Dia 1: Seu coração está em paz?
Raquel Anderson: Quais circunstâncias da vida ameaçam te abalar hoje? Nancy DeMoss Wolgemuth tem uma perspectiva sobre a sua tempestade.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Ouça, se Deus está com você, se Ele está ao seu redor, se Ele é a sua fortaleza, se você tem a presença dele na sua vida, você não precisa entender tudo. Você pode ficar calma. Você pode ter um coração tranquilo. Você não precisa viver em tumulto, porque Ele é Deus. Ele está com você, e Ele é a sua fortaleza.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Deixe Deus Escrever Sua História, na voz de Renata Santos.
Pense nestas palavras: calma, paz, serenidade. Elas descrevem o seu coração? Se não, elas podem. Vamos ouvir enquanto Nancy começa a série chamada Como Ter um Coração Tranquilo.
Antes de começar
Nancy: Estávamos passando por …
Raquel Anderson: Quais circunstâncias da vida ameaçam te abalar hoje? Nancy DeMoss Wolgemuth tem uma perspectiva sobre a sua tempestade.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Ouça, se Deus está com você, se Ele está ao seu redor, se Ele é a sua fortaleza, se você tem a presença dele na sua vida, você não precisa entender tudo. Você pode ficar calma. Você pode ter um coração tranquilo. Você não precisa viver em tumulto, porque Ele é Deus. Ele está com você, e Ele é a sua fortaleza.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Deixe Deus Escrever Sua História, na voz de Renata Santos.
Pense nestas palavras: calma, paz, serenidade. Elas descrevem o seu coração? Se não, elas podem. Vamos ouvir enquanto Nancy começa a série chamada Como Ter um Coração Tranquilo.
Antes de começar
Nancy: Estávamos passando por algumas mudanças em nosso ministério um tempo atrás, e como na maioria das vezes, mudanças trazem desafios, e eu estava sentindo como se as águas estivessem um pouco agitadas.
Durante aquele tempo, peguei um livreto chamado Estresse. O subtítulo é Paz em Meio à Pressão. Foi escrito por um amigo, alguém que já havia ministrado a mim. Esse livreto sobre estresse era, na verdade, uma mensagem ou uma exposição sobre um salmo que eu havia memorizado anos atrás. É um salmo que eu amo há muitos anos.
Mas, enquanto minha atenção era novamente voltada para esse salmo, o Salmo 131, enquanto eu lia esse pequeno livreto, eu não tinha como saber que, em poucos dias, os ventos iriam aumentar e logo estaríamos em um vendaval.
Não é assim que a vida costuma ser? Nós não sabemos o que vem pela frente. Não sabemos quando os ventos vão soprar. Não sabemos quando as tempestades vão chegar.
Se pudéssemos prever, poderíamos sair do caminho. Mas, às vezes essas tempestades simplesmente chegam e nos pegam de surpresa. É por isso que precisamos viver com um coração preparado e com a confiança de que o Deus que está em nós é o Deus das tempestades.
Sou muito grata por ter lido aquele livreto e por ter tido minha atenção dirigida novamente a essa passagem, porque, nas semanas desde que li aquele livreto pela primeira vez, essa passagem tem sido um salva-vidas para mim, repetidas vezes. Salmo 131.
Tenho dito às pessoas nas últimas semanas: “Ache o Salmo 131. Vá para casa e leia-o. Leia em todas as traduções que puder encontrar. Escolha uma versão do Salmo que fala ao teu coração e memorize. E então comece a citar esse salmo, e repita-o, repita-o, repita-o, até que ele se torne parte de você.”
Confio que, durante este tempo, este salmo se tornará algo que será um alicerce para a sua vida. Você pode estar em uma tempestade agora, e talvez descubra que estou prestes a lançar um salva-vidas para você.
Vou fazer referência a várias traduções diferentes ao longo desta série, mas deixe-me citar primeiro a passagem na versão King James (semelhante à nossa versão João Ferreira de Almeida em português), que foi a versão na qual originalmente memorizei este salmo.
Salmo 131 — apenas três versículos, e é uma oração dirigida ao Senhor. Davi diz:
¹ Senhor, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim.
² Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo.
³ Espera, ó Israel, no Senhor, desde agora e para sempre.
Vejo várias atitudes do coração nesta passagem. De fato, estamos chamando esta série de Como Ter um Coração Tranquilo. Acho que precisamos muito disso neste mundo em que vivemos.
Se você fosse descrever a maioria de nossas vidas como mulheres, provavelmente não diria que temos um coração tranquilo. Tendemos a estar sobrecarregadas, frenéticas, agitadas, frustradas, frágeis — e talvez você possa acrescentar alguns outros adjetivos aí.
Mas um coração tranquilo? Estamos sempre tão ocupadas! Como ter um coração tranquilo com o ritmo que a maioria de nós mantém? E ainda há dor, sofrimento, problemas e tudo mais que nos deixam num estado interior turbulento. Esta passagem nos direciona a algumas qualidades que precisam ser verdadeiras se quisermos ter um coração tranquilo ao responder à vida como ela é neste planeta caído.
Uma das traduções a que me referi dá a este salmo o título: Confiança Simples no Senhor. Este salmo nos leva de volta a essa confiança simples no Senhor. Veremos três atitudes de coração. No primeiro versículo temos a atitude de humildade.
Nesse versículo também temos a atitude de simplicidade. Depois veremos como humildade e simplicidade levam à tranquilidade, e esse será o foco do versículo 2.
O foco do versículo 3 é a confiança. Confiar no Senhor — e esse é o ponto principal. Em meio às tempestades e aos problemas da vida, nossa tendência é pensar: Tudo bem, eu sei que preciso confiar no Senhor, MAS preciso de algo mais. Só confiar não é suficiente.
Quero dizer a vocês, mulheres: é suficiente, porque Ele é suficiente. Não há tempestade pela qual você possa passar cujo resultado não seja: “Confie no Senhor.”
As Escrituras têm muitas outras coisas a dizer, muitas outras coisas que precisamos entender, princípios que precisamos aplicar e obedecer. Mas, no final das contas, você confia que Deus é Deus? Você confia que Deus determine quando levantar a tempestade? Você confia que Deus decida quando acalmá-la? Você confia no Senhor?
Hoje começaremos a entrar nesta passagem, e continuaremos pelos próximos dias. Vemos a primeira qualidade, humildade, no versículo 1: “Senhor, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar.”
Esse Salmo, essa oração, é dirigida ao Senhor. Seria uma coisa eu dizer a você: “Eu não sou orgulhosa. Eu sou humilde. Meus olhos não são altivos.” Mas você não conhece o meu coração. Eu poderia dizer que não sou orgulhosa, que confio no Senhor, que ando com Ele — mas você não teria como saber. Aquele que conhece o meu coração é Aquele a quem Davi dirige este salmo.
“Senhor, Tu sabes tudo. Tu vês tudo. Tu conheces a verdadeira condição do meu coração, e estou dirigindo esta oração a Ti. Não posso Te enganar. Não posso Te iludir.”
Nesta expressão aberta, transparente, do seu coração diante do Senhor, Davi diz: “Senhor, como já sabes — e se eu não estiver vendo corretamente, sei que me mostrarás —, Senhor, o meu coração não é soberbo, nem os meus olhos altivos.”
Vejo aqui uma humildade que vai em duas direções: primeiro, um coração humilde diante de Deus, e depois, um coração humilde diante dos outros. Davi diz a Deus: “O meu coração não é soberbo.” Essa é a atitude do meu coração diante de Deus. A palavra “soberbo” significa “elevar-se; ser exaltado; subir; ser orgulhoso; erguer-se a grandes alturas.”
Davi está dizendo:
- Deus, eu sei quem sou em comparação ao Senhor, e sei que não sou nada diante de Ti.
- Não me considero mais do que devo. Tenho uma avaliação adequada do meu valor e da minha importância.
- Não sou egocêntrico.
- Não fico facilmente ofendido.
- Não fico deprimido quando sou ignorado ou maltratado.
- Não fico eufórico quando outros me elogiam ou aprovam.
- Minha felicidade, meu bem-estar, não dependem da opinião dos outros sobre mim.
- Meu coração não é soberbo diante de Ti.
- Não estou sobrecarregado de ambição egoísta, de busca pessoal ou de aspirações.
“Senhor, tenho um coração humilde diante de Ti.”
E em seguida, “nem altivo o meu olhar.” Acho que isso tem a ver com a maneira como vemos os outros. Você conhece a passagem em Provérbios 6.17, onde fala das seis, ou melhor, sete coisas que o Senhor odeia? Uma dessas coisas é o olhar altivo. É a mesma expressão usada aqui: “olhos altivos.” Um olhar orgulhoso — olhos altivos — é uma abominação ao Senhor.
O salmista está dizendo aqui: “Eu não olho para os outros de cima.” Quais são algumas das maneiras pelas quais fazemos isso?
- menosprezando
- julgando
- invejando
- com amargura
- com ira
- com espírito competitivo
- dominador
- rapidez em encontrar falhas e apontar os erros do seu próximo, seja ele seu filho, seu marido ou seu pastor.
“Meus olhos não são altivos.” Você é rápida para pensar negativamente sobre os outros? Isso são olhos altivos.
Eu amo aquela citação de Charles Spurgeon que encontrei enquanto estudava esta passagem. Ele disse:
Afinal, irmãs e irmãos, nós não somos ninguém — e viemos de uma longa linhagem de “ninguéns”!. . . Todos nós traçamos nossa origem até um jardineiro que perdeu seu emprego por roubar o fruto do seu Mestre — e é o mais longe que conseguimos ir.
Então, o que temos para nos orgulhar? Veja de onde viemos! Veja quem somos em comparação com Deus. Nós não somos nada. Portanto, nos considerarmos melhores do que os outros é pura tolice. Você nunca terá um coração tranquilo se não tiver um coração humilde. Precisamos que o nosso orgulho — que vem naturalmente a todas nós — seja subjugado e vencido por Cristo.
Mas um espírito humilde é a base para um espírito de paz. Se o seu coração é humilde, você pode estar calma e serena por dentro, assim como o salmista estava. Você pode ter um espírito pacífico. Não será facilmente perturbada.
Mas se o seu coração é orgulhoso diante de Deus, ou seus olhos são altivos em relação aos outros, se você tem uma opinião elevada e exagerada de si mesma, então será devastada pelas tempestades. Viverá em constante turbulência interior.
Você vai se magoar quando alguém violar seus direitos ou não a tratar como você acha que deveria ser tratada. Quando alguém invadir o seu espaço, você não terá um coração tranquilo. Vai correr para se defender ou revidar, porque o seu coração é orgulhoso e seus olhos são altivos.
Davi começa dizendo: “Senhor, aproximo-me de Ti a partir de uma posição de humildade. O meu coração não é soberbo, nem os meus olhos altivos; nem ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim.”
Essa é uma frase que se tornou como um mantra para mim. A essa altura da minha vida eu me vejo em tantas situações da vida em que simplesmente preciso dar um passo para trás e dizer: “Isto é grande demais para mim. Isto é elevado demais para mim, não vou deixar meu coração se agitar por algo que está além de mim.”
Existem muitas coisas assim. Veja, nós queremos ser capazes de administrar tudo. Queremos ser capazes de controlar tudo. Queremos ser capazes de entender tudo. Queremos saber por que tudo está acontecendo. Queremos ser capazes de encaixar todas as peças do quebra-cabeça. Mas, porque Deus é Deus e nós não somos, há “zilhões” de peças que você e eu jamais conseguiremos encaixar deste lado do céu.
Estamos falando, neste salmo, sobre como ter um coração tranquilo, e uma das coisas de que você precisa é um coração simples. O coração simples que diz: “Está tudo bem não conseguir entender tudo. Eu não preciso saber tudo. Eu não preciso compreender tudo. Eu não preciso resolver tudo.”
“Não ando à procura de coisas grandes, nem de coisas maravilhosas demais para mim.” Eu aquietei o meu coração. Não me ocupo. Eu não me “exerço em grandes assuntos, nem em coisas altas demais para mim.”
É uma palavra que significa “coisas extraordinárias; coisas miraculosas ou assombrosas; coisas além dos limites das capacidades ou da compreensão humana; maravilhas inacessíveis; coisas que não conseguimos compreender.”
Davi está dizendo: “Não vou gastar energia desnecessária tentando entender o que não pode ser entendido.” Lembre-se daquela passagem em Provérbios 30, onde o autor diz: “Três coisas me maravilham” — ou seja, são grandiosas demais para mim. É a mesma palavra.
. . .há quatro que eu não entendo: o caminho da águia no céu, o caminho da cobra na rocha, o caminho do navio no meio do mar e o caminho do homem com uma moça. (Pv. 30.18–19)
Há coisas que simplesmente são mistérios. Eu não consigo compreendê-las. Não consigo sondá-las. Às vezes gastamos muita energia emocional e mental, muito tempo e frustração tentando mergulhar nas profundezas de algo que nunca entenderemos.
Pode ser na busca por ambição pessoal, tentando nos ocupar com coisas que são altas demais para nós. Jeremias, no Antigo Testamento, disse a Baruque: “E buscas tu grandezas para ti mesmo? Não as busques.”
- Não tente se elevar.
- Não tente se exaltar.
- Não se esforce.
- Não seja ambiciosa por grandes posições ou destaque, por grandes realizações.
“Se ao menos eu pudesse fazer algo realmente valioso para o Senhor. Se ao menos eu pudesse ter muitas riquezas ou posses. Se ao menos eu pudesse ter muita aprovação ou reconhecimento humano.”
Essas são coisas mais altas do que deveríamos alcançar. Charles Spurgeon, se eu puder citá-lo novamente, disse:
Preencha o seu espaço, irmão, e contente-se com ele. Se Deus o mover para outro, alegre-se em ser movido. Se Ele o mover para um menor, esteja tão disposto a ir para um lugar menos proeminente quanto para um mais notável. Não tenha vontade própria nisso. Seja como uma criança desmamada que desistiu de reclamar, chorar e se preocupar, e deixa sua mãe fazer o que lhe parecer melhor. Quando estamos completamente desmamados, tudo vai bem conosco — o orgulho se vai e a ambição também.
E você diz: “Esta empresa simplesmente não me valoriza como deveria. Não tenho lugar neste organograma. Há um teto de vidro aqui, e não estão me permitindo realizar o que eu poderia nesta organização.” Talvez você sinta isso em casa: “Simplesmente não estão me permitindo usar meus dons.”
Você está buscando grandes coisas para si mesma? Você nunca terá um coração tranquilo enquanto estiver fazendo isso. Não as busque. Deixe Deus ser Deus. Deixe Deus colocá-la onde Ele quer usá-la e tê-la servindo de modo que Lhe seja agradável e fazendo o que é a Sua vontade para a sua vida.
Aqui está outra área em que nossa tendência é tentar entender coisas que não podem ser entendidas — e isso tem a ver com as verdades espirituais e teológicas. Você não precisa compreender todas as profundezas divinas ou entender tudo sobre o pensamento e a filosofia pós-moderna para ter um ministério eficaz ou ser uma serva eficaz do Senhor em nossos dias.
Mais uma vez, deixe-me citar Charles Spurgeon, que tem um talento único com palavras e imagens: ele diz que é como uma criancinha que:
Espera entender um livro de trigonometria e chora porque não consegue, ou uma criança que se agita e se debate nos braços da babá porque não consegue colocar o oceano Atlântico na concha da sua mão. . . Ainda assim, é mais fácil que uma criança segure o Atlântico e o Pacífico em suas duas mãos, sem derramar uma gota, do que você e eu sermos capazes de conter toda a Verdade revelada de Deus dentro do limite de nossas mentes estreitas!
A verdade divina é infinita. Nossas mentes são essas coisinhas minúsculas e frágeis, maravilhosamente feitas por Deus. Mas não conseguimos sequer começar a compreender a vastidão da verdade divina, do pensamento teológico, das Escrituras. É por isso que você continua buscando, continua explorando, continua cavando — mas também reconhecendo: “Eu nunca vou entender tudo.”
E então, uma área onde às vezes acho que somos mais propensas a nos exercitar em grandes assuntos ou em coisas altas demais para nós tem a ver com a providência e as escolhas de Deus para a nossa vida. “Tudo bem,” dizemos, “eu não posso entender tudo sobre teologia, mas são as coisas que estão acontecendo na minha vida agora que não fazem sentido. Eu preciso entender isso.”
Eu vou te dizer uma coisa: se você sente que precisa entender e dar sentido a tudo o que está acontecendo na sua vida, vai acabar enlouquecendo. Você não pode sondar a providência e as escolhas de Deus para a sua vida.
Uma mulher nos escreveu há pouco tempo. Ela disse:
Fiquei viúva há quase um ano. Meu marido, de quarenta e cinco anos, morreu de forma muito repentina, deixando-me com nossos dez filhos, de três a vinte e dois anos. Tem sido uma verdadeira provação e uma luta para a minha fé. Eu não entendo a vontade de Deus em ter levado meu marido. Somos muito fiéis à igreja. Somos muito envolvidos. Isso não faz sentido para mim.
Tenho certeza de que é verdade. E há coisas que também não fazem sentido para você. Por que o Senhor levou meu pai quando ele tinha cinquenta e três anos, de repente, com um ataque cardíaco, deixando minha mãe viúva aos quarenta anos, com sete filhos entre oito e vinte e um anos? Isso não faz sentido. Mas sabe de uma coisa? Não precisa fazer sentido para mim.
Você precisa chegar a um ponto na vida em que esteja contente em viver com mistérios. Agora, isso não significa que você não possa perguntar a Deus quais são os Seus propósitos, que você não possa pedir a Ele luz e entendimento. Se Deus mostrar, ótimo!
Mas talvez Ele não te mostre. Você pode nunca ver nem entender todos os propósitos. Você nunca verá nem entenderá todos os propósitos que Deus tem para aquilo que Ele faz em sua vida.
Novamente citando Spurgeon, ele disse:
É tolice tentar conhecer todas as razões da Providência Divina — por que essa aflição foi enviada e por que aquela outra?. . . Quando começamos a perguntar: ‘Por quê? Por quê? Por quê?’, que tarefa sem fim temos diante de nós! Se nos tornarmos como uma criança desmamada, não perguntaremos ‘por quê?’, mas simplesmente creremos que nas dispensações do nosso Pai celestial há uma sabedoria profunda demais para sondarmos.
É isso que as Escrituras dizem em Deuteronômio 29.29: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor.” Deixe que sejam dele. Permita que existam coisas que Deus saiba e você não.
Aquele pequeno livreto que li sobre o Salmo 131 diz: “A maior parte do barulho em nossa alma é gerada pelas nossas tentativas de controlar o incontrolável.” Não é verdade? Tentamos administrar algo. Tentamos consertar alguém. Tentamos mudar alguém. Tentamos controlar alguém. E acabamos com esse barulho em nossa alma — não um coração tranquilo, mas em tumulto.
Quando tudo se resume, voltamos ao Salmo 46.10–11:
Aquietem-se e saibam que eu sou Deus;
sou exaltado entre as nações,
ou exaltado na terra.
O Senhor dos Exércitos está conosco;
o Deus de Jacó é o nosso refúgio.
Ouça: se Deus está com você, se Ele está ao seu redor, se Ele é o seu refúgio, se você tem a presença dele na sua vida, você não precisa entender tudo. Você pode aquietar-se. Você pode ter um coração tranquilo. Você não precisa viver em tumulto, porque Ele é Deus. Ele está com você, e Ele é o seu refúgio.
Raquel: Essas palavras que Nancy DeMoss Wolgemuth falou há alguns anos ainda me trazem paz hoje! É tentador tentar controlar as circunstâncias, tentar entender tudo o que está acontecendo na minha vida e no mundo. Mas essa mensagem nos lembra da liberdade que vem de confiar em Deus com as nossas circunstâncias, nossas vidas e nossos corações.
Esperamos que essas conversas tragam encorajamento a você, qualquer que seja a situação que esteja enfrentando hoje. O ministério Aviva Nossos Corações quer levar a você — e a mulheres em todo o mundo — a verdade da Palavra de Deus, para descobrir a liberdade que há em Cristo. A produção e transmissão desses programas são possíveis graças a ouvintes como você. Quando você apoia o Aviva Nossos Corações em oração ou com uma doação, você faz parte da obra que Deus está realizando no mundo todo. Nossa amiga Dorcas, que mora na Itália, nos enviou esta mensagem:
Dorcas: “Tenho testemunhado, com muita alegria, a obra que o Senhor tem realizado por meio dos recursos do Aviva Nossos Corações no coração das mulheres ao meu redor. Graças ao Pai por isso!”
Raquel: Dorcas tem paixão por ver o Evangelho transformar a vida das mulheres. Deus está agindo lá na Itália, e nos sentimos humildes por Ele nos usar para causar um impacto eterno. Enquanto nos preparamos para a mensagem de amanhã, Nancy explica por que é possível ter um coração tranquilo mesmo quando estamos no meio de uma tempestade.
Nancy: Uma coisa que estou aprendendo ao estudar este salmo é que precisamos aquietar nossa própria alma. Ninguém pode fazer isso por você. Tendemos a querer que alguém venha e resolva, ajude ou melhore a situação. As pessoas podem nos encorajar, podem nos apontar para o Senhor, mas, no fim, somos nós que precisamos dizer à nossa própria alma: “Alma, aquiete-se. Fique calma. Espere no Senhor.” Essa quietude é algo que acontece dentro do coração.
Tendemos a pensar que, se as coisas ao nosso redor — as circunstâncias externas — mudassem. . . se meu marido apenas fizesse isso. . . ou se eu tivesse um marido. . . ou se meus filhos apenas. . . ou se minha casa fosse em outro lugar, ou de outro tamanho. . . ou se meu trabalho fosse diferente. . . ou se meu chefe fosse outro. . . ou se tal coisa acontecesse. . . então eu não me sentiria tão perturbada por dentro.
Mas a tempestade, na verdade, acontece dentro do nosso coração. “Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma.” É uma mudança que precisa acontecer por dentro. Tenho aprendido que você pode mudar todos os tipos de circunstâncias na vida, mas o seu coração ainda pode estar em tumulto. E você pode ter todo tipo de tumulto ao redor e, mesmo assim, ter um coração tranquilo, porque a paz é algo que acontece dentro do coração.
O que tenho aprendido é a dizer ao meu próprio coração: “Fique quieto! Silêncio!” Às vezes nossa tendência é pensar que não temos controle sobre o nosso próprio coração, que não podemos evitar o que sentimos ou o que pensamos.
Raquel: Amanhã, ouviremos mais quando Nancy explicar como manter esse tipo de atitude extraordinária. Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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