Dia 1: Eu pertenço ao meu Salvador
Raquel Anderson: Hoje, Nancy DeMoss Wolgemuth faz algumas perguntas profundas.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Onde você busca consolo quando o mundo parece estar fora de controle, quando sua vida não sai como você esperava? E qual será o seu consolo na morte, depois desta vida? Sua resposta é importante.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Deixe Deus para Escrever a Sua História, na voz de Renata Santos.
Nancy: Recentemente estávamos jantando com uma amiga e, no meio da conversa, ela disse, meio que do nada: “Estou sentindo uma ansiedade constante sobre o nosso mundo. Parece que ninguém sabe o que fazer. Parece que ninguém está liderando.”
Mais ou menos nessa época, li um texto de Mark Penn, que escreveu um artigo para o New York Times. Ele foi pesquisador durante o governo do presidente Clinton. Ele escreveu: …
Raquel Anderson: Hoje, Nancy DeMoss Wolgemuth faz algumas perguntas profundas.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Onde você busca consolo quando o mundo parece estar fora de controle, quando sua vida não sai como você esperava? E qual será o seu consolo na morte, depois desta vida? Sua resposta é importante.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Deixe Deus para Escrever a Sua História, na voz de Renata Santos.
Nancy: Recentemente estávamos jantando com uma amiga e, no meio da conversa, ela disse, meio que do nada: “Estou sentindo uma ansiedade constante sobre o nosso mundo. Parece que ninguém sabe o que fazer. Parece que ninguém está liderando.”
Mais ou menos nessa época, li um texto de Mark Penn, que escreveu um artigo para o New York Times. Ele foi pesquisador durante o governo do presidente Clinton. Ele escreveu: “Há muito tempo os americanos não têm sentido tanto medo.” Esse era, inclusive, o título do artigo.
Ele mencionou que já estamos vivendo o pior dos mundos. Ele disse: “Ela combina as ansiedades nucleares dos anos 1950 e 60 com a ameaça da inflação dos anos 70, a onda de crimes dos anos 80 e 90, e as tensões sobre imigração ilegal dos anos 2000 em diante.” Ele falou sobre o medo — os americanos estão com medo.
Acho que todas nós estamos sentindo essa ansiedade constante. Esses são dias difíceis, dias maus. E como nunca antes, precisamos — as pessoas precisam — de um salva-vidas para nossas mentes, para nossas emoções.
Estou aqui hoje para te dizer algo que você já sabe: esse salva-vidas é a Verdade. É o Evangelho. É isso que nos impede de afundar. É isso que nos dá esperança. É isso que nos dá perseverança. É isso que nos dá perspectiva neste mundo louco.
E, nos últimos meses, encontrei esse salva-vidas em um trecho de um documento escrito há 460 anos. Ele se chama Catecismo de Heidelberg, e venho recitando essas palavras antigas, apenas uma parte desse texto, com frequência — de dia e de noite. Quando deito minha cabeça à noite, quando acordo no meio da noite, antes de levantar da cama de manhã, e às vezes enquanto preparo o jantar ou estou dirigindo para resolver algo.
Essas palavras, sobre as quais vamos falar nesta breve série, se tornaram parte do tecido do meu coração. Elas têm me trazido tanto encorajamento e paz. Têm me enchido de coragem e força.
Antes de olharmos para essa passagem do Catecismo de Heidelberg sobre a qual falaremos nesta semana, você pode estar se perguntando: “O que é um catecismo? E por que estamos falando sobre catecismos aqui no Aviva Nossos Corações?”
Bem, catecismo vem de uma palavra grega que significa ensinar oralmente, falar algo para outra pessoa e ensinar. Isso significa que é uma forma de ensinar a fé cristã. Geralmente, ouvimos que catecismos são importantes para ensinar crianças e recém convertidos, usando uma série de perguntas e respostas. Esse é o formato de um catecismo.
Os pais fazem isso o tempo todo. Quando seus filhos são pequenos, e você está ensinando, você pergunta: “Que som a vaca faz?” Essa é uma pergunta. Qual é a resposta? “Muu.” Perguntas e respostas. Você está ensinando: “Quanto é dois mais dois?” Essa é uma pergunta. Qual é a resposta? “Quatro.” Você está ensinando através de um tipo de catequese.
O Catecismo de Heidelberg e outros semelhantes são formas de ensinar os fundamentos da fé cristã para aqueles que podem não estar familiarizados com ela. O Catecismo de Heidelberg tem esse nome por causa de uma cidade na Alemanha. Ele foi publicado pela primeira vez em 1563, durante a Reforma Protestante.
As igrejas daquela época estavam em uma situação lamentável. Estavam quebradas, em péssimo estado. As pessoas não conheciam os fundamentos das Escrituras e, como resultado, eram espiritualmente fracas. Elas estavam vulneráveis a falsos ensinamentos. Precisavam de ensinamentos sólidos, de treinamento bíblico firme, para reconstruir suas vidas como cristãos e revitalizar essas igrejas problemáticas.
Então um grupo de professores de teologia e ministros foi convocado para criar um recurso que pastores e professores pudessem usar para instruir as pessoas na fé. Eles queriam que fosse algo simples o suficiente para ser útil e eficaz, até mesmo para crianças e jovens.
Esse catecismo tem 129 perguntas e respostas, divididas em 52 semanas. Essas divisões são chamadas de “Seções do Dia do Senhor” porque a ideia era que os pastores pudessem pregar sobre uma dessas sessões a cada semana. Cada Seção do Dia do Senhor contém várias dessas perguntas e respostas, e você pode completar todo o catecismo ao longo de um ano, educando os membros da igreja na fé cristã.
Mas eu gostaria de deixar uma coisa bem clara: ele não é a Palavra inspirada do Senhor. Não está no mesmo nível da Bíblia. Mas é uma tentativa — e acredito que uma muito boa — de ajudar as pessoas a conhecerem e entenderem o que a Bíblia ensina sobre doutrinas-chave.
Ele inclui uma explicação dos Dez Mandamentos (como Deus quer que vivamos), seções sobre a Oração do Senhor (como orar) e sobre o Credo Apostólico, que foi o primeiro credo doutrinário da Igreja, com os fundamentos da nossa fé.
Se você quiser saber mais sobre o Catecismo de Heidelberg, o meu amigo Kevin DeYoung, pastor em Charlotte, Carolina do Norte, escreveu um livro excelente e bem acessível chamado As Boas Novas Que Quase Esquecemos: Redescobrindo o Evangelho em um Catecismo do Século XVI.
Para te dar uma visão geral, após uma introdução curta, o catecismo é dividido em três partes principais: Culpa, Graça e Gratidão.
Culpa — a nossa miséria: Aqui, ele explica os Dez Mandamentos e como todos somos transgressores da lei. Todos pecamos. Quebramos a santa lei de Deus, o que resulta em miséria. Essa parte mostra como estamos em uma condição miserável. . . você nunca vai amar o Evangelho se não souber por que precisa dele. Se você não souber que é uma transgressora, não vai sentir que precisa de um Salvador.
No Sermão do Monte Jesus disse: “Bem-aventurados os que choram [bem-aventurados os que reconhecem sua miséria], porque serão consolados” (Mateus 5.4). Vamos falar muito sobre consolo nesta série, mas você não pode ter consolo se não estiver desconfortável, se não reconhecer a sua miséria.
Portanto, após a introdução, a primeira seção do catecismo lida com a culpa.
Em seguida fala do Evangelho e Graça ― como podemos ser libertas da culpa. Depois vem a parte final sobre Gratidão ― qual é a nossa resposta: Somos culpadas. Deus derramou graça sobre nós através do Evangelho de Jesus Cristo. Como devemos viver agora que fomos salvas? Essa parte aborda questões de santificação, crescimento cristão e como servimos e expressamos nossa gratidão pela graça incrível de Deus.
Hoje em dia, há uma necessidade desesperadora (assim como nos dias da Reforma) de ensinamentos bíblicos sólidos em nossas igrejas. Muitas pessoas, mesmo dentro da igreja, não conhecem as Escrituras nem as doutrinas básicas da fé cristã. Como resultado, há muita confusão, muito erro sendo ensinado. Temos cristãos fracos, anêmicos, confusos e igrejas inteiras mal orientadas.
Pais, aqui vai um parêntese especial para vocês: precisamos ensinar a fé aos nossos filhos. Se você não ensinar o que a Palavra de Deus diz que é verdadeiro, o mundo ensinará a versão dele.
Nesta semana, queremos explorar a primeira pergunta do catecismo — a primeira das 129. (Não faremos toda a série, não no meu tempo de vida!)
Vamos apenas nos concentrar na primeira pergunta do Catecismo de Heidelberg.
A pergunta é: “Qual é o seu único consolo na vida e na morte?”
Pense nisso. Mais de 450 anos atrás as pessoas estavam em busca de consolo. E ainda estão. Desde que Deus criou este mundo e o declarou bom, o diabo tem tentado convencer que seremos miseráveis se fizermos o que Deus diz. Adão e Eva acreditaram no tentador, e isso resultou em miséria, vergonha, culpa e medo. Desde então, todos os seres humanos têm pecado e precisam de consolo.
Precisamos de consolo na vida. Todas nós enfrentamos os desafios de viver em um mundo quebrado. Há um cansaço, uma exaustão que nos acompanha.
Uma de minhas irmãs me disse recentemente: “Sinto que estou conseguindo fazer metade do que fazia em um dia antes da COVID.” Essa sensação de desgaste constante é real.
Há pessoas lidando com medos, dores, tristezas, luto — tanto nossos quanto os do mundo — ao assistirmos às notícias.
Vemos o mal no mundo e também nos nossos próprios corações. Pecado, culpa, vergonha. . . tudo isso nos afeta, e precisamos de consolo na vida.
Mas não precisamos de consolo apenas nesta vida. Você pode ter todo tipo de conforto terreno e ainda assim se encontrar em completa miséria ao final desta vida e na próxima. Portanto, precisamos de consolo não apenas na vida, mas também na morte.
Precisamos de consolo quando enfrentamos a realidade da morte — seja a nossa própria ou a de alguém que amamos.
Recentemente vi um post online de um homem na Rússia. Ele escreveu assim: “Se a Rússia anunciasse que lançaria um ataque nuclear contra a Europa e os Estados Unidos amanhã ao meio-dia, você ficaria com medo?”
E ele mesmo respondeu à sua pergunta: “Com medo? Acho que sim. Não sou religioso, então não sei o que me espera depois da morte.”
Isso é assustador! E a maior parte do mundo está nessa condição, quer percebam ou não.
Mas não precisamos de consolo apenas para enfrentar a morte literal. Lidamos com todo tipo de “morte”: a morte de sonhos, de esperanças, de segurança, de planos, de relacionamentos que esperávamos que dessem certo. Precisamos aprender como encontrar consolo na vida e também na morte.
Como você responderia a essas perguntas?
- Qual é o seu único consolo na vida e na morte?
- Para onde você corre em busca de consolo quando o mundo parece estar fora de controle, quando a sua vida não sai como você esperava?
- Qual será o seu consolo na morte, depois desta vida?
A sua resposta importa.
Aqui está como o Catecismo de Heidelberg responde a essa primeira pergunta:
“O meu consolo na vida e na morte é: Que não pertenço a mim mesmo, mas pertenço — de corpo e alma, tanto na vida quanto na morte — ao meu fiel Salvador, Jesus Cristo.
Ele pagou completamente todos os meus pecados com o Seu sangue precioso e me libertou do domínio do diabo. Ele também me guarda de tal maneira que sem a vontade do meu Pai celeste nem um fio de cabelo pode cair da minha cabeça; na verdade, todas as coisas cooperam para a minha salvação.
Por isso, pelo Seu Espírito Santo, Ele também me assegura a vida eterna e faz-me disposto e pronto de coração para viver para Ele de agora em diante.”
Eu sei, é uma resposta longa para uma pergunta curta: “Qual é o seu único consolo na vida e na morte?”
Nos próximos dias vamos explorar essa resposta mais profundamente. Quero que ela penetre no seu coração, assim como tem penetrado no meu nos últimos meses. Te encorajo a memorizar essa resposta, refletir sobre ela — um trecho de cada vez.
Vamos da uma olhada na primeira parte dessa resposta:
"Que não pertenço a mim mesmo, mas pertenço — de corpo e alma, tanto na vida quanto na morte — ao meu fiel Salvador, Jesus Cristo.”
Eu vou te perguntar, porque é assim que aprendemos: por perguntas e respostas. O catecismo é isso — uma pergunta, e os ouvintes respondem.
Então eu te pergunto:
“Qual é o seu único consolo na vida e na morte?”
“Não pertenço a mim mesma, mas pertenço — de corpo e alma, tanto na vida quanto na morte — ao meu fiel Salvador, Jesus Cristo.”
Nosso único consolo, nossa única esperança na vida e na morte é esta: pertencemos a outro.
Vemos isso por todas as Escrituras.
O Salmo 100 é uma passagem bem conhecida. Ele diz:
Saibam que o Senhor é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio. (v. 3)
Pertencemos a Ele.
Isaías 43. Amo essa passagem. Também expressa isso lindamente e nos mostra por que pertencemos a Deus:
Mas agora, assim diz o Senhor, que o criou, ó Jacó, e que o formou, ó Israel: "Não tenha medo, porque eu o remi; eu o chamei pelo seu nome; você é meu. (v. 1)
Pertencemos a Ele. Pertencemos a outro ― não a nós mesmas — mas Àquele que nos criou e nos redimiu.
E o que isso significa na prática? Continuando em Isaías 43 e, aliás, temos um link a todas as referências que usarei aqui na transcrição e você pode consultá-las. Deus disse, “eu a chamei pelo seu nome; você é minha.”
No versículo 2 de Isaías 43 lemos:
Quando você passar pelas águas,
eu estarei com você;
quando passar pelos rios, eles não o submergirão;
quando passar pelo fogo,
você não se queimará; as chamas não o atingirão.
Porque eu sou o Senhor, seu Deus,
o Santo de Israel, o seu Salvador. (vv. 2–3)
Você não pertence a si mesma. Você pertence a outro. Deus diz que quando você passa por essas situações difíceis na vida ― câncer e COVID e você pode acrescentar à esta lista, você não enfrenta isso sozinha.
Deus te criou. Se você é filha dele, Ele te redimiu. Ele está com você. Ele cuida de você, porque você não pertence a si mesma, mas a Ele.
Em 1 Coríntios, lemos:
Vocês pertencem a Cristo. . . Não são de vocês mesmos, pois foram comprados por preço. (1Co. 3.6; 6.19–20, parafraseado)
Ele nos redimiu. Somos sua possessão. Se você é cristã, se você depositou sua fé em Cristo, você é propriedade de Deus, e Ele cuida bem daquilo que é dele. Você pode confiar que Deus está escrevendo a sua história porque você pertence a Ele.
Saber disso e confiar nisso nos liberta do medo e da ansiedade. Isso não significa que ficaremos livres dos problemas, mas significa que não precisamos ser controladas emocionalmente por eles.
Não precisamos manipular ou tentar resolver tudo. Podemos entregar tudo nas mãos de Deus porque estamos nas mãos dele. Tudo que nos diz respeito ― nossas vidas, nosso tempo ― está nas mãos dele.
No Salmo 68, há um versículo que diz:
Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo! Deus é a nossa salvação. (v. 19)
Esse é um dos benefícios que você recebe como filha de Deus, você não é mais dona de si mesma.
Isso exige que entreguemos o controle. Você precisa dizer, "Senhor, minhas mãos estão estendidas. Eu solto o controle da minha vida, dos meus filhos, das minhas circunstâncias. Não preciso consertar tudo ou mudar tudo."
Mas isso não significa adotar uma atitude de indiferença do tipo: “O que tiver de ser, será.”
Não! Deus nos dá direções claras sobre o que devemos fazer como mulheres, mães, esposas ou mulheres solteiras no trabalho. Ele nos mostra a nossa parte, mas não precisamos carregar o peso disso porque pertencemos a Ele.
Um belo exemplo disso está em Cânticos. Lá encontramos uma história de amor entre um rei e uma mulher humilde que ele escolhe para ser sua noiva, mesmo que ela não esperasse isso.
Ela se descreve como uma camponesa, que vive longe da cidade, com a pele queimada pelo sol por trabalhar nos vinhedos. Ela não se achava digna de ser escolhida por um rei. Mas o rei a escolhe e diz: "Eu quero você como minha noiva."
E essa história em Cânticos é um lindo retrato da redenção e como ela encontra alegria, consolo e segurança no amor do rei que a escolheu.
Uma frase que ela repete várias vezes é:"Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu." Existe uma mutualidade aqui. “Eu pertenço a Ele, e Ele me pertence.”
Eu pertenço a Cristo, e Cristo pertence a mim. Essa é a minha esperança. O meu consolo na vida e na morte.
O catecismo nos ensina que não é só uma parte de nós que pertence a Ele. Não é só dizer: "Deus, cuida da minha salvação, do meu futuro no céu. Dá-me um seguro contra o fogo eterno." Não, não é apenas a minha alma que pertence a Ele. O catecismo diz que corpo e alma pertencem a Cristo. Tudo em mim pertence a Ele.
Uma ouvinte chamada Jenny compartilhou sua história. Ela é diretora de um centro de apoio à gravidez na Pensilvânia e contou como ficou em choque ao descobrir que estava esperando seu sétimo filho.
Ela disse: “Eu não me senti abençoada quando descobri que estava grávida.”
A apresentadora perguntou: “Jenny, em que momento você finalmente entregou o plano para o tamanho da sua família a Deus?”
E Jenny respondeu: “Vou fazer 46 anos no mês que vem, e ainda estou entregando meu coração a Deus. Para mim é uma decisão diária submeter meu corpo, que é um sacrifício vivo, e também a minha fertilidade ao Senhor.”
Hoje em dia ouvimos muito o lema: “Meu corpo, minhas regras.”
Mas, como cristãs, declaramos o oposto: “Não é o meu corpo, nem as minhas regras.” Pertencemos a Cristo. Nosso corpo pertence a Ele. É dele para que Ele faça o que quiser. Entregamos a Ele o nosso corpo, nossa alma, espírito, mente, emoções, vontade, fertilidade. . . tudo.
Talvez isso seja fácil de dizer na minha idade, nos meus sessenta e poucos anos. Pode não ser fácil para você, dependendo da fase da vida em que está. Como uma mulher mais velha estou começando a pensar em algumas questões relacionadas à saúde ― meu corpo pertence a Ele.
Lembro-me de Corrie ten Boom, que passou os últimos cinco anos de sua vida sem conseguir falar, devido a um derrame. Mesmo assim, Deus usou esses anos silenciosos de forma poderosa. Corrie entregou seu corpo a Cristo, dizendo em essência:
"Senhor, quer que eu fale? Vou falar. Quer que eu fique em silêncio? Ficarei em silêncio. Quer me dar saúde? Quer tirar minha saúde? Meu corpo é Teu. Que o Senhor seja glorificado no meu corpo e na minha alma. Meu corpo e minha alma pertencem a Cristo.”
Outro exemplo é Amy Carmichael, missionária na Índia, que dedicou sua vida para resgatar meninas vendidas para a prostituição nos templos. Em 1936, ela escreveu em seu diário:
"Senhor e Mestre da minha vida, dono de cada minuto." Essa é a essência de pertencer a Cristo. Ele é nosso Senhor, nosso dono. Não pertencemos a nós mesmas, mas a Ele.
Então, irmãs, deixe-me perguntar mais uma vez:
Qual é o seu único consolo na vida e na morte?
Diga comigo: Eu não pertenço a mim mesma, mas pertenço — de corpo e alma, tanto na vida quanto na morte — ao meu fiel Salvador, Jesus Cristo.
Precisamos nos lembrar dessa verdade repetidas vezes. Precisamos também lembrar umas às outras.
Essa série pode não ser o tema mais emocionante de todos no Aviva Nossos Corações, mas é um dos mais importantes. É algo que lhe dará vida. É algo que mudará a sua vida.
Quando vivemos com a mentalidade de que “não sou minha, mas pertenço a Jesus, corpo e alma, na vida e na morte”, isso transforma tudo.
Eu não sou minha. Pertencer a Cristo significa que cada parte de mim, para sempre, pertence a Ele. Ele é meu Salvador fiel, e eu sou Sua propriedade escolhida. Ele nunca falhará em me amar e cuidar de mim.
Essa é minha única esperança e consolo hoje. Será minha única esperança amanhã. E será minha única esperança para todos os dias do resto da minha vida.
Amém?
Raquel: “Todas nós escolhemos onde buscamos esperança e consolo, não é mesmo? Vamos decidir agora olhar para Jesus.”
E com isso, Nancy DeMoss Wolgemuth nos apresenta as frases iniciais do Catecismo de Heidelberg.
Amanhã Nancy continuará a explorar essa mensagem, destacando como nossos pecados foram pagos e como somos livres do domínio do diabo. Aguardamos você aqui no Aviva Nossos Corações!
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.