Dia 1: Dias de declínio
Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth tem um lembrete para você.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Da nossa perspectiva terrena e limitada, quando as coisas parecem estar no ponto mais desesperador — quando aparentemente nada de bom está acontecendo, quando parece que o mal está vencendo, seja na sua igreja, na sua família, no seu trabalho ou na nossa cultura — lembre-se de que Deus tem um plano.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
Você olha para o pecado escancarado em nossa cultura e se pergunta se estamos vivendo o pior de todos os tempos? Na verdade, já houve outros momentos extremamente pecaminosos na história.
Como Eclesiastes diz, “não há nada novo debaixo do sol”. Pense em:
- Infanticídio durante a era romana. . . e em outros tempos e lugares.
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Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth tem um lembrete para você.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Da nossa perspectiva terrena e limitada, quando as coisas parecem estar no ponto mais desesperador — quando aparentemente nada de bom está acontecendo, quando parece que o mal está vencendo, seja na sua igreja, na sua família, no seu trabalho ou na nossa cultura — lembre-se de que Deus tem um plano.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
Você olha para o pecado escancarado em nossa cultura e se pergunta se estamos vivendo o pior de todos os tempos? Na verdade, já houve outros momentos extremamente pecaminosos na história.
Como Eclesiastes diz, “não há nada novo debaixo do sol”. Pense em:
- Infanticídio durante a era romana. . . e em outros tempos e lugares.
- Homossexualidade em Sodoma e Gomorra.
- As tradições de vingança horríveis entre tribos sul-americanas.
- A ganância e a crueldade praticadas por monarcas e líderes religiosos em nome da religião.
- A escravidão baseada em raça.
- E claro, toda uma cultura que acredita ter o direito de assassinar bebês ainda no ventre — bebês que foram feitos à imagem de Deus.
Nos próximos dias, no Aviva Nossos Corações, vamos aprender sobre uma mãe que viveu em um tempo semelhante. Ana, a mãe do profeta Samuel, é um exemplo para nós de como uma mãe pode criar filhos tementes a Deus em um mundo hostil.
Aqui está Nancy para dar início a esta série chamada A Oração de Ana e o Poder de Deus.
Nancy: Se você nos acompanha há algum tempo, sabe que a maioria dos meus heróis e heroínas são pessoas que já não estão vivas.
Há muitas pessoas vivas que eu admiro bastante, mas ao longo dos anos escolhi buscar força, entendimento e sabedoria em pessoas que viveram antes de nós, cujas vidas foram provadas, testadas e demonstraram fidelidade ao Senhor. O que torna alguém uma grande mulher ou um grande homem é a fidelidade a Deus ao longo do tempo.
Muitas das pessoas que mais admiro e que mais me ajudaram na minha caminhada espiritual são pessoas cujas histórias lemos nas Escrituras. Por isso, eu amo estudar personagens da Bíblia.
Hoje vamos começar um desses estudos com uma mulher sobre a qual já li bastante. Você provavelmente já ouviu a história dela muitas vezes.
Quero te encorajar a abrir sua Bíblia em 1 Samuel 1, porque é ali que encontramos Ana pela primeira vez. Eu já tinha lido essa passagem inúmeras vezes e achava que conhecia bem sua história. Achava que sabia muito sobre Ana, mas ao mergulhar nesse texto. . .
Acontece algo quando você medita na Palavra de Deus, quando passa tempo em um texto sem pressa, deixando-o penetrar em seu coração, absorvendo-o. Foi o que fiz na última semana, especialmente nos dois primeiros capítulos de 1 Samuel.
Preciso dizer que, nas horas em que fiquei imersa nesses versículos, surgiu para mim um retrato completamente novo, com muito mais entendimento sobre a mensagem da vida dessa mulher, algo que eu nunca tinha percebido antes. Sou muito grata agora pelo privilégio de compartilhar isso com você, na esperança de que você fique tão animada quanto eu fiquei ao conhecer mais sobre a vida de Ana ao longo desta série.
Vamos começar no capítulo 1, versículo 1. Para você que talvez não saiba quem foi Ana, deixe-me dizer: ela foi a mãe de Samuel, um grande profeta de Deus. Era uma mulher que desejava desesperadamente ter um filho. Deus lhe deu esse filho, Samuel, que se tornou um dos grandes líderes de Israel.
Mas a história vai muito além disso, e começamos em 1 Samuel 1.1: “Houve um homem de Ramataim-Zofim,” era ali que ele vivia, “da região montanhosa de Efraim,” essa era a região, “cujo nome era Elcana.” Esse é um nome importante, porque ele é um dos personagens principais dessa história.
Elcana era “filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efraimita.” Esse é um pouco do contexto, a linhagem de Elcana. Versículo 2:
Elcana tinha duas mulheres: uma se chamava Ana, e a outra se chamava Penina. Penina tinha filhos; Ana, porém, não tinha.
Você sabe que assim que lemos esse versículo já temos problemas. Temos dificuldades. O fato de haver duas esposas, e uma ter filhos e a outra não. . . bem, isso é receita para um desastre. Vamos chegar a esse ponto, mas antes quero dar mais um pouco de contexto. O versículo 3 nos diz:
Todos os anos esse homem [Elcana] ia da sua cidade para adorar. . .
Note essa palavra “adorar”, porque ela vai aparecer várias vezes nessa história. Vamos ver que o coração dessa história é a adoração. O coração da maternidade é ser, você mesma, uma adoradora e então ensinar seus filhos a adorarem a Deus.
Esse homem dava o exemplo. Ele “ia da sua cidade para adorar e sacrificar ao Senhor dos Exércitos, em Siló, onde Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli, eram sacerdotes do Senhor.”
Vamos parar por aqui. Vamos passar bastante tempo nesses versículos porque quero que entendamos o pano de fundo. Sempre é útil, quando estudamos a Bíblia, perguntar: “Qual é o contexto desta passagem?”
É particularmente importante entender a época em que Ana viveu. Na próxima sessão vamos olhar para sua família e seu contexto pessoal, mas primeiro precisamos observar o cenário nacional e cultural em que ela vivia.
Eu teria que usar — bem, poderíamos usar várias palavras, mas uma que me vem à mente é “declínio.” Não eram dias bons na nação de Israel. Era a época dos juízes.
Essa história se encaixa no período que você lê no livro de Juízes, quando “não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais certo” (Jz 21.25). Era pura anarquia, as pessoas viviam da maneira que queriam viver.
Se você se importa com datas, Samuel, o filho de Ana, nasceu por volta do ano 1100 a.C. Então, cerca de 1.100 anos antes de Cristo vir ao mundo, Ana viveu, orou, serviu e exerceu sua maternidade.
Os eventos do livro de Rute, aliás, que também aconteceram no tempo dos juízes, provavelmente ocorreram nos vinte anos anteriores. Portanto, não muito antes dessa história, temos a história de Rute, que no Antigo Testamento vem imediatamente antes de 1 Samuel.
Também sabemos que, depois ou durante a vida e o ministério de Samuel, viria um rei chamado Saul e, em seguida, outro rei chamado Davi. Esse é o contexto bíblico.
Como nação, Israel estava lutando. Ela era perseguida pelos filisteus, atormentada pelos poderosos exércitos dos filisteus ao seu redor. Mas, mais importante ainda, este era um momento de profundo declínio espiritual na nação de Israel. O povo já estava há cerca de cem anos em queda espiritual. Tinham chegado a níveis jamais vistos.
Ainda havia uma certa religiosidade, como lemos nos três primeiros versículos. Havia um tabernáculo físico. Ficava em Siló. Algumas pessoas iam lá para adorar e sacrificar. Havia sacerdotes.
Mas vamos ver que o estado da religião nessa época era apenas uma forma externa; o coração estava ausente na maioria dos adoradores. Havia muitas violações da lei e da Palavra de Deus nas práticas religiosas e na fé do povo.
Se você virar algumas páginas até 1 Samuel 3.1, vai ler algo muito importante que descreve bem aquela época. É a segunda parte do versículo: “Naqueles dias, a palavra do Senhor era muito rara.” Havia pouquíssima revelação sobre quem Deus é.
Quando não temos revelação sobre quem Deus é, o que Ele quer, Sua vontade e Sua lei, acabamos vivendo como bem entendemos. Passamos a conduzir nossas próprias vidas. E era exatamente isso o que estava acontecendo.
O povo estava corrompido. Estou falando do povo de Israel, o povo escolhido de Deus, aquele que Ele havia redimido da terra do Egito. Eles eram corruptos, imorais, e havia um vácuo de liderança — tanto espiritual quanto nacional. Não havia grandes líderes piedosos na terra, e isso já fazia muito tempo.
Os dias de Moisés e Josué já tinham ficado para trás, e o povo estava praticamente por conta própria, como ovelhas sem pastor. Para piorar, não estavam somente sem líderes, mas os sacerdotes que existiam eram gananciosos, arrogantes, corruptos e, em grande parte, imorais.
Eli foi o último de uma geração. Ele estava em uma posição intermediária. Sua vida tinha várias características boas, mas também algumas muito ruins. Seus filhos, de quem acabamos de ler, Hofni e Finéias, que deveriam sucedê-lo como sacerdotes, eram homens perversos.
Deixe-me mostrar alguns versículos que revelam isso. “Os filhos de Eli eram homens malignos” (1 Samuel 2.12). Algumas traduções dizem que eram “filhos de Belial”, filhos do diabo. Eles agiam como o diabo. Eram “homens inúteis. Não conheciam o Senhor.” Esses eram os sacerdotes, os ministros, os pastores, por assim dizer.
O versículo 17 está no meio de um parágrafo que descreve a ganância desses filhos. Deus havia ordenado que os sacerdotes pudessem comer das sobras dos sacrifícios. Mas, em vez de se contentarem com as sobras — resumindo aqui o parágrafo do capítulo 2 — eles exigiam que o povo lhes entregasse a carne do sacrifício logo no início. Eram gananciosos.
Eles estavam lucrando às custas do povo. Eram avarentos. Estavam explorando o povo. E eram os próprios sacerdotes que faziam isso! Então o versículo 17 resume: “Era, pois, muito grave o pecado desses moços diante do Senhor, porque eles desprezavam a oferta do Senhor”. Esses eram os pastores.
Eli [o pai deles] já era muito velho e ouvia tudo o que os seus filhos faziam a todo o Israel e de — e isso é difícil de imaginar, mas está lá no texto — como se deitavam com as mulheres que serviam à porta da tenda do encontro. (1 Sm 2.22)
Isso fala de prostituição ritual acontecendo bem perto do tabernáculo.
Sabe o que os israelitas estavam fazendo? Estavam copiando as práticas dos cananeus, que tinham ritos religiosos pagãos desse tipo. Os sacerdotes estavam tendo relações sexuais com as mulheres, as prostitutas cultuais que ficavam logo à porta do tabernáculo.
Nós pensamos que as coisas estão ruins hoje. É importante lembrar que já houveram outras épocas na história do povo de Deus em que a situação chegou a níveis extremamente baixos.
Se um homem pecar contra o seu próximo, Deus será o árbitro. Mas, se ele pecar contra o Senhor, quem intercederá por ele? Mas eles não ouviram a voz de seu pai. (v. 25)
Eli tentou, de alguma forma, corrigir seus filhos, mas eles não quiseram ouvir. Não tinham o coração aberto para o conselho.
Uma mulher me ligou há pouco tempo, muito aflita com algumas coisas que estão acontecendo em sua denominação. Ela chorava ao telefone.
Ela e o marido ocupam uma posição de liderança nessa denominação, mas têm visto certas situações, e ela me disse: “Tantos em posições de liderança em nossas igrejas estão sendo motivados por interesse próprio, por ganância. Falta integridade.”
E eu respondi: “Algumas coisas não mudaram muito, não é?” É exatamente isso que lemos nessa passagem.
Hoje temos muitos pastores, ministros e igrejas maravilhosos. Mas todas nós conseguimos apontar situações muito tristes, em que pensamos: “O que está acontecendo aqui?” Tão lamentável. Trágico. E perguntamos: “Onde está Deus nesses momentos? O que Ele está fazendo?”
Bem, ao entrarmos na história de Ana, quero dizer: Deus continua no Seu trono, e Deus sempre tem um plano. Deus tem um plano. Da nossa perspectiva terrena e limitada, quando a situação aparenta ser desesperadora — quando parece que nada de bom está acontecendo, quando parece que o mal está vencendo, seja na sua igreja, na sua família, no seu trabalho ou na nossa cultura — lembre-se de que Deus tem um plano.
O plano de Deus não será frustrado. Deus sempre preserva um remanescente. Sempre há pessoas que O amam e Lhe são fiéis, não importa o que esteja acontecendo ao redor. Pode ser que haja pessoas assim na sua igreja, talvez na sua família, no seu círculo de convivência. Talvez você seja uma das remanescentes.
Deus chama os seus fiéis e os separa, assim como fez com a nação de Israel, para ser luz e refletir Sua glória nos tempos mais escuros. Vamos ver como Ana se tornou um reflexo da glória e da luz de Deus, e como Ele usou essa esposa e mãe para fazer diferença, para ser um ponto de virada na nação de Israel.
Veja, há coisas boas a serem ditas sobre a família de Elcana. Acho sempre importante começar pelas coisas boas, porque os problemas logo aparecem. Sabemos, a partir dessa passagem, que Elcana descendia da linhagem da família de Levi. Ele era um levita e foi um dos poucos, naquela época, que permaneceu fiel a Deus, em sua maior parte. Era um homem devoto.
Mesmo que os sacerdotes não fossem fiéis a Deus, aqui estava um homem que basicamente dizia: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15). “Adoraremos a Deus, mesmo que mais ninguém o faça.” E, de fato, eram pouquíssimos os que faziam.
Ele subia todos os anos, possivelmente três vezes ao ano, como Deus havia ordenado aos homens judeus, para adorar a Deus e oferecer sacrifícios conforme a lei. E sua família ia com ele para adorar. É um detalhe, mas não o ignore, porque é significativo na vida de uma família: adorar a Deus juntos.
Por isso é tão importante (se eu puder falar com você, mulher solteira), que ao pensar em escolher um companheiro de vida, você peça a Deus que traga até você um homem que seja adorador, para que vocês possam adorar ao Senhor juntos. Não adianta ele ter dezesseis outras qualidades que você aprecia, se não for um adorador de Deus. Você precisa ser capaz de adorar a Deus junto com ele.
Esse homem fazia isso, e levava sua família junto. Em geral, era uma família piedosa. Uma família cujo calendário de vida girava em torno do relacionamento com Deus. Eles eram fiéis adoradores de Deus em meio a um ambiente ímpio.
Também vemos, procurando coisas boas nessa família, que Elcana amava sua esposa Ana. Ana tinha um marido que se importava com ela. Ele cuidava de suas necessidades, a sustentava. Havia muitas coisas positivas para ela nesse lar.
Mas, havia problemas. Havia dificuldades. Pairava uma grande nuvem sobre essa pequena família piedosa, em alguns aspectos.
Quero apenas lembrá-la de que toda família tem seus problemas; até aquelas que você aponta como líderes espirituais, e pensa: “Nossa, eles são tão unidos. Essa família é tão temente a Deus.” E podem ser mesmo, em muitos aspectos. Mas não importa quão piedosa seja uma família — ela tem seus problemas.
Talvez você pense que adoraria ser casada com aquele homem, o seu pastor, algum líder espiritual, ou alguém que você ouve no rádio ou na televisão cristã. Mas estou lhe dizendo: você não mora com esse homem. Não sabe os problemas que eles enfrentam em família.
Pensamos em algumas mulheres como sendo: “Ah, ela é tão piedosa”, e colocamos essas pessoas em pedestais. Mas você não sabe o que acontece dentro das quatro paredes de uma casa, a menos que esteja dentro dela.
Todo lar tem suas dificuldades. Todo lar tem seus pecados. Todo lar tem suas falhas. E todo lar tem suas dores. Precisamos aprender a encontrar graça, Ana — a graça de Deus — em meio a essas circunstâncias e situações.
Não é impressionante que toda mulher tenha algum motivo de tristeza, algo que pesa em seu coração, seja isso algo que ela consiga compartilhar com outras pessoas ou não? Cada mulher sentada nesta sala, cada mulher ouvindo este programa, tem algo que deixa seu coração pesado.
É incrível para mim como tantas vezes esses pontos de dureza e de coração aflito têm a ver com a família — casamento, filhos. . . é aí que estão muitas das nossas dores e tristezas.
Um dos problemas óbvios naquela família é que se tratava de um casamento bígamo. O versículo 2 nos diz claramente, e eu fico feliz que as Escrituras não escondem essas coisas de nós. Esse homem, Elcana, que era um adorador de Deus — ele amava a Deus, era devoto a Deus — mas tinha um problema: ele tinha duas esposas.
Na mensagem de Charles Spurgeon sobre Ana, ele cita o conselho de um sábio ao sultão: “Primeiro aprenda a viver com duas tigresas e depois espere viver feliz com duas esposas.” Acho que essa é uma descrição apropriada. Viver com duas esposas pode ser algo mais ou menos como viver com duas tigresas.
Nesse casamento bígamo, que sabemos não era a intenção nem o plano de Deus, embora tenha acontecido muitas vezes no Antigo Testamento. . . Não era o que Deus havia planejado desde o princípio. Jesus deixa isso claro nos Evangelhos quando fala sobre múltiplos casamentos, divórcio e novo casamento, que desde o princípio não era assim que Deus queria.
O plano de Deus era um homem para uma mulher por toda a vida, e sempre que você encontra múltiplas esposas no Antigo Testamento, encontra também problemas logo em seguida. Não é o jeito de Deus. Seja duas esposas ao mesmo tempo ou uma esposa depois da outra — casamentos em série, divórcio e novo casamento — não é o plano de Deus.
Claro, Deus pode redimir e transformar essas situações; mas sofremos quando não seguimos o jeito de Deus, que é o casamento fiel, monogâmico e vitalício.
No caso de Elcana, o casamento bígamo provavelmente foi resultado de ele ter se casado primeiro com Ana, aparentemente sua primeira esposa e certamente a esposa preferida. Ele a amava de verdade, mas ela não podia ter filhos. Era o primeiro casamento sem filhos.
Naqueles dias, um homem cuja esposa não tivesse filhos muitas vezes tomava uma segunda esposa com o propósito de lhe dar descendência, para continuar o nome e a linhagem da família. Nunca foi aprovado por Deus. Não era o plano de Deus, mas Ele permitiu que acontecesse, e em muitos casos que vemos no Antigo Testamento, Deus acabou trazendo grande bem e glória a partir disso.
Então, naquela família, no fim das contas esse casamento bígamo levou a competição, comparação, ciúmes, tensão, brigas, rivalidade. Vamos continuar com isso na próxima sessão e ver por que tudo isso aconteceu e como Deus começou a agir, apesar dessa situação negativa, para cumprir os Seus propósitos.
Mas deixe-me parar aqui e perguntar: qual é a situação na sua casa? Qual é a situação na sua família que não é ideal? É uma nuvem sobre o que os outros podem pensar ser a sua família feliz, piedosa e perfeita? Qual é o ponto de dor? Qual é o ponto de tristeza? Qual é o ponto de frustração?
Você tem um Deus que está disposto e é capaz de se envolver com você nessa situação e de trazer glória para Si mesmo a partir dela. Pode ter sido por sua própria culpa em algum pecado, ou pode ter sido por circunstâncias sobre as quais você não teve controle; mas Deus é capaz, pela Sua graça, de redimir a situação mais desesperadora e sem saída.
Talvez Ele não mude todas as circunstâncias. Aquele casamento continuou sendo bígamo até o fim. Mas Deus é capaz de tirar dessas cinzas algo belo que trará glória a Ele. Essa é a esperança nesta história e, mais do que isso, é a esperança para você agora. É a esperança para a sua história.
Senhor, obrigada pela Tua graça. Obrigada pela Tua misericórdia. Obrigada por ter paciência conosco. E obrigada porque o Senhor governa e redime as perdas causadas pelos nossos pecados ou pelos pecados de outros.
Senhor, ajuda-nos a fazer escolhas certas para que não nos coloquemos nesse tipo de situação. Mas quando nos encontrarmos nelas, ajuda-nos a voltar-nos para Ti, a encontrar o Teu propósito e o Teu plano, e a encontrar graça para redimir nossas vidas e as vidas ao nosso redor. Eu oro em nome de Jesus, amém.
Raquel: Não é maravilhoso saber que Deus concede graça, permitindo que esposas imperfeitas e maridos imperfeitos se amem para a glória dele? Nancy DeMoss Wolgemuth tem nos mostrado que foi isso que aconteceu na vida de Ana, a mãe de Samuel. Amanhã ela vai continuar essa história.
Espero que você esteja sendo abençoada pelo Desafio de Leitura da Palavra durante 365 dias. Estamos começando a quarta semana, mas ainda dá tempo de você participar desse desafio. Visite nosso site para informações de como participar, avivanossoscoracoes.com.
Nós ouvimos tantas mulheres que estão lutando em seus casamentos, e também ouvimos sobre o poder de Deus para melhorar e restaurar relacionamentos. Você precisa que Ele faça isso no seu casamento? Se sim, espero que você saiba que não pode começar tentando consertar o seu marido.
A verdadeira restauração e a verdadeira cura não podem acontecer até que você se coloque de joelhos e peça a Deus que mostre onde você precisa mudar. Peça que Ele a torne mais parecida com Ele.
Mesmo que você não seja casada ou não tenha problemas visíveis no casamento, também precisa crescer em seu relacionamento com Deus!
Nancy compartilhou conosco hoje dez coisas que ela frequentemente pede a Deus para fazer em seu coração. Algumas delas são: “Senhor, guarda o meu coração”, “Enche-me com o Espírito Santo” e “Dá-me sabedoria.”
Esses não são pedidos de oração pontuais, mas sim devem permanecer constantemente em nossos lábios. Estamos numa guerra de pensamentos, guerra entre a carne e o espírito.
Uma ouvinte compartilhou conosco o seguinte testemunho:
“Sempre que incentivo uma mulher a tomar hábitos assim, ouço que não adianta mais, que já estão desgastados e não tem pique para investir.
Mas quero animá-las que como acontece a santificação, gradativamente conforme lemos e oramos e nos submetemos à sua palavra, assim é o trabalhar do Senhor em nossos corações, não vemos a mágica acontecer mas é tão prazeroso ver as pequenas mudanças que Deus faz em nosso coração e de nosso cônjuge.
Eu orei por muitos anos, por uma transformação no coração do meu esposo, e hoje eu vejo as respostas de Deus, mas o que me sustentou foi conhecer a fé de Abraão em obedecer e não murmurar ou desanimar.
Deus me sustentou nessa jornada a não desistir. Deus transformou o meu coração e o dele, segundo a sua poderosa vontade. Louvo a Deus por esse ministério.”
A oração tem poder, irmãs! Não nos cansemos de clamar pelos nossos filhos, nossos maridos, nossas famílias e igrejas.
Você já questionou por que pessoas piedosas sofrem enquanto pecadores prosperam? Por que Deus permite esse tipo de injustiça? E o que isso tem a ver com Ana?
Nancy: A vida não é justa. Você já disse isso para os seus filhos?
“Não é justo, mãe!”
E você responde: “A vida não é justa.” E é verdade.
Sabemos que Deus é justo e Ele nunca comete um erro. Ele é bom. Ele é justo. Ele é santo. Mas Deus não lida com todas as pessoas da mesma forma. Muitas vezes, Deus não nos dá uma explicação para as nossas dores — pelo menos não aqui e agora.
Raquel: Vamos falar sobre isso amanhã. Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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