Devocionais diários: Dever ou prazer? | Dia 9
Raquel Anderson: Se não nos alimentamos corretamente, logo perceberemos os efeitos na maneira como nos sentimos. O que acontece se não alimentarmos nosso espírito de forma correta?
Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Como está o seu apetite pela Palavra de Deus? É uma necessidade diária? Ou é algo que você petisca de vez em quando? Hoje vamos ouvir como podemos desenvolver um apetite pelas coisas que realmente satisfazem. Vamos nos juntar à Nancy enquanto ela continua nesta série chamada Devocionais Diários: dever ou prazer?
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quando eu estava na casa dos vinte anos, desenvolvi um hábito muito ruim de viver em restaurantes de fast-food.
Na verdade, eu viajava muito durante aqueles anos; e muitas vezes eu nem chegava a entrar nos restaurantes. Eu apenas passava pelo drive-thru, pedia qualquer coisa para viagem …
Raquel Anderson: Se não nos alimentamos corretamente, logo perceberemos os efeitos na maneira como nos sentimos. O que acontece se não alimentarmos nosso espírito de forma correta?
Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Como está o seu apetite pela Palavra de Deus? É uma necessidade diária? Ou é algo que você petisca de vez em quando? Hoje vamos ouvir como podemos desenvolver um apetite pelas coisas que realmente satisfazem. Vamos nos juntar à Nancy enquanto ela continua nesta série chamada Devocionais Diários: dever ou prazer?
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quando eu estava na casa dos vinte anos, desenvolvi um hábito muito ruim de viver em restaurantes de fast-food.
Na verdade, eu viajava muito durante aqueles anos; e muitas vezes eu nem chegava a entrar nos restaurantes. Eu apenas passava pelo drive-thru, pedia qualquer coisa para viagem e engolia a comida a caminho da minha próxima reunião ou compromisso (detesto admitir). E, você sabe, isso nunca realmente me incomodou. Eu até gostava de fast-food — até fazer trinta anos.
E quando entrei na casa dos trinta, percebi que realmente não estava me sentindo bem — que eu tinha alguma desnutrição física que estava começando a mostrar efeitos. Percebi que precisava mudar minha alimentação, que eu não estava tendo uma dieta equilibrada. Eu não estava recebendo o tipo adequado de nutrição. Veja, não quero que você tire conclusões erradas, eu não fui para o extremo; mas comecei a comer (o que eu chamava de) comida de verdade com mais frequência do que fast-food. E que diferença isso fez!
O que experimentei em nível físico durante aqueles anos é uma imagem do que experimentei em alguns momentos da minha caminhada espiritual com Deus. Na verdade, lembro-me de um período, um tempo atrás, em que eu estava muito ocupada por um longo período, vários meses.
Eu estava envolvida na produção de um programa nacional de televisão e viajava muito. Nunca pretendi perder a conexão com o Senhor, mas me vi vivendo em drive-thrus espirituais de fast-food.
Você sabe o que quero dizer com isso? Percebi, não de uma vez, mas ao olhar para trás, que tinha desenvolvido um hábito espiritual que não era bom para minha saúde espiritual. E eu não percebi o impacto que isso teve em meu espírito até olhar para trás e perceber que estava espiritualmente desnutrida.
O que aconteceu na minha vida durante aquele tempo foi um vazamento lento. E acordei uma manhã e percebi que eu não tinha o relacionamento íntimo de amor com o Senhor que tinha desfrutado em momentos do passado. E Deus me mostrou que a diferença era que eu não estava tirando tempo para me alimentar direito — para ter tempo sem pressa a sós com o Senhor.
Sou tão grata que Deus me mostrou isso (antes que fosse tarde demais). E que eu tive a oportunidade de dizer: “Senhor, sinto muito; eu me arrependo de ter passado o meu tempo com o Senhor de forma apressada.” A consequência que experimentei (foi) minha incapacidade de responder à pressão — percebi que estava ficando irritada, incapaz de lidar com as responsabilidades e demandas. E percebi que eu tinha perdido muito da capacidade de responder à pressão — porque não estava cultivando aquele relacionamento com o Senhor. Eu me comprometi com o Senhor que isso voltaria a ser a prioridade número um do meu dia. E precisei chegar ao ponto de dizer: “Senhor, se eu não fizer mais nada no meu dia, terei tempo com o Senhor.”
Veja bem, a reconstrução não aconteceu da noite para o dia; mas com o passar do tempo, Deus começou a reconstruir meu espírito, a restaurar minha alma. E eu me vi, às vezes, ainda tentada a voltar àquele mesmo restaurante espiritual de fast-food.
Mas eu sabia que, se fosse caminhar com o Senhor a longo prazo, teria que criar o hábito de colocar Deus em primeiro lugar no meu dia. Porém, não quero que você tenha ideias equivocadas. Isso não é algo que decidi fazer há muito tempo e que agora seja sempre fácil.
Na verdade, na maioria dos dias, é difícil. Essa é a regra para mim: é difícil. Você diz: “Por que deveria ser tão difícil, você tem feito isso por quase quarenta anos?” Acho que é difícil porque há um inimigo que sabe que, se ele nos atingir aqui (no nosso tempo a sós com Deus), ele pode nos tornar praticamente inúteis em todas as outras áreas da vida.
Ele não se importa se sabemos muitas coisas sobre Deus, desde que não tenhamos intimidade com Deus.
E acredito que ele trabalha horas extras em nossas vidas para nos roubar esse tempo a sós com o Senhor. Tenho visto isso fazer tanta diferença na vida de muitas outras pessoas também.
Penso em uma querida esposa de pastor que veio até mim algum tempo atrás; eu não a via há muito tempo. Eu disse: “Linda, como você está?” (e ela contou essa história publicamente, ou eu não contaria mencionando seu nome). Ela parecia estar bem. Mas quando começou a desabafar começou a chorar e expressar o que realmente estava acontecendo dentro do seu coração. Havia questões em seu casamento, havia questões com seus filhos e, principalmente, havia questões em seu relacionamento com o Senhor que não estavam sendo tratadas.
Eu disse: “Linda, me diga o que você faz logo cedo pela manhã.” Aqui estava uma mulher que, em algum momento no passado, tinha experimentado as bênçãos de ter uma vida devocional consistente.
Mas eu disse: “Me diga o que você faz quando se levanta pela manhã.”
Ela disse: “Bem, eu preparo uma xícara de café, pego o jornal e sento para lê-lo.”
Eu disse: “Linda, quero te dar um desafio de 30 dias. Todos os dias pelos próximos 30 dias, você se comprometeria com isto? Se precisar pegar sua xícara de café, faça isso; mas antes de pegar o jornal, você pegaria a Palavra de Deus e diria: ‘Senhor, o Senhor poderia me mostrar algo do Teu coração e dos Teus caminhos antes de eu começar este dia?’ Eu disse: “Eu não estou dizendo quanto tempo tem que ser, mas você começaria seu dia tirando um tempo a sós com o Senhor, tempo silencioso na Palavra e em oração?”
Levou um tempo até que ela estivesse disposta a assumir esse compromisso, porque, naquele momento, ela havia perdido muito apetite espiritual. Sabemos que, no campo físico, se você está com fome e come comida, já não fica mais com fome. Mas no campo espiritual, se você fica muito tempo sem alimento, sem a Palavra de Deus, você perde o apetite. Então, como recuperar esse apetite? Você pega a Palavra de Deus e diz: “Senhor, faz um tempo que não estamos juntos; mas o Senhor pode falar ao meu coração?” E quanto mais você entra na Palavra e na presença de Deus, mais seu apetite cresce.
Bem, ela finalmente assumiu esse compromisso: pelos próximos 30 dias ela separou um tempo a sós com o Senhor, na Palavra e em oração todos os dias.
Eu liguei para ela durante aquele período e depois conversei com ela no final dos 30 dias; e perguntei: “Linda, como você está? Como está indo?”
Ela me disse: “Eu fui avivada.”
Agora, vou lhe dizer: suas circunstâncias não tinham mudado. Mas ela era uma nova pessoa. Na verdade, ela me escreveu algum tempo depois, conforme o hábito começou a se firmar; e ela disse: “Comecei com 10 a 15 minutos. Agora eu poderia passar 2 horas sem levantar a cabeça, se o telefone não tocasse ou a casa não precisasse ser limpa. Pela graça de Deus, posso dizer que meu tempo a sós com Ele agora é a principal prioridade do meu dia. A oração é um deleite e um privilégio. Tenho uma fome e uma sede pela Sua Palavra como nunca antes. E a doce intimidade com o Senhor, que um dia experimentei no passado”, ela disse, “agora é real e preciosa outra vez.”
Você talvez já tenha ouvido este poema, mas ele fala comigo de forma renovada cada vez que o ouço. O autor diz:
"Eu acordei cedo certa manhãe
me lancei apressada ao dia.
Eu tinha tanto para realizar,
não tive tempo para orar.
Os problemas simplesmente caíam sobre mim.
Por que Deus não me ajuda?, eu me perguntei.
E Ele respondeu: “Você não pediu.”
Eu acordei cedo esta manhã
e eu parei antes de entrar no dia.
Eu tinha tanto para realizar
que eu simplesmente precisava tirar tempo para orar.
Eu encontrei Deus pela manhã
quando o dia estava em seu melhor.
E Sua presença era como o nascer do sol,
como uma glória dentro do meu peito.
A Sua presença permaneceu o dia inteiro.
Ele ficou comigo o dia inteiro.
E nós navegamos em perfeita calmaria
sobre cada mar turbulento.
Outras vidas são sopradas e golpeadas.
Outras vidas estão profundamente angustiadas.
Mas os ventos que pareciam empurrá-las
me trazem paz e descanso.
Então eu pensei em outras manhãs,
com um profundo remorso na mente,
quando eu também havia soltado as amarras
deixando Sua presença para trás.
E eu acho que sei o segredo aprendido
em muitos dias atribulados:
você deve buscar a Deus pela manhã
se quiser tê-lo ao longo do dia.”
Ao encerrarmos esta série, quero te dar o mesmo desafio que dei à minha amiga Linda. Se isso não tem sido parte do seu hábito constante, você estaria disposta a aceitar um desafio de 30 dias? Estaria disposta a dizer todos os dias pelos próximos 30 dias: “Se Deus me lembrar e pela Sua graça, eu passarei algum tempo a sós com o Senhor todos os dias, na Palavra e em oração.” Eu nem estou dizendo em que horário isso precisa ser. Pode ser que você comece e acabe fazendo isso no meio do dia ou no final do dia.
Estou apenas dizendo: “Você está disposta? Disposta a se comprometer a dedicar um tempo com a Palavra aberta dizendo: ‘Senhor, fala comigo’?” Você não precisa ler capítulos longos, talvez apenas um parágrafo. Leia o suficiente para permitir que o Senhor penetre e atravesse seu coração e te dê uma palavra do coração dele para o seu. Você estaria disposta a fazer esse compromisso de 30 dias diante do Senhor?
Eu não sei exatamente o que Deus fará na sua vida durante esses dias. Não posso prometer que haverá alguma mudança nas suas circunstâncias externas. Mas eu realmente creio que haverá uma transformação que começará a acontecer dentro do seu próprio coração à medida que você separar esse tempo para cultivar um relacionamento íntimo de amor com o Senhor Jesus.
Raquel: Ouvimos Nancy DeMoss Wolgemuth nos ensinando como desenvolver um apetite pela Palavra de Deus. Ela voltará para encerrar, mas primeiro deixe-me lembrar que Nancy nos deu um desafio de 30 dias.
Se você não tem o hábito de passar tempo diário com Deus, estamos pedindo que você tente passar algum tempo em oração e estudo bíblico todos os dias por 30 dias. Talvez você esteja disposta a aceitar o desafio, mas não sabe por onde começar.
Disponibilizamos um livreto digital do desafio de 30 dias de leitura Bíblica – 30 dias no livro de Atos. Durante esse período, você terá um versículo bíblico, um breve devocional, perguntas para reflexão e uma atividade para ajudá-la a estudar as Escrituras por conta própria. Conforme você for lendo versículo por versículo e capítulo por capítulo, esperamos que você sinta Deus falando ao seu coração.
Mediante uma doação de qualquer valor, este recurso será disponibilizado para você. Visite nosso site para informações de como fazer a sua doação e obter este livreto. avivanossososcoracoes.com
Amanhã ouviremos como a Palavra de Deus está impactando mulheres que aceitaram o desafio de 30 dias da Nancy. Esperamos que você possa se juntar a nós. Agora aqui está Nancy para orar conosco.
Nancy: Pai, obrigada pelo Teu convite para passar tempo contigo. Obrigada por sempre estares presente e por sempre nos acolheres em Tua presença. E eu penso, como disse o escritor do hino: “Oh que paz podemos ter, Oh, que dor no coração, só porque nós não levamos tudo a Deus em oração.” Quanto Tu queres ser em nós, e significar para nós, e agir através de nós se simplesmente cultivemos esse hábito, essa disciplina, de permitir que Tu sejas o primeiro em nosso dia.
Senhor, eu oro por cada uma dessas mulheres; particularmente, aquelas que nunca tiveram um hábito assim — que Tu lhes dês coragem para dizer: “Sim, pelos próximos 30 dias, estou disposta a aceitar esse desafio, a passar algum tempo a sós com o Senhor todos os dias, na Palavra e em oração.” Encontre-Se com elas nesse tempo. Encoraje-as. Faça com que saibam do Teu amor. E comece em cada coração um hábito, uma disciplina, uma prática que elas jamais desejarão abandonar pelo resto da vida.
Eu oro em nome de Jesus. Amém.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.