Dia 2: Sem fórmulas
Raquel Anderson: Você considera que a sua identidade principal é a de filha de Deus? Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Queridas, o que realmente importa não é se vocês são casadas ou solteiras, se têm muitos filhos ou nenhum — o que importa é estar no centro da vontade de Deus.
Essas não são as coisas que definem você. Elas podem até defini-la aos olhos da cultura, mas aos olhos de Deus, o que nos define é o nosso coração. É o nosso relacionamento com Ele — a nossa fé, a nossa confiança, a nossa entrega a Ele.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
A cada Dia das Mães, enquanto muitas mulheres estão celebrando, outras estão experimentando uma dor profunda, ansiando por um filho. Você passa por …
Raquel Anderson: Você considera que a sua identidade principal é a de filha de Deus? Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Queridas, o que realmente importa não é se vocês são casadas ou solteiras, se têm muitos filhos ou nenhum — o que importa é estar no centro da vontade de Deus.
Essas não são as coisas que definem você. Elas podem até defini-la aos olhos da cultura, mas aos olhos de Deus, o que nos define é o nosso coração. É o nosso relacionamento com Ele — a nossa fé, a nossa confiança, a nossa entrega a Ele.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
A cada Dia das Mães, enquanto muitas mulheres estão celebrando, outras estão experimentando uma dor profunda, ansiando por um filho. Você passa por isso? Talvez você tenha perdido um filho e ninguém saiba disso; você sofre em silêncio. Talvez você esteja orando para que o seu marido compartilhe do seu desejo de ter filhos. Talvez você tenha lutado contra a infertilidade.
A Bíblia nos fala sobre uma mulher que entendia essa dor. Estamos olhando para a vida dela nesta série chamada A Oração de Ana e o Poder de Deus. Aqui está Nancy.
Nancy: Estamos examinando a vida de uma mulher do Antigo Testamento que recentemente se tornou minha personagem bíblica favorita. O nome dela é Ana. O nome dela significa “graça.”
A história dela é uma história de graça incrível — a graça de Deus na vida dela e a graça de Deus em usar a vida dela para trazer graça a toda uma nação. Que história extraordinária de como Deus escolhe e usa uma pessoa improvável para realizar propósitos extraordinários em sua geração, assim como Ele faz também em nossa geração.
Nós vimos na última sessão que Ana vinha de uma família onde ela era amada por seu marido. O marido dela era um adorador devoto e seguidor do Senhor, mas havia alguns problemas nessa família.
Primeiro, notamos em 1 Samuel capítulo 1, versículo 2, que havia duas esposas. Elcana (o marido) “tinha duas mulheres: uma se chamava Ana, e a outra se chamava Penina.”
Nós vimos que esse não era o plano de Deus. Deus não autorizou isso. Era contrário à forma como Ele havia estabelecido o casamento, mas Deus é capaz, mesmo a partir das nossas falhas, de trazer glória para Si e fazer Sua luz brilhar em uma geração escura. Eu sou tão grata por essa graça redentora de Deus.
Havia também outro problema naquela família, particularmente na vida de Ana, e era a questão do desejo não realizado de ter um filho. Versículo 2, 1 Samuel capítulo 1:
Elcana tinha duas mulheres: uma se chamava Ana, e a outra se chamava Penina. Penina tinha filhos; Ana, porém, não tinha.
Essa é a primeira descrição dada sobre essas mulheres. Era isso que as identificava e marcava naquela época em que ter filhos — especialmente ter filhos homens para continuar o nome e a linhagem da família — era algo de máxima importância.
Era assim que elas eram identificadas naquela cultura. Penina tinha filhos. Ana não tinha. A conclusão, naquele tempo e cultura, era que Penina era abençoada, mas Ana era amaldiçoada.
Isso era, na verdade, uma distorção de algo que era uma verdade na Palavra de Deus. A Palavra de Deus diz que filhos são uma bênção, e nós lemos em diferentes momentos ao longo do Antigo Testamento que Deus disse ao Seu povo: “Se vocês Me obedecerem, Eu os prosperarei, e uma das maneiras como os prosperarei será dando filhos a vocês.”
Isso é uma bênção. É algo bom ter filhos. É o caminho de Deus. É o plano de Deus em Deuteronômio 28: “O Senhor [se vocês O obedecerem] lhes dará abundância de bens no fruto do seu ventre, no fruto dos seus animais e no fruto do seu solo.”
Portanto, o povo concluiu: “Se filhos são uma bênção de Deus, se ser fértil é uma bênção de Deus, então, se você não pode ter filhos, se você é estéril, você só pode ser uma amaldiçoada por Deus. Você deve ter pecado. Você deve ter desagradado ao Senhor de alguma forma. Deve haver algo errado na sua vida, e a sua esterilidade é um sinal disso.”
Veja, as pessoas viam uma promessa de Deus e pulavam para a conclusão de que, portanto, qualquer uma que não tivesse filhos era amaldiçoada por Deus.
Nessa passagem não há razão dada para porque Penina tinha filhos e Ana não. Não há um “porquê.” Não há explicação apresentada aqui. É simplesmente: “Penina tinha filhos, e Ana não tinha.”
Não é exatamente assim que a vida é muitas vezes? A vida não é justa. Já ouviu seus filhos dizerem isso?
“Mas não é justo, mãe.”
E você responde: “A vida não é justa.” E é verdade.
Deus é justo, e Deus nunca comete um erro. Ele é bom. Ele é justo. Ele é santo. Mas Deus não trata todas as pessoas da mesma forma, e muitas vezes, Deus não nos dá uma explicação para as nossas dores — pelo menos não aqui e agora.
Nós vamos ver que essa esterilidade, essa infertilidade, a incapacidade de Ana de conceber filhos, tornou-se uma grande dor para ela e trouxe um peso ao seu coração.
Mas, nesse ponto da vida dela, não havia uma razão. Não havia uma explicação. A vida nem sempre funciona do jeito que queremos, do jeito que achamos que deveria ser.
Nós gostamos dessas fórmulas simples e arrumadinhas. Você obedece a Deus e será abençoada. Ok, mas o que significa bênção? No caso de Ana: “Eu quero ter filhos. Se eu obedecer a Deus e amar a Deus, Ele vai me abençoar e, portanto, eu terei filhos.”
E quantas mulheres que não puderam ter filhos se viram esmagadas pelo peso, pela culpa, pelo fardo daquilo que pensam ou que talvez outros tenham lhes dito.
“Se você apenas confiasse mais em Deus. Se você apenas orasse mais. Se você fosse mais espiritual.” Ninguém diria assim (eu espero!), mas muitas vezes não é isso mesmo o que acontece em relação a anseios não realizados?
Nós pensamos: Se eu fosse mais piedosa, Deus realizaria meus desejos. Pode ser o desejo de um filho. Qual é o desejo que você tem, aquele que você quer desesperadamente e que nunca recebeu?
É um filho? Talvez seja um marido. Não é errado ter anseios. Filhos são bons. Maridos são bons. Não é errado desejar saúde. Não é errado desejar a capacidade de pagar suas contas, que seu marido tenha um trabalho suficiente para isso, ou, se você não é esposa nem mãe, que você tenha um trabalho que permita se sustentar.
Não é errado desejar a salvação do seu marido ou dos seus filhos ou de outro ente querido, dos seus pais. Esses anseios não estão errados. O que é errado é quando nos tornamos exigentes e dizemos: “Senhor, o Senhor tem que realizar o meu anseio e o meu desejo agora. Eu Te amarei, confiarei e obedecerei se o Senhor realizar os meus anseios, se me der o que quero.”
Você pode estar obedecendo a Deus. Você pode estar andando com Deus. Você pode ser uma mulher piedosa e ainda assim ter áreas da sua vida que não parecem certas, que não se encaixam, onde seus anseios não são atendidos.
Havia, pelo que sabemos, uma mulher piedosa que não conseguia ter filhos. E a sua rival, uma mulher cruel, a outra esposa, Penina, tinha muitos filhos.
Como você explica isso? Sabe de uma coisa? Nem tente. Não conseguimos explicar. Não faz sentido Deus abençoar alguém que não é nem um pouco espiritual com muitos filhos e dar a você dor, sofrimento, ou até mesmo dar filhos e depois levar um ou mais deles.
E daí vem a pergunta: “O que foi eu fiz? Onde foi que errei?” Esse pode ser o pensamento. Às vezes, os atos de Deus em nossas vidas e nossas escolhas não parecem consistentes com a Palavra de Deus e os caminhos de Deus.
Você volta a Deuteronômio 28 e diz: “Está prometido que, se obedecermos a Deus, Ele nos abençoará. Ele nos fará prosperar. Ele nos fará férteis.”
Às vezes Deus age de maneiras que não parecem consistentes com a Sua própria Palavra. Isso acontece apenas porque estamos olhando de uma perspectiva muito limitada, finita. Não temos o quadro completo.
Não sabemos o que Deus está fazendo, e o que precisamos reconhecer é que a sua vida, com seus anseios não atendidos, faz parte de uma história maior. Faz parte de um plano maior.
Eu disse a alguém, outro dia, que me sinto como um girino dentro do grande plano e dos propósitos de Deus, mas nós nos tornamos tão egocêntricas que começamos a pensar que a história é sobre nós. É a nossa história.
Não é a sua história. É a história de Deus que Ele está escrevendo e revelando neste mundo, e Deus nos chama a estarmos dispostas a ter apenas um papel pequeno nessa história de redenção, nessa história da fama de Deus, de Seu nome sendo conhecido no mundo, de Sua glória sendo manifesta na terra, e da glória do Senhor cobrindo a terra como as águas cobrem o mar.
É isso que Deus está fazendo. Ele pergunta: “Você está disposta a ter apenas um pequeno papel nisso? Está disposta a ser descartada? Está disposta a ser incomodada? Está disposta a ter anseios não realizados, se for necessário, para que Eu possa cumprir os Meus propósitos maiores na sua vida e no nosso mundo?”
O que Deus nos chama a fazer? Ele nos chama a confiar em Seu coração quando não conseguimos ver o que Ele está fazendo. Não conseguimos entender. Ele nos chama a confiar: “Deus, Tu és bom. O que quer que determines, Tu és Deus. Eu aceito Teu plano. Eu confio em Ti.”
Ele nos chama a nos render, a nos submeter, a abrir mão do controle e nos render à Sua vontade conforme Ele a revela em nossas vidas.
Isso não significa que, ao se render a Deus, você não terá mais anseios por um marido, um filho, um emprego ou saúde. Significa que você continua entregando a dor, o anseio, o desejo não atendido.
Você continua oferecendo a sua situação a Deus como um sacrifício. E significa não apenas confiar e se render, mas encontrar o seu lugar no plano de Deus.
Você pode não enxergar isso agora, assim como Ana, neste ponto da história, não fazia ideia do que Deus estava preparando. Entenda, Deus estava preparando um plano para Sua nação, Israel, e Ana só conseguia pensar na sua pequena parte desse plano.
Tudo o que ela via era que não tinha filhos, e ela os queria desesperadamente. O que ela não podia ver era que havia um plano em andamento. Deus tinha um plano, um propósito. Deus estava em missão. Deus estava orquestrando os acontecimentos do planeta, incluindo a pequena parte dela nisso, para trazer glória a Si mesmo.
Espero que você permaneça conosco durante toda essa história enquanto ela se desenrola, porque não dá para captar tudo em uma única sessão. Você vai perceber o que Deus tem trabalhado no meu coração nos últimos dias enquanto tenho estudado essa passagem.
Há uma história aqui. Há um plano. Há um propósito. Há um programa. Deus está por trás de tudo, e Ana vai acabar percebendo que até mesmo a sua infertilidade fazia parte desse plano.
A decepção dela, seus anseios não realizados, faziam parte desse plano. E quando a história estiver completa, contada até o fim, e você se levantar e puder ver o quadro completo, olhando de cima aquilo de que antes só conhecia em parte, você dirá: “Ah, sim! Era isso que Deus estava fazendo!”
Então você dirá: “Sim, Senhor. O que o Senhor fez é bom.” Você já me ouviu dizer isso antes. Alguém disse que a vontade de Deus é exatamente aquilo que eu e você escolheríamos se soubéssemos o que Deus sabe.
Nós não sabemos o que Deus sabe. Se soubéssemos, seríamos Deus. Deus nos desafia a receber e abraçar o Seu plano, a Sua vontade, o Seu tempo para essa fase da nossa vida, seja ela qual for.
Vimos então que Ana era estéril. Ela não podia ter filhos. Isso já era difícil o bastante, mas, para piorar, ela ainda tinha que lidar com a fertilidade — a extrema fertilidade — da sua rival, Penina.
Penina não apenas tinha filhos, mas, de acordo com o versículo 4, ela tinha “filhos e filhas”. Isso significa pelo menos quatro filhos. Veja só a situação de Ana. Além de não poder conceber, vivia na mesma casa com uma mulher extremamente fértil.
E aí vinha a comparação inevitável entre as duas mulheres, não só na mente delas mesmas, mas também na mente das outras pessoas que observavam.
Era como sal sendo constantemente jogado na ferida de Ana. Já era doloroso não poder ter filhos, mas estar o tempo todo diante de uma mulher que parecia estar sempre gerando filhos, isso era devastador.
Você pode imaginar, como mulher, o ciclo emocional que Ana deveria enfrentar a cada mês. Todo mês ela pensava: “Talvez seja agora que vou engravidar”, apenas para se decepcionar novamente.
Mês após mês, após mês, após mês. E daí vinha a notícia: Penina está grávida de novo. Penina vai ter outro bebê. E Ana tinha que cerrar os dentes e dizer: “Que maravilha. Deus a abençoe.”
Você quer ficar feliz por ela, e algumas de vocês que não puderam ter filhos, ou que não puderam por um tempo, sabem como é ouvir sobre outras mulheres da sua idade tendo filhos — muitos filhos — e você quer se alegrar com elas, mas é difícil.
A fertilidade delas te obriga a encarar a sua própria infertilidade. E isso pode se aplicar a qualquer tipo de anseio. Pode ser uma mulher solteira, enquanto todas as amigas estão se casando, e aquilo que você deseja tanto não acontece para você, mas acontece para outras ao seu redor.
Assim, Ana estava diante dessa realidade. Ela via a barriga de Penina crescer. Talvez, como segunda esposa no lar, tivesse até que ajudar no parto dessa mulher rival, dessa mulher competitiva.
Ela ouvia o choro do recém-nascido de Penina. Ela via Penina amamentar e segurar o bebê, e cada repetição dessa cena era como uma facada no coração de Ana.
É como mulheres solteiras que passam o verão inteiro indo a casamentos e dizendo: “Estou muito feliz por todas essas pessoas que estão se casando, mas e eu? Por que isso não acontece comigo?”
Você se alegra por elas, mas há uma ferida em você — a comparação. Assim estava Ana: com coração de mãe, mas com braços vazios, vez após vez, após vez.
Eram situações sobre as quais ela não tinha controle. Ela não podia se fazer engravidar. Onde quer que olhasse, estava diante da realidade da sua esterilidade e da fertilidade da sua rival.
Aliás, é interessante notar que, nessa passagem, as mulheres são descritas apenas em termos da maternidade: “Penina tinha filhos. Ana não tinha.”
Não é interessante como a nossa cultura tende a nos definir e nos descrever nesses termos? Ela é solteira. Ela é casada. Ela tem filhos. Ela não tem. Seu trabalho — ela é executiva. Ela é gerente.
Queridas, não é o fato de você ser casada ou solteira, ter muitos filhos ou nenhum, ter um emprego bem remunerado ou nenhum, estar trabalhando em casa ou fora de casa, se for a estação da vida para isso — não são essas coisas que a definem. Podem até defini-la aos olhos da cultura, mas, aos olhos de Deus, o que nos define é o nosso coração. É o nosso relacionamento com Ele — a nossa fé, a nossa confiança, a nossa rendição a Ele.
São questões do coração, e é isso que também precisamos ter cuidado ao definir outras pessoas — para não colocá-las em caixinhas e dizer: “É isso o que ela é”, mas olhar mais fundo, até o coração.
O versículo 4 de 1 Samuel, capítulo 1, nos diz:
No dia em que Elcana oferecia o seu sacrifício, ele dava porções deste a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos e filhas.
Isso se refere às peregrinações anuais quando Elcana levava sua família a Siló, onde o tabernáculo estava localizado na época.
Eles adoravam a Deus, ofereciam sacrifícios e, como Deus havia prescrito na lei do Antigo Testamento, depois de oferecer ofertas pacíficas e ofertas de gratidão, seguiam-se as refeições de comunhão, em que os adoradores comiam uma parte do que havia sido sacrificado.
Era uma forma de comunhão. Era uma festa de amor. Era um tempo em que se assentavam juntos para participar da refeição com base no sacrifício que haviam feito. Era para ser um momento de alegria e celebração, centrado na adoração e nas festas do Senhor.
Então, “No dia em que Elcana oferecia o seu sacrifício, ele dava porções deste a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos e filhas. A Ana, porém, dava uma porção dobrada. . .” (v. 5)
Nós não sabemos exatamente o que a palavra “dobrada” significa aqui. Algumas traduções dizem “uma porção digna”. Não é um termo claro, mas o que fica claro é que ele cuidava de Ana, que a honrava de alguma forma. E o texto diz: “porque ele a amava, mesmo que o Senhor a houvesse deixado estéril.” (v. 5)
Aqui está uma mulher que tinha um marido que a amava. Ela era cuidada, suas necessidades estavam supridas, ela fazia parte de uma família que adorava ao Senhor.
Ela tinha muito, mas não tinha a única coisa que realmente queria. Não é assim conosco também? Temos tanto, mas acabamos obcecadas, como Ana, justamente com aquilo que Deus não nos permite ter, por razões conhecidas apenas por Ele.
E aqui está a razão pela qual precisamos enxergar a soberania de Deus nisso. É por causa da última frase do versículo 5: “Elcana amava Ana, mesmo que o Senhor a tivesse deixado estéril.” Por que Ana não tinha filhos? Porque Deus, que abre e fecha o ventre, em Sua soberania, até aquele momento não havia determinado dar-lhe um filho.
É isso que está por trás: o Senhor havia cerrado o ventre dela — por razões que Ele não explicou naquele momento, e por razões que, quando olhamos para os nossos próprios anseios não realizados, Deus pode nunca explicar deste lado da eternidade.
Nós precisamos chegar ao ponto de entender que Deus não nos deve explicações. Ele é Deus, e se Ele quiser dar a você um marido, bendito seja o Senhor. Se Ele quiser dar filhos, bendito seja o Senhor — receba-os como presente de Deus. Se Ele quiser dar saúde, se quiser dar recursos financeiros suficientes para aquilo que você acha que precisa, bendito seja o Senhor por isso.
Mas, se Deus retém algo que você acha que é bom, que se Ele desse seria bom, mas Ele, por um tempo ou de forma permanente, o retém de você, é preciso chegar ao ponto de se curvar diante da soberania dele e estar disposta a viver com o mistério, a dizer: “Eu não sei por quê. Eu não entendo por que, mas vou viver com o mistério porque sei que Deus sabe.”
Isso é repetido no versículo 6: “O Senhor a tinha deixado sem filhos.” Creio que isso está em destaque de propósito. É Deus quem abre e fecha o ventre. É Deus quem é soberano nessas questões de vida, de morte, de nascimento. Todas essas coisas pertencem ao Senhor. E, conforme continuamos nesse texto, veremos que Ana finalmente chegou ao ponto de se render à soberania, mas isso só aconteceu depois de uma luta longa e intensa.
Você pode lutar, mas, mais cedo ou mais tarde, se deseja intimidade com Deus, precisa chegar ao ponto de erguer a bandeira branca, parar de reclamar, exigir, insistir, e dizer: “Deus, Tu és Deus. Eu aceito a Tua escolha soberana, a Tua decisão soberana nesse assunto.”
Qual é o ponto da sua vida em que Deus, em Sua soberania, determinou algo diferente do que você teria escolhido?
Deixe-me perguntar: você consegue olhar para situações passadas da sua vida, em que algo que você queria muito, e hoje agradece ao Senhor por Ele não ter te dado naquele momento? Você consegue ver agora o que não conseguia ver antes — que Deus reteve aquilo por misericórdia, graça e amor, que Ele tinha um plano, que Ele tinha um propósito, e agora isso está claro para você?
Deus nos permite ver algumas dessas coisas com o tempo. Mas será que você pode confiar agora, mesmo sem enxergar, que Deus tem um plano e um propósito na área em que a soberania dele contraria os seus anseios não realizados? Você está disposta a dobrar os joelhos, a curvar o coração e dizer: “Senhor, eu aceito. Eu anseio por isso, mas entrego os meus anseios a Ti. Eu confio em Ti, e sei que Tu estás cumprindo os Teus propósitos. E confio que continuarás a fazê-lo”?
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth tem nos guiado pelo processo de nos rendermos à vontade de Deus. Ela volta em um minuto para orar.
Você já parou para pensar sobre o que significa entregar a Deus os seus desejos mais profundos, abrir mão de algo que você quer, sabendo que Ele lhe dará algo melhor? Eu sei, é tão difícil confiar em Deus quando não conseguimos ver o que vai acontecer!
É por isso que Nancy ora regularmente para que Deus a ajude a andar pela fé, e não pelo que vê. Essa frase vem de 2 Coríntios 5.7. Você também poderia orar isso para a sua própria vida? “Senhor, ajuda-me a andar pela fé e não pelo que vejo.”
Quando você se sente pressionada pelas exigências da vida, como você reage? Essa é uma pergunta importante, e vamos descobrir a resposta amanhã, aqui no Aviva Nossos Corações. Aguardamos você!
Agora, Nancy está de volta para orar conosco.
Nancy: Pai, eu sei que as coisas que compartilhei hoje caminham pelo território do mistério, e há muito mais perguntas sem resposta do que aquelas que eu consegui responder.
Mas Senhor, obrigada por podermos confiar em Ti com nossas perguntas não respondidas. E neste momento, queremos entregar a Ti aquele desejo não realizado, aquela área de nossas vidas onde Tu fechaste a porta. Onde não nos permitisse ter a coisa que queremos ou aquilo que pensamos precisar, a boa dádiva.
Senhor, em meio a isso, queremos ser adoradoras, fiéis, seguidoras dedicadas de Jesus Cristo. Fiéis se Tu nos deres aquilo que desejamos, mas Senhor, queremos dizer que não Te amamos apenas pelas Tuas dádivas. Nós Te amamos porque Tu és Deus. Não queremos ser amantes pagas.
Pedimos que nos concedas graça para pensar e reagir dessa forma. Oro em nome de Jesus, amém.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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