é que o gigante adormecido em nosso meio — os cristãos — desperte. Isso já aconteceu antes e pode acontecer novamente, se Deus assim quiser. É o primeiro item pelo qual oro todas as manhãs.
Comecei citando John Angell James:
Uma comunidade dificilmente será destruída quando a mulher cumpre sua missão, pois, pelo poder de seu nobre coração sobre o coração dos outros, ela a erguerá de suas ruínas e a restaurará à prosperidade e à alegria.
Ah, como eu oro para que Deus levante em nossos dias — não apenas uma mulher, mas milhares de mulheres por todo este país e pelo mundo — mulheres que se levantem como Débora, mulheres da Palavra, de sabedoria bíblica, coragem e visão; mulheres de fé, mulheres de humildade, mulheres dispostas a dizer: “Sim, Senhor”; mulheres cujas vidas inspirem os homens ao redor a crerem em Deus para realizar o que só Ele pode fazer.
Creio que a influência desse exército de mulheres piedosas será incalculável — em nossos lares, igrejas, comunidades, na cultura e em todo o mundo.
Estamos chegando ao final desta conferência e preciso dizer: precisamos ouvir isso. Todas nós estamos realmente inspiradas agora, mas dizer “sim” a esse chamado não é para os fracos de coração. Temos um inimigo incansável. Ele odeia a Deus. Ele não fica satisfeito com a ideia de milhares de mulheres dizendo “sim” a Cristo.
Posso dizer que conheço um pouco mais sobre a batalha — e muito mais do que quando começamos. Desde o lançamento do movimento Mulher Verdadeira, em 2008 (muitas de vocês estavam lá), a batalha em minha própria vida se intensificou. Ficou muito, muito mais acirrada.
Tenho lutado contra o medo, o cansaço extremo, dúvidas persistentes, desânimo constante. Luto contra a minha própria carne. Não sei dizer quantas vezes quis desistir. Tenho me cansado de nadar contra a maré, cansado de ser atacada — não apenas pelo mundo (na verdade, raramente vem de lá), mas de dentro. Vem da Igreja, de pessoas bem-intencionadas, talvez. Já quis voltar para onde é seguro, onde poderia ter uma vida mais normal.
Mas Deus tem Sua mão e Seu chamado sobre a minha vida — não porque eu seja alguém especial ou extraordinário, mas porque sou uma filha redimida de Deus. Minha vida não me pertence. Fui comprada por um preço. Está ligada a Cristo, o Autor e Consumador da minha fé. Estou aprendendo que não há lugar mais seguro do que estar no meio da batalha com Ele.
Martinho Lutero expressou dessa forma:
Castelo forte é nosso Deus
Espada e bom escudo
Com seu poder defende os seus
Em todo transe agudo
Com fúria pertinaz
Persegue Satanás
Com artimanhas tais
E astúcias tão cruéis
Que iguais não há na terraA nossa força nada faz
Estamos, sim, perdidos
Mas nosso Deus socorro traz
E somos protegidos
Defende-nos Jesus
O que venceu na cruz
Senhor dos altos céus
E sendo o próprio Deus
Triunfa na batalhaSe nos quisessem devorar
Demônios não contados
Não nos podiam assustar
Nem sermos derrotados
O príncipe do mal
Com seu plano infernal
Já condenado está
Vencido cairáPor uma só palavra
De Deus, o Verbo ficará
Sabemos com certeza
E nada nos assustará
Com Cristo por defesa
Se temos de perder
Família, bens, prazer
Se tudo se acabar
E a morte, enfim, chegar
Com Ele reinaremos.(“Castelo Forte É Nosso Deus” — Martinho Lutero)
Muitas de vocês já leram ou ouviram a história A Viagem do Peregrino da Alvorada, das Crônicas de Nárnia, de C. S. Lewis. Há um momento nessa história em que Edmundo, Lúcia e Caspian estão em uma viagem partindo de Nárnia, rumo ao leste, em direção à terra de Aslam, no fim do mundo.
Em certo ponto, o navio deles, o Peregrino da Alvorada, ancora próximo à terra, e todos vão para a praia. Alguns dos marinheiros estão cansados da longa jornada. Eles querem parar e passar o inverno ali onde estão e depois voltar para o oeste e retornar a Nárnia na primavera. Eles são informados de que, se ficarem ali, todas as noites receberão um banquete digno de um rei. Isso os deixa ainda mais relutantes em continuar a viagem para o leste, rumo à terra de Aslam.
Então, Ripchip toma a palavra. Lembra-se de Ripchip, o corajoso ratinho falante? Às vezes eu me sinto tão pequena quanto Ripchip. Ele expressa sua determinação em continuar avançando, não importa o que aconteça. Veja o que ele diz:
Meus planos estão traçados. Enquanto puder, navegarei para o leste no Peregrino da Alvorada. Quando ele me falhar, remarei para o leste no meu barquinho. Quando ele afundar, nadarei para o leste com minhas quatro patas. E, quando não puder mais nadar, se ainda não tiver alcançado a terra de Aslam, afundarei com o nariz voltado para o nascer do sol.
Deus não nos prometeu que a jornada seria fácil, mas prometeu estar conosco. Ele prometeu que um dia a oração se tornará louvor, a fé se tornará visão, toda lágrima será enxugada, e nossa jornada será recompensada.
Algumas estão cansadas. Algumas querem sua recompensa aqui e agora. E talvez escolham voltar atrás. Talvez algumas pessoas que começaram essa jornada com você tomem essa decisão. Mas, pela graça de Deus e para a Sua glória, meu rumo está definido. Meus planos estão traçados, e eu pretendo seguir adiante até chegarmos à terra de Aslam — a Nova Jerusalém, a cidade do grande Rei. Você vai comigo? (aplausos)
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth sabe o que é sentir-se cansada e desanimada ao seguir o chamado de Deus para a própria vida. Ela também conhece o valor de permanecer na batalha. Espero que o relato sincero de Nancy sobre as lutas e as alegrias de permanecer na batalha tenha encorajado você. Ela compartilhou essa mensagem há alguns anos, em uma conferência Mulher Verdadeira.
Daqui a pouco, vamos ouvir o testemunho de uma mulher que teve que tomar uma decisão difícil sobre se deveria ou não se envolver em uma determinada situação. Mas antes, quero lembrá-la de que a melhor forma de permanecer motivada nessa batalha pelo Senhor é vivendo na Sua Palavra.
Você pode ouvir todos os grandes ensinamentos e sermões que quiser, ou ler livros dos autores mais renomados, mas, se você mesma não estiver firmada na Palavra de Deus, nada disso ajudará muito.
O propósito do Aviva Nossos Corações tem sido apontar as mulheres para essa Palavra. E temos falado sobre algumas maneiras como esperamos continuar esse trabalho nos próximos anos. Chamamos essa iniciativa de Maravilha da Palavra.
Aqui está um breve resumo do que está envolvido nisso:
- O tema da conferência True Woman '25 foi sobre contemplar a Maravilha da Palavra.
- Em 2026, lançamos o propósito de ler a Bíblia toda em 365 dias.
- Em 2027, teremos ensinamentos em áudio e vídeo sobre todos os livros da Bíblia.
- Estamos trabalhando para desenvolver um aplicativo para adolescentes o qual ajudará meninas a colocar em prática os ensinamentos da Bíblia diariamente.
- E teremos podcasts e atividades especiais para mães usarem com seus filhos!
Parece muito? É mesmo! E, enquanto nos preparamos para tudo isso, ainda precisamos continuar com tudo que já oferecemos hoje em dia. E gostaríamos de contar com a sua ajuda para tudo isso acontecer!
Tudo o que você puder doar para apoiar o Aviva Nossos Corações será destinado, primeiro, às nossas atividades regulares. Quando cobrirmos as despesas mensais, qualquer valor adicional será destinado a essa iniciativa de seis anos, A Maravilha da Palavra. Ore ao Senhor e peça a Ele para te mostrar como Ele quer que você se envolva? Entendemos se você não puder contribuir financeiramente agora — mas nao deixe de orar pelo Aviva Nossos Corações!
Para saber mais ou fazer uma doação, acesse avivanossoscoracoes.com. E muito obrigada por qualquer contribuição que puder oferecer.
Hoje Nancy falou sobre como dizer “sim” exige coragem e não é fácil. Vimos isso na vida de Débora. Agora vamos ouvir o testemunho de uma mulher — vamos chamá-la de Susan — que teve coragem de obedecer à direção de Deus para fazer algo desconfortável. Susan viajou até Indianápolis para participar da conferência Mulher Verdadeira de 2012.
Bob Lepine: Bem-vindos a Indianápolis para o Mulher Verdadeira '12! Vocês estão animadas por estarem aqui? (aplausos)
Raquel: Susan se voluntariou a servir na conferência e assistiu a tantas sessões quanto pôde, mas, à noite, foi jantar no shopping próximo. Ela não pretendia passar muito tempo na praça de alimentação, mas Deus tinha outros planos.
Susan: A moça na mesa atrás de mim estava ao telefone com o namorado. Ela estava bem agitada e falava alto, dizendo: “Você sabe que foi você quem me colocou nessa situação; agora vai ter que me tirar dela! É bom vir me buscar na quinta-feira e vamos direto pra clínica de aborto. . .” — e eles estavam discutindo.
Quando ouvi isso, meu coração ficou muito pesado. Eu sentia que precisava falar com ela, mas não queria interromper a ligação. . . ela era uma estranha. . . mil coisas passaram pela minha cabeça. Pensei: se eu interromper, ela vai achar que os cristãos são malucos.
Então, quando ela foi se acalmando, eu me virei, e ela até acenou para mim, com um olhar meio envergonhado, como quem diz: “Desculpe, estava falando alto.”
Raquel: Todos na praça de alimentação conseguiram ouvir partes dessa conversa em voz alta.
Susan: O namorado dela não queria vir buscá-la porque achava que isso o faria reprovar na faculdade. Ela respondeu: “Dois dias não vão fazer você reprovar.” E disse: “Eu não quero criar outro bebê sozinha. Não consigo cuidar de dois filhos.”
Ela estava realmente muito abalada e disse: “Não foi minha escolha matar nosso bebê.” Ou seja, ela já tinha consciência de que era um bebê. Ela não era uma daquelas pessoas que dizem: “É só um feto, nem está vivo.” Ela sabia que era um bebê. Já era mãe — já tinha um filho — sabia o que era segurar e amar um bebê. Aquilo me partiu o coração.
Raquel: Susan queria conversar com essa mulher, mas, enquanto esperava que ela desligasse, não queria parecer que estava bisbilhotando a conversa.
Susan: Levantei-me e joguei fora o que estava na bandeja, porque não queria ficar parada sozinha com um mont e de embalagens vazias. Havia duas mulheres sentadas em uma mesa ao lado, que eu sabia que estavam na conferência, porque vi as sacolas delas. . .
Raquel: Cada participante recebeu uma sacola Mulher Verdadeira. Susan decidiu pedir conselho a essas mulheres. Contou o que estava sentindo por aquela jovem ao telefone.
Susan: [Para as mulheres] “Sinto que preciso falar com ela, mas ela ainda está ao telefone.”
Uma delas disse: “Sabe o que eu faço quando acontece algo assim? Eu oro para que Deus envie alguém para conversar com ela. É isso que precisamos fazer: orar para que alguém apareça para ajudá-la.”
Raquel: Susan pensou: E se eu for essa pessoa? Mas ela ainda hesitava.
Susan: Eu não queria que ela pensasse: Nossa, essas cristãs são loucas. . . vem uma mulher do nada falar comigo. Esse era meu maior medo, na verdade. Eu não queria envergonhar o Senhor.
Raquel: Mas ela não conseguia se livrar da sensação de que Deus queria que ela se envolvesse.
Susan: Dentro de mim era uma luta enorme, porque eu não sou o tipo de pessoa que chega a uma desconhecida e diz: “Quero falar com você sobre aborto.” Eu nem faço isso com pessoas que conheço! Foi uma luta interna muito intensa. Mas eu sentia claramente que devia falar com ela.
Pensei: Isso vai acontecer na quinta-feira. Se eu não falar com ela, quem vai falar? Falta menos de uma semana. Eu não sei que outras vozes ela está ouvindo. Era algo profundo. Eu quase passei mal por ainda não ter feito nada, e comecei a tremer. Foi algo avassalador.
As mulheres olharam e disseram: “Acho que ela desligou o telefone agora.” Então eu aproveitei a chance e fui falar com ela.
Não tive tempo de pensar nem sentir. Eu estava em missão; eu precisava fazer isso. Se eu não fizesse naquele momento, perderia a oportunidade.
Disse: “Oi, você não faz ideia de quem eu sou, mas eu gostaria muito de conversar com você.”
Expliquei: “Eu ouvi sua conversa no telefone.”
Ela respondeu: “Sinto muito. Não queria falar tão alto.” Pediu desculpas.
E eu disse: “Não, fico feliz por ter ouvido, porque agora posso falar com você.”
Falei: “Sei que você está passando por algo muito difícil agora. Só quero te encorajar dizendo que existem outras opções além do aborto.” Quando falei sobre adoção, ela ficou surpresa — nem sabia que era uma possibilidade.
Ela disse: “Meu Deus, nunca tinha pensado nisso!”
Eu disse: “Sim, essa é uma opção. Você não precisa criar esse bebê sozinha, e também não precisa abortar.”
Ela me disse sinceramente: “Eu realmente não quero fazer um aborto, mas meu namorado disse que eu tenho que fazer, e eu não quero criar outro bebê.”
Acho que muita gente não tem noção dos riscos que isso traz — não só as consequências emocionais, mas também os riscos físicos. É um procedimento médico arriscado, e ninguém fala disso, porque nao daria lucro às clínicas de aborto, que aliás, são legalizadas em alguns estados dos Estados Unidos.
Ela ficou em choque. Eu disse a ela: “Você vai se arrepender disso todos os dias da sua vida. Eu sei, porque fiz um aborto há sete anos.”
Raquel: Com essas palavras, Susan abriu uma história dolorosa que ela mal havia compartilhado com alguém. A história começou em um dos melhores dias da vida de Susan — e também em um dos piores. Naquele dia, Susan entregou sua vida a Cristo; e, mais tarde, naquela mesma noite, ela foi estuprada.
Susan: Nos últimos sete anos, o clamor do meu coração a Deus tem sido: “Deus, por que o Senhor deixou isso acontecer comigo? Aquele foi o dia em que entreguei minha vida ao Senhor, e isso aconteceu naquela noite. Por que o Senhor não me resgatou? Eu pensei que o Senhor amava Suas filhas. Por que não fez nada?”
Raquel: Algumas semanas depois da agressão, Susan percebeu que algo estava errado. Ela não havia pensado na possibilidade de estar grávida, mas foi a um médico. Só descobriu várias semanas depois que o médico havia lhe dado uma pílula abortiva sem dizer o que era.
Susan: Eu ainda vivia com o arrependimento de pensar: “Por que eu não percebi? Por que deixei que me dessem um remédio sem fazer mais perguntas?”
Raquel: Durante anos, Susan nunca contou ao marido o que havia acontecido, mas ele sabia que havia algo que precisava ser resolvido. Eventualmente, ela contou tudo. Ele foi muito compreensivo, e, depois que uma conselheira cristã ajudou Susan a caminhar pelo processo de cura, ela conseguiu perdoar aqueles que a feriram — assim como ela mesma havia sido perdoada. Ela passou a conhecer o que é ser livre da amargura e do ressentimento.
A história de Susan pareceu causar um grande impacto na mulher que ela conheceu na praça de alimentação — uma mulher que estava considerando o aborto.
Susan: Ela disse: “Eu nem sei para onde poderia ir. Não faço ideia com quem poderia conversar.”
E eu disse: “Aqui nos Estados Unidos, existem lugares como os centros de apoio à gravidez em crise, e coisas assim. Você está em Indianápolis — é uma cidade grande. Tenho certeza de que você pode encontrar algo assim aqui.”
Ela respondeu: “Você disse ‘centro de gravidez em crise’? Tem um bem perto da minha casa. Eu nem sabia o que era isso.”
Eu disse: “Por favor, pense em ir até lá.”
E ela disse: “Eu vou na segunda-feira!” E ela decidiu conversar com alguém.
Ela também disse sobre a adoção: “Acho que eu não conseguiria fazer isso depois de segurar o bebê. Não sei se conseguiria entregá-lo.”
Eu respondi: “Querida, você já está segurando o bebê.”
E ela quase começou a chorar quando disse: “Eu sei.”
Foi realmente comovente. Eu dei meu número de telefone e disse: “Quero que você me ligue assim que tomar uma decisão”, porque ela ainda precisava decidir. Ela ainda não tinha feito a escolha, mas queria conversar com alguém para buscar ajuda.
Foi muito encorajador. Eu sei que ela ainda precisa conversar com o namorado e lidar com as decisões e pressões dele — ele dizendo “Você tem que fazer isso” ou “Faça o que quiser”. Eu não sei como é a situação dela, mas sei que, na próxima semana, ela vai ouvir muitas vozes diferentes. Espero que a resposta certa chegue até ela e que ela tome uma decisão sábia.
Raquel: Até aquele momento, Susan quase nunca havia contado sua história a ninguém. Mas, naquele dia, sentada na praça de alimentação do shopping, ela percebeu que talvez sua vulnerabilidade pudesse ser usada por Deus na vida de uma mãe solteira que precisava tomar uma grande decisão.
Susan: Essa foi a primeira vez, em toda a minha vida, que eu consegui ver Deus pegar a pior circuns tância da minha vida e usá-la para o bem. Eu pude ver Deus usar o meu pior momento para a Sua glória.
Raquel: Uau. Que história! Essa foi uma mulher a quem chamamos de Susan, contando como Deus a usou para ser uma voz de esperança e luz na vida de uma jovem mulher. Susan provavelmente nunca saberá qual foi o resultado daquela conversa, mas oramos para que aquele bebê seja hoje um pré-adolescente saudável.
E parabéns, Susan! Agir dessa forma exige coragem. Acho que Susan — assim como Débora, no Antigo Testamento — é uma mulher comum que respondeu com fé à direção de Deus. Que você e eu também vivamos dessa forma! Precisamos deixar os resultados nas mãos de Deus.
E para agir desta forma, precisamos estar ancoradas na Palavra de Deus. Quando o vento e as ondas batem em um barco, é fundamental que ele permaneça ancorado em algo sólido. Várias palestrantes da conferência True Woman de 2022 compartilham seus pensamentos sobre como ancorar nossas almas na Bíblia e em Jesus.
Aguardamos você amanhã aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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