Raquel Anderson: Por que tantas pessoas vão a extremos tão grandes tentando negar um Criador? Ouça o que Nancy DeMoss Wolgemuth tem a dizer.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Se Deus é o Criador de toda a vida, então Ele também é o Governante Soberano sobre tudo o que Ele criou, e isso nos inclui.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Mulher: Design Divino - sua verdadeira feminilidade, na voz de Renata Santos.
O que você crê sobre Deus importa para todas as outras áreas de sua vida. Nancy explicará o porquê ao dar continuidade à série chamada Fundamentos do Manifesto da Mulher Verdadeira. Ela explora o Manifesto da Mulher Verdadeira, que você pode ler em avivanossoscoracoes.com. E se você perdeu os primeiros episódios desta série, poderá encontrá-los lá em nosso site.
Nancy: O Manifesto da Mulher …
Raquel Anderson: Por que tantas pessoas vão a extremos tão grandes tentando negar um Criador? Ouça o que Nancy DeMoss Wolgemuth tem a dizer.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Se Deus é o Criador de toda a vida, então Ele também é o Governante Soberano sobre tudo o que Ele criou, e isso nos inclui.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Mulher: Design Divino - sua verdadeira feminilidade, na voz de Renata Santos.
O que você crê sobre Deus importa para todas as outras áreas de sua vida. Nancy explicará o porquê ao dar continuidade à série chamada Fundamentos do Manifesto da Mulher Verdadeira. Ela explora o Manifesto da Mulher Verdadeira, que você pode ler em avivanossoscoracoes.com. E se você perdeu os primeiros episódios desta série, poderá encontrá-los lá em nosso site.
Nancy: O Manifesto da Mulher Verdadeira, como dissemos, tem três partes principais. A primeira parte inclui cinco declarações fundamentais — o que cremos. O que cremos sobre Deus, sobre o homem, o pecado, a salvação e sobre o plano redentor de Deus para este mundo.
Você pode perguntar: “O que isso tem a ver com ser uma Mulher Verdadeira?” Pois bem, essas declarações são o pano de fundo para o restante do documento. Elas são fundamentais. Precisamos compreender essas declarações e estar de acordo com elas. Se não concordarmos, acabaremos chegando a um conjunto totalmente diferente de conclusões e afirmações.
Então chegamos à segunda parte, que é a parte das afirmações. Aqui destacamos áreas específicas da verdade que são vitais para mulheres cristãs que desejam honrar a Deus com suas vidas. E depois — eu quase ia dizer “a parte mais importante”. Todas são importantes. Você não pode ter uma parte sem a outra. Mas não queremos apenas saber o que é verdadeiro.
Queremos chegar àquela parte final onde fazemos a pergunta: “E daí?” Então todas essas coisas são verdadeiras. Que diferença isso faz na minha vida? Qual é a aplicação prática de tudo isso?
Nessa última parte há quinze declarações iniciadas por “iremos”, declarações de consagração e compromisso. Pela graça de Deus, pelo poder do Seu Espírito Santo, é isso que faremos. É assim que viveremos o que afirmamos crer. É assim que viveremos à luz do que cremos.
Hoje queremos analisar a primeira dessas cinco declarações fundamentais iniciada com “Cremos que”. Este é um credo, uma confissão, “Eu creio”. É nisso que apostamos nossas vidas, na verdade da Palavra de Deus. E a primeira dessas cinco declarações fundamentais é simplesmente esta:
Cremos que Deus é o soberano Senhor do universo e o Criador da vida, e que todas as coisas criadas existem para Seu prazer e glória.
Pai, ao abrirmos nossos corações, nossas mentes e nossos ouvidos, eu oro para que nos dês entendimento, que nos dês corações que digam: “Sim, Senhor. Concordamos contigo sobre isso”. Ajuda-nos a ver a importância de reconhecer-te como o Senhor soberano deste universo e como o Senhor de nossas vidas. Que esta verdade, ainda neste dia, comece a penetrar, sondar os nossos corações e a fazer diferença em cada aspecto da maneira como vivemos. Eu oro em nome de Jesus, amém.
W. Tozer, em seu livro clássico O conhecimento do Santo (e aliás, se você não leu esse livro, você precisa ler) diz esta frase: “O que vem à nossa mente quando pensamos sobre Deus é a coisa mais importante a nosso respeito”. Você concorda com isso? É a mais pura verdade. Aquilo em que cremos a respeito de Deus é fundamental para todo o resto em nossas vidas.
É por isso que esta declaração de abertura do Manifesto da Mulher Verdadeira trata do que cremos sobre Deus. Ela afirma duas coisas sobre Deus. Há muitas coisas que poderíamos dizer sobre Deus, mas esta parte do manifesto afirma dois pontos importantes que trazem implicações monumentais — primeiro, que Ele é o Criador de toda a vida, o que significa, por consequência, que nós não somos o Criador, mas sim as criaturas. Somos seres criados.
E então afirma que Ele é o Senhor soberano do universo. A implicação disso é que não somos soberanas. Somos suas súditas.
- Ele é o Criador; nós somos as criaturas.
- Ele é o soberano; nós somos Suas súditas.
As Escrituras afirmam isso repetidas vezes. Em algum momento, eu gostaria de fazer um levantamento e contar quantas vezes é mencionado o fato de que Deus é o Criador. Isso é fundamental.
“No princípio, Deus criou os céus e a terra”, Gênesis 1.1 — primeiro versículo da Bíblia. Terceiro versículo do Evangelho de João: “Todas as coisas foram feitas por ele, e, sem ele nada do que foi feito se fez”. Atos 14.15, Paulo e Barnabé desafiaram as pessoas a se converterem dizendo: “destas coisas vãs ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há”.
Você provavelmente está ciente de que dentro de nossa cultura, particularmente no sistema educacional e em outras frentes também, há hoje uma oposição maciça e intensa ao conceito de criação ou de Deus Criador. E você tem que se perguntar por que as pessoas estão tão determinadas a provar que Deus não criou tudo o que vemos ao nosso redor.
Bem, a resposta é simples. Se Deus é o Criador de toda a vida, então Ele também é o Governante Soberano sobre tudo o que Ele criou, e isso nos inclui. Se há um Criador, se Deus é o Criador, então Ele é o governante, o Senhor soberano sobre nossas vidas.
E se Ele não é o Criador, então podemos ser nossas próprias soberanas. Mas, não é possível conciliar ambas as coisas. Não se pode ter um Deus Criador e, ao mesmo tempo, sermos soberanas. É por isso que homens e mulheres seculares, que querem governar suas próprias vidas, têm que tentar provar que não há um Deus que seja o Criador.
- O fato de Deus ser o Criador significa que Ele é o Senhor soberano.
- O fato de que Ele é o Senhor soberano significa que Ele é Deus, e nós não somos.
- Significa que Ele tem o direito absoluto de determinar nosso propósito, nosso design e nosso chamado como mulheres.
- Ele tem o direito absoluto de determinar como devemos funcionar em nossos relacionamentos, em nossos lares, no casamento, nesta cultura.
E, esse conceito de um Senhor soberano não é exatamente confortável para nós, que somos tão independentes. Gostamos da democracia; todo mundo vota, todo mundo quer representação. A história está cheia de revoluções contra a ideia de um governante soberano que cobrava impostos sem dar voz ao povo. Mas a soberania de Deus é uma verdade preciosa e algo que não apenas é verdadeiro, mas que nos trás grandes bênçãos quando abraçamos o fato de que Ele é Senhor de tudo.
Outro livro clássico, escrito por A.W. Pink chama-se A soberania de Deus. No capítulo 1 ele faz esta pergunta:
O que queremos dizer com a soberania de Deus? Queremos dizer a supremacia de Deus, a realeza de Deus, a divindade de Deus. Dizer que Deus é Soberano é declarar que Deus é Deus. Dizer que Deus é Soberano é declarar que Ele é o Altíssimo, e age segundo a Sua vontade no exército do Céu e entre os habitantes da terra, de modo que ninguém pode deter Sua mão ou dizer-Lhe: o que fazes? (Dn. 4.35)
Dizer que Deus é Soberano é declarar que Ele é o Todo-Poderoso, o Possuidor de todo poder no Céu e na terra, de modo que ninguém pode derrotar Seus conselhos, frustrar Seu propósito ou resistir à Sua vontade. Dizer que Deus é Soberano é declarar que Ele é quem “governa as nações” (Sl. 22.28), estabelecendo reinos, derrubando impérios e determinando o curso das dinastias como Lhe apraz. Dizer que Deus é Soberano é declarar que Ele é o “único Soberano, o Rei dos reis, o Senhor dos senhores” (1 Tm. 6.15). Esse é o Deus da Bíblia.
Deixe-me trazer outra citação, desta vez do Pastor John Piper, que disse em um sermão:
A afirmação mais fundamental que podemos fazer sobre Deus é que Ele é soberano. Portanto, é por aí que eu começo. Começo pela base, pela raiz, pelo fundamento de tudo o que prezamos — toda a graça, todo o amor, toda a paciência, toda a fidelidade, todo o perdão, toda a segurança, esperança, paz e alegria. Todas essas coisas repousam na profunda e gloriosa soberania de Deus. Se Deus não é soberano, Ele não é Deus, e toda a nossa esperança é frustrada.
Assim, teologicamente, a maior parte de nós concordaria que Deus é soberano. Mas quais são as implicações disso? O que isso significa? Que diferença isso faz? Aqui está uma implicação. Porque há um Deus soberano e intencional, isso significa que nada em todo este universo acontece por acaso, que tudo neste mundo acontece de acordo com um sábio e magnífico plano mestre.
Não é difícil crer nisso em relação às coisas boas que acontecem em nossas vidas, mas pode ser desafiador crer nisso em relação às coisas difíceis que nos cercam. Enquanto eu estava trabalhando nesta mensagem, recebi um e-mail de uma amiga pedindo oração por sua filha. Ela estava na décima quarta semana de sua segunda gravidez e descobriu ontem mesmo que havia perdido o bebê que estava gerando. Menos de um ano atrás essa mesma filha deu à luz uma menina, e aquele bebê nasceu com dano cerebral irreversível e permanente e viveu apenas seis dias.
É aí que a teoria sobre a soberania de Deus é colocada à prova. Será que essa jovem mãe enlutada é vítima de um acaso cruel? Ou a história dela faz parte de um plano maior, gracioso e sábio que nem ela nem nós podemos ver neste momento?
Henry Drummond foi um escritor escocês do século XIX que escreveu um livro infantil chamado O mundo ao acaso. Aqui está o que Drummond diz sobre aquele livro:
Retrata-se ali um mundo no qual tudo acontecia por acaso. O sol poderia nascer ou não; ou poderia aparecer a qualquer hora, ou a lua poderia surgir em seu lugar. Quando crianças nasciam, poderiam ter uma cabeça ou uma dúzia de cabeças, e essas cabeças poderiam não estar sobre seus ombros, mas arranjadas ao redor dos membros (e aliás, poderia nem haver ombros).
Se alguém pulasse no ar [nesse mundo do acaso], seria impossível prever se algum dia retornaria ao chão. O fato de ter retornado no dia anterior não era garantia de que o faria pela segunda vez. . . Hoje o corpo de uma criança poderia ser tão leve que seria impossível descer da cadeira ao chão; mas amanhã, ao tentar o experimento novamente, o impulso poderia lançá-la através de uma casa de três andares e despedaçá-la em algum lugar próximo ao centro da terra.
Esse mundo do acaso. . . se tornaria um mundo de lunáticos, habitado por uma população de lunáticos.
Mas temos boas notícias: Este não é um “mundo ao acaso”. Este é o mundo do meu Pai. Como lemos repetidas vezes nas Escrituras, o céu reina. O céu reina. Quero dizer a você que, quando tudo no seu mundo parece estar cedendo, parece estar de cabeça para baixo, fora de controle, o fato no qual você pode firmar o seu coração, suas emoções, sua mente e a sua vida é nesta realidade de que o céu reina, Deus é soberano, Ele está no Seu trono, Ele estabeleceu leis da natureza e se assenta como Rei e Governante sobre o universo.
O livro de Isaías apresenta esse conceito sobre o Senhor soberano repetidas vezes. Leia esse livro e simplesmente desfrute do encorajamento que Isaías dá aos seus leitores daqueles dias, quando todo o sistema político e todo o cenário internacional pareciam estar tão fora de controle. Repetidas vezes Isaías faz questão de lembrar o povo de que o céu reina, de que Deus está no Seu trono.
Ele é o que está assentado sobre a cúpula da terra, cujos moradores são como gafanhotos. É ele quem estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar. É ele quem reduz a nada os príncipes e torna em nulidade os juízes da terra. (Is. 40.22–23)
Esse conceito da soberania de Deus e, por consequência, o fato de que nós não somos Deus e não somos soberanas, mas somos Suas humildes súditas, encontra uma ilustração poderosa na vida de um rei do Antigo Testamento cujo nome era Nabucodonosor.
Nabucodonosor foi um poderoso rei da Babilônia. Ele era um homem orgulhoso que pensava que ele, e não Deus, era soberano. Mas Deus humilhou esse rei orgulhoso, assim como humilhará qualquer um que seja orgulhoso. Deus reduziu Nabucodonosor à insanidade, à loucura, até que ele pudesse aprender o que cada um de nós precisa aprender: que o céu reina.
Permita-me ler apenas um trecho de Daniel 4, no qual Nabucodonosor, ao final dessa experiência, dá o seu testemunho. Ele faz uma declaração, um manifesto, sobre o que agora ele crê a respeito da soberania de Deus. Ele diz: “Mas no fim daqueles dias”, isto é, dos anos em que viveu como um louco, porque havia perdido toda a sua razão. E você realmente se torna como um louco se rejeita o conselho da soberania de Deus.
Ele disse: “Mas ao fim daqueles dias, eu, Nabucodonosor, levantei os olhos ao céu, e recuperei o entendimento” (Dn. 4.34). Permitam-me fazer uma pausa neste ponto. É exatamente assim que se recupera a sanidade. Em um mundo que parece ter enlouquecido — e às vezes você acha que está enlouquecendo, às vezes eu mesma acho que estou ficando louca de verdade — como recuperar a sua razão? Como recuperar o seu equilíbrio? Como começar a dar sentido a este mundo sem sentido?
Levantando seus olhos ao céu, e é nesse instante que percebemos que este não é um mundo ao acaso. “Levantei os olhos ao céu. . . e eu bendisse o Altíssimo.”Aí está — a soberania de Deus. O que devemos fazer? Questioná-Lo? Não. Bendizê-Lo? Sim.
Então eu bendisse o Altíssimo, e louvei e glorifiquei aquele que vive para sempre: "O seu domínio é eterno, e o seu reino se estende de geração em geração. (v. 34)
Você verá essa declaração ao longo do livro de Daniel: “O seu domínio é eterno. O seu reino se estende de geração em geração”. Essas palavras foram pronunciadas em Daniel 4 por um homem que pensava que tinha o domínio e reinava supremo. Mas ele aprendeu que o seu domínio e o seu reino eram temporais, que somente Deus, o Altíssimo, tem um domínio e um reino eternos.
Ele prossegue dizendo:
Todos os moradores da terra são considerados como nada, e o Altíssimo faz o que quer com o exército do céu e com os moradores da terra. Não há quem possa deter a sua mão, nem questionar o que ele faz. (vv. 35–36)
Como podemos ver, nós não temos esse direito. Não temos a capacidade de deter a mão de Deus, de parar a mão de Deus, de desafiar, de questionar o Seu raciocínio, as Suas decisões, a Sua vontade. Ele é Senhor. Ele é soberano. Ele é o Altíssimo.
Vejamos outra implicação da soberania de Deus. Porque existe um Deus soberano e intencional, isso significa que as nossas vidas não são partículas sem sentido em um mundo ao acaso. Pelo contrário, as nossas vidas fazem parte de um grande plano e têm propósito e significado. Como o Senhor soberano e o Criador da vida, Deus é quem define a nossa razão de existir.
Ele é quem determina qual é o nosso propósito neste mundo. Trata-se do princípio da propriedade. Ele nos fez. Ele é nosso dono. Ele é soberano sobre nós, e Ele determina qual é o nosso propósito e o nosso significado neste mundo. Aquilo que foi criado por Ele foi criado para Ele. E esse é o nosso propósito.
Como esta primeira declaração do Manifesto da Mulher Verdadeira afirma: “Cremos que Deus é o soberano Senhor do universo e o Criador da vida, e que todas as coisas criadas existem para Seu prazer e glória”. Por toda a Bíblia, vemos esse tema como o propósito da nossa criação, criados por Ele e para Ele.
Primeira aos Coríntios 8.6: “Há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos”. Criadas por Ele; criadas para Ele.
Colossenses 1.16: “Pois nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele”.
Ao ouvir esse versículo, pense no fato de que você foi criada por meio dele e para Ele. Porém, quando o texto fala de tronos, soberanias, principados e potestades, você percebe que todos foram criados por Ele e para os Seus propósitos?
Você pode perguntar: “Inclusive reis perversos?” Sim. “Inclusive líderes perversos de nações, corporações ou indústrias?” Sim. Eles foram criados por Deus e para Ele, quer percebam e reconheçam isso ou não.
Romanos 11.36: “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre. Amém”.
Foi para isso que fomos criadas. Existimos para trazer glória a Ele. Esse é o objetivo de Deus neste mundo: que toda a terra se encha da glória do Senhor. E as nossas vidas existem para cumprir o propósito de Deus aqui nesta terra, que é trazer-Lhe glória. Isso dá à nossa vida significado e propósito.
“Tu és digno, Senhor e Deus nosso”, diz Apocalipse, “de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas, e por tua vontade elas existem e foram criadas”. (Ap. 4.11)
Efésios 1: “Em Cristo fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo”. (vv. 11–12)
Amigas, precisamos nos lembrar disso todas as manhãs antes de sair da cama, todas as noites antes de dormir e ao longo do dia todo: Deus é o Senhor soberano do universo. Ele é o Criador da vida, e nós somos seres criados, Suas súditas; e existimos para o Seu prazer e para trazer glória a Ele.
Esse precisa ser o filtro através do qual avaliamos tudo o que acontece no nosso dia, tudo o que acontece na minha vida. Não apenas: “Isso me traz prazer?”, mas: “Isso traz prazer a Deus?” Não: “Isso me faz parecer bem?”, mas: “Isso faz Deus parecer bem?”
Se a glória de Deus é a nossa paixão suprema, isso define os nossos alvos, os nossos objetivos, como gastamos o nosso tempo, tudo a nosso respeito. É tudo sobre Ele e não sobre nós.
De fato, não faz muito tempo, eu me vi registrando em meu diário exatamente esse pensamento quando estava no meio de uma circunstância que estava me deixando agitada. Tive que me sentar e fazer o que digo a outras mulheres que façam, que é aconselhar o seu coração de acordo com a verdade da Palavra de Deus. Porque se não aconselharmos o nosso coração de acordo com a verdade da Palavra de Deus:
- Perdemos o nosso rumo.
- Ficamos emocionalmente fora de controle.
- Ficamos mentalmente fora de controle.
- Ficamos desorientadas.
- Começamos a viver como se este fosse um mundo ao acaso.
É por isso que precisamos nos sentar e trazer à memória, falar a nós mesmas e dizer a nós mesmas a verdade. Eis o que eu disse a mim mesma ao escrever no meu diário não faz muito tempo.
Se eu fixar os meus olhos em como tudo isso me afeta — meus confortos, meus desejos, minha realização, minha segurança, minha necessidade — então eu fiz do “eu, de mim mesma” um ídolo. Isso não é sobre mim. Trata-se de negar a si mesma e coroar a Cristo como Senhor, buscar a Sua glória e o Seu prazer acima de todas as coisas.
E quer saber? À medida que comecei a declarar essa verdade a mim mesma, encontrei a paz de Deus, a serenidade, a estabilidade vindo e tomando conta do que havia sido uma espécie de erupção acontecendo dentro das minhas emoções e da minha mente. Esta é uma verdade que nos estabiliza. É isto que nos preserva a sanidade. É saber que este não é um mundo de lunáticos, governado pelo acaso; mas sim um mundo que vive sob a mão soberana e o controle do Deus Todo-Poderoso.
E então, o que fazemos? Nós O adoramos como o Senhor soberano. Damos a Ele honra, glória e louvor. E você? Quão bem você está cumprindo o propósito dele para a sua vida?
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth tem nos confrontado com uma verdade simples, porém poderosa. Deus é o Criador. Reconhecer esse fato terá um enorme efeito na sua vida. É por isso que o Manifesto da Mulher Verdadeira começa com “Deus é o Criador”.
Como mencionamos anteriormente nesta série, o Manifesto da Mulher Verdadeira foi apresentado na primeira Conferência Mulher Verdadeira em 2008. Desde então, temos visto Deus agir de maneiras incríveis na vida das mulheres por meio dessas conferências.
Hoje Nancy descreveu Deus como o Criador. No próximo episódio, exploraremos porque Ele criou o homem e a mulher. Esperamos você, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.