Raquel Anderson: Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Nossa tendência natural é querer ser livres da batalha. “Eu não estou pronta para isso!” Deus sabe disso. Eu acredito que, às vezes, Ele nos coloca bem no meio da batalha para que possamos experimentar o poder sobrenatural para derrotar nossos inimigos.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Se há alguma grande tarefa pairando sobre o seu dia, reserve alguns minutos para descobrir o que a Bíblia diz sobre como lidar com isso. Vamos fazer isso ao analisar a vida de Josué. Estudaremos a vida desse herói por uns dias. Esta série chama-se Lições da vida de Josué (Parte 1): Aprendendo a vencer com Josué.
Nancy: Você já recebeu alguma tarefa para a qual se sentiu totalmente despreparada e sem recursos? Inadequada? Incapaz de dar …
Raquel Anderson: Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Nossa tendência natural é querer ser livres da batalha. “Eu não estou pronta para isso!” Deus sabe disso. Eu acredito que, às vezes, Ele nos coloca bem no meio da batalha para que possamos experimentar o poder sobrenatural para derrotar nossos inimigos.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Se há alguma grande tarefa pairando sobre o seu dia, reserve alguns minutos para descobrir o que a Bíblia diz sobre como lidar com isso. Vamos fazer isso ao analisar a vida de Josué. Estudaremos a vida desse herói por uns dias. Esta série chama-se Lições da vida de Josué (Parte 1): Aprendendo a vencer com Josué.
Nancy: Você já recebeu alguma tarefa para a qual se sentiu totalmente despreparada e sem recursos? Inadequada? Incapaz de dar conta? Talvez você tenha sido jogada em um trabalho para o qual não tinha treinamento nem experiência, e simplesmente sentiu: eu estou muito além do que consigo lidar!
Ou talvez, para você, tenha sido o casamento. Alguém aqui acordou, assim, dentro da primeira semana de casamento, pensando: eu não estou pronta para isso, mas já é tarde demais para ter esse pensamento?
Se não foi aí, talvez tenha sido quando você se tornou mãe e pensou: Senhor, ninguém me treinou para isso. Eu não estudei isso na faculdade. Eu não estou pronta para isso. Você está segurando esse serzinho e pensando: como é que se faz isso? Talvez você não tenha sido criada nem nutrida em um ambiente piedoso, mas deseja passar isso adiante para seus filhos — um ambiente piedoso, um legado piedoso. E você pensa: eu não faço ideia. Eu não sei como ser uma mãe sábia ou boa para esse pequeno barulhento aqui.
Talvez tenha sido na área de liderar um estudo bíblico, um pequeno grupo, ou discipular uma nova cristã. De alguma forma você concordou, e depois pensou: o que foi que eu aceitei? Como eu me meti nisso? Não tem como eu fazer isso. Gente!
Você já me ouviu dizer aqui no Aviva Nossos Corações quantas vezes eu me senti assim ao longo do ministério do Aviva Nossos Corações e do meu chamado. Quantas vezes eu já me sentei diante do computador — como ontem à noite — pensando: no que foi que eu me meti? Eu não consigo fazer isso. Estou despreparada. Não tenho recursos. Sou inadequada para esse chamado. Eu sinto isso muitas vezes.
Estamos estudando a vida de Josué. Eu comecei esse estudo porque precisava de encorajamento para correr a corrida da vida cristã. Eu queria correr bem quando era jovem — e, pela graça de Deus, eu fiz isso. Mas estou ficando mais velha agora e, ao encarar a segunda parte da minha vida, os anos posteriores da minha vida — não sei quantos o Senhor me dará — eu quero permanecer fiel. Eu quero correr bem até o fim.
Então, ao estudar a vida de Josué desde seus primeiros anos até os últimos, tenho me perguntado: o que posso aprender que me ajude na minha própria vida? Começamos na última sessão em Êxodo 17, e quero pedir que você volte lá comigo. Essa é a primeira referência a Josué no Antigo Testamento, e é uma passagem importante. Vou ler a partir do versículo 8, e então começaremos a conversar sobre o que isso significa.
“Então vieram os amalequitas e atacaram Israel em Refidim.” Falamos na última sessão sobre como os filhos de Israel tinham acabado de sair do Egito. Eles haviam atravessado o Mar Vermelho. Estavam seguindo a liderança de Moisés. Josué estava nesse grupo, observando Deus conduzi-los com Sua presença, vendo Deus prover água, alimento e tudo de que precisavam. Agora eles chegam a Refidim, e esse inimigo, esse opositor de Deus, Amaleque, vem contra eles e luta contra eles.
“Com isso Moisés ordenou a Josué. . .” Primeira menção. De onde Josué veio? O que Moisés viu nele? Deus disse: “Escolha Josué”? Não sabemos. Só sabemos que Moisés disse a Josué, no versículo 9:
Então vieram os amalequitas e atacaram Israel em Refidim. Com isso, Moisés ordenou a Josué: — Escolha alguns homens e vá lutar contra os amalequitas. Amanhã eu estarei no alto do monte, e o bordão de Deus estará na minha mão. Josué fez como Moisés lhe havia ordenado e lutou contra os amalequitas. Porém Moisés, Arão e Hur subiram para o alto do monte.
Quando Moisés levantava a mão, Israel vencia; quando, porém, ele abaixava a mão, os amalequitas venciam. Quando as mãos de Moisés ficaram pesadas, pegaram uma pedra e a puseram por baixo dele, para que Moisés se sentasse. Arão e Hur sustentavam as mãos de Moisés, um, de um lado, e o outro, do outro; assim as mãos dele ficaram firmes até o pôr do sol.
E Josué destruiu os amalequitas a fio de espada.
Então o SENHOR disse a Moisés:— Escreva isto para memória num livro e repita-o a Josué, porque eu vou apagar totalmente a memória dos amalequitas da face da terra. E Moisés edificou um altar e lhe deu o nome de O SENHOR É Minha Bandeira. E disse: — Porque o SENHOR jurou, haverá guerra do SENHOR contra os amalequitas de geração em geração. (Êx. 17.8–16)
Vamos começar pela primeira parte dessa passagem. Versículo 8: “Então vieram os amalequitas e atacaram Israel em Refidim.” Quem era Amaleque? Os amalequitas eram descendentes de Amaleque, neto de Esaú. Esaú era filho de Isaque, claro. Os amalequitas eram nômades. Viviam na região ao sul de Israel. Por causa desse ataque a Israel em Refidim, pelo que fizeram ao povo de Deus, eles se tornaram alvo do decreto de aniquilação de Deus.
Levaria muitos anos até que sua destruição fosse final. Essa batalha que estamos lendo aqui foi apenas a primeira de uma longa série de confrontos com os amalequitas, terminando finalmente nos dias de Ester, quando os últimos descendentes de Agague — que foi o rei amalequita nos dias de Saul — foram destruídos na Pérsia.
Se você não acompanhou toda essa genealogia, tudo bem. Apenas saiba que esse povo se levantou contra Israel e, como resultado, Deus disse: “Eu vou lidar com vocês. Vocês estarão debaixo da Minha ira e do Meu juízo.”
Esse foi um ataque cruel e não provocado. Há um relato paralelo em Deuteronômio 25. Não precisa abrir lá, mas quando os filhos de Israel, quarenta anos depois, estão prestes a entrar na Terra Prometida, Moisés relembra a história deles. E ao chegar a esse episódio, ele descreve assim:
Lembrem-se do que os amalequitas fizeram no caminho, quando vocês estavam saindo do Egito. Eles saíram ao encontro de vocês no caminho e, quando vocês estavam abatidos e cansados, atacaram na retaguarda todos os desfalecidos que vinham atrás; e não temeram a Deus. (Dt. 25.17–18)
Eles não tinham temor de Deus. Não reverenciavam a Deus. No fundo, queriam atacar o próprio Deus, então atacaram o povo de Deus. Foram cruéis e implacáveis. Isso não foi provocado. E Deus disse: “Um dia haverá acerto de contas. Vocês colherão o que semearam.”
Primeira Coríntios 10 — mencionamos isso na última sessão — nos diz que essas histórias do Antigo Testamento foram escritas para nosso exemplo e instrução. Em geral, os comentaristas concordam que Amaleque ou os amalequitas são um tipo, nas Escrituras de nossos inimigos espirituais. Quando digo “tipo”, não quero dizer que essa história não aconteceu. Ela aconteceu exatamente como está descrita.
Mas, às vezes, Deus nos dá figuras nessas histórias para nos ajudar a entender realidades espirituais por meio de realidades visíveis. Em todas as Escrituras, Amaleque é um tipo ou retrato de nossos inimigos espirituais — as forças do mal que se opõem ao povo de Deus: o mundo, a carne e o diabo.
Quero lembrar você de que enfrentaremos esses inimigos na vida cristã. Isso é inevitável. Os israelitas não escolheram essa luta. Eles não disseram: “Hoje queremos uma batalha para provar que somos superiores.” Os amalequitas é que vieram e provocaram um conflito não provocado. Eles atacaram quando Israel estava cansado, desgastado, recém-saído do Egito.
Isso acontece conosco na vida cristã. Você está seguindo sua vida, cuidando do que precisa fazer, tentando obedecer a Deus, tentando ser uma seguidora fiel de Cristo, uma boa esposa, mãe, filha, trabalhadora — seja qual for a estação da sua vida. E, de repente, surge um pensamento que se opõe a Deus, ou algo no mundo que provoca em você um desejo pecaminoso, ou Satanás ataca de uma forma ou de outra.
A vida cristã envolve guerra. A vida de Josué vai nos ensinar muito sobre como lutar essa guerra e como ser vitoriosa sobre as forças do mal simbolizadas por Amaleque nessa história.
As Escrituras dizem que Amaleque veio e lutou contra Israel. O tempo verbal ali (não dá para perceber em português) no hebraico original, quando diz "Eles vieram e lutaram contra Israel", sugere uma ação repetida. Eles fizeram isso várias vezes. Continuaram provocando, continuaram atacando, continuaram perseguindo Israel. Não foi um incidente isolado. Eles continuaram fazendo isso.
O inimigo tinha algumas vantagens claras neste caso. Em primeiro lugar, eles estavam em seu próprio território. Estavam familiarizados com aquele terreno, ao contrário de Josué, Moisés e os filhos de Israel. Eles nunca tinham estado ali antes. Aquele era o território dos amalequitas.
Os amalequitas tinham outra vantagem. Estavam na ofensiva. Escolheram a hora e o local da batalha. Tinham, portanto, uma clara vantagem.
Então, no versículo 9, Moisés diz a Josué: “Escolha alguns homens e vá lutar contra os amalequitas.” Nesse momento, Josué provavelmente tinha entre quarenta e cinquenta anos de idade. Em Êxodo 33, ele é chamado de “jovem”. Quando as pessoas viviam rotineiramente até 110 anos ou mais, quarenta ou cinquenta realmente seria considerado jovem — especialmente em comparação com Moisés, que tinha oitenta anos.
Nesse ponto da vida, Josué não tinha ideia de como Deus iria usá-lo. Ele não tinha o livro de Josué na Bíblia, como nós temos, para saber o final da história. Ele não sabia que se tornaria um grande guerreiro, que lideraria os filhos de Israel na Terra Prometida e os conduziria à vitória sobre os inimigos de Deus. Ele não sabia de nada disso — assim como você não sabe o plano completo que Deus tem para sua vida.
Eu jamais poderia ter imaginado, vinte anos atrás, o que Deus estaria me pedindo hoje ou as oportunidades que Ele me daria para servi-Lo. Tem sido uma bênção. Mas, sinceramente, se eu tivesse visto tudo isso quando estava na casa dos vinte anos, talvez eu tivesse fugido. Talvez tivesse dito: “Não, obrigada.”
Mas Deus não nos mostra tudo de uma vez. Ele nos dá apenas o próximo passo. Nós damos esse passo, e daí Ele mostra o seguinte.
Josué estava destinado por Deus a ser um grande guerreiro e líder, mesmo sem saber. Deus estava preparando, moldando, treinando-o para o chamado da sua vida. E isso começa aqui em Refidim, onde ele enfrenta sua primeira batalha — a primeira de muitas.
No entanto, naquele momento, Josué se encontra em uma situação para a qual não teve treinamento algum. Nenhum campo de treinamento. Nenhuma instrução militar. Nenhuma experiência como soldado. Era sua primeira batalha.
E logo na primeira batalha, ele recebe o uniforme de comandante. É enviado contra um inimigo poderoso. Dá para imaginar ele pensando: que chance eu tenho de sobreviver, quanto mais de vencer?
Conversei sobre essa passagem com um membro da nossa equipe que serviu por vários anos no Exército como capitão e comandante de companhia. Perguntei: “Como isso se compararia ao Exército hoje?”
Ele respondeu: “Isso seria impensável no Exército moderno.”
Perguntei então: “O que um soldado hoje teria de passar antes de receber esse tipo de responsabilidade, antes de ser colocado nesse tipo de posição?”
Meu amigo falou sobre os requisitos acadêmicos. Ele disse que haveria um treinamento militar intenso, abrangente e contínuo. Eles precisariam de experiência antes de serem solicitados a liderar uma batalha dessa natureza. Ele disse que alguém comandando uma unidade de mais de 100 soldados, o que normalmente seria um capitão ou superior, teria pelo menos três anos de experiência liderando soldados antes de receber essa posição, essa responsabilidade.
Josué não tinha nada disso. Então perguntei a ele (e acho que já sabia a resposta antes mesmo de perguntar): "Que chance um soldado teria hoje de vencer uma força militar treinada nessas circunstâncias?"
Ele disse: “Seria suicídio sem intervenção divina.”
No ano passado, li e gostei muito do livro 1776, de David McCullough, sobre a luta pelo nascimento dos Estados Unidos. Ele descreve o exército colonial — despreparado, inexperiente, formado por fazendeiros e artesãos, muitos dos quais nem se davam bem entre si.
Eles enfrentaram os britânicos, que naquela época eram a maior máquina militar que o mundo já havia conhecido. Logicamente, o exército colonial não tinha chance alguma de vitória. O esforço deles beirava o suicídio. Acho que eu não tinha percebido o quanto isso era verdade até ler esse livro.
Eles fracassaram terrivelmente várias vezes, inclusive tendo George Washington como comandante das tropas. Somente depois de muitas perdas dolorosas e de uma experiência duramente adquirida é que começaram a ver sucesso. E, a propósito, deixe-me dizer isso entre parênteses: isso nos lembra da incrível mão de Deus na fundação daquele país. É algo que espero que você não tome como garantido.
Agora, em Êxodo 17, voltando a Josué, um inimigo se levantou contra Israel. Isso aconteceu em Refidim, exatamente no lugar onde os israelitas tinham acabado de ver Deus agir de forma tão poderosa. Eles não tinham água para beber. Dois a três milhões de pessoas — homens, mulheres, crianças e bebês — sem água, nada para beber. Uma situação desesperadora.
Deus disse a Moisés: “Fere a rocha.” Moisés assim fez com o seu cajado, e a água jorrou para suprir as necessidades do povo.
- Eles viram Deus prover alimento.
- Eles viram Deus prover água.
- Agora precisavam ver que Deus também pode derrotar os inimigos que procuram destruí-los.
Esse é apenas mais um capítulo no processo de Deus preparando e treinando o povo para entrar na Terra Prometida. Mas, naquele ponto, a nação de Israel não tinha forças militares treinadas, organizadas ou disciplinadas. Eles eram numerosos. Mas o que vinham fazendo por gerações? Durante quatrocentos anos, foram escravos.
Sem dúvida, eram fisicamente fortes. Mas lhes faltava muito do que precisariam para tomar posse de Canaã, a Terra Prometida, e derrotar as nações pagãs, os oponentes de Deus, que estavam estabelecidos naquela terra.
Então Deus precisava prepará-los para isso. Eles foram lançados na batalha sem experiência ou treinamento prévios. Josué, sem qualquer treinamento militar prévio que saibamos, agora é designado para liderar um destacamento de homens escolhidos a dedo, que ainda não eram habilidosos em combate.
Isso sim é treinamento em serviço. E foi isso que ele recebeu. Josué aprenderia a ser um bom líder, um bom comandante, não em uma sala de aula, lendo livros ou ouvindo outras pessoas explicarem como fazer, mas bem no meio do campo de batalha. Foi ali que ele aprendeu algumas de suas lições mais importantes sobre liderança.
Ao meditar nessa passagem, isso me lembra que alguns dos melhores treinamentos para a nossa vida acontecem no campo de batalha, no exercício da prática, em meio às provações. Você diz: “Eu não estava preparada para isso. Não me ensinaram isso na escola.”
Talvez Deus soubesse que o único lugar onde você realmente aprenderia isso seria tendo que afundar ou nadar, sendo lançada na situação e tendo que olhar para o Senhor para que Ele a ensinasse, mostrasse o caminho e interviesse sobrenaturalmente a seu favor — porque você não tinha o treinamento, a experiência ou a capacidade, mesmo que tivesse o treinamento e a experiência.
Veja, é no meio das provações que Deus nos dá oportunidades de crescer, oportunidades de ver o poder de Deus. Essas provações, essas experiências de batalha, nos colocam em um lugar onde mais precisamos de Deus, onde estamos desesperadas por Ele.
“Senhor, se o Senhor não intervier, eu não vou sobreviver. Vamos perder. Esses filhos nunca terão um coração voltado para Ti se depender só de mim. Eu nunca vou conseguir ajudar essa pessoa que estou discipulando ou cuidando espiritualmente. Se o Senhor não acender a luz, eu não consigo lidar com essa situação. Eu não dou conta dessa responsabilidade. Eu preciso de Ti.”
Quer ver Deus agir das maneiras mais poderosas? Você precisa chegar ao ponto em que precisa dele desesperadamente, em que não consegue administrar a situação sem Ele, e em que tudo o que você já conheceu e experimentou até então se mostra inadequado e insuficiente para atravessar a batalha deste momento.
Nossa tendência natural é desejar sermos libertas da batalha. “Eu não estou pronta para isso! Deus sabe disso.” Eu creio que, às vezes, Ele nos coloca bem no meio da batalha para que possamos experimentar o poder sobrenatural para derrotar nossos inimigos.
Como aprendemos a lidar com a tentação, com a nossa carne pecaminosa, com relacionamentos difíceis? Você sabe como aprendemos? Tendo que enfrentar, sendo lançadas nisso. Deus quer usar a sua provação, a sua batalha, para treiná-la. Então não fuja dela. Não a ressinta. Não resista a ela.
Aliás, deixe-me lembrá-la de que não apenas você precisa de batalhas e provações para aprender, mas aquelas de vocês que são mães — ou que um dia serão — seus filhos também precisam de batalhas e provações para aprender os caminhos de Deus. Não super proteja seus filhos.
Não os coloque deliberadamente no caminho do pecado ou em situações perigosas. Existem formas de proteger o coração e a mente dos seus filhos para que não sejam expostos desnecessariamente a coisas pecaminosas. Eles não precisam provar o pecado para aprender que ele não é desejável. Espera-se que aprendam muito com a sua experiência. Mas há algumas coisas que eles só aprenderão quando forem lançados na batalha, quando a fé que é sua — e que você tem tentado transmitir a eles — se tornar a fé deles.
Quando eles entrarem na batalha, tome cuidado para não tentar resgatá-los imediatamente, porque pode ser exatamente nessa situação que você, como mãe, pensa: “Eu não posso deixar meu filho passar por isso.” Pode ser justamente ali que Deus esteja formando um Josué, moldando um líder.
Agora, o que acabei de dizer pode ser aplicado de maneiras diferentes. Há momentos em que você deve, sim, tirar seu filho de uma situação perigosa ou ímpia. É aí que você precisa da sabedoria de Deus para discernir: “Essa é uma batalha que Deus está colocando ou permitindo na vida desse filho para o bem dele, ou é hora de intervir?”
Josué testemunhou tudo o que aconteceu com os filhos de Israel desde a saída do Egito até aquele momento. Ele viu em primeira mão o poder incrível e impressionante de Deus. Ele também aprendeu — lembre-se, ele era um jovem, estava aprendendo — observando Moisés, o que um líder deve fazer quando não sabe o que fazer. Moisés foi um grande mestre, um grande exemplo para Josué.
Repetidas vezes, Josué viu Moisés em situações desesperadoras, clamando ao Senhor e dizendo: “Deus, eu não consigo lidar com esse povo. Não consigo providenciar alimento para eles. Não consigo fornecer água. Deus, ajuda!” Moisés clamava ao Senhor. Josué viu isso. Moisés reconhecia humildemente sua incapacidade e pedia a Deus sabedoria, direção e intervenção sobrenatural.
Assim, Josué, um homem mais jovem, com metade da idade de Moisés naquele momento, estava aprendendo dependência — dependência do poder sobrenatural de Deus, aprendendo a se apoiar nos braços eternos. Ele estava aprendendo que a batalha é do Senhor. Estava aprendendo que Deus é digno de confiança. E ele veria isso na batalha contra os amalequitas. Ele perceberia que a batalha não é dos homens. A batalha não é de Josué para ganhar ou perder, nem de Moisés. A batalha é do Senhor. Deus pode ser confiado, e nada é difícil demais para Ele.
Raquel: Essa foi Nancy DeMoss Wolgemuth oferecendo conselhos sólidos a toda mulher que hoje se sente em batalha — o que provavelmente inclui a maioria de nós. Nancy já vai voltar para orar.
Depois de ouvir essa mensagem, espero que você peça a Deus que revele mais de Si mesmo no meio da sua batalha. Esse é um ensinamento fundamental ao estudarmos a vida de Josué.
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Nancy continuará esta série sobre Josué. Quando você faz o que Deus a chamou para fazer, muitas vezes isso parece uma batalha. Descubra como encontrar força para a batalha, no próximo episódio do Aviva Nossos Corações.
Agora, aqui está Nancy para orar.
Nancy: Talvez você se encontre hoje em um campo de batalha para o qual foi lançada. Você não tem o treinamento, não tem a experiência, não sente que tem o equipamento ou os recursos necessários para vencer essa batalha.
Se você se encontra nesse lugar tendo seguido o Senhor da melhor forma que sabe, sem ter deliberadamente saído da vontade dele, então você está aí sob a liderança, a providência e a soberania de Deus.
Você poderia, por um momento, dizer: “Senhor, embora eu não consiga ver como essa batalha pode ser vencida, eu confio em Ti. Sei que Tu és grande o suficiente, poderoso o suficiente para fazer o que precisa ser feito nessa situação. Senhor, estou disponível para ser Tua serva. Usa-me. Sinto que estou completamente fora dos meus limites, mas estou disposta a deixar que Tu me uses. Faz isso, Senhor, e traz glória ao Teu nome em cada vida aqui representada. Eu oro em nome de Jesus, amém.”
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