Dia 1: Considere-O
Raquel Anderson: Quando foi a última vez que você realmente refletiu sobre a incrível encarnação de Cristo? Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quero que consideremos Jesus como o Servo e Salvador rendido. . . Jesus, o Filho de Deus, o próprio Deus, como um Servo e Salvador rendido.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Render-se completamente a Deus, na voz de Renata Santos.
Nancy vai nos ajudar a refletir sobre Jesus na série Considere Jesus. Isso, é claro, é algo que devemos fazer o tempo todo. Mas é especialmente apropriado para a Semana Santa, quando lembramos da Paixão — o sofrimento — de nosso Salvador. Aqui está Nancy.
Nancy: É tão fácil para nós, especialmente nós que estamos na igreja há muito tempo. . . Já ouvimos falar de Deus por muito tempo. Sabemos …
Raquel Anderson: Quando foi a última vez que você realmente refletiu sobre a incrível encarnação de Cristo? Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quero que consideremos Jesus como o Servo e Salvador rendido. . . Jesus, o Filho de Deus, o próprio Deus, como um Servo e Salvador rendido.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Render-se completamente a Deus, na voz de Renata Santos.
Nancy vai nos ajudar a refletir sobre Jesus na série Considere Jesus. Isso, é claro, é algo que devemos fazer o tempo todo. Mas é especialmente apropriado para a Semana Santa, quando lembramos da Paixão — o sofrimento — de nosso Salvador. Aqui está Nancy.
Nancy: É tão fácil para nós, especialmente nós que estamos na igreja há muito tempo. . . Já ouvimos falar de Deus por muito tempo. Sabemos muito sobre a fé cristã. É fácil ficar com a mente calejada e nos acostumar tanto com as coisas de Deus que não nos maravilhamos mais tanto.
Perdemos aquele óleo fresco que, às vezes, um novo cristão tem quando ainda não ouviu essas coisas antes, e para ele tudo é tão novo, maravilhoso e terno.
E então eu me lembro que o cristianismo não é uma religião. É um relacionamento que se foca e se centra em uma pessoa. O cristianismo não é algo que eu faço por Deus. Não são coisas que eu sei sobre Deus. Não é apenas uma fé. É Cristo em mim. Isso é cristianismo.
Ele é o centro, o coração, o núcleo, a essência da nossa fé e das Escrituras. Há um grande perigo de que o sobrenatural se torne comum em nossas vidas e de nos distrairmos tanto que percamos de vista quem Ele é.
Alguém me disse esta manhã que frequentemente toca música cristã em casa. Ela disse: “Mas tantas vezes eu não ouço as palavras. É apenas um fundo. Não estou pensando no que está sendo dito e nas verdades incríveis que estão sendo apresentadas por meio dessas palavras.”
Então acho super importante que tiremos um tempo para parar e pensar sobre quem é Cristo, o que Ele fez, o que Ele significa para nós, e pedir a Deus que nos dê olhos renovados para ver o Senhor Jesus de maneiras que não havíamos visto antes.
De fato, as Escrituras nos dizem duas vezes no livro de Hebreus que devemos “considerá-lo”. Considerar Ele. Pausar, parar, pensar, meditar, focar nele.
O primeiro versículo está em Hebreus 3.1, onde o escritor diz: “Por isso, santos irmãos, vocês que são participantes da vocação celestial, considerem atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus.”
Outra versão traduz isso como “fixem seus pensamentos em Jesus”. Contemplem-no, habitem nele, concentrem-se nele. E o contexto ali (apenas no capítulo anterior) fala sobre como o sofrimento dele ao ser tentado O faz capaz de nos ajudar quando somos tentadas. Então pare e pense nele para que, quando você for tentada, possa lidar com a tentação.
E em Hebreus 12 vemos novamente a frase, versículo 3: “Portanto, pensem naquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que vocês não se cansem nem desanimem.”
A palavra aqui traduzida como “pensem” é diferente da que lemos no capítulo anterior. Na verdade, é um composto de duas palavras. A primeira significa “repetição” e a segunda significa “pensar”, pensar repetidamente, considerar com precisão, distintamente, repetidamente. Considerem Ele. Continuem pensando nele.
Em qual contexto devemos pensar em Jesus? Considerá-lo? Bem, está falando de uma corrida que devemos correr. E o escritor aos Hebreus diz que você está correndo uma corrida que exige perseverança. “corramos com perseverança a carreira que nos está proposta.” (Hebreus 12.1)
E como você faz isso quando a caminhada fica difícil? Você O considera. Você pensa em Jesus. Você habita nele. Você O contempla. Você pensa repetidamente nele e continua pensando nele.
E, é claro, você já experimentou, assim como eu, como Deus pode usar pensamentos sobre o que Cristo fez por nós para nos encorajar quando nos cansamos ou desanimamos no sofrimento ou na corrida à qual Ele nos chamou.
Voltemos nossos olhos para Jesus. Considerem Ele. Atenham-se a Ele. Contemplem-no. Pensem nele e continuem pensando nele. Somos tão distraídas pelas coisas do mundo, não somos? Pelo que acontece ao nosso redor, pela correria do dia.
Mas essa compositora disse o seguinte:
Volve os olhos a Cristo,
Contempla Sua face de amor.
Quando ao teu redor há perigos mil,
Volve o olhar para o teu Redentor.(“Turn Your Eyes Upon Jesus”, Helen Lemmel)
Portanto, esta semana, quero que consideremos Ele de uma maneira nova, que pensemos em Jesus. Há muitas coisas maravilhosas sobre Jesus que poderíamos considerar. Poderíamos falar sobre Seus milagres, Seus ensinamentos, Seu poder.
Mas gostaria de focar no que penso ser uma das coisas mais extraordinárias e notáveis sobre Jesus, e uma das coisas que mais aprendi a amar nele. Gostaria que consideremos Jesus como o Servo e Salvador rendido — Jesus, o Filho de Deus, Deus mesmo, como um Servo e Salvador rendido.
Se você pensar na eternidade passada, sabe que antes do tempo, havia Jesus, havia o Verbo. O Senhor Jesus era um com o Pai.
Jesus sempre se deleitava em estar com Seu Pai, em ser um com Seu Pai.
E vemos a mesma coisa na encarnação. O que é a encarnação? É Cristo se tornando carne, Deus assumindo a carne humana, Cristo vindo à terra. É isso que celebramos no Natal. A encarnação de Cristo: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós.” Deus fez Sua tenda entre nós.
E na encarnação, vemos que Cristo, o Filho de Deus, igual a Deus, entregou-se à vontade de Deus. Ele não tinha vontade própria, exceto fazer a vontade do Pai. Então, quando Jesus deixou o céu para vir à terra, Ele tinha um único propósito em mente. Por que Ele veio? Qual era esse propósito?
As Escrituras nos dizem em João 6.38 que Jesus disse: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, mas a vontade daquele que me enviou.”
“Esse é o Meu propósito”, disse Jesus. “Não tenho agenda própria. Não tenho plano próprio. Não estou conduzindo Minha própria vida. Não estou fazendo Minha própria vontade. Não vim para fazer Minha própria obra. Vim para fazer a vontade daquele que Me enviou. É por isso que estou aqui.”
Hebreus 10.7 faz referência a uma passagem do Antigo Testamento em que Jesus disse: “Estou aqui para fazer, ó Deus, a tua vontade.’’ “Esse é o Meu propósito na vida. É por isso que vivo. É para isso que Minha vida existe. É por isso que estou aqui, para fazer a vontade do Pai.”
Considerem Ele, subordinado, rendido, como Ele veio à terra na encarnação, vindo fazer a vontade do Pai.
Ao longo de Seus anos aqui na terra, vemos que Jesus manteve essa postura de rendição à vontade de Deus. Pense na Sua infância. Sabe, praticamente o único insight que as Escrituras nos dão sobre a vida de Jesus dos doze anos até chegar à idade adulta é que Ele foi obediente aos Seus pais.
Ele era um servo rendido. Ele sabia que, ao obedecer aos pais terrenos, estava vivendo uma vida de rendição ao Pai celestial.
Lucas 2.51 nos diz: “E voltou com eles para Nazaré e era submisso a eles.” (isso foi aos doze anos)
Você sabia que a disposição da sua parte de se submeter à autoridade ordenada por Deus, seja como jovem sob a autoridade dos pais, como esposa sob a autoridade do marido, como membro da igreja sob a autoridade dos líderes da igreja, no trabalho sob a autoridade do chefe — a disposição de se submeter à autoridade ordenada por Deus é uma das maiores evidências de se estamos ou não em submissão a Deus?
Jesus demonstrou Sua entrega a Deus ao estar em submissão, durante Sua adolescência, à vontade de Seus pais terrenos. Depois, vemos Jesus em Sua vida adulta, quando Ele se prepara para iniciar Seu ministério terreno. Ele passa por um período de intensa tentação no deserto.
Qual era a questão subjacente que Satanás usou para tentar Jesus? Era a questão da entrega. Era a questão do controle. Veja, Satanás estava tentando fazer Jesus se render a ele, em vez de se render a Deus.
E ele começou como começou milhares de anos antes no Jardim, apelando para os apetites físicos de Jesus: "Se você é o Filho de Deus, transforme estas pedras em pão."
O que ele estava dizendo? Você decide o que quer comer e quando. Seja seu próprio mestre. Faça do seu jeito. Controle sua própria vida; seus próprios hábitos alimentares.
Agora, Jesus, como sabemos, não havia comido por quarenta dias. Apesar disso, Ele se recusou a agir fora da direção de Seu Pai celestial, mesmo em algo aparentemente insignificante ou algo que, humanamente, faria muito sentido. “Eu mereço poder comer agora.” Mas Ele não iria comer se não fosse a vontade de Seu Pai comer naquele momento.
Enquanto eu trabalhava nessas anotações ontem a noite, me deu vontade de comer. Eu não estava com fome. Era tarde da noite. Eu não precisava comer. E essa pequena batalha aconteceu: “Eu como ou não como?”
A questão é: “Quem é Senhor?” Não há nada de errado em comer à noite se Deus lhe dá liberdade para isso. Naquele momento, porém, eu sabia que era apenas a minha carne querendo fazer do seu jeito.
E a questão era realmente de entrega. Eu vou me render ao Senhorio dele na minha vida ou vou administrar minha própria vida?
Bem, você sabe como Satanás continuou tentando fazer Jesus se curvar diante dele. Ele mostrou a Ele todos os reinos do mundo e seu esplendor. Mateus diz: “Se você se prostrar diante de mim, tudo isso será seu” (Mateus 4.9, parafraseado).
Bem, tenha em mente que não era de Satanás para dar. Ele não possuía nada disso. Tudo pertence a Deus. Mas Jesus reconheceu apenas um Rei. Ele estava completamente rendido à vontade de Seu Pai celestial; portanto, não cederia por um momento o controle ao inimigo do Pai.
Ele não iria se curvar diante de outro chamado rei. Ele havia determinado Seu caminho. Ele permaneceria rendido ao Seu Pai celestial.
Portanto, em todo Seu ministério terreno, vemos esse fio condutor nos Evangelhos, particularmente no Evangelho de João. Vou apenas ler alguns versículos para você. Não darei as referências aqui, mas elas estarão no site na transcrição. Apenas leia e acompanhe o fluxo.
Jesus disse, em João 5: “Em verdade, em verdade lhes digo que o Filho nada pode fazer por si mesmo, senão somente aquilo que vê o Pai fazer” (v. 19). Rendição.
Jesus disse: “Eu nada posso fazer por mim mesmo. . . porque não procuro a minha própria vontade, e sim a daquele que me enviou.” (João 5.30)
Em outra ocasião, disse: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (João 6.38). Todos esses, a propósito, estão no Evangelho de João.
Ele disse: “O meu ensino não é meu, mas daquele que me enviou.” (João 7.16)
“. . .nada faço por mim mesmo; mas falo como o Pai me ensinou. Porque eu faço sempre o que lhe agrada.” (João 8.28–29)
“. . .pois não vim de mim mesmo, mas ele me enviou.” (João 8.42)
João 14: “As palavras que eu digo a vocês não as digo por mim mesmo, mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras.” (v. 10)
“E a palavra que vocês estão ouvindo não é minha, mas do Pai, que me enviou.” (João 14.24)
“Faço como o Pai me ordenou. Jesus disse essas palavras quando se dirigia ao Jardim do Getsêmani, sabendo que seria traído por um de Seus discípulos e o que disse? “. . .faço como o Pai me ordenou. Levantem-se, vamos sair daqui.” (João 14.31)
O que fez Ele ir ao Jardim, sabendo o que aconteceria lá? O fato de que Ele era um servo rendido, submisso à vontade de Seu Pai. Foi por isso que Ele veio à terra, para fazer a vontade de Seu Pai celestial. Ele sabia que, em última análise, isso exigiria que Ele oferecesse Seu próprio corpo como sacrifício pelo pecado do mundo. Mas nunca, nem por um momento, resistiu à vontade de Deus. Nem por um momento.
Sua vida demonstra entrega completa, alegre, total e consistente.
Veja, depois da cruz, o lugar para onde Jesus foi a seguir, o Getsêmani é a ilustração suprema da entrega de Jesus enquanto esteve aqui na terra.
Mas Ele resolveu a questão antes mesmo de pisar no Jardim. De fato, antes de pisar no planeta, Ele decidiu que faria a vontade de Deus.
Ele sabia que, para Ele, a vontade de Deus significava que Ele se tornaria uma oferta pelo pecado para a salvação do mundo; que teria de entregar Sua vida. Ele sabia disso. Mas ainda assim escolheu o caminho da entrega.
Lemos em Hebreus 5.7 que durante os dias da vida de Jesus na terra, “Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte.”
O que isso significa? É uma descrição do que aconteceu no Jardim do Getsêmani, onde Ele orou fervorosamente. Tão fervorosamente que as Escrituras dizem que Seu suor era como gotas de sangue caindo ao chão. (Lucas 22.44)
Ele não estava discutindo com Deus. Ele estava demonstrando submissão à vontade de Deus. Diz que “Ele ofereceu orações e súplicas com grande clamor e lágrimas àquele que podia livrá-lo da morte”, ao Seu Pai celestial.
E continua dizendo que Ele foi ouvido por causa de Sua reverente submissão, porque Ele era um servo rendido.
Você pode pensar: “Se Ele foi ouvido, por que Ele teve que ir à cruz?” Eis o que foi ouvido. Ele disse: “Deus, esta é a minha escolha, não ir à cruz; contudo, não seja feita a Minha vontade, mas a Tua.” Essa é a entrega. Essa é a submissão.
Sim, isso é difícil. E por que foi tão difícil para Ele? Porque, e posso ouvi-Lo dizendo: “Pai, sei quanto odeias o pecado. E não quero assumir o pecado que sei que odeia e que Me separará de Ti, de quem nunca conheci um momento de separação. Por toda a eternidade, tenho sido um contigo, próximo a Ti, obediente a Ti, e agora queres que eu assuma todo o pecado e desobediência do mundo. Oh Deus, se houver outro caminho, poderia ser assim?”
E ainda assim, Ele continua: “Se isto Te agrada, se isto cumpre Teus propósitos, eu aceito. Não a Minha vontade, mas a Tua seja feita.”
O que Ele estava dizendo? “Eu me deleito em fazer Tua vontade, Meu Pai. Isso é tudo o que importa. Eu me rendo ao Teu controle. Eu me entrego.”
À medida que avançamos nesta série, veremos que a entrega à vontade de Deus é o que nos leva ao lugar de maior bênção e recompensa. Você percebe isso pelo final de um e-mail de minha amiga missionária na Ásia. Ela diz assim:
Sei que uma vida dedicada à obediência e ao serviço será, em última análise, uma vida de incrível realização e uma vida bem vivida.
Pedi a Deus, como Davi fez, para me mostrar quão breve é minha vida e para me lembrar que a eternidade está chegando, e se medir minha vida à luz das recompensas e alegrias que Ele nos concederá na eternidade, então não há sacrifício real nesta vida. É todo um investimento alegre.
Eu me deleito em fazer Tua vontade, ó meu Pai.
Isso é o que Jesus disse. Isso é o que Ele nos pede para dizer enquanto O consideramos: “Senhor, não importa quão difícil seja, não importa quão desafiador seja ou quanto vá contra meu conforto, minha conveniência, minha vontade, ó Senhor, se Te agrada, me agrada. Eu aceito Tua vontade, eu me deleito em fazer Tua vontade.”
Há algo que o Senhor está pedindo nesta estação da sua vida que você acha muito difícil dizer sim? Talvez seja o Senhor pedindo que você permaneça devota a um marido que não conhece o Senhor, que não caminha com Deus.
Talvez seja o Senhor pedindo que você esteja disposta a ter filhos, e você queria ter sua própria carreira, viver sua própria vida, e Deus tem dito: “Quero que você tenha uma família”, e você tem resistido a isso. Talvez o Senhor esteja falando com você sobre o ministério a um pai idoso com quem é difícil conviver, e como você precisa se aproximar e amar esse pai, mostrar misericórdia e a graça de Cristo, e é tão difícil para você pensar em fazer isso.
Não sei o que Deus traz à sua mente, mas você aceitaria simplesmente pegar essa situação, aquilo que você sabe que o Senhor quer de você, e se juntar ao Senhor Jesus ali no Jardim do Getsêmani? Você entregaria sua vontade à vontade do Pai?
Você diria: “Ó Senhor, isso não é o que eu escolheria, mas se Te agrada, então me agrada. Se é isso que Tu queres, então Senhor, eu entrego minha vontade a Ti. Eu aceito e abraço Tua vontade. Eu digo: ‘Sim, Senhor.’”
Obrigada, Senhor, pela grande alegria que vem quando consideramos Cristo, o Servo rendido, e escolhemos seguir Seus passos e entregar nossas vidas como servas a Ti, ser totalmente Tuas, devotas a Ti, sem vontade, sem agenda, sem plano próprio, mas para conhecer e fazer Tua vontade.
Que possamos escolher esse caminho, e nesse caminho possamos encontrar a alegria que o Senhor Jesus encontrou. Pode ser nossa à medida que nos rendemos a Ti. Obrigada, em nome de Jesus, amém.
Raquel: Amém. Nancy DeMoss Wolgemuth tem mostrado o caminho pelo qual Jesus modelou a entrega à vontade de Seu Pai e aos Seus pais terrenos.
Nancy: Amo ler e-mails de nossas ouvintes, e fiquei tão encorajada ao receber este de uma mulher que está redescobrindo a maravilha da Palavra de Deus. Ela nos contou que cresceu engatinhando atrás de um banco de igreja, mas nos últimos anos seu amor pelo Senhor havia esfriado.
O ensino na igreja dela particularmente era focado aos não cristãos, e ela escreveu: “Eu me via saindo dos cultos com fome de mais.” Bem, Deus usou este ministério para avivar o coração desta mulher, e ela escreveu: “Este podcast não apenas me deu alimento espiritual para comer, mas também o desejo e a motivação para estudar a Palavra de Deus por conta própria. Suas mensagens me fizeram me apaixonar pela verdade da Palavra de Deus. Por favor, continuem a falar a verdade.”
Amo quando mulheres recebem motivação para se aprofundar na Palavra de Deus e aprender a se alimentar espiritualmente por si mesmas. Queremos continuar falando a verdade e encorajando mulheres a buscarem a Palavra de Deus por conta própria. Só podemos fazer isso enquanto ouvintes como você apoiam financeiramente este ministério.
Sua doação nos ajuda a encorajar mulheres a mergulhar na Palavra de Deus, para que possam encontrar as respostas que precisam para viver como verdadeiras mulheres de Deus.
Raquel: Jesus escolheu aceitar a cruz. Toda vez que nossa carne se choca com a vontade de Deus, temos a mesma escolha a fazer. Feliz Páscoa a todas as nossas ouvintes. Nosso desejo é que hoje e ao decorrer de todo o final de semana você esteja contemplando a pessoa de Jesus.
Continuaremos esta mensagem na segunda-feira aqui, no Aviva Nossos Corações.
Agora, para encerrar nosso tempo, vamos ouvir novamente Nancy DeMoss Wolgemuth. Ela estava falando sobre a frase do catecismo que diz: “Não sou minha, mas pertenço — corpo e alma, na vida e na morte — a meu fiel Salvador, Jesus Cristo.” Essa é uma atitude de entrega, como Jesus demonstrou. Aqui está Nancy.
Nancy: Esse é um dos benefícios de ser filha de Deus: você não é mais sua.
Porém, isso significa que você precisa liberar o controle. Significa dizer: “Não estou no controle. Mãos levantadas. Mãos fora da minha vida. Mãos fora da vida dos meus filhos. Mãos fora das minhas circunstâncias. Não preciso consertar tudo. Não preciso mudar tudo.”
Isso não significa que simplesmente ficaremos paradas dizendo: “Que será, será. Deus fará o que quiser.”
Não, Ele nos dá direção sobre a nossa parte, o que devemos fazer como mulheres, como mães, como esposas, como mulheres solteiras no trabalho. Ele nos dá direção. Mas não é nossa responsabilidade nos preocupar, porque pertencemos a Ele e, portanto, Ele nos sustenta e carrega nossos fardos dia após dia.
No livro de Cantares de Salomão, lemos uma história de amor entre um noivo e a mulher que ele ama e escolheu como sua noiva — para grande surpresa dela. Ela não esperava por isso. Ela não era uma das mulheres da realeza que ela supunha que ele escolheria como noiva.
Ela diz: “Sou apenas uma garota do campo.” Ela vivia no meio do nada, e sua pele foi escurecida e marcada pelo sol. Ela trabalhava na vinha da família.
Ela não era uma escolha para um rei, mas ele a escolhe. Ele diz: “Quero que você seja minha noiva.”
E esta história, em Cantares, à medida que se desenrola, é uma linda imagem da história da redenção e de como a noiva encontra contentamento, alegria e conforto neste rei que a escolheu.
E uma das frases repetidas ao longo da história é: “Eu sou do meu amado, e meu amado é meu.” Há uma reciprocidade aí. “Eu pertenço a ele, e ele pertence a mim.”
Eu pertenço a Cristo, e Cristo pertence a mim. Esta é minha esperança. Este é meu conforto na vida e na morte.
No catecismo, vemos que não é apenas parte de nós que pertence a Ele. Não é apenas: “Oh Deus, cuide da minha salvação. Cuide do meu céu. Me dê seguro para depois desta vida.” Não é apenas minha alma. Fala de corpo e alma pertencendo a Ele. Todo eu pertence a Ele.
Como mulher mais velha, começo a pensar agora em algumas dessas questões de saúde — meu corpo pertence ao Senhor.
Penso em Corrie Ten Boom, que passou os últimos cinco anos de sua vida sem conseguir falar por causa de um derrame. E ainda assim, foi escrito um livro sobre esses cinco anos silenciosos e como Deus usou sua vida porque ela entregou seu corpo a Cristo para ser dele.
Senhor, quer que eu fale? Falarei. Quer que eu fique em silêncio? Ficarei em silêncio. Quer que eu tenha boa saúde? Quer tirar minha saúde? Meu corpo é Teu. Que sejas glorificado através do meu corpo, através da minha alma. Eu pertenço, corpo e alma, a Cristo.
Lembre-se de Amy Carmichael, missionária na Índia, que passou a vida inteira entregando sua vida em favor das meninas que eram vendidas para prostituição nos templos. Ela escreveu em um de seus cadernos, em 1936: “Senhor e Mestre da minha vida, dono de cada minuto.” É assim que ela falava com o Senhor.
“Senhor e Mestre da minha vida, dono de cada minuto.” Isso significa que sou propriedade de Cristo, que não pertenço a mim mesma, mas a Ele.
Então, deixe-me perguntar novamente, amigas neste recinto: qual é seu único conforto na vida e na morte?
Você diria comigo? “Não sou minha, mas pertenço — corpo e alma, na vida e na morte — a meu fiel Salvador, Jesus Cristo.”
Precisamos nos lembrar dessa verdade repetidas vezes. Precisamos lembrar umas às outras.
“Não sou minha, mas pertenço — corpo e alma, na vida e na morte — a meu fiel Salvador, Jesus Cristo.” Não sou minha. Pertenço a Jesus — cada parte de mim — para todo o tempo, por toda a eternidade. Ele é meu fiel Salvador. Sou Sua possessão escolhida. Ele jamais deixará de me amar e cuidar de mim.
Esta é minha única esperança e conforto hoje. Esta é minha única esperança e conforto amanhã. E será minha única esperança e conforto todos os dias pelo resto da minha vida e por toda a eternidade. Amém?
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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