Dia 1: Quando o pânico ataca
Raquel Anderson: Lutando contra o medo e ansiedade? Paul Tautges te encoraja a levar isso aos pés do Senhor.
Paul Tautges: A oração é uma parte essencial na luta constante contra a ansiedade — ter algumas pessoas que sejam, de certo modo, a sua “linha de frente” em oração. “Você pode orar por mim?” ou “Você pode orar comigo?”
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações, com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O Céu Reina, na voz de Renata Santos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quando a vida fica difícil — e as Escrituras prometem que ficará — como você lida com isso? Pedimos ao pastor Paul Tautges que nos ajude a responder essa pergunta.
Acho que ninguém planeja se tornar especialista nesse assunto. Mas às vezes Deus nos dá um ministério que não escolheríamos, e foi exatamente isso que aconteceu com Paul. Deus trabalhou por …
Raquel Anderson: Lutando contra o medo e ansiedade? Paul Tautges te encoraja a levar isso aos pés do Senhor.
Paul Tautges: A oração é uma parte essencial na luta constante contra a ansiedade — ter algumas pessoas que sejam, de certo modo, a sua “linha de frente” em oração. “Você pode orar por mim?” ou “Você pode orar comigo?”
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações, com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O Céu Reina, na voz de Renata Santos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quando a vida fica difícil — e as Escrituras prometem que ficará — como você lida com isso? Pedimos ao pastor Paul Tautges que nos ajude a responder essa pergunta.
Acho que ninguém planeja se tornar especialista nesse assunto. Mas às vezes Deus nos dá um ministério que não escolheríamos, e foi exatamente isso que aconteceu com Paul. Deus trabalhou por meio de experiências dolorosas em sua vida para prepará-lo para ministrar de forma eficaz a pessoas ansiosas e enlutadas.
Paul é marido, pai de dez filhos, pastor em Cleveland, Ohio, e autor de vários livros. Um deles, que eu tive o privilégio de endossar, se chama Devocional para o coração ferido. Mas hoje, o pastor Paul está abordando uma luta bastante comum em nossos dias — a ansiedade. Aqui está Dannah para dar início a essa conversa, na voz de Raquel Anderson.
Dannah Gresh: O que você faz quando o pânico ataca? Bem, hoje eu tenho alguém que pode te ajudar! Nosso convidado sabe bem o que é passar por ataques de pânico, e ele encontrou uma linda solução por meio do poder de Cristo. Paul, bem-vindo ao Aviva Nossos Corações.
Paul: É uma alegria estar com você hoje, Dannah.
Dannah: Você precisa nos contar — como o pânico surgiu na sua vida? Como a ansiedade apareceu na sua história?
Paul: Eu sempre lutei com ansiedade em um nível baixo. Fui criado em uma família ansiosa. E eu simplesmente aceitei que isso fazia parte de mim, mesmo depois da minha salvação em 1984. Aos poucos o Senhor começou a me mostrar que a preocupação era algo que eu precisava continuamente levar a Ele, render a Ele e aprender a crescer em meio a isso.
Mas para falar a verdade, foi durante o que eu chamo de provações em múltiplas camadas — em nossa família e em nossa igreja — que tudo veio sobre mim de tal forma que acabei na UTI duas vezes em seis meses. Eu tinha certeza de que estava tendo um ataque cardíaco. Meu médico fez todos os exames e tudo mais. Eles queriam ter certeza sobre o que estava acontecendo.
E acabou sendo algo que eles chamam de “síndrome do coração partido”. Basicamente, o que acontece é que os níveis de estresse no corpo chegam a um ponto em que a ansiedade literalmente parece um ataque vindo de fora — o pânico te ataca.
É uma condição induzida pelo estresse que faz o corpo liberar uma onda de hormônios do estresse, e você sente todos os sintomas de um ataque cardíaco. Mas, graças a Deus, eu não tive nenhum tipo de dano real no músculo do coração.
Esta situação levou a ansiedade e o pânico a um novo nível para mim. Comecei a buscar nas Escrituras. Fiquei tão encorajado e fortalecido pela honestidade da Palavra de Deus, nas vezes em que vemos homens e mulheres de Deus passando por muita dificuldade com esses sentimentos intensos que nos dominam. E Deus usa tudo isso para nos atrair mais para perto dele.
Dannah: Quais foram algumas passagens específicas que te ajudaram a entender o que precisava fazer? Acho que às vezes as Escrituras nos confortam, mas também nos instruem.
Paul: Sim, exatamente. Para mim, o Salmo 46 se tornou um dos meus favoritos. Nós tendemos a citar o primeiro versículo:
Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.
E geralmente paramos por aí. Mas o próximo versículo é a chave do propósito desse texto. Ele diz: “Portanto, não temeremos” (v. 2). Portanto, não ficaremos ansiosos. Portanto, não entraremos em pânico.
Em outras palavras, quando eu estou em uma situação em que percebo que a ansiedade está começando a me dominar, eu preciso redirecionar a minha mente e o foco do meu coração para o Senhor, e lembrar que, qualquer que seja a ameaça, Deus é maior do que ela. Deus é o meu refúgio. Ele é o meu esconderijo. Ele é o lugar para onde eu corro e encontro segurança diante daquilo que me causa medo.
Dannah: Algumas pessoas diriam: “Paul, você nunca ouviu falar de medicação que pode desligar a ansiedade?” É uma conversa delicada, e cada corpo é diferente.
Paul: Sim.
Dannah: Mas eu tenho a convicção de que, sem o poder da Palavra de Deus, nunca haverá uma solução permanente. O que você diria para alguém que pensa: “Não sei sobre isso que você está dizendo. É só a Bíblia. Você quer que eu apenas repita versículos bíblicos para mim mesma?”
Paul: Sim, há um tempo e um lugar para o uso temporário de medicação por algumas pessoas. Mas acho que a forma como enxergamos isso é importante. Não é a solução. Pode ser uma ajuda rumo à solução. Pode ser uma provisão de Deus para acalmar a pessoa de modo que a Palavra de Deus possa ser ministrada e penetrar profundamente no coração.
Na verdade, durante aquele período após meu segundo ataque de pânico severo, meu médico disse: “Paul, acho que você realmente não precisa disso, mas não sei o que mais fazer. Então, vamos tentar uma medicação.”
Eu tentei por alguns meses, e, no meu caso, não me ajudou. Para mim, piorou. Intensificou minha ansiedade e pensamentos de medo e apreensão.
Conheço outras pessoas igualmente comprometidas com o Senhor e com a Palavra de Deus, desejando segui-Lo e honrá-Lo, que foram ajudadas pelo uso de medicação.
Mas, novamente, isso precisa ser abordado com sabedoria. Acho que se enquadra em um cenário de liberdade cristã, como Romanos 14, em que não é uma questão de certo ou errado, mas de: “Isso é uma escolha sábia ou não?” Para algumas pessoas, pode ser sábia por um tempo. Para outras, talvez não.
Mas, para ecoar o que você disse antes, a medicação não é a solução. A solução é sempre a obra do Espírito de Deus em nossas almas por meio da Sua Palavra.
Dannah: Isso mesmo. Só voltando à questão da medicação por um momento: às vezes é a decisão certa em determinado momento, e em outro, não. Depois do nascimento do meu segundo bebê, eu usei medicação porque tive uma depressão pós-parto muito severa.
Mas, mais recentemente, depois que tive COVID, isso acabou se transformando em ansiedade para mim. Eu nunca tive um padrão longo de ansiedade como você, mas de repente comecei a ter muita dificuldade com isso, especialmente à noite. E, para mim, dessa vez, pensei: “Acho que não preciso de remédio agora. Isso não está me dominando. Posso fazer o que preciso para melhorar.”
Comecei a caminhar e a meditar nas Escrituras, e isso mudou tudo para mim. Então, realmente precisamos dessa sabedoria.
Paul: Sim.
Dannah: Uma pergunta que quero te fazer é: “O que é ansiedade?”
Paul: Bem, vejamos pela perspectiva do Novo Testamento. As palavras que Jesus usa em Mateus 6 se referem às preocupações — as preocupações do mundo, as preocupações da vida. Essas preocupações não são necessariamente erradas; são apenas coisas que ocupam nossa mente e nossos pensamentos.
Mas a forma verbal dessa palavra significa literalmente “dividir em partes”. Então, a ansiedade é essa sensação interior de que estamos sendo puxados em duas direções diferentes. Dá para sentir essa tensão quando pensamos: “Ah, algo está acontecendo dentro de mim, estou sendo puxado para vários lados. . .”
Dannah: Você não está presente. Você não está aqui no momento. Está em outro lugar pensando: “E se. . .?” certo?
Paul: Sim. Você sente uma perda de controle. Acho que isso nos assusta porque, na nossa carne, gostamos de estar no controle. Viver pela fé e não pela vista é um processo de crescimento e de abrir mão desse desejo de controlar tudo em nossa vida.
Deus pode usar a ansiedade para o nosso crescimento espiritual. Não é necessariamente algo de que precisamos fugir, mas algo que precisamos enfrentar e atravessar.
Dannah: Existe uma diferença entre responder ao medo e à ansiedade e viver debaixo deles. Que conselho você daria para alguém que está vivendo sob esse peso?
Paul: Deixe-me colocar isso em primeira pessoa. É o que eu faço: eu preciso correr para o Senhor. Essa é a primeira coisa que preciso fazer. Tenho que ir à Palavra de Deus, meditar em algumas de Suas promessas que me asseguram que, não importa o que me ameace, Ele é o meu protetor. Ele tem todas as coisas sob controle — como foi na vida de José. Mesmo que eu não consiga ver agora, Ele vai fazer com que tudo coopere para o meu bem e para a Sua glória.
A oração é essencial. O apóstolo Paulo nos ensina em Filipenses capítulo 4, a oração é uma parte fundamental na luta constante contra a ansiedade.
Mas também precisamos guardar o coração contra o isolamento. Às vezes sentimos que somos os únicos passando por isso e, portanto, achamos que temos que lutar sozinhos.
Mas é importante ter algumas pessoas que sejam, de certo modo, sua “linha de frente” em oração — irmãs em Cristo, na sua igreja, a quem você possa mandar uma mensagem dizendo: “Estou tendo um ataque de pânico, você poderia orar por mim? Ou orar comigo?”
Pessoalmente, acho mais benéfico quando alguém ora comigo do que quando apenas diz: “Vou orar por você hoje.” Quando você pega o telefone. . . use o telefone para algo mais do que apenas enviar mensagens ou acessar sites. Ligue para alguém e orem juntos — isso é poderoso.
Dannah: É mesmo! Como a ansiedade se encaixa na nossa caminhada de fé?
Paul: Acho que primeiro é importante entender que é uma luta comum. Ela certamente pode se tornar pecado, dependendo de como respondemos a ela. Na maioria das vezes, ela simplesmente acontece. Não é como se decidíssemos hoje: “Ah, vou ficar ansiosa.” Ela apenas está lá. Acho que é um lembrete constante de como devemos ser dependentes do Senhor.
Há muitos anos eu estava lendo um livro — era do Ed Welch ou do David Powlison, um dos dois — e ele dizia: “’Não temas’ é o mandamento mais comum na Bíblia.” Isso realmente me marcou. Pensei: “Ok, então Deus Se revela a nós por meio da Sua Palavra. Como Ele nos criou, Ele entende perfeitamente como funcionamos. Ele sabe que precisamos dessa constante certeza: ‘Não temas; Eu estou com você. Não temas; Eu sou o seu refúgio. Não temas; Eu vou tornar isso em bem.’” Esse é um bom lembrete para nós. E precisamos falar com Ele sobre isso.
Orar as Escrituras é algo que me ajuda muito — fazer mais do que apenas ler. Ler o Salmo 46 pode, sim, me trazer conforto, mas quando eu paro e oro por meio dele, inserindo nas minhas orações os detalhes específicos da minha situação — como: “Do que estou me sentindo ameaçado? É um conflito com alguém? É o medo de algo desconhecido no futuro que talvez eu esteja tentando controlar?” — eu consigo trabalhar o salmo e orar por meio dele.
Dannah: A gente realmente cresce em intimidade com o Senhor quando faz isso, porque um salmo é um belo poema até o momento em que você precisa dele — e aí ele se torna remédio.
Paul: Exatamente.
Dannah: E ele te toca de uma forma diferente, não é?
Paul: Sim, toca.
Dannah: Me leve a um dos salmos que foi um remédio para a sua alma em meio a uma das suas batalhas.
Paul: O Salmo 27 é muito significativo para mim. É também um desses salmos sobre refúgio e medo. Davi começa dizendo:
O Senhor é a minha luz e a minha salvação
de quem terei medo?
O Senhor é a fortaleza da minha vida;
a quem temerei? (v. 1)
E depois ele continua mencionando algumas das causas específicas do seu medo, as coisas que estavam provocando ansiedade em seu coração. Mas a maneira como ele começa é muito significativa. Ele primeiro declara a verdade a si mesmo: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O Senhor é a fortaleza da minha vida; a quem temerei?”
É como o que Martyn Lloyd-Jones costumava dizer em suas pregações, especialmente nos Salmos 42 e 43, no livro Depressão Espiritual. Ele fala sobre a diferença entre falar consigo mesmo e deixar que o seu eu fale com você.
Depois que você entende isso, começa a perceber esse padrão, especialmente nos Salmos. E é isso que Davi está fazendo aqui. Ele está reconhecendo: “Ok, a ansiedade quer falar comigo, quer assumir o controle, quer ditar o ritmo, quer estar no banco do motorista da minha vida hoje. Mas o que eu preciso fazer para colocá-la no banco de trás é declarar a mim mesmo o que é verdade sobre Deus.” É a verdade centrada em Deus que restaura o equilíbrio interior.
Dannah: É impressionante como isso funciona. Acho interessante o que Martyn Lloyd-Jones mencionou sobre falar consigo mesmo, porque o que o salmista mais faz é se lembrar de quem Deus é.
A ansiedade exalta os problemas, faz com que pareçam maiores que Deus, como se fossem me dominar, certo? Mas isso significaria que eles precisariam passar por Deus antes — e os Salmos nos lembram: “Não. Estamos nas Suas mãos. Estamos debaixo das Suas asas. Ele é o refúgio no qual subimos para nos abrigar.”
Paul: Sim.
Dannah: Mas é preciso subir para dentro desse refúgio. É preciso entrar nessa torre.
Paul: Sim, é verdade.
Dannah: É mais ou menos isso que você está dizendo.
Paul: Sim. E voltando à metáfora do carro, você precisa colocar as mãos no volante. Não pode simplesmente deixar a ansiedade assumir o controle e dirigir o carro.
Minha esposa e eu fomos muito abençoados pelo Senhor. Temos dez filhos e um número crescente de netos. É maravilhoso, mas às vezes a ansiedade soa e parece como. . . o barulho de quatro ou cinco crianças nos bancos de trás da van — discutindo, brigando por alguma coisa.
Você está tentando dirigir, tentando se concentrar, mas precisa constantemente olhar para trás para lidar com o que está acontecendo. Acho que, às vezes, as preocupações de que Jesus fala em Mateus 6 são assim — como essas crianças barulhentas, gritando por atenção, brigando entre si, criando muito ruído. É isso que a ansiedade faz: cria muito barulho na alma. E o que precisamos fazer é, como o Salmo 46 termina dizendo, “Aquietem-se e saibam que Eu sou Deus” (v. 10) — que é uma ordem.
Dannah: Sim.
Paul: Acalme o seu coração. Então, é preciso agir. Não dá para apenas sentar e esperar, colocar os pés para cima na “poltrona espiritual” e esperar que tudo passe. Você precisa fazer algo.
E é por isso que acho que a ansiedade pode ser uma bênção, porque ela pode nos reeducar sobre como responder às pressões da vida. À medida que aprendemos a colocar as mãos no volante, a falar a verdade — a verdade bíblica — a nós mesmos, e permitir que o Espírito Santo massageie essas promessas bíblicas e esses pensamentos centrados em Deus profundamente em nossa alma.
Dannah: Boa palavra.
Eu quero falar um pouco sobre. . . ou melhor, fazer uma pergunta mais direta. Você começou nos contando que foi ao hospital e que teve a síndrome do coração partido. As circunstâncias da sua vida estavam literalmente partindo o seu coração — não no sentido emocional apenas, mas em termos químicos, fisiológicos. Você estava em crise.
A pergunta que quero fazer é: “A única coisa que você fez foi recorrer às Escrituras? Ou há momentos em que também precisamos mudar o modo como estamos vivendo — nos avaliar, fazer uma pausa, descansar?” Porque existe um espectro da ansiedade, certo?
Paul: Sim, sim.
Dannah: Algumas pessoas estão em um extremo — como você — e acabam se internando em um hospital por algum motivo.
Paul: Certo.
Dannah: Então, o que você fez? Que mudanças precisou fazer na sua vida quando isso aconteceu?
Paul: Bem, a solução certamente não é singular. É plural. Há várias coisas envolvidas. As Escrituras precisam fazer parte desse remédio. A oração precisa fazer parte desse remédio. A comunhão com outros cristãos precisa fazer parte desse remédio.
Para mim, eu precisei reavaliar os compromissos da minha vida. Eu era pastor. Tínhamos um caminhão cheio de filhos, e os netos estavam começando a chegar. Havia alguns conflitos na igreja. E havia tantas coisas acontecendo em tantos níveis diferentes da minha vida e eu estava tentando continuar no mesmo ritmo ao qual estava acostumado.
O Senhor meio que parou tudo por meio daquela crise. Eu precisei reavaliar e dizer: “Ok, isso não vai funcionar a longo prazo para o resto da minha vida. Esse ritmo, esse nível de compromissos não é sustentável.”
Então, para mim, foi preciso reavaliar e recuar. Na verdade, acabei me afastando do ministério pastoral por um ano. Eu disse: “Senhor, eu preciso tirar um ano de descanso, e estou entregando isso ao Senhor. Preciso que o Senhor faça no meu coração o que precisa ser feito. Preciso que o Senhor me mostre a direção para o futuro.” E o Senhor fez isso, pacientemente. Enquanto esperávamos, Ele agiu com graça.
Ele acabou nos levando para cá, para Cleveland, Ohio — na verdade, exatamente há dez anos atrás hoje — e abriu um novo capítulo em nossas vidas, uma nova estação de bênção além do que poderíamos imaginar.
Isso é apenas mais um exemplo de como o Senhor está sempre agindo nos bastidores, por trás das cenas. Nós não vemos no momento, mas precisamos aprender a confiar mais nele — com aquela fé de uma criança, como dizem as Escrituras.
Dannah: Certo. Então você tira um ano e se afasta justamente daquilo que parecia ser o seu propósito. Deve ter havido dias em que. . . você chegou a duvidar dessa decisão?
Paul: Não. Eu não duvidei. Eu sabia que era o que eu precisava. Eu sabia que era o que minha família precisava. Isso não tirou todas as pressões. Na verdade, aumentou algumas, porque acabei trabalhando em um centro de jardinagem durante o dia e, à noite, era zelador em uma fábrica de queijo. Então não é como se eu tivesse mais tempo com meus filhos do que quando estava no ministério.
Mas foi apenas uma maneira diferente que o Senhor usou para trabalhar no meu coração e preparar a mim e à minha família para uma mudança que nem sabíamos que viria. A providência do Senhor foi simplesmente notável.
Dannah: É lindo ouvir isso. Eu ouço você dizendo três coisas: quando a ansiedade chega, mergulhe na Palavra, ore e descanse. Talvez você precise encontrar um ritmo diferente de descanso na sua vida para enfrentar essa batalha. Esses são provavelmente três ingredientes muito importantes.
Paul: Sim.
Dannah: Ainda há muito para conversar, porque essa batalha é profunda e complexa. Você volta amanhã para continuarmos explorando como vencer a ansiedade?
Paul: Com certeza. Será um prazer!
Nancy: Ouvimos o pastor Paul Tautges conversando com minha co-apresentadora, Dannah Gresh, sobre como lidar com a ansiedade como seguidora de Jesus. Que conversa reconfortante e encorajadora foi essa!
Dificilmente passa um dia sem que eu ouça de alguma mulher que vive com o coração cansado de tanta ansiedade, medo e perda.
Talvez você esteja passando por isso agora. Pode ser que tenha procurado as soluções que o mundo oferece para a sua dor e descoberto que elas simplesmente não bastam.
O que todas nós precisamos é mergulhar na Palavra de Deus — e deixar que a Palavra de Deus mergulhe em nós. Precisamos deixar que ela nos permeie de forma terna e prática.
Porque sabemos da importância de estar na Palavra de Deus diariamente, preparamos um material que vai incentivá-la a ter esse momento com o Senhor. Mulheres ao redor do mundo se comprometeram a ler a Bíblia todos os dias de 2026. Caso você ainda não tenha se inscrito, ainda dá tempo! Inscreva-se no nosso site, avivanossoscoracoes.com, para receber esse material diretamente no seu email ou WhatsApp.
Como Raquel disse, ainda temos mais assuntos para abordar com o pastor Paul Tautges. Amanhã, eles vão falar sobre outro tema difícil: o que fazer com a dor e o luto.
Mesmo que sua vida pareça estar indo bem agora, é bem provável que você conheça alguém que está atravessando uma perda dolorosa.
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Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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