Dia 1: Agora é a hora
Raquel Anderson: Este conteúdo foi gravado em 2011, nos primeiros dias do movimento Mulher Verdadeira. Naquela época, Nancy compartilhava o que a levou a dar esse passo de fé, explicando as convicções e o desejo profundo que Deus havia colocado em seu coração para chamar mulheres a viverem à luz da Sua verdade. É um registro especial do início de uma jornada que impactaria tantas vidas.
Anos atrás, Nancy DeMoss Wolgemuth observou como o pensamento feminista havia afetado a igreja. E ela começou a se perguntar:
Nancy DeMoss Wolgemuth: Como seria se Deus estivesse promovendo um movimento em nossa geração? Chamando mulheres para a Sua Verdade, para amá-Lo de todo o coração, alma, mente e força, para exaltar o Evangelho de Cristo, para viver as implicações do Evangelho. Como seria isso?
Meu coração começou a disparar. Então veio a parte assustadora, porque surgiu a percepção de …
Raquel Anderson: Este conteúdo foi gravado em 2011, nos primeiros dias do movimento Mulher Verdadeira. Naquela época, Nancy compartilhava o que a levou a dar esse passo de fé, explicando as convicções e o desejo profundo que Deus havia colocado em seu coração para chamar mulheres a viverem à luz da Sua verdade. É um registro especial do início de uma jornada que impactaria tantas vidas.
Anos atrás, Nancy DeMoss Wolgemuth observou como o pensamento feminista havia afetado a igreja. E ela começou a se perguntar:
Nancy DeMoss Wolgemuth: Como seria se Deus estivesse promovendo um movimento em nossa geração? Chamando mulheres para a Sua Verdade, para amá-Lo de todo o coração, alma, mente e força, para exaltar o Evangelho de Cristo, para viver as implicações do Evangelho. Como seria isso?
Meu coração começou a disparar. Então veio a parte assustadora, porque surgiu a percepção de que talvez Deus quisesse que eu, de alguma forma, fizesse parte dessa revolução contracultural. Foi quando levantar a bandeira branca não foi tão fácil.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Em 2011, o Aviva Nossos Corações e suas ouvintes celebraram dez anos da fidelidade de Deus. Olhamos para trás e revisamos nossa história ao longo dessa década. Naquela época refletimos sobre a missão que Deus chamou este ministério a abraçar.
À medida que Nancy relembrava os primeiros dias, quando Deus começou a chamá-la para um ministério no rádio, você será encorajada a abraçar o chamado dele para a sua vida, não importa quão difícil pareça. Aqui está Nancy.
Nancy: Betty Friedan — algumas de vocês conhecem esse nome; quando falamos sobre o poder e a influência de uma mulher — ela ficou conhecida por dizer que “nós, mulheres, não precisamos e não podemos confiar em nenhuma outra autoridade além da nossa própria verdade pessoal.” Tendo isso como a espinha dorsal e o fundamento da sua filosofia, ela decidiu promover uma revolução e, de fato, alcançou a revolução que estava em seu coração.
Agora, quero dizer que sou muito grata porque ela estava errada! Não é verdade que nós, mulheres, não precisamos e não podemos confiar em nenhuma outra autoridade além da nossa própria verdade pessoal. Porque, posso dizer algo? Se pudéssemos confiar apenas na nossa própria verdade pessoal, todas nós seríamos extremamente inseguras. Esse é um fundamento frágil e instável sobre o qual construir a vida.
Nós sabemos, e temos nos comprometido a crer — sabemos profundamente, bem no fundo dos nossos corações — que não podemos confiar em nenhuma outra autoridade além da Verdade dele, e que estamos firmemente ancoradas e ligadas à Palavra de Deus e à Sua Verdade, e é isso que mantém nossa vida unida. É isso que sustenta o universo. Essa é a nossa única esperança, o nosso único meio de salvação e de graça. Tudo o que é verdadeiramente bom — nesta vida e na eternidade — existe porque há uma única autoridade digna da nossa confiança: a Sua Verdade.
Esses são dois pontos de vista amplamente divergentes, mais distantes impossível. No final das contas, tudo se resume a em qual verdade confiamos e a qual verdade nos submetemos. Sob qual autoridade colocamos a nossa vida?
A propósito, todo esse movimento feminista, que é o legado de Betty Friedan e de outras, na verdade não é nada novo do século XX. Sabemos bem disso. Sabemos que sua origem remonta a história de Gênesis capítulo 3, no Jardim do Éden, onde a serpente, que é o pai da mentira, veio à primeira mulher e lhe disse: “Você Eva, não precisa e não pode confiar em nenhuma outra autoridade além da sua própria verdade pessoal.”
Ora, Deus havia dito: “Esta é a Verdade. Você precisa desta Verdade. Esta é a autoridade. Esta é a única autoridade em que você pode confiar.” Assim, tínhamos a perspectiva de Deus sobre a verdade e a autoridade, e então tínhamos a perspectiva de Satanás sobre a verdade e a autoridade. Estas duas perspectivas eram, naquela época, sempre foram e sempre serão, diametralmente opostas e em total conflito uma com a outra.
E a primeira mulher acreditou que precisava e podia confiar em nenhuma outra autoridade além da sua própria verdade pessoal, e seguiu nessa direção. Ela escolheu essa direção. Depois conduziu o homem — tem algo de errado nessa cena, não é? Lembre-se de que Deus criou o homem para liderar e alimentar, e o que Eva está fazendo aqui? Ela está liderando e alimentando o homem. É a primeira grande inversão de papéis, e, daquele ponto em diante até hoje, homens e mulheres igualmente caíram da graça, caíram da verdade, literalmente determinados a estabelecer a própria verdade e fazê-la a autoridade de suas vidas.
Esse é, de certa forma, o conceito abrangente sob o qual chegamos hoje a reconhecer que estamos em uma batalha. É uma batalha por autoridade. É uma batalha pela verdade. É uma batalha pela confiança. É uma batalha enfrentada não apenas pelas mulheres, mas também pelos homens. O que escolhemos — se escolhemos confiar na autoridade da verdade de Deus ou na nossa própria verdade pessoal — faz toda a diferença no mundo. Faz toda a diferença em nossa própria vida. Faz diferença em nossos relacionamentos. Faz diferença em nossas famílias, em nossas igrejas, em nossa cultura e em nosso mundo.
Temos um mundo que, em grande parte, escolheu crer e confiar na autoridade da sua própria verdade pessoal. Mas sabemos que, mesmo que 99,999% das pessoas no mundo confiem na sua própria verdade pessoal, ainda existe apenas uma verdade absoluta e imutável que prevalecerá por toda a eternidade. Nós, como remanescentes, como seguidoras de Cristo, dissemos: “Não, nós vamos firmar nossa vida na verdade da Palavra de Deus. Seja o que isso significar, seja o que isso exigir, é nessa direção que queremos caminhar.”
Pela graça de Deus, tive o grande privilégio de chegar à fé em Cristo — Ele atraindo meu coração para Si — quando eu tinha quatro anos de idade. O dia 4 de maio de 1963 é minha primeira lembrança consciente. Sou tão grata por ter crescido em um ambiente, um ambiente intensamente favorável ao cultivo de uma fé jovem, de plantas ainda tenras, e por ter sido alguém que recebeu a Palavra de Deus sendo derramada em meu coração — sem televisão, graças a Deus, muita boa leitura, verdade e o Espírito Santo operando em meu coração, atraindo-me para Si, dando-me um chamado e uma paixão por Cristo.
Vocês que também tiveram o privilégio de crescer em um ambiente assim sabem que tipo de presente e bênção isso é.
Desde cedo, Deus colocou em meu coração, ainda menina, um desejo intenso pelo avivamento na igreja, para ver Deus agir em um derramamento do Seu Espírito como havia feito em tempos passados. Mas entender o que significava amar a Deus como mulher e servi-Lo de todo o coração, alma, força e mente, como mulher, foi uma questão muito difícil para mim.
Era difícil de compreender. Por que Ele me fez mulher, especificamente? Precisei chegar ao entendimento de que não foi por acaso. Esse era o propósito único de Deus e Seu plano intencional. Mas foi algo que levou meus vinte e poucos anos e entrou pelos meus trinta até que eu realmente compreendesse e abraçasse que isso era algo muito bom. Foi uma jornada, e descobri que também foi uma jornada para muitas outras mulheres, mulheres que amam o Senhor, mas nem sempre veem: “Qual é a diferença?” e “Quanto isso realmente importa?”
Uma das razões pelas quais tem sido difícil para nós enxergar isso é que todo o ar que respiramos foi impactado por isso — hoje a diferença não é mais tão gritante, mas a maioria de nós tem idade suficiente para lembrar do nascimento e do desenvolvimento do movimento feminista — o que, se você tem menos de quarenta anos hoje, provavelmente nunca conheceu algo diferente.
Às vezes converso com mulheres jovens e falo sobre como era antes de elas existirem, e elas nem conseguem imaginar um mundo diferente daquele que conheceram nesse aspecto. Mas algumas de nós têm idade suficiente para lembrar quando o movimento feminista nem sequer era um movimento. Era radical. Era marginal. Betty Friedan e algumas amigas dela — na verdade, a primeira reunião, creio, aconteceu em 1966, em um quarto de hotel, com cerca de vinte e oito mulheres. Elas começaram a sonhar: “Como seria se. . .” e a redefinir o mundo, redefinir a si mesmas, redefinir Deus.
Um pequeno grupo de mulheres intencionais, com muita perseverança e muita determinação, decidiu mudar o mundo, e fez isso de várias maneiras. Elas fizeram isso, na verdade, por todos os meios disponíveis na época. Fizeram isso escrevendo alguns livros fundamentais que começaram a se espalhar pela cultura. Fizeram isso por meio de grupos de conscientização nas casas, que era onde a maioria das mulheres estava naquele tempo.
Elas se reuniam e formavam pequenos grupos que fomentavam rebelião e insatisfação. Havia líderes desses grupos que diziam: “Quanto o seu marido ganha? Ah, sim. Ele trabalha duro, não é? Quanto você ganha? Você não ganha nada? Você não trabalha? Seu trabalho aqui em casa é difícil. Quer dizer que ele recebe mais do que você, e você trabalha tanto quanto ele?”
Elas começaram a minar. . . “Por que todos os homens têm os melhores empregos, os maiores salários e todos os cargos na política?” Elas estavam desenvolvendo essa corrente subterrânea de insatisfação, ressentimento, amargura e, por fim, rebelião — o que, aliás, é a razão pela qual amargura e insatisfação são questões tão sérias. Elas acabam nos levando a um lugar de rebelião contra a autoridade de Deus e outras autoridades.
Esses grupos, esses livros e essas manifestações na mídia — algumas de vocês se lembrarão do concurso Miss América de 1968, quando elas entraram bem no final e desenrolaram um grande lençol branco com a frase “Libertação das Mulheres”. Foi ali que esse título nasceu. Houve marchas em eventos amplamente divulgados pela mídia. Houve eventos, publicações. Elas usaram a mídia de todas as formas disponíveis no final dos anos sessenta e início dos setenta.
Começaram a infiltrar-se nas universidades — entendendo que a educação era um meio muito importante para difundir sua visão. Assim, cursos de estudos femininos começaram a surgir em universidades por todo o país. Eles se multiplicaram exponencialmente durante os anos setenta.
Desde aquela primeira reunião em 1966, naquele quarto de hotel, até meados dos anos setenta, o que havia sido um grupo radical e marginal — as pessoas pensavam que eram loucas — tornou-se algo dominante em pouco mais de uma década, e a gente sabe o resto é história. Isso permeou, infiltrou-se e se tornou tão difundido em nossa cultura que agora temos Bíblias neutras em relação ao gênero, chamando Deus de “ela”, casamentos e relacionamentos invertidos, homossexualidade e todo tipo de desvio e disfunção sexual.
Claro, quando falamos sobre isso, é fácil simplesmente lançar críticas, mas o fato é que as mulheres que são fruto de toda essa forma de pensar são mulheres profundamente desiludidas, marcadas, feridas. Todas nós, de alguma forma, já provamos desse fruto.
Existem mulheres com quem conversamos que estão em seu quarto ou quinto casamento. Tudo em suas vidas está despedaçado, e não há esperança; não há vida. Tudo o que foi prometido — alegria, satisfação, contentamento, melhor salário. . . É como dizem as Escrituras em Salmos: o povo se rebelou contra Deus, cobiçou em seu coração, e Deus lhes deu o que desejavam, mas enviou entre eles uma doença consumidora.
Muitos, muitos avanços foram feitos em termos de direitos das mulheres, salários e empregos, mas a enfermidade da alma, a tristeza, o desespero, a depressão. . . As mulheres não vão ao médico apenas porque precisam de ajuda médica. Elas precisam de ajuda para a alma, e estão procurando em algum lugar esperança, ajuda e graça.
No final dos anos noventa — mais precisamente, em 1997 — era o meu trigésimo nono aniversário. . . e por algum motivo eu lembro dessa conexão. Eu estava a caminho para falar em uma conferência de mulheres e peguei um livro de uma mulher que eu não conhecia na época. Ela se tornou uma amiga muito querida. Na verdade, ela está na minha casa agora esta semana fazendo algumas gravações em vídeo para um projeto — Mary Kassian. Muitas de vocês já a ouviram falar.
Peguei o livro dela chamado The Feminist Gospel (O Evangelho Feminista, em tradução livre). Eu realmente tinha permanecido, de forma até ingênua, sem perceber o que havia acontecido com esse movimento feminista, como ele havia surgido, a maneira como havia impactado a cultura. Então meus olhos começaram a se abrir enquanto eu lia aquele livro.
O que realmente foi um grande despertar para mim foi que, à medida que ela descrevia como essa filosofia havia se infiltrado e permeado a igreja, comecei a ligar os pontos e a perceber coisas que eu nunca tinha de fato entendido o porquê. As coisas começaram a fazer sentido para mim em relação ao que estava acontecendo ao meu redor e na cultura. Eu me vi — olhando para trás, tenho certeza de que foi obra do Espírito de Deus — experimentando algo semelhante ao que aconteceu com Paulo quando estava em Atenas, quando diz que o espírito dele se revoltava dentro dele ao ver a cidade completamente entregue à idolatria.
Foi mais ou menos isso que aconteceu comigo naquele momento. Houve uma reação profunda, quase visceral, de que algo havia dado terrivelmente errado e que algo desesperadamente necessário precisava acontecer.
Eu lembro que foi um período de vários dias, ou talvez algumas semanas, em que houve uma inquietação dentro do meu coração, ao perceber que essa revolução havia acontecido em nossa cultura. Deus começou a colocar em meu coração sobre a necessidade de uma revolução contracultural, para recuperar entre as mulheres cristãs o terreno que, por décadas, havíamos entregado à mentira, à nossa própria verdade pessoal em vez da verdade de Deus.
Não me surpreendia que o mundo pensasse e funcionasse acreditando em mentiras, porque eles não conhecem a Verdade. Mas o que me deixou profundamente impactada foi o quanto nós, que temos a Palavra de Deus e dizemos que ela é nossa autoridade, estávamos vivendo talvez como biblicistas teológicos, mas feministas práticas na maneira como vivíamos. Olhei ao redor e vi, em muitos aspectos, evidências dessa filosofia tendo permeado a igreja evangélica.
Comecei a imaginar: “Como seria se Deus se movesse?” Deus é maior do que Betty Friedan? Claro que é! “Como seria se Deus trouxesse um movimento em nossa geração, chamando mulheres para a Sua Verdade, para amá-Lo de todo o coração, alma, mente e força, para exaltar o Evangelho de Cristo, e viver de acordo com ele? Como seria isso?”
Meu coração começou a disparar. Então veio a parte assustadora, porque eu comecei a entender que talvez Deus quisesse que eu, de alguma forma, fizesse parte dessa revolução contracultural, e foi aí que levantar a bandeira branca não foi tão fácil. Eu fiquei com medo! Eu tinha trinta e nove anos. Não estava pronta para me aposentar, mas também não estava procurando novas montanhas para escalar ou novos desafios. Não sou uma lutadora por natureza. Eu estava vivendo um ministério abençoado e frutífero. Estava vivendo um tempo muito bom, e não estava procurando confrontar o sistema estabelecido.
Não era tanto que eu pensasse que esse movimento dependesse de mim, mas até mesmo a ideia de que Deus pudesse querer que eu fizesse parte de um movimento de avivamento e reforma no coração das mulheres cristãs era algo muito assustador para mim. Pensei: “Vou passar o resto da minha vida nadando contra a maré, e a vida nunca mais será fácil.” Não que fosse fácil naquela época, porque a verdade sempre é contracultural, mas pensei: “Ufa.”
Bem, esse foi o início da jornada em que Deus começou a esclarecer meu pensamento, me trazendo clareza em relação a algumas questões, e confiança e obediência — simplesmente uma obra da graça dele na minha própria vida — e o começo de tudo. . . isso foi antes mesmo de eu pensar em fazer rádio cristã. Naquela época estava começando a procurar a próxima Elisabeth Elliot e a conversar com mulheres: “Como seria ter um programa de rádio onde as mulheres pudessem falar sobre esse tipo de assunto?”
Eu estava procurando alguém que fosse uma boa apresentadora para esse tipo de ministério. Na verdade, encontrei-me com um grupo de mulheres no sul da Califórnia, algumas delas comunicadoras muito talentosas, que estavam sendo usadas por Deus em contextos muito maiores do que o meu naquela época, e conversamos sobre essa ideia. Eu mantinha meus ouvidos atentos para saber quem seria a pessoa certa para isso.
Então lembro-me de receber aquela ligação de Dennis Rainey, do FamilyLife, dizendo basicamente: “Nós amamos você e temos um maravilhoso plano para a sua vida. Achamos que precisa existir um programa de rádio cristão para mulheres, feito por mulheres, e pensamos que talvez Deus queira que você faça parte disso.”
Lembro-me de pensar: “Sabe, essa é uma ótima ideia. Na verdade, eu mesma já vinha pensando em algo assim, mas vocês têm a pessoa errada. Talvez eu possa ajudá-los a encontrar a pessoa certa.” Vocês já ouviram um pouco sobre essa jornada.
No início, enquanto passávamos aqueles meses orando e buscando ao Senhor sobre lançar ou não esse ministério de rádio — já estávamos começando a escrever livros e a realizar conferências — então esse conceito de rádio era uma nova dimensão. Passei cerca de dezoito meses nesse processo. Eu queria ter certeza absoluta de que essa era uma ideia vinda do coração de Deus, e não apenas de Dennis Rainey e Bob Lepine, mas que Deus realmente estava conduzindo tudo.
Nesse período, o ministério Life Action teve uma reunião do conselho em que esse assunto foi discutido. Eu estava sentada ali, ouvindo, fazendo anotações. Algumas de vocês conhecem o nome T.W. Hunt, que é uma espécie de patriarca, um homem de oração entre os batistas do sul, um homem muito santo de Deus, um homem de fé. Ele fazia parte do conselho do ministério naquela época. Se vocês conhecem T.W., sabem que ele é um homem muito discreto. Ele estava sentado ao fundo, não disse nada durante toda aquela discussão.
Antes da reunião, havíamos pedido a esses homens que orassem sobre se agradaria a Deus que o Life Action se unisse ao lançamento desse ministério de rádio — ainda nem sabíamos como ele se chamaria. Então lembro-me de Byron se voltar para T.W. no final da discussão e dizer: “Há algo em seu coração, T.W.?”
De maneira muito tranquila e humilde, T.W. disse: “Sabe, desde que Nancy nos pediu para orar sobre isso, eu tenho orado. Nos últimos anos, tem crescido em meu coração um peso profundo por causa da corrupção cada vez mais difundida entre as mulheres em nossa cultura.”
Então ele mencionou alguns nomes que, naquela época, eram muito conhecidos e que todos identificariam como tendo contribuído para essa corrupção crescente e generalizada na cultura.
Então ele disse: “Isso tem sido um peso tão grande em meu coração, e por anos tenho orado para que Deus enviasse algum meio de se opor a isso.” Depois disse: “Enquanto tenho orado nessas últimas semanas, creio que Deus está levantando este ministério exatamente para isso, para um tempo como este.”
Então o ambiente naquela sala ficou em silêncio. Eu estava fazendo anotações e simplesmente parei. Havia um consenso de que Deus estava afirmando e confirmando que essa era a direção que deveríamos seguir.
Tem sido um privilégio fazer parte do que Deus está fazendo e reconhecer a influência que as mulheres exercem, seja para o mal ou para o bem. Poderíamos falar sobre a corrupção generalizada e a influência para o mal. Poderíamos dar muitos exemplos disso, mas é algo tão precioso ver como mulheres que estão se tornando verdadeiras mulheres de Deus estão se tornando uma poderosa influência para a justiça exatamente onde Deus as colocou.
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth tem descrito uma enorme necessidade em nossos dias — a necessidade de vozes que proclamem a verdade de Deus sobre a feminilidade. A necessidade de uma contra revolução não é menor hoje do que era quando Deus colocou esse peso no coração de Nancy, anos atrás.
Por exemplo, há algum tempo, nossa equipe conversou com uma mulher chamada Edika sobre como o Aviva Nossos Corações tem impactado sua vida.
Edika: Eu escuto o programa durante meu horário de almoço. Acho que é muito comum nós, mulheres na igreja, termos uma mentalidade feminista e nem percebermos isso.
Dizemos: “Sim, eu quero viver a verdadeira feminilidade bíblica.” Mas, na prática, somos feministas. Não percebemos isso. Não entendemos como o mundo tem nos influenciado até mesmo dentro da igreja.
Eu sei que, para mim e para a minha idade — especialmente as solteiras que fizeram mestrado e continuam avançando na educação — quando entram no ambiente da igreja, temos um choque cultural. Acho que não percebemos o que estamos dizendo. Se você olhar pela perspectiva da Bíblia, está errado. Mas nós suavizamos nossas atitudes feministas.
De vez em quando é bom precisar tomar uma “pílula bíblica” e dizer: “Isto é verdade. Isto é o que a Bíblia diz.” Mas, no dia a dia, estou me alimentando de um cardápio feminista, em vez de dizer: “Isto é o que a Bíblia diz.” Em vez de nos alimentarmos da Palavra, estamos ouvindo as mentiras que o mundo diz sobre o feminismo. Eu sei que, para mim, foi daí que eu saí. Eu não percebia o quanto era feminista até que o Senhor usou Mentiras em que as Mulheres Acreditam e o programa Aviva Nossos Corações.
Eu vejo as mulheres na minha igreja. O coração delas está no lugar certo. Acho que todas temos o desejo de nos aprofundar mais na Palavra, mas não sabemos como fazer isso porque estamos vivendo tendências feministas.
Raquel: Essa foi Edika, uma ouvinte do Aviva Nossos Corações. Nancy, histórias como essa mostram por que estamos pedindo às ouvintes que apoiem este ministério.
Nancy: Você nos ajudaria a falar com mais mulheres como a Edika? Quando falamos sobre um Movimento Mulher Verdadeira, isso envolve mostrar a mulheres como ela a alegria e a realização de abraçar o plano de Deus.
Conseguimos fazer isso graças ao apoio de ouvintes como você. Você pode nos ajudar a apoiar e expandir um movimento de verdadeira feminilidade visitando avivanossoscoracoes.com.
Em nome da Edika e de centenas de milhares de outras mulheres como ela, muito obrigada por tornar este ministério possível.
Raquel: Amanhã, Nancy continuará compartilhando alguns dos pesos em seu coração sobre um movimento da Mulher Verdadeira. Como isso se parece nos dias que virão? Esperamos você novamente no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.