Ancorada na Palavra
Nancy DeMoss Wolgemuth: De acordo com Shannon Popkin, nada abala Deus.
Shannon Popkin: Aqueles temporais em nossas vidas. . . Ele não é afetado pelo caos. Nada disso O afeta. Ele está acima da tempestade. Ele está de pé, e quer que vejamos isso no meio da nossa tempestade. Ele é a nossa âncora.
Raquel Anderson: Você está ouvindo o Aviva Nossos Corações. Nossa apresentadora é a autora de Mentiras em que as mulheres acreditam e a verdade que as liberta, Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Nancy: Você já se sentiu como se mal conseguisse manter a cabeça fora d’água, como se onda após onda continuasse te atingindo, e você sentisse que vai se afogar?
Eu costumo dizer que você ou está em uma tempestade agora, ou acabou de sair de uma, ou está prestes a entrar em uma. Essa é …
Nancy DeMoss Wolgemuth: De acordo com Shannon Popkin, nada abala Deus.
Shannon Popkin: Aqueles temporais em nossas vidas. . . Ele não é afetado pelo caos. Nada disso O afeta. Ele está acima da tempestade. Ele está de pé, e quer que vejamos isso no meio da nossa tempestade. Ele é a nossa âncora.
Raquel Anderson: Você está ouvindo o Aviva Nossos Corações. Nossa apresentadora é a autora de Mentiras em que as mulheres acreditam e a verdade que as liberta, Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Nancy: Você já se sentiu como se mal conseguisse manter a cabeça fora d’água, como se onda após onda continuasse te atingindo, e você sentisse que vai se afogar?
Eu costumo dizer que você ou está em uma tempestade agora, ou acabou de sair de uma, ou está prestes a entrar em uma. Essa é a vida em nosso mundo caído. É a vida deste lado do céu. Por isso, quando enfrentamos águas agitadas, precisamos aprender a permanecer ancoradas, para que não sejamos levadas pelos ventos e pelas correntes.
Em Hebreus capítulo 6, lemos sobre uma âncora segura e firme da alma. Você sabe a que o autor está se referindo? São as promessas de Deus e a esperança que temos por causa do que Jesus fez por nós.
No dia 31 de outubro de 1517, nasceu a Reforma Protestante. De muitas formas, a Reforma foi uma maneira de lançar uma âncora para um navio que havia se desviado do curso.
O que Martinho Lutero e muitos outros reformadores fizeram foi dizer: “Vamos ancorar nossas vidas e nossas igrejas em Cristo e na Palavra de Deus. As Escrituras, a Palavra escrita de Deus, e Jesus, a Palavra feita carne, são nossa única autoridade e esperança. Não as tradições da Igreja, não as opiniões humanas. Vamos seguir o que a Bíblia diz acima de tudo, e estamos dispostos a arriscar nossas vidas por isso.” E eles realmente arriscaram suas vidas para que hoje pudéssemos ter a Palavra de Deus.
No dia 31 de outubro, os cristãos celebram o retorno à afirmação da salvação somente pela graça, somente pela fé, somente em Cristo, com base na autoridade da Palavra de Deus, e para a glória de Deus somente. E hoje queremos dedicar um tempo para refletir sobre onde — ou em quem — estamos ancorando nossas almas.
Temos um grupo maravilhoso de amigas aqui para nos ajudar a fazer isso, e eu as apresentarei ao longo do programa.
Minha amiga, Asheritah Ciuciu, descreveu a primeira vez em que teve um ataque de pânico numa sessão do Aviva Nossos Corações. Aqui está Asheritah.
Asheritah Ciuciu: O meu pensamento foi: a âncora segura. Voltamos àquele momento, duas semanas depois do início da pandemia, quando eu sentia que meu mundo estava desabando e que eu não aguentava mais. Deus me encontrou de uma forma tão especial e pessoal, mostrando que Ele é o meu refúgio e a minha força.
E não importa o que a vida traga, quando descansamos sobre a Rocha que é Jesus Cristo, estamos seguras e protegidas. As ondas podem bater. As tempestades podem vir. Em meio a todo esse desconhecido. . . você não pode prever o diagnóstico, a perda do emprego, o ente querido que se afasta.
Nós não sabemos o que virá, mas Deus sabe. Ele nos convida a construir nossa vida sobre a Rocha sólida, porque Ele nunca será abalado. Então, quando descansamos nele, também não seremos abaladas.
Nancy: Asheritah Ciuciu não foi a única que sentiu a necessidade de ancorar sua alma no Senhor em momentos de ansiedade. Aqui está Glenna. Ela é uma doce amiga que tem enfrentado dores crônicas por muitos anos, resultado de dois tipos diferentes de artrite severa.
Glenna Marshall: Durante os primeiros dias da minha doença, antes mesmo de saber o que estava acontecendo comigo, tive uma noite de dor que ainda está gravada na minha memória. A dor era tão intensa que tive um ataque de pânico. Lembro-me claramente de andar pela sala da minha casa, orando e clamando ao Senhor. Fui lembrada da história em Mateus, quando Jesus pede a Pedro que saia do barco e ande sobre as águas com Ele.
Eu imaginei Pedro pulando do barco como alguém que salta de um conversível — jogando as pernas para fora, impulsivo e empolgado para andar sobre as águas com Jesus. Ele começa a andar, está sobre as águas, e o mar está revolto. De repente, ele olha ao redor e começa a afundar. Então clama: “Senhor, salva-me!” E Jesus repreende sua pequena fé, mas ao mesmo tempo o salva. Depois Jesus o conduz de volta ao barco, e é então que Ele acalma a tempestade. Pedro teve que caminhar de volta ao barco no meio da tempestade.
Lembrei-me dessa história naquela noite. Clamei com Pedro: “Senhor, salva-me! Não sei o que mais dizer, a não ser que minha fé está lutando neste medo e nesta dor.”
E embora Ele não tenha me curado naquela noite, Ele me ajudou a sobreviver àquela noite. Meu coração se acalmou. Consegui voltar a dormir. Lembro que na manhã seguinte fiquei meditando naquela história e voltei às Escrituras para lê-la. A fé de Pedro era realmente muito pequena naquele momento, mas o objeto da fé dele era muito, muito grande — e era Jesus.
E Ele é a garantia de que Ele é a âncora, como sabemos em Hebreus 6. Nossa fé pode parecer muito fraca às vezes. Ele é o forte. E se continuarmos voltando para Aquele que é forte, podemos nos lembrar de que Ele nos segura firmemente. Ele nos sustenta.
Acho que isso é o que nos encoraja quando estamos incertas, quando temos medo. Não precisamos depender da nossa própria força. Apenas nos apoiamos firmemente na dele — e Ele nunca falha.
Nancy: Agora, aqui está Kristyn Getty contando sobre um momento no verão de 2022 em que ela precisou olhar para Jesus como sua âncora.
Kristyn: Tivemos um ano cheio: viagens internacionais, a conferência Sing!, o novo álbum, e também nos mudamos duas vezes. Houve muitas coisas acontecendo, creio que foi um acúmulo de pontos de estresse, e eu me senti um pouco perdida com todo esse peso, além das meninas começando a escola.
Senti que estava tão ocupada fazendo todas essas coisas boas, mas me sentia vulnerável pelo cansaço e por estar um pouco desconectada, porque não tinha tanto tempo para investir em relacionamentos que falassem ao meu coração. Comecei a me sentir esvaziada — muita coisa estava saindo, mas pouca coisa estava entrando. Comecei a me sentir sem forças.
Algumas semanas atrás, depois da conferência Sing!, senti um alívio. Nas últimas semanas consegui retomar meu estudo bíblico matinal com algumas amigas, outro estudo na minha igreja e também comecei a ler o devocional de Dane Ortlund sobre os Salmos. (Não sei se você conhece esse livro.)
Estava lendo o Salmo 4, um salmo que fala sobre confiança tranquila em Deus em tempos difíceis. Fui meditando nele e anotando alguns pensamentos, tentando reformulá-lo e colocá-lo de forma que ficasse gravado na minha mente — como copos de água fresca para a alma. Tudo aquilo foi incrível. Li novamente aquelas anotações hoje, preparando-me para participar deste programa, e foi maravilhoso.
Acho que, em tempos de muita correria, quando estamos nos doando tanto, podemos estar mais vulneráveis. E isso é um lembrete: não importa a idade nem quanto tempo você é cristã — é preciso buscar constantemente maneiras de se encher novamente. Então, esta última semana foi sobre isso para mim.
Nancy: Para Juli Slattery, a metáfora muda do náutico para o aéreo.
Juli Slattery: Acho que a visão que Deus me deu ao longo dos anos é a de ser uma piloto habilitada por instrumentos. Se você entende de aviação, sabe que isso significa confiar nos painéis de instrumentos e não se deixar enganar pelo que vê pelas janelas.
Acho que, em nossos dias, há tantas mulheres olhando pelas “janelas” — olhando para dentro de si, para o que sentem, para o que as pessoas dizem, para o que a cultura faz — e não confiam no instrumento que é a Palavra de Deus.
E para mim, é isso: Deus nunca muda. Sua Palavra nunca muda. Ele nunca é surpreendido. Por mais que estejamos sendo sacudidas pela turbulência, podemos confiar nele. Podemos confiar em Seu Espírito, que nos ensina e nos atrai para Si.
Nancy: Eu amo isso! Obrigada, Juli Slattery.
Agora, voltando ao tema da âncora. Esta é Amanda Kassian. Ela diz que o conceito de nossa âncora estar firmada em Cristo a faz lembrar de uma de suas filhas, e também nos leva à passagem bíblica de Pedro andando sobre as águas.
Amanda Kassian: Eu dei à minha filha mais nova o nome de Josephine Hope. E o nome Josephine significa “Deus aumenta”. Ela é uma bebê da pandemia, então, naquele tempo, eu estava lutando com a esperança e com a questão de onde está a nossa segurança, já que o mundo estava mudando tão rápido e as pessoas estavam se voltando umas contra as outras. Eu queria um lembrete da Palavra de Deus e de quem Ele é. Por isso, o nome dela é Josephine Hope, que significa “Deus aumenta a esperança”.
E à medida que os anos passam, à medida que meus anos se aproximam do fim — e isso pode acontecer amanhã —, Deus continua aumentando minha esperança enquanto O conheço mais. Essa esperança é uma âncora para mim. É uma esperança que me faz não precisar me preocupar com o amanhã.
Quando penso em Pedro saindo do barco, quando ele fixou os olhos em Cristo, sua âncora, ele pôde andar sobre as águas. Mas quando olhou para a direita ou para a esquerda, foi aí que ele afundou.
Então, para mim, quero fixar meus olhos em Cristo, que é a âncora da minha alma, para que eu não afunde. Ele me mantém firme.
Nancy: Shannon Popkin explica essa mesma passagem em mais detalhes.
Shannon Popkin: Houve uma noite em que os discípulos estavam atravessando o Mar da Galileia. Jesus lhes havia dito para atravessar. Eles estavam seguindo Suas instruções. E, de repente, se encontraram no meio de uma tempestade — uma tempestade forte. Eles estavam com medo de perder a vida.
Lutavam contra o vento e as ondas, que eram contrárias, e se sentiam completamente derrotados. Tinham medo de morrer. E entre quatro e seis da manhã — a terceira vigília da noite —, Marcos nos diz que Jesus veio andando sobre as águas e “queria passar por eles”.
Achei isso interessante, porque quando estou na noite escura da alma, no caos de uma tempestade, eu não quero que Jesus passe por mim. Quero que Ele venha até mim. Quero que Ele pare a tempestade. Quero que Ele esteja comigo na tempestade. E, no entanto, Jesus queria passar por eles. O que Ele estava pensando?
Essa foi a grande revelação na narrativa de Mateus. No final da história, os discípulos dizem: “Verdadeiramente, Tu és o Filho de Deus.”
Eles perceberam, pela primeira vez, que sim, tudo em nossas vidas é incerto. E, ainda assim, não devemos imaginar Jesus lutando contra a tempestade para chegar até eles. Porque, se Ele não é afetado pela gravidade, certamente também não é afetado pela tempestade.
Era isso que Jesus estava revelando: Ele não é afetado pelas tempestades em nossas vidas. Ele não é afetado pelo caos. Nada disso O afeta. Ele está acima das tempestades. Ele está de pé, e quer que vejamos isso no meio das nossas tempestades. Ele é a nossa âncora. Ele é a âncora para a qual podemos olhar no meio das tempestades. Ele é Aquele que não será derrotado. Ele se erguerá acima de qualquer coisa que enfrentemos. E como Deus está no controle, isso significa que eu não preciso estar.
Portanto, em nossa angústia, em nossa frustração, Jesus quer que vejamos. . . podemos estar fora de controle, nosso mundo inteiro pode estar fora de controle, mas Jesus não está fora de controle. Jesus está no controle. E como Ele está no controle, isso significa que eu não preciso estar.
Nancy: Estamos ouvindo algumas das palestrantes que participaram de uma de nossas conferências Mulher Verdadeira. Perguntamos a elas: “O que vem à sua mente quando pensam em Jesus e nas Escrituras como nossa âncora?”
Aqui está Kelly Needham.
Kelly Needham: Ver a âncora firme em minha vida, na transformação do meu coração — que às vezes parece ser a transformação mais difícil. . . levar as fases de mudanças da nossa vida, as dores, os conflitos e os problemas que parecem grandes demais para resolver sozinha, levar tudo isso ao Senhor e ver meu coração ser transformado de total turbulência à paz — isso me confirma que Deus é real. Ele pode me mudar. Ele pode mudar minha disposição. Ele pode produzir paz no meu coração em meio a tantas coisas incertas e instáveis.
Também começar a ver respostas às orações que venho fazendo. Nem todas as coisas que depositei aos pés dele neste último ano foram respondidas, mas algumas foram. Há uma transformação lenta em algumas áreas, em relacionamentos e situações pelas quais tenho orado e que consigo ver. E ver essas pequenas expressões da ação de Deus é um lembrete de que Ele é real. Ele está me transformando, antes de tudo, mas também vejo que Ele está transformando os que estão ao meu redor.
Nem sempre são as circunstâncias que eu queria que mudassem que realmente mudam. Geralmente são as posturas do coração que estão sendo mudadas, e o contentamento está crescendo mais do que as circunstâncias estão mudando.
Mas, para mim, isso é ainda muito libertador, porque agora minha esperança não está mais presa a circunstâncias que mudam, mas a uma Pessoa que pode intervir em meio a uma circunstância difícil e prover o que precisamos, mesmo que a situação não mude. Isso é realmente libertador.
Nancy: Para Erin Davis, não existe apenas uma âncora, mas duas. Vou deixar que ela mesma explique.
Erin Davis: Vou te levar de volta a uma cafeteria, alguns anos atrás. Eu estava aconselhando uma amiga minha, universitária, que estava tendo dificuldades com ansiedades diárias. Ela tinha dificuldade para ir às aulas. Não estava cuidando bem de si mesma.
Outra amiga minha tinha acabado de falar com ela por vários minutos, mas nada estava surtindo efeito. Então eu disse a ela: “Ei, você acredita que Deus é bom?”
E ela respondeu: “Acredito.”
E eu perguntei: “Você acredita que Deus está no controle?”
E ela disse: “Na verdade, não.”
E ali estava a raiz de tudo o que ela sentia. Você consegue imaginar? Acreditar que existe um Deus no céu, acreditar que Ele tem todo o poder, que Ele criou todas as coisas — mas, de alguma forma, achar que agora está tudo fora do controle dele.
Então começou, para mim, essa jornada de enxergar a bondade e a soberania de Deus como duas âncoras. E para tentar ajudar melhor minha amiga, um dia eu pesquisei no Google: “Quando um barco precisa de duas âncoras?” É uma coisa estranha de se pesquisar, eu sei.
Mas eu tinha um palpite. E a resposta foi: em uma tempestade. Porque, se você tiver apenas uma âncora em meio a uma tempestade, o barco vai girar e girar e girar. Mas, se tiver duas âncoras, elas se contrabalançam e mantêm o barco firme.
Foi isso que eu vi na vida da minha amiga. Ela sabia uma coisa sobre Deus — que Ele é bom —, mas não acreditava na outra — que Ele está no controle. E se você acredita apenas em uma dessas verdades, seu barco vai girar e girar e girar.
Então, para mim, as âncoras — no plural — são: Deus é bom. As Escrituras dizem que Ele é bom, que Ele faz o bem. Ele não nega coisa alguma que seja boa. É quem Ele é. Essa âncora está bem fincada no chão para mim. E a segunda âncora é: Ele é soberano. Ele está no controle. Nada passa despercebido por Ele. Ninguém pode manipulá-Lo. Nunca poderá haver um golpe no céu em que Ele perca Sua autoridade.
E essas verdades eu vivi na minha própria vida, especialmente no último ano. Elas sustentam, mesmo em uma tempestade muito intensa. Então, quando ouço “nossa âncora segura firme”, penso: “nossas âncoras seguram firme”, e sou muita grata por isso.
Nancy Lindgren: Estou super animada. . .
Nancy: Esta é Nancy Lindgren.
Nancy Lindgren: Porque eu acredito que, por meio dos tempos difíceis, por meio do sofrimento, somos levadas aos nossos joelhos e nos tornamos totalmente dependentes de Deus. Isso é verdade na minha própria vida. Eu precisei depender dele. Não é quando tudo está fácil que aprendemos a depender. Quando as coisas ficam difíceis, precisamos depender dele. Os tempos difíceis nos aproximam dele, e eu vejo isso como algo bom. Acho bom sermos atraídas a Ele e percebermos o quanto precisamos dele desesperadamente.
Eu quero estar nesse lugar onde minha vida não é apenas fácil e tranquila. Quero depender tanto de Deus que Ele se manifeste, e eu saiba que é Ele — e não eu.
Nancy: Obrigada, Nancy Lindgren.
Agora, Blair Linne vai compartilhar seus pensamentos sobre essa frase: “nossa âncora segura firme.”
Blair Linne: O que me vem à mente quando penso que “nossa âncora segura firme” é que Deus é a minha âncora. Cristo é a nossa âncora estabilizadora que nos sustenta. Cristo é quem nos trouxe ao relacionamento com o nosso Pai celestial. É ser cheia do Espírito Santo, ser preenchida com toda a plenitude de Deus. É nisso que penso quando ouço sobre uma âncora.
Nancy: Isso me faz lembrar o que falamos tanto aqui no Aviva Nossos Corações — liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Gostaria de compartilhar rapidamente uma passagem que tem sido uma âncora para mim nos últimos anos. Voltei a esses dois versículos repetidas vezes. Eles têm sido uma âncora para mim — uma âncora para o meu coração, para as minhas emoções inconstantes, para meus pensamentos e imaginações descontroladas.
Todos os “e se. . .”, especialmente durante aqueles dias malucos de 2020. Você se lembra, quando o mundo inteiro parou por causa da pandemia? E também quando meu querido marido Robert foi diagnosticado com dois tipos diferentes de câncer, passando por meses de cirurgias, tratamentos de quimioterapia e muito mais.
Esses versículos foram uma tábua de salvação, uma âncora para o meu coração naquela época — e continuam sendo até hoje.
Os dois últimos versículos do Salmo 29 dizem o seguinte:
O SENHOR governa os dilúvios; como rei,
O SENHOR governa para sempre.
O SENHOR dá força ao seu povo,
O SENHOR abençoa o seu povo com paz. (vv. 10–11)
Ufa! Só de ler isso agora, meu coração já se acalma. Não vou me aprofundar em cada frase hoje — já fiz isso em outro momento.
Mas talvez você precise ouvir isto hoje: “O Senhor reina sobre o dilúvio.” Eu não sei qual é o seu dilúvio, não sei o que está ameaçando te afogar, mas posso te afirmar, com base na autoridade da Palavra de Deus, que Deus ainda está no controle.
Há poucas semanas, recebi um e-mail de uma amiga que está no meio de uma tempestade enorme. Onda após onda, caos em sua vida, especialmente em relação a um filho adulto. Ela me escreveu e terminou o e-mail assim:
Estou reaprendendo que nossas vidas pertencem a Ele. Ele nunca nos deixou nem nos abandonou. Sim, vemos a bondade de Deus em cada dia. E declaramos essa bondade em voz alta uma para a outra. Cansadas? Sim. Exaustas? Sim. Paz? Alegria? Para ser sincera, vêm e vão. Mas permanecendo na Sua Palavra, recebendo os Seus pensamentos sobre como viver nossas vidas, e permanecendo perto dele, encontramos força para cada novo dia.
O céu reina. “O Senhor reina sobre o dilúvio.” Talvez você precise se lembrar dessa promessa hoje. Ancore sua alma nessa verdade.
Tem sido tão encorajador ouvir, uma após a outra, diferentes perspectivas sobre esse único conceito — que a Palavra de Deus é a nossa âncora. Isso é maravilhoso.
Temos mais uma história para compartilhar hoje. A Dra. Kathryn Butler teve a oportunidade de ajudar um amigo a se lembrar e ancorar sua alma nas promessas de Deus.
Dra. Kathryn Butler: A história que me vem à mente é a do meu amigo David, sobre quem escrevo bastante no meu livro Glimmers of Grace. Ele era um irmão em Cristo maravilhoso. Um amigo querido, que — embora eu tenha mais de dez anos de experiência na medicina clínica — provavelmente me ensinou mais do que qualquer outra pessoa sobre o que significa enfrentar a doença com fé. Ele tinha enfisema e HIV. Caminhei com ele e tive o privilégio de estar ao seu lado durante os últimos meses de sua vida.
Ele já tinha visto Deus agir abundantemente em sua vida. Passou um período de tempo vivendo como sem-teto nas ruas de Nova York por cerca de dez anos. Foi um bom samaritano — como ele mesmo dizia — quem o encontrou quando estava prestes a tirar a própria vida nas ruas de Nova York. Esse homem lhe falou sobre o Evangelho e o levou até o Hospital Bellevue para que recebesse ajuda.
Foi a primeira vez que David realmente compreendeu o Evangelho e o amor de Jesus por ele. Porque esse estranho o viu como “um portador da imagem de Deus, cheio de potencial” — foram as palavras de David — e o acompanhou até receber ajuda. Depois disso, ele dedicou sua vida a Jesus.
Por causa de seus problemas de saúde, David estava sempre indo ao hospital. Mas ele evangelizava a equipe médica. Levava uma pilha de Bíblias em espanhol para distribuir aos funcionários que o atendiam diariamente. Enviava e-mails para nossa igreja proclamando a bondade de Deus, mesmo em meio às suas lutas.
Por isso, foi muito difícil para mim ver que, nos últimos meses de vida, ele foi ficando cada vez mais doente. Entrava e saía do hospital, alternando entre internações e reabilitação, sem conseguir ficar em casa. Às vezes passava um dia em casa e logo o encontravam inconsciente, porque sua respiração estava muito comprometida e o nível de dióxido de carbono no sangue aumentava demais. Isso começou a desgastá-lo, a esmagar seu espírito.
Lembro-me de meu coração se partir por ele, porque aquele homem, tão firme na fé e tão seguro da bondade de Deus, estava sendo tomado pelo cansaço e pela dor de estar doente, preso em um hospital por meses. Começou a duvidar do amor de Deus por ele — e até mesmo da sua salvação.
Lembro-me de estar sentada com ele no hospital. Meus filhos estavam na cama ao lado, colorindo livros de pintura, e ele disse: “Eu só espero poder ir para o céu.”
E eu disse: “David, você sabe que está unido a Jesus. Deus te adotou como filho. Você sabe o que Jesus fez por você, não é?”
Mas ele estava abatido. Comecei a me preocupar e a orar intensamente por ele, pensando: Que fardo isso trouxe sobre ele! E que peso a doença traz quando obscurece nossa visão do amor de Deus. Ele sabia disso, lá no fundo. Então comecei a orar com fervor e preocupação.
Nas últimas semanas de vida, ele teve vários períodos de confusão e delírio. Mas um dia, ele teve um momento de clareza. E naquele dia de lucidez, ele me ligou. Parecia um novo homem. Ele me disse: “Eu sei que tudo vai ficar bem.”
Então ele disse: “Eu estava acordando esta manhã e me lembrei de Isaías (acho que foi no capítulo 6), quando Isaías entra no templo e vê Deus ali, sentado no trono, e apenas a barra de Suas vestes enche o templo. É uma daquelas cenas em que Isaías fica aterrorizado na presença desse Deus poderoso e diz: ‘Ai de mim, porque sou impuro.’”
Mas David se lembrou daquela cena, e sentiu que Deus a havia trazido à sua mente naquele momento. Ele disse: “Eu sei que Deus está perto, e Ele está muito mais perto do que qualquer um de nós imagina.”
Ele pôde dizer isso e encontrar consolo naquela passagem porque sabia que, em Jesus, ele estava limpo — e que estaria na presença desse Deus santo quando deixasse esta terra.
E disse: “Katy, você e sua família foram uma luz de graça na minha vida, e eu só quero agradecer. Eu sei que, aconteça o que acontecer, eu tenho medo — não quero sentir dor, não quero passar por isso. Mas não tenho medo de para onde estou indo, porque sei que estarei com Jesus.”
Foi um daqueles momentos em que, depois de seis meses vendo aquele homem sofrer e lutar, Deus interveio e mostrou que tinha David na palma da Sua mão o tempo todo. Mesmo com todas as idas e vindas ao hospital e toda a sua angústia, Deus nunca o abandonou.
No dia seguinte, David piorou e foi internado em cuidados paliativos. Seu único medo em relação à morte era não querer morrer sozinho. Então, seu pastor e seus amigos — nós incluídos — ficamos ao lado dele pelas próximas quarenta e oito horas, cantando hinos e orando por ele. E então ele partiu para os braços de Jesus.
Foi um processo doloroso de assistir, mas ao mesmo tempo foi um grande consolo saber que Deus o sustentou — e que Ele foi fiel até o fim.
Raquel: Uau! Que lembrança maravilhosa da rocha firme que temos em Jesus e em Sua Palavra. No fim das contas, não somos nós que nos mantemos firmes em Cristo — é Ele quem nos mantém firmes.
Mas vale a pena perguntar: se a sua alma fosse um barco, e você respondesse com total sinceridade, onde o barco do seu coração está ancorado — em quê ou em quem?
Se estamos nos agarrando a qualquer coisa que não seja Jesus e Sua Palavra como nossa segurança final, então o barco da nossa alma corre o risco de derivar para águas perigosas. Espero que você ore e peça a Deus que lhe mostre como voltar para o abrigo e a firmeza de uma alma ancorada nele.
Amanhã, iniciaremos a série Discernindo a verdade em um mundo de engano. O mundo está cheio de imagens brilhantes e vozes confiantes. Como cristãs, precisamos ter discernimento em relação às influências que disputam nossa atenção. Nesta série, Nancy vai nos ajudar a compreender fielmente a verdade e a não sermos enganadas pelo erro.
Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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