Dia 1: Certamente irei com você
Raquel Anderson: Deus tem motivos para permitir dificuldades em nossas vidas, apesar de não gostarmos. Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: A disciplina de Deus, Seu castigo, tem o propósito de nos humilhar, de nos levar aos joelhos, de nos levar ao nosso limite, de nos fazer reconhecer nossa necessidade dele e voltar nossos corações para Ele. E tal é o coração misericordioso e redentor de Deus que, quando Seu povo clama, o que Ele faz? Ele envia libertação.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mentiras em que as mulheres acreditam, na voz de Renata Santos.
Você já se sentiu sem coragem para abraçar completamente tudo o que Deus pode ter para você? Seja algo pequeno, como sua reação aos seus filhos, ou algo grande, como perdoar alguém que te feriu profundamente, saber o que é certo …
Raquel Anderson: Deus tem motivos para permitir dificuldades em nossas vidas, apesar de não gostarmos. Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: A disciplina de Deus, Seu castigo, tem o propósito de nos humilhar, de nos levar aos joelhos, de nos levar ao nosso limite, de nos fazer reconhecer nossa necessidade dele e voltar nossos corações para Ele. E tal é o coração misericordioso e redentor de Deus que, quando Seu povo clama, o que Ele faz? Ele envia libertação.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mentiras em que as mulheres acreditam, na voz de Renata Santos.
Você já se sentiu sem coragem para abraçar completamente tudo o que Deus pode ter para você? Seja algo pequeno, como sua reação aos seus filhos, ou algo grande, como perdoar alguém que te feriu profundamente, saber o que é certo e viver isso não são a mesma coisa!
Hoje, ouviremos uma mensagem de Nancy que vai te ajudar a depender do Senhor para ter coragem de fazer a vontade dele em nossos dias. Nancy trouxe essa mensagem em uma conferência Mulher Verdadeira.
Vamos ouvir a primeira parte da série Débora: Uma mulher verdadeira se une à batalha.
Nancy: Tenho orado para que Deus envie milhares de mulheres deste lugar para viverem a mensagem da verdadeira feminilidade bíblica e para reproduzirem essa mensagem na vida das pessoas ao seu redor.
Talvez você esteja pensando, enquanto falamos sobre esse movimento, sobre a feminilidade bíblica, sobre a nação e o mundo, que a sua pequena e simples vida não é tão significativa ou realmente não pode fazer diferença.
Deixe-me ler uma citação de um pastor e escritor britânico dos séculos XVIII e XIX. O nome dele era John Angell James.
Toda mulher, seja rica ou pobre, casada ou solteira, tem um círculo de influência — dentro do qual, de acordo com seu caráter, exerce certo poder para o bem ou para o mal. Toda mulher, por sua virtude ou seu vício, por sua insensatez ou sabedoria, por sua leviandade ou dignidade, está acrescentando algo à elevação ou à degradação de nossa nação.
Cada uma de nós, mulheres, contribui para a situação deste país. Podemos ajudá-lo a ser um lugar melhor ou podemos prejudicá-lo. Não existe meio-termo, e isso tem a ver com o nosso caráter e com a forma como ele é visto em nosso círculo de influência.
Ele continua dizendo:
Uma comunidade dificilmente será destruída enquanto a mulher cumprir sua missão, pois, pelo poder de seu nobre coração sobre os corações dos outros, ela a erguerá de suas ruínas e a restaurará à prosperidade e à alegria. [A influência que cada uma de nós tem como mulher.]
Peço que você abra sua Bíblia, se possível, no livro de Juízes, no Antigo Testamento, capítulo 4. Vamos analisar um relato que, espero, Deus use para desafiar o seu coração quanto à maneira como Ele quer usar nossas vidas.
Esse relato aconteceu por volta de 1200 a.C., e é a história de uma mulher que cumpriu sua missão. Deus usou o coração nobre dessa mulher para levantar sua comunidade das ruínas e restaurá-la à prosperidade e à alegria. É a história de Débora, um exemplo de mulher verdadeira — uma mulher que exerceu forte e piedosa influência de um modo distintivamente feminino e que encorajou os homens ao seu redor a serem mais piedosos e a assumirem maior liderança.
Débora não era uma mulher fraca ou tímida. Às vezes, pensamos que, para ser uma mulher de Deus, é preciso ser frágil ou apagada. Mas ela era valente. Era corajosa e, ao mesmo tempo, humilde e feminina. Essa é uma combinação que só o Espírito de Deus pode produzir em nossas vidas — e foi exatamente o que Ele fez em Débora.
No capítulo 4, temos o relato de como Débora foi instrumento de Deus para libertar Israel da opressão de um poderoso regime cananeu. Já no capítulo 5, temos a recontagem poética da história — um hino de vitória, uma canção de libertação provavelmente escrita por Débora. Vamos focar principalmente no capítulo 4, mas, em alguns momentos, voltaremos ao capítulo 5, porque há detalhes ali que não aparecem no capítulo 4.
Os versículos 1 a 3 do capítulo 4 estabelecem o cenário desse relato. Eles descrevem um ciclo que se repete pelo menos sete vezes no livro de Juízes — um ciclo que pode ser resumido em quatro palavras. Você pode traçar esse ciclo não apenas no livro de Juízes, mas provavelmente também na sua própria vida, porque ele retrata os caminhos de Deus com Seu povo.
Primeiro vem a desobediência — o povo de Deus desobedece a Ele. Depois vem a disciplina — Deus traz Sua correção. Então, sob a mão disciplinadora de Deus, o povo é levado ao desespero, e, desse desespero, clamam ao Senhor. E Deus, em Sua misericórdia, envia libertação.
Veja a desobediência em Juízes 4.1, o início desse ciclo:
Os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do Senhor, depois da morte de Eúde.
Eúde foi um dos juízes de Israel naquela época. O povo de Israel voltou a pecar — e isso se tornou um padrão em suas vidas. Não eram os pagãos que agiam assim (embora também o fizessem), mas o próprio povo escolhido de Deus estava praticando o que era mau diante do Senhor.
Tendemos hoje a nos concentrar nos pecados dos incrédulos e nas coisas más que acontecem em nossa cultura, mas Deus se preocupa principalmente com a pureza e a santificação do Seu povo.
E o que o povo de Deus fez de tão mau? Bem, se você voltar um pouco ao capítulo 2, verá uma descrição do que acontecia repetidas vezes com os filhos de Israel: “Deixaram o Senhor, Deus de seus pais, que os havia tirado da terra do Egito.” (Jz. 2.12)
Deus os havia resgatado, redimido — e eles O abandonaram. Eles abandonaram Seu Salvador, Redentor, Senhor, Pai Amado. E pior: seguiram outros deuses, outros amantes, os deuses dos povos ao redor, e se prostraram diante deles, provocando a ira do Senhor. Foi um período de apostasia espiritual em Israel — de terrível declínio moral entre o povo de Deus.
A desobediência traz o quê? Disciplina. Deus disciplina Seu povo, e no capítulo 4, verso 2, vemos:
E o Senhor os entregou nas mãos de Jabim, rei de Canaã, que governava Hazor.
Bom, Jabim era um rei poderoso, e Hazor era uma cidade na região norte de Israel. É importante lembrar que ela ficava aproximadamente dezesseis quilômetros ao norte do Mar da Galileia, e você verá como a geografia desempenha um papel importante em toda essa história.
O comandante do seu exército era Sísera, que morava em Harosete-Hagoim, uma vila também no norte de Israel. Vou voltar à primeira parte do versículo 3 em um momento, mas olhe para a última parte do versículo 3: esse comandante “tinha novecentos carros de ferro e, durante vinte anos, oprimia duramente os filhos de Israel.”
Quem entregou o povo de Deus para ser oprimido por seus inimigos? Quem os “vendeu”? Foi Deus. Essa é a mão disciplinadora de Deus, e Ele usa circunstâncias externas e pessoas como instrumentos para disciplinar Seus filhos.
Aqui temos uma nação — o povo de Deus — entregue à idolatria e sob a mão disciplinadora e corretiva do Senhor. Eles estão sob o domínio opressor dos cananeus. Veja bem, você não pode ver a Deus, mas pode ver os efeitos daquilo que Ele provoca por meio dessa disciplina. Às vezes, nós nos revoltamos contra os instrumentos humanos — as ferramentas que Deus está usando para nos corrigir — quando Ele quer que reconheçamos a Sua mão por trás disso, tentando nos conduzir a um lugar de arrependimento.
- Os israelitas estavam sobrecarregados.
- Eles estavam desesperadamente em desvantagem numérica diante do inimigo.
- Eram vulneráveis.
- Não tinham armas.
- Havia medo.
- Havia desânimo.
- O povo estava abatido.
- A terra vivia em estado de medo, terror e caos.
- E, como veremos em alguns instantes, outro sinal da disciplina de Deus era a falta de liderança masculina forte.
A desobediência traz disciplina — e onde isso deve nos levar, idealmente? Ao desespero. Veja a parte do versículo 3 que pulamos, a primeira parte: “Os filhos de Israel clamaram ao Senhor.” Quando? Depois da disciplina.
Foi preciso uma disciplina intensa, ao longo de um período prolongado, para que Deus chamasse a atenção do povo. Lembra quanto tempo durou? Vinte anos!Você pode dizer: “Como esse povo pôde ser tão tolo? Como não entenderam? Vinte anos?”
Mas quanto tempo tem levado para você? Quanto tempo tem levado para eu compreender? Para sermos levadas a um ponto de desespero, em que clamamos ao Senhor com humildade e arrependimento? Isso não demonstra a paciência e a misericórdia de Deus — que, durante todos esses anos, Ele esperaria? Que continuaria exercendo pressão, mas sempre com o propósito de restaurar Seu povo à obediência e à humildade?
Veja, a disciplina de Deus tem o propósito de nos humilhar, nos levar de joelhos, nos conduzir ao nosso limite, fazer-nos reconhecer nossa necessidade dele e voltar o coração para Ele. E tal é o coração misericordioso e redentor de Deus, que, quando Seu povo clama, o que Ele faz? Ele envia libertação.
Veja o versículo 4 do capítulo 4:
Débora, profetisa, esposa de Lapidote, julgava Israel naquele tempo. Ela atendia debaixo da palmeira de Débora, entre Ramá e Betel, na região montanhosa de Efraim; e os filhos de Israel vinham até ali para apresentar as suas questões. (v. 4–5)
Aqui está uma mulher que servia fielmente ao Senhor — servindo sua família, servindo seu povo e usando os dons que Deus lhe concedera, cumprindo seu chamado. Era uma mulher que vivia para os outros, não para si mesma. Ela não buscava uma casa maior, uma oportunidade maior, um ministério maior. Ela era fiel em fazer o que Deus a havia chamado para fazer, onde Ele a havia colocado.
Aprendemos três coisas sobre Débora nesta passagem — e, aliás, estou apenas dando uma visão geral do texto, mas gostaria que você captasse a essência e o coração dessa passagem. Primeiro, vemos que ela era uma profetisa. Sem entrar em detalhes sobre o papel da profetisa no Antigo Testamento em comparação com o Novo, sabemos que seu ministério era de ensinar a Palavra de Deus, advertir e encorajar com base nessa Palavra.
Depois, vemos que ela era uma esposa. Não acho insignificante que as Escrituras ressaltem esse fato. Esse era seu relacionamento humano mais importante, e ela conseguiu servir ao Senhor sem negligenciar o lar.
E ela também era uma juíza. Os juízes, naquele período, eram pessoas que Deus levantava para libertar Seu povo dos inimigos. Débora foi a quarta juíza de Israel. Observe: ela não se auto indicou. Não foi uma posição que ela desejou desde menina, dizendo: “Quando eu crescer, quero ser juíza.” Ela não se chamou para esse papel.
Deus a levantou para um tempo como esse. O povo a procurava para resolver conflitos, pedir conselhos e buscar sabedoria, porque aqui estava uma mulher que conhecia a Deus e conhecia Sua Palavra. Ela sabia ouvir a voz do Senhor.
Bem, Débora morava naquelas pequenas cidades que mencionamos. Elas podem ou não lhe ser familiares, mas, à medida que a história se desenrola, ajuda perceber que ela vivia na parte sul de Israel, perto de Jerusalém, a uma distância considerável dos redutos cananeus no norte do país, mas ela estava ciente do que estava acontecendo. Embora essa opressão não tivesse afetado sua vizinhança da mesma forma que afetara as do norte, ela estava ciente, pronta, disponível e preocupada quando Deus a chamou para fazer algo a respeito. O texto continua no capítulo 4:
Débora mandou chamar Baraque, filho de Abinoão, de Quedes de Naftali [no extremo norte], e lhe disse: — O Senhor, Deus de Israel, deu a seguinte ordem: "Vá e reúna os seus homens no monte Tabor, escolhendo dez mil homens dos filhos de Naftali e dos filhos de Zebulom. Eu farei com que Sísera, comandante do exército de Jabim, se dirija até você junto ao ribeiro de Quisom, com os seus carros de guerra e as suas tropas; e eu o entregarei nas suas mãos. (v. 6–7)
Débora ouviu o Senhor, mandou chamar Baraque e lhe disse que reunisse dez mil homens das tribos mais atingidas pelo conflito — Naftali e Zebulom — e os levasse ao monte Tabor, um local estrategicamente situado entre as tribos de Naftali, Zebulom e Issacar. Era um ponto seguro de onde poderiam atacar os cananeus no vale.
Deus havia prometido a Débora — e ela transmitiu a promessa a Baraque — que atrairia Sísera e seu exército à batalha e os entregaria nas mãos de Baraque. Eis aqui uma mulher que creu em Deus, creu que Ele era soberano, poderoso, e que venceria a batalha.
Mais uma vez, vemos que ela era uma mulher sábia, que sabia ouvir a Palavra de Deus. Ela não falava de si mesma, nem transmitia suas próprias ideias.
Nós, mulheres, já fizemos isso demais — e as pessoas se cansam de ouvir nossas opiniões. Mas sabe de uma coisa? Minha opinião não importa mais do que a sua ou a de qualquer outra pessoa, mas quando nos tornamos mulheres da Palavra de Deus, que conhecem a Palavra de Deus, as promessas de Deus, que as internalizaram, as viveram, creem nelas e as compartilham com os outros, então as pessoas pararão e serão influenciadas por essa palavra.
Quando Débora falava e dava direção, eram palavras recebidas do Senhor. Mas cuidado: ao voltar para casa, não jogue suas anotações em cima de todos na sua família ou na equipe do ministério de mulheres da igreja dizendo: “Precisamos mudar tudo aqui! A Susan Hunt disse isso e aquilo! Leia este livro!” Seja gentil, ore, espere o tempo do Senhor. Peça a Ele o momento certo, as palavras certas e clareza sobre como aplicar isso à sua situação.
Débora disse a Baraque: “O Senhor, Deus de Israel, deu a seguinte ordem.” Porque essa mulher tinha confiança na Palavra de Deus, e as pessoas a procuravam em busca de respostas.
As pessoas procuram você quando enfrentam lutas em seu casamento? Minha amiga Kim Wagner tem um testemunho profundo de transformação de vida e de seu casamento. Tenho com estado Kim muitas vezes e vi filas de mulheres, pessoalmente e por e-mail, esperando para falar com alguém que vive a mensagem da feminilidade bíblica, que tem um coração humilde e arrependido, que conhece a Deus e Sua Palavra.
As pessoas vêm até você? Algumas de vocês, mulheres mais velhas — as pessoas as procuram em busca de sabedoria e conselho? Você pode dizer: “Ah, mas eu não sou conselheira.” Você não precisa ser conselheira — só precisa conhecer o Maravilhoso Conselheiro. As pessoas precisam saber que você O ouve, que conhece Sua Palavra e sabe apontá-las para as Escrituras. O mundo já tem a sua maneira de pensar, mas será que as pessoas sabem procurá-la para ouvir a verdadeira visão — a visão de Deus?
Bem, no versículo 8,
Então Baraque disse a Débora: — Se você for comigo, irei; mas, se você não for comigo, não irei. Ela respondeu: — Certamente irei com você, mas a honra da investida que você está empreendendo não será sua, porque o Senhor entregará Sísera nas mãos de uma mulher. (vv. 8–9)
Veja bem, não nos é dito por que Baraque insistiu que Débora fosse com ele. Talvez ele quisesse a garantia da presença de Deus, porque sabia que Deus estava com aquela mulher. O que sabemos é que Débora concordou em ir, mas disse a Baraque que a honra da vitória — humanamente falando — não seria dele, mas de uma mulher.
Se você conhece o restante da história, sabe que ela não estava falando de si mesma, mas profetizando sobre o papel que Jael teria na vitória.
Continuando no versículo 9: "E Débora foi com Baraque.” Eu amo essas palavras, porque muitas vezes eu mesma temo entrar na batalha. Com frequência, preferiria ficar em meu ambiente cômodo e conveniente, sem precisar me levantar e me envolver de fato na luta. Mas fico grata porque Débora se levantou, quando sabia que era isso que Deus queria que ela fizesse — saiu da sua zona de conforto.
E Débora foi com Baraque até Quedes. Então Baraque convocou as tribos de Zebulom e Naftali em Quedes. Dez mil homens o seguiram, e Débora também foi com ele. (vv. 9–10)
Ela sabia que seria uma situação perigosa. A batalha aconteceria bem longe de onde ela morava. Débora poderia ter ficado para trás, assistindo de longe, sem se envolver. Mas ela precisava se envolver, porque Deus tinha um chamado sobre a vida dela, e ela tinha um coração voltado para Deus e para o Seu povo.
Vemos, nessa história, que Deus usa instrumentos humanos para cumprir Seus propósitos no reino — mas nem sempre usa as pessoas que nós esperaríamos. Neste caso, Deus escolheu e usou meios nada convencionais para derrotar o inimigo e libertar Seu povo.
Primeiro, Ele usou duas mulheres no plano da batalha: Débora e Jael. Inesperado — não é assim que nós escreveríamos a história, e certamente não era como se escreveria naquela época.
Depois, Ele usou — como vemos neste trecho — soldados a pé, dez mil homens. Você pode pensar: “Qual é o problema nisso?” Mas lembre-se de como os cananeus viajavam: novecentos carros de ferro! Eram verdadeiras armas de destruição em massa, veículos de guerra enormes, que haviam oprimido os israelitas por vinte anos — e agora Deus envia soldados a pé contra eles?
Por que Deus faz coisas assim? Para que Ele receba a glória. Para que ninguém se glorie na força humana. Não haveria como dizer: “Ah, sim, um grande general nos liderou com estratégias brilhantes e armas poderosas.” Nada disso. Ao lermos essa história, lembramos: Deus é o Conquistador. Ele é quem dá a vitória. Ele escolhe e usa vasos fracos, dispostos a serem usados por Ele.
Raquel: Você está disposta a ser um instrumento para os propósitos de Deus? Nancy DeMoss Wolgemuth tem convidado mulheres a se unirem corajosamente à batalha. Ela apresentou originalmente essa história de Débora em uma das conferências Mulher Verdadeira, promovidas pelo Aviva Nossos Corações.
E, Nancy, embora você tenha dado essa mensagem há anos, ela é atemporal. Sempre há necessidade desse chamado. Na verdade, você o reiterou recentemente em algo que escreveu.
Nancy: Sim. Eu havia assistido a um evento online promovendo uma determinada campanha política. As mulheres eram incentivadas a se juntar ao movimento, a se organizar e dedicar seu tempo, esforços e recursos para eleger certo candidato. Fiquei entristecida com a promoção aberta de ideais e comportamentos ímpios, e também com a resposta entusiasmada de milhares de mulheres.
Naquela noite, tarde, escrevi um chamado às mulheres cristãs, inspirado pelo meu estudo recente sobre Débora, no livro de Juízes.Deixe-me ler uma parte do que escrevi.
“Nos dias de Sangar. . .
nos dias de Jael. . .
eu, Débora, me levantei,
uma mãe em Israel.”Mulheres de Deus, levantem-se
Mães, irmãs, filhas, amigas
Nos dias de líderes e influenciadores notáveis
Atendam ao Seu chamado
Levantem-se“Israel escolheu novos deuses,
então houve guerra às portas da cidade. . .
Então o povo do Senhor desceu às portas da cidade.”Mulheres de Deus, levantem-se
Mães, irmãs, filhas, amigas
Quando falsos deuses são escolhidos e a contenda domina os lugares de poder
Desçam até onde a batalha acontece
Levantem-se“‘Desperta! Desperta, Débora!
Desperta! Desperta, entoa um cântico!’”Mulheres de Deus, despertem
Mães, irmãs, filhas, amigas
Armadas com as armas da verdade imutável e da oração incessante
Com fé que canta em meio à batalha
Despertem“Áser permaneceu à beira-mare
ficou em seus portos.
O povo de Zebulom arriscou a própria vida,
e Naftali também, nas alturas do campo de batalha.”Mulheres de Deus, levantem-se
Vocês permanecerão em seus lugares confortáveis e seguros?
Ou se unirão àquelas que entregam suas vidas?
Pela glória de Deus e pela libertação do Seu povo
Levantem-se“Então os reis de Canaã lutaram. . .
As estrelas lutaram desde os céus. . .
Avança, minha alma, com força!”Mulheres de Deus, avancem
Mães, irmãs, filhas, amigas
As forças do mal são poderosas
Sejam fortes no Senhor; temam somente a Ele
Levantem-se, despertem, atendam ao Seu chamado“Senhor, que todos os teus inimigos pereçam como Sísera.
Mas os que te amam
sejam como o sol quando se levanta no seu esplendor.”Amém
(trechos parafraseados de Juízes 5)
Raquel: Obrigada por ler isso! Você compartilhou essa mensagem com algumas de nossas ouvintes por e-mail, e quero que ouça o que a Yanet, em Cuba, escreveu em resposta.
Yanet: Fiquei muito feliz em receber um e-mail com um chamado tão alto e sublime! Ele me encoraja a seguir em frente com o chamado que o Senhor fez a mim e ao meu marido. Embora estes dias tenham sido cheios de batalhas, Deus mostrou mais uma vez que o Céu reina! Quero prosseguir servindo a outras mulheres e chamando-as a viver uma vida de liberdade, plenitude e abundância em Cristo, segundo o Seu design. É uma batalha constante contra o feminismo, mas Deus nos fortalece.
Nancy: Obrigada, Yanet.
E oro para que, ao ouvir este programa hoje, você também se sinta motivada a atender a esse chamado — a viver como uma mulher de Deus. O que mudaria em nossos lares, nossas igrejas e nossas comunidades se todas nós atendêssemos a esse chamado?
Raquel: E, se o programa de hoje despertou algo em você, uma maneira de agir é ajudando-nos a espalhar a mensagem da liberdade, plenitude e abundância que as mulheres podem ter em Cristo.
Nada do que fazemos seria possível sem mulheres que dizem: “Eu quero fazer parte da propagação do Evangelho para mulheres ao redor do mundo!”
Amanhã, ouviremos a parte dois da mensagem de Nancy, Débora: Uma mulher verdadeira se une à batalha. O que você faria para construir o reino de Deus se não tivesse medo? Aprenda a dizer “não” ao medo — amanhã, aqui no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.