Dia 2: Valorizando o design divino
Raquel Anderson: Elizabeth Urbanowicz diz que, o pensamento de que falar sobre sexo com nossos filhos vai roubar a inocência deles, isso na verdade não é correto.
Elizabeth Urbanowicz: Ter uma conversa básica, ou várias conversas simples, com eles sobre a bondade do plano de Deus não tira a inocência deles. Pelo contrário, prepara-os para serem protegidos daquilo que realmente poderia roubar sua inocência!
Raquel: Bem-vinda ao Aviva Nossos Corações. Nossa anfitriã é a autora de Mulheres atraentes adornadas por Cristo, Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quando Deus criou você, Ele sabia exatamente o que estava fazendo. O fato de ter feito você como mulher ou homem também é algo bom. Já é difícil para nós, adultas, levarmos isso da mente para o coração — e para as crianças pode ser ainda mais desafiador.
Nossa convidada de hoje no …
Raquel Anderson: Elizabeth Urbanowicz diz que, o pensamento de que falar sobre sexo com nossos filhos vai roubar a inocência deles, isso na verdade não é correto.
Elizabeth Urbanowicz: Ter uma conversa básica, ou várias conversas simples, com eles sobre a bondade do plano de Deus não tira a inocência deles. Pelo contrário, prepara-os para serem protegidos daquilo que realmente poderia roubar sua inocência!
Raquel: Bem-vinda ao Aviva Nossos Corações. Nossa anfitriã é a autora de Mulheres atraentes adornadas por Cristo, Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quando Deus criou você, Ele sabia exatamente o que estava fazendo. O fato de ter feito você como mulher ou homem também é algo bom. Já é difícil para nós, adultas, levarmos isso da mente para o coração — e para as crianças pode ser ainda mais desafiador.
Nossa convidada de hoje no Aviva Nossos Corações é Elizabeth Urbanowicz, do ministério Foundation Worldview (Base para a Cosmovisão, em tradução livre). Ela entende a importância de falar sobre sexualidade com as crianças a partir de uma perspectiva bíblica.
Você pode até se surpreender com a idade em que ela recomenda começar essas primeiras conversas. Vamos ouvir esse bate papo gostoso com Dannah Gresh, na voz de Rachel Anderson e Elizabeth Urbanowicz.
Dannah Gresh: Elizabeth, obrigada por estar comigo novamente neste segundo dia em que refletimos sobre o bom design de Deus e sobre como conversar com nossos filhos a respeito do que eles creem, sua cosmovisão.
Ontem, ao final do programa, perguntei: “Onde a cultura mais tenta doutrinar nossos filhos?” E você respondeu com uma palavra: “sexualidade.” Vamos mergulhar nisso. Por que essa foi a palavra que veio à sua mente?
Elizabeth: Bem, quando pensamos para onde o mundo está caminhando, tudo o que é direcionado a nós e às nossas crianças passa por esse tema da sexualidade. Vemos que o mundo pegou o lindo presente de Deus e distorceu.
A mensagem que o mundo está comunicando aos nossos filhos hoje é que não existem limites. “Não existem limites! O que você sente é o que define quem você é. Esse é o seu gênero. Pode ser até um gênero que ninguém nunca teve antes, e está tudo bem, porque é o que você sente.”
E quando se trata do ato sexual em si — que Deus nos deu como presente dentro da aliança do casamento entre um homem e uma mulher, o mundo tenta ensinar às nossas crianças que a única coisa errada, o único “pecado”, é impor qualquer tipo de limite à expressão sexual. Que deveríamos ser livres para nos expressar com quem quisermos, quando quisermos, da forma que quisermos, desde que haja consentimento. O consentimento é a única regra.
Por isso, precisamos enraizar nossos filhos em uma compreensão bíblica do bom design de Deus para eles, do bom design de Deus para os relacionamentos, do bom design de Deus para a sexualidade. Só assim conseguiremos prepará-los com antecedência para todas as formas que a cultura vai usar para tentar moldar a mentalidade deles segundo uma cosmovisão radicalmente contrária à que Deus, em Sua graça, nos revelou nas Escrituras!
Dannah: Sim! Eu senti esse peso. . . já faz mais de dez anos, mas houve um tempo em que o Facebook permitia selecionar um gênero em um menu suspenso, e havia mais de cinquenta opções!
Hoje em dia, você encontra apenas “masculino, feminino, outro”, porque nem conseguem mais acompanhar. Concordo com você: esse é um tema de extrema importância!
Quero te perguntar algo: já ouvi muitos pais dizendo, “Sabe, quando se trata de religião, eu só falo sobre o Evangelho. Esse assunto de sexualidade me incomoda quando cristãos insistem demais nele. Eu só ensino meus filhos sobre Jesus e o Evangelho.” O que você diria a uma mãe ou avó que pensa assim?
Elizabeth: A primeira coisa que eu diria é: “Fico muito feliz que você esteja falando com eles sobre o Evangelho” — porque isso é a base de tudo. Precisamos, sim, falar do Evangelho com nossos filhos.
Mas eu também perguntaria: “O que é o Evangelho?”E quando destrinchamos a mensagem do Evangelho, percebemos que ela envolve toda a história: Deus nos criou à Sua imagem. Adão e Eva, quando tiveram a escolha entre amar, confiar e obedecer a Deus ou amar, confiar e obedecer a si mesmos, escolheram a segunda opção.
Eles se rebelaram contra Deus e trouxeram o pecado e a morte ao mundo. Agora todos nós nascemos com uma natureza pecaminosa, escolhemos pecar todos os dias e estamos separados de Deus.
Mas Deus, em Seu amor, enviou Jesus, Seu Filho, para viver a vida perfeita que nunca poderíamos viver, morrer em nosso lugar e ressuscitar para nos dar nova vida!
E agora, todos aqueles que se arrependem de seus pecados e confiam nele são reconciliados com Ele e viverão com Ele para sempre no novo céu e na nova terra. Mas, quando pensamos no Evangelho, onde a sexualidade entra nessa história?
Ela entra no fato de termos sido criadas à imagem de Deus. E também no fato da queda, pois, como portadoras da imagem caída, muitas vezes rejeitamos ou ignoramos o bom design divino. E é exatamente isso que a nossa cultura está incentivando nossas filhas e filhos a fazer: rejeitar e ignorar o design perfeito de Deus!
Há muitos trechos nas Escrituras em que Deus nos dá advertências bem claras: o pecado sexual não arrependido é uma indicação de que não fomos realmente reconciliadas com Ele! Em Efésios 5, por exemplo, Paulo fala que não deve haver nem sequer uma menção de imoralidade sexual, de impureza ou de cobiça.
E ele continua: “Não se deixem enganar com palavras vazias, porque a ira de Deus vem sobre os filhos da desobediência por causa dessas coisas. Portanto, não participem daquilo que eles fazem. Porque no passado vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz.” (Ef. 5.6–8)
Por isso, se pensamos: “Ah, não tem problema! O que importa é o Evangelho. Não é nada demais se minha filha está envolvida em pecado sexual. Não é nada demais se ela está apenas explorando diferentes pronomes, diferentes gêneros, só descobrindo quem ela é.”
Não! Isso é pecado. As Escrituras são claras: a ira de Deus vem por causa desses pecados! E se nossas filhas ou filhos estão vivendo nessas práticas sem arrependimento, isso indica que não se voltaram do pecado para confiar em Cristo — e ainda estão sob a justa ira de Deus.
Isso não deve nos paralisar de medo ou nos deixar dominadas pela ansiedade, porque Filipenses 4.6 nos lembra a não andar ansiosas, mas apresentar os nossos pedidos diante do Senhor. Mas devemos ter plena consciência de que o pecado sexual é um assunto do Evangelho, porque é algo que nos separa de Deus.
É isso que eu diria a uma mãe: isso, sim, tem tudo a ver com o Evangelho, e precisamos levar muito, muito a sério!
Dannah: Quando você estava falando de Adão e Eva no jardim, e daquela frase em que disse que eles tinham a escolha de se submeter e obedecer a Deus ou a si mesmos. . . isso me lembrou de Romanos 1, onde as Escrituras descrevem bem a situação da nossa cultura hoje.
Romanos 1.22–25 diz:
Dizendo que eram sábios, se tornaram tolos e trocaram a glória do Deus incorruptível por imagens semelhantes ao ser humano corruptível, às aves, aos quadrúpedes e aos répteis.
Por isso, Deus os entregou à impureza, pelos desejos do coração deles, para desonrarem o seu corpo entre si. Eles trocaram a verdade de Deus pela mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito para sempre. Amém!
E é exatamente por isso que precisamos do Evangelho. Gênesis 1, 2 e 3 já apontam isso, e Romanos 1 mostra como estamos repetindo Gênesis 3 em nossas vidas e em nossa cultura hoje.
Sim, está conectado ao Evangelho. Eu creio que você tem razão, isso é muito lindo. Mas. . . quão cedo devemos começar a falar com nossos filhos sobre tudo isso?
Porque são assuntos pesados, sombrios até, quando olhamos para as falsidades que o mundo tenta apresentar como “boas”.
Elizabeth: Sim. Agora, todas vão se surpreender quando eu disser isso, então se preparem! Eu realmente acredito que precisamos começar a ter as primeiras conversas sobre a bondade do design de Deus para gênero, sexualidade, casamento e família aos quatro anos de idade.
Eu sei que isso parece no mínimo quatro anos antes do que a maioria imagina ser apropriado para esse tipo de conversa. Mas deixe-me explicar por que acho tão importante começar aos quatro.
O primeiro motivo é que queremos ter certeza, como mães, de que somos nós quem nossos filhos procuram quando tiverem perguntas. Não queremos que eles corram primeiro para uma professora, um livro, uma amiga ou até o Google. Queremos que venham até nós.
Existe um fenômeno psicológico — não sei se tem um nome específico — mas é assim: a primeira pessoa que nos apresenta a um assunto é aquela que consideramos como “a especialista”.
Até hoje, quando tenho algum problema em casa, eu ligo para o meu pai. E eu sei que há muitos homens na minha igreja ou vizinhos que têm muito mais conhecimento técnico do que ele para me ajudar.
Mas por que eu ligo para o meu pai? Porque foi ele quem primeiro me ensinou sobre reparos domésticos. Então, mesmo não sendo o especialista oficial, na minha mente ele continua sendo.
Se esperarmos para conversar sobre gênero e sexualidade até que nossos filhos já tenham ouvido sobre isso de outra pessoa ou lugar, então essa pessoa ou fonte será vista por eles como “a especialista” — e nós ficaremos tentando correr atrás do prejuízo.
O segundo motivo é que o mundo está atacando nossas crianças cada vez mais cedo! Nós nem sabemos qual será o próximo lugar de onde virá essa influência.
Tantos meios estão bombardeando nossas crianças. . . Se o primeiro contato que elas tiverem com ideias sobre gênero ou sexualidade for na forma de uma distorção ou corrupção do bom design de Deus, nós teremos que correr atrás do prejuízo. Na mente delas, gênero e sexualidade vão parecer algo negativo, quando na verdade não são.
Em Gênesis 1.27 está escrito: “Assim Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” O nosso gênero é algo bom em si! Logo em seguida, em Gênesis 1.28, Deus dá a ordem de domínio e diz a Adão e Eva para serem fecundos, multiplicarem-se, encherem a terra e sujeitarem-na.
Ou seja, Deus está ordenando que eles participem de Sua boa dádiva do relacionamento sexual dentro da aliança do casamento — para gerar filhos, encher a terra e administrá-la. Assim, o presente do gênero, da sexualidade — e do sexo no casamento — é bom em sua essência!
Queremos garantir que tenhamos a oportunidade de lançar essa base da bondade do design divino antes de nossos filhos serem expostos às distorções. Porque, quando pensarem no fato de terem sido criados como mulher ou homem, quando pensarem na aliança do casamento e na dádiva da intimidade sexual, queremos que entendam que tudo isso é um presente bom de Deus. Foi manchado pela Queda? Sim. Mas Deus é o Deus da redenção.
E é por isso que encorajamos fortemente as mães a iniciarem essas conversas já aos quatro anos — para que nossas crianças nos vejam como as “especialistas” e para que seu primeiro contato com o tema seja a bondade do design divino, não as corrupções do mundo.
Dannah: Aliás, eu não fiquei chocada quando você falou sobre a idade, porque concordo 100% com você. Depois de vinte anos estudando o tema da sexualidade, eu realmente acredito nisso. . .
Antes, eu costumava dizer que a idade média para ter uma conversa mais profunda sobre atividade sexual era nove anos. Mas acho que hoje isso está até mais cedo. E quando comecei a falar sobre isso, nem passava pela minha cabeça abordar a questão do gênero, porque era um conceito culturalmente aceito que havia dois gêneros: masculino e feminino. E culturalmente falando, hoje isso não é mais uma verdade absoluta.
Mas me diga: como você falaria sobre isso com uma criança de quatro anos, de uma forma em que apenas apresentamos a beleza do bom design divino, sem roubar a inocência dela?
Elizabeth: Sim, quero falar de duas coisas aqui: primeiro, a ideia de “roubar a inocência” das crianças; depois, como realmente fazemos isso na prática. Eu acho que precisamos mudar um pouco a mentalidade: quando pensamos que conversar com crianças sobre sexo vai roubar a inocência delas, estamos olhando da forma errada.
Acho que temos uma visão equivocada de que, se nossos filhos são expostos a coisas. . . Se nossos filhos são expostos à pornografia, isso definitivamente os está roubando da inocência. Quando conversamos com eles sobre a bondade do design divino para o sexo, isso não os está roubando da inocência.
Porque, se achamos que falar com eles sobre sexo é, de alguma forma, roubar a inocência, bem, qual é o nosso pressuposto? Estamos pressupondo que o sexo é inerentemente sujo e que nossos filhos nao deveriam saber sobre isso.
E, portanto, acho que precisamos mudar de mentalidade, encarar as coisas que podem roubar a inocência dos nossos filhos como coisas que roubam a inocência deles — pornografia, abuso, programas de TV inapropriados — são coisas que roubam a inocência dos nossos filhos.
Ter uma conversa básica, ou ter várias conversas básicas, com eles sobre a bondade do design divino, não é roubar a inocência deles, mas, na verdade, protegê-los daqueles que roubariam a inocência deles!
E como fazemos isso na prática? Devemos fundamentar tudo na Palavra de Deus. Queremos que nossos filhos entendam que a área da nossa sexualidade é parte do design dele.
Ao falar sobre ser criada como mulher ou homem, eu diria: leve sua filha direto para Gênesis capítulo 1. Pegue sua Bíblia e diga: “Filha, vou ler um versículo, e ele vai nos mostrar algumas verdades sobre como Deus nos criou. Quero que você ouça e depois me diga o que conseguiu perceber, tudo bem?”
E então leia: “Assim Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.”
Depois pergunte: “O que você ouviu? Teve uma palavrinha que se repetiu aí.”
Leia de novo e fale sobre a palavra “imagem”, explicando o que significa ter sido criada à imagem de Deus — que mostramos ao mundo, em parte, como Deus é. Não somos Deus, mas fomos criados para refletir um pouco do Seu caráter.
Em seguida, destaque: “Hum, teve mais duas palavrinhas: ‘homem’ e ‘mulher’. São apenas palavras mais formais para dizer menino e menina.” (E aqui vai o aviso para quem está ouvindo: agora vou usar termos corretos, do ponto de vista anatômico, para explicar o que significa ser homem ou mulher.)
Explique de uma forma simples para as crianças e diga: “Sabe de uma coisa? Se você é um menino, Deus te criou com uma parte especial do seu corpo chamada pênis. Se Deus te criou como menina, Ele te deu uma parte especial chamada vagina, e essas partes do nosso corpo mostram se somos meninos ou meninas. Não é incrível como o plano de Deus para nós é perfeito?!”
E isso pode ser tão simples quanto a sua primeira conversa. Baseie-se nas Escrituras, pergunte quais verdades estão sendo reveladas, certifique-se de manter a conversa alegre e positiva, focando na bondade do design de Deus.
Agora, seus filhos podem ter perguntas — e algumas podem até te assustar! E tudo bem se tiverem. Se nossos filhos nos fizerem uma pergunta e pensarmos: “Nossa, eu não estava preparada para isso, não sei como responder!”, compre um pouco mais de tempo, apenas mantendo um sorriso e dizendo: “Que pergunta boa! Estou tão orgulhosa de você por pensar nisso! Sabe, mamãe vai precisar pensar um pouquinho mais antes de te dar uma resposta, mas amanhã na hora do almoço a gente conversa sobre isso!”
Não entre em pânico; compre tempo e, naquela noite, pesquise nas Escrituras, converse com seu marido e descubra como responder à pergunta que seu filho fez.
Dannah: Ok, é oficial: hoje à noite vou contar ao meu marido sobre a entrevista com a Elizabeth, e ele vai dizer: “Será que podemos contratá-la para ensinar nossos netos?” E eu provavelmente devo dizer: Família Aviva Nossos Corações, por favor, não nos enviem e-mails pedindo que a Elizabeth ofereça aulas particulares!
Mas vamos contar para vocês como podem aprender com a Elizabeth. Uma coisa que percebi: ontem você falou sobre a importância de fazer perguntas quando nossos filhos estão com uma visão de mundo fora do caminho.
Pergunte: “Por que você acredita nisso?” ou “Quem te disse isso?” Agora você está mais no controle, porque está dizendo: “Vamos abrir a Bíblia, vamos ler isso,” mas ainda usando perguntas. Me diga de novo: por que isso é tão importante?
Elizabeth: Sim, nessa situação, quando eu mostrei como levar nossos filhos direto ao primeiro capítulo de Gênesis, ler e depois fazer perguntas, quando fazemos uma pergunta, a outra pessoa precisa responder.
E para responder, eles precisam pensar, formular palavras e dizê-las. Então, ao fazermos perguntas, garantimos que estamos realmente envolvendo a mente deles! E, de novo, é isso que Jesus fazia.
Quando apenas nos sentamos e dizemos: “Ok, vou ler este versículo e depois vou te contar essa verdade,” alguns poucos filhos vão ouvir e realmente captar aquela verdade — e isso é ótimo!
Mas a maioria das crianças vai ficar inquieta. Elas podem ouvir um pouco aqui e ali, mas não vão absorver muito. Se garantirmos que estamos fazendo perguntas, estamos forçando — de forma positiva — que eles se envolvam.
Agora, algumas de vocês vão tentar isso e perguntar: “Quais verdades são reveladas?” E seus filhos de quatro, cinco ou seis anos podem olhar para você e dizer: “Não sei!” Se isso acontecer, diga: “Sabe, às vezes é difícil entender de primeira, então quero que você faça o seguinte: A mamãe vai ler o versículo mais uma vez, e haverá uma palavra que vai se repetir três vezes.” E ao ler, enfatize a palavra “i-m-a-g-e-m” com um pouco mais de inflexão.
Ou então destaque as palavras “masculino” e “feminino” e pergunte: “Humm, você já ouviu essa palavra antes, ‘masculino’? Não? Então, ‘masculino’ é apenas uma palavra chique que significa ‘menino’.”
Agora, diga: o que significa “masculino”? Isso mesmo! Menino! Então, ao fazer perguntas de forma adequada, você está envolvendo a mente das crianças, porque é assim que a transformação realmente acontece.
Dannah: Amei isso! É muito bom, Elizabeth. Acho que o que mais gosto é que você não está apenas falando para as crianças; você as convida a pensar. Você as convida a estudar a Palavra de forma indutiva. Você está guiando-as por um mini estudo indutivo, é isso que está fazendo, certo?
Elizabeth: Mmm, exatamente!
Dannah: Sim, tão bom! Ok, conte um pouco sobre o currículo que você acabou de lançar. É para crianças de quatro a oito anos? E é especificamente para ajudá-las com o tema, sexualidade ou gênero? Conte para nós.
Elizabeth: Sim, o currículo se chama God’s Good Design (O Bom Design de Deus, em tradução livre — infelizmente indisponível em português). São trinta lições, cada uma entre quinze e vinte minutos, cobrindo conceitos de identidade, gênero, casamento, sexualidade, família — todos os temas com os quais o mundo está tentando influenciar nossos filhos.
E como vocês ouviram, enquanto eu mostro como ter essas conversas, há muitas coisas nas quais eu não sou talentosa, mas algo em que sou é falar com crianças e ajudá-las a pensar com cuidado.
Este currículo é em vídeo, e eu faço todo o ensino. O objetivo é que os pais possam se sentar com seus filhos e passar por todo o currículo juntos.
Acontece muito ensino e aprendizado, com muitas atividades, para que as crianças permaneça engajadas. Às vezes pedimos para eles falarem o mais alto que conseguirem, ou o mais baixinho possível. Propomos atividades para eles se levantarem, se moverem, usamos o corpo deles enquanto ensinamos grandes verdades da Palavra de Deus sobre como Deus nos criou, qual é o plano dele para nós, como Ele nos criou individualmente e como nos criou para nos relacionarmos. E então, depois de estabelecermos essa teologia bíblica positiva, cobrimos duas verdades muito importantes. Primeiro, falamos sobre como o pecado corrompe o bom design divino.
Explicamos que “corromper” é uma palavra chique que significa arruinar ou destruir, mas enfatizamos que isso não é o fim da história. Jesus derrotou o poder e a punição do pecado. Mas enquanto ainda estamos vivendo aqui na terra, vamos ver o pecado corrompendo o bom design divino.
Depois apresentamos, com linguagem e atividades muito adequadas ao desenvolvimento das crianças, algumas forma que o design divino foi corrompido. Por exemplo, quando falamos sobre o conceito de transgênero.
Algumas pessoas podem pensar: “Nossa! Quatro anos de idade, já estão apresentando esse conceito?!” Sim, porque nossas crianças vão se deparar com isso, simplesmente ao caminhar pela vida.
Dannah: Elas vão ver, sim.
Elizabeth: Então, a forma como ensinamos essa verdade é: “Por causa do pecado, às vezes nossos sentimentos nos enganam!” E aí explicamos que, como todos nós somos caídos, às vezes alguém pode sentir ciúmes do sexo oposto e acabar achando que é daquele sexo, quando, na verdade, o corpo revela exatamente o contrário! Introduzimos isso de forma muito simples.
Quando tentamos falar sobre pornografia, dizemos: “Por causa do pecado, nem todas as imagens são boas imagens.” Depois, brincamos de alguns jogos dando exemplos.
A maior parte dos exemplos que damos são de boas imagens, porque queremos focar na bondade do design de Deus. Dizemos: “Sabe, às vezes, por causa do pecado, algumas pessoas tiram fotos do corpo de outras sem as roupas que deveriam cobrir as partes especiais do nosso corpo que o maiô cobre.”
Apresentamos esse conceito de forma bem breve e damos um plano de ação. Dizemos: “Se isso acontecer, se você vir uma imagem ruim, pare, corra e conte. Pare o que está fazendo, corra até seus pais e conte que viu uma imagem ruim, e eles vão ficar muito orgulhosos de você, porque isso vai ajudá-los a te proteger de ver mais imagens ruins.”
Então, nessa idade, se conseguirmos dar uma exposição básica, de forma adequada ao desenvolvimento, sem entrar em detalhes gráficos, estamos ensinando verdades fundamentais da Palavra de Deus e focando principalmente na bondade do design divino.
O que estamos fazendo é preparando as crianças, e preparo significa proteção! Esse é nosso objetivo com os pequenos: realmente fundamentá-los na bondade do plano de Deus.
Dannah: Mmm, tão bom, Elizabeth! Eu vou ser sua cliente ainda hoje, porque quero que meus netos aprendam com você. Quero que eles ouçam essas verdades importantes. E amo como Deus te deu um dom especial para se comunicar com eles!
Muito obrigada por sua participação hoje! Estou tão animada! Posso pedir para você voltar mais uma vez?
Elizabeth: Claro! Eu gostaria muito!
Dannah: Amanhã quero orar um pouco. Gostaria que você nos conduzisse em oração, porque precisamos marchar em cadência como mulheres de Deus! A infraestrutura da comunidade LGBT não é tão grande quanto a mídia faz parecer.
Mas assim como quando você entra em São Francisco e vê a enorme ponte Golden Gate, a infraestrutura ali é muito visível, fazendo parecer maior do que é. É uma parte pequena da cidade, mas muito memorável.
Eles ensinam bandas e soldados que, quando marcham, precisam quebrar a cadência ao atravessar uma ponte, ou a estrutura se desfaz. Mas eu digo: vamos fazer o oposto. Vamos ser mulheres de Deus marchando em oração, em cadência, sobre esse ídolo da ideologia de gênero que afronta a imagem de Deus.
Você voltará amanhã para nos guiar em oração e compartilhar mais verdades sobre pureza, sexualidade e gênero?
Elizabeth: Com certeza!
Nancy: Nossa convidada hoje é Elizabeth Urbanowicz, falando com Dannah Gresh, co-apresentadora do Aviva Nossos Corações.
E quero lembrar que o Aviva Nossos Corações depende das orações e do apoio financeiro de amigas como você, que ajudam a manter nossos diversos projetos. Para fazer uma doação, visite avivanossoscoracoes.com.
Você provavelmente percebeu que há uma guerra ideológica acontecendo em nosso mundo — uma guerra de ideias, e uma das frentes principais envolve palavras, terminologia, como definimos os significados.
Amanhã, no Aviva Nossos Corações, Elizabeth vai voltar para nos ajudar a definir palavras para as crianças de forma bíblica, como Deus as define. Não perca!
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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