Devocionais diários: Dever ou prazer? | Dia 1
Raquel Anderson: Você já se sentiu como uma formiguinha viajando na Rodovia da Vida? Parece que, por mais rápido que você corra, está sempre a poucos centímetros de ser atropelada pelas responsabilidades e demandas diárias?
Você está ouvindo o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
A vida parece ficar cada vez mais corrida, não é? A gente mal termina uma tarefa e já tem mais três esperando na fila. Aí vem a pergunta: quando é que vou conseguir respirar? Você já percebeu que Jesus enfrentou demandas incríveis sobre Seu tempo enquanto esteve nesta terra?
Estamos começando hoje a série “Devocionais diários - dever ou prazer?” Vamos nos juntar à Nancy enquanto ela explica como Jesus lidou com demandas que não tinham fim.
Nancy DeMoss Wolgemuth: A vida é muito agitada. E eu me lembro que, há vários anos, enquanto ensinava …
Raquel Anderson: Você já se sentiu como uma formiguinha viajando na Rodovia da Vida? Parece que, por mais rápido que você corra, está sempre a poucos centímetros de ser atropelada pelas responsabilidades e demandas diárias?
Você está ouvindo o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
A vida parece ficar cada vez mais corrida, não é? A gente mal termina uma tarefa e já tem mais três esperando na fila. Aí vem a pergunta: quando é que vou conseguir respirar? Você já percebeu que Jesus enfrentou demandas incríveis sobre Seu tempo enquanto esteve nesta terra?
Estamos começando hoje a série “Devocionais diários - dever ou prazer?” Vamos nos juntar à Nancy enquanto ela explica como Jesus lidou com demandas que não tinham fim.
Nancy DeMoss Wolgemuth: A vida é muito agitada. E eu me lembro que, há vários anos, enquanto ensinava em uma conferência de mulheres, na noite de abertura, pedi às mulheres que preenchessem uma ficha pautada e compartilhassem comigo como poderíamos orar por elas durante aquele fim de semana. Eu perguntei especificamente: “O que você gostaria que Deus fizesse na sua vida? E como você descreveria onde está agora?”
E enquanto eu lia aqueles cartões depois da conferência, percebi que havia um fio condutor que passava por todos eles. Deixe-me ler para você o que várias disseram.
Uma mulher disse: “Às vezes sinto que estou fora de controle com tantas pressões.”
Outra: “Mostre-me como administrar os muitos papéis de professora, mãe, esposa e filha com sucesso e ainda ter tempo para o trabalho da igreja e para mim. Sinto como se estivesse sendo puxada em todas as direções.”
Esta mulher disse: “Eu preciso parar de me preocupar com tudo. Eu tento não fazer isso, e sei que não deveria; mas minhas preocupações que eu mesma crio até perturbam meu sono e meus sonhos.”
E talvez você se identifique com esta, se estiver ativa no ministério da sua igreja local. Ela disse: “Tenho me dedicado ao serviço por cerca de 24 meses. E sinto necessidade de desacelerar e me renovar; mas como você disse, ‘a vida fica muito agitada’.”
E sei que há aquelas que se identificam com esta: “Com um bebê novo, preciso encontrar a paz e o descanso do Senhor, física e emocionalmente.”
Aqui está uma com a qual eu realmente me identifico. Uma senhora disse: “Frequentemente fico ocupada demais e meu dia acaba sem ter feito as coisas que eu mais queria fazer.”
Você se identifica com alguma delas? Você diz: qual dia?
E esta, com a qual muitas se identificam, disse: “Sou solteira por divórcio, e estou muito cansada.”
Uma senhora falou sobre seu estado esgotado e frenético; e eu pensei: Que imagem de tantas mulheres hoje — não apenas mulheres no mundo, mas mulheres em nossas igrejas vivendo nesse estado esgotado e frenético. O que me ajuda é lembrar que o Senhor Jesus, durante Seus anos aqui na terra entendeu como era ter uma vida muito ocupada — ter mais demandas sobre Ele do que se poderia pensar que um ser humano suportaria. E sou tão grata que no Evangelho de Marcos capítulo 1, nos é dado um retrato muito detalhado de um dia na vida do Senhor Jesus.
Vou começar a ler no capítulo 1, versículo 21, Evangelho de Marcos 1.21: “Depois, entraram em Cafarnaum, e, logo no sábado, Jesus foi ensinar na sinagoga”. Agora, isso já me diz que aqui há uma demanda, uma pressão, uma responsabilidade pesada que Jesus tinha. Você talvez esteja envolvida em ensinar uma classe de escola dominical para crianças ou adultos, ou liderar um pequeno grupo em algum estudo bíblico. Se você já ensinou a Palavra de Deus ou ajudou a liderar outros no ministério, sabe que isso exige muito de você.
Eu ensino muito a Palavra, e não é apenas difícil ministrar; mas também há a preparação do coração, da vida e da mensagem que antecede o momento do ensino. Às vezes, você já deu muito antes mesmo de começar a ensinar. E daí vem o momento do ensino, quando você se entrega, se doa em favor dos outros. E você sabe o que vai enfrentar depois, quando sente que foi esgotada, e às vezes aquilo que você ensinou se torna a área de sua maior vulnerabilidade.
Então, se você vai ensinar a Palavra de Deus, haverá desafio, demanda e pressão incomuns sobre sua vida. Jesus começou a ensinar na sinagoga. E, aparentemente, Seu ensino era bastante eficaz porque, versos 22-27, diz assim:
“E maravilhavam-se com a sua doutrina, porque os ensinava como alguém que tem autoridade e não como os escribas. E logo apareceu na sinagoga um homem possuído de espírito imundo, o qual gritou: — O que você quer conosco, Jesus Nazareno? Você veio para nos destruir? Sei muito bem quem você é: o Santo de Deus!
Mas Jesus o repreendeu, dizendo: — Cale-se e saia desse homem. Então o espírito imundo, agitando-o violentamente e gritando em alta voz, saiu dele. Todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si: — Que é isto? Uma nova doutrina! Com autoridade ele ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!”
Veja, eu nunca realizei um exorcismo. Nunca expulsei um demônio, então não posso me identificar exatamente com o que Jesus experimentou naquela situação. Mas aqui Ele está em um culto, por assim dizer, quando um homem possesso interrompe a reunião, grita e desafia a autoridade de Jesus; e Jesus, no poder de Sua posição como o Cristo, como o Filho de Deus, lida diretamente com aquela situação.
Talvez pensemos: Bem, nunca teríamos uma situação assim. Mas o livro de Efésios, capítulo 6, nos diz que todas nós estamos em uma batalha espiritual. Nossa luta não é contra pessoas, coisas ou circunstâncias. O inimigo não é seu cônjuge ou seu filho, que anda te tirando do sério esses dias.
O inimigo é Satanás. E estamos envolvidas em guerra espiritual contra a maldade espiritual em lugares celestiais, Paulo diz em Efésios, capítulo 6. Então, toda vez que você se levanta pela manhã, há uma batalha invisível acontecendo nos lugares celestiais entre as forças de Deus e as forças do inferno. E se você é filha de Deus, às vezes pode sentir um pouco como se fosse pega no fogo cruzado — como se você estivesse consciente de que há uma batalha acontecendo ao seu redor, há uma batalha acontecendo em nossa cultura.
Há uma batalha pela alma de nossos filhos, há uma batalha em que Satanás quer destruir casamentos piedosos; e pode ser que (em nível humano, pareça que há apenas tensão incomum ou dificuldade incomum em lidar com uma situação) — o que talvez não estejamos vendo é que realmente há um elemento da presença, da atividade, do envolvimento de Satanás e seus demônios.
Isso é desafiador e faz parte da vida cotidiana de uma filha de Deus. O versículo 28 nos diz que as notícias sobre Jesus se espalharam rapidamente por toda a região da Galileia. De repente, Jesus era notícia de primeira página. Todo mundo queria que Ele fosse falar em seus banquetes ou dar uma entrevista.
E se você acha que já quis ser famosa e popular, veja as demandas que entraram na vida de Jesus e perceba que não é tão divertido assim ter essa notícia espalhada rapidamente. Você talvez já tenha se envolvido em uma situação em que ajudou alguém com uma necessidade; e foi capaz de dar um conselho sábio e piedoso, talvez, a alguém que estava lutando com um problema no casamento. E então a notícia se espalhou de que você sabia usar a Palavra de Deus e aplicá-la a situações da vida real.
E, de repente, você percebe que seu telefone não para de tocar. As pessoas querem saber — podem te ver, você pode ajudá-las, pode ajudar um amigo delas? E você começa a pensar: Não tenho tanta certeza se quero ser a conselheira do bairro. Não tenho tanta certeza se quero ser aquela pessoa no meu ambiente de trabalho que todos acham que podem procurar para encontrar soluções para seus problemas.
Veja, ser serva de Deus, filha de Deus e usada por Deus significa que haverá demandas em nosso dia que são maiores do que outras pessoas talvez tenham de enfrentar. Jesus entendeu o que era experimentar as demandas das pessoas pressionando sobre Ele, todos querendo algo dele. Talvez alguns dias você se sinta que, como mãe, esposa, mulher, funcionária, membro da igreja, professora da Bíblia ou líder de estudo bíblico na sua igreja — simplesmente não tem o suficiente de você para atender todo mundo. Não há o suficiente de você para todos que querem uma parte de você.
E é aí que tantas vezes começamos a nos sentir esgotadas e frenéticas.
Ao olharmos para a vida do Senhor Jesus nos Evangelhos, nunca vemos um homem esgotado e frenético. Vemos uma calma incrível, um senso incrível de direção, propósito e inteireza em Sua vida. E, ao observar a vida de Jesus, eu digo: “Como Ele conseguia?”
Agora, nós nem terminamos ainda este dia na vida do Senhor Jesus; vamos retomá-lo na próxima sessão e ver que Seu dia estava longe de terminar. Ele havia ensinado na sinagoga, expulsado aquele demônio, as notícias sobre Ele estavam se espalhando rapidamente — e Ele não podia simplesmente ir para casa e se acomodar para uma noite tranquila com Sua família.
Havia mais pela frente para Ele. Mas acho que é encorajador para nós sabermos que Jesus entende o que é ter muitas pessoas precisando de nós — ter muitas pessoas exigindo uma parte de nós, ter interrupções e distrações, dar-se em favor dos outros.
E, ainda assim, de alguma forma havia um segredo em Sua vida (nós veremos isso na próxima sessão) que O capacitava a atravessar essas demandas sem se tornar aquela pessoa esgotada e frenética que tão facilmente nos tornamos em meio a circunstâncias semelhantes.
Aguardamos você amanhã, aqui no Aviva Nossos Corações.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.