Dia 2: Ele Inclinou a cabeça
Raquel Anderson: Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth nos lembrando da incrível escolha que Jesus fez.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Naquele momento final de Sua vida aqui na terra, Ele realizou um último ato voluntário e poderoso: Ele inclinou a cabeça. Ele escolheu o caminho da entrega.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Render-se completamente a Deus, na voz de Renata Santos.
Na sexta-feira santa, Nancy começou a primeira parte da série chamada Considere Jesus - O Servo e Salvador Rendido. Se você perdeu, não se esqueça de que sempre pode rever episódios passados no avivanossoscorcoes.com. Hoje, vamos ouvir a segunda metade desta mensagem. Espero que você tenha celebrado a Páscoa ontem com novos olhos e um renovado senso de maravilha.
Nancy: Estamos vendo algo que considero uma das coisas mais impressionantes sobre Cristo: Sua entrega à vontade …
Raquel Anderson: Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth nos lembrando da incrível escolha que Jesus fez.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Naquele momento final de Sua vida aqui na terra, Ele realizou um último ato voluntário e poderoso: Ele inclinou a cabeça. Ele escolheu o caminho da entrega.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Render-se completamente a Deus, na voz de Renata Santos.
Na sexta-feira santa, Nancy começou a primeira parte da série chamada Considere Jesus - O Servo e Salvador Rendido. Se você perdeu, não se esqueça de que sempre pode rever episódios passados no avivanossoscorcoes.com. Hoje, vamos ouvir a segunda metade desta mensagem. Espero que você tenha celebrado a Páscoa ontem com novos olhos e um renovado senso de maravilha.
Nancy: Estamos vendo algo que considero uma das coisas mais impressionantes sobre Cristo: Sua entrega à vontade de Deus, que nos leva a refletir onde estamos em relação à vontade de Deus.
Como pode ser que Jesus vivesse uma vida entregue e ainda assim digamos: “Vou resistir à vontade de Deus”? E, no entanto, não é isso que muitas vezes fazemos? Queremos fazer do nosso jeito, seguir nossa própria vontade. Eu percebo que gasto tanta energia resistindo às coisas que sei que Deus quer, pensando que não serão agradáveis ou desejáveis.
E então vem a experiência — você já esteve lá, eu também estive — quando finalmente desistimos da nossa própria vontade, nos rendemos à vontade de Deus, e descobrimos uma alegria tão grande. Há uma liberdade, uma paz que flui. Não que a vida se torne fácil, mas há bênção em se render à vontade de Deus. E, ao considerarmos Jesus, estamos considerando alguém totalmente entregue à vontade de Deus.
Falamos na sexta-feira sobre Jesus no Jardim do Getsêmani, sobre como Ele entregou Sua vontade à vontade do Pai e disse: “Estou disposto a ir à cruz. Estou disposto a fazer aquilo que, para mim, é impensável, que é me tornar pecado em favor do mundo.”
Sim, Ele fez isso porque nos amava, mas mais do que isso, acredito que Ele fez porque era obediente ao Seu Pai celestial. Ele estava disposto a fazer tudo o que Deus quisesse. Ele estava rendido à vontade de Deus.
Jesus deixou o Jardim do Getsêmani sob prisão. Poucas horas depois, e você se lembra da história, Ele entregou Sua vida na cruz. Hoje em dia, embelezamos a cruz, dramatizamos a cruz, trivializamos a cruz, a tornamos algo bonito ou ornamentado.
Mas quero enfatizar que a cruz é uma cruel arma de tortura. É a morte de um criminoso comum e talvez a morte mais horrível que a humanidade já conheceu.
E Jesus foi voluntariamente obediente ao Seu Pai, entregue à vontade do Pai. Ele entregou Sua vida na cruz. As Escrituras deixam claro que ninguém forçou Jesus ao sacrifício, mas que o fez por vontade própria.
No capítulo 10 de João, Jesus diz: “. . .eu dou a minha vida para recebê-la outra vez” — uma referência à ressurreição que se seguiria à cruz — "Ninguém tira a minha vida; pelo contrário, eu espontaneamente a dou.” (Jo 10.17–18)
“Ninguém tira Minha vida. Ninguém Me obriga a fazer isso. Não são os soldados romanos que tiram Minha vida. Não é Judas que tira Minha vida. Não são os escribas e fariseus que tiram Minha vida.”
Não é a multidão que grita “Crucifica” que tira Minha vida. Jesus disse: “Ninguém tira minha vida. Eles são apenas instrumentos nas mãos de Deus, cumprindo a vontade e os propósitos de Deus para minha vida. Eu entrego minha vida. Escolho andar no caminho do sofrimento porque é o caminho da entrega.”
Jesus diz: “Tenho autoridade para dar minha vida e autoridade para retomá-la. Esta ordem que recebi vem do meu Pai. É a Sua vontade, e é por isso que escolho fazê-la.”
No relato de João sobre a crucificação, há um pequeno detalhe que não aparece nos outros Evangelhos, mas que considero altamente significativo.
João 19, versos 28–30: Jesus está na cruz:
Depois, vendo Jesus que tudo já estava consumado, para que se cumprisse a Escritura, disse: — Tenho sede! Estava ali um vaso cheio de vinagre. Embeberam de vinagre uma esponja e, fixando-a num caniço de hissopo, aproximaram a esponja da boca de Jesus.
Quando Jesus tomou o vinagre, disse: — Está consumado! E [aqui está o detalhe], inclinando a cabeça, entregou o espírito.
Essa pequena frase aparece apenas no Evangelho de João: “Ele inclinou a cabeça.” Pense nisso — Ele inclinou a cabeça. Não apenas desabou; Ele conscientemente, intencionalmente inclinou a cabeça. Naquele último momento de Sua vida aqui na terra, Ele realizou um último ato voluntário e poderoso: inclinou a cabeça. Escolheu o caminho da entrega.
“Ninguém tira minha vida.” Ele não apenas morreu. Ele entregou Seu espírito. Ele deitou Sua vida. Ele foi ouvido, diz Hebreus, por causa de Sua reverente submissão. Ele se entregou. Ele Se deu livremente. Deu livremente Sua vida para que você e eu pudéssemos herdar a vida eterna.
Que Deus! Que Salvador! E que desafio! Que chamado temos nós! Assim como Cristo se entregou à vontade de Deus, isso O levou à cruz, e nossa entrega à vontade de Deus também sempre nos levará a uma cruz.
Você diz: “Como assim? Eu não quero morrer numa cruz como Jesus.”
Vamos ver desta forma: toda vez que nossa carne se choca com a vontade de Deus, e escolhemos inclinar a cabeça em entrega à vontade de Deus, nossa vontade é crucificada, e Cristo é exaltado como Senhor. Eu vou à cruz toda vez que minha vontade contradiz a vontade de Deus, e digo não à minha vontade e sim à vontade de Deus. Inclino a cabeça. Escolho me entregar. Escolhi o caminho da cruz. É para lá que a entrega nos leva.
Então vamos pensar como aplicar isso no nosso dia a dia. Minha carne quer assistir aquele programa de TV indecente, mas o Espírito diz pela Palavra: “Deixemos, pois, as obras das trevas” (Rm 13.12). O que faço? Vejo isso como uma oportunidade de conscientemente, voluntariamente, inclinar a cabeça em entrega à vontade de Deus, dizer sim a Deus e não à minha carne?
Quando minha carne quer explodir em raiva, e o Espírito diz pela Palavra: “revistam-se de profunda compaixão, de bondade, de humildade, de mansidão, de paciência. Suportem-se uns aos outros e perdoem-se mutuamente” (Cl. 3.12–13). O que faço? Digo sim à minha carne? Ou digo sim a Deus? Esse é o momento de inclinar a cabeça e se entregar a Deus.
Quando sua carne quer falar mal de outro cristão, e o Espírito diz: “Que não difamem ninguém” (Tt 3.2), incline a cabeça. Entregue-se à vontade de Deus. Vá à cruz.
Quando sua carne quer se queixar das circunstâncias, e o Espírito diz pela Palavra: “Em tudo dai graças”, incline a cabeça. Diga: “Sim, Senhor.” Entregue-se à vontade de Deus. Agradeça.
Quando sua carne se levanta contra uma autoridade que você acha irrazoável, mas a vontade de Deus diz: “Sujeite-se por amor do Senhor a toda autoridade”, esse é o momento de inclinar a cabeça. Diga: “Sim, Senhor, farei Tua vontade. Entrego minha vida. Entrego-me. Farei Tua vontade.”
Quando sua carne quer ferir seu marido, seu filho ou uma amiga que te feriu, quer se vingar, mas a vontade de Deus diz: “Não paguem a ninguém mal por mal.” (Rm. 12.17), incline a cabeça.
Diga: “Sim, Senhor, irei à cruz. Entregarei. Estou disposta a sofrer injustiça. Estou disposta a ir à cruz por obediência à Tua vontade.”
Quando sua carne quer se juntar às amigas para criticar os maridos delas, e a vontade de Deus diz: “que a esposa respeite [ou reverencie] o seu marido.” (Ef. 5.33), o que você faz? Incline a cabeça. Diga: “Sim, Senhor. Respeitarei meu marido. Não falarei o que minha carne quer falar. Farei Tua vontade. Eu me entrego.”
Quando sua carne quer dizer algo para parecer bem aos outros, e o Espírito diz pela Palavra: “Deixe que os outros o louvem.” (Pv. 27.2), o que você faz? Incline a cabeça. Pare. Diga: “Sim, Senhor, entrego-me. Farei Tua vontade.” Não diga o que você ia dizer para se exibir. Faça a vontade de Deus. Entregue-se.
Quando sua carne quer se perder em livros ou filmes para saciar fantasias sexuais — e muitas mulheres cristãs fazem isso —, mas a Palavra de Deus, a vontade de Deus, diz: “Bem-aventurados os limpos de coração” (Mt. 5.8) e “levamos cativo todo pensamento à obediência de Cristo.” (2 Co. 10.5), o que você faz? Vai pelo seu próprio caminho? Não! Incline a cabeça. Diga: “Sim, Senhor, entrego-me. Estou disposta a ir à cruz. Farei Tua vontade.”
Quando sua carne quer comer em excesso, se entregar à indulgência, mas a Palavra de Deus diz: “se vocês comem, ou bebem ou fazem qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.” (1 Co. 10.31), o que você faz? Vai comer apenas para satisfazer a carne? Não! Incline a cabeça. Diga: “Sim, Senhor. Tua vontade, e não a minha, seja feita.”
Viu? Toda vez que você e eu inclinamos nossa cabeça em aceitação e entrega à vontade de Deus, abraçamos a cruz e manifestamos ao mundo o coração de Jesus Cristo, que inclinou Sua cabeça à vontade do Pai. Demonstramos Seu coração. Estamos modelando para o mundo o coração de servo submisso de Cristo. Incline a cabeça.
Acho isso tão prático quando enfrento essas batalhas na minha própria vida, quando minha carne diz uma coisa e o Espírito, a Palavra, a vontade de Deus diz outra. Isso pode acontecer muitas vezes por dia, essa luta interna entre minha vontade e a vontade de Deus. Ninguém mais sabe que está acontecendo, mas há uma luta interna.
Descobri que é muito útil simplesmente inclinar conscientemente a cabeça, apenas dizer: “Sim, Senhor.” Às vezes me imagino mentalmente fazendo isso, às vezes faço fisicamente. “Sim, Senhor. Inclino-me à Tua vontade. Abaixo a cabeça. Entrego a minha vida. Submeto-me à Tua vontade.”
Jesus inclinou a cabeça. Ele entregou a Sua vida.
Então torne isso pessoal. Qual é a questão que você está enfrentando neste momento em que precisa inclinar a cabeça em submissão e rendição à vontade de Deus? Há uma luta acontecendo dentro de você.
Posso lhe dizer uma coisa: a luta vai parar no momento em que você inclinar a cabeça, levantar a bandeira branca da rendição e disser: “Sim, Senhor. Seja feita a Tua vontade. Tenho prazer em fazer a Tua vontade.”
Antes disso, você pensa: Vai ser tão difícil. Eu simplesmente não consigo fazer isso. Nós lutamos, resistimos, esperneamos, nos opomos e ficamos ressentidas. Mas do outro lado, é tão doce. E depois eu olho para trás e digo: “Por que eu resisti tanto? Por que não inclinei a cabeça antes?” Incline a cabeça. Abaixe a cabeça.Renda-se à vontade de Deus.
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth tem encorajado você a se render à vontade de Deus, assim como Jesus fez. Ela voltará em instantes com a segunda parte do programa de hoje.
Celebramos a Páscoa esse final de semana, celebramos a morte de Jesus na cruz, quando Ele inclinou a cabeça em submissão à vontade do Pai. Hebreus capítulo 12 nos dá outro entendimento.
Diz que Jesus suportou a cruz “pela alegria que lhe fora proposta”. É importante lembrar isso — render-se à vontade de Deus resulta, em última instância, em grande alegria.
Agora, vamos voltar à mensagem de Nancy.
Nancy: Eu acho que uma das maiores dificuldades com as quais todas nós precisamos lutar em nossa vida cristã é essa inclinação a nos apegarmos aos nossos direitos.
Na verdade, você não concorda que isso talvez esteja na raiz de todos os conflitos e da maioria das lutas que enfrentamos? Nós queremos o nosso jeito. Nós queremos os nossos direitos.
Bem, enquanto temos considerado Jesus nesta série, contemplando e o observando, estamos vendo que Sua vida foi exatamente o oposto disso. Não houve apego a direitos, mas sim a rendição deles, o abandono desses direitos em obediência à vontade do Pai.
Temos observado a submissão de Cristo: na encarnação, quando Ele veio à terra; ao longo de Seu ministério terreno; no Getsêmani, quando Ele orou e rendeu Sua vontade à vontade do Pai; e depois, quando foi à cruz naquele supremo ato de rendição.
E então — o que isso tem a ver conosco? Bem, Filipenses 2 nos diz o que isso tem a ver conosco. Diz que a nossa atitude deve ser a mesma de Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus — Ele era igual a Deus —, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia se apegar. (Fp. 2.5–6)
Outra tradução diz: “Ele não se apegou aos Seus direitos como Deus.” Ele era Deus. Ele tinha todos os direitos de Deus, mas abriu mão desses direitos. Ele os rendeu. Ele Se esvaziou.
Pense nos direitos aos quais Ele renunciou, o que Ele entregou para obedecer ao Pai: abrir mão do poder, da glória, da honra, da reputação, dos direitos, da autoridade, de todos os anjos do céu que O adoravam o tempo todo, para vir a esta terra onde as pessoas gritavam: “Crucifica-O!”; abrir mão da posição exaltada, do lar, da proximidade com Deus, entregando tudo isso.
Ele Se esvaziou. Ele não Se apegou aos Seus direitos como Deus. Ele não considerou a igualdade com Deus algo a que devia se prender. Em vez disso, “ele se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos seres humanos. E, reconhecido em figura humana, ele se humilhou, tornando-se obediente até a morte [Ele inclinou a cabeça. Ele entregou Sua vida], e morte de cruz.” (Fp. 2.7–8)
O que as Escrituras dizem? Que a nossa atitude deve ser a mesma de Cristo Jesus. Nossas vidas devem ser como a dele — abrindo mão dos nossos direitos, entregando os nossos direitos. Você não acha que nossos casamentos, famílias, igrejas e locais de trabalho seriam infinitamente diferentes se aprendêssemos a abrir mão dos nossos direitos?
Nós queremos o nosso jeito. É daí que vem a contenda. É daí que vem a tensão em nossos lares, em nossas igrejas, em nossos relacionamentos. Queremos do nosso jeito. Não abrimos mão dos nossos direitos. Porém, somos chamadas a abrir mão dos nossos direitos como Jesus fez.
Anos atrás, encontrei um livro escrito por Mabel Williamson, que foi missionária na China por muitos anos. Infelizmente, esse livro já não é mais publicado atualmente. Chama-se “Não temos nenhum direito?” E, ao longo do livro — ela está escrevendo diretamente para missionários —, mas, por aplicação, ela diz que todo cristão verdadeiramente consagrado precisa estar disposto a abrir mão de seus direitos — o direito aos confortos normais da vida, à saúde física e à segurança, o direito à privacidade, o direito ao tempo.
As mães estão sempre tendo que abrir mão desses direitos, não é? E sabe, é por isso que temos tantas mães ressentidas e irritadas, porque seus direitos estão sendo tirados e elas estão tentando se apegar a eles.
Ela termina o livro com uma leitura chamada “Ele Não Tinha Direitos”. Deixe-me ler uma parte do que ela escreveu falando do Senhor Jesus:
Ele não tinha direitos — nenhum direito a uma cama macia e uma mesa bem-posta. Nenhum direito a um lar próprio, um lugar onde pudesse buscar o próprio prazer. Nenhum direito de escolher companheiros agradáveis e afins, aqueles que pudessem compreendê-Lo e simpatizar com Ele. Nenhum direito de se afastar da imundície e do pecado, de puxar Suas vestes para mais perto de Si e seguir por caminhos mais limpos.
Nenhum direito de ser compreendido e apreciado, nem mesmo por aqueles sobre quem havia derramado uma porção dupla de Seu amor. Nenhum direito sequer de nunca ser abandonado por Seu Pai, Aquele que significava mais do que tudo para Ele.
Seu único direito era suportar em silêncio a vergonha, os cuspes e os golpes, tomar o lugar de um pecador no banco dos réus, carregar os meus pecados em angústia na cruz.
Ele não tinha direitos — e eu, teria direito aos confortos da vida? Não, mas o direito de ter o amor de Deus como meu travesseiro. Direito à segurança física? Não, mas o direito à segurança de estar em Sua vontade. [Se você está em Cristo, isso é algo que Ele lhe deu como promessa.] Direito ao amor e à simpatia dos que me cercam? Não, mas o direito à amizade dAquele que me compreende melhor do que eu mesma. Direito a um lar e a entes queridos? Não necessariamente, mas o direito de habitar no coração de Deus.
Tudo o que Ele toma, eu darei. Tudo o que Ele dá, eu receberei. Ele, o meu único direito. Ele, o único direito diante do qual todos os outros direitos se tornam nada.
Essa noção de abrir mão dos nossos direitos é extremamente prática. Temos de lidar com isso todos os dias, em todos os tipos de circunstâncias da vida. Encontrei uma carta informativa de Elisabeth Elliot em que ela fez uma lista de alguns dos direitos que precisamos estar dispostas a entregar. Escute atentamente e se quiser revisar, visite o nosso site e acesse a transcrição deste episódio — e, ao lado de cada um desses itens, aliás, ela incluiu uma referência bíblica
- O direito de se vingar. (Rm. 12.19–20)
- O direito de ter um lar confortável e seguro. (Lc. 9.57–58)
- O direito de gastar o dinheiro como quisermos. (Mt. 6.19–21)
- O direito de odiar um inimigo. (Mt. 5.43–48)
- O direito de ser honrada e servida. (Mc 10.42–47)
- O direito de entender o plano de Deus antes de obedecer. (Hb 11.8)[Não gostaríamos de ter esse direito?! Mas ela diz: “Não, esse é um direito que você precisa entregar.”]
- O direito de guardar rancor. (Cl. 3.13)[Se você é filha de Deus, abra mão disso.]
- O direito de “se encaixar” na sociedade. (Rm. 12.2; Gl. 1.10)[Você não tem o direito de se encaixar nesta cultura. Entregue-o, assim como Cristo entregou Seus direitos.]
- O direito de fazer o que dá prazer. (Gl. 5.16–17; 1 Pe. 4.2)[Eu gostaria de pular esse aqui.]
- O direito de reclamar. (Fp. 2.14; 1 Ts. 5.18)[Que tal abrir mão desse direito? Sabe, eu estou disposta a sofrer, mas pelo menos quero reclamar sobre isso. Quero contar a todo mundo como minha vida é difícil. Entregue-o. Não é um direito.]
- O direito de colocar a si mesma em primeiro lugar. (Fp. 2.3–4)
- O direito de terminar um casamento decepcionante. (Mt. 5.31–32)[Abra mão disso. Não é um direito. Pode ser algo que você queira fazer. Pode ser algo que o mundo a encoraje a fazer, mas se não está de acordo com a vontade de Deus, então, como filha de Deus, incline a cabeça, renda-se à vontade de Deus e diga: “Eu entrego esses direitos.”]
Em Filipenses capítulo 2 lemos: “Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar— a mesma atitude, a mesma disposição — de Cristo Jesus, que, mesmo existindo na forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus algo que deveria ser retido a qualquer custo. Pelo contrário, ele se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos seres humanos. E, reconhecido em figura humana, ele se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.” (vv. 5–8)
O que Ele fez? Ele Se esvaziou de todos os Seus direitos — Cristo, o servo rendido e Salvador. Mas, felizmente, esse não é o fim da história. A passagem continua: “Por isso também Deus O exaltou.”
A Palavra de Deus diz que, se você entregar a sua vida, vai recebê-la de volta. Se tentar segurá-la, vai perdê-la. Ele a entregou, e “por isso também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho.” (vv. 9–10)
“Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar de Cristo Jesus.” (v. 5) Renda-se. Abra mão dos seus direitos. Todo joelho nos céus, na terra e debaixo da terra deve se dobrar “e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” (v. 11)
Veja, abrir mão dos seus direitos pode levá-la a uma cruz. Como Jesus suportou a cruz? Ele o fez por causa da alegria que Lhe estava proposta. Ele sabia que além da cruz haveria uma ressurreição.
Algumas pessoas nunca experimentam a transformação profunda que Deus oferece porque não estão dispostas a enfrentar o caminho difícil — o da entrega, do morrer para si mesmas, da dor que produz vida. Tentamos evitar a cruz, dar a volta nela, passar ao lado dela. . . mas não atravessá-la.
Abra mão dos seus direitos. Se você se apegar aos seus direitos, vai perdê-los de qualquer jeito. Mas se os entregar, Deus lhe dará uma nova vida de ressurreição — tudo o que você sempre sonhou — não sem dor nesta terra, não sem sofrimento. Essa também é uma promessa. Participamos com Ele em Seus sofrimentos.
Qual é o direito ao qual você tem se apegado? Pode ser isso o que está causando a tensão no seu casamento. Os dois estão reivindicando os próprios direitos. Pode ser isso o que está causando o atrito entre você e seu filho adolescente — ambos reivindicando direitos.
Você não pode fazer com que seu marido ou seu filho abram mão de seus direitos, mas pode abrir mão dos seus e confiar em Deus para defendê-la. Confie nele para conduzi-la até a cruz, além da cruz, à vida de ressurreição.
Raquel: Espero que hoje você possa adorar o Senhor de uma maneira especial, enquanto reflete sobre o modo como Jesus abriu mão de Seus próprios direitos ao render-Se à vontade do Pai.
E que a celebração da ressurreição dele não seja celebrada somente no final de semana da Páscoa, mas que seja um lembrete constante na sua vida, de que Ele inclinou sua cabeça.
E amanhã vamos falar sobre o que podemos fazer quando os homens não assumem a liderança? Nancy vai responder a essa pergunta enquanto analisa a história de Débora. Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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