Devocionais diários: Dever ou prazer? | Dia 3
Raquel Anderson: O que passa pela sua mente logo no começo de cada dia? Você imediatamente começa a se preocupar com todas as tarefas que estão pela frente, ou seus pensamentos se voltam para o Senhor e para o Espírito Santo, que nos fortalece e nos guia?
Você está ouvindo o Aviva Nossos Corações, com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Hoje Nancy vai compartilhar conosco a história de alguém que desenvolveu um hábito importante todas as manhãs, que afetou o seu dia inteiro.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Meu pai não veio de um lar cristão. Ele conheceu o Senhor com vinte e poucos anos, depois de uma vida de rebeldia e desvio, com uma conversão muito dramática a Cristo. No início da sua vida cristã, alguém o desafiou a começar a dar a Deus a primeira hora de todos os dias na Palavra e …
Raquel Anderson: O que passa pela sua mente logo no começo de cada dia? Você imediatamente começa a se preocupar com todas as tarefas que estão pela frente, ou seus pensamentos se voltam para o Senhor e para o Espírito Santo, que nos fortalece e nos guia?
Você está ouvindo o Aviva Nossos Corações, com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Hoje Nancy vai compartilhar conosco a história de alguém que desenvolveu um hábito importante todas as manhãs, que afetou o seu dia inteiro.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Meu pai não veio de um lar cristão. Ele conheceu o Senhor com vinte e poucos anos, depois de uma vida de rebeldia e desvio, com uma conversão muito dramática a Cristo. No início da sua vida cristã, alguém o desafiou a começar a dar a Deus a primeira hora de todos os dias na Palavra e em oração. Ele aceitou esse desafio. Desde seus vinte e poucos anos até o dia em que foi para a presença do Senhor, vinte e oito anos depois, ele nunca perdeu um único dia; nem um só, de dar a Deus a primeira hora de cada dia na Palavra e em oração.
Ele era um homem muito ocupado. Tinha um negócio e estava ativamente envolvido em muitas atividades na nossa comunidade e em vários tipos de ministérios. Sua agenda estava sempre muito cheia. Nossa casa sempre foi um lugar muito movimentado, quase uma colmeia de atividades no ministério.
Mas não importava a hora em que ele fosse dormir na noite anterior, não importava o que tivesse para fazer no dia seguinte, não importava quais compromissos estivessem em sua agenda, havia um compromisso que ele não perderia. Antes de tomar café, antes de começar o seu dia, antes de ler qualquer outro material, ele estava na Palavra e de joelhos. Essa é uma das razões, aliás, pelas quais não assinávamos jornal em casa e não tínhamos televisão.
Ele se preocupava que essas eram coisas que impediam muitos cristãos de realmente separar um tempo de qualidade para crescer em seu relacionamento com o Senhor. Para ele, começar cada dia na presença do Senhor era algo profundamente importante — quase tão natural quanto respirar. Ele simplesmente não sabia viver de outra forma. Não era uma prática legalista, nem algo que impunha a nós; era um convite silencioso, ensinado dia após dia pelo seu próprio exemplo. Deixe-me dizer como filha: que coisa incrível é, na vida dos seus filhos, eles verem que seus pais conhecem o valor de colocar Deus em primeiro lugar no dia.
Mamães, vocês podem cometer muitos erros com seus filhos — e vão cometer, como meus pais seriam os primeiros a admitir que cometeram em nossa casa movimentada com sete filhos. Muitas coisas eles não fizeram certo, muitas coisas que gostariam de ter feito diferente. Deus supre muitas falhas e muita deficiência na sua família — e seus filhos também — se eles souberem que a prioridade número um no seu dia, a coisa mais importante na sua vida, é o seu relacionamento com Deus, não apenas porque você diz isso, mas porque isso realmente aparece na sua agenda.
Sou tão grata por ter crescido em um lar onde meus pais nos mostraram a importância de buscar a Deus como a prioridade número um de cada dia.
Também tem sido precioso para mim, ao ler as Escrituras, encontrar exemplos maravilhosos de homens e mulheres que tiveram esse mesmo tipo de compromisso, que colocaram a Deus em primeiro lugar. Penso em Davi no Antigo Testamento. Davi foi pastor, poeta, rei e general militar. E se pudéssemos perguntar a Davi: “Qual é a coisa número um que você deseja para sua vida?” — você acha que ele diria: “Quero ser conhecido como um grande rei, quero vencer mais batalhas”? Davi nos diz nos Salmos exatamente como responderia a essa pergunta.
Lemos isso no Salmo 27.4, onde Davi diz: “Uma coisa peço ao Senhor” (se eu pudesse pedir apenas uma coisa a Deus, seria isto) e a buscarei.” (Essa é a coisa que faço questão de buscar. É nisso que foco durante o meu dia.) Davi diz: “que eu possa morar na Casa do Senhor” (todos os dias da minha vida) “para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo.” O que Davi está dizendo? A prioridade número um da minha vida é viver na presença de Deus.
A maioria de nós conhece a história no Novo Testamento, descrita no Evangelho de Lucas 10, sobre as duas irmãs que receberam Jesus em sua casa para um jantar. Na verdade, Marta foi quem fez a maior parte da recepção. Ela era a “anfitriã perfeita”. Minha mãe é esse tipo de mulher. Ela realmente tem o dom de fazer as pessoas se sentirem bem-vindas e de preparar refeições e eventos que sempre dão certo. Nesse caso, Marta tinha convidado Jesus para jantar.
Quando Jesus veio, não era apenas Jesus. Era também seu grupo de seguidores famintos. Então ela havia convidado pelo menos esses treze homens para jantar. Quem sabe quem mais estava com eles! Ao ler o relato — temos apenas alguns versículos no final de Lucas 10 — precisamos usar um pouco de imaginação. Eu já passei tempo suficiente na cozinha com visitas chegando para ter uma noção do que Marta pode ter sentido naquele dia.
Acho que foi mais ou menos quando ela ouviu o timer do pão avisando que estava pronto, mas percebeu que havia esquecido de ligar o forno onde estava a carne. De repente todas as suas listas e planos se tornaram um grande caos. Ela percebeu que as coisas não estavam dando certo, que havia mais para ser feito, que já era hora de comer e nada estava pronto. Não sei se ela começou a se preocupar como aquilo afetaria a sua imagem de boa anfitriã, mas sei que ela olhou ao redor e percebeu que sua irmã não estava em lugar nenhum.
Aquela que poderia ter ajudado, dando uma mão, não estava ali. Dá para sentir no texto aquele vapor emocional se acumulando. Então vem o momento em que ela percebe que sua irmã está na sala, com os homens. De repente ela não aguenta mais. Já estava fervendo por dentro, mas agora, como uma panela de pressão, ela explode. Ela está chateada, esgotada, frustrada, frenética — e perdeu o controle.
Talvez isso nunca tenha acontecido com você, mas comigo acontece regularmente. Não sei o que há nas cozinhas, mas acontece comigo com frequência ali. E não é só na cozinha. Às vezes é no escritório. Às vezes. . . muitas vezes acontece quando estamos perto daqueles que mais conhecemos, e baixamos a guarda. Eles veem quem realmente somos quando explodimos.
Marta começa a repreender Jesus pelo fato de sua irmã não estar ali ajudando. Ela diz: “Jesus, o Senhor não se importa que ela me deixou aqui sozinha para fazer tudo?” Então ela diz: “Diga a ela para vir me ajudar.” Você já se viu dizendo a Deus o que Ele deve fazer? É exatamente isso que aconteceu aqui. Jesus tem palavras para Marta — e para mim e para você — em todos esses momentos “Marta” da vida.
“Marta, Marta, você está toda atrapalhada,” (isso está no original — não, não está!) “Você está preocupada com tantas coisas, mas Marta, se você pudesse perceber, há apenas uma coisa na vida que realmente importa. Estamos muito felizes de estar na sua casa hoje. Obrigado por este jantar, mas quero que você saiba: Eu não vim aqui pelo jantar. Eu vim porque quero um relacionamento com você. Não precisamos de entrada, prato principal e sobremesa. Não precisamos que a carne e o pão fiquem prontos ao mesmo tempo, e a mesa não precisa estar impecável! Podemos comer um misto quente.”
Estou usando minha imaginação no texto. Se você não estiver acompanhando, tudo o que acabei de dizer não está lá. É só como imagino a cena. Porém, Jesus disse: “Sua irmã, Maria, fez uma escolha de passar tempo comigo. Eu não estarei aqui para sempre. Você não poderá sempre fazer isso. Então, Marta, você pode deixar algo de lado para fazer essa escolha?” (parafraseado) Veja, a escolha que Maria fez é algo que ela levará pela vida inteira. Dessa escolha virão doçura, fruto, bênção e um perfume que tocará todos à sua volta.
Ao ler esse relato, lembro-me dos muitos momentos de frustração na minha própria vida. Isso acontece em qualquer semana, às vezes várias vezes em um único dia. Então ouço as palavras de Jesus a Marta me chamando de volta para a única coisa que realmente importa: passar tempo na presença de Jesus. Isso não significa que não farei outras coisas. Na verdade, creio que conseguirei fazer mais coisas — e as coisas certas — se eu tiver passado tempo com Jesus.
Nos próximos episódios, vamos falar sobre como passar tempo com Jesus; por que isso é importante e sobre o propósito desse tempo devocional diário, desse tempo silencioso, dessa hora santa. Não importa como você o chama. O que importa é que você tenha esse tempo. Deixe-me destacar algo que vemos na vida de Maria: esse tempo não acontece por acaso no seu dia. Ele exige uma escolha consciente e deliberada.
Quando você diz “sim” para passar tempo a sós com Jesus de forma consciente, isso significa que também está dizendo “não” para outras coisas. Existem coisas boas para as quais você não terá tempo. Há coisas que você terá que deixar de lado. Há momentos em que você gostaria de estar com um grupo de pessoas, mas você vai dizer “não” a isso porque quer passar tempo a sós com Jesus.
Essa é uma escolha que você está disposta a fazer? Não, não é uma escolha fácil. Não é algo que você decide de uma vez por todas. É uma escolha diária. Se eu não fizer mais nada no meu dia, vou cultivar meu relacionamento com Jesus na Palavra e na oração.
Raquel: Talvez você queira compartilhar esta série com alguma amiga que está tendo dificuldade em separar um tempo com o Senhor. Visite o nosso site, avivanossoscoracoes.com. Lá, você vai encontrar este episódio e todos os anteriores. Este episódio faz parte da série “Devocionais diários: Prazer ou dever?”
Nos próximos dias, vamos nos aprofundar neste assunto. Amanhã vamos abordar a pergunta: “Qual é o propósito de ter devocionais diários?” Agora aqui está Nancy para nos encorajar em oração.
Nancy: Antes de orar, gostaria de te lembrar o impacto que um desafio teve na vida do meu pai.
Então, gostaria de lançar um desafio para você também!
É o desafio de oração por 30 dias pelo seu pródigo! Ore, interceda, batalhe pela alma daquele querido ou querida que está correndo do Senhor. Ore para que o seu coração seja atraído ao Senhor e que ele ou ela se renda aos pés da cruz. Preparamos um material super especial para te auxiliar nesse processo. O livreto do desafio de oração pelo pródigo estará disponível a partir do dia 27 de abril e você poderá acessá-lo mediante uma doação de qualquer valor.
Visite o nosso site para mais detalhes de como fazer a sua doação, avivanossoscoracoes.com/desafios.
Ó Senhor, nosso coração diz: “Queremos Te conhecer.” Eu oro para que o Senhor nos mostre como fazer disso a prioridade número um em nossas vidas e em nossos dias.
Ensina-nos, Senhor, a Te colocar em primeiro lugar. E que nossas vidas tragam glória ao Teu nome como resultado. Oro em nome de Jesus. Amém.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.