Dia 2: Como escolher paz em meio à tempestade
Nancy DeMoss Wolgemuth: Não é errado perguntar por quê.
Raquel Anderson: Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy: Mas você está perguntando com aquela inquietação e aquela exigência que dizem: “Deus, se o Senhor não me explicar, eu não vou Te amar; não vou confiar em Ti; não vou Te obedecer”? Ou você está perguntando com um coração que busca e diz: “Deus, eu quero conhecer mais de Ti. Quero conhecer mais dos Teus caminhos. Quero aprender tudo o que o Senhor quiser me mostrar através disso. Mas, se eu tiver que viver com mistérios e perguntas sem resposta pelo resto da minha vida, ainda assim confiarei em Ti.”
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Deixe Deus escrever a sua história, na voz de Renata Santos.
Você sabia que pode escolher aquietar o seu coração? Nancy vai mostrar como …
Nancy DeMoss Wolgemuth: Não é errado perguntar por quê.
Raquel Anderson: Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy: Mas você está perguntando com aquela inquietação e aquela exigência que dizem: “Deus, se o Senhor não me explicar, eu não vou Te amar; não vou confiar em Ti; não vou Te obedecer”? Ou você está perguntando com um coração que busca e diz: “Deus, eu quero conhecer mais de Ti. Quero conhecer mais dos Teus caminhos. Quero aprender tudo o que o Senhor quiser me mostrar através disso. Mas, se eu tiver que viver com mistérios e perguntas sem resposta pelo resto da minha vida, ainda assim confiarei em Ti.”
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Deixe Deus escrever a sua história, na voz de Renata Santos.
Você sabia que pode escolher aquietar o seu coração? Nancy vai mostrar como escolher intencionalmente a quietude. Ela continua na série chamada Como Ter um Coração Tranquilo.
Nancy: Nestes dias quero convidar você a meditar comigo no Salmo 131 — a internalizá-lo, torná-lo parte do seu modo de pensar, parte da sua maneira de reagir. São apenas três versículos curtos, mas que riqueza eles contêm! Estamos examinando esses versículos para aprender como ter e como manter um coração tranquilo.
Deixe-me ler a passagem. Salmo 131, começando no versículo 1:
¹ Senhor, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim.
² Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo.
³ Espera, ó Israel, no Senhor, desde agora e para sempre.
Estamos observando a segunda metade do versículo 1, e esta é uma frase que se tornou parte da minha vida. É maravilhosa, e volto a ela repetidas vezes: “Não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim.” Hoje quero que vejamos um exemplo do Antigo Testamento de alguém que aprendeu da forma difícil a não se ocupar com grandes questões ou com coisas elevadas demais para si.
É o personagem do Antigo Testamento, Jó. Você conhece a história, então não preciso dar muito contexto. Sabemos que ele foi um homem que suportou um sofrimento imenso — a perda de seus bens, de sua família, de sua saúde. E quando todas essas catástrofes atingiram a vida de Jó, sua primeira reação, como lemos nos primeiros capítulos de Jó, foi ter um coração calmo e confiante.
É um exemplo incrível. Ele disse: “O Senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor.” E em tudo isso — as Escrituras dizem—, nesses primeiros dias, Jó não pecou com seus lábios. Ele não acusou falsamente a Deus. Ele disse: “Receberemos de Deus apenas o bem? Não receberemos também o mal? Deus é Deus. Ele pode fazer o que quiser.” (paráfrase de Jó 1.21–22; 2.10).
Esse é um coração tranquilo. Esse é um coração confiante. É o que vemos em Jó no início do seu sofrimento. Mas o desafio nem sempre está nos primeiros momentos da dor.
Tenho um amigo cujo pai faleceu de repente na semana passada, e perguntei a ele: “Como está sua mãe?”
Ele respondeu: “Por enquanto, ela está bem. Está sendo sustentada. Há a família, há os amigos. É uma crise, uma emergência. A adrenalina entra em ação. Ela está bem.”
- A verdadeira prova é: como você vai estar a longo prazo?
- Como você reage quando o sofrimento não termina?
- Como você reage quando seu cônjuge não volta?
- Como você reage quando é uma dor crônica, um sofrimento contínuo, ou problemas que não passam?
À medida que Jó mergulha nesse sofrimento, e ele se prolonga, ele começa a tentar entender os propósitos de Deus para sua dor e sofrimento. Enquanto conversa com seus chamados amigos, eles começam a despertar pensamentos ansiosos dentro dele. E Jó acaba em meio a uma grande inquietação.
Ele começa com um coração tranquilo, mas passa a fazer perguntas a Deus, a seus amigos, a si mesmo e a qualquer um que o ouça — todas as perguntas que inundam sua mente. Tudo se resume à pergunta: por quê? Por que eu? Por que isso? Por que agora? Por quê? E, à medida que o livro avança, Jó começa a tentar compreender coisas que são insondáveis. E, por não conseguir entender, em vez de estar contente com o mistério. . .
Claro, é justo lembrar que ele era um homem em grande sofrimento. Mas, em vez de entregar suas perguntas e respostas a Deus, ele começa a contender com o Senhor. Começa a lançar suas perguntas contra Deus, uma atrás da outra.
O frustrante é que Deus não está respondendo. Então ele continua perguntando. Isso se estende por mais de trinta capítulos. Finalmente, chegamos ao capítulo 38, versículos 1–3, e finalmente Deus responde a Jó:
Então, do meio de um redemoinho, o Senhor respondeu a Jó e disse: "Quem é este que obscurece os meus planos com palavras sem conhecimento? Cinja os lombos como homem, pois eu lhe farei perguntas, e você me responderá.
Então Deus responde às perguntas de Jó dizendo: “Jó, Eu também tenho algumas perguntas. Agora veja se você sabe as respostas.”
A partir do capítulo 38 em diante, Deus aplica a Jó um exame abrangente — e é difícil! São cinquenta e cinco perguntas, uma atrás da outra. Enquanto lia essas perguntas outro dia, imaginei aquelas máquinas de arremesso rápido de bolas em um campo de treino de beisebol — as bolas vindo sem parar, não sei quantos quilômetros por hora, muito rápido! É como uma criancinha tentando rebater bolas a 130 km/h. É impossível.
As perguntas continuam vindo. Deus lança uma após outra: “Jó, onde você estava quando coloquei os planetas em órbita? Onde estava quando lancei os fundamentos dos oceanos e da terra? Jó, onde você estava quando acendi a luz? Jó, onde está você quando chega a escuridão. . .?”
Ele começa a fazer várias perguntas sobre a natureza, sobre o universo físico e sobre as coisas que vemos todos os dias e tomamos como certas. “Jó, você pode explicar a chuva? Pode explicar o granizo? Pode explicar como o sol funciona? Pode explicar o eclipse lunar que apareceu no céu ontem à noite? Jó, responda-me essas perguntas.”
E Jó fica sem palavras. Depois das primeiras quarenta perguntas, quando chegamos a Jó 40.1–2, o Senhor diz a Jó: “Será que alguém que usa de censuras poderá discutir com o Todo-Poderoso? Que responda a isso aquele que critica Deus!" É como se Jó estivesse sem fôlego. Nos versículos 3–5 do capítulo 40,
Jó respondeu ao Senhor e disse:
Então Jó respondeu ao Senhor e disse: "Sou indigno. Que te responderia eu? Ponho a mão sobre a minha boca. Uma vez falei, e não direi mais nada; aliás, duas vezes, porém não prosseguirei.
“Deus, o Senhor pode parar de lançar essas bolas da máquina!” Mas Deus ainda não terminou. Ele tem mais algumas perguntas. Ele quer ter certeza de que Jó saiba quem é Deus e quem não é. Então Ele começa a lançar novamente: “. . .pois eu lhe farei perguntas, e você me responderá. Será que você está querendo anular a minha justiça? Ou me condenará, para se justificar?” (Jó 40.7–8)
E agora vêm mais quinze perguntas, uma após a outra, cada uma mais difícil do que a anterior — sobre o mundo criado, sobre animais que você e eu talvez nunca tenhamos ouvido falar e como eles funcionam. Deus quer que Jó veja que há tantas coisas que nem começamos a compreender. Não tente pensar que você pode entender o motivo do sofrimento.
E finalmente chegamos à grande declaração de confissão e arrependimento em Jó 42, começando no versículo 1.
Então Jó respondeu ao Senhor e disse: "Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado.” [Disseste, ó Deus,] “Tu perguntaste: ‘Quem é este que, sem conhecimento, encobre os meus planos?’ Na verdade, falei do que eu não entendia, coisas que são maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia.” [Tu disseste para mim,] “Disseste: ‘Escute, porque eu vou falar; farei perguntas, e você [Jó] me responderá.’
[E Jó diz a Deus,] “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza." (vv. 1–6)
Não é errado perguntar “por quê?”, mas você está perguntando com aquela inquietação e insistência que diz: “Deus, se o Senhor não me explicar, eu não vou te amar; não vou confiar em Ti; não vou te obedecer”? Ou você está perguntando com um coração que busca e diz: “Deus, eu quero Te conhecer mais. Quero conhecer mais os Teus caminhos. Quero aprender tudo o que o Senhor quiser me mostrar por meio disso. Mas, se eu tiver que viver com mistérios e perguntas sem resposta pelo resto da minha vida, ainda assim confiarei em Ti. Ainda assim Te amarei. Ainda assim Te obedecerei.”
Você precisa se arrepender, como Jó, de se envolver com grandes questões, de se ocupar com coisas que são elevadas demais para você? Romanos 11.33–36 diz assim:
Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão inexplicáveis são os seus juízos, e quão insondáveis são os seus caminhos! "Pois quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu alguma coisa a Deus para que isso lhe seja restituído?" Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre. Amém!
Então, o que você faz com as suas dúvidas? O que você faz com o que não entende? Você luta e resiste, ou diz: “Senhor, Tu és Deus; eu não sou. A riqueza do Teu conhecimento e da Tua sabedoria é grande demais para mim. É insondável, além de todo entendimento.
Eu não posso conhecer a Tua mente. Eu não posso Te aconselhar. Tu não me deves explicações. Portanto, Senhor, eu descanso no mistério. Eu me contento com o mistério, e eu sei, eu sei, eu sei, que tudo o que o Senhor está fazendo na minha vida, nesta situação, vem de Ti; é por Ti e para Ti. Tudo o que realmente importa para mim é que a glória seja Tua, e eu confio que o Senhor fará isso.
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth volta já já. Ela tem nos convidado a explorar a história de Jó. A fidelidade dele vai te dar uma nova perspectiva sobre qualquer situação que você esteja enfrentando hoje. Essa mensagem faz parte da série Como ter um coração tranquilo.
Se você perdeu o episódio de ontem ou quer ouvir novamente, pode encontrar o áudio e a transcrição em avivanossoscoracoes.com. Agora Nancy volta com a segunda parte do programa de hoje.
Nancy: Recebi um e-mail há pouco tempo de uma ouvinte que dizia: “Minha vida está uma bagunça: meu relacionamento com Deus, meu relacionamento com meu marido, minha casa, meu escritório, tudo. Eu não sei por onde começar. Estou tão ansiosa que não consigo pensar direito. Você pode me ajudar?”
Alguma de vocês escreveu esse e-mail? O texto que estamos estudando nesta série, um salmo curtinho, o Salmo 131, tem ajuda suficiente para uma vida inteira — para pessoas como essa mulher que me escreveu, e para pessoas como eu e você.
Deixe-me ler o salmo novamente, e então voltamos ao ponto onde paramos da última vez. O salmista diz: “Senhor, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim.” Essa é uma atitude de simplicidade. E ele continua no verso 2, “Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma;como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo.” E por fim, no terceiro verso, “Espera, ó Israel, no Senhor, desde agora e para sempre.”
Hoje e na próxima sessão, vamos focar no versículo 2. “Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma, como a criança desmamada.” Como ter um coração tranquilo. O salmista diz: “Fiz calar e sossegar a minha alma.” E isso é exatamente o que precisamos neste mundo tão agitado, frenético e barulhento em que vivemos. Como conseguir um coração tranquilo?
Vejo neste versículo que ter um coração quieto exige uma escolha consciente. Não acontece por acaso. Ele diz: “Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma.” Eu tomei uma decisão. Fui proativo nisso. Falei ao meu próprio coração. É isso que precisamos aprender: aconselhar o nosso coração, dizer: “Coração, aquieta-te.”
É uma escolha consciente. “Pelo contrário,” ele diz — é como se estivesse fazendo um juramento. Um escritor, ao comentar este salmo, disse: “Ele está determinado a dominar sua alma rebelde.” E eu gosto disso, porque às vezes a minha alma é bem rebelde.
Agora, algo que tenho aprendido e vejo neste salmo é que você precisa aquietar a sua própria alma. Ninguém mais pode fazer isso por você. Nós queremos que alguém venha resolver, consertar, melhorar. As pessoas podem nos encorajar; podem nos apontar para o Senhor. Mas, no fim, somos nós que precisamos dizer à nossa alma: “Alma, aquieta-te. Fica em silêncio. Espera no Senhor.” Essa quietude acontece dentro do coração.
Sabe, tendemos a pensar: Se as coisas fora de mim mudassem — se o meu marido fizesse tal coisa, ou se eu tivesse um marido, ou se meus filhos apenas. . . ou se nossa casa fosse em outro lugar, ou tivesse outro tamanho, ou se meu trabalho fosse diferente, ou se meu chefe fosse outro, ou se tal coisa acontecesse — então eu não me sentiria tão tumultuada por dentro. Mas sabe de uma coisa? A tempestade está dentro do nosso coração. “Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma.”
A mudança precisa acontecer de dentro para fora, porque eu aprendi que você pode mudar todos os tipos de circunstâncias na vida e ainda assim ter o coração em turbulência. E pode haver todo tipo de tumulto ao seu redor, e mesmo assim o seu coração pode estar tranquilo, porque a paz depende do que acontece dentro do coração.
Então, o que eu tenho que fazer com o meu próprio coração é dizer: “Aquieta-te! Silêncio!” Às vezes pensamos que não temos controle sobre o nosso próprio coração, que não conseguimos evitar o que sentimos ou pensamos.
Precisamos conter nossa alma e assumi-la sob o controle do Espírito Santo, dizendo: “Alma, fica quieta. Mente, aquieta-te.” Não deixe sua mente ir por aquele caminho. “Não vou me ocupar de coisas grandiosas ou maravilhosas demais para mim.” Ele diz: “Fiz calar e sossegar a minha alma como uma criança desmamada.”
Pense em um bebê que depende do leite da mãe. Mas chega um momento, à medida que o bebê cresce e amadurece, em que precisa ser desmamado. E, como você sabe se já desmamou uma criança, o desmame é um processo. Não acontece da noite para o dia. Não é fácil, e às vezes envolve luta.
“Não posso viver sem isso! Preciso do leite da mamãe!” E a criança, nesse processo de desmame, chora, reclama; algo que ela achava essencial está sendo tirado. A criança desmamada ou em processo de desmame é exigente, quer as coisas do seu jeito. É natural em bebês — e em adultos que pensam como bebês — ter aquela mentalidade: Eu quero, e quero agora, e não ficar satisfeita até conseguir exatamente o que quer.
Mas uma vez desmamada, a criança fica contente. Está tranquila com o que a mãe oferece. Está calma. Confia que a mãe vai lhe dar o que precisa.
Veja, não são só bebês que precisam ser desmamados. Nós também precisamos — adultas, filhas de Deus, cristãs. À medida que crescemos espiritualmente, Deus começa a nos desmamar de coisas das quais achamos que não podemos viver sem: bens, conforto, o desejo de que a vida “funcione.” Isso é um instinto infantil — “a vida tem que ser do meu jeito, e agora.”
Deus precisa nos desmamar e nos levar ao ponto de conseguirmos viver sem aquilo em que antes dependíamos como crianças espirituais. Se nossa alma é como uma criança não desmamada, ela será exigente, ansiosa, estressada, inquieta. Nossa mente fica barulhenta, perturbada. Você sabe o que é ter um espírito tumultuado, sentir-se pressionada, viver de forma obsessiva?
Algumas de nós somos perfeccionistas — filhas primogênitas, detalhistas, controladoras. Essa é uma tendência de criança não desmamada: “O mundo tem que funcionar do meu jeito.” Mas se sua alma é como uma criança desmamada, seu coração será calmo; será tranquilo.
A imagem é a do descanso que vem depois da luta. Primeiro a luta, depois o “ahh” — o descanso. Estou contente. Não estou ansiosa. Uma escritora disse: “Você costumava ser barulhenta, inquieta e exigente. Agora você senta em silêncio.” Essa é a imagem da criança desmamada. Simples. Não precisa entender tudo. Há confiança.
Eu estava conversando com uma mãe outro dia. Ela estava com o peso do mundo sobre os ombros, muito emocionada, desabafando. Enquanto conversávamos, sua filhinha de quatro anos chegou perto, sem perceber nada do que acontecia naquele mundo adulto. Apenas se aconchegou debaixo do braço da mãe e se aninhou ao seu lado. Foi uma cena tão doce de confiança, descanso e contentamento.
Depois que a menina saiu, eu disse à mãe: “É isso que Deus quer que você seja — como sua filha acabou de ser ao seu lado: aconchegada, confiando, descansando, simples, com uma fé infantil.”
Mas isso é tão diferente da forma como normalmente lidamos com as situações, não é? Queremos controlar. Queremos entender tudo, manipular, lutar.
Minha nova palavra é “hiperventilar.” É o que percebo que faço muito; a agitação da minha mente começa a sair pela boca — falo mais rápido, falo mais alto, fico tensa. É esse sentimento de que tudo depende de mim. Isso não é um coração tranquilo. Isso não é uma criança desmamada.
Ser uma criança desmamada é aquietar o coração, estar em silêncio na presença do Pai, confiar em Sua sabedoria e amor. Não é um tipo de confiança que finge que os problemas não existem, mas é confiar que nosso Pai entende o que nós não entendemos, que Ele vê o que nós não vemos, e que Ele pode lidar com o que nós não conseguimos lidar. É confiar que Ele está no controle completo da situação.
Raquel: Eu não sei sobre você, mas eu precisei me lembrar muitas vezes de que Ele está no controle completo de cada provação, de cada circunstância. Nancy DeMoss Wolgemuth tem nos mostrado como ter um coração tranquilo, não importa as circunstâncias. Eu imagino que você precise ouvir essa mensagem esta semana tanto quanto eu!
Nancy: Isso acontece comigo, Raquel. Mesmo tendo gravado essa série há vários anos, eu me pego voltando a essa passagem nos últimos dias e lembrando ao meu coração que, em meio às tempestades, podemos descansar, sabendo que Ele não apenas é capaz de nos ajudar, mas também se importa conosco.
Não estamos falando de fingir que as provações e lutas não existem — elas existem, sim. Mas estamos falando sobre aprender a confiar em nosso Pai celestial no meio dessas provações e lutas.
Raquel: Sabe, Nancy, muitas pessoas têm passado pelo que eu chamo de “tristeza sobre tristeza”. Elas estão enfrentando as dificuldades normais da vida — coisas como correria, exaustão, incerteza sobre o futuro. . . mas também estão lidando com circunstâncias especialmente desafiadoras, além de tudo isso.
Uma mulher nos escreveu dizendo:
Minha vida não tem sido fácil. Meus três filhos escolheram caminhos muito errados. Neste momento, estou criando meu neto de onze anos. Toda vez que ouço o aplicativo de vocês, o Senhor Deus Todo-Poderoso consola minha alma e continua me ajudando a olhar para a força dele.
Em meio a todos esses tempos dolorosos, confiei ainda mais nele e sei que Ele será bondoso comigo, porque, no fundo do meu coração, eu digo que tudo o que preciso é dele (Lm. 3.24–25). Então, minha alma se alegra nele, que é o Senhor Deus Todo-Poderoso para todo o sempre.
Nancy: Uau! Eu amo a firmeza da fé dessa mulher — mesmo em meio a circunstâncias que parecem um terremoto. O mundo dela está sendo abalado, e ainda assim o coração e a fé dela permanecem inabaláveis, porque Deus é fiel para sempre.
Sou muito grata por podermos oferecer tantos recursos no Aviva Nossos Corações e esta série atual sobre como manter um coração tranquilo. Não poderíamos fazer isso sem a ajuda de ouvintes que reconhecem como Deus tem usado este ministério para ministrar graça ao coração de mulheres ao redor do mundo. Elas querem participar do que veem Deus fazendo na vida de outras mulheres, como essa que a Raquel acabou de compartilhar conosco.
Raquel: Se isso soa como algo que você gostaria de fazer — se deseja caminhar conosco e ajudar a alcançar mulheres com esperança bíblica — você pode fazer uma doação no site avivanossoscoracoes.com.
Você se preocupa com o futuro? Acho que todas nós nos preocupamos, em algum grau. Amanhã, Nancy vai mostrar como ter um coração tranquilo mesmo quando você não sabe o que está por vir.
Nancy: Se Deus escolher trazer circunstâncias melhores para a minha vida, eu digo: “Obrigada, Senhor, que bênção! Sou grata.” Mas se Deus não mudar as minhas circunstâncias, eu digo: “Obrigada, Senhor. Sou abençoada. Sou grata. O Senhor continua sendo bom.” De qualquer forma, eu não culpo a Deus. Eu não culpo a Sua providência.
Raquel: Aguardamos você amanhã aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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