Dia 2: Buscando as afeições corretas
Raquel Anderson: O pastor Kevin DeYoung diz: “Memorizar a Palavra de Deus nos incentiva a meditar!”
Pastor Kevin DeYoung: Talvez você diga: “Sabe, eu tentei memorizar versículos, e um mês depois já tinha esquecido aquele versículo!” Tudo bem. Não é que você precise ganhar um concurso bíblico e recitar todos os versículos de cor. É a disciplina de desacelerar quando você tenta memorizar algo.
Raquel: Este é o podcast Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Buscando a Deus, na voz de Renata Santos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Hoje estamos de volta com Dannah e o pastor Kevin DeYoung para continuar uma conversa que eles começaram ontem. Se você perdeu, o pastor DeYoung é autor, palestrante, marido e pai de nove filhos. Ele tem conversado com Dannah sobre a Palavra de Deus e nossas emoções. Você pode encontrar essa conversa com o link na transcrição …
Raquel Anderson: O pastor Kevin DeYoung diz: “Memorizar a Palavra de Deus nos incentiva a meditar!”
Pastor Kevin DeYoung: Talvez você diga: “Sabe, eu tentei memorizar versículos, e um mês depois já tinha esquecido aquele versículo!” Tudo bem. Não é que você precise ganhar um concurso bíblico e recitar todos os versículos de cor. É a disciplina de desacelerar quando você tenta memorizar algo.
Raquel: Este é o podcast Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Buscando a Deus, na voz de Renata Santos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Hoje estamos de volta com Dannah e o pastor Kevin DeYoung para continuar uma conversa que eles começaram ontem. Se você perdeu, o pastor DeYoung é autor, palestrante, marido e pai de nove filhos. Ele tem conversado com Dannah sobre a Palavra de Deus e nossas emoções. Você pode encontrar essa conversa com o link na transcrição do episódio de hoje em avivanossoscoracoes.com.
O pastor DeYoung disse que o nosso tempo na Palavra de Deus está mais relacionado à nossa obediência do que correr atrás de um sentimento! Eu já posso até ouvir você soltando um suspiro de alívio, porque nem sempre sentimos o que achamos que deveríamos sentir, não é?
Às vezes temos momentos de admiração e maravilha quando lemos a Palavra de Deus. Mas em outras ocasiões, se formos honestas conosco mesmas, tudo parece um pouco comum. . . e isso não significa que estamos falhando. Significa que somos humanas, e que ainda estamos sendo santificadas.
Mas talvez você esteja pensando: “Ok, isso faz sentido, é bom. Por outro lado, eu não sou uma máquina. De vez em quando eu sinto coisas. Você não está dizendo que minhas emoções são ruins, está?”
Eu não estou dizendo isso de forma alguma — e tenho a impressão de que você vai realmente apreciar o episódio de hoje. Aqui está a Dannah para começar a conversa. Ela está falando com o pastor Kevin DeYoung.
Dannah Gresh: Ontem, nós falamos bastante sobre a maravilha da Palavra — que ela é maravilhosa, e que podemos sentir esse encanto! Você nos direcionou ao Salmo 119 para reacender isso um pouco. Mas você também nos alertou que, mesmo nos dias em que não sentimos que ela é maravilhosa, mas apenas estamos praticando a disciplina de estar na Palavra de Deus, ela não é menos maravilhosa. Só que não devemos basear nossa busca por estar na Palavra em como nos sentimos. Isso é algo bem complexo de lidar. Me ajuda.
Kevin: Deixe-me responder a isso (é uma ótima pergunta) fazendo um pequeno desvio pela teologia e filosofia, porque acho que isso é necessário e vai nos ajudar. Quando falamos sobre emoção. . . Eu tenho um livro na minha estante aqui atrás que argumenta que a palavra “emoção”, no discurso em inglês, provavelmente é tão recente quanto o século XIX.
Por muito tempo, filósofos e teólogos tinham um vocabulário mais robusto para falar sobre essa coisa que hoje chamamos simplesmente de “emoção”. Eles falavam sobre “sentimentos” ou “simpatia” ou. . . vou te dar duas palavras clássicas que vêm da tradição bíblica e grega: a diferença entre “afeições” e “paixões”.
Hoje usamos a palavra “paixão” como algo bom: “Tenho paixão por algo.” Mas não era exatamente isso que eles queriam dizer. Uma paixão, na teologia e filosofia ocidental, é algo que se apodera de você. Pense na palavra “passivo” ou “paixão”, como em “sofrimento”.
Há uma frase na Confissão de Fé de Westminster, dentro da minha tradição presbiteriana, que diz que Deus é “sem partes nem paixões”. Isso confunde muita gente. “Espera, eu quero que Deus seja apaixonado! Eu não quero que Ele seja estático e sem vida!” Mas é um uso diferente da palavra.
Quando diz que Deus não tem paixões, significa que Ele não tem coisas acontecendo a Ele, como acontece conosco. Você não pode dar um soco nele e o estômago dele doer. Você não pode chamá-Lo de um nome feio e Ele começar a chorar e se sentir mal.
Ele não tem paixões como nós temos — coisas que se apoderam de nós e nos tornam passivos. Por outro lado, os teólogos frequentemente falavam sobre afeições. Eles chamam as afeições de um movimento (é daí que vem a palavra “emoção”) da vontade, o que significa que há algo de nossa escolha e inclinação envolvido nessas coisas chamadas afeições.
Algumas das suas ouvintes — porque você tem ouvintes muito inteligentes — talvez já tenham ouvido falar de um livro famoso de Jonathan Edwards, o teólogo puritano, chamado Afeições Religiosas. Há um motivo pelo qual o livro não se chama Emoções Religiosas, embora hoje ouçamos as duas palavras como se fossem a mesma coisa. Na verdade, elas são bem diferentes!
Então, voltando ao seu ponto (porque esse pequeno desvio teológico, eu acho, é importante): quando falamos sobre emoções na vida cristã, geralmente estamos pensando mesmo é em paixões. “Como eu posso ter essas coisas?!” E nós nos sentimos impotentes diante delas!
Sentimos algo como: “Eu não consigo! Eu simplesmente não consigo me fazer sentir de um certo jeito!” Bem, isso é o que realmente chamamos de paixões — e, normalmente, as paixões eram vistas como partes mais baixas dos nossos apetites humanos, quase com um instinto animal. Como quando você simplesmente não consegue evitar de sentir fome.
Onde se diz “afeições”, não está separado daquilo que pensamos como emoções, mas envolve nossas escolhas, nossa vontade, nossa decisão. É um conceito um pouco difícil de entender, mas acho importante quando falamos sobre o elemento afetivo da fé cristã.
Outro dia eu estava brincando, dizendo que sou holandês, e os holandeses não são exatamente conhecidos por expressarem grandes emoções! (risos) Eu digo para o meu povo: “Eu tenho sentimentos, sim! Tenho um ou dois. . . alguns sentimentos. Sou econômico. . . e outras coisas.” Mas todos nós temos níveis diferentes de expressão emocional.
Quero deixar claro o que são as afeições. Eu quero — nós queremos — um cristianismo cheio de afeições, porque a Bíblia está cheia de uma linguagem afetiva. Mas precisamos entender que essas afeições nascem da verdade da Palavra de Deus. Ou seja, se você é uma mãe, cercada de fraldas, roupas para lavar e mil tarefas, e pensa: Estou cansada, exausta, só tentando sobreviver ao dia. Acho que não sou uma boa cristã. — essa é uma fase longa da vida!
Se você pensa que o auge da espiritualidade é “sentir algo especial por Deus hoje”, vai acabar se sentindo frustrada! Mas se você disser: “O que significa afeição? Significa que, à medida que recebo a Palavra de Deus na minha vida, posso escolher como responder aos acontecimentos deste dia.”
Posso responder repetindo as promessas de Deus para mim mesma. Posso escolher responder, mesmo que neste momento eu esteja sentindo algo difícil em relação ao meu filho, inclinando o meu coração para uma afeição de gentileza — mesmo que ela não esteja naturalmente brotando em mim.
Às vezes, vem uma paixão avassaladora: “Estou tão frustrada com essa criança agora; devo ser uma péssima mãe!” É importante entender que essas paixões — ou emoções — vêm sobre nós como ondas do mar.
Todos nós conseguimos nos identificar com isso. Você se irrita com o marido, ou fica chateada com os filhos, ou ansiosa e não quer estar ansiosa. E quanto mais tenta dizer a si mesma “não fique ansiosa”, mais ansiosa fica!
Então, às vezes precisamos pensar nas emoções como ondas. Você as vê chegando, e não adianta dizer: “Não vou sentir nada.” Assim como não dá para ficar na praia e dizer: “Essa onda não vai quebrar.” Você não tem esse poder.
Mas o que você pode fazer é se firmar, se preparar, fincar os pés, para quando a onda da ansiedade bater em você, encontrar alguma estabilidade. Você ainda vai sentir, talvez deseje não sentir, mas estará firme.
Esse tipo de paixão é diferente das afeições que Deus quer produzir em nós por meio da Sua Palavra.
Dannah: Sim, e Ele realmente trabalha essas afeições em nós por meio da Sua Palavra. O que você está dizendo é que nossos sentimentos não precisam estar no banco do motorista.
Kevin: Exato, eles não são determinantes.
Dannah: Isso! Podemos direcionar a nossa vontade para aquilo que nos conduz à Palavra de Deus, certo?
Kevin: Sim. E Jesus disse: “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade.” Você quer ser santo? Jesus mostra como nos tornamos mais parecidos com Ele — é pela Palavra!
E é por isso que todos nós somos tentados a buscar atalhos. Veja, eu sou a favor de sentir as coisas. Você pode colocar uma música, acender uma vela, e sentir algo. Tudo bem; esses sentimentos não são ruins. Mas isso, por si só, não é santificação!
Voltando à analogia do casamento: quando você começa a namorar, há um atalho para algo que “parece amor”. Os hormônios estão à flor da pele, há algo especial ali — e isso é bom.
Mas, depois de vinte, trinta, quarenta anos de casamento, alguns desses sentimentos não são mais tão intensos quanto no primeiro encontro. No entanto, você ama essa pessoa de forma muito mais profunda, firme, real. Esse amor vem com o tempo e com o conhecimento.
Dannah: É, muito bom! E realmente leva tempo. Ontem você falou sobre os diferentes ritmos de como passamos tempo na Palavra de Deus.
E, nos últimos cinco anos, comecei a pegar apenas um versículo e meditar nele o dia todo — pensar nele o dia todo, colocar em um post-it no para-brisa do carro, sair para caminhar e escrever cada palavra com uma caneta Sharpie no meu pulso, só para lembrar o que ele diz.
A intimidade que eu tenho experimentado com Jesus é tão diferente de anos, décadas, de tempo de devocional e estudo bíblico — simplesmente porque agora estou me dedicando de verdade a esse tempo. Acho que é isso que você está querendo dizer, não é? Intimidade com a Palavra, encanto pela Palavra, exigem tempo.
Kevin: Sim, não existe nenhum atalho pra isso! Qualquer coisa na vida que produza verdadeira excelência, maturidade, crescimento e satisfação vai exigir tempo. Pense em qualquer cristão piedoso que você conhece — homem ou mulher —, essa pessoa passou muito tempo na Palavra e provavelmente também enfrentou sofrimento. Não há atalhos.
E o que você disse é a mais pura verdade. Normalmente pensamos assim: “Ok, leitura da Bíblia e oração.” Mas há uma terceira categoria, e isso era muito comum entre os puritanos. Essa terceira categoria, que se sobrepõe às outras duas, é a meditação. Não meditação no estilo de uma aula de ioga, mas meditar na Palavra de Deus. “Como isso se aplica?”
Já tive períodos em que fui mais disciplinado com a memorização das Escrituras, e outros em que fiz grandes planos. . . e depois de dois meses comecei a desandar — como acontece com muita gente.
Mas aqui está o motivo pelo qual eu digo a mim mesmo e à minha congregação para memorizar a Palavra: isso nos força a meditar. Talvez você diga: “Ah, eu tentei memorizar versículos, mas um dia depois esqueci.” Tudo bem. Você provavelmente lembra mais do que imagina.
Não se trata de conseguir participar de um concurso bíblico e recitar todos os versículos. É sobre o exercício de desacelerar enquanto tenta memorizar algo. Como você disse, colocar o versículo num post-it, colar no para-brisa do carro.
Pense em como a nossa vida seria diferente e mais rica se, em vez de puxarmos o celular toda vez que esperamos em uma fila — no supermercado, no consultório —, tivéssemos um cartãozinho no bolso com um versículo para meditar durante a semana.
Dannah: Eu amei essa ideia!
Kevin: Esse ato simples poderia ser enorme! Nós não somos muito bons na parte da meditação. E, pra mim, a única forma prática de fazer isso é tentar memorizar. Porque aí eu tenho que ler várias vezes, ou escrever, ou repetir para mim mesmo dez vezes. Esse processo de desacelerar, de “ruminar”, é o que realmente faz a verdade penetrar no coração!
E daí vêm as experiências que você mencionou — e é tão rico! É impressionante: mesmo que você memorize só dois ou três versículos, de repente começa a vê-los em todo lugar! Tipo, “Ah, esse versículo se encaixa nisso!” ou “Posso compartilhar o Evangelho com esse texto!” — é o versículo certo em qualquer situação! É incrível como Deus usa isso.
Dannah: É como quando você fica olhando para uma imagem ou um pôr do sol por um bom tempo — começa a enxergar detalhes que não tinha percebido antes. A memorização e a meditação são assim: “Ah, entendi! É por isso que essa palavra está aí!” É maravilhoso.
Você é um ótimo professor! Eu me empolguei aqui (risos). Amei essa pequena aula de filosofia e teologia — obrigada!
Kevin: (rindo) Que bom! Fico feliz que alguém tenha gostado.
Dannah: Ontem você mencionou que é importante ouvirmos bons mestres. Você até disse que foi um dom que Jesus deixou quando subiu ao céu: Ele disse, “Estou deixando presentes, e um deles é o dom de mestres.”
Mas hoje em dia, mestres existem aos montes — com esses celulares nos nossos bolsos, temos acesso a ensinamentos no TikTok, Instagram, YouTube. . . E eu não tenho certeza se todos são bons mestres. Como podemos discernir quais realmente vão nos ajudar a amar e nos maravilhar com a Palavra, e quais podem, na verdade, nos deixar menos seguras quando seguramos nossa Bíblia nas mãos?
Kevin: Essa é uma questão essencial — e muito difícil. Nossa era digital tem muitas bênçãos e muitas maldições. Uma bênção é: “Uau! Podemos fazer algo assim!” Pessoas no mundo todo têm acesso a conteúdos incríveis da Palavra!
Mas a maldição é que qualquer pessoa que diga qualquer coisa — se falar alto o bastante, criticar outros ou for habilidosa com tecnologia — pode conquistar um público. Então é realmente difícil discernir.
Obviamente, precisamos testar tudo. Precisamos ser como os bereanos, que conferiam tudo à luz da Palavra de Deus — esse é o primeiro ponto. O segundo é: as pessoas que você conhece de verdade, de carne e osso, são as primeiras que você deve seguir.
Você deve ouvir o seu pastor local, que é mil vezes mais importante do que ouvir um sermão meu, ou do Alistair Begg, ou do Tim Keller, ou de quem for. Quanto mais você conhece alguém pessoalmente, mais pode discernir.
Claro, as pessoas ainda podem nos enganar, mas isso ajuda. Por exemplo, algumas mulheres da igreja que ouvem esse programa têm mestres que amam acompanhar. E você pensa: “Eu conheço essa pessoa, sei quem ela é.” Esse discernimento “em carne e osso” é valioso.
Depois, eu observo: essa pessoa tem um histórico de ser útil, fiel e frutífera? É claro que todo mestre começa em algum ponto. Eu comecei a pastorear aos 25 anos, mas minha oração era que o Senhor me usasse mesmo sendo tão jovem! Mas quanto mais você puder dizer “essa pessoa tem um histórico de fidelidade”, melhor.
Também observo como essa pessoa se comporta. Ela está tentando fazer um nome para si criticando outros? Está construindo sua plataforma sobre a ruína de alguém? Ou ela oferece conteúdo positivo, extraído da Palavra?
E ainda pergunto: essa pessoa lidera algo? Está sob autoridade? Está submetida a um conselho de presbíteros, a uma junta de líderes, a uma instituição? Eu fico muito desconfiado de quem está por aí, falando alto, mas sem estar debaixo de nenhuma autoridade.
Dannah: Esses são pontos realmente bons! Penso em algumas das mulheres que comecei a seguir, e eu gostava do que elas diziam. Mas depois percebi que não havia autoridade espiritual sobre elas, nem prestação de contas, nem frutos visíveis. Criticavam muito, mas não produziam fruto — não havia discipulado, transformação, conversões.
Chegou um momento em que precisei dizer: “Muitas dessas coisas são boas, mas sinto um alerta no meu espírito — talvez essa não seja a pessoa que devo seguir.” E eu excluo o aplicativo, paro de seguir no Instagram. E isso é algo importante de ouvir — esse sinal interior que o Espírito nos dá, não é?
Kevin: Sim, e você tocou exatamente no ponto! Claro, nossa percepção pode estar errada, mas se você já é cristão há algum tempo, não deve ignorar essa sensação. Quando você pensa: Tem algo aqui que não parece certo. . . — preste atenção nisso.
Uma das coisas que você mencionou é muito importante: “O que de fato move esta pessoa?” Não apenas: “O que diz sua declaração de fé?” Há muitas pessoas cujas declarações de fé no site parecem impecáveis — você lê e pensa: “Parece ótimo!” Mas, quando observa o conteúdo, percebe: “Não o ouço mais falar sobre a cruz. . . sobre céu e inferno. . . sobre a Trindade. . . sobre conversão, regeneração, santificação, santidade, a Bíblia.” Mesmo ele ou ela afirmando “Claro que creio em tudo isso.”
O grande professor da Bíblia D. A. Carson disse uma vez — sobre seus anos de ensino —: “Aprendi que meus alunos não aprendem o que eu ensino; eles aprendem o que me move.”
E eu acho isso muito verdadeiro. É um bom critério de discernimento sobre as pessoas que seguimos: o que realmente as move? E o difícil é que, às vezes, alguém começa entusiasmado com uma coisa e nunca chega a rejeitá-la totalmente — mas, passados cinco ou dez anos, a pessoa está obcecada com o que a irrita, não com o que a edifica. Aqueles que antes ela queria fortalecer, agora são os que ela vive criticando.
Então, só mais uma coisa (estou falando demais. . . mas sou pastor!): como essa pessoa fala sobre a Igreja? Se você encontra mestres que acham “moderno” e “espiritual” menosprezar a Noiva de Cristo, esses não são mestres que você deve ouvir.
Você precisa de mestres que levem você — mesmo reconhecendo as falhas da Igreja — a amar mais a Igreja, envolver-se mais, comprometer-se mais com ela.
Dannah: Sim, amém! Acho que você acertou em cheio. Tenho percebido isso — há mestres cheios de descontentamento, flertando com a “desconstrução”. E eu penso: “Estamos à beira de algo perigoso.” Porque a Igreja é imperfeita, sim, mas Jesus ama a Igreja! E nós também deveríamos amá-la.
Kevin: Exatamente!
Dannah: E você esteve conosco na conferência Mulher Verdadeira 2025. O que significa para você, como pastor, saber que milhares de mulheres estão reacendendo o encanto pela Palavra de Deus? O que isso representa para a Igreja?
Kevin: Obrigado por deixarem um homem participar da conferência Mulher Verdadeira (risos)! Foi um privilégio!
Como pastor, há partes difíceis do ministério, mas o meu trabalho é estudar a Palavra. Existem muitas conferências para pastores, e eu me reúno com os nossos semanalmente.
As mulheres têm seus estudos bíblicos e outras atividades maravilhosas, mas estar juntas em um grande encontro, longe do corre-corre da vida por alguns dias. . . eu sei o quanto isso significa. Vejo o impacto disso na vida da minha esposa, e também nas mulheres da nossa igreja, a Christ Covenant. Na maioria das igrejas, os homens são os líderes — e isso é apropriado —, mas as mulheres são muitas vezes o coração espiritual, bombeando o sangue, a energia e o oxigênio da vida comunitária! Só que elas se esgotam.
Então, ir a uma conferência como essa é como receber uma transfusão de ânimo — renovar forças na caminhada, cantar, ouvir, aprender e perceber: “Eu não estou sozinha!” E, na verdade, há muito mais irmãs do que eu imaginava! Isso é profundamente encorajador.
As conferências nunca substituem a Igreja. Mas, ao longo dos anos, elas podem ajudar você a voltar para casa mais frutífera, mais fiel, mais encorajada. Precisamos disso, precisamos desses ritmos.
Assim como o antigo Israel tinha seus ritmos — as peregrinações, as festas —, também precisamos desses marcos na rotina. São os “altos da jornada” que nos fazem olhar adiante e depois nos ajudam a viver o restante da vida com fidelidade.
Dannah: Sim! Eu amei o que você disse — sobre perceber que não estamos sozinhas. Convidei uma amiga para a conferência Mulher Verdadeira alguns anos atrás. Nos encontramos rapidamente, no meio da correria, porque eu estava ajudando a Nancy na organização.
Perguntei: “Como você está? Está gostando?”
E ela respondeu: “Sinto como se tivesse encontrado o meu povo! Mesmo na minha igreja, onde sei que há pessoas que crêem como eu, é tão bom ver a grandeza do Corpo de Cristo! Perceber que as manchetes das minhas redes sociais são um eco pequeno comparado ao poder e à verdade do Corpo de Cristo!”
É maravilhoso reunir-se e sentir isso. Somos muito gratas por você estar conosco.
Kevin: Foi uma honra participar. O Senhor usa a Sua Palavra — porque é disso que falamos aqui, é isso que amamos, e é isso que precisamos!
Dannah: Amém!
Nancy: Ouvimos Dannah Gresh e o pastor Kevin DeYoung nos últimos dois dias e é sempre um privilégio conversar com o Kevin e ouvir seu entusiasmo pela Palavra de Deus. Amanhã teremos um convidado especial para falar sobre conselhos ternos a um coração ansioso ou enlutado.
Em tempos de ansiedade, luto e perda, para onde nos voltamos? O pastor Paul Tautges convida aqueles com corações feridos a processarem na presença de Deus. Com ternura e cuidado pastoral, ele compartilha sua própria experiência e explica como quem sofre pode encontrar cura na Palavra de Deus.
Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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