Dia 2: Você é uma mulher que abençoa?
Raquel Anderson: Você fica deprimida porque parece que o mal está crescendo? Quando a escuridão parece prevalecer, lembre-se disso que Nancy DeMoss Wolgemuth disse.
Nancy DeMoss Wolgemuth: O poder de Deus é infinitamente maior do que o poder de qualquer força do mal ou até mesmo do próprio Satanás.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora do livreto “O Poder das Palavras”, na voz de Renata Santos.
Você amaldiçoa pessoas? Talvez você queira ouvir o ensino de hoje de Nancy DeMoss Wolgemuth só para ter certeza. Agora, um aviso. . . o que você está prestes a ouvir pode ter um enorme impacto na sua vida!
Será que uma fofoca já escapou dos seus lábios? E quanto à falta de respeito? Reclamação? Murmuração? Explosões de raiva? O ensino da Palavra de Deus que você está prestes a ouvir pode acabar …
Raquel Anderson: Você fica deprimida porque parece que o mal está crescendo? Quando a escuridão parece prevalecer, lembre-se disso que Nancy DeMoss Wolgemuth disse.
Nancy DeMoss Wolgemuth: O poder de Deus é infinitamente maior do que o poder de qualquer força do mal ou até mesmo do próprio Satanás.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora do livreto “O Poder das Palavras”, na voz de Renata Santos.
Você amaldiçoa pessoas? Talvez você queira ouvir o ensino de hoje de Nancy DeMoss Wolgemuth só para ter certeza. Agora, um aviso. . . o que você está prestes a ouvir pode ter um enorme impacto na sua vida!
Será que uma fofoca já escapou dos seus lábios? E quanto à falta de respeito? Reclamação? Murmuração? Explosões de raiva? O ensino da Palavra de Deus que você está prestes a ouvir pode acabar com tudo isso.
Mas antes de ouvirmos, gostaria de convidá-la a se unir a este ministério através de suas orações e seu apoio financeiro. O Aviva Nossos Corações é mantido por ouvintes como você, que tem crescido em conhecimento das Escrituras e que tem sido transformada diariamente.
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Mas antes de ouvirmos, gostaria de convidá-la a se unir a este ministério através de suas orações e seu apoio financeiro. O Aviva Nossos Corações é mantido por ouvintes como você, que tem crescido em conhecimento das Escrituras e que tem sido transformada diariamente.
“Todas as manhãs aqui na Itália, eu e minha filha de 8 anos e meio ouvimos os devocionais do Aviva Nossos Corações, quando estamos tomando café da manhã, antes de ir à escola. É maravilhoso logo pela manhã, ser edificada na palavra do SENHOR. Somos muito abençoadas por esse canal abençoado por Deus.”
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Agora, aqui está Nancy na série “Bênçãos e Maldições: A história de Balaão.”
Nancy: Nós acabamos de começar uma nova série (vamos gastar vários dias nela) no livro de Números, capítulo 22, sobre um personagem misterioso, complexo e importante do Antigo Testamento chamado Balaão.
Enquanto conversávamos aqui na nossa gravação, surgiu certa confusão sobre quem era esse homem. Às vezes ele ouve a Deus; às vezes ele fala em nome de Deus; ele fala a Palavra de Deus. Mas também é dito que ele é um falso profeta enganoso, e que não devemos ter nada a ver com sua doutrina. Então, como isso tudo se encaixa?
Estamos destrinchando essa história no livro de Números. Estamos caminhando devagar por ela. Se você perdeu a primeira sessão, pode ouví-la no nosso site avivanossoscoracoes.com, e eu espero que continue conosco. Como disse ontem, esse não é o tipo de ensino que as pessoas escrevem pedindo: “Ah, eu gostaria de ouvir uma série sobre Balaão.”
Não é um ensino óbvio que se refere a uma necessidade que alguém sentiu, mas é realmente importante; de fato, tão importante que Deus, pela inspiração do Espírito Santo, dedicou três capítulos e parte do quarto em Números, para nos falar sobre essa pessoa. E depois, em três livros do Novo Testamento, Ele nos diz que precisamos ser advertidas sobre ele.
Precisamos conhecer esse homem, e vamos caminhar por essa passagem para ver o que podemos aprender sobre ele. Ontem começamos em Números 22, e vimos que Balaque, o rei de Moabe, estava apavorado porque os israelitas estavam passando pela terra e tomando territórios. Ele tinha medo de ser o próximo.
Balaque enviou mensageiros a Balaão, que era conhecido como adivinho — ele era um feiticeiro — e que morava cerca de seiscentos quilômetros ao norte. Os mensageiros disseram:
Eis que um povo saiu do Egito, cobre a face da terra e está morando perto de mim. Venha agora e, por favor, amaldiçoe este povo, pois eles são mais poderosos do que eu; talvez assim eu possa atacá-los e expulsá-los da terra. Porque sei que a quem você abençoar será abençoado, e a quem você amaldiçoar será amaldiçoado. (vv. 5–6)
Pai, esta é a Tua Palavra. Nós a amamos. Nós Te bendizemos por ela. Nós Te agradecemos porque podemos segurá-la em nossas mãos e em nossos corações. Nós oramos para que o Senhor abra hoje a nossa mente para entender e receber o que o Senhor tem a nos dizer. Oramos em nome de Jesus, amém.
Esse tema da maldição aparece aqui, e eu quero falar sobre isso um pouco hoje. O propósito de amaldiçoar, no sentido bíblico, é derrotar um inimigo e expulsá-lo — tirá-lo do seu caminho, tirá-lo da sua vida, fazer o mal, causar dano.
Quando você vê maldições no Antigo Testamento, não é exatamente a mesma coisa que palavrão ou usar o nome do Senhor em vão. Isso é uma outra coisa, que também é má. Mas há algumas palavras diferentes usadas para “amaldiçoar” no Antigo Testamento em várias ocasiões.
Uma dessas palavras, usada sessenta vezes, significa “amarrar para reduzir a capacidade ou tornar impotente.” Isso era o que Balaque queria fazer com o povo de Israel. Ele queria amarrá-los para reduzir sua capacidade ou para torná-los impotentes. Queria invocar uma maldição sobre eles que os enfraquecesse, que os diminuísse.
Às vezes essa palavra “maldição” no hebraico é usada para anunciar castigos impostos por Deus. Às vezes é o próprio Deus quem amaldiçoa aqueles que se rebelam contra Sua autoridade, amarrando pessoas de forma que fiquem incapazes de continuar pecando.
Nesse caso, Balaque queria trazer esse adivinho, esse feiticeiro, Balaão, para vir e amaldiçoar o povo de Deus.
Há outra palavra usada para “maldição” muitas vezes no Antigo Testamento — oitenta e duas vezes. Não vou te dar a palavra hebraica porque, primeiro, eu não conheço a língua hebraica e, segundo, não significaria nada para nós. Mas é uma palavra que significa “tornar algo leve, sem importância, desonrar.”
O primeiro uso dessa palavra é encontrado em Gênesis 8, depois do dilúvio, quando a Escritura fala sobre ver se as águas tinham diminuído, se tinham baixado. É uma palavra que significa diminuição daquilo que antes existia.
E às vezes essa palavra é usada para transmitir a ideia de amaldiçoar tornando algo pequeno, desprezível. Você vê essa palavra em Êxodo 21.17, onde diz: “Quem amaldiçoar o seu pai ou a sua mãe será morto.”
Essa palavra “amaldiçoar” é: “diminuir, desonrar, insultar, tornar desprezível.” O conceito oposto é outra palavra hebraica traduzida como “honrar,” o contrário de amaldiçoar. “Honrar” é “tornar pesado, dar peso, valorizar algo.” Israel era poderoso, e Balaque queria reduzi-los. Ele não queria honrá-los, queria diminuí-los, reduzir sua influência e sua força por meio da maldição, amarrando-os, tornando-os impotentes.
Esses mensageiros enviados por Balaque, o rei de Moabe, dizem ao feiticeiro Balaão: “quem você abençoar será abençoado, e a quem você amaldiçoar será amaldiçoado” (Números 22.6). Balaão era conhecido em toda parte por ter a habilidade de pronunciar maldições que realmente funcionavam.
As palavras que ele falava mudavam a direção da vida das pessoas. Isso provavelmente porque ele usava técnicas ocultas, artes mágicas, feitiçaria que acessava o poder de Satanás. Mas isso nos lembra que, mesmo que nós não usemos feitiçaria por trás das nossas palavras, nossas palavras têm poder. Palavras têm poder.
Provérbios 18.21 nos diz que: “A morte e a vida estão no poder da língua.” As palavras que falamos para os outros — e as palavras que falamos sobre os outros — importam. Elas fazem diferença, sejam palavras de maldição, de diminuir, de desonrar, de desprezar. . . ou palavras de bênção, de honra, de valor.
Tenho certeza de que todas nós aqui já experimentamos o poder das palavras — palavras que outras pessoas disseram para nós ou sobre nós — palavras de honra que nos abençoaram. Eu ainda me lembro hoje de coisas que um dos meus pais me disse quando eu era criança, que me fortaleceram, me encorajaram, que me deram honra, peso e confiança no Senhor.
Mas também consigo pensar em coisas que foram ditas ao longo da minha vida (não muitas — eu tenho sido muito abençoada por palavras), algumas poucas coisas que ainda lembro e que trouxeram diminuição ou desânimo. Muitas de vocês podem pensar em várias palavras que ouviram quando eram crianças, adolescentes, ou no contexto da família, do casamento, ou do trabalho — palavras que diminuíram.
Você já experimentou o poder das palavras para te despir, reduzir, diminuir. . . ou o poder das palavras para te fortalecer, dar peso e te honrar. Palavras têm poder.
Mas não são apenas as palavras que nos foram ditas ou ditas sobre nós. E as palavras que nós mesmas falamos para ou sobre outras pessoas? Você pode não se considerar alguém que amaldiçoa. Provavelmente não pensa em si mesma dessa forma. Eu não penso em mim mesma como uma pessoa que amaldiçoa os outros. Mas com que frequência usamos palavras como arma para diminuir, criticar, reduzir, destruir?
Talvez sejam palavras ditas para ou sobre seus pais, seus sogros, uma irmã, um marido — ou sobre um ex-marido — ou sobre seus filhos? Você já falou palavras que diminuem ou desonram eles? E sobre o seu chefe no trabalho, ou uma professora na escola?
Jesus diz em Mateus 5.21: “Vocês ouviram o que foi dito aos antigos: ‘Não mate.’ E ainda: ‘Quem matar estará sujeito a julgamento’." Ou seja, se você comete o ato de matar, você tira uma vida, então se torna sujeita ao julgamento de Deus. . . Deus tirando a sua vida.
Jesus continua dizendo no versículo 22: “Eu, porém, lhes digo que todo aquele que se irar contra o seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem insultar o seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem o chamar de tolo estará sujeito ao inferno de fogo.” Jesus está preocupado com o coração por trás tanto do ato de matar quanto das palavras assassinas — atos que destroem e palavras que destroem. Palavras abusivas revelam um coração assassino.
A pessoa que fala essas palavras abusivas não é menos culpada moralmente do que se tivesse cometido o ato real de assassinato. Essa passagem enfatiza a seriedade e o peso que carregam as nossas palavras. Amaldiçoar, diminuir alguém verbalmente, na prática é pronunciar julgamento sobre ela.
“Você nunca vai ser nada! Você não presta! Você é burra! Você é um idiota! Você é um fracasso! Você nunca. . . Você sempre. . . Eu queria que você nunca tivesse nascido. Eu queria que você estivesse morta!” Jesus está dizendo, em essência, que quando você pronuncia julgamento sobre os outros com suas palavras — mesmo quando essas palavras são ditas na pressa ou com um temperamento explosivo (“Eu não quis dizer isso!”)
Não. Jesus diz: “A boca fala do que está cheio o coração” (Mateus 12.34). Isso significa que, de alguma forma, você quis dizer isso sim. Quando você pronuncia julgamento sobre os outros com suas palavras, Jesus está dizendo que você está se colocando na posição de receber esse mesmo julgamento. Vamos ver isso na história de Balaão.
Esse princípio aparece várias vezes nas Escrituras. O Salmo 7, versículos 15 e 16, diz: “Abre e aprofunda uma cova, e cai nesse mesmo poço que faz. A sua maldade recai sobre a cabeça, e sobre o próprio crânio desce a sua violência”.
A violência, a condenação, o julgamento, a maldição, a diminuição que colocamos sobre outras pessoas, no fim, voltará para nos destruir.
Voltando a Números 22.7:
Então os anciãos dos moabitas e os anciãos dos midianitas foram, levando consigo o dinheiro para pagar os encantamentos. Chegaram ao lugar onde Balaão estava e lhe transmitiram as palavras de Balaque. Balaão lhes disse: — Fiquem aqui esta noite, e lhes trarei a resposta, como o Senhor me falar. Então os chefes dos moabitas ficaram com Balaão.
Veja bem, Balaão, que é um falso profeta (nós sabemos disso pelo Novo Testamento. Ele não era um verdadeiro adorador de Deus, e mesmo assim, de certo modo, ele professava ser — vamos ver isso ao longo do texto. Em certo momento ele chega a chamar o Senhor de “meu Deus”), usa o nome da aliança para Deus — Senhor, Javé. Isso sugere que ele sabia alguma coisa sobre os israelitas e sobre o Deus deles.
Será que ele sabia que o Deus deles os tinha abençoado? E, se sim, por que pediu a essa delegação de Moabe que passasse a noite para que ele pudesse orar sobre se deveria amaldiçoá-los — aqueles a quem Deus tinha abençoado? Vou te dizer qual é a resposta, o motivo pelo qual ele disse: “Passem a noite e deixem-me orar sobre isso.”
A resposta é que eles tinham o preço da adivinhação nas mãos — dinheiro, uma oferta bem generosa! Balaão não era um profeta verdadeiro. Ele era um feiticeiro de aluguel. Era assim que ele ganhava a vida. Ele queria o dinheiro, e queria encontrar um jeito de fazer isso mesmo sabendo que não deveria.
Os versículos 9-11 nos dizem:
Deus veio a Balaão e perguntou: — Quem são esses homens que estão com você? Balaão respondeu: — Balaque, rei dos moabitas, filho de Zipor, enviou esses homens para que me dissessem: Eis que o povo que saiu do Egito cobre a face da terra. Venha agora e amaldiçoe este povo; talvez eu possa combatê-lo e expulsá-lo daqui.
Balaão conta a Deus a mensagem que recebeu de Balaque, o rei dos moabitas. Balaque estava com medo de ser dominado pelos israelitas. Ele queria reduzir a ameaça, conseguir controlar e administrar a situação, por isso procurava amaldiçoá-los.
A palavra usada para “amaldiçoar” nesse versículo só é usada algumas vezes no Antigo Testamento — apenas nessa história de Balaão. Um estudioso diz que essa palavra parece sugerir o ato de pronunciar uma fórmula mágica projetada para desfazer o alvo completamente. “Fale essas palavras, use essa arte mágica para destruir totalmente o objeto da sua maldição.”
Na Bíblia de Estudo de John MacArthur, ele comenta sobre essa passagem: “Uma maldição era uma palavra falada que se acreditava trazer infortúnio sobre aquele contra quem era dita.” Isso é maligno; isso é feitiçaria; são práticas que Deus havia proibido para o Seu povo.
Na internet existem sites inteiros com maldições para lançar sobre pessoas. Vou te ler de um deles (não vou dizer o nome, porque não quero que ninguém vá procurar). É uma enciclopédia online de ocultismo, misticismo, magia, paranormal e afins. Aqui está como ele define maldições:
Maldições são feitiços mágicos lançados sobre pessoas com a intenção de prejudicá-las. O infortúnio desejado pelas maldições pode variar desde doença e danos até mesmo a morte. Maldições podem se tornar eficazes imediatamente ou podem permanecer dormentes por anos.
Maldições lançadas sobre famílias são conhecidas por atormentar gerações. Invocar poderes sobrenaturais para provocar uma mudança. [Novamente, essa é uma fonte do oculto; não é a Palavra de Deus dizendo isso. Isso é proibido pela Palavra de Deus, mas nessa categoria de ocultismo, misticismo, magia e paranormal, esse dicionário diz isso.] Uma maldição é a expressão do desejo de que o mal venha sobre uma pessoa em particular.
Qualquer pessoa pode lançar uma maldição sobre outra, mas acreditava-se que a autoridade de quem pronunciava a maldição aumentava sua força e a tornava mais perigosa.
É por isso que Balaque enviou mensageiros a alguém famoso por sua capacidade de amaldiçoar: Balaão. Ele praticava magia, feitiçaria, adivinhação. No Novo Testamento, 2 Pedro, Judas e Apocalipse, ele é identificado como falso profeta, um enganador.
Balaão pode ter sido um charlatão consciente de sua fraude ou, por meio de práticas ocultas, pode ter de fato acessado poderes demoníacos e satânicos. Era conhecido que, quando pronunciava bênçãos ou maldições, algo sobrenatural acontecia.
Mas trazendo isso para nós: talvez você nunca lance intencionalmente um feitiço sobre alguém com palavras mágicas. Mas quando deseja o mal a alguém, quando fala com a intenção ou o desejo de feri-lo, na prática você está amaldiçoando. E, ao fazer isso, se torna parceira do próprio diabo, o acusador dos irmãos, para cumprir seus propósitos.
Tiago fala sobre isso: “Com ela, bendizemos o Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos as pessoas, criadas à semelhança de Deus” (Tiago 3.9). Ele diz que esse tipo de “sabedoria” não vem do alto; é terrena, animal e demoníaca. Por isso Jesus dá tanta ênfase às palavras que falamos. Elas têm poder — palavras lançadas em um momento de raiva, de frustração, de descuido importam! Elas pesam! Por isso precisamos que o Senhor controle nossos corações e nossas línguas.
Tiago 3.9-10 diz: “Com ela, bendizemos o Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos as pessoas, criadas à semelhança de Deus. De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, isso não deveria ser assim.”
Em Números 22.12–14, Deus diz a Balaão (depois que Balaão explica a situação em que se encontra):
Então Deus disse a Balaão: — Não vá com eles, nem amaldiçoe o povo; porque é povo abençoado. Na manhã seguinte Balaão se levantou e disse aos chefes de Balaque: — Voltem para a sua terra, porque o Senhor não me deixa ir com vocês. Então os chefes dos moabitas se levantaram, foram a Balaque e disseram: — Balaão se recusou a vir conosco.
Você concorda que Deus foi extremamente claro com Balaão? Você acha que Deus respondeu Balaão de forma enigmática? Claro que não! Ele diz: "Você não irá com eles. Não amaldiçoará o povo, pois eles são abençoados." Deus diz: "Não! Não! Não vá com os homens de Balaque. Não amaldiçoe os israelitas! Eles são o meu povo e eu decidi abençoá-los."
Ao longo de todo este relato, como veremos nos próximos dias, você vê uma linha traçada entre os inimigos do povo de Deus e o próprio Deus — que se comprometeu, em aliança de amor, a cuidar do Seu povo. Deus ama o Seu povo. Deus deseja abençoá-lo.
Mas há os inimigos de Deus que querem amaldiçoar o povo de Deus. Você vê essa batalha acontecendo em nosso mundo? Você a vê acontecendo em nossos dias? Quando você lê as notícias e vê esses ataques aos cristãos, ao cristianismo e ao povo de Deus, ligue os pontos e veja: "Esta não é apenas uma batalha contra nós; esta é uma batalha contra Deus. Esta é uma batalha entre o próprio diabo, o próprio Satanás e Deus."
De uma perspectiva terrena, Balaque e Balaão têm grande poder e podem causar grandes danos. Mas veremos que o poder deles não é nada comparado ao poder de Deus Javé. É importante lembrarmos disso, porque às vezes parece que os poderes do mal — os poderes das trevas — são tão fortes, tão grandes, tão avassaladores.
Nós nos encolhemos em nosso pequeno grupo cristão aqui e esperamos que Deus volte em breve e conserte tudo isso. Mas precisamos lembrar que, se você está do lado de Jeová, você está do lado vencedor! Deus está determinado a abençoar Seu povo. Deus prometeu abençoar Seu povo.
Por mais que tentasse, Balaão não conseguiria amaldiçoar Israel. O que quer que ele dissesse não amaldiçoaria o povo de Deus, porque Deus está no controle e ninguém pode amaldiçoar o povo de Deus sem a Sua permissão. Lembre-se: Deus é a fonte da maldição e da bênção. Ele é o único que tem autoridade para fazer isso.
Vemos que a resposta que Deus dá a Balaão não é a resposta que ele quer ouvir. Ele respondeu aos mensageiros de Balaque apenas isso: “O Senhor não me deixa ir com vocês.” Ele não conta toda a história. Ele não diz: “Deus quer abençoar esse povo. Não tente amaldiçoá-los.”
Balaão não acreditou nessa mensagem, na verdade. Ele apenas disse: "O Senhor se recusou a me deixar ir com vocês". Parece que ele realmente quer ir, como seus filhos dizendo: "Minha mãe não me deixa ir. Eu realmente quero ir, mas minha mãe não me deixa ir". Ele quer ir, mas o Senhor não o deixa.
Ele parece estar deixando a porta aberta para ser persuadido. Ele quer fazer o que Balaque está pedindo. Por quê? Porque ele é um profeta mercenário e quer o dinheiro que lhe foi oferecido, a recompensa. Ele não está orando para descobrir a vontade de Deus. Ele está querendo que Deus abençoe a sua vontade — grande diferença, certo?
E assim, ao pensarmos sobre nossas vidas e o que isso tem a ver conosco, lembro-me de que somos chamadas para não amaldiçoar, mas para abençoar ativamente, especialmente quando somos amaldiçoadas. Jesus fala sobre isso em Mateus 5, no Sermão da Montanha. Ele disse para abençoar aqueles que os perseguem e orar por aqueles que abusam de vocês.
Romanos 12.14 reforça: “Abençoem aqueles que perseguem vocês; abençoem e não amaldiçoem.” Abençoe, não amaldiçoe. Se você pronunciar maldição e julgamento, de alguma forma isso voltará para você. E aqueles que amaldiçoam o povo de Deus, de algum modo receberão isso de volta.
De alguma forma, isso recairá sobre suas cabeças. No poço que eles mesmos criaram para o povo de Deus, eles mesmos cairão. Não os empurre para o poço, deixe Deus fazer isso à Sua maneira e no Seu tempo, e enquanto isso, ore por misericórdia para suas almas — para que Deus os leve ao arrependimento e os liberte.
Não queremos orar por julgamento sobre aqueles que amaldiçoam o povo de Deus. Queremos orar para que Deus os abençoe, convertendo-os de seus caminhos tolos e perversos e levando-os a abençoar a Deus e ao Seu povo. Mas eles devem saber — e nós devemos saber — que, com o tempo, se não se arrependerem, se continuarem a amaldiçoar a Deus e ao Seu povo, serão amaldiçoados. Eles cairão naquele poço.
Então lembre-se de que, quando você abençoa, mesmo diante da maldição, você receberá a bênção. A bênção retornará para você. Como sabemos disso? 1 Pedro 3.9 diz:
Não paguem mal com mal, nem ofensa com ofensa. Pelo contrário, respondam com palavras de bênção, pois para isto mesmo vocês foram chamados, a fim de receberem bênção por herança.
Se as pessoas falam mal de você, se te insultam, te perseguem, te acusam falsamente (“Eles dizem todo tipo de mal contra vocês, mentindo, por minha causa”, disse Jesus), o que você faz? Amaldiçoa-os? Não. Você os abençoa; você ora para que Deus tenha misericórdia de suas almas.
“Para isto mesmo vocês foram chamados”, diz Pedro em 1 Pedro 3.9, “a fim de receberem bênção por herança”. Se você receber de volta, durante sua vida, a medida de bênção ou maldição que você distribuiu a outros, aos inimigos de Deus, a pessoas com a ideologia das quais você não concorda — a comentaristas e políticos que estão “fora da casinha”, e você sabe que o que eles estão dizendo é um erro — se você receber de volta a medida de bênção ou maldição que você distribuiu a eles, você será abençoada ou amaldiçoada?
Você quer receber uma bênção? Dê uma bênção!
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth tem nos mostrado por que é tão crucial deixar Deus falar por meio de nós. Imagine o choque que algumas famílias teriam se as mulheres parassem de xingar e, em vez disso, falassem as palavras de Deus. Se elas usassem palavras para curar e conceder graça. Deus pode tornar isso realidade em sua vida.
Esta série, Bênçãos e Maldições: A história de Balaão, ajudará você a ver o que a Palavra de Deus tem a dizer sobre o poder que você precisa para abençoar os outros.
Acabamos de ouvir o segundo episódio da série, e você pode acompanhar os ensinamentos dia a dia ouvindo o restante dos episódios em avivanossoscoracoes.com.
Às vezes, a situação que mais te deixa louca é exatamente a situação que Deus quer usar para te ensinar e te abençoar. Um profeta do Antigo Testamento aprendeu isso quando sua jumenta começou a agir de forma estranha.
Amanhã ouviremos mais sobre esta história. Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.