Dia 1: Alimentando-se da Palavra de Deus
Raquel Anderson: Você sabia que se aprofundar na Palavra de Deus é como ter uma dieta equilibrada? Kelly Needham explica dessa forma:
Kelly Needham: É o alimento para a nossa alma. É um sustento espiritual que gera vitalidade e saúde espiritual em nós. Eu percebo isso de formas bem específicas e também de maneira geral, com uma sensação de alegria e contentamento sempre presente.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O Céu Reina, na voz de Renata Santos.
Se você acompanha o Aviva Nossos Corações, sabe que quase todo mês de janeiro desafiamos a nós mesmas — e a você — a se aprofundar na Palavra de Deus. Falamos sobre como priorizá-la e criar hábitos para abrir mais a Bíblia.
Esperamos que você esteja nos acompanhando no desafio de 365 de leitura da Bíblia e esteja recebendo …
Raquel Anderson: Você sabia que se aprofundar na Palavra de Deus é como ter uma dieta equilibrada? Kelly Needham explica dessa forma:
Kelly Needham: É o alimento para a nossa alma. É um sustento espiritual que gera vitalidade e saúde espiritual em nós. Eu percebo isso de formas bem específicas e também de maneira geral, com uma sensação de alegria e contentamento sempre presente.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O Céu Reina, na voz de Renata Santos.
Se você acompanha o Aviva Nossos Corações, sabe que quase todo mês de janeiro desafiamos a nós mesmas — e a você — a se aprofundar na Palavra de Deus. Falamos sobre como priorizá-la e criar hábitos para abrir mais a Bíblia.
Esperamos que você esteja nos acompanhando no desafio de 365 de leitura da Bíblia e esteja recebendo os emails diários com incentivos a este propósito.
Hoje vamos falar sobre o porquê. Por que lemos a Bíblia? Por que Deus nos deu Sua Palavra? Por que precisamos passar tempo com ela? As respostas a essas perguntas podem reacender a paixão que precisamos. E para continuar esse tema tão querido, temos uma amiga conhecida do Aviva Nossos Corações, Kelly Needham.
Kelly tem colaborado com o Aviva Nossos Corações há bastante tempo, já falou em alguns dos nossos eventos e é autora do livro Friend-ish: Reclaiming Real Friendship in a Culture of Confusion (Meio que amigas: Resgatando a Amizade Real em uma Cultura de Confusão, em tradução livre - indisponível em português).
Kelly ama ensinar mulheres a estudarem a Palavra! Seja bem-vinda, Kelly.
Kelly: Obrigada, Raquel, Nancy. É um prazer estar aqui com vocês hoje!
Nancy DeMoss Wolgemuth: Estou muito animada com o nosso tempo aqui hoje! Uma das coisas que mais me inspiraram ao longo dos anos a amar mais a Palavra de Deus é estar perto de pessoas que também amam a Palavra. E, quando penso em você, Raquel, e em você, Kelly, toda vez que estou perto de vocês, saio com um amor maior por Jesus e por Sua Palavra.
Vocês me inspiram a querer abrir a minha Bíblia, lê-la, saturar meu coração nela e viver minha vida baseada nela. Kelly, eu me junto à Raquel para dizer muito obrigada por estar conosco nesta conversa no Aviva Nossos Corações desta semana.
Kelly: E eu sinto o mesmo por vocês duas! É tão encorajador ver esse desejo em vocês, que não diminui com o tempo, mas só cresce e se aprofunda. Quero que isso também seja verdade na minha vida pelos anos que Deus me der.
Nancy: Kelly, quero saber: quando você começou a desenvolver amor pela Palavra de Deus? Como isso aconteceu na sua vida?
Kelly: Começou na privacidade do meu quarto. Meus pais nos levavam à igreja regularmente, mas não falávamos muito sobre questões espirituais fora disso. Um dia, quando eu estava no ensino fundamental II, abri minha Bíblia fora da escola dominical — algo que não era comum.
Não lembro porque abri, nem o que li, mas lembro da sensação de que Deus estava falando comigo! Era como se respondesse às minhas pequenas questões de adolescente de uma forma tão real, presente e aplicável. Naquele momento, percebi que a Palavra de Deus é viva!
Isso abriu meus olhos espirituais para enxergar Deus de uma forma que eu nunca tinha visto antes. E depois disso, não teve volta! — no melhor sentido! Eu nunca mais me senti satisfeita. Pouco tempo depois, conheci uma mulher, minha professora de escola dominical, que foi a primeira pessoa a regar essa semente.
Ela se tornou uma amiga, alguém com quem eu podia conversar e que nunca se cansava de eu segui-la após a aula para perguntar tudo o que eu queria saber sobre a Palavra. Foi assim que meu amor pela Palavra de Deus começou.
Nancy: Esse amor pela Palavra foi algo contínuo ou você teve momentos em que esfriou e precisou ser renovado?
Kelly: Eu adoraria dizer que foi uma paixão constante ao longo dos anos, mas isso não seria verdade, e por motivos variados.
Houve períodos em que a vida estava muito corrida; viajamos muito, porque meu marido é músico. Por muitos anos estávamos na estrada, e era difícil encontrar tempo entre os shows, as noites no ônibus e tudo mais. E, às vezes, era difícil ter vontade.
Houve algumas temporadas de sofrimento em que, sinceramente, ler a Bíblia trouxe muitas perguntas e dúvidas. Não era mais aquele conforto acolhedor, como um cobertor quentinho. Era um desafio, um confronto.
Houve momentos em que algo — uma dificuldade, um obstáculo — atrapalhou a consistência na leitura da Bíblia. Mas, na bondade de Deus, Ele providenciou pessoas e recursos, como igrejas locais e amigas, para ajudar ao longo do caminho.
Não foi sempre uma paixão constante e agradável pela Palavra; tem sido uma jornada, como imagino que também seja para vocês.
Mas eu sempre volto e penso: "É aqui que encontro o Deus vivo!" Não importa quanto tempo eu passe longe, aquele anseio profundo dentro de mim acaba me trazendo de volta.
Nancy: Vamos explorar isso um pouco. O que você experimenta quando está “se alimentando” bem da Palavra de Deus, quando consome grandes porções e deixa que elas penetrem em seu coração? E o que acontece quando o oposto é verdade? Todas nós passamos por períodos em que estamos sedentas pela Palavra, e outros em que a correria, o pecado ou as circunstâncias nos afastam.
Pensando nos seus melhores momentos, quando você teve uma dieta rica, satisfatória e cheia da Palavra, quais foram os benefícios? O que você sentiu que fez você pensar: "Uau! Isso é tão rico, é por isso que amo estar na Palavra!"? O que a Palavra de Deus faz em você quando você a absorve?
Kelly: Acho que você mesma respondeu: é nutritiva. É o alimento para nossa alma! É um sustento espiritual que gera vitalidade e saúde em nós. Eu percebo isso de maneiras bem específicas e também de forma geral, com uma sensação constante de alegria e contentamento.
Nem sempre percebo imediatamente. Às vezes outras pessoas dizem: "Você parece menos ansiosa ultimamente," e aí penso: "Por que será?" E geralmente isso está ligado à consistência do meu tempo com Deus e com Sua Palavra. Quando minha alma está cheia, quando estou bebendo regularmente da fonte da água viva, não fico sedenta e seca por dentro, sabe.
Também consigo enfrentar melhor as tempestades da vida — aquelas irritações diárias, os conflitos com os filhos, o cônjuge ou até com uma pessoa na rua. Essas coisas não me desequilibram tão facilmente.
E mesmo quando me desequilibram, as palavras que li recentemente estão frescas na minha mente. Não são coisas de dois meses atrás, mas algo que li há duas horas. Então penso: "Senhor, obrigada porque Tu és. . ., como diz em Naum, que as nuvens são a poeira dos seus pés. (Naum 1.3)
Houve um dia difícil em que li isso pela manhã. Olhei para o céu e pensei: "Deus, esse é o tamanho da Tua grandeza! Por favor, me lembra disso agora de uma maneira real!" A Palavra estava ali para me dar essa perspectiva. Ela traz vitalidade espiritual para lidar com as pequenas coisas que enfrentamos ao longo do dia.
Nancy: Quando falamos sobre a Palavra, eu penso em como nos alimentamos fisicamente. Se temos uma dieta equilibrada — não vivendo apenas de batata frita, pizza e pipoca —, conseguimos um sustento mais completo.
Geralmente não vemos os resultados imediatamente ou de forma óbvia, mas, ao longo do tempo, percebemos: "Estou me sentindo bem; tenho energia. Consigo continuar e não sinto alguns desconfortos que sentia antes."
Como compartilhei o outro dia, penso na minha dieta quando eu tinha 20 anos! Não vou dizer o nome da rede de fast-food, mas eu deveria ter comprado ações deles de tantos hambúrgueres drive-thru que comi! Aí, cheguei aos 30 anos e de repente pensei: "Ai! Não estou me sentindo tão bem!"
Raquel: Foi nessa idade que caiu a ficha para mim também! Trinta.
Kelly: Exato!
Nancy: Foi aí que percebi: "Algo precisa mudar!" Bem, quando mudamos para uma alimentação saudável, ou saímos dela, não percebemos a diferença imediatamente. Mas, com o tempo, vemos os resultados. Quando conectamos nosso coração a uma dieta constante da Palavra de Deus, não percebemos os benefícios imediatamente — embora às vezes possamos. Mas os benefícios para o corpo, a alma e o espírito, ao consumir a Palavra, aparecem ao longo do tempo.
Às vezes, você não percebe os benefícios de se aprofundar na Palavra de Deus imediatamente, assim como não percebe as consequências de se afastar dela. Mas, de repente, você olha para trás ou para dentro e pensa: "O que aconteceu!? Estou irritada, frustrada, ansiosa. . . qual é o problema?"
Um bom lugar para começar é perguntar: "Estou me alimentando de uma dieta equilibrada e suficiente da Palavra de Deus?" Muitas vezes não estamos, mas ainda assim esperamos e desejamos todos os benefícios!
Raquel: Isso me lembra duas coisas. Primeiro, as palavras de Jesus: "O ser humano não viverá só de pão, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (Mateus 4.4). Ele está claramente fazendo uma analogia com comida, certo?
Recentemente, percebi que as pessoas estão obcecadas com os chamados "superalimentos". Eles são sempre verdes, sempre têm nomes difíceis de pronunciar e quase sempre têm gosto ruim! Eu estava dizendo ao meu médico que me sentia muito cansada. Ela sugeriu: "Você deveria tentar incluir superalimentos na sua dieta." Eu pensei: "Ah, sério? É só disso que as pessoas falam hoje em dia!"
Mas acabei experimentando. Depois de cerca de duas semanas, meu marido me perguntou: "O que você está fazendo? De onde está vindo toda essa energia? Você não está dormindo tanto, mas está acordando mais animada!" Realmente, os superalimentos fizeram diferença no meu corpo físico!
O mesmo é verdade para nosso espírito! Nos dias em que não me alimento da Palavra de Deus, sinto que meu dia é uma luta. Tudo parece difícil, a alegria desaparece e fico confusa. É como se eu estivesse empurrando o dia com dificuldade.
Mas, quando dedico os primeiros momentos do dia à Palavra de Deus, sinto que os minutos do meu dia se multiplicam. Meu tempo parece expandir, como se o dia desacelerasse. É como se eu tivesse espiritualmente nutrida, e tenho muito mais alegria e energia!
Estamos começando a terceira semana do desafio de leitura da Palavra em 365 dias. Corre lá no nosso site e cadastre-se para receber um email diário com incentivo à leitura da Palavra! É isso mesmo, corre lá e junte-se a milhares de mulheres participando neste desafio, ainda dá tempo!
Kelly: É isso mesmo, não perca esta oportunidade! Na minha mente, é como colocar um par de óculos. Se eu começo o dia sem passar tempo com Deus, minha visão literal e espiritual ficam turva. Eu fico tropeçando nas coisas, perdendo tempo procurando chaves, pulando de tarefa em tarefa sem foco.
Mas, quando dedico um tempo para "colocar esses óculos", consigo enxergar com mais clareza o que está realmente acontecendo na minha vida.
Quando leio minha Bíblia e passo tempo com Deus, parece que minha perspectiva é ajustada. Isso me ajuda a priorizar. Ao invés de me desgastar por horas tentando resolver algo que talvez nem fosse prioridade, consigo discernir: "Senhor, o que o Senhor colocou diante de mim hoje? O que o Senhor quer que eu faça?" Essa clareza é essencial.
Eu acredito que isso economiza tempo e nos dá sabedoria para interpretar os acontecimentos do dia, para responder de forma apropriada e manter a visão certa, reconhecendo a grandeza de Deus e nosso lugar em Seu plano.
Nancy: Não há passagem mais doce sobre a Palavra de Deus do que o Salmo 119. É o capítulo mais longo das Escrituras — 176 versículos. Falamos sobre ele na nossa série anterior. Você pode ler o capítulo inteiro em cerca de quinze minutos. Eu encorajo você a fazer isso.
Na verdade, leia-o em voz alta! Isso me impacta profundamente todas as vezes. Você verá ao longo do salmo a ideia de deleitar-se na Palavra de Deus, de amar e saborear a Palavra. Penso no versículo 97: "Quanto amo a tua lei! É a minha meditação todo o dia!"
E no versículo 103: "Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca." O salmista claramente encontra prazer na Palavra de Deus.
Mas, se formos sinceras, muitas mulheres diriam: "Eu sei que a Palavra de Deus é importante. Sei que tem valor. Mas não posso dizer que amo a Palavra de Deus, que me deleito nela, que é doce para mim ou que significa mais do que qualquer outra coisa."
Kelly, se alguém não sente esse anseio, essa fome pela Palavra de Deus (como vemos no Salmo 119), o que ela pode fazer? Como desenvolver isso? Como cultivar esse tipo de amor e desejo pela Palavra?
Kelly: O que eu costumo encorajar outras mulheres a fazerem começa com essa pergunta: "Qual é a nossa motivação para mergulhar na Palavra de Deus?" ou "Qual é a motivação para evitá-la?" O que está direcionando nossos pensamentos sobre a Palavra de Deus?
Quando começo a fazer essas perguntas para outras pessoas, às vezes fica claro que a razão pela qual elas não querem ler a Bíblia é porque acreditam que precisam fazer isso para que Deus goste delas ou se agrade delas. Isso pode parecer intimidador. Algumas dizem: “Eu nem sei por onde começar a ler, e já sinto que falhei antes mesmo de tentar. Já me sinto condenada antes de começar!”
Existem essas correntes ocultas de condenação ou de mentalidade baseada em obras associadas à leitura da Bíblia. Ou pode ser outra coisa. Algumas mulheres que conheço tiveram experiências onde as Escrituras foram usadas de maneiras distorcidas por pessoas em suas vidas. Por causa disso, elas desenvolveram sentimentos negativos e querem se afastar da Bíblia.
Sempre que percebo que estou evitando a Palavra de Deus, a primeira pergunta que faço a mim mesma é: "Por quê? Por que estou fazendo isso? Do que estou com medo? O que estou tentando evitar? O que penso sobre Deus? Como acho que Deus vê essa prática de eu me aproximar da Palavra?"
Depois, eu me pergunto: "O que eu sei ser verdade sobre o que a Palavra realmente diz? O que meus pastores e pessoas de confiança já me ensinaram? Que, se estou em Cristo, já sou considerada justa; Deus já está satisfeito comigo por causa do que Cristo fez!"
Posso me lembrar disso e perguntar: "Agora, por que devo mergulhar na Palavra de Deus?" Quando corrigimos essas motivações, é como remover os obstáculos no caminho, facilitando o acesso à Palavra.
A maior motivação para eu me dedicar à Palavra de Deus é que ela me revela uma Pessoa que eu amo! Nós, mulheres, somos tão relacionais! Desejamos relacionamentos profundos e significativos; fomos criadas para isso. E, acima de tudo, fomos criadas para um relacionamento com Deus. Esse relacionamento começa ao conhecermos quem Ele é por meio da Sua Palavra.
Pense bem, é o que nos atrai nas redes sociais, certo? Seguimos pessoas famosas porque queremos saber sobre suas vidas, queremos aprender sobre elas. Lemos fatos e informações sobre essas pessoas que admiramos e passamos horas pesquisando sobre elas.
Na verdade, é isso que estou fazendo quando estudo minha Bíblia: quero conhecer a Deus! Quero pesquisá-Lo. Quero saber o que Ele fez, do que Ele gosta, do que Ele não gosta, como Ele Se revelou. É um processo de mergulhar e cultivar um relacionamento com Ele, um relacionamento que já foi totalmente providenciado pela obra de Cristo!
Quando penso assim, essa motivação me ajuda a encarar o trabalho que às vezes é necessário para explorar partes da Bíblia com as quais não estou tão familiarizada. Acho que é aí que começamos a superar os obstáculos: examinando nossos corações e perguntando: "Como estou enxergando a Palavra de Deus? Essa é a maneira certa de vê-la?"
Nancy: Acho que às vezes não temos apetite por uma alimentação saudável porque estamos nos enchendo de. . .
Raquel: . . .batatas fritas.
Nancy: Batatas fritas, pizza, pipoca e. . . como é mesmo o nome daquele doce que vende nos parques de diversão? Ah, algodão-doce! É tão bonito, tão doce, e quando somos crianças achamos que precisamos daquilo! Mas aí você come e percebe que não tem substância nenhuma. Parece algo impressionante, mas não é!
Se estamos tentando preencher nossas almas com coisas que não duram, que são passageiras, não teremos muito apetite para o que realmente nos satisfaz de verdade. Tenho percebido, ao longo dos anos, que distrações e preocupações com coisas terrenas. . .
Você mencionou as redes sociais. Isso é uma grande distração para mim. Às vezes começo meu dia no celular vendo notícias ou aplicativos e, de repente, já passou uma hora e eu ainda não experimentei a única coisa que minha alma mais precisa: conhecer a Deus!
Para cultivar um apetite pelo que realmente satisfaz — que é Deus em Sua Palavra —, às vezes preciso me afastar dessas outras coisas que, embora não sejam pecaminosas, não me motivam a buscar a Deus e conhecê-Lo. No começo, essas escolhas podem ser difíceis.
Desde que começamos a namorar, Robert sempre dizia: "O trono antes do telefone." Lembro-me da primeira vez que ele falou isso, sobre a importância de buscar o trono de Deus antes de mexer no celular. E eu pensei: "Uau, que verdade desconfortável!"
Mas observei sua vida: não importa o projeto em que ele está trabalhando, o quanto ele tem para fazer ou quantos e-mails ele precisa responder, sempre vejo que ele começa seu dia — no caso dele, bem cedo — na presença de Deus, na Sua Palavra, antes de qualquer outra coisa.
Eu vejo o amor por Deus que isso cultiva nele, o amor pela Palavra, a serenidade, a capacidade de enfrentar o que quer que aconteça naquele dia. E percebo que é porque ele começa seu dia no lugar que realmente importa!
Se eu começo meu dia de outra forma, como tantas vezes já fiz e ainda faço, não vou ter aquela paz, serenidade e plenitude. Vou ficar me debatendo e sendo levada pelo vento o dia inteiro, porque não ancorei meu coração. E, realmente, “âncora” é outra imagem perfeita, Kelly, é o que a Palavra de Deus faz por nós.
Kelly: Me lembro de quando éramos crianças e íamos à praia. Minha mãe sempre dizia: “Fique de olho no nosso guarda-sol, porque você vai acabar se afastando; tem uma corrente.”
Ela sempre nos alertava: “A cada cinco minutos, vire-se, olhe para a praia e veja se você ainda consegue ver o nosso guarda-sol.” E, claro, não dá nem para perceber, mas quando você está com a água na cintura, já se afastou muitos metros da costa sem nem se dar conta!
Isso acontece com a gente da mesma forma, certo? Se não estivermos constantemente voltando para “Quem é Deus? Quem Ele disse que é? Como Ele explicou que o mundo funciona? Quem é a humanidade? Quem sou eu? Qual é a resposta para os meus problemas?” Essas verdades nos ancoram e ajudam a interpretar todas as informações e notícias ao nosso redor.
Mas, se eu não voltar meu olhar para isso, acabo me distanciando, desenvolvendo maus hábitos ou formas erradas de pensar, sem nem perceber que está acontecendo! Ler a Bíblia todos os dias é como lançar a âncora no solo firme de Deus, que é constante e imutável. É dizer: “Isso é verdade hoje; vou me ancorar aqui!” Isso nos protege desse desvio que todas estamos sujeitas a sofrer.
Nancy: Vamos continuar essa conversa ao longo da semana, falando sobre como ancorar nossos corações na Palavra de Deus. Kelly, você mencionou sobre ler a Palavra de Deus todos os dias. Talvez, para alguém, isso soe como “beber água salgada”. Talvez você não tenha muita vontade de fazer isso agora.
Mas eu prometo que, se você começar lendo algo da Palavra de Deus todos os dias — e vamos falar nesta semana sobre como fazer isso de forma significativa —, você não vai querer menos, mas sim mais da Palavra de Deus! O seu apetite por ela vai crescer.
Na verdade, no mundo físico, quando você come muito, perde a fome. Mas, no mundo espiritual, quanto mais você “come” da Palavra de Deus, mais fome sente por ela, mais você a deseja!
Raquel: É porque ela é tão saborosa, Nancy! Como diz Salmo 119.
Nancy: Exatamente! Leia algo da Palavra de Deus todos os dias, pode ser em qualquer horário; escolha o que funciona melhor para você. Quando continuarmos essa conversa com Kelly Needham, vamos falar sobre como ler a Palavra de Deus de uma forma que encha sua alma, que cumpra o propósito de realmente conhecer a Deus e cultivar um relacionamento mais íntimo e pessoal com Ele.
Raquel: Espero que minha conversa com Nancy DeMoss Wolgemuth e Kelly Needham esteja te inspirando a abrir sua Bíblia todos os dias.
O Aviva Nossos Corações tem muitos recursos dedicados a te ajudar a se aprofundar na Palavra de Deus. Um recurso disponível é o livro de estudos Buscando a Deus. Adquira esse recurso ainda hoje no nosso site avivanossoscoracoes.com.
Compartilhe esta mensagem com outras mulheres e nos siga nas redes sociais. Você pode também receber estes podcasts diariamente no seu WhatsApp. Cadastre-se no nosso site.
Se você é nova na leitura da Bíblia ou acha esse processo intimidador, queremos te ajudar a entendê-la. Kelly Needham estará de volta amanhã para compartilhar como a Palavra de Deus fala conosco e onde começar sua leitura. Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações!
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.