Raquel Anderson: Deus não apenas supre as nossas necessidades, Ele nos abençoa de maneiras que vão muito além do que poderíamos imaginar. Nancy DeMoss Wolgemuth nos lembra:
Nancy DeMoss Wolgemuth: Todas nós que estamos em Cristo já experimentamos toda bênção espiritual que Deus tem para dar, e isso acontece porque estamos em Cristo.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
Deixe-me lhe fazer uma pergunta: você está florescendo? Você está vivendo a vida em sua plenitude? Sei que esse não é o caso para muitas pessoas — especificamente aquelas que não são cristãs. Até mesmo muitas cristãs, aquelas entre nós que conhecemos e temos a esperança de Cristo, nos vemos lutando para desfrutar da vida que Deus nos dá. Em 2 Pedro, capítulo 1, somos informadas de que Deus nos deu “todas …
Raquel Anderson: Deus não apenas supre as nossas necessidades, Ele nos abençoa de maneiras que vão muito além do que poderíamos imaginar. Nancy DeMoss Wolgemuth nos lembra:
Nancy DeMoss Wolgemuth: Todas nós que estamos em Cristo já experimentamos toda bênção espiritual que Deus tem para dar, e isso acontece porque estamos em Cristo.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
Deixe-me lhe fazer uma pergunta: você está florescendo? Você está vivendo a vida em sua plenitude? Sei que esse não é o caso para muitas pessoas — especificamente aquelas que não são cristãs. Até mesmo muitas cristãs, aquelas entre nós que conhecemos e temos a esperança de Cristo, nos vemos lutando para desfrutar da vida que Deus nos dá. Em 2 Pedro, capítulo 1, somos informadas de que Deus nos deu “todas as coisas que conduzem à vida e à piedade”. Tudo o que precisamos. Por que tantas de nós vivemos como se algo estivesse faltando? Nancy DeMoss Wolgemuth vai abordar esse pensamento ao longo dos próximos dias nesta série intitulada Cultivando um Coração Contente. Aqui está Nancy.
Nancy: Ao longo destas próximas sessões, quero compartilhar com você, algo que está em meu coração e na Palavra de Deus, algo que acredito ser uma das maiores razões pelas quais tantas de nós, como cristãs, passamos a vida vagando por um deserto espiritual em vez de desfrutar da vida abundante que sabemos que Jesus Cristo veio nos dar.
Conheço muitos cristãos que estão frustrados, derrotados, que, se forem honestos, admitem que não estão realmente experimentando essa vida abundante que Jesus Cristo veio dar. Há várias razões pelas quais isso pode ser verdade, mas hoje quero me concentrar em uma razão específica que acredito afetar a maioria de nós, particularmente as mulheres.
Peço que você abra a sua Bíblia em 1 Coríntios, capítulo 10. Vamos analisar várias passagens, mas esta nos dá um ponto de partida, 1 Coríntios capítulo 10. Na primeira parte deste capítulo, Paulo dá uma pequena lição de história, e isso é importante neste contexto porque, provavelmente, muitos dos leitores gentios de Paulo não estavam familiarizados com parte da história do Antigo Testamento sobre o povo de Israel. Talvez algumas de nós também não estejamos familiarizadas. Se você é mais nova na fé, parte disso pode ser novidade para você. Por isso Paulo repete alguns dos acontecimentos que lemos no Antigo Testamento.
No início desta passagem, Paulo começa listando várias bênçãos. Algumas delas são espirituais e outras são bênçãos físicas que foram experimentadas pela nação judaica que Deus redimiu do Egito. Ele começa no versículo 1, em 1 Coríntios capítulo 10, e diz:
Ora, irmãos, não quero que vocês ignorem que os nossos pais estiveram todos sob a nuvem. . .
Quero que você observe essa palavra “todos”, porque ela aparece várias vezes nesses versículos. Os filhos de Israel (isso remete aos dias do Antigo Testamento) estiveram todos debaixo da nuvem. Isso é uma referência à nuvem da glória Shekinah de Deus que acompanhou os filhos de Israel quando saíram do Egito em direção à Terra Prometida. “E todos passaram pelo mar”. (v. 1)
Que mar é esse? O Mar Vermelho. Quando Deus os libertou, eles atravessaram em terra seca. Depois você se lembra de como os egípcios se afogaram nesse mesmo mar que havia sido um caminho seco para os filhos de Israel.
Todos eles comeram do mesmo alimento espiritual e beberam da mesma bebida espiritual. Porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo. (vv. 3–4)
Sabemos que Deus providenciou água física de rochas no deserto para os filhos de Israel saciarem a sede, Deus providenciou maná, pão do céu, e providenciou carne, codornizes, quando precisaram comer. Portanto, houve provisão física literal. Mas essa provisão física de Deus era, na verdade, um retrato de necessidades mais profundas que Deus supre — nossas necessidades espirituais. As Escrituras estão dizendo aqui que foi Cristo a fonte dessa provisão. O próprio Cristo foi a provisão de Deus.
Assim, vemos aqui que houve bênçãos espirituais que os filhos de Israel desfrutaram. Todos eles desfrutaram dessas bênçãos, físicas e espirituais. Deus guiou a todos; Deus libertou a todos; Deus proveu para todos; todos experimentaram essas bênçãos.
Sabemos que, quando chegamos ao Novo Testamento, você e eu, como filhas de Deus, fomos redimidas, e fomos abençoadas — Paulo nos diz em Efésios capítulo 1 — com toda bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo.
Portanto, não importa como nossa vida possa parecer aqui na terra hoje, o fato é que — e pela fé nós o abraçamos — recebemos toda bênção espiritual. Todas nós que estamos em Cristo experimentamos toda bênção espiritual que Deus tem para dar, e isso porque estamos em Cristo.
Quando chegamos ao versículo 5 em 1 Coríntios 10, vemos uma mudança no pensamento. Paulo diz no versículo 5:
Mas Deus não se agradou da maioria deles, razão pela qual ficaram prostrados no deserto.
Todos eles experimentaram essas grandes bênçãos, mas Deus não se agradou da maioria deles, e eles acabaram chegando à ruína e à destruição. Quando é dito que Deus não se agradou da maioria deles, isso faz surgir uma pergunta em minha mente: de quantos Deus não se agradou?
Bem, as Escrituras nos dizem. Em Números capítulo 1, lemos que aproximadamente 600 mil homens acima de vinte anos saíram do Egito quando foram redimidos. Quando você acrescenta as esposas a esse número, havia facilmente um milhão de adultos que foram libertos do Egito. Quarenta anos depois, outro recenseamento foi feito. Você lê sobre isso mais adiante no livro de Números, e nesse ponto lemos que apenas três desses um milhão de adultos viveram para entrar na Terra Prometida. Apenas três de um milhão. Com todos os outros, Deus não se agradou. Todos os outros foram destruídos no deserto.
A propósito, se você fizer um pequeno cálculo aqui, isso dirá que houve uma média de mais de setenta funerais por dia durante quarenta anos lá no deserto. Estamos falando de muitas mortes. Deus não se agradou.
Agora, Paulo nos diz no versículo 11 de 1 Coríntios capítulo 10 que “estas coisas aconteceram com eles para servir de exemplo e foram escritas como advertência a nós”. Isso nos mostra que é importante entendermos o que aconteceu lá no deserto. Por que quase um milhão de pessoas pereceram no deserto? Precisamos aprender com o exemplo deles e ser advertidas com base no que aconteceu com eles.
Temos que nos perguntar:
- O que devemos aprender com o exemplo deles?
- Sobre o que devemos ser advertidas?
- Com o que Deus não se agradou?
- E por que eles nunca entraram na Terra Prometida — um milhão de adultos, com exceção de três?
E isso levanta outra questão:
- Por que tantos cristãos hoje estão vagando pelo deserto, andando em círculos em sua vida cristã, em vez de desfrutar da Terra Prometida, da vida abundante que Jesus Cristo veio nos dar?
Paulo explica, a partir do versículo 6, por que esses israelitas pereceram no deserto. Ele diz que eles fizeram duas coisas, se você resumir esses versículos. Primeiro, ele diz que eles cobiçaram coisas más que Deus havia proibido. Lemos no versículo 6:
Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram. Não sejam idólatras, como alguns deles foram, conforme está escrito: "O povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para se divertir.
E não pratiquemos a imoralidade, como alguns deles o fizeram e caíram mortos, num só dia, vinte e três mil. (vv. 6–8)
Paulo diz que um dos problemas deles foi que desejaram coisas más que Deus havia proibido. Eles seguiram ídolos e seguiram a imoralidade sexual. Essas são coisas más que nunca deveriam ter desejado. Mas eles tiveram outro problema: desejaram coisas boas e legítimas que Deus não lhes havia dado, e murmuraram quando não receberam o que queriam. E isso vai se tornar o foco da nossa discussão aqui. O versículo 9 nos diz:
Não ponhamos Cristo à prova, como alguns deles fizeram e foram mortos pelas serpentes. Não fiquem murmurando, como alguns deles murmuraram — [algumas traduções usam a palavra ‘resmungaram’] — e foram destruídos pelo exterminador. (vv. 9–10)
Todas nós sabemos que não é bom cobiçar coisas más. Mas eu me pergunto, com que frequência nos lembramos de que também é algo gravíssimo aos olhos de Deus, e é exigir coisas boas que Deus escolheu não nos dar e, então, murmurar, resmungar, reclamar e queixar-se quando não conseguimos o que queremos. O pecado que destruiu os filhos de Israel e os impediu de entrar na Terra Prometida realmente se resume a uma única raiz. É o pecado do descontentamento.
Descontentamento — querer algo que Deus não lhes tinha dado; que não era o tempo de Deus para lhes dar. Eles insistiram em ter coisas que desejavam, mas que Deus não havia providenciado, e as Escrituras dizem que Deus considera isso um pecado muito grave. Não murmureis, como alguns deles murmuraram, e foram destruídos no deserto. E assim Paulo diz:
Estas coisas aconteceram com eles para servir de exemplo e foram escritas como advertência a nós, para quem o fim dos tempos tem chegado. (v. 11)
E então Paulo diz, de maneira muito prática para nós, cristãos do Novo Testamento:
Por isso, aquele que pensa estar em pé veja que não caia. Não sobreveio a vocês nenhuma tentação que não fosse humana. (vv. 12–13)
Este é um versículo muito conhecido; a maioria de nós está familiarizada com ele. Mas você já parou para analisar o contexto desse versículo?
Isso ocorre justamente no contexto em que se menciona o pecado de murmurar e resmungar, reclamar e se queixar. Paulo diz: “Vocês serão tentados a reclamar. Vocês serão tentados a murmurar. Todos serão!” Mas,
Deus é fiel e não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar; pelo contrário, juntamente com a tentação proverá livramento, para que vocês a possam suportar. (v. 13)
Assim, ao longo destas próximas sessões, vamos examinar o pecado do descontentamento. Depois, vamos ver como podemos cultivar um coração contente — o oposto de um coração descontente. Crendo que Deus é fiel, que toda vez que enfrentamos a tentação de murmurar, reclamar e queixar-nos, Deus providenciará um meio para não cairmos nessa tentação.
Agora voltamos ao livro de Êxodo e lemos, no capítulo 13, todo o episódio em que Deus libertou os filhos de Israel após 400 anos de cativeiro, servidão e escravidão. Deus os libertou com Seu grande poder. Ele os redimiu e os tirou do Egito. Ele os conduziu ao deserto, a um lugar ermo, e depois os conduziu até o Mar Vermelho.
E você se lembra de que, com o Mar Vermelho à frente, cadeias de montanhas de cada lado e o exército egípcio se aproximando rapidamente, os filhos de Israel se encontram agora, em Êxodo capítulo 14, em um lugar onde estavam completamente encurralados. Não havia saída, a não ser que Deus interviesse em favor deles. Eles haviam saído do Egito há apenas alguns dias e chegaram ao Mar Vermelho. Não havia uma saída aparente, e eles ficaram aterrorizados.
Lemos no capítulo 14 que os filhos de Israel disseram a Moisés, no versículo 11:
Disseram a Moisés: — Será que foi por não haver sepulturas no Egito que você nos tirou de lá, para que morramos neste deserto? O que foi que você fez conosco, tirando-nos do Egito? Não foi isso que dissemos a você no Egito: "Deixe-nos em paz, para que sirvamos os egípcios"? Pois teria sido melhor para nós servir os egípcios do que morrer no deserto. (vv. 11–12)
Agora, se você conhece o que antecede este capítulo, sabe que os israelitas disseram a Moisés quando estavam no Egito: “Queremos ficar no Egito. Amamos aqui. Amamos servir ao faraó. Amamos ser seus escravos”? Pelo contrário! Durante anos eles clamaram por libertação, e Deus ouviu seus clamores e os libertou.
Mas agora, diante do primeiro desafio depois de saírem do Egito, em vez de clamarem ao Senhor que os havia libertado e pedir que o Senhor os libertasse novamente, eles começam a murmurar, a queixar-se e a reclamar contra Moisés, que era o representante de Deus. “Teria sido melhor para nós servir aos egípcios do que morrer no deserto!” (v. 12)
Qual foi a resposta de Deus à murmuração e à queixa dos filhos de Israel? Bem, o versículo 30 nos diz: “Assim o Senhor livrou Israel, naquele dia, das mãos dos egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar.” (v. 30)
A parte que pulamos é a parte que você conhece — como Deus abriu um caminho pelo Mar Vermelho para que os filhos de Israel atravessassem em terra seca. Quando o exército egípcio os seguiu, as águas se fecharam, e o exército egípcio se afogou. Assim, Deus realizou um milagre! Eles estavam nessa situação impossível, sem esperança. Não havia saída. Eles não confiaram em Deus. Eles duvidaram de Deus; murmuraram contra os servos de Deus, mas, ainda assim, Deus realizou um milagre e abriu um caminho pelo Mar Vermelho.
Agora chegamos ao próximo capítulo, Êxodo capítulo 15. Vemos que, após a travessia do Mar Vermelho, eles caminharam três dias pelo deserto; houve essa grande celebração que aconteceu depois que atravessaram o Mar Vermelho. Eles estão louvando a Deus, como é fácil fazer quando acabamos de experimentar o poder e a libertação de Deus.
Eles caminharam três dias pelo deserto e chegaram a um lugar onde não havia água. Ficar sem nada para beber é uma situação bastante séria para cerca de um milhão de adultos, além de crianças. Obviamente, eles não poderiam permanecer por muito tempo nessa condição. Quando finalmente encontram água, é num lugar que eles chamaram de Mara, que significa amargo, porque a água estava contaminada. Era água amarga, imprópria para beber.
E qual foi a reação deles? Qual você acha que teria sido a reação deles depois de terem acabado de ver Deus derrotar todo o exército egípcio e conduzi-los através do Mar Vermelho? Seria fácil imaginar que eles diriam: “Ó Senhor, Tu já fizeste isso antes, podes fazer novamente. Nós Te louvamos porque sabemos que és capaz de suprir as nossas necessidades nesta circunstância”.
Mas não, essa não foi a resposta — como muitas vezes não é a nossa resposta. O versículo 24 nos diz, em Êxodo capítulo 15: “E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: — O que vamos beber?’” Eles se voltaram para Moisés e disseram: “Você nos colocou nessa enrascada; agora precisa nos tirar dela”. O versículo 25 nos diz: “Então Moisés clamou ao Senhor, e o Senhor lhe mostrou um pedaço de madeira. Moisés jogou a madeira nas águas, e as águas se tornaram doces”.
Mais uma vez, Deus realiza um milagre. Ele ouve as queixas, ouve as murmurações, e em resposta Deus faz um milagre. Ele transformou as águas amargas em águas doces. E logo depois disso, Ele os conduz a um lugar que é um oásis, Elim, o lugar onde havia doze fontes de água.
Veja, o oásis estava logo adiante. Deus tinha a provisão em mente. Ele sabia como iria suprir as necessidades deles, mas, em vez de confiarem nele, eles se queixaram, reclamaram, murmuraram. Então Deus, por Sua misericórdia e graça, realizou um milagre para atendê-los em sua necessidade.
Você poderia pensar: “Certamente agora eles aprenderam a lição”. Capítulo seguinte, Êxodo capítulo 16. Tudo isso acontece dentro de dois meses depois de terem saído do Egito. Nesse curto período, eles passam por todas essas experiências cheias de obstáculos, e vemos a resposta deles em cada uma delas. Agora eles chegam a um lugar chamado deserto de Sim. Nesse deserto, eles passam pela experiência da falta de comida. Primeiro não havia água, agora não há comida. O versículo 2 nos diz:
Toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Arão no deserto. . . — Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão à vontade! Pois vocês nos trouxeram a este deserto a fim de matarem de fome toda esta multidão. (vv. 2–3)
Às vezes as nossas emoções nos tornam irracionais. Elas nos fazem crer, pensar e dizer coisas que realmente não são verdadeiras, coisas que sabemos que não são verdadeiras. Em primeiro lugar, eles não tinham o desejo de morrer no Egito. Eles tinham comida no Egito, mas eram escravos daquele que fornecia essa comida. Eles enfrentavam grande sofrimento, embora o faraó suprisse suas necessidades de alimento. Em segundo lugar, eles acusam Moisés de tê-los trazido a este deserto com a intenção de fazê-los morrer de fome. Veja como a incredulidade, a murmuração e o descontentamento nos fazem acreditar em coisas que simplesmente não são verdadeiras. Elas nos levam a acusar falsamente a Deus e aos servos de Deus quando passamos por essas circunstâncias.
O texto prossegue dizendo que Deus ouviu a murmuração deles, assim como Deus sempre ouve a minha murmuração e a sua. Quando reclamamos, Deus ouve. As Escrituras dizem, nos versículos 7 e 8 de Êxodo 16, que as murmurações deles eram contra Deus. Eles pensavam que estavam murmurando contra Moisés e contra Arão, mas Deus diz: “Na verdade, a murmuração de vocês é contra mim”.
E o que Deus fez dessa vez em resposta à murmuração deles? Bem, as Escrituras continuam dizendo que Deus fez chover maná e codornizes. Ele realizou outro milagre. Eles murmuram, e Deus fez um milagre para suprir as suas necessidades. Ele diz no versículo 12: “Ao crepúsculo da tarde, vocês comerão carne, e, pela manhã, vocês comerão pão à vontade, e saberão que eu sou o Senhor, seu Deus”.
Mais uma vez, Deus aproveitou essa oportunidade de necessidade, de falta, para revelar Seu poder, Seu amor, Sua bondade e Sua grandeza. O propósito de Deus era que Ele queria que os filhos de Israel O conhecessem. Ele queria que eles soubessem como Ele é. Que soubessem o que Ele é capaz de fazer. Eles viveram todos aqueles anos no Egito sem realmente conhecer a Deus, e Deus estava permitindo esses testes na vida deles, assim como faz em nossas vidas, porque Ele quer que vejamos o que Ele pode fazer quando não temos outros recursos disponíveis.
Capítulo seguinte, Êxodo 17; acompanhamos o capítulo 14, o 15, o 16 e agora chegamos ao próximo capítulo. Você pode pensar: “Certamente agora eles aprenderam. Eles viram muitas demonstrações da bondade e do poder de Deus”.
Agora eles chegaram a um lugar conhecido como Refidim, onde mais uma vez não havia água. Você poderia imaginar que, desta vez, eles diriam: “Ó Deus! Tu já proveste água antes, tornaste doces aquelas águas amargas, nos levaste àquele oásis, então desta vez vamos confiar em Ti. Senhor, mostra-nos o que tens para nós. Poderias suprir a água de que precisamos?” Você pensaria que essa seria a resposta deles, certo?
Mas não foi assim. Mais uma vez, nos versículos 2 e 3: “Então o povo discutiu com Moisés e disse: Dê-nos água para beber”. Dá para ouvir a exigência na voz deles e a afirmação implícita: “Faça isso agora. Faça isso agora; dê-nos o que queremos”.
Moisés respondeu: — Por que vocês estão discutindo comigo? Por que estão tentando o Senhor? Mas ali o povo estava com sede de água e murmurou contra Moisés, dizendo: — Por que você nos tirou do Egito, para nos matar de sede, a nós, aos nossos filhos e aos nossos rebanhos?
Isso soa como um disco quebrado. Mais uma vez, o mesmo tipo de resposta. E como Deus responde à murmuração deles? Pela quarta vez, Deus faz um milagre, novamente. No versículo 6, Deus disse a Moisés: “Fira a rocha, e dela sairá água para o povo beber”. Então, como Deus respondeu à murmuração deles? Em cada um desses quatro episódios — quando estavam diante do Mar Vermelho, quando chegaram às águas amargas, quando não tinham comida, quando não tinham água — todas as vezes eles murmuraram, reclamaram, se queixaram, e o que Deus fez? Ele realizou um milagre. Ele supriu a necessidade deles. Ele revelou Seu poder.
Esses milagres foram sinais da misericórdia e da graça de Deus. E não é assim que Deus muitas vezes age conosco? Enfrentamos uma situação difícil, reclamamos, ficamos descontentes com o que temos, queremos algo que não temos, e repetidas vezes Deus vem ao nosso encontro mesmo assim. Ao olharmos para trás em nossas vidas, conseguimos ver momentos como esses quando Ele supriu a nossa necessidade? Não porque fomos agradecidos, não porque expressamos fé. Fomos imaturos, infantis e exigentes, e dissemos: “Deus, supra minhas necessidades agora”. Em alguns casos, podemos olhar para trás e ver que Deus teve misericórdia de nós. Ele não nos deu o que merecíamos por causa da nossa murmuração; Ele fez um milagre. Ele supriu as nossas necessidades.
Na próxima sessão, veremos que Deus nem sempre respondeu com milagres. Ele queria que Seus filhos crescessem e aprendessem a responder com fé. Mas, nesses estágios iniciais da experiência deles com Deus, Ele queria que eles vissem a Sua graça, vissem o Seu poder e O conhecessem.
Raquel: Não é maravilhoso que temos um Deus que tem misericórdia de nós, que supre as nossas necessidades? Nancy DeMoss Wolgemuth tem nos lembrado do caráter de Deus e da Sua fidelidade, mesmo em nosso descontentamento.
Sabe, é mais fácil cair no pecado do descontentamento quando nossa mentalidade está fixa no que está diante de nós: o que temos ou não temos, nos comparando com os outros, nos medindo por certos padrões da nossa cultura, etc. Mas quando focamos naquele que está no controle de todas as coisas, obtemos uma perspectiva celestial sobre o que realmente importa.
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No próximo episódio, Nancy nos levará de volta ao Antigo Testamento, onde veremos o que aconteceu como resultado da reclamação do povo. E, ao estudarmos o exemplo deles, veremos como o descontentamento começa no coração. Antes de encerrarmos hoje, aqui está Nancy para orar conosco.
Nancy: Pai, como Te agradecemos porque lidas conosco com misericórdia, porque não nos dás o que merecemos. Tantas vezes, quando murmuramos, quando somos incrédulas, quando duvidamos, quando Te acusamos falsamente ou aos Teus servos, Tu vens e dizes: “Vou suprir a sua necessidade mesmo assim. Vou prover para você. Vou fazer um milagre”.
Senhor, ao olharmos para trás, nós Te agradecemos por esses momentos em que simplesmente demonstraste Teu poder, Tua bondade, Teu amor e Tua graça. Nós não merecemos isso, Senhor, mas somos profundamente gratas. Dizemos: “Ensina-nos a desenvolver um coração agradecido e a cultivar um coração contente com a Tua provisão”. Oramos em nome de Jesus, amém.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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