Dia 1: Amaldiçoado pelos homens, abençoado por Deus
Raquel Anderson: Se alguém lançasse uma maldição sobre você, você deveria se preocupar? Não, se você conhece o Deus que é maior do que a pessoa lançando a maldição. Nancy DeMoss Wolgemuth nos lembra quem realmente tem o poder supremo.
Nancy DeMoss Wolgemuth: De onde vem a bênção? De Deus. De onde vem a maldição? De Deus. De onde vêm, em última instância, a bênção e a maldição? De Deus.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mulheres Atraentes Adornadas por Cristo, na voz de Renata Santos.
Nancy está começando uma nova série chamada Bênçãos e Maldições: a história de Balaão. Aqui está Nancy.
Nancy: Quero te convidar, se possível – a abrir sua Bíblia no livro de Números — Gênesis, Êxodo, Levítico, Números. É uma passagem que muitas pessoas não leem com frequência. É aquela parte …
Raquel Anderson: Se alguém lançasse uma maldição sobre você, você deveria se preocupar? Não, se você conhece o Deus que é maior do que a pessoa lançando a maldição. Nancy DeMoss Wolgemuth nos lembra quem realmente tem o poder supremo.
Nancy DeMoss Wolgemuth: De onde vem a bênção? De Deus. De onde vem a maldição? De Deus. De onde vêm, em última instância, a bênção e a maldição? De Deus.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mulheres Atraentes Adornadas por Cristo, na voz de Renata Santos.
Nancy está começando uma nova série chamada Bênçãos e Maldições: a história de Balaão. Aqui está Nancy.
Nancy: Quero te convidar, se possível – a abrir sua Bíblia no livro de Números — Gênesis, Êxodo, Levítico, Números. É uma passagem que muitas pessoas não leem com frequência. É aquela parte da Bíblia em que as páginas ainda estão meio coladas.
Números, capítulo 22. Estamos começando uma nova série hoje. Acho que, até algumas semanas atrás, eu nunca tinha ouvido uma mensagem sobre esse personagem específico da Bíblia. Tenho estudado bastante, e procurei algumas pregações recentemente, mas não lembro de ter ouvido nenhuma antes de mergulhar neste trecho. E você, já ouviu?
O nome dele é Balaão. E quando eu digo "Balaão", qual é a primeira palavra que vem à sua mente? Jumenta. Quando eu disse que estava preparando uma série sobre Balaão, algumas pessoas perguntaram: "Ah, é sobre a jumenta de Balaão?"
E eu respondi: "Não, é sobre Balaão." Mas sim, há uma jumenta que aparece nessa história.
Vamos caminhar com calma por essa passagem. Eu estava orando no caminho até aqui hoje de manhã, pensando no fato de que essa não é uma daquelas séries sobre temas que todo mundo diz: "Ah, sim, quero muito ouvir sobre isso!"
Ninguém nunca escreveu pedindo: "Vocês poderiam, por favor, fazer uma série sobre Balaão?" Mas Balaão tem um papel importante nas Escrituras. Se Deus dedicou três capítulos inteiros do livro de Números para falar sobre Balaão, acredito que Ele sabe que esse personagem é importante para nós. E, na verdade, Balaão não só aparece em Números, mas em quatro outros livros do Antigo Testamento. Ele é mencionado em Deuteronômio, Josué, Neemias e Miquéias – quem diria? E aparece três vezes no Novo Testamento, em três livros diferentes. Vamos falar sobre isso em breve.
Balaão é um personagem complexo. Ele é um personagem importante do Antigo Testamento. Complexo porque, por um lado, ele é um falso profeta – sabemos disso pelo Novo Testamento. Ele era um mercenário, um profeta contratado. Tinha motivações malignas. Teve um impacto destrutivo sobre o povo de Deus, o que levou à morte de mais de vinte e quatro mil israelitas em uma praga, como resultado de seguirem o conselho de Balaão. Eu diria que isso é, sim, destrutivo.
E, ao mesmo tempo, ao lermos a história, vemos que Deus falou com ele. Deus o usou para abençoar Seu povo e para proferir algumas das mais belas profecias sobre o Messias no Antigo Testamento. Como juntar tudo isso em uma só pessoa? Como eu disse: ele é complexo.
E isso não é verdade sobre as pessoas em geral? Raramente alguém é totalmente mau ou totalmente bom. As motivações são misturadas. As pessoas são um "pacote misto". Há partes delas que, quando você olha mais de perto, pensa: “Isso aqui não é bom.” E, ao mesmo tempo, existem coisas realmente boas, que Deus usa.
Na verdade, nas nossas próprias vidas, temos motivações misturadas. Às vezes mostramos um lado enganado, mau. . . e, em outros momentos, vemos o caráter de Deus brilhando em nós. Pode ser confuso.
Os Balaões deste mundo, os falsos profetas, às vezes parecem pessoas muito boas. Às vezes dizem coisas maravilhosas, mas quando você os confronta com as Escrituras, percebe que não são verdadeiros profetas. São falsos profetas, que podem até ter dito algumas coisas boas. Essa é a complexidade, e vamos ver isso conforme exploramos a vida desse personagem.
Como eu disse, Balaão é um personagem importante. Três capítulos inteiros aqui no livro de Números — Números 22, 23 e 24 — e parte do capítulo 25 são dedicados a esse personagem. Ele também é mencionado em outros livros do Antigo Testamento, e três livros do Novo Testamento fazem referência a Balaão — e, em todas as vezes, é de forma negativa. O povo de Deus é advertido a não ser como Balaão e a tomar cuidado com pessoas que possam ser uma forma de Balaão em nossos dias.
Balaão viveu, dependendo da fonte que você consultar, aproximadamente 1.240 anos antes de Cristo. Avançando até a era do Novo Testamento — cerca de 1.300 anos depois que esse homem viveu — os cristãos já conheciam seu nome, sua história, e ele era apresentado como um exemplo negativo a não ser seguido. Mil e trezentos anos depois, ainda falavam sobre ele. As pessoas conheciam sua história.
Eu me pergunto: quantos cristãos hoje conhecem a história de Balaão? Conhecem a história da jumenta, mas será que sabem mesmo quem ele foi, o que ele fez e por que seu nome é importante? Sabem qual é o erro de Balaão, o caminho de Balaão ou a doutrina de Balaão, como o Novo Testamento menciona? Se alguém te perguntasse: “Qual é a doutrina de Balaão?”, você saberia explicar? Acho que a maioria de nós provavelmente não saberia. E, no entanto, no Novo Testamento, Jesus combate a doutrina de Balaão.
Então acho que é melhor voltarmos e entender o que tudo isso significa, e por que precisamos conhecer esse homem.
O apóstolo Pedro faz um alerta sobre falsos profetas em 2 Pedro, e veja como ele descreve Balaão em 2 Pedro, capítulo 2, a partir do versículo 14:
Eles têm os olhos cheios de adultério e são insaciáveis no pecado. Enganam almas inconstantes e têm o coração exercitado na avareza, essa gente maldita. Tendo abandonado o reto caminho, desviaram-se e seguiram pelo caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o pagamento pela injustiça. Mas ele foi repreendido pela sua transgressão: um animal de carga mudo, falando com voz humana, refreou a insensatez do profeta. (vv. 14-16)
Ou seja, ao alertar o povo contra falsos profetas, Pedro menciona Balaão. E vemos algo muito semelhante no livro de Judas, onde, novamente, há um alerta contra falsos mestres. No versículo 11, Judas diz:
Ai deles! Porque seguiram o mesmo caminho de Caim e, movidos por ganância, caíram no erro de Balaão, e foram destruídos na revolta de Corá.
Eu não sei quanto você sabe sobre Caim, Balaão ou Corá, mas posso te garantir: você não quer ser identificada com nenhum desses nomes. Balaão é sinônimo de má companhia.
Qual é o "caminho de Balaão" que Pedro menciona? Qual foi o "erro de Balaão" de que Judas fala? Seja o que for, é algo muito sério, e precisamos descobrir o que significa.
Em Apocalipse capítulo 2, Jesus está falando à igreja de Pérgamo, e Ele diz no versículo 14: “Tenho, porém, contra você algumas coisas: estão aí em seu meio os que sustentam a doutrina de Balaão. . .” Algumas versões se referem ao “ensino de Balaão” — é a mesma palavra.
Então, qual é esse ensino (ou doutrina) de Balaão que incomodou tanto a Jesus ao vê-lo presente naquela igreja do Novo Testamento? É possível que esse mesmo ensino esteja presente — ou até popular — na igreja dos nossos dias?
Bem, nos próximos dias, nós vamos estudar a vida e a história de Balaão. E há muitas lições para nós. Temos muito o que aprender sobre Deus e sobre os caminhos de Deus. Há muitos ensinamentos valiosos nessa história que vão nos ajudar, como povo de Deus, a sobreviver — e não apenas sobreviver, mas prosperar — em um mundo que busca, ativamente, a queda e destruição do povo de Deus.
Vivemos numa época em que há pessoas que se opõem a Deus e aos Seus caminhos, e estão tentando desfazer e derrubar tudo o que pertence ao Senhor. Como sobreviver em tempos assim, quando há tantos falsos profetas, tantas pessoas se levantando contra Deus e contra Seu povo? E mais: como prosperar em meio a tudo isso?
Bom, abra em Números 22. Acho que você provavelmente já está com a Bíblia aberta aí. Vamos começar no versículo 1, e vamos caminhar com calma por esses capítulos. E eu espero que, ao final, você tenha uma compreensão mais clara e profunda de quem foi esse homem, por que ele é importante, e o que ele tem a ver com a sua vida hoje.
Vamos orar.
Senhor, consagramos esse tempo a Ti. Te agradecemos pelo poder da Tua Palavra, Tua preciosa Palavra, que temos o privilégio de segurar em nossas mãos. Esta é a Palavra do Senhor. Ajuda-nos a ouvi-la, recebê-la e responder a ela. Dá-nos entendimento, ó Espírito Santo. Oramos em nome de Jesus. Amém.
Números 22, versículo 1:
Os filhos de Israel partiram e acamparam nas campinas de Moabe, do outro lado do Jordão, na altura de Jericó.
Vamos entender o cenário aqui, o contexto. Os filhos de Israel, como diz o texto, "partiram e acamparam". Isso era algo que eles já vinham fazendo há quarenta anos — partindo e acampando, partindo e acampando. Toda vez que a nuvem — a presença de Deus — se movia, eles se moviam para outro lugar. Um lugar, depois outro, e mais outro, e outro.
Mas, quando chegamos a essa parte do livro de Números, os filhos de Israel estão chegando ao fim da sua peregrinação no deserto. A Terra Prometida está à vista. Este é o último acampamento no lado leste do Jordão antes de cruzarem o rio e entrarem em Canaã.
Eles estão próximos a Moabe, no lado leste do Jordão, na fronteira norte de Moabe, bem em frente a Jericó, que será a primeira cidade que eles conquistarão na Terra Prometida.
Versículo 2: “Balaque, filho de Zipor, viu. . .” [O versículo 4 vai nos dizer que Balaque é o rei de Moabe. Então Balaque, o rei de Moabe] "viu tudo o que Israel havia feito aos amorreus. O que isso quer dizer?
Bom, se você estiver lendo o livro de Números, acabou de passar pelo capítulo 21, e é lá que isso é explicado. Os filhos de Israel estavam na margem leste do Jordão e, resumidamente, eles derrotaram Seom, rei dos amorreus, que não permitiu que Israel passasse pelo seu território a caminho de Canaã.
Depois disso, com o poder de Deus, os israelitas derrotaram Ogue, rei de Basã, que veio contra eles. O Senhor entregou Ogue nas mãos de Israel. Essas foram duas batalhas decisivas e iniciais, antes mesmo de entrarem na Terra Prometida. Aquele território a leste do Jordão passou a ser território israelita. Duas tribos e meia acabaram permanecendo ali.
Quando esses dois reis poderosos foram derrotados por esse povo desconhecido de nômades que vinha vagando pelo deserto há tantos anos, a notícia se espalhou entre os outros reis e nações daquela região. E o temor do Senhor caiu sobre aquelas nações pagãs, os povos cananeus.
Essas batalhas contra Ogue e Seom são mencionadas várias vezes nas Escrituras, especialmente nos Salmos — como Deus deu ao Seu povo essas vitórias antecipadas e decisivas, antes mesmo de entrarem em Canaã.
Versículo 3 nos diz que:
E os moabitas tiveram grande medo deste povo, porque era muito numeroso. E andavam angustiados por causa dos filhos de Israel. Por isso o povo de Moabe disse aos anciãos dos midianitas: ‘Agora essa multidão vai lamber tudo o que houver ao redor de nós, como o boi lambe a erva do campo.’
Os israelitas haviam chegado de repente e derrotado essas nações e reis poderosos — e agora, todos os demais estão apavorados. Estão tremendo. Estão aterrorizados, pensando que eles serão os próximos.
Alguns estudiosos estimam que, nessa época, havia entre dois e três milhões de judeus, com todos os seus pertences, gado, famílias — em movimento, atravessando o deserto. Eram tantos, que não dava para ver todos de uma só vez. Nós vamos ver isso descrito mais à frente, na história de Balaão.
E o rei de Moabe, Balaque (não confunda com Balaão — Balaão ainda não foi apresentado aqui) — Balaque tinha ouvido o que os israelitas tinham feito aos reis amorreus. Ele se sentia ameaçado. Estava inseguro. Estava aterrorizado. As Escrituras dizem que ele estava “tomado de pavor”. Uma versão diz que ele estava “angustiado”. Outras traduções dizem que ele estava “doente de medo”. Tipo: “Estou passando mal de tanto medo!” Ele estava arrasado pelo terror.
O nome Balaque, segundo alguns estudiosos, pode significar "devastador". Temos aqui o rei devastador — rei Balaque, o devastador — que está apavorado com medo de ser devastado. Esse é o cenário.
Mas veja: ele realmente não tinha motivo para ter medo, se soubesse das promessas de Deus e dos caminhos de Deus. Em Deuteronômio capítulo 2, lemos que Deus disse a Israel para não incomodar Moabe. Essa não era a terra que Deus havia prometido dar a Israel. Deus tinha dado Moabe aos parentes de Israel, os descendentes de Ló.
E Deus disse: “Eu vou honrá-los. Não mexam com eles.” Se Balaque soubesse dessa promessa, ele não estaria aterrorizado.
Quantas vezes nós também não estaríamos aterrorizadas, se conhecêssemos as promessas de Deus — e simplesmente acreditássemos nelas?
Além disso, a intenção de Deus era que Israel fosse uma fonte de bênção para o mundo. Pelo visto Balaque não sabia disso, ou não acreditava nisso. Seu medo o leva a formar uma aliança com os midianitas, como lemos no versículo 4.
Muito provavelmente, Balaque já tinha ouvido muito mais sobre esse povo judeu. Talvez ele soubesse sobre as dez pragas lançadas sobre os egípcios, quarenta anos antes. Talvez soubesse como as águas do Mar Vermelho se abriram, de forma milagrosa, para que os israelitas escapassem dos seus opressores no Egito. Talvez tenha ouvido como o exército egípcio se afogou, quando as paredes de água ruíram sobre eles, depois que Israel já havia atravessado em terra seca.
Talvez tenha ouvido como esse grupo de dois a três milhões de nômades foi alimentado sobrenaturalmente todos os dias, durante quarenta anos, com pão que caía do céu toda manhã, e como encontraram água onde não havia água, no meio do deserto.
Bem, aparentemente Balaque sabia que o Deus deles era poderoso e que seriam necessários recursos poderosos para lidar com esse povo, para afastar essa possível ameaça. Balaque estava disposto a pagar somas enormes de dinheiro para remover essa ameaça.
Veja, com base nas vitórias que Israel havia conquistado recentemente sobre esses dois reis amorreus, Balaque percebeu que essa não era uma batalha que ele conseguiria vencer por meios naturais, com armas ou com exércitos.
Ele entendeu que seria necessário mais do que isso para derrotar esse povo que estava cercado de tantos acontecimentos sobrenaturais — ao redor deles, por eles e a favor deles.
Então, o versículo 4 continua:
Balaque, filho de Zipor, era o rei dos moabitas naquele tempo. Ele enviou mensageiros a Balaão, filho de Beor, a Petor, que está junto ao rio Eufrates, na terra dos filhos do seu povo, para chamá-lo, dizendo: ‘Eis que um povo saiu do Egito [Foi isso que o mensageiro de Balaque disse à Balaão], cobre a face da terra e está morando perto de mim. Venha agora e, por favor, amaldiçoe este povo, pois eles são mais poderosos do que eu; talvez assim eu possa atacá-los e expulsá-los da terra. Porque sei que a quem você abençoar [Balaão] será abençoado, e a quem você amaldiçoar será amaldiçoado.’ Então os anciãos dos moabitas e os anciãos dos midianitas foram levando consigo o dinheiro para pagar os encantamentos. Chegaram ao lugar onde Balaão estava e lhe transmitiram as palavras de Balaque. (vv. 4-7)
Vamos fazer uma pausa aqui e dar um pouco de contexto sobre Balaão, e tudo isso vai se encaixar conforme formos avançando nessa passagem.
Balaão era um feiticeiro. Ele era um adivinho, um vidente. Essas palavras têm essencialmente o mesmo significado. Ele vivia na Mesopotâmia — não muito longe, aliás, de onde Abraão tinha vivido. Ele morava perto do rio, o que seria o rio Eufrates, cerca de 640 km ao norte de Moabe — o que, naqueles dias, era uma grande distância. A viagem provavelmente teria levado pelo menos três semanas em cada trajeto.
Balaque envia seus mensageiros a Balaão — três semanas de viagem, no mínimo. Eles entregam a mensagem, e como vamos ver, Balaão recusa. Os mensageiros voltam — mais três semanas — e depois Balaque envia outros mensageiros novamente. É muita viagem, muito tempo envolvido nessas idas e vindas.
Existem evidências arqueológicas, descobertas no início dos anos 1900, que mostram que Balaão provavelmente vinha de uma linhagem de adivinhos, e que ele era famoso em toda a região por sua habilidade de abençoar ou amaldiçoar pessoas. Era assim que ele ganhava a vida. Pelo preço certo, ele fazia encantamentos, usava feitiços.
Seria como alguém que hoje em dia usa astrologia, leitura de mãos, cartas de tarô. Ele oferecia sacrifícios a deuses regionais (pelo menos era isso que se pensava), e, em nome desses deuses, com seus truques, suas artes mágicas (segundo ele mesmo afirmava), invocava calamidade ou prosperidade sobre a pessoa que o contratava para amaldiçoar ou abençoar.
Balaão tinha fama de obter resultados. Ele era conhecido por ser eficaz. Por isso Balaque mandou seus mensageiros viajarem tanto para encontrar esse adivinho renomado. Balaão era considerado mais poderoso do que um exército inteiro.
O nome Balaão significa "devorador". Então temos aqui Balaque, cujo nome significa devastador, e Balaão, cujo nome significa devorador, unindo forças contra o povo de Deus.
Não parece que é exatamente isso o que está acontecendo hoje em dia? Já teve essa sensação ao assistir aos noticiários? Você vê as reportagens, e parece que o devastador e o devorador estão se unindo contra o povo de Deus. Vemos isso de maneira intensa em algumas partes do Oriente Médio, em grupos como o Estado Islâmico. Mas também vemos isso em nosso próprio país, por meio de pessoas cuja visão de mundo, ideologia e teologia são completamente contrárias à Palavra de Deus. E parece que, caso após caso nos tribunais, situação após situação, essas forças estão se levantando contra o povo de Deus — tentando devorar, tentando devastar aqueles que se mantêm firmes na verdade de Deus.
Veja, isso acontece porque o povo de Deus, aquele que é comprometido com os caminhos de Deus, é percebido como uma ameaça por um mundo sem Deus, naturalista, promíscuo. E há, hoje, em nosso mundo, tentativas intencionais e sistemáticas de remover essa ameaça da piedade.
Mas isso não é algo novo. Isso vem desde os tempos do Antigo Testamento. Sempre houve aqueles que, no espírito do anticristo, se levantam contra o povo de Deus, contra o reino de Deus, porque odeiam a Deus e querem destruir qualquer um que tenha algo a ver com Ele.
Quando as pessoas se sentem ameaçadas ou com medo, o que elas fazem? Muitas vezes, procuram maneiras de amaldiçoar, destruir, rebaixar ou controlar aqueles que consideram uma ameaça. Foi exatamente isso que Balaque sentiu. Ele estava aterrorizado. Então o que ele faz? Ele tenta amaldiçoar aqueles de quem ele tem medo.
Balaque sabia que a fonte do poder dos israelitas era sobrenatural e que ele teria que atacar essa fonte sobrenatural para conseguir vencer esse exército. Ele acreditava que, se conseguisse enfraquecê-los espiritualmente, então poderia derrotá-los no campo de batalha.
Porém, em meio a toda essa sua estratégia e em toda a história que se desenrola, Balaque deixou de perceber algo muito importante para nós lembrarmos, e é o seguinte: Deus é a fonte original e final de bênção e maldição. Tudo começa com Ele.
Gênesis capítulo 1, versículo 27: “Deus criou o ser humano à sua imagem. . . e Deus o abençoou” (vv. 27–28). De onde veio a primeira bênção? Não foi de algum feiticeiro, mas de Deus. Deus abençoou o homem que Ele havia criado à Sua imagem.
Depois, em Gênesis 3, após a Queda, Deus amaldiçoa a serpente (essa é a primeira menção a uma maldição nas Escrituras). E Deus amaldiçoa o solo por causa do pecado do homem (ver vv. 14–18). Então, de onde vem a bênção? De Deus. De onde vem a maldição? De Deus.
Veja o que diz Gênesis capítulo 12, versículo 2:Deus diz a Abrão: “Farei de você uma grande nação, e o abençoarei, e engrandecerei o seu nome. Seja uma bênção! Abençoarei aqueles que o abençoarem e amaldiçoarei aquele que o amaldiçoar.”
De onde vêm a bênção e a maldição, em última análise? De Deus.
Balaque não sabia disso. Ele pensou que poderia amaldiçoar os filhos de Deus — aqueles que Deus queria abençoar — e isso não era possível.
E mesmo assim, Balaque diz a Balaão: “sei que a quem você abençoar será abençoado, e a quem você amaldiçoar será amaldiçoado.” (Nm 22.6)
Então, era verdade que Balaão, esse adivinho, esse feiticeiro, era realmente capaz de abençoar ou amaldiçoar pessoas? Bem, aparentemente, por meio de técnicas ocultistas e artes mágicas — todas elas proibidas por Deus — Balaão conseguia acessar poderes sobrenaturais, provavelmente poderes demoníacos.
Mas, no fim das contas — e é isso que precisamos lembrar —, independentemente dos poderes usados contra nós, nem Balaque nem Balaão podiam decidir quem seria abençoado ou quem seria amaldiçoado. Isso era decisão de Deus. Eles não tinham poder algum que não lhes fosse concedido por Deus. Se Deus quisesse abençoar o Seu povo, Balaque e Balaão não tinham poder para impedir, reverter ou anular essa bênção.
Além disso, ao tentar amaldiçoar o povo escolhido de Deus, Balaque e Balaão estavam se colocando sob maldição divina. Eles estavam trazendo maldição sobre si mesmos, sobre os moabitas e os midianitas. E, de fato, foi exatamente isso que aconteceu.
Deuteronômio 23 nos diz: “Nenhum amonita ou moabita entrará na assembléia do Senhor. . . Porque não foram ao encontro de vocês com pão e água, no caminho, quando vocês estavam saindo do Egito; e porque contrataram Balaão, filho de Beor, de Petor, da Mesopotâmia, para amaldiçoar vocês.” (vv. 3-4)
Deus está dizendo: “Eles contrataram alguém para te amaldiçoar? Então eles serão amaldiçoados. Não poderão entrar na assembleia do Senhor.”
Em Números 31, Deus diz a Moisés para executar a vingança do Senhor contra os midianitas antes de morrer. E nessa batalha, Balaão se une aos reis de Midiã. (ver vv. 1–13)
Eu sei que estou citando vários versículos aqui, mas se você quiser ir mais a fundo nestas passagens, visite o nosso site e acesse a transcrição deste episódio. Todos os versículos têm um link à Biblia online.
Josué 13 diz: “Além de outros que foram mortos, os filhos de Israel também mataram à espada Balaão, filho de Beor, o adivinho.” (v. 22)
Então temos Balaão, que acaba morto pela espada daqueles que ele tentou amaldiçoar. A maldição se volta contra ele. E isso serve como lembrete para todos que tentam prejudicar ou destruir o povo de Deus: suas maldições voltarão contra eles.
É isso que lemos no Salmo 109. Ouça esse trecho, começando no versículo 16:
Porque ele não se lembrou de usar de misericórdia, mas perseguiu o pobre e o necessitado, bem como o quebrantado de coração, para os entregar à morte. Amou a maldição: que ela o apanhe! Não quis a bênção: que ela se afaste dele. Vestiu-se de maldição como de uma túnica: que ela penetre, como água, no seu interior, e nos seus ossos, como azeite. Seja para ele como a roupa que o cobre e como o cinto com que sempre se cinge. Que esta seja, da parte do Senhor, a recompensa dos que me acusam e dos que falam mal de mim. (vv. 16-20)
Assim, temos a garantia de que aqueles que tentam prejudicar ou destruir o povo de Deus — e há muitos no mundo hoje —, no final das contas, as maldições que lançam sobre o povo de Deus cairão sobre eles mesmos.
Mas aqui está outra promessa. Vemos isso no próximo versículo do Salmo 109: Àqueles que são objeto de maldição e calúnia, vocês podem confiar que o Senhor os livrará por amor do Seu nome, à Sua maneira e no Seu tempo. Ouça o versículo 21:
Mas tu, Senhor Deus, age por mim, por amor do teu nome; livra-me, porque é boa a tua misericórdia.
Não importa o que venha contra você, não importa quem venha contra você, não importa quais maldições sejam proferidas contra você ou contra o povo de Deus, não importa qual oposição surja contra nós: no tempo de Deus, do jeito de Deus, e para a glória do Seu nome, Ele libertará o Seu povo.
Por isso, entre todos os povos, nós somos as pessoas que têm esperança. Somos aquelas que confiam no Senhor, porque Ele se alegra em abençoar o Seu povo.
E ninguém pode amaldiçoar aqueles a quem Ele escolheu abençoar. Amém? Amém!
Raquel: Sim, amém, e amém! Nosso Deus é maior do que qualquer um que possa tentar nos amaldiçoar.E Suas bênçãos são abundantes.
Talvez você tenha ouvido algumas maldições — não necessariamente alguém em pé sobre uma montanha declarando sua ruína — mas talvez as palavras de outras pessoas tenham ferido você, feito você se sentir sem valor, ou como se você não tivesse um futuro.
Uma ouvinte nos escreveu, e ela não deu muitos detalhes, mas parece que ela sabe como é se sentir desanimada com as palavras dos outros. Parece que ela se sente tentada a lançar suas próprias maldições às vezes. Ela escreveu:
Estou explodindo de raiva porque preciso de ajuda e estou cansada de não ver resposta de Deus. Eu estava buscando a ajuda dos meus líderes. Eu entendo por que algumas pessoas querem desistir e morrer.
E eu me identifico totalmente com isso. No fundo, aposto que todas nós podemos nos identificar, mesmo que não admitamos tão facilmente quanto ela.
Bem, essa ouvinte ouviu uma mensagem aqui no Aviva Nossos Corações. Era sobre Moisés e os filhos de Israel. Talvez você se lembre. Moisés estava com raiva do povo, e o povo estava com raiva de Moisés. Bem, depois de ouvir essa mensagem, esse ensinamento de Nancy, ela escreveu para nos contar o que aprendeu.
Ela disse: "Esta mensagem me atingiu onde eu estava. Eu estava buscando a ajuda dos meus líderes, mas eu deveria estar pedindo ao Senhor. Devo confiar nele e não ficar com raiva das pessoas. 'Irai-vos e não pequeis.'"
Isso mostra que ouvir a Palavra de Deus transforma você — o seu coração, a sua atitude, as suas ações.Ela pode transformar uma reação cheia de raiva em uma resposta cheia de graça.
E nós oramos para que Deus fale por meio da Sua Palavra dessa mesma forma, inúmeras vezes, enquanto mulheres ouvem o ensino bíblico aqui no Aviva Nossos Corações.
Agora, talvez você pense que você mesma não amaldiçoa os outros, mas. . . você já usou palavras como uma arma? Se você nunca feriu alguém com suas palavras, então. . . não precisa ouvir o Aviva Nossos Corações amanhã. Mas para nós, que às vezes ferimos os outros com o que dizemos, é melhor não perder o episódio de amanhã do Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.